Começam aqui as nossas 48 horas em Barcelona, de sexta-feira à tarde até domingo à tarde. Como disse no último post (ver aqui) ficámos hospedados em Gàva, uma cidade a cerca de 30 minutos de Barcelona, onde os preços de acomodação eram muito mais agradáveis à carteira. Pelo menos às nossas.
Parc Güell
Depois de deixarmos as malas no apartamento Dolce Gava fomos apanhar o comboio. O comboio que faz a ligação entre Gàva e Barcelona passa de 20 em 20 minutos e normalmente chega a horas. Mas preparem-se que nós apanhámos sempre o comboio a abarrotar. A que hora fosse! A sorte foi mesmo a viagem ser rápida.
Los Tortíllez
Como chegar
A primeira coisa que queríamos fazer era ir comer qualquer coisa já a poder ser considerado como um almoço tardio. E começámos por um dos pratos mais conhecidos em Espanha, as famosas tortilhas de batata. Para chegarmos ao lugar escolhido saímos na estação de comboio Passeig de Gràcia que dá acesso a uma das ruas mais importantes da cidade e andámos cerca de 10 minutos até ao restaurante Los Tortíllez. Quando chegámos, por volta das duas da tarde, o restaurante encontrava-se bastante cheio e ainda tivemos que esperar um bocadinho até termos uma mesa livre. Mas também enquanto se esperava aproveitou-se para decidir o que iríamos pedir, porque a escolha era (e é) imensa.
História
Quando nos sentámos na nossa mesa que ficava num cantinho e começámos a olhar com atenção para a decoração do restaurante, percebemos pelas muitas fotografias de família espalhadas pelas paredes que aquele restaurante tinha história. História de uma família que desde 1982 oferece a oportunidade a muitos de conhecer a famosa iguaria espanhola.
Tortilha com sobrasada ibérica, queijo e mel
Para quem não conhece, a tortilha espanhola, não confundir com a tortilha mexicana, é um prato que tem o seu papel enraizado na cultura de país. Pensa-se que este prato é oriundo da região da Extremadura e confeccionado desde 1798 (século XVIII). Apesar de actualmente este prato ser preparado de imensas maneiras, a sua base é bastante simples, batatas e ovos. E tal como acontece com estes tipo de pratos as suas raízes vêm de famílias ou comunidades mais pobres que tentavam fazer o melhor possível com os ingredientes que tinham à mão. E por isso quando comerem as tortilhas espanholas lembrem-se que apesar de não parecer este prato tem origens bastante humildes.
As nossas tortilhas
Agora em relação à nossa experiência no Los Tortíllez; como o menu inclui outros pratos tradicionais pedimos como entrada o famoso pão com tomate regado com azeite como manda a tradição. Como disse acima, o menu das tortilhas é bastante extenso e o difícil é escolher uma. Há desde tortilhas simples, com ou sem cebola, até tortilhas com bacalhau, calamares, queijos e carnes fumadas. Para provar o que digo basta darem uma olhadela à carta que está disponível no website oficial: https://www.lostortillez.com/carta/. Apesar de não ter visto no menu eu acho que cada uma destas tortilhas se relaciona com um membro da família – mas isto é apenas uma suposição da minha parte.
Nós depois de bastante indecisão escolhemos as seguintes:
Abuela Tortíllez – tortilha simples com cebola
Aitor Tortíllez – tortilha com bacalhau, tomate, salsa e alho
Tomeu Tortíllez – tortilha com sobrasada ibérica (enchido típico espanhol), queijo e mel
Guadalupe Tortíllez – tortilha com bacon, jalapeños e queijo
Quando pedimos as tortilhas perguntaram como as queríamos, isto se bem passadas ou mal passadas. Quem escolheu as tortilhas de bacalhau pediu bem passadas, enquanto os restantes pediram mal passadas. Da minha tortilha, a Tomeu, posso dizer que gostei imenso. Também cheguei a experimentar a de bacalhau e concordo com a opinião geral, a de que faltava um bocadinho de sal. A minha não teve esse problema porque o enchido, a tal sobrasada ibérica, dava o sabor salgado que precisava. Tal como a Guadalupe com o bacon.
Pão com tomate (esquerda) e tortilha de bacalhau (direita)
O atendimento foi super-rápido e as empregadas foram bastante atenciosas. Como hoje era o dia de aniversário da minha mãe pedi às escondidas se podiam por uma velinha na tortilha dela. E não foi que o fizeram? Nada como cantar os parabéns meio em espanhol meio em portunhol para o embaraço ser maior. Mas fiquei muito agradecida pela atenção especialmente estando o local a abarrotar com clientes. Aliás o ambiente até chegou a estar tenso quando vimos duas das empregadas a refilar uma com a outra. Não que isso afectasse ou mudasse a nossa opinião ou a nossa experiência.
Como já devem ter percebido este é um dos locais que recomendo a visitarem, para além de provarem boas tortilhas a refeição ficar-vos-á bastante económica para os preços da cidade.
50gr de iogurte natural mais 2 colheres de sobremesa para decoração
Sal q.b.
Preparação
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Abra a lata de grão-de-bico e escorra-o. Coloque metade do grão com 150gr de vegetais congelados num tabuleiro que possa ao ir forno.
A estes vegetais, junte 3 colheres de sopa de caril e 2 colheres de sopa de azeite. Tempere com sal, misture bem e leve o tabuleiro ao forno por 30 minutos. Mexa a meio tempo com uma colher de pau.
Entretanto num tacho leve ao lume o restante caril com uma colher de sopa de azeite. Deixe fritar por cerca de 2 minutos.
Ao tacho junte o restante grão-de-bico e os restantes vegetais congelados.
Junte 500mL de água e tempere de sal.
Deixe ferver os vegetais a lume baixo por 20 minutos.
Quando o tempo de cozedura acabar, junte o iogurte natural, e com a ajuda de uma varinha mágica passe-a a sopa até ter um creme homogéneo espesso.
Sirva a sopa decorada com os vegetais assados e iogurte natural.
Castelldefels e Gavà são duas cidades a cerca 20 quilómetros de Barcelona e óptimas opções para quem quer conhecer Barcelona, mas não queira pagar os preços quase proibitivos da grande cidade. Se quiserem aproveitar a praia aconselho mais Castelldefels, mas para quem quer visitar Barcelona diariamente Gavà é a melhor opção. As ligações entre Gavà e Barcelona decorrem várias vezes ao dia e pode-se viajar de autocarro, porém a forma mais fácil é de comboio, que se for o directo, demora 20 minutos.
Na primeira noite em que chegámos a Espanha, já no final do dia, apanhámos o autocarro L99 para Castelldefels. Depois de uma viagem que demorou cerca de 45 minutos chegámos ao Hotel C31, onde fizemos o check-in digital. Como sabíamos de antemão que íamos chegar depois da hora normal do check-in, tínhamos informado o hotel que nos enviou por mensagem o código de entrada para a propriedade e para o nosso quarto.
Clique no seguinte link para mais informações sobre o Hotel C31: https://hotelc31.com/
Restaurante Kinza Villa
Depois das primeiras impressões feitas no nosso quarto voltámos para a rua para jantar. Estivemos divididos entre algumas opções, mas até nem procurávamos nada de especial. Tentámos primeiro o Mincho Bar Pineda, que nos pareceu uma opção simples com vários petiscos, mas quando chegámos vimos que estava encerrado. Acabámos por entrar no restaurante Kinza Villa, um restaurante de comida tradicional da Geórgia. Apesar de tentarmos sempre experimentar a cozinha local o horário tardio não dava para muitas procuras.
Kinza Villa está extremamente bem avaliado e o seu decor é de uma certa classe sem ser pomposo. Como estava bastante calor, mesmo à noite, decidimos ficar numas mesas exteriores. Neste restaurante acho que o nosso erro foi ter pedido demasiada comida com dois dos pratos de queijo – e atenção que eu adoro queijo, mas até eu senti um ligeiro enjoo com a overdose deste lacticínio no final da refeição.
A nossa mesa no restaurante Kinza Villa (esquerda) e o prato Tolma (direita)
Como entradas pedimos Tolma que foi o melhor prato da nossa refeição (16.00 euros). Tolma é um prato que consiste em couves enroladas e recheadas com carne e especiarias.
Depois cada um pediu outro prato, o meu marido pediu o tradicional Khachapuri Adjaruli, que é uma espécie de pão em forma de barco recheado com queijo e gema de ovo (17.90 euros). Eu pedi Mkhlovani, que é uma variação daquilo que o meu marido pediu, mas com espinafres e queijo (17.50 euros). Para acompanhar pedimos uma cerveja tradicional georgiana, a Kapiani (5.00 euros cada). A refeição ficou meio carota para o que estávamos a contar, mas como disse pedimos demasiada comida. Acho que a Tolma com um outro prato tinha chegado. Apesar do atendimento não ter sido o mais amistoso, gostei bastante da decoração e do ambiente, especialmente indicado para uma noite de Outono com temperaturas de Verão.
Tradicional Khachapuri Adjaruli (esquerda) e Mkhlovani (direita)
Depois da refeição já não fizemos grande coisa sem ser voltar para o hotel.
Para ver o menu e horários de funcionamento do restaurante clique no seguinte link: https://kinzavilla.es/
De Castelldefels a Gavà
No dia seguinte acordámos com um lindíssimo céu azul sem nuvens, onde se adivinhava mais calor. Foi nesta altura que nos apercebemos da bonita paisagem que tínhamos da varanda do nosso quarto.
Vista do nosso quarto no Hotel C31
Depois de um bom pequeno-almoço, sem exageros, que o queijo ainda nos corria nas veias, fomos a pé desde Castelldefels até à estação de comboios em Gavà. Podíamos facilmente ter apanhado o autocarro, novamente o L99, mas acho sempre que andar pelas ruazinhas da cidade é a melhor maneira de a conhecer. No entanto, percebo quem não o queira fazer já que se demora cerca de 1 hora a completar este percurso.
Pequeno-almoço no Hotel C31
Quando chegámos à estação de comboios foi quando decidimos que bilhetes de transporte comprar, dos quais já falei no post anterior (cliquem neste link se quiserem saber mais: Preparativos para Barcelona).
Entretanto fomos ter com o resto da família que chegava de Portugal para irmos fazer o check-in no Dolce Gava. O check-in só começava às duas mas tínhamos pedido se não podíamos fazer o check-in um bocadinho mais cedo, para não irmos com as malas para Barcelona. Felizmente a senhoria conseguiu acomodar o nosso pedido.
Para mais informações sobre a acomodação Dolce Gava clique nos seguintes links: Booking.com ou Airbnb
Depois do check-in feito fomos passar o resto do dia a Barcelona. Mas estando hospedados em Gavà, apesar de não termos explorado muito a cidade, acabámos por conhecer alguns dos cafés e restaurantes perto do apartamento.
SANTAGLORIA café
O primeiro pequeno-almoço foi no café SANTAGLORIA. Mesmo sendo cedo, a pastelaria já estava aberta e com muitas opções por onde escolher. Assim aproveitámos para conhecer uma pastelaria típica de Espanha numa cidade acolhedora como Gavà.
As muitas escolhas da pastelaria SANTAGLORIA café
Eu pedi um cappuccino com um croissant misto, um pequeno-almoço não muito diferente do português. No entanto, houve quem pedisse panquecas e chocolate quente para uma refeição mais especial. Este pequeno café tal como os outros locais onde fomos em Gavà ficavam perto (ou na) estrada principal, a Ramblas de Maria Casas, que vai dar à estação de comboios, o que nos deu imenso jeito.
Capuccino com croissant misto
Para mais informações sobre o SANTAGLORIA café incluindo outras localizações clique no seguinte link: https://www.santagloria.com/
Panquecas com frutos vermelhos e chocolate quente
Restaurante La brasa 2022
Outro local que experimentámos, agora para a ceia, dá-se pelo nome de La brasa 2022. No segundo dia da viagem, Sábado, acabámos por não ter muita fome ao jantar pois tínhamos andado a petiscar por Barcelona (uma visita da qual falarei noutro post). Foi assim que decidimos ir a este restaurante para umas tapas. No entanto este local é conhecido, tal como o nome indica, pelos grelhados como kebabs, costeletas e entrecosto. O que é engraçado é que este restaurante até nem está muito bem avaliado na net, mas foi o que nos foi recomendado pela minha amiga que é de Gavà. E pela nossa experiência não temos nada contra. Talvez o restaurante tenha um ambiente menos formal, alguns chamariam este tipo de restaurante de tasca, mas isso não fez com que não disfrutássemos da refeição.
Tinto de verano (esquerda) e calamares (direita)
O restaurante fecha bastante tarde e quando chegámos já era perto das 10 da noite. Para petiscar pedimos algumas das iguarias locais como as patatas bravas, calamares e pimientos padrón. Também aqui os preços foram bastante confortáveis para as nossas carteiras. Tudo acompanhado com um grande copo de Tinto de Verano.
Patatas bravas (esquerda) e pimientos padrón (direita)
El Café de la Rambla
Os locais mencionados acima, o SANTAGLORIA café e o restaurante La brasa 2022, foram os que experimentámos no Sábado. No Domingo, no dia em que voltámos para casa, decidimo-nos por um pequeno-almoço com mais consistência, mais uma espécie de brunch. E foi assim que acabámos sentados à esplanada no El Café de la Rambla.
Sandes de salmão fumado com queijo de barrar (esquerda) e crepe com molho de pistacchio (direita)
Houve inicialmente alguma confusão porque era preciso ir ao balcão pedir e tal como se espera numa cidade mais pequena, a língua falada era o espanhol e muito pouco o inglês. Isto deu azos a alguns enganos em relação àquilo que se pensava ter pedido e aquilo que nos chegou à mesa. Mas isto foi mais uma razão para a galhofa do que outra coisa.
Mesmo que não se venha com intenções de um grande pequeno-almoço este é um óptimo local para bebericar um simples café ou um cappuccino durante uma manhã bonita e sossegada como aquela que nos recebia.
Para mais informações sobre este café incluindo menus e horários de funcionamento clique no seguinte link: https://elcafedelarambla.es/
Como disse acima apesar de não termos explorado muito a zona, por exemplo não fomos até à praia nem visitámos museus ou locais históricos, gostámos imenso de ficar e conhecer Gavà. Um local certamente com carácter mas sem a confusão constante de uma cidade grande.
Tempo de preparação: 45 minutos + 8 horas para marinar
4-5 porções
497Kcal/porção (4 porções)
Ingredientes
Para a marinada
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sobremesa de ervas aromáticas secas
1 colher de sobremesa de paprica
1 colher de sopa de sumo de limão
225gr de queijo halloumi cortado em cubos
1/4 colher de sobremesa de pimenta preta
4-5 tortilhas com sementes
Para o molho tzatziki
1/2 pepino
250gr de iogurte magro
1 colher de sopa de folhinhas de menta picadas
Alho em pó, sal e pimenta preta q.b.
Para a salada grega
1/2 pepino cortado em meias-luas
4 tomates cortados em meias-luas
1/2 cebola roxa picada
60gr de azeitonas pretas descaroçadas
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de azeite
1/2 alface pequena
1 colher de sobremesa de ervas aromáticas secas
1 colher de sopa de sumo de limão
Sal q.b.
Preparação
Faça primeiro a marinada: misture 2 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sobremesa de ervas aromáticas, paprica, pimenta preta e sumo de limão. Cubra os cubos de halloumi com esta marinada. Deixe repousar por 8 horas no frigorífico.
Para fazer o molho tzatzki, corte a metade do pepino ao meio e retire-lhe as sementes. Em seguida, corte-o muito finamente e tempere-o de sal. Coloque o pepino temperado num coador e deixe escoar por 10 minutos. Passado este tempo compresse o pepino para retirar a maior quantidade de água possível.
Numa tigela coloque o pepino e junte-lhe o iogurte e as folhinhas de menta picadas. Tempere de alho em pó e pimenta preta. Misture bem e reserve.
Para preparar a salada grega junte 1/2 pepino, os tomates, a cebola e as azeitonas. Adicione o vinagre balsâmico, o azeite e as ervas aromáticas. Tempere de sal, misture e reserve.
Lave as folhas de alface e pique-as. Junte-lhes depois as ervas aromáticas e o sumo de limão. Tempere de sal, misture e reserve.
Num grelhador coloque os cubos de halloumi marinados e deixe grelhar por cerca de 3 minutos de cada lado até ganharem cor.
Em cada tortilha espalhe alface, salada grega e cubos de halloumi. Adicione o molho tzatziki a gosto.
Os encantos de Barcelona já não me eram desconhecidos. Tinha visitado esta cidade durante uma semana em 2017 com um grupo de amigos e fazia-o novamente durante um fim-de-semana alargado mas desta vez com a família.
Vista da cidade do terraço do centro comercial Las Arenas
Foi a primeira vez que visitava pela segunda vez uma mesma cidade estrangeira e ao contrário do que esperava, não houve uma sensação de desperdício, a de que podia estar a aproveitar a oportunidade para visitar um novo local. Em vez disso ganhei uma nova experiência da mesma cidade. Sim visitei locais onde já tinha estado, mas sem a urgência da primeira vez. Porque se aprendi uma coisa durante estes 7 anos foi a de aceitar de que não posso ver tudo o que uma cidade tem para oferecer em apenas alguns dias e o de saber disfrutar aquilo que posso.
Mas mesmo assim visitei locais novos, experimentei restaurantes diferentes e fiquei no final a conhecer outra cidade perto de Barcelona, a cidade de Gavà.
Como chegar a Barcelona
O nosso grupo consistia em 5 pessoas; uns viajariam de Portugal, Lisboa e Abrantes, e outros do norte de Londres. A melhor opção para ambos os grupos era o de voar para o aeroporto internacional de Barcelona.
O aeroporto não fica no centro de Barcelona mas os transportes em Espanha são muito bons em termos de preço e de confiança. Nós ficámos instalados em Gavà, devido aos preços mais acessíveis de acomodação, e tivemos apenas de apanhar o autocarro L99 no aeroporto até ao nosso alojamento. A viagem de autocarro demorou cerca de 40 minutos.
Vista do nosso quarto no Hotel C31
Para quem fica em Barcelona, por exemplo da outra vez tinha ficado em Capri by Fraser Barcelona, ao pé da torre Glòries, basta apanhar um autocarro e depois o metro, se necessário. Mas independemente de onde ficarem há-de-vos ser fácil chegar até lá.
Acomodações
Como disse acima o nosso grupo ficou instalado num apartamento em Gavà. A ideia inicial era a de ficar em Barcelona, mas a cidade é bastante cara e a menos que queiram ficar num hostel as opções disponíveis podem ser bastante dispendiosas. Uma das minhas amigas que é exactamente de Gavà aconselhou-nos a procurar alojamento por aqui. Os transportes entre Gavà e Barcelona são regulares e assim também ficávamos a conhecer outra cidade em Espanha, uma cidade bastante mais calma e acolhedora.
Em Gavà acabámos por ficar em dois sítios diferentes, porque enquanto os de Lisboa chegavam na sexta-feira de manhã, nós de Inglaterra chegávamos na quinta-feira ao final da tarde. As duas acomodações foram ambas marcadas através da plataforma do Booking.
Hotel C31
O primeiro local onde ficámos foi o Hotel C31. O hotel não fica bem em Gavà, mas em Castelldefels muito perto da praia. Por uma noite para dois, com pequeno-almoço incluído pagámos 84 euros. O check-in fecha às 8 da noite, mas se avisarem com antecedência podem-no fazer em qualquer altura. Tal como nós que chegámos depois das 8 e para entrarmos tivemos que digitar o código que nos tinha sido enviado. O nosso quarto de duas camas de solteiro não era enorme, mas estava limpo e tinha tudo o que se queria.
Pequeno-almoço no Hotel C31
O quarto tinha uma pequena varanda com uma vista magnífica e o hotel uma piscina, a qual infelizmente não tivemos tempo de experimentar. O pequeno-almoço do dia seguinte foi bastante razoável e não me importava nada de voltar a ficar neste hotel se revisitar esta zona. Para mais informações sobre este hotel vejam o seguinte link: Hotel C31
Dolce Gava
Nas outras duas noites, aí já ficámos no centro de Gavà, a 5 minutos da estação de comboios, no apartamento Dolce Gava. Fizemos a reserva pelo Booking e ficou-nos a 307 euros pelas duas noites (30 euros a cada pessoa por noite), mas também podem fazer a marcação através do Airbnb. O apartamento dá para 6 pessoas, com dois quartos, um com uma cama de casal e outro com um beliche. O sofá-cama da sala dá para mais duas pessoas, e foi onde eu dormi. A zona sossegada, o apartamento bastante espaçoso, e gostámos imenso da localização. O serviço oferecido não incluía pequeno-almoço, o que é normal neste tipo de acomodações, e assim deu-nos a oportunidade de explorarmos dois cafés em Gavà, ambos muitos bons do qual falarei mais tarde. Para verem mais sobre este apartamento cliquem no seguinte link: DOLCE GAVA
Transportes públicos
Mesmo que fiquem no centro de Barcelona, os vários locais de interesse ficam espalhados pela cidade, de forma a que acabam sempre por ter de apanhar transportes públicos. Foi assim desta vez tal como quando aqui estive em 2017.
Existem vários passes de viagem para diferentes durações e diferentes groupos. Os bilhetes podem ser adquiridos em qualquer estação de comboio ou se preferirem podem comprar os bilhetes online. Para verem os diferentes bilhetes disponíveis cliquem no seguinte link: https://www.tmb.cat/es/tarifas-metro-bus-barcelona
O cartão que usámos para apanhar os transportes públicos
Nós acabámos por escolher o T-casual, em que cada um de nós ficou com 10 viagens. Sabíamos que pelo menos todos nós íamos fazer 4 viagens, duas para Barcelona e duas de volta para Gavà. Também sabíamos que uma das viagens seria entre a La Sagrada Familia e o Parc Güell, mais as viagens do aeroporto para Gavà e de Gavà para o aeroporto. No total cada um faría certamente 7 viagens. E assim ficávamos com mais 3 para viajar dentro de Barcelona, se e quando fosse preciso. Estes bilhetes podem ser usados tanto no autocarro como no metro e comboio. Para nós foi a melhor opção e funcionou às mil maravilhas. No final ainda ficámos com viagens no cartão (1 ou 2, se bem me lembro). A única coisa que este cartão não inclui é o metro no aeroporto para Barcelona, mas para nós isso não foi um problema.
Compra antempada de bilhetes
Barcelona é uma cidade muito procurada e muito, muito turística. E é por isso que tem havido alguns protestos contra o turismo desmedido. Assim sendo é mais do que aconselhável marcar bilhetes ainda antes de viajar para os locais mais procurados, mais antecedência ainda se visitarem Barcelona durante a época alta.
No Parc Güell, um dos locais a não perder em Barcelona
Tendo em conta o que nós queríamos visitar marcámos com quase um mês de antecedência os bilhetes para a La Sagrada Familia e para o Parc Güell (incluindo a casa-museu de Gaudi).
No primeiro dia também visitámos a Casa Batlò, uma das casas de Gaudí, mas só marcámos quando estávamos lá a chegar e felizmente não encontrámos nenhum problema com este ’em cima da hora‘. Não marcámos com antecedência porque não sabíamos bem se teríamos tempo ou a que horas estaríamos prontos para fazer a visita. No entanto para a La Sagrada Familia e para o Parc Güell é mesmo necessário ser-se mais organizado. Já da última vez tivemos problemas em visitar estes locais exactamente por causa disto.
Vista do terraço da Casa Batlò
Para quem queira visitar a cidade e tenha problemas de mobilidade e seja por isso mais difícil usar os transportes públicos há sempre a opção dos autocarros turísticos os quais param nos pontos principais da cidade. Para mais informações e compra de bilhetes visite o website: https://city-sightseeing.com/en/17/barcelona
Assim fica o primeiro post sobre esta viagem com os preparativos para o nosso fim-de-semana em família desta vez em Barcelona. Fomos no início de Outubro e estava um calor imenso por isso a preparação em termos de roupa foi a de para temperaturas de Verão.
Nos próximos posts falarei de tudo sobre a nossa experiência em Gavà e em Barcelona. Uma experiência a qual adorámos!
Num tacho refogue a cebola em 2 colheres de sopa de azeite durante 8 minutos.
À cebola, agora translúcida, junte a polpa de tomate, alho em pó e sal. Mexa e deixe cozinhar por 1 minuto.
Adicione então o molho Madras e as lentilhas e o feijão, ambos escoados do molho da conserva.
No frasco do molho Madras adicione 200mL de água, agite para misturar todo o molho na água, e junte-a ao cozinhado.
Deixe este cozer por cerca de 6-7 minutos, mexendo ocasionalmente. No fim do tempo de cozedura o preparado de lentilhas e feijão deve estar a ferver.
Rectifique os temperos e retire do lume.
Num segundo tacho aqueça o restante azeite e junte o arroz lavado e escorrido.
Frite o arroz por 4 minutos. Junte sal e água. Coza-o por 6 minutos ou conforme o tempo sugerido no pacote.
Entretanto numa tigela, junte o sumo de limão e a cebola roxa.
Quando o arroz estiver cozido, adicione duas colheres de manteiga, misture bem e quando a manteiga estiver completamente derretida, retire o tacho do lume.
Sirva o caril acompanhado com o arroz e polvilhado com a cebola roxa e uma colher de sour cream.