Açores – Ilha do Pico

A ilha do Pico nos Açores é a segunda maior ilha deste arquipélago, sendo mais conhecida pela majestosa montanha que por sinal se chama Pico e o ponto mais alto de todo o Portugal, com uma altitude de 2350 metros. A sua presença faz-se bem sentir por toda a ilha e o seu pico lá bem alto por cima das nuvens faz crescer a vontade de subir até ao cimo, principalmente aos que gostam de desafios.

A vista da montanha do Baco’s Resort

A ilha do Pico foi o nosso primeiro contacto com os Açores. Chegámos já ao final da tarde e depois de passarmos pelo processo de entregar e confirmar toda a documentação necessária no aeroporto (para mais informação clicar aqui) e termos em mãos o nosso carro alugado na companhia Ilha Verde (nós alugámos todos os carros durante esta viagem aos Açores através do www.booking.com) chegámos ao sítio onde iríamos ficar instalados nas 3 noites seguintes – Baco’s Resort. A nós calhou-nos a casinha que ficava mesmo ao lado da piscina (o que eu adorei) e do Jacuzzi que acabámos por não ter oportunidade de usufruir. As casas são o que se pode chamar de rústico pitoresco e de tamanha perfeito. O pequeno-almoço era-nos trazido todos os dias de manhã pela responsável que deixava-o dentro de uma cesta no alpendre, devido ao Covid-19. Eu adorei ter tido a oportunidade de passar a nossa estadia na ilha do Pico no Baco’s Resort e se voltar a esta ilha certamente que ficarei aqui novamente.

Baco’s Resort
Pequeno-almoço (sim nós estávamos a tentar matar a manteiga)

Baco’s Resort website: https://www.bacoresort.com/pt/

Baco’s Resort morada: Rua do Lajido do Meio, Santa Luzia, 9940-110 Lajido, Portugal

Booking.com (a plataforma onde marcámos a estadia na ilha do Pico)


No dia em que chegámos como tinha sido um dia comprido, afinal tínhamos apanhado o voo de Inglaterra para Lisboa, depois de Lisboa para a Ilha do Pico que fez uma rápida paragem na ilha Terceira – acabámos por decidir ir comprar comida a um pequeno supermercado em vez de irmos a um restaurante. Encontrámos este supermercado relativamente perto de nós e ainda aberto – HIPERCAIS – e tal como miúdos comprámos todas as delícias portuguesas que não temos aqui em Inglaterra, como bacalhau com natas e lulas de caldeirada. Para experimentar algo da zona acabámos por comprar um licor de limão que era muito bom (e também muito forte).

No dia seguinte, fomos presenteados com mais comidinha portuguesa ao pequeno-almoço – o quanto eu tinha saudades destas maravilhas! Especialmente depois de um mergulho rápido na piscina, o que faz com que o dia comece logo da melhor forma.

Para esse dia tínhamos reservado a subida ao Pico. Para fazer a subida ao Pico é necessário fazer a reserva no website da Casa da Montanha e escolher o dia e o horário em que querem começar a subida. Também há opção de fazer a subida à noite ou pernoitar na caldeira mas para isso só com guia. Para realizar a subida é preciso realizar o pagamento de 25 euros por pessoa.

Agora em relação à subida…

Vista no começo da subida ao Pico

Não vos vou mentir – a subida é difícil, a descida é ainda mais difícil, toda a experiencia é difícil. Posso mesmo dizer que a subida ao Pico foi uma das coisas mais difíceis que fiz na minha vida. Mas vamos começar pelo início. O que é preciso para subir o Pico? MUITA ÁGUA – nós dois levámos 2L de água cada e no final tivemos que a racionar – calçado confortável e seguro, um casaco impermeável, roupa confortável/desportiva, comida e protetor solar – nós esquecemo-nos deste último item e sofremos um bocado com um escaldão na cara e nos braços. Nós tínhamos a noção que a subida ia ser difícil, mas não sabíamos que ia ser assim. Mas fomos avisados logo de início – mal chegámos à Casa da Montanha houve um grupo de rapazes que vinha a chegar e um deles repetiu três vezes “É muito bonito, muito bonito, mas nunca mais me veem lá em cima” – fomos avisados ainda não tínhamos começado a subir. Durante a subida perguntámos a um senhor que vinha a descer se valia a pena e a resposta dele “Olhe ainda nem lhe sei dizer, isto devia dar prazer mas o quanto é preciso sofrer para ter o prazer de chegar ao cimo” – segundo aviso. Não fomos enganados. No final de toda a experiência percebemos completamente o sentimento deste senhor.

Os postes de sinalização do caminho para subir o Pico, com as listas vermelha e amarela

O percurso até ao cimo do Pico, o “Piquinho”, vai sendo acompanhado por estacas de madeira com números, são no total 47, que vão indicando o caminho e ainda bem que as estacas estão ali, porque ao contrário do que pensámos não há nenhum trilho por isso é mesmo subida à profissional. Ainda antes de nos termos metido nesta viagem li um pouco sobre a subida ao Pico e dizia que do número 1 ao 10 o trilho era mais fácil – não se enganem – não há zonas mais fáceis é tudo difícil. Também, talvez porque não somos alpinistas nem atletas a subida e descida que devem levar à volta de 7 horas a nós levou-nos 10 horas. Começámos às 11 e meia a subir, chegámos à caldeira 16:38, ao Piquinho (o ponto mais alto) às 17:04 e de volta à Casa da Montanha às 21:47.

A esta hora já a Casa da Montanha tinha fechado e tinham ligado à responsável do Baco’s Resort porque nós ainda não tínhamos chegado e que se calhar era preciso disponibilizar meios para nos virem buscar (o que seriam uns agradáveis 1000 euros). Se no final já me apetecia chorar, acho que sim mas estava tão cansada que nem forças para isso tinha. Nós que tínhamos pensado ir jantar a um restaurante e experimentar a cozinha local, depois de chegarmos a casa e eu de não conseguir parar de tremer e do meu marido estar para ali a gemer de dores, acabámos por jantar o que tínhamos ainda das compras do dia anterior. Não, nunca mais nos pomos numa aventura destas – a vida de “falso” alpinista está completamente acabada para nós. Mas sim, posso dizer que tive oportunidade de subir ao Pico e que quando agora olho para aquele piquinho posso-me orgulhar e dizer que já estive ali.

No dia seguinte, o nosso último na ilha do Pico e depois da aventura do dia anterior, saímos já eram duas da tarde (o corpo precisava mesmo de descanso) – e fomos visitar a Lagoa da Rosada, a Lagoa do Peixinho, a furna do Frei Matias que é uma gruta de origem vulcânica criada por tubo de lava – se se quiserem aventurar nas grutas na ilha do Pico aconselho o Centro de Visitantes da Gruta das Torres que fazem excursões guiadas com segurança. Mais informações podem ser encontradas neste website: http://parquesnaturais.azores.gov.pt/pt/pico/o-que-visitar/centros-de-interpretacao/centro-de-visitantes-da-gruta-das-torres

Lagoa da Rosada
Lagoa do Peixinho

Por último fomos visitar “Cachorro” e os “Arcos de Cachorro” – o nome dado “cachorro” é devido à forma da rocha que se parece com um cão. Os arcos de cachorro são formações rochosas de origem vulcânica que podem ser acedidas por um passadiço.

Para jantar e porque afinal tínhamos puxado o corpo até ao limite sem uma refeição decente fomos até ao Caffe 5 “Cinq” em Madalena. O atendimento foi supersimpático e a comida maravilhosa. A feijoada de camarão e a açorda de gambas eram deliciosas – recomendo muito este sítio para uma refeição 5 estrelas num ambiente descontraído.

Para acabar a nossa viagem à ilha do Pico fomos até ao Cella bar – um bar cujo edificio tem uma arquitetura completamente inovadora. Nós quando viemos aqui já era assim tarde e de noite por isso não aproveitámos o potencial deste local – durante o dia estando mesmo junto ao mar, a vista será certamente espetacular.

Informações sobre Caffe 5 “Cinq” e Cella Bar

Website (Caffe 5 “Cinq”) – https://www.facebook.com/cinq5cinco/?ref=hl

Morada (Caffe 5 “Cinq”) – Rua Carlos Dabney 5, 9950-327 Madalena, Portuga

Website (Cella Bar) – https://www.facebook.com/cellabar/

Morada (Cella Bar) – Rua Da Barca, 9950-303 Madalena, Portugal


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Açores – Ilha das Flores (1ª Parte)

Açores – Ilha das Flores (2ª Parte)

Açores – Ilha do Corvo

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