Receita de ovos no forno com natas e queijo

Tempo de preparação: 25 minutos

4 porções

332Kcal/porção


Ingredientes

  • 4 ovos
  • 200mL de natas
  • 75gr de queijo ralado
  • 1 colher de sopa bem cheia de ervas aromáticas
  • 1/2 pão cortado em fatias
  • 2 colheres de sopa de manteiga para untar
  • Sal, pimenta e alho em pó q.b
  • 1 colher de café de paprica

Ingredientes

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Unte 4 tacinhas que possam ir ao forno com manteiga. Adicione um ovo a cada uma das tacinhas.

Num recipiente junte as natas com metade do queijo ralados e as ervas aromáticas. Tempere com sal, pimenta preta e alho em pó a gosto. Misture.

Divida a mistura das natas com o queijo ralado pelas quatro tacinhas sem tapar as gemas. Por cima espalhe o restante queijo ralado.

Para a cozedura em banho-maria, coloque as tacinhas dentro de um tabuleiro. Adicione água a ferver ao tabuleiro até a água tapar metade das tacinhas com os ovos.

Leve ao forno por 13 minutos, até as gemas ganharem consistência mas não estarem completamente cozidas.

Com cuidado retire as tacinhas do tabuleiro e polvilhe cada com a paprica.

Sirva os ovos acompanhado com o pão cortado em fatias.



Sugestões e dicas

Queijo: Para um sabor mais intenso escolha um queijo com um sabor forte tal como o queijo chedar ou parmesão.

Pão: Pode acompanhar os ovos com qualquer tipo de pão. Aconselha-se o pão de cereais ou pão de centeio.

Ovos: Coza os ovos consoante o quanto quer a gema cozida. Para uma gema líquida leve ao forno os ovos por 11 minutos. Se quiser a gema meio cozida leve os ovos ao forno por 14 minutos. Para uma gema completamente cozida leve os ovos ao forno por 18 minutos.

Orzo com peito de frango e molho nduja

Tempo de preparação: 25 minutos

4 porções

570Kcal/porção


Ingredientes

  • 4 peitos de frango
  • 300gr de massa orzo
  • 60gr de rúcula
  • 350gr de molho mascarpone com nduja
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • Sal, pimenta preta e alho em pó q.b.

Preparação

Tempere os peitos de frango com sal, alho em pó e pimenta preta.

Leve ao lume um tacho com água temperada de sal. Quando começar a ferver, junte o orzo e deixe cozer a lume brando por 9 minutos.

Entretanto aqueça o azeite numa frigideira antiaderente. Adicione 2 colheres de sopa de molho mascaporne com nduja e espalhe-o pelo fundo da frigideira. Coloque na frigideira os peitos de frango e deixe-os fritar por 5 minutos de cada lado.

Quando o frango estiver cozinhado, retire-os da frigideira, escorra o orzo e adicione-o à frigideira onde cozeu o frango. Junte o restante molho de mascaparone e misture. Deixe cozer a lume brando por 4 minutos. Retire do lume.

Lave a rúcula e pique metade. Junte a rúcula picada ao orzo e envolva.

Sirva o orzo acompanhado com os peitos de frango cortados em fatias e a restante rúcula.

Sopa de couve-flor com açafrão

Tempo de preparação: 30 minutos

4 porções

202Kcal/porção


Ingredientes

  • 1 couve-flor separada em pequenos ramos com os talos removidos
  • 2.5 colheres de sopa de azeite
  • 2.5 colheres de sopa de açafrão em pó
  • 1 colher de sopa de caril garam masala em pó
  • 1 cebola picada
  • 1 cubo para caldo de vegetais
  • 2 limas, 1 lima para sumo e 1 lima cortada em fatias
  • 3 colheres de sopa de iogure natural (mais 4 colheres para decoração)
  • 2 colheres de alho em pó
  • Sal q.b.

Preparação

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Num recipiente de plástico coloque os raminhos de couve-flor e tempere com 1.5 colher de sopa de azeite, 1.5 colher de sopa de açafrão, o caril e sal. Misture todos os ingredientes até todos os raminhos estiverem cobertos com as especiarias. Coloque a couve-flor num tabuleiro que possa ir ao forno e asse-a durante 20 minutos.

Entretanto, num tacho refogue a cebola no restante azeite por cerca de 5 minutos. Junte o alho em pó, o restante açafrão e mexa. Junte 750mL de água e o cubo para caldo de vegetais e deixe ferver a lume baixo.

Quando a couve-flor estiver assada, retire do forno, guarde alguns dos raminhos para decoração e adicione a restante couve-flor ao caldo. Retire do lume.

Adicione o sumo da lima, o iogurte, retifique os temperos e com a ajuda de uma varinha mágica desfaça a couve-flor e a cebola até formar uma sopa homogénea.

Divida a sopa em 4 pratos e sirva cada decorado com raminhos de couve-flor, gomos de lima e iogurte.


Sugestão

Para uma sopa mais consistente adicione filetes de peixe à sopa. Cozinhe os filetes de peixe por cerca de 10 minutos no caldo de vegetais. Antes de juntar a couve-flor assada retire o peixe e corte-o em quadradinhos. Junte no final o peixe à sopa quando estiver feita (depois de passar a sopa com a varinha mágica).

Tring, Inglaterra

A 50Km de Londres, no meio do condado de Hertfordshire, encontra-se a bonita cidade de Tring. Tring, tal como Berkhamstead and Ashridge Estate, fica nas colinas Chiltern (Chiltern Hills), considerada uma das ‘areas of outstanding natural beauty’, zonas essas consideras de uma grande riqueza cultural e paisagística. Perto de Tring também encontramos o Grand Union Canal, o canal de água que liga Londres a Birmingham numa extensão de mais de 200Km.

Visitar Tring e os seus arredores é um dos melhores passeios a partir de Londres para quem quer fugir às multidões e conhecer outras zonas menos conhecidas, mas igualmente bonitas de Inglaterra.



Transportes públicos

Para quem vem de Londres e de transportes públicos a melhor maneira é apanhar o comboio na estação de Euston até Hemel Hempstead e em seguida o autocarro (por exemplo, o X5 que é o autocarro que faz o percurso mais vezes durante o dia). A viagem demora entre 1 hora e 15 a 1 hora e meia.

Carro

Se vierem de carro, o que recomendo para visitarem também os arredores, demoram cerca de uma hora a partir de Londres. Para estacionar e se não se importarem de andar um bocadinho, podem deixar o carro nos parques de estacionamento pertencentes ao museu da história natural que são gratuitos.


Tring Memorial Gardens

Aconselho a começarem o dia a percorrer o centro de Tring a pé. Tring é mais uma vila do que uma cidade, mas independentemente do que a chamem o que é certo é que é muito pitoresca. Passear pelas ruas é um deleite especialmente para quem gosta de fotografia. Podem descer a rua principal, a High Street, onde vão encontrar imensas lojas e locais com bom aspecto e bem avaliados onde comer. Enquanto decidem onde parar podem aproveitar para passear pelo Jardins Memoriais de Tring (Tring Memorial Gardens), um lugar tranquilo construído em memória dos que perderam a vida durante a Segunda Guerra Mundial. Rapidamente conseguirão identificar a enorme sequoia que aos seus pés tem um lago que funciona como viveiro.

Nós depois de um rápido passeio pelo jardim decidimos experimentar o Nonna’s Super Club, um bonito café italiano que também faz de mercearia. O difícil foi escolher o que comer com tantas delícias a encherem-nos os olhos. As sandes são o ponto forte deste local, mas também há focaccia, antipasti, aracini e pratos quentes como cannelonni. Também há várias escolhas para quem quer algo mais doce como os cannoli. O meu marido achou caro para o que foi, mas não se enganem que os preços são os esperados para aquele tipo de café em Inglaterra.

Outros locais que também estão bem avaliados na mesma faixa de preços que parecem valer a pena a visita é o Beans n’ Brunch e o Black Goo Coffee, ambos também na High Street.



Museu da História Natural

Lince Ibérico

O Museu da História Natural em Tring (Natural History Museum) faz parte do museu em Londres com o mesmo nome, este conhecido pelo grande esqueleto pendurado no hall central. Se quase todos os que visitaram Londres também visitaram o museu na cidade, muito menos são aqueles que visitaram o museu em Tring. A entrada é gratuita para ambos os museus.

Antílopes

O museu em Tring tem 5 galerias, cada qual com a sua colecção, que no total conta com mais de 80 milhões de objectos. Destas coleções conta uma variedade imensa de animais desde o lince ibérico até ao orangotango e desde borboletas a tubarões. A cada galeria que se passa vai-se conhecendo mais e mais animais, muitos dos quais nem sonhávamos existir.

Este museu também é um óptimo local para levar a miudagem. Miúdos e graúdos dificilmente ficam indiferentes a elefantes e gorilas em tamanho real e cobras gigantes.


Parque de Tring

A poucos minutos do museu chegava-se ao parque de Tring (Tring Park), uma das áreas ecológicas mais importantes do condado de Hertfordshire. Sendo parte das Chiltern Hills passear por este parque de 250 hectares dá a oportunidade de ver paisagens fantásticas, atravessar florestas de árvores antigas e planícies calcárias. Agora que o Outono começa a chegar este parque é um dos locais indicados na região para desfrutar de paisagens em tons de amarelo, laranja e vermelho.



College Lake Nature Reserve (Reserva Natural)

Desde Tring em menos de 10 minutos (de carro) chega-se a esta bonita reserva natural. Esta reserva foi antes uma pedreira de giz, recuperada e aberta ao público em 2010, onde actualmente vive mais de 1000 espécies diferentes de animais selvagens. Este é um dos locais mais indicados para ornitólogos ou aficionados da actividade da observação de pássaros.

A parte mais evidente desta reserva natural é o pântano proporcionando um lar para uma imensa diversidade de aves tal como um local para reprodução das mesmas. Este pântano é habitado por diferentes espécies de aves consoante a altura do ano, muitas destas de espécies raras.

Pântano na College Lake Nature Reserve

Outro tipo de animal de espécie rara que se pode encontrar a sobrevoar os campos durante a primavera e o verão é a borboleta pequena azul. Esta acompanhada não só por outras espécies de borboletas, mas também de uma grande variedade de insectos.

Na College Lake Nature Reserve existem três trilhos, todos eles fáceis de percorrer:

  • Wild trail (trilho selvagem) de 3.5Km
  • Bird Trail (trilhos dos pássaros) de 1Km
  • Time Trail (Trilho do tempo) de 3Km

O parque de estacionamento e entrada para a reserva são gratuitas. Donativos são bem-vindos o que o podem fazer à entrada.


Pitstone Windmill (moinho)

O moinho de Pitstone está apenas aberto às sextas-feiras e fins-de-semanas com feriados. Nós apesar de não termos visitado o moinho, já que viemos num dia em que estava fechado, valeu a pena percorrer o caminho até ao moinho acompanhados pela bonita paisagem envolvente.

Este moinho de vento é um dos mais antigos da Inglaterra. Apesar de não se saber ao certo quando foi construído há documentação do seu funcionamento no século XVII. O moinho de vento de Pitstone moeu a farinha para a aldeia local durante quase 300 anos, até que no início de 1900 acabou danificado de tal forma durante uma tempestade que o seu reparo não era viavelmente económico. Em 1937, o moinho de Pitstone passou a fazer parte do National Trust, a organização de conservação e preservação do Reino Unido. Foi a partir desta altura que o moinho começou a ser restaurado por voluntários da região.

Moinho de vento de Pitstone

Ivinghoe Beacon (ponto panorâmico)

Outra zona de passagem que tal como o moinho fazem parte da propriedade de Ashridge é Ivinghoe Beacon. Este ponto panorâmico faz parte de um dos trilhos que sai de Monument Drive (ver post sobre Ashridge) percorrendo uma distância total de 12.8Km. Podem sempre fazer esse trilho ou tal como nós estacionar o carro no parque de estacionamento ‘Ivinghoe Beacon Circular Walk Car Park’ que fica a mais ou menos 2Km de distância. O percurso é fácil de percorrer sendo talvez a subida inclinada no fim do trilho para chegar ao topo a parte mais difícil.

Na Idade do Ferro Ivinghoe Beacon era um forte o que leva a esta zona a ter uma marcada importância em termos arqueológicos. Do topo do monte, num dia limpo, pode-se avistar até cerca de 6 condados.

Trilho para chegar ao topo de Ivinghoe Beacon

Deixei este local para último com um propósito; se fizerem o percurso tal como está descrito neste post aproveitem o resto do dia para fazer um picnic em Ivinghoe Beacon até serem acompanhados por um maravilhoso pôr do sol.


Outros locais a visitar perto de Tring

Salada de atum com orzo

Tempo de preparação: 35 minutos

4 porções

628Kcal/porção


Ingredientes

Para a salada

  • 300gr de massa orzo
  • 4 ovos
  • 1 pimento vermelho
  • 1 pimento amarelo
  • 1 pimento verde
  • 1 pepino
  • 2 latas de atum
  • 85gr de azeitonas pretas
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 colher de sobremesa de alho em pó
  • 1 colher de sobremesa de pimenta preta
  • 1 colher de sobremesa de paprica
  • Sal q.b.

Para o vinagrete

  • 5 colheres de sopa de azeite
  • 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
  • 1 colher de sobremesa de alho em pó
  • 2 colheres de sobremesa de ervas aromáticas secas

Preparação

Leve um tacho ao lume com água temperada de sal. Quando começar a ferver adicione o orzo e deixe cozer por cerca de 9 minutos ou de acordo com as instruções do pacote. Quando cozido escorra a água e deixe arrefecer. Reserve.

Leve ao lume um segundo tacho com água e quando esta começar a ferver, baixe o lume e coloque os ovos. Deixe-os cozer por 8 minutos. Retire-os com a ajuda de uma concha funda e mergulhe-os em água fria para parar a cozedura.

Entretanto, lave os pimentos, retire-lhe as semente e corte-os em fatias. Numa frigideira antiaderente aqueça o azeite e junte os pimentos. Tempere com sal e junte o alho em pó, a pimenta preta e a paprica. Deixe fritar por 12 minutos, mexendo ocasionalmente. Retire do lume e junte o orzo ao pimentos. Deixe arrefecer e reserve.

Corte o pepino ao meio e com a ajuda de uma colher de sobremesa retire as sementes. Corte o pepino em finas meias-luas e coloque-as num recipiente fundo. Ao pepino, junte o atum escorrido e as azeitonas cortadas ao meio.

Quando o orzo e os pimentos estiverem frios junte-os ao pepino com o atum e misture. Coloque a salada num recipiente de vidro para servir.

Por cima coloque os ovos cortados ao meio.

Para fazer o vinagrete junte o azeite, o vinagre, o alho em pó e as ervas aromáticas. Misture bem.

Sirva a salada de atum com orzo juntamente com o vinagrete.

Berkhamstead, Inglaterra

Berkhamstead era antigamente uma cidade importante para o comércio e por isso é categorizada como a historic market town. Hoje em dia Berkhamstead é uma cidade vibrante com imensos restaurantes e bares com vários locais para visitar, como o castelo e as trincheiras. Esta cidade pode fazer parte de um itinerário de um dia ou de um fim-de-semana que inclua explorar Ashridge Estate do qual falei a semana passada.


Como chegar

Transportes públicos

Para chegar a Berkhamstead a partir de Londres basta apanhar um comboio em Euston. A viagem demora cerca de 30 minutos. A estação de comboios em Berkhamstead fica mesmo ao lado das ruínas do castelo e a mais ou menos 10 minutos a pé do centro da cidade.

Carro

Se vierem de carro para Berkhamstead, o que aconselho se também quiserem visitar outros locais como a Casa de Ashridge ou Berkhamstead Commons ou até Tring, podem deixar o carro no parque de estacionamento ao pé do canal. No Google Maps este parque de estacionamento chama-se ‘Free Parking by canal in Berko’. Estacionar aqui é completamente gratuito nas primeiras 4 horas. Se se vierem de Londres a viagem pode demorar até uma hora, mas se por exemplo partirem do norte de Londres como Watford a viagem é de apenas 20 minutos.


Locais para visitar

Grand Union Canal

O canal que divide a cidade de Berkhamstead liga Londres a Birmingham com uma extensão de 220Km. Este canal é a razão pela qual a cidade tinha um papel comercial tão importante. Até porque este canal era uma das principais formas de transporte. Se o tempo deixar uma das melhores coisas para fazer é passear junto ao canal. O conjunto de várias pontes, barcos e casinhas proporcionam bonitos cenários. Se o fizerem aproveitem para passar pelo Totem Pole erguido em 1968. Este é um genuíno totem canadiano encomendado por William Jonh Aslford como agradecimento aos residentes da ilha de Vancouver por terem salvo o seu irmão. O Totem Pole é de cedro vermelho com uma altura de 9 metros.

Castelo

s ruínas do castelo de Berkhamstead podem ser visitadas gratuitamente e é um dos pontos de paragem obrigatória na cidade. O castelo foi construído no final do século XI como um castelo de motte-and-bailey (castelo de mota). Os castelos de mota foram os precursores dos castelos de pedra da Idade Média. Estes castelos eram formados por duas partes, a mota, um monte de terra em forma cónica e um recinto fortificado. Uma grande parte das pedras que formavam o castelo foram roubadas durante o século XVI deixando as ruínas que ainda hoje ali se erguem.

Trincheiras de Primeira Guerra Mundial

As trincheiras é outro dos locais a não perder devido ao seu valor cultural. É possível visitar as trincheiras a pé – do centro da cidade demora-se mais ou menos meia hora. Se se for de carro a viagem demora menos que 5 minutos. Para estacionar basta virar à esquerda no cruzamento que fica em frente ao memorial de guerra (uma coluna branca alta). O parque de estacionamento é de terra batida e gratuito. As trincheiras ficam mesmo ao lado do campo de golfe.

Durante a Primeira Guerra Mundial toda esta zona envolvente de Berkhamstead foram transformadas em campo e base de treino do corpo militar britânico (Army Service Corps), que aqui em Berkhamstead eram apelidados como Devil’s Own (em português: próprio do diabo). Perto da estação de Berkhamstead estabeleceu-se um acampamento que albergava mais de 2000 pessoas, e que se foi estendo para muitos dos edifícios da cidade. Como se pode imaginar o impacto na cidade foi imenso, com recrutas a passarem vários meses em treino intensivo antes de serem enviados para outros regimentos. Em 1918, mais de metade dos 12.000 oficiais foram vítimas da guerra contando entre estes 2200 mortos.

Para estes recrutas a estadia em Berkhamstead era a última antes de serem enviados para os horrores da guerra. As trincheiras em Berkhamstead com cerca de 12KM eram usadas como exercícios de campo que incluíam aprendizagem em tácticas de ataque e uso de equipamento.


Restaurantes e bares

Giggling squid

Giggling Squid é uma rede de restaurantes de cozinha tailandesa em Inglaterra. Em Berkhamstead, Giggling Squid fica no centro da cidade e é uma óptima opção para uma refeição local. Aconselho o salt and pepper squid (lulas com sal e pimenta) para entrada. Este é um dos pratos mais conhecidos e pedidos do restaurante. Para prato principal existem imensas opções e o difícil é escolher. E não só a comida é de grande qualidade, mas também a decoração faz desta refeição uma experiência bastante especial.

Raising Sun Freehouse

Raising Sun Freehouse fica também perto do centro da cidade, a cerca de 5 minutos do castelo. Este bar fica mesmo ao lado do canal e por isso é uma óptima opção para os dias de sol. Existem imensas opções de cervejas, cidras e outras bebidas. Quando visitámos este pub decidimos ficar nas mesas da esplanada e por isso não posso dizer como é a atmosfera dentro do pub, mas é com certeza um dos mais procurados pelos locais de Berkhamstead e arredores. Na esplanada encontrámos a verdadeira essência inglesa – uma pint na mão e a aproveitar cada bocadinho de sol.

The Three Horseshoes

Para aqueles que queiram fazer um longo passeio ao longo do canal, aconselho uma paragem no pub The Three Horseshoes. Este pub ficando mesmo junto ao canal forma um cenário encantador. Também é possível chegar ao pub de carro. Para quem visita Inglaterra uma das experiências obrigatórias é experimentar a comida de pub – como o fish and chips (peixe frito com batatas fritas), ou se vierem no Domingo o famoso Sunday roast com carne assada, vegetais e o famoso yorkshire pudding (uma espécie de pão em forma de uma pequena tigela – esta é a melhor forma que tenho para descrever). Mas para quem procura só uma bebida, este pub também é o local ideal especialmente quando o sol aparece.


Outros locais a visitar na área:

Sopa de Ervilhas com Alho-francês e Queijo Feta

Tempo de preparação: 30 minutos

4 porções

195Kcal/porção

Ingredientes

  • 2 alho-francês
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 150gr de batatinhas pequenas
  • 1.1L de caldo de vegetais (feito com 1 cubo de caldo de vegetais e 1.1L de água)
  • 450gr de ervilhas congeladas
  • 10gr de salsa lavada e picada
  • 50gr de queijo feta

Preparação

Lave e corte o alho-francês separando a parte branca da parte verde. Corte a parte branca às rodelas e corte 4cm da parte mais verde (topo) do alho-francês.

Num tacho, aqueça 3 colheres de azeite e adicione as rodeladas do alho-francês (parte branca). Deixe refogar por 5 minutos até o alho-francês amolecer.

Junte ao tacho as batatas lavadas e cortadas ao meio e o caldo de vegetais. Tempere com sal e pimenta. Deixe cozer por cerca de 10 minutos com o tacho destapado. Passado este tempo june as ervilhas e deixe cozer por mais 3 minutos ou até as batatas estarem cozidas.

Entretanto corte a parte verde do alho-francês em juliana. Numa frigideira anti-aderente aqueça uma colher de azeite e junte o alho-francês. Deixe fritar por cerca de 4 minutos, juntando alho em pó e pimenta preta a gosta a meio tempo. Reserve.

Quando as batatas tiverem cozidas, passe a sopa com a ajuda de uma varinha mágica até ficar homogénea. Rectifique de sal. Adicione 2/3 da salsa picada e mexa. Retire a sopa do lume.

Divida a sopa por 4 tigelas e decore cada com o alho-francês frito, salsa picada, queijo feta esfarelado e pimenta preta.

Ashridge Estate – National Trust

Ashridge Estate

A propriedade de Ashridge, Ashridge Estate em Inglês, foi fundada em 1283 juntamente com a casa Ashridge (Ashridge House). A casa começou como mosteiro envolvido por uma propriedade extensa habitada por veados. O mosteiro foi posteriormente dissolvido em 1539 tornando-se propriedade do rei Henry VIII. O seu papel como propriedade real acabou quando adquirida por Thomas Egerton no início do século XVII.

Quando em 1921 a família Bronlow, a actual proprietária, pôs Ashridge Estate à venda, os residentes iniciaram um movimento de angariação de fundos, ‘Pennies for Ashridge‘. Este movimento tinha o objectivo de ajudar a National Trust tornar-se dona da propriedade. E foi devido a ‘Pennies for Ashridge’ que em 1926 a propriedade de Ashridge no condado de Hertfordshire em Inglaterra tornou-se parte da National Trust. A National Trust para quem não sabe é a maior organização de conservação sem fins lucrativos na Europa sendo o seu foco principal conservar e preservar a beleza natural, locais históricos e habitat naturais.

Parte do trilho ‘Forests’ Walk’ com vista para Ashridge House

A propriedade de Ashridge cobre uma área de 2 mil hectares por onde existe uma enorme diversidade de paisagens destacando-se a floresta de faias e carvalhos antigos e as planícies extensas de calcário.

O website oficial da National Trust com toda a informação útil sobre a propriedade de Ashridge pode ser acedido a partir do link: https://www.nationaltrust.org.uk/visit/essex-bedfordshire-hertfordshire/ashridge-estate


Areas of Outstanding Natural Beauty

A propriedade de Ashridge faz parte geograficamente das Chiltern Hills que pertencem ao grupo das áreas categorizadas como ‘Areas of Outstanding Natural Beauty’ (AoBN). Estas áreas têm um inestimável valor tanto a nível paisagístico como cultural para o país e como tal é onde há um maior esforço de conservação e preservação. No Reino Unido existem 46 AoNB espalhadas pelos 4 países, Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia. Já visitámos outras AoNB como Durdle Door e as falésias Seven Sisters no sul de Inglaterra e a Calçada dos Gigantes na Irlanda do Norte.

Em Ashridge Estate é onde se pode visitar uma floresta de valor inestimável onde se podem encontrar árvores ancestrais como é o exemplo do carvalho da fotografia acima ao qual deram o nome de Bob’s Oak que tem pelo menos 400 anos.

Na altura em que passámos por esta árvore estava em processo gradual de desbastamento para permitir a chegada de mais luz e ar ao solo, o que ajuda a prolongar a vida da árvore. O cascalho em volta da base do carvalho tinha dois objectivos, o de reter a humidade do subsolo e de prevenir que as raízes fossem pisadas por pedestres.


Bridgewater Monument

A forma mais fácil de aceder aos trilhos marcados disponíveis ao longo da propriedade de Ashridge é estacionar na estrada Monument Drive. O parque de estacionamento é extenso e o pagamento de 2 libras é voluntário. Ao fundo da Monument Drive encontra-se uma torre estreita alta.  

Monumento de Bridgewater

Esta torre, a Bridgewater Monument, foi construída em 1832 em homenagem ao 3º duque de Bridgewater, Francis Egerton, como reconhecimento do seu papel na construção da rede de canais durante a Revolução Industrial. Isto antes da propriedade passar para a família Bronlow já no século XIX. O monumento, uma coluna de granito com 172 degraus, pode ser visitada e do seu topo é-vos oferecida uma vista panorâmica sobre a propriedade. De momento, o monumento está encerrado para trabalhos de conservação e espera-se a sua reabertura na Primavera de 2025.


Visitor Centre e Monument Cafe

Mesmo ao lado do Bridgewater Monument e parte do National Trust encontra-se o Monument Cafe onde se vendem refeições ligeiras e bebidas quentes. No Visitor Centre pode-se encontrar não só informação sobre o local incluindo fauna, flora e história, mas também productos de produção regional. E porque isto também é importante saber é aqui que se encontram as casas de banho.


Trilhos de Monument Drive

A partir do Monument Drive existem 5 trilhos marcados ou seja, trilhos onde ao longo do caminho se vão encontrando indicações sobre a direcção a seguir. Os trilhos entre si têm distâncias diferentes desde o mais curto de 3.2Km até ao mais longo de 12.8Km. Para quem é mais aventureiro existe um trilho de cerca de 27Km, o Boundary Trail, que também pode ser divido em dois, trilho norte e trilho sul. Para mais detalhes sobre o Boundary Trail vejam: https://www.nationaltrust.org.uk/visit/essex-bedfordshire-hertfordshire/ashridge-estate.

Os 5 trilhos marcados que partem de Monument Drive são os seguintes:

  • Forests’ Walk (4.8Km)
  • Ranger’s Ramble (4.8Km)
  • Wildlife Walk (12.8Km)
  • Family Cycle trail (trilho para bicicleta) (6.4Km)
  • Mobility Trails (3.2Km) – este trilho é o apropriado para pessoas com problemas de mobilidade motora incluindo pessoas de cadeira de rodas e para carrinhos de bebés
Mapa de Ashridge Estate com vários pontos de interesse e os diferentes trilhos. Mapa retirado de: https://www.nationaltrust.org.uk/visit/essex-bedfordshire-hertfordshire/ashridge-estate

Destes trilhos já fiz dois, o Ranger’s Ramble onde tive a oportunidade única de encontrar um cervo a meio do caminho e o Forest’s Walk que passa junto à casa de Ashridge. Ambos os trilhos dão a oportunidades de passar por florestas de árvores ancestrais, por áreas históricas e zonas muito pinturescas. Cada um destes trilhos demora cerca de 2 horas se se for a passo moderado.


Ashridge House

Apesar de Ashridge House se encontrar na propriedade, esta não faz parte da National Trust. A casa está transformada em espaço para casamentos, conferências e outros eventos. Os 190 quartos disponíveis na casa estão reservados para aqueles que pretendem atender estes eventos.

Fachada principal da Ashridge House

Não me vou estender muito sobre a casa de Ashridge uma vez que nunca lá entrei, nem na casa, nem no restaurante, nem no café ou jardins. Mas o seu exterior é impressionante. A entrada para os jardins, quando não estão a decorrer determinados eventos, estão abertos ao público tendo um custo de entrada de 14 libras por pessoa.

A história da casa segue a da propriedade, uma vez que até 1926 pertenciam ambas ao mesmo proprietário. O mosteiro mencionado no início desta página construído em 1283 chamava-se College of Bohommes Monastery sendo dissolvido em 1539 quando se tornou propriedade privada do rei Henry (Henrique) VIII. A casa de Ashridge foi a casa deste rei por 11 anos e mais tarde herdada pela sua filha Elizabeth.

A casa passou de casa real para casa privada em 1604 e assim o é até aos dias de hoje. Durante este longo período a casa de Ashridge teve vários papéis na história de Inglaterra desde ser centro de treino para o braço conservador político (Conservador Party) e de hospital na 2ª Guerra Mundial.

O website oficial da Ashridge House pode ser acedido através do link: https://www.ashridgehouse.org.uk/

Massa com molho carbonara verde

Tempo de preparação: 30 minutos

4 porções

590 Kcal/porção

Ingredientes

  • 400gr de massa penne
  • 350gr de ervilhas congeladas
  • 200gr de espinafres congelados
  • 75gr de queijo ralado
  • 3 gemas
  • 1 ovo
  • 1 molhinho de folhas de hortelã
  • 200gr de bacon cortado aos cubos
  • 4 colheres de café de sumo de limão
  • Sal, pimenta preta, alho em pó q.b.

Preparação

Coloque um tacho ao lume com água temperada de sal. Quando começar a ferver junte a massa e deixe cozer por cerca de 10 a 12 minutos. Escorra a massa guardando 200mL da água da fervura da massa.

Entretanto, num recipiente coloque as ervilhas e cubra-as com água a ferver. Deixe repousar por 2 minutos. Escoe as ervilhas e reserva-as.

Num outro recipiente junte o queijo ralado, as gemas, o ovo, metade das ervilhas descongeladas e 3 folhinhas de hortelã. Tempere com bastante pimenta preta e sal. Com a ajuda de uma varinha mágica junte todos os ingredientes até formar um molho homogéneo e cremoso. Reserve.

Numa frigideira grande, frite o bacon sem óleo até começar a ganhar cor. Junte alho em pó, as restantes ervilhas e os espinafres. Deixe fritar por cerca de 4 minutos até os espinafres descongelarem por completo.

Adicione a massa ao bacon e misture de forma a ligar todos os ingredientes. Retire a frigideira do lume.

Junte o molho dos ovos com o queijo e metade da água da cozedura da água à massa com o bacon. Misture bem e leve a frigideira de novo ao forno mas com o lume no mínimo.

Junte a restante água da cozedura da massa e deixe cozinhar por cerca de 30 segundos. Retire do lume.

Coloque a massa em 4 tigelas, adicione uma colher de café de sumo de limão por cima da massa e decore com hortelã. Está pronto a servir.


Sugestões

Para um prato mais elevado substitua a massa penne por gnochi.

Não deixe cozer os ovos por mais de 30 segundos para manter a cremosidade do molho.

8ª Paragem no Gerês: Trilho dos Poços Verdes e de volta à Vila do Gerês

A viagem completa ao Gerês, com todos os trilhos, restaurantes e hotéis, está disponível na página Parque nacional Peneda-Gerês.


Xertelo

A nossa viagem pelo Gerês estava a acabar e após uma semana estávamos prestes a realizar o último trilho. Depois de deixar Pitões das Júnias chegámos ao Xertelo para fazermos o trilho PR9 MTR- Trilho dos Poços Verdes.

O trilho começa na aldeia de Xertelo que tal como em outras aldeias por onde tínhamos passado não é autorizada a circulação de viaturas não pertencentes a locais ou residentes. Portanto tivemos que estacionar à entrada da aldeia ao lado do Bar Sete Lagoas.

Na subida incial do trilho PR9 MTR

PR9 MTR – Trilho dos Poços Verdes

O trilho pode ser feito de várias formas uma vez que existem caminhos alternativos que vão dar às lagoas. Aquele que nós fizemos teve uma distância de 10.76Km e demorou cerca de 3 horas e meia. Recomendo este caminho a quem também quiser fazer este percurso. Certamente seria a nossa escolha se o fizéssemos de novo.

Moinho

Começámos o trilho ao entrar na aldeia de Xertelo. Mais adiante encontrámos uma placa com a indicação ‘moinho (cubo vertical)’, um dos pontos de interesse deste trilho. A partir deste ponto começámos a subir até ao moinho.

O moinho, agora restaurado, é um dos legados mais importantes da região, recebendo ainda as águas transportadas pelas levadas. Este moinho é especial devido à sua estrutura que permite transportar a água até ao tecto, que ao cair do telhado forma uma cascata. Na altura em que aqui estivemos infelizmente as levadas estavam secas e sem as águas das levadas não vimos este efeito cascata.

Moinho cubo vertical

Depois de passarmos o moinho seguimos sempre pela estrada larga. Mesmo quando a certa altura encontrámos uma placa a direccionar para um trilho mais estreito. Esse trilho foi o caminho que fizemos quando voltámos, que segue junto às levadas. Seguindo pela estrada larga, depois da subida inicial, o caminho segue quase sempre a direito.

As paisagens desta parte do caminho foram das mais bonitas da viagem. Mais ou menos no quilómetro 3 chegámos a um cruzamento onde virámos à esquerda. Mesmo antes de chegarmos ao cruzamento passámos por uma família de cavalos. Mas em vez de me sentir numa espécie de conto de fadas na minha cabeça já corriam imagens de patadas, feridos e mortos. Tudo à conta das nossas últimas experiências. Felizmente não se passou nada de inédito e começámos a descer em direcção às lagoas. Foi quase ao fundo da descida que o caminho se cruzou com o do trilho mais estreito.

Cruzamento antes de começar a descer para as lagoas

Represa do Pinhedo

Mesmo antes de chegarmos às lagoas, a cerca de 1Km de distância, passámos por uma represa. Penso que esta será a represa do Pinhedo. Este é um bom local para tomar banho, sendo o caminho para chegar à água mais fácil aqui do que nas lagoas.

Poços Verdes do Sobroso

As sete lagoas chamadas de Poços Verdes do Sobroso fazem parte do complexo hídrico da Serra do Gerês. As lagoas são alimentadas pela represa que funciona como posto intermédio entre as águas do rio Fafião e da barragem de Paradela. Parte deste complexo fazem parte mais de 12Km de túneis que atravessam os maciços graníticos. Estes túneis são quase invisíveis a olho nu de forma a manter a paisagem natural da serra e ao mesmo tempo fornecer água às várias localidades da região.

A cada um destes poços está atribuída uma ‘acção’ diferente, cuja ordem da lagoa mais próxima da represa até à mais afastada é a seguinte: nadar, relaxar, meditar, desfrutar, usufruir, cuidar e revigorar.

Ainda pensámos em tomar banho numa destas lagoas, mas no final não conseguimos encontrar um caminho com o qual nos sentíssemos seguros. Talvez influenciados pelos avisos que tínhamos ouvido antes, a de que os acidentes acontecem aqui com regularidade. E devem realmente acontecer pois quando chegámos encontrámos um placar com o aviso de perigo. Nele aconselhava-se a não fazer a travessia de uma margem para a outra nem no Inverno nem em alturas de muita chuva. Isto porque com o piso molhado existe o perigo real de queda e afogamento.

Ainda fizemos uma tentativa de chegar a uma das lagoas através de um carreiro, mas acabámos por desistir e voltar para trás. Tal como disse, se quiserem tomar banho nesta zona, recomendo a represa do Pinhedo (ou assim penso ser o nome da represa).

No caminho de regresso seguimos pelo carreiro mais estreito, e apesar de ser um piso diferente, não foi difícil de percorrer. Não só o percurso foi practicamente feito a direito, como também assim tivemos a oportunidade de ver as levadas com os seus vales envolventes.

Fojo do Lobo

Tal como em Fafião, também mesmo a chegar à aldeia de Xertelo existe ainda um fojo do lobo, a antiga armadilha para a captura de lobos. Este fojo considerado património nacional encontra-se em óptimas condições que se podem ver a partir do trilho. Se quiserem fazer um pequeno desvio, podem ir até ao miradouro que faz agora parte do fojo.

Fojo do lobo em Xertelo

De novo na Vila do Gerês

Para a nossa última noite voltámos ao Hotel Adelaide na Vila do Gerês. Não vou falar muito sobre o hotel uma vez que o fiz no post 2ª Paragem no Gerês. Não houve nenhuma razão específica para ficarmos no mesmo hotel, mas não nos arrependemos.

O quarto onde ficámos desta vez tinha uma varanda ainda maior para aquela vista espectacular. E foi aqui que acabámos a tarde, sentados à varanda a beber e a comer.

Para jantar acabou por haver uma mudança de planos. Inicialmente tínhamos pensado voltar ao restaurante Lurdes Capela para experimentar o Bife à Gerês, um bife com molho de queijo que muito nos tinha sido recomendado. Mas depois da tarde passada a petiscar decidimo-nos por algo mais leve.

Vai…Vai Gerês

Foi por isso que acabámos a descer a rua do hotel até à vila e jantar no café ‘Vai…Vai Gerês’. O nome pode ser original, mas a comida que oferecem é a normal para a de um café, hambúrgueres, sandes e pizzas. Não significa que a comida não era boa, pelo contrário foi de encontro àquilo que procurávamos. Escolhemos o prego no pão e o hambúrguer especial com queijo, fiambre, alface e ovo. Para quem procura uma coisa simples e descontraída, este café é o ideal.

Hambúrguer especial no Vai…Vai Gerês

Depois da refeição fomos dar uma volta pela vila, mas a vila não sendo grande levou-nos a passar pelos mesmos locais dos da primeira vez em que aqui estivemos.

Massagens e um adeus

Para o dia seguinte tínhamos marcação para duas massagens no Hotel Adelaide. A nossa ideia inicial era o de as termos feito no dia em que chegámos ao hotel, mas sem marcação atempada era impossível arranjar vaga para aquele dia. Só conseguimos dividir uma sessão de 1 hora por 2 de meia-hora para o dia seguinte.

Aconselho a fazerem marcação atempada, especialmente se quiserem um tratamento mais completo, porque o serviço de wellness e relax do hotel é bastante procurado.

Por isso, a última manhã no Gerês foi passada com um de nós a aproveitar o seu último pequeno-almoço enquanto o outro estava na massagem. A massagem que nos foi marcada (de 30 minutos) é chamada de terapêutica ou descontruturante. Esta é uma massagem localizada com o objectivo de aliviar a dor e contracturas musculares resultantes por exemplo do stress ou má postura. Como devem calcular depois de uma semana a andar com peso às costas, não contando com todos os episódios caricatos, a senhora acabou por ter algum trabalho em conseguir relaxar-nos. Aconselho imenso a aproveitarem deste serviço.


Apesar de termos passado uma semana no Gerês e termos percorrido uma grande parte do parque nacional ainda há zonas que estão na lista para uma próxima visita. Estas são zonas que ficam na parte mais oeste do parque como Castro Laboreiro, Soajo e Lindoso. Fica assim marcada mais uma viagem para um futuro próximo.