Queijo feta com tomate-cereja, azeitonas recheadas e ervas aromáticas

Tempo de preparação: 35 minutos

4 porções

270 Kcal/porção

Ingredientes

  • Um bloco de queijo feta
  • 500gr de tomate-cereja
  • 150gr de azeitonas recheadas com pimento
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de sobremesa de orégãos secos para temperar
  • Manteiga para untar
  • Sal, pimenta preta, alho em pó e orégãos secos q.b.
  • Pão com azeitonas cortado em fatias grossas

Preparação

  1. Pré-aqueça o forno a 200ºC.
  2. Lave os tomates e tempere-os com sal, pimenta preta e alho em pó.
  3. Em seguida adicione aos tomates as azeitonas, os orégãos e 2 colheres de sopa de azeite. Misture bem.
  4. Unte um tabuleiro que possa ir ao forno com manteiga e ao centro coloque o queijo feta. À volta junte a mistura dos tomates com as azeitonas. Por cima espalhe o restante azeite e polvilhe com orégãos e alho em pó.
  5. Leve o tabuleiro ao forno por 30 minutos.
  6. Retire e sirva o queijo com os tomates e as azeitonas acompanhado com as fatias de pão.

Sugestões

  • Pode usar esta receita como molho para massas. Neste caso, desfaça o queijo e envolva todos os ingredientes na massa cozida depois da meia hora de cozedura do queijo com os tomates e as azeitonas no forno.

Roteiro na Irlanda: montanha, cascata e praia

Errigal Mountain

Vista da montanha Errigal em Gweedore

Depois de passarmos a manhã a explorar o parque nacional de Glenveagh, eis que estávamos de volta ao nosso carro. A próxima paragem era no sopé da montanha Errigal. Antes de partimos, quando ainda estávamos a delinear o nosso percurso, houve algumas conversas sobre se havíamos, ou melhor se queríamos, subir até ao topo de Errigal, uma vez que era uma das escaladas mais procuradas na zona de Donegal. A popular caminhada deve-se ao facto de Errigal com uma altura de 751 metros ser a montanha mais alta do condado. Mas bastou uma pesquisa rápida sobre a dificuldade do percurso para nos decidirmos que a paisagem na base da montanha era o suficiente para nós. Mas claro que a vista do topo deve ser espectacular, e se virmos bem o percurso ir e vir é de apenas 5.5Km. No entanto, estima-se que este percurso demora 3 horas. E já sabe o que isso significa não já? Quando se estima em percorrer 1.5Km por hora, é por o percurso de fácil não tem nada. E isso foi rapidamente confirmado com as reviews que lemos na internet onde se classifica este trilho como desafiador – ou seja, por palavras simples, difícil como cornos (para não dizer pior).

Paisagem no sopé de Errigal

Mas para quem perguntar é claro que não foi a dificuldade que nos impediu de subir, apenas não fizemos o trilho porque ainda tínhamos imensos locais para visitar naquele dia. Nós até queríamos, não deu foi tempo.


Miradouros e cascata Crolly

O trencho entre Glenveagh e Errigal foi um dos mais bonitos desta viagem. Aconselho até a tirarem a fotografia a Errigal e área envolvente antes de chegar à montanha mais do que depois. No entanto, se não pararem antes as paisagens depois de Errigal também são espectaculares. Nós fizemos uma paragem a cada 5 minutos incluindo dois miradouros, o Dunlewey Valley and Mount Errigal Viewpoint e mais à frente o View Point Dunlewey. Se pararem na vila de Dunlewey não deixem de visitar as ruínas da igreja velha (Old Church Dunlewey). Nós não a visitámos, uma vez que não fomos na direcção da vila, mas ainda a avistámos do miradouro.

Miradouro com vista para Dunlewey onde se avistava também as ruínas da igreja à esquerda

Uma das últimas paragens com vista para Errigal, já em Gweedore, foi uma desculpa para não só vermos a paisagem como também para fazermos um almoço rápido antes de seguirmos caminho.

Para finalizar este trecho do percurso indo já em direccção à costa parámos para visitar a cascata Crolly em Killindarragh. Para chegar à cascata parece que há um portão, o qual nunca encontrámos. Mas para dizer a verdade não andámos muito à procura de como chegar à cascata bastando-nos vê-la da estrada.

Cascata Crolly

Praia em Maghery

Uma coisa que aprendi nesta viagem é que as praias da Irlanda são quase idílicas. E a praia Maghery Strand não era diferente.

Maghery Strand fica na pequena aldeia de Maghery que se encontra rodeada de praias, ilhas, lagos, colinas, grutas e arcos marítimos. Não é de estranhar que esta zona é considerada como uma das ‘Areas of Outstanding Natural Beauty’ (AoNB), áreas das quais mencionei na página sobre as Chiltern Hills em Inglaterra. Estas áreas tem um valor inestimável para o país onde existe um grande esforço de conservação e preservação. Na Irlanda existe 8 áreas, uma delas fica em Maghery. Outro exemplo conhecido na Irlanda, já na Irlanda do Norte, é a Calçada dos Gigantes (Giant’s Causeway).

Estacionámos o carro em Maghery e em menos de nada estávamos nesta praia de areia branca e fina escondida pela baía e quase vazia. Primeiro ainda nos fizemos difíceis, mas passados uns minutos já tínhamos tirado os sapatos e enfiávamos os dedos na areia. Mesmo sabendo a trabalheira que seria tirar a areia dos pés para os voltar a meter dentro de meias e ténis.

Maghery Strand

Mas valeu a pena e como miúdos a quem lhes devolve o brinquedo favorito enfiámos os pés na água. E como previsto, as calças subiam cada vez mais para entrarmos cada vez mais dentro de água. E o melhor era que a água não estava fria, quase quase dava para nos atirarmos de cabeça naquele mar sereno.

Felizes e de espírito mais leve, sacudimos a areia dos pés o melhor que conseguimos e seguimos para o bar ao lado da praia, The Strand Bar. Como o dia estava magnífico sentámo-nos na esplanada a aproveitar aquele sol que nem parecia próprio da Irlanda. Pelo menos não na Irlanda que tinha conhecido até então com chuva, nevoeiro ou frio.

Mas não foi só o tempo que nos surpreendeu, também a diversidade de paisagens por onde passámos durante a viagem. Desde praia, montanhas e vales até extensos planaltos onde as estradas se alongavam até se perder de vista. Uma mistura de paisagens tão eclética e tão memorável.


Ardara

Ardara foi a vila escolhida não só para jantar, mas também como local para passar a noite. Tínhamos marcado o nosso segundo quarto no Bayview Country House B&B que ficava a cerca de 1Km do centro de Ardara. Aproveitando para andar um bocado deixámos o carro no B&B e seguimos para a vila a pé, já ao final da tarde. Fomos recebidos pela tradicional rua de casas coloridas parando num dos pubs para uma bebida antes do jantar.

Rua em Ardara

O jantar em Andara, tal como em Letterkenny, foi escolhido seguindo a recomendação de um amigo. Fomos jantar ao pub Nancy’s, um tradicional pub irlandês que há 7 gerações pertence à mesma família. Dentro do pub as várias acomodações da casa dão agora lugar a pequenas e variadas salas de jantar. A que nos calhou estava decorada com várias fotografias e peças de louça antiga.

Para jantar experimentei o chowder, uma sopa densa de peixe, muito saborosa. Vinha acompanhada também com fatias de pão escuro e manteiga. Apesar deste prato ser considerado como uma entrada dava perfeitamente como prato principal. Quando o prato principal chegou, fish and chips, a fome tinha desaparecido. Não sei se foi por isso que achei este prato um pouco fraco e não fiquei fã da crosta do peixe que era demasiado fina e estaladiça. No final da refeição houve quem ainda tivesse espaço para um Irish Coffee que veio num bonito copo de vidro.

Depois do jantar estávamos de rastos e acabámos por não explorar muito da vila. De barriga cheia e depois de um dia fantástico com muitos quilómetros percorridos, voltámos para o quarto para ficar um bocado à conversa antes de dormir.

E no dia seguinte já sabíamos que mais um dia nos esperava com mais cascatas, praias e caves.

Caril de beringela

Tempo de preparação: 1 hora

4 porções

191Kcal/porção (sem acompanhamentos)


Ingredientes

  • 1 cebola média picada
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 2 pimentos sem sementes cortado aos cubinhos
  • 2 beringelas cortadas ao meio e fatiadas em meias-luas
  • 1 lata (400gr) de tomate pelado
  • 2 colheres de sobremesa de caril Garam Masala em pó
  • Sal, pimenta preta e alho em pó q.b

Para acompanhar:

  • Arroz basmati
  • Pão para kebab
  • Chutney de manga
  • Iogurte natural

Preparação

Numa frigideira refogue a cebola no azeite e na manteiga por cerca de 10 minutos até a cebola ganhar cor. Em seguida, junte os pimentos e deixe fritar por cerca de 3 minutos mexendo ocasionalmente.

Adicione o caril, sal, pimenta preta e alho pó. Deixe cozinhar por 1 minuto. Adicine uma colher de sopa de água e as beringelas cortadas às fatias. Misture bem até todas as fatias estarem cobertas pela mistura da cebola com os pimentos.

Em seguida, adicione o tomate pelado assim como metade da lata de tomate de água. Misture e deixe cozinhar por 30 minutos a lume baixo. Mexa ocasionalmente. Se a meio tempo o molho estiver muito espesso adicione mais um pouco de água.

Entretanto coza o arroz em água temperada de sal.

Passado o tempo de cozedura das beringelas, rectifique os temperos e confirme que a beringela está bem cozida antes de apagar o lume.

Sirva o caril acompanhado com arroz, pão, chutney de manga e iogurte natural.


Sugestões

  • Pode acompanhar o caril com qualquer tipo de pão. Tradicionalmente o caril é acompanhado com pão naan, mas também pode ser acompanhado com pão de centeio ou de cereais.
  • Se quiser, junte umas gotas de piri-piri ao caril. Alternativamente, pode acompanhar o caril com molho picante a gosto.
  • Se não gostar de beringelas ou se quiser um prato mais variado, junte um mix de vegetais e ajuste o tempo de cozedura.

Roteiro na Irlanda: História e Beleza de Glenveagh

Este post inclui actividades e informações sobre o parque nacional de Glenveagh como:

  1. Trilhos
  2. Castelo
  3. Personagens históricas
  4. Jardins
  5. Café
  6. Mais informações

O segundo dia desta viagem pela Irlanda acordava com um céu magnífico; azul, limpo e sem nuvens. Bastou ver o sol enquanto bebíamos o primeiro café da manhã para sabermos de imediato que aquele ia ser um dia bom.

Saímos do Airbnb por volta das 9 e meia da manhã, perto de Letterkenny, e seguimos para um dos principais locais desta viagem, o parque nacional de Glenveagh incluindo o seu castelo e jardins. Era a minha primeira vez nesta parte da Irlanda, mas para um dos meus companheiros de viagem, vir até aqui era a oportunidade única de recordar uma das suas viagens de infância com a família.


Parque nacional de Glenveagh

Como se pode descrever este parque nacional? A melhor palavra é beleza. Ficámos completamente abismados quando chegámos ao parque nacional de Glenveagh, um parque com uma extensão de 16.000 hectares mesmo no meio do coração do condado de Donegal. O lago Beagh rodeado pelas montanhas de Derryveagh formavam uma paisagem indiscritível.

Paisagem do parque nacional de Glenveagh perto do Visitor Center

1. Trilhos

Pelo parque nacional espalham-se vários trilhos de distâncias variáveis desde os 2Km aos 8Km. Nós acabámos por fazer o de 3.5Km, o Lakeside Walk (caminhada junto ao lago), que nos levou desde o parque de estacionamento, este gratuito, até ao castelo e jardins. A caminhada é fácil, sempre a direito, e ainda bem que a fizemos pois deu-nos a oportunidade de desfrutar com tempo a beleza da zona envolvente. Para chegar ao castelo ou se faz este trilho ou então apanha-se o autocarro no Visitor Centre (Centro de Visitas), onde fica o parque de estacionamento. O bilhete de autocarro custa 1.5 euros para cada lado (3 euros ir e vir).

Percurso ‘Lakeside Walk’

A visita aos jardins do castelo é gratuita, no entanto para visitar o interior do castelo tem de se comprar o bilhete à entrada com um custo de 7 euros. Durante os meses de Verão (março a outubro) o castelo e os jardins estão abertos entre as 09:15 e as 17:15, enquanto que nos meses de Inverno (novembro a fevereiro) está aberto entre as 10:00 e as 17:15.

Outros trilhos que podem percorrer neste parque nacional, para além do Lakeside Walk, são os seguintes:

  • Upper Glen Walk de 8Km que demora 2 horas
  • Lough Insagh Walk de 7km que demora 1 hora e meia
  • View Point Walk de 2Km que demora 30 minutos
  • Nature Trail de 2Km que demora 30 minutos

O percurso de cada trilho pode ser visto no mapa abaixo, o qual podem adquiri no Visitor Center.

Mapa dos vários trilhos no parque nacional de Glenveagh. O mapa é gratuito e pode ser obtido no Visitor Centre.

2. Castelo

Quando chegámos à zona do castelo quisemos ver tudo. E não só o castelo, mas também os vários jardins e até o café onde se vende almoços ligeiros, doces e bebidas. Também é nesta zona onde se encontra a loja de recordações e para questões mais prácticas, as casas de banho, que também estão disponíveis no Visitor Center.

O castelo foi construído entre 1867 e 1873 pelo arquitecto John Townsend Trench. Nessa altura a casa e propriedade em redor pertenciam a John George Adair. Adair ficou conhecido por accionar os despejos em Derryveagh no século XIX, altura em que mais de 240 pessoas tiveram de sair das terras arrendadas onde viviam.

Castelo de Glenvaegh

Ao contrário do feitio do seu dono, a arquitectura da casa reflecte uma veia romântica vitoriana oposta à arquitectura conhecida dos castelos medievais. A toda à sua volta, encontram-se os jardins acompanhados pela paisagem avassaladora do lago contrastando com as altas montanhas.

A casa e os jardins passaram para o Estado Irlandês em 1979 em modo de doação por Henry Plumer Mcllhenny, o actual dono, apenas com o pedido de poder viver ali durante o resto da sua vida.


3. Personagens históricas

Nesta secção vou falar de algumas das pessoas que marcaram a história de Glenveagh.

John George Adair

John George Adair, oriundo do condado de Laois, visitou Glenvaegh pela primeira vez em 1857. Encantado com a beleza do local, dois anos depois, em 1859, compra a propriedade e grande parte dos terrenos em redor. No total, a propriedade tinha 11.300 hectares. A seu mando, o castelo é construído entre 1867 e 1873.

Paisagem do lago Beagh e montanhas envolventes durante o percurso ‘Lakeside Walk’

Desde o início que a relação de Adair com os seus arrendatários não era a melhor, especialmente quando Adair mandou construir um lago para impedir o trespasse de gado na sua propriedade. Para além disso, Adair cobrava regularmente multas quando encontrava animais perdidos na sua propriedade privada. Isto acontecia com frequência uma vez que os arrendatários não tinham dinheiro para construir vedações que impedissem o trespasse/invasão dos seus animais. A situação agravou-se quando Adair contratou funcionários de carácter duvidoso para cobrar essas multas. Um dos seus funcionários, James Murray, um homem particularmente cruel não só cobrava as dívidas como também esteve implicado no desaparecimento de várias ovelhas pertencentes aos arrendatários.

Em novembro de 1960, James Murray é assassinado. Nunca foi possível estabelecer quem foi o assassino. Devido a este episódio, Adair fica com medo que um destino semelhante lhe calhasse e decide despejar os seus arrendatários. E foi assim que em 1861, Adair despeja 46 famílias que viviam naquela zona. Em apenas três dias, 244 pessoas perderam o seu lar. Algumas destas pessoas conseguiram arranjar alojamento em casas de familiares, mas muitos acabaram por imigrarar para a Austrália à procura de uma melhor qualidade de vida. Felizmente, muitos encontraram aquilo que procuravam.

Em relação a Adair, este morre subitamente em 1885 durante uma viagem aos Estados Unidos, numa visita ao seu negócio de grande sucesso, o rancho JA no Texas.

Cornelia Wadsworth Ritchie

Cornelia Wadsworth Ritchie foi a esposa de John Adair. Cornelia, uma viúva rica de Nova Iorque visitou pela primeira vez Glenvaegh em 1873, quatro anos depois de se casar com Adair. Enquanto Adair era vivo, Cornelia passou a maior parte do seu tempo na casa do seu marido em Bellegrove, no condado de Laios. No entanto em 1887, dois anos depois da morte de Adair, Cornelia começa a passar mais tempo em Glenvaegh, depois de um incêndio em Bellegrove. Em Glenvaegh, Cornelia torna-se numa anfitriã da sociedade de quem os locais gostavam muito. Durante a Primeira Guerra Mundial, Cornelia aloja um grupo de soldados feridos belgas no castelo. Como agradecimento, os soldados construem o Belgian Walk, que ainda faz hoje parte dos jardins do castelo.

Cornelia morre em 1921, em Londres, aos 83 anos.

Arthur Kingsley Porter

Arthur Porter adquiriu Glenvaegh em 1929. Arthur, professor de Belas Artes na Universidade de Harvard, tinha um grande interesse pela arquitectura medieval tendo também passado muitos anos a especializar-se na arquitectura e escultura italiana. Foi quando Arthur veio para a Irlanda juntamente com a sua mulher, Lucy Porter, que escreve a obra ‘The Crosses and Culture of Ireland’. Arthur fez parte de um dos grandes mistérios de Glenvaegh, ao desaparecer repentinamente em 1933 quando visitava a ilha de Inishbofin. Arthur nunca mais foi visto.

Henry Mcllhenny

Henry Mcllhenny compra Glenvaegh em 1937 depois de ter alugado este lugar durante vários anos a Lucy Porter. Durante os 46 anos seguintes, Henry usa este local como casa de Verão, permitindo-lhe escapar à sua vida agitada como colecionador de arte e como membro sócio do museu de arte na Filadélfia.

O avô de Henry, John Mcllhenny, oriundo do condado de Donegal, muda-se para a América com a sua família estabelecendo-se em Filadélfia. Aqui, a família Mcllhenny torna-se rica devido à invenção bem-sucedida de um dos primeiros contadores de gás que funcionavam com moedas. Esta riqueza permitiu ao pai de Henry de se envolver em grande força na coleção de arte e de antiguidades, paixão que passa mais tarde ao seu filho.

Em 1929, Henry estuda Belas Artes na Universidade de Harvard acabando por se juntar à equipa do museu de arte da Filadélfia. Como o seu trabalho permitia a Henry que tirasse grandes períodos de férias durante o verão, Henry escolhe Glenvaegh como lugar de eleição para descansar. Durante o seu tempo aqui, Henry dedica muito do seu tempo a restaurar e mobilar o castelo tal como a desenvolver os jardins envolventes. Durante esta altura, em Glenvaegh foram recebidas plantas de todo o mundo. Também uma piscina aquecida foi construída à beira do lago.

Eventualmente, Henry decide que as viagens de ida e volta à Irlanda lhe eram demasiado cansativas e vende a propriedade ao Office of Publick Works (gabinete das obras públicas) em 1975. Em 1984, Henry autoriza a criação de um parque nacional, o parque nacional de Glenveagh. Mais tarde, doa o castelo e os jardins como presente à nação. Henry morre inesperadamente em Filadélfia aos 75 anos.


4. Jardins

Os jardins à volta do castelo estão abertos ao público e ao percorrer os trilhos encontra-se uma grande diversidade de plantas assim como estátuas a embelezar o percurso. Como mencionado acima muito deste trabalho foi realizado por Henry Mcllhenny. Os jardins estão divididos em diferentes secções como:

  • Belgian Walk (caminho belga)
  • Italian Terrace (terraço italiano)
  • Pleasure Grounds (solo do prazer)
  • Walled Gardens (jardins murados)
  • Swiss Walk (caminho suiço)
  • Tuscan Garden (jardim tuscano)

Todas estas secções merecem o seu devido tempo com paragem obrigatória na casa do barco para uma paisagem magnífica. Actualmente já não existe uma piscina de água aquecida, mas a paisagem continua ali.

Paisagem da casa do barco

5. Café

Para não perdermos muito tempo porque ainda tínhamos um grande caminho a percorrer naquele dia, decidimos voltar para o parque de estacionamento de autocarro. Mas ainda havia algo a fazer, parar no café do castelo para comer. Nada como uma chávena de chá e uma fatia de bolo num ambiente encantador como Glenveagh Castle.

Bolo de cenoura acompanhado com uma chávena de chá no café do castelo de Glenveagh

6. Mais informações

Para quem quiser mais informações sobre este parque nacional, visitem o website oficial: https://www.nationalparks.ie/glenveagh/. Claro que aconselhamos a visitá-lo assim que puder.


Página com todas as informações desta viagem pela Irlanda:

Patê de ovo com cebolinho

Tempo de preparação: 25 minutos

6 porções

225Kcal/porção


Ingredientes

  • 6 ovos
  • 2 colheres de sopa de maionese
  • 2 colheres de sopa de iogurte natural
  • 1 colher de sopa de mostarda
  • 5 pepinos conservados em vinagre (pickle)
  • 1 colher de sopa do vinagre de conserva dos pepinos
  • 4 cebolhinhos
  • Sal, alho em pó, pimenta preta e ervas aromáticas q.b.
  • Pão de baguete cortada às fatias

Preparação

Coloque ao lume um tacho com água. Quando a água começar a ferver, coloque os 6 ovos no tacho e deixe-os cozer por 10 minutos.

Entretanto lave o cebolinho e pique-o finamente. Pique também os pickles e reserve.

Passado o tempo de cozedura dos ovos, retire-os para um recipiente com água fria e descasque-os. Corte os ovos ao meio e com a ajuda de uma colher retire a gema para um recipiente. Ao mesmo tempo pique as claras.

Às gemas adicione a maionese, o iogurte, a mostarda e o vinagre. Esmague as gemas e misture tudo até formar uma pasta.

Junte às gemas as claras picadas, tal como o cebolinho e os pickles. Misture bem e tempere com sal, pimenta e alho em pó. Volte a misturar e no final coloque o patê numa tigela de servir.

Polvilhe o patê com ervas aromáticas a gosto. Sirva acompanhado com as fatias de pão.


Sugestões

  • Pode trocar o pão de baguete por qualquer outro tipo de pão que preferir ou até servir este patê com tostas.
  • Se quiser dar mais sabor adicione uma ou duas gotas de picante ao patê de ovo.

Roteiro na Irlanda: Malin Head & Letterkenny

Neste post vou falar da segunda parte do primeiro dia na Irlanda, quando chegámos a Greencastle depois de termos apanhado o ferry em Magilligan Point. A travessia de ferry de uma costa à outra foi rapidíssima, mal chegou a 15 minutos. Depois de sairmos do ferry em Greencastle fizemos uma paragem em Inishowen. Esperávamos um miradouro com uma vista maravilhosa para a costa, mas encontrámos apenas umas vacas a pastar no campo e um casebre abandonado. Afinal em Inishowen se tiverem tempo o que há para fazer é o trilho de Inishowen Head Loop com uma distância de 8.5Km que demora de 2 a 3 horas a percorrer (https://www.govisitinishowen.com/directory/inishowen-head-loop/).

Inishowen

Malin Head

Voltando para o carro e uma vez que o tempo estava bom, fantástico na verdade, fomos até Malin Head. Quando planeámos o nosso percurso tínhamos deixado este lugar com um ponto de interrogação, pois não tínhamos a certeza se teríamos tempo suficiente para conduzir até lá ou se o tempo nos deixaria. Com chuva certamente que a experiência não teria sido a mesma. Mas sem chuva ou nevoeiro, Malin Head foi um dos locais mais marcantes da viagem.

Miradouro de Malin Head

Como tinha dito no último post, Malin Head é o ponto mais a norte da Irlanda continental, onde nos encontramos frente a frente com falésias dramáticas e rochedos espalhados pela costa. A paisagem é esmagadora.

Para chegar a Malin Head o melhor é deixar o carro no parque de estacionamento, este gratuito, e seguir pelo trilho de terra. Este caminho estreito segue até ao ‘miradouro’, Malin Head viewpoint, onde se vê as duas ilhas, ou melhor os dois rochedos, Scheildren Mór e Scheildren beag. Todo o percurso pelo trilho segue junto à costa oferecendo vistas magníficas da costa e das várias formações rochosas.

Percorrer o caminho do parque de estacionamento até ao miradouro de Malin Head e depois de volta levou-nos cerca de 1 hora e pouco. Mas facilmente se passa aqui mais tempo se se quiser estender o trilho ou mesmo visitar a torre de Lloyds Signal, mesmo ao lado do parque de estacionamento. A torre já teve vários papéis como o de torre de sinalização, torre meteorológica e de estação telegráfica dos correios. De momento, a torre encontra-se em desuso. O trilho não é difícil de percorrer, quase sempre a direito, mas como é de terra batida com chuva pode tornar-se bastante escorregadio. No entanto, se o tempo permitir vale imenso a pena visitar e explorar Malin Head.


Yellow Pepper em Letterkenny

A viagem entre Malin Head e Letterkenny levou-nos 1 hora e meia. Como a meio da viagem já apetecia petiscar parámos numa pequena vila, Muff, onde vimos um pub com uma grande pintura na fachada (figura abaixo). O pub chamava-se The Squealin’ Pig. Chegámos a entrar, mas afinal não vendiam comida. Para não perder tempo acabámos por parar na bomba de gasolina ali ao lado, onde havia um pequeno supermercado, ou mais uma loja de conveniência. Acabámos por comprar não só snacks para comer antes do jantar como para o pequeno-almoço do dia seguinte.

Fachada do pub The Squalin’ Pig

Quando chegámos a Letterkenny já estava na hora do jantar e decidimos ir para o restaurante e depois então fazer o check-in na nossa acomodação. Tínhamos tido uma dica de um amigo sobre um dos melhores restaurantes em Letterkenny, o Yellow Pepper. E não foi preciso pensar duas vezes, era ao Yellow Pepper que iríamos jantar.

O edifício do restaurante foi originalmente uma fábrica de camisas é desde 1994 tornou-se neste restaurante familiar muito procurado. O restaurante manteve as paredes de pedras originais, as vigas vitorianas de ferro fundido e os pisos de madeira desgastos onde tantas e tantas pessoas pisaram desde 1800. O restaurante Yellow Pepper tem 5 salas para jantar. A nós calhou-nos uma sala coberta onde entrava a luz natural de fim de tarde. A sala transmitia um ambiente descontraído e agradável. No entanto, ficámos com pena de não termos ficado na sala principal onde o ambiente pareceu-nos mais íntimo e aconchegante. Mas não ficámos assim tão desapontados quando chegou a comida. Para tal qualidade claro que os ingredientes são locais. Eu escolhi o prato de bacalhau, ‘spanish style cod fish’, com molho de tomate, pimentos e paprica. Estava delicioso e nenhuma fotografia faz jus à qualidade dos ingredientes deste prato. Também os cocktails eram óptimos e só não bebemos mais porque ainda tínhamos de conduzir até à nossa acomodação.

Spanish style cod fish no restaurante Yellow Pepper em Letterkenny

Melhor ainda que a comida e a bebida foi o atendimento. Eu estava completamente assombrada (pela positiva) com a maneira como fomos recebidos e tratados durante toda a refeição. Não podiam ter sido mais amistosos, atenciosos e no final até nos deram indicações de como encontrar a casa onde íamos ficar. Se estiverem em Letterkenny, Yellow Pepper é o local a não perder.


Dormir em Procklis

Vista do nosso Airbnb

Como tinha dito no primeiro post sobre esta viagem não consigo encontrar o link para o Airbnb. O que é uma pena porque foi uma óptima escolha. Não só podemos fazer o check-in à hora que quisemos, check-in esse que constava em ir buscar a chave a um determinado local dentro da quinta, como o celeiro renovado oferecia condições óptimas. O celeiro tinha dois quartos, uma cama de casal num dos quartos e duas camas de solteiro no outro, uma casa-de-banho e uma enorme sala e cozinha conjuntas. Como a quinta ficava numa zona sossegada passámos uma noite em completo silêncio.

No dia seguinte acordámos cedo e a bebericar a nossa primeira caneca de café aproveitámos para aproveitar a paisagem da nossa varanda incluindo um céu limpo azul sem nuvens. Depois de nos arranjarmos, de pequeno-almoço tomado e malas no carro, estávamos preparados para mais um dia e para a nossa próxima paragem, o parque nacional de Glenveagh, ou em gaélico Loch Ghleann Bheatha.


Para ver toda a viagem clique em baixo

Massa no forno com almôndegas e abóbora

Tempo de preparação: 1 hora e 15 minutos

589Kcal/porção

4 porções

Ingredientes

  • 250gr de abóbora
  • 1 lata (400gr) de tomate pelado
  • 1 colher sopa de polpa de tomate
  • 2 colheres de sobremesa de açúcar
  • 300mL de leite meio gordo
  • 30gr de queijo ralado
  • 350gr de massa penne
  • 12 almôndegas de carne de vaca
  • 1 molhinho de folhas de manjericão fresco
  • Sal, pimenta preta, alho em pó e tomilho seco q.b.

Preparação

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Descasque a abóbora e corte-a em palitos muito finos. Reserve.

Numa cafeteira ferva 250mL de água. Quando a água estiver a ferver, coloque num tabuleiro de ir ao forno com tampa a abóbora, o tomate pelado, a polpa de tomate, o açúcar, o leite, 25gr de queijo ralado e os 250mL de água a ferver. Tempere com sal, pimenta, alho em pó, primenta preta e tomilho. Misture bem.

Junte a massa penne ao tabuleiro, misture até cobrir a massa com o molho e por cima coloque as almôndegas de modo que metade fique submersa no molho.

Leve o tabuleiro tapado ao forno durante 40 minutos. Passado este tempo, retire o tabuleiro do forno, misture a massa e as almôndegas com a ajuda de uma colher. Leve o tabuleiro novamente ao forno durante 5 minutos, agora destapado. Passado este tempo polvilhe a massa e as almôndegas com o restante queijo ralado e leve ao forno quente, mas já desligado, até o queijo derreter.

Decore com folhinhas de manjericão e está pronto a servir.


Sugestões

  • Pode fazer este prato com almôndegas de outro tipo de carne ou vegetarianas.
  • Se desejar pode servir este prato acompanhado com salada.

Roteiro: Costa da Irlanda do Norte

Depois de todos os preparativos, a viagem chegava num fim-de-semana prolongado. Aterrámos em Belfast às 9 da manhã, sem atrasos, o que nos dias que correm é uma raridade.

Escolhemos o carro como forma de nos movimentarmo na Irlanda, o qual nos recebeu no aeroporto mal chegámos. O percurso era intenso, tínhamos delineado um itinerário bastante compacto incluindo de certa forma alguma flexibilidade, por exemplo se não visitássemos um dos locais no final do dia, fá-lo-íamos no dia seguinte de manhã. Para a primeira parte da viagem tínhamos escolhido visitar alguns locais da costa da Irlanda do Norte e atravessar de ferry de Magilligan Point para a República da Irlanda.


Thyme & Co em Ballycastle

Como os nossos voos tinham sido bastante cedo nenhum de nós tinha ainda tomado o pequeno-almoço. Decidimos durante o caminho entre o aeroporto de Belfast até Carrick-a-rede, o primeiro local que queríamos visitar, parar para comer qualquer coisa. Foi assim que nos vimos numa pequena vila típica irlandesa, Ballycastle. Uma das coisas que me surpreende sempre na Irlanda é a beleza das pequenas vilas e aldeias com as suas tradicionais casas de fachadas coloridas. E em Ballycastle não era diferente.

Rua Ann em Ballycastle

Um facto histórico interessante destas fachadas coloridas é que representam o protesto dos irlandeses depois da morte da rainha Victória em Inglaterra. Com a morte da rainha, o parlamento inglês ordenou que se pintassem as portas de preto, como sinal de luto. Como protesto, os irlandeses pintaram as casas de cores garridas. E a partir daqui tornou-se uma das características das ruas irlandesas espalhadas pelo país.

Em Ballycastle, estacionámos o carro na rua principal, Ann Street. Na altura estávamos a pensar em ir ao café ‘Our Dolly’s‘, mas como este estava fechado naquele dia pedimos a um dos locais por uma referência, que nos indicou este café, Thyme and Co. Nós viemos para tomar o pequeno-almoço por isso ficámo-nos por ovos escalfados com torradas, mas este café pareceu-me ser um daqueles locais ideias para um almoço rápido com qualidade. Saladas, sandes e bolos foram alguns dos items que nos fizeram pensar duas vezes. A refeição foi simples mas bastante agradável.

Encontrámos em Thyme and Co um café com um ambiente descontraído, preços acessíveis e a menos de 10 minutos da costa.


Carrick-a-rede

A famosa ponte de corda na Irlanda do Norte, Carrick-a-rede, pertence ao National Trust, organização de conservação e preservação de património natural e cultural no Reino Unido. O bilhete para atravessar a ponte custa 15,5 libras entre março a outubro. Na altura baixa o bilhete custa 14 libras. No entanto, se quiserem estacionar o carro no parque de estacionamento associado à ponte, mas não atravessar a ponte, o bilhete custa 10 libras. Aconselham a comprar o bilhete online atempadamente, mas nós conseguimos entrar comprando os bilhetes no local sem qualquer problema. Entre o parque de estacionamento e a ponte tem de se atravessar um trilho junto à costa que direcciona tanto para a ponte como para o miradouro.

Trilho para Carrick-a-rede

A ponte de corda tem 20 metros e atravessá-la acabou por ser uma experiência mais emocionante (ou aterrorizante) do que aquela com que contávamos. É que a ponte sendo de corda não é fixa é quanto mais nós andavámos sobre ela mais ela mexia. Aqui só se passa em segurança com as duas mãos nas cordas laterais.

Quando lá estivemos andava um senhor a nadar no meio das rochas em baixo da ponte a tentar ‘pescar’ o telemóvel que a mulher tinha deixado cair enquanto passava pela ponte. Ficámos sem saber se encontrou o telemóvel, ou se este teria sobrevivido à queda, mas como a nenhum de nós apeteceu passar por uma experiência semelhante, passámos a ponte com todos os nossos itens de valor bem seguros.

Carrick-a-rede

O porquê desta ponte?

Esta ponte foi erguida por pescadores de salmão em 1755 (curiosamente no mesmo ano do grande sismo em Lisboa). A ponte suspensa encontra-se a uma altura de 30 metros acima do oceano. A ponte liga a falésia, parte da Irlanda continental, à ilha de Carrick-a-rede onde antes da ponte podia apenas ser acedida por barco. A pesca nesta zona era constante no século XIX, sendo que até 1960 era normal capturar cerca de 300 salmões por dia. Nos dias de hoje, a pesca do salmão é apenas uma lembrança, a memória marcada por uma ponte de corda que ainda ali existe.

Costa da Irlanda do Norte

Depois da travessia de ida e volta na ponte, uma vez que não há outra forma de voltar para trás, apenas atravessando novamente a ponte, seguimos o trilho completando a rota circular de cerca de 2 Km.


Miradouros de Magheracross & Gortmore

Magheracross Viewpoint

Vista para o Castelo Dunluce do miradouro Magheracross

Como numa outra viagem já tínhamos visitado a Calçada dos Gigantes (Giant’s Causeway) e o Castelo Dunluce (ver aqui), fizemos uma paragem num dos novos miradouros construídos junto à costa, o Magheracross Car Park & Viewpoint, onde não só se tem uma vista privilegiada sobre o castelo Dunluce, como das falésias.

Gortmore Viewpoint

Miradouro Gortmore

Em seguida, fomos a outro miradouro, o miradouro de Gortmore. Tivemos de subir bastante (de carro), mas realmente a paisagem imensa dos campos e da costa irlandesa fazem valer a pena o desvio. Como estava bom tempo, a paisagem estendia-se até ao outro lado da costa, onde mais tarde naquele dia iríamos chegar de ferry. Este local é ainda mais impressionante pela estátua de Manannan Mac Lir (que significa em português filho do Mar) que representa um deus do mar da mitologia gaélica.

Estátua Manannan Mac Lir

Em ambos os miradouros o parque de estacionamento é gratuito.


Ferry em Magilligan Point

Ao contrário do normal não precisámos de comprar os bilhetes de ferry com antecedência, mesmo fazendo a travessia com o nosso carro. O ferry de Lough Foyle apenas faz travessias durante a Primavera e Verão. Por exemplo para 2024 a travessia já não é feita. Quando o ferry está ativo faz a travessia de um lado ao outro, ou seja, de Magilligan Point a Greencastle e vice-versa várias vezes por dia. A viagem demora apenas 15 minutos. O bilhete para o carro com passageiros fica a 22 euros. Vale imenso a pena escolher o ferry não só porque a vista é bastante bonita durante a travessia como também se poupa imenso tempo de viagem para quem, como nós, quer ir a Malin Head. Malin Head é o ponto mais a Norte da Irlanda continental, sendo apenas ultrapassado pela ilha de Inishtrahull, o ponto mais a norte da Irlanda.

Travessia de ferry

De Malin Head, já depois de chegarmos à República da Irlanda, e da nossa noite e fantástico jantar em Letterkenny falarei no post da próxima semana.


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Caçarola de salsichas vegetarianas com feijão e couve

Tempo de preparação: 55 minutos

550 Kcal/porção

4 porções

Ingredientes

  • 1 cebola
  • 2 cenouras
  • 200gr de couve
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 8 salsichas vegetarias (usámos salsichas vegetarianas com cebola roxa e sálvia)
  • 1 colher de sobremesa de tomilho seco
  • 1 colher de sobremesa de alecrim seco
  • 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
  • 1 lata (290gr) de feijão manteiga
  • 1 lata (290gr) de feijão cannellini
  • 1 lata (400gr) de polpa de tomate
  • 750mL de caldo de vegetais
  • 2 colheres de sobremesa de mostarda
  • Sal, alho em pó e pimenta preta q.b.

Preparação

Numa frigideira antiaderente junte uma colher de azeite e frite as salsichas durante cerca de 6 a 8 minutos, virando-as a meio tempo até ganharem cor de ambos os lados. Retire e reserve.

Descasque a cebola e as cenouras. Pique a cebola e corta as cenouras em rodelas.

Num tacho junte uma colher de azeite e escorra o azeite que ficou na frigideira onde fritou as salsichas para este tacho. Junte a cebola e refogue-a durante 5 minutos, até ficar translúcida. Junte as cenouras e deixe fritar por mais 5 minutos, mexendo ocasionalmente.

Em seguida, junte o tomilho, o alecrim, o vinagre, os feijões escorridos e a polpa de tomate. Misture. Tempere com sal, alho em pó e pimenta preta. Adicione o caldo de vegetais e tape o tacho. Quando começar a ferver, baixe o lume e deixe cozer por cerca de 20 minutos com o tacho meio destapado. Misture ocasionalmente.

Entretanto lave a couve e pique-a grosseiramente. Quando os 20 minutos de cozedura tiverem passado rectifique os temperos e junte a couve. Envolva bem a couve e deixe cozer por mais 10 minutos.

Adicione a mostarda, misture e rectifique de novo os temperos. Por cima coloque as salsichas e deixe cozinhar por mais 3 minutos.

E está pronto a sevir.


Sugestões

  • Antes de colocar a couve se o molho estiver muito aguado, escorra um pouco do líquido e rectifique os temperos.
  • Use as salsichas de que mais gostar. Esta receita pode também ser feita com salsichas não vegetarianas.
  • Substitua os feijões por lentilhas ou outras leguminosas. Se o fizer não se esqueça de ajustar os tempos de cozedura.
  • Este prato foi servido acompanhado de arroz branco simples. Pode ser também servido com pão de cereais ou batatas assadas no forno.

Road Trip pela Irlanda: Roteiro de Belfast a Donegal

Irlanda

Apesar de não ser planeado, visitar a Irlanda tornou-se quase como uma tradição. Nos últimos 5 anos, desde 2019, que visitamos este país uma vez por ano. Ou melhor dizendo estes dois países, a Irlanda do Norte, parte do Reino Unido, e a República da Irlanda, parte da União Europeia.

Ao contrário do que se pode esperar não há controlo nas fronteiras entre estes dois países, passando-se com toda a facilidade de um lado para o outro. E não é assim tão fácil de nos apercebermos quando cruzamos a fronteira, a subtileza da transição é isso mesmo, subtil. Conduze-se do lado esquerdo da estrada independente em que Irlanda se esteja a viajar. Já o dinheiro muda, de um lado a libra, do outro o euro. Mas se a fronteira política delimita os dois países, à fronteira física isso pouco interessa. Em todo o lado é Irlanda, com as suas paisagens verdejantes ponteadas de pontos brancos, as dramáticas falésias e planaltos que parecem não ter fim.

Zona costeira da Irlanda do Norte

Esta é a segunda road trip que fazemos pela Irlanda, desta vez com foco especial no condado de Donegal. Da última vez tínhamos percorrido de Cork, a sul da Irlanda, até Sligo, a oeste (ver post aqui). Desta vez íamos de Belfast até Donegal, a zona noroeste, numa viagem de 4 dias.


Chegada ao aeroporto de Belfast

Chegar a Belfast a partir de Londres é num instante. Basta um voo de 1 hora e pouco onde os preparativos para a aterragem começam quando ainda mal nos instalámos. O aeroporto internacional de Belfast não fica no centro da cidade, mas para quem quer visitar Belfast basta apanhar o autocarro 300. Se, no entanto, o percurso da viagem incluir a zona costeira ou como nós, atravessar o país, o melhor é mesmo alugar um carro.


Percurso

O percurso para esta viagem foi delineado como mostrado no mapa abaixo.

Para aceder ao mapa interactivo com legenda de cada paragem, use o seguinte link: https://www.google.com/maps/d/edit?mid=1Y_QgUa5MFamBRwqBKlUHCladQY608Uk&usp=sharing

Preparativos antes da viagem

Voos

Como habitual, aconselha-se a comprar os bilhetes com alguma antecedência. Nós comprámos os bilhetes com cerca de 3 meses de antecedência e ficaram a menos de £50 (ir e vir). Considerando também que comprámos os bilhetes para o último fim-de-semana de agosto que ainda é considerado altura alta.

Onde ficar

Para os locais onde passar as 3 noites escolhemos pontos estratégicos. Houve vários factores que influenciaram a escolha como ter estacionamento e estar localizado de maneira a evitar adicionar mais tempo de viagem. Como erámos 3 e não nos importávamos de partilhar o quarto, escolhemos locais que ofereciam essa opção, por assim também ficar mais em conta financeiramente.

Antes de fazermos as marcações fizemos uma pesquisa no Booking, Airbnb e websites oficiais dos locais escolhidos. Foram então estas as paragens e valores associados.

  • Em Letterkenny; marcámos pelo Airbnb num celeiro reconstruído (sem pequeno-almoço incluído), £144.58 (£48 por pessoa)
  • Em Andara; marcámos pelo Booking em Bayview Country House B&B (com pequeno-almoço incluído), £126 (£42 por pessoa)
  • Em Donegal; marcámos pelo website do hotel de Mill Park Hotel (com pequeno-almoço incluído), 220 euros (73 euros por pessoa)

No total em acomodação cada um de nós gastámos cerca de £140 pelas 3 noites.

Durante os próximos posts, à medida que vou falando dos vários locais por onde passámos, falarei também em pormenor das nossas experiências em cada uma destas acomodações.

Para o primeiro local não consigo encontrar o link através do Airbnb, possivelmente porque apenas fazem marcações para o Verão. Mas deixo em baixo os links para os outros dois locais. Em Donegal, fizemos a marcação através do próprio website do hotel, uma vez que ficava mais barato do que pelo Booking.com.


Outras considerações

  • Tempo – aconselho a levarem um impermeável independentemente da altura do ano. O tempo é bastante instável e muda com uma rapidez enorme. Mesmo no Verão podem apanhar episódios de chuva e nevoeiro.
  • Dinheiro – se viajarem em ambas as partes da Irlanda não se esqueçam que a moeda não é a mesma. Em norma, todos os locais aceitam cartão não sendo necessário levarem dinheiro convosco.
  • Conduzir – lembrem-se que na Irlanda, em qualquer zona, se conduz do lado esquerdo da estrada.
  • Flexibilidade – Isto mais uma vez tem a ver com o tempo. Mesmo com chuva a Irlanda é maravilhosa, mas quando entra o nevoeiro talvez seja melhor pensar em refazer os planos. E há imensas coisas para se pode fazer mesmo quando chove, como visitar destilarias, museus, igrejas e claro aproveitar a deliciosa cozinha irlandesa.

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