Açores – Ilha de São Miguel (Parte 2)

Nós estivemos em São Miguel durante quase 5 dias e apesar de termos ido no final de Setembro, houve dias que mostraram como é viver numa ilha relativamente ao tempo, isto é super incerto. Para além disso numa zona da ilha poderá estar um lindo dia de sol e no outro nevoeiro completamente cerrado. No primeiro dia de viagem pela ilha de São Miguel focámo-nos na parte a oeste da ilha, mais precisamente na zona da Lagoa das Sete Cidades. Assim depois de um ótimo pequeno-almoço seguimos para o Miradouro das Cumeeiras. E assim foi a bela vista da foto em baixo que pudemos desfrutar.

Já estava com ela fisgada para o ataque

Podia ter sido pior? Podia. Mas estava pior quando lá chegámos, estivemos foi a fazer tempo à espera que pelo menos conseguíssemos ver alguma coisa. E felizmente o sol ainda sorriu timidamente e deixou-nos tirar uma fotografia que mostre a beleza dos Açores. Enquanto estivemos à espera tivemos por companhia vacas. Sim, vacas, elas estão por todo o lado. Aliás íamos sendo quase atacados por elas enquanto estávamos dentro do carro. Elas bem que tentaram atacar por todos os lados do carro até estarmos completamente cercados, até que fomos salvos por uma senhora com ar de amazona.

Para o meio da manhã tínhamos marcado uma sessão de kayake com a agência Garoupa Canoe Tours (website aqui). Assim andámos para lá às volta na lagoa azul e na lagoa verde. Confesso que isto sendo a minha primeira experiência apercebi-me que não tenho deveras muito jeito para isto. Mas, pelo menos tentei. No entanto se não fosse pelo meu marido ainda agora andava lá as voltas sobre mim mesmo até que alguém tivesse pena de mim e me resgatasse.

A nossa segunda paragem era a Ponta da Ferraria onde se encontra uma piscina oceânica natural de água termal. Pelo caminho apercebi-me porque as flores são uma das imagens mais prominentes do Açores. Realmente a experiência de conduzir numa estrada rodeada de flores tão bonitas não deixa ninguém indiferente.

São Kms maravilhosos disto, flores and flores…

A piscina natural que andámos à procura faz ligação com o mar. A água não estava tão quente como pensei, mas também o tempo e a chuva não ajudavam. Obviamente isso não me impediu de me juntar aos muitos que também lá estavam. Para quem quiser desfrutar esta zona ao máximo existe um spa nessa zona com vista para o mar.

Esperando que o tempo estivesse do nosso lado durante a tarde o nosso percurso era voltar para a Lagoa das Sete Cidades, onde parámos na ponte que separa as duas lagoas e em seguida para dois miradouros que pareciam promissores – O Miradouro da Vista do Rei e o Miradouro da Grota do Inferno. No entanto, sem sorte; se estava mau de manhã, agora ainda estava pior e decidimos acabar por ali a nossa exploração (mas ainda conseguimos voltar ao miradouro da Vista do Rei noutro dia e sim, vale a pena). Uma das curiosidades desta zona é que mesmo ao lado do miradouro pode-se ver a estrutura completa de um hotel abandonado – o Hotel do Monte Palace. Este hotel está ao abandono desde os anos 80 e com aquele tempo de nevoeiro parece mesmo um hotel fantasma.

Ponte que separa a lagoa verde da lagoa azul

Para jantar, decidimos experimentar um restaurante que ficava perto do nosso hotel – O Botequim Açoriano. Talvez a muitos pareça estranho terem um restaurante ao lado de um cemitério, mas pela comida vale a pena. Nós experimentámos um prato de polvo – “Polvo à Botequim” que vos digo ser tão bom que voltámos aqui no último antes de deixarmos a ilha, para repetir a iguaria. Não vos minto, neste momento devoraria um prato bem servido de polvo.


Seguindo para o dia seguinte com esperanças de um tempo melhor desta vez para a zona central da ilha. Começámos pela Ermida de Nossa Senhora da Paz, uma capela com vista panorâmica (uma vista espetacular tenho que dizer) construída no século XVIII. A capela no seu interior é muito simples, mas não se iludam o exterior é lindíssimo. Uma vez mais, as flores adicionaram um fator extra.

A lagoa do Congro foi a nossa próxima paragem. É preciso andar um bocado até chegar a esta lagoa meia escondida pela vegetação, mas vale a pena o pequeno esforço.

O nosso itinerário teve que ser modificado devido ao tempo. Hoje estava também nevoeiro e por isso decidimos pela tarde irmos visitar uma das zonas mais conhecidas não só da Ilha de São Miguel mas de todos os Açores – As Furnas. Quem é que nunca ouviu falar sobre o famoso cozido à portuguesa que é feito dentro de água a ferver nos Açores? A típica paisagem de pequenas caldeiras no chão a emitir fumo e água a fumegar.

Caldeiras da Lagoa das Furnas

Primeiro parámos no Miradouro do Pico do Ferro de onde podemos avistar por completo a Lagoa das Furnas. E antes de estacionarmos o carro perto das Furnas para ali passear fomos visitar a Cascata da Ribeira Quente. Aviso que para visitar esta cascata têm que deixar o carro depois dos túneis (são dois não muito longos), estacionar em cima da erva, andarem para dentro do túnel, passar pela barreira de ferro na zona que separa os dois túneis e descerem as escadas. Difícil? Nem por isso, mas talvez um bocadinho mais perigoso do que tínhamos em conta para visitar uma cascata. No entanto, enquanto andávamos aqui no meio desta pequena aventura, muitos como nós faziam o mesmo.

Finalmente, estacionámos o carro nas Furnas e podemos visitar a chamada “Caldeiras da Lagoa das Furnas“. O cheiro característico a enxofre está bem presente nesta zona, mas não deixa de ser espetacular estas manifestações vulcânicas. Não tivemos oportunidade de experimentar o cozido feito aqui, o que foi pena, mas já se sabe que nas viagens fica sempre algo por fazer. Como tínhamos feito marcação para o Restaurante da Associação Agrícola de São Miguel que vos falei no post anterior (ver aqui) não fomos até à Poça da Dona Beija, o que ficou para o dia seguinte – não percam por nada este sítio de que vos falarei no próximo post. Com esperanças ainda de podermos ver a Lagoa do Fogo antes do jantar, parámos no “Miradouro da Lagoa do Fogo” e só vos digo que ficámos com pena de não passar mais tempo nesta ilha para podermos explorar com tempo cada cantinho. Porque realmente os Açores é um local de beleza sem comparação.

Lagoa do Fogo

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