Chegada a Sevilha

Índice deste post

  1. Chegada a Sevilha
  2. The Honest Hotel & Apartments
  3. Primeiro passeio por Sevilha
  4. 100 Montaditos
  5. O desejo por algo doce
  6. Pequeno-almoço no hotel
  7. Capilla de San José
  8. A desnecessária tortura dos cavalos

Chegada a Sevilha

Depois de ficarmos a conhecer Ronda e Córdoba nos últimos dias, eis que chegávamos à última cidade do nosso itinerário, Sevilha. Depois de uma viagem de comboio que demorou menos que uma hora, saímos na estação Santa Justa já depois das 5 e meia. Infelizmente já só tínhamos uma hora e pouco antes de anoitecer. Afinal, mesmo o dia sendo mais longo em Espanha do que em Inglaterra, continuava a ser meados de janeiro.

Setas de Sevilla ao pôr-do-sol

E metade do tempo que tínhamos antes de anoitecer era para chegar ao hotel onde íamos ficar no centro da cidade, The Honest Hotel & Apartments. Ainda eram uns 45 minutos a andar, mas assim também tínhamos oportunidade de ficar com as primeiras impressões de Sevilha, pois àquela hora já não dava para muito mais. O que mais me ficou na memória foram as Setas de Sevilha, a famosa estrutura em forma de cogumelo mais conhecida pelo seu miradouro, na qual reflectia a luz dourada do pôr-do-sol àquela hora.

The Honest Hotel & Apartments

Chegámos ao hotel, fizemos o check-in e pagámos pela estadia como era esperado, que por três noites com pequeno-almoço incluído ficou a pouco mais de 300 euros. Tínhamos feito a reserva no Booking.com e escolhido pagar no local. O que já nos tínhamos esquecido é que também tínhamos escolhido incluir na reserva o pequeno-almoço, mas na altura nem ligámos muito, afinal era menos uma coisa para ter de escolher de manhã. Mas dos pequenos-almoços falarei mais tarde.

O hotel é ‘quirk’ (peculiar) mas no bom sentido. Quando chegámos ao quarto este era bastante mais pequeno que o do hotel ibis Styles Sevilla City Santa Justa, o primeiro hotel onde ficámos na primeira noite em Sevilha, antes de irmos para Ronda, mas muitos diriam que este tem muito mais carácter. Havia algumas peculiaridades do quarto que gostava de apontar; uma delas era a porta da casa-de-banho que era de vidro, sim era vidro fosco, mas mesmo assim vidro. Portanto, privacidade era zero. Depois não dava para termos as cortinas abertas, ou melhor dava, mas a nossa janela ficava directamente para o do quarto em frente, por isso ou baixava-se ainda mais o nível de privacidade com a possibilidade de partilha com os vizinhos ou então as cortinas tinham de ficar fechadas.

Não me interpretem mal, o hotel é limpo, giro, e mesmo sendo um espaço apertado, o quarto serviu para o seu efeito. E o hotel estava numa localização espectacular para visitar a cidade. Apenas estou a dizer que não era perfeito.

No final, comparando os dois hotéis, gostei mais do ibis Styles Sevilla City Santa Justa do qual falei na parte sobre os preparativos desta viagem, não só do quarto, mas também do serviço, da maneira como fomos atendidos e do pequeno-almoço. Mas, sobre a localização este ganha.

Primeiro passeio por Sevilha

Antes de irmos jantar quisemos primeiro dar uma volta por Sevilha. E apesar de já ter anoitecido a cidade vibrava de gente. Acabámos por ir passear junto ao canal de Alfonso XIII entre duas pontes, el Puente de Isabel II, também conhecida por Puente de Triana e el Puente de S. Telmo. Os edifícios iluminados e a sua luz a refletir no canal, tornaram este passeio quase idílico. Quando chegámos à Puente de S. Telmo, que fica ao lado da Torre del Oro, virámos para o centro de histórico onde vimos pela primeira vez a famosa torre, La Giralda, que faz parte da catedral de Sevilha.

Passeio junto ao canal de Alfonso XIII

100 Montaditos

Para jantar quisemos algo simples e rápido. Parecendo que não estávamos cansados do dia passado em Córdoba e da viagem de comboio. Como isto era uma quarta-feira e como o meu marido nunca tinha experimentado esta franchise fomos ao 100 Montaditos que ficava a menos de 5 minutos das Setas de Sevilha.

Para quem não sabe, 100 Montaditos é uma franchise de restaurantes espanhola e que já chegou a Portugal. A sua especialidade são pequenas sandes, os montaditos, que é o equivalente aos ‘bocadillos’ no Bar Bocadi em Córdoba. As variedades de recheios para as sandes são imensas e o difícil é mesmo escolher. Também há outras tapas como por exemplo batatas fritas com queijo e bacon, nachos, croquetes, entre outros.

Jantar nos 100 montaditos que incluiu as sandes de salmão fumado e queijo Camembert, as quais gostámos bastante

Os melhores dias para vir é sem dúvida à quarta-feira e ao domingo, dias em que eles têm uma promoção em que cada montadito custa 1 euro e 2 euros se se pedir tapas para partilhar. Outra coisa que é bastante barata é a cerveja, a caneca por exemplo custa 2 euros e o copo normal 1,50 euro, as chamadas Sancho e Quijote respectivamente. Estes são preços que dificilmente se encontram em outros restaurantes da cidade.

Para pedir as sandes, vai mesmo depender do gosto de cada um, porque a escolha é mesmo imensa. Nós gostámos particularmente do montadito ‘Salón ahumado y crema de queso Camembert’ que era com salmão fumado e queijo Camembert. Também pedimos umas batatas fritas com 4 molhos para partilhar entre nós os dois. Como disse um jantar simples e rápido.

O desejo por algo doce

Depois do jantar, eram agora 9 e pouco, apetecia-me um docinho. Tal como aconteceu em Ronda, a esta hora a maior parte das pastelarias ou gelatarias a caminho do hotel já estavam fechadas. Foi por isso que fomos a um supermercado aberto perto do hotel onde comprámos as bolachas Chapelas da Dulcesol.

Bolachas Chapelas da Dulcesol

E assim acabámos o dia sentados na nossa cama a comer umas bolachinhas enquanto confirmávamos o nosso itinerário para o dia seguinte.

Pequeno-almoço no hotel

Bem, começo por avisar que não vai ser uma boa review sobre o pequeno-almoço. Acordámos no dia seguinte por volta das 8 e pouco e ainda não eram 9 horas quando fomos buscar as caixas do nosso pequeno-almoço. Porque o pequeno-almoço neste hotel não é em formato de buffet é-vos antes dada uma caixa que vão buscar à recepção do hotel. Seguindo aquilo que nos foi entregue o pequeno-almoço inclui uma sandes, um sumo de laranja, um iogurte, uma maçã, um chocolate, um donut e uma espécie de pastel.

Nós trazíamos as caixas para o nosso quarto e só no último dia é que reparei que havia uma salinha ao lado da recepção onde havia uma máquina de café e mesas onde nos podíamos sentar. Teria sido simpático se a recepcionista nos tivesse falado desta sala na primeira manhã quando fomos buscar as caixas, mas pelos vistos o sistema é que o cliente é que deve perguntar.

Mas vamos esquecer esse pormenor e focar-nos no conteúdo de cada caixa, que por acaso não é mantida no frigorífico e fica à temperatura ambiente durante toda a noite, desde que é recebida até quando o hóspede a vai buscar. Por isso, esperem um iogurte meio morno. A sandes era o melhor, mas a melhor foi mesmo a do primeiro dia que levava presunto, e nos dois dias seguintes levámos com a mesma que era a pior. Depois os bolos, bem os donuts não tenho nada a dizer, agora aquele pastel, sabia a ranço, mas quando digo a ranço de um nível não comestível. Portanto, foram 14 euros por um sumo de laranja, uma sandes, um donut e uma maçã. Ah e vá, um chocolate muito pequenino. A sério não vale a pena, se ficarem neste hotel, fiquem não digo que não, mas NÃO peçam o pequeno-almoço. Nas fotografias que podem ver aqui até que nem tem mau aspecto, mas acreditem, não vão por aí. Em qualquer padaria ou pastelaria da zona ficarão mais bem servidos e por melhor preço.

O quanto eu me lamentei por não estar a tomar o pequeno-almoço no hotel ibis, que foi sem sombra de dúvida o melhor da viagem. Eu disse que não ia ser uma boa review, mas é para não evitar mais gente ficar desapontada como nós ficámos.

Capilla de San José

Depois do pequeno-almoço começámos o nosso primeiro dia a explorar Sevilha. Uma das coisas que nós ficámos a saber era que às 9 e meia estávamos prontos para visitar a cidade, mas a cidade não estava pronta para a visitarmos. Ou abria tudo às 10, ou como a catedral de Sevilha, que queríamos visitar durante a manhã, às 11. Como estava tudo fechado, até as igrejas que tínhamos posto no itinerário, andámos um bocado pelas ruas do centro histórico e acabámos por entrar numa igreja que estava aberta, a Capilla de San José. Não constava no itinerário, mas a partir daquele momento em que a porta estava aberta passou a constar.

Afinal, apesar de não a termos no itinerário o que encontrámos foi um exemplo magnífico do estilo barroco. Esta capela começou a ser construída em 1701 a mando da Hermandad del Gremio de Carpinteros de lo Blanco, tendo sido esta anexado ao hospital pertencente à mesma irmandade. No interior desta capela encontram-se verdadeiras obras de arte incluindo os retábulos e pinturas. A abóbada desta capela desabou parcialmente depois de um incêndio em 1931, incêndio esse que danificou várias partes do edifício. Desde 2017 tem havido um esforço enorme de restauro para recuperar as obras de arte que foram perdidas pelo fogo.

A desnecessária tortura dos cavalos

Depois da visita a esta capela, começámos a chegar-nos para perto da catedral apesar de ainda faltar um bom bocado para as 11 horas, a hora em que a catedral abria. No entanto, havia já uma grande fila à frente do portão principal. Enquanto estivemos aqui à espera fomos reparando que chegava mais e mais carruagens puxadas por cavalos, todos alinhados uns ao lado dos outros.  Isto para os turistas que visitam Sevilha. Mas é mesmo necessário uma tortura destas para os animais? Os cavalos passam ali horas sem se mexerem, sem água, sem comida, ao frio. Porque apesar de tudo aquele era um dia muito frio com temperaturas a rondar os 1-2 graus. E via-se que alguns dos cavalos estavam em aflição, havia um que se fartava de mudar de perna para puder descansar a outra. A sério uma coisa de partir o coração.

E isto é mesmo necessário? Ganha-se alguma coisa com isto? O que interessa uma viagem pela cidade na porcaria de uma carruagem quando se sabe que o animal esteve ali horas parado a sofrer? Se isto é assim no Inverno, imagino o pior no Verão. Se escrever isto aqui vale de alguma coisa, que valha para alertar nós turistas a evitar participar ou contribuir para este tipo de tortura.

Para o próximo post

Pronto, termino o post com esta nota de consciencialização, valha o que valer. Nas próximas semanas vamos falar de dois locais importantíssimos em Sevilha; a Catedral de Sevilha e a sua famosa torre, La Giralda, e o Alcázar Real de Sevilha. Falaremos também de churros e de um pôr-do-sol incrível na Plaza de Sevilha.

Visita a Madinat al-Zahra e últimas horas em Córdoba

Índice nesta página

  1. Pequeno-almoço no café Trinidad
  2. Como chegar a Madinat al-Zahra
  3. A visita a Madinat al-Zahra
    1. O nascimento e propósito de Medina Azahara
    2. Escavações
    3. Ruínas da cidade
    4. Museu e auditório
  4. O problema de voltar a Córdoba
  5. Almoço no Bocadi
  6. Partida de Córdoba para Sevilha

Onde ficámos no último post?

Nas últimas semanas temos explorado a cidade de Córdoba, desde as suas ruas pitorescas do centro histórico até aos pátios cordobeses e claro sem deixar de visitar a famosa Mezquita-Catedral, um verdadeiro marco na cidade. Também tivemos a oportunidade de experimentar a gastronomia local em diferentes restaurantes. Hoje vamos falar das nossas últimas horas em Córdoba antes de apanharmos o comboio para a cidade final desta viagem, Sevilha.

Pequeno-almoço no café Trinidad

Hoje era o último dia em Córdoba, ou melhor o último meio-dia já que contávamos ir para Sevilha depois do almoço. Acordámos às 8 e pouco e às 9 estávamos no café Trinidad para tomar o nosso pequeno-almoço. As escolhas não são muitas, por exemplo não dá para pedir uma torrada com queijo e presunto, ou pede-se com presunto ou pede-se com queijo. Sei que assim o é porque eu tentei pedir com as duas coisas. Como não dava, mudei o pedido completamente e pedi uma ‘tostada’ com marmelada que também veio com manteiga. Uma escolha que fez este dia começar mesmo muito bem, pois como já disse anteriormente eu desconhecia esta maravilhosa mistura, marmelada com manteiga, até tomar este dia.

Pequeno-almoço no café Trinidad: ‘tostada con marmelada’ e café

Se ficarem no apartamento El balcón de la Trinidad e mesmo que não fiquem, mas que calhem a vir tomar o pequeno-almoço a este café fica aqui a sugestão – peçam ‘tostada con marmelada’. Apesar de como no dia anterior o pedido que mais popular é sem dúvida a ‘tostada con jámon’.

Como chegar a Madinat al-Zahra

Depois do pequeno-almoço fomos apanhar o autocarro para visitar as ruínas da cidade-palácio Madinat al-Zahra, também conhecida como Medina Azahara. Tínhamos pedido ao dono do apartamento se podíamos deixar as malas até mais tarde, pedido que foi prontamente aceite. Como já disse anteriormente, a escolha deste apartamento como acomodação em Córdoba, foi uma óptima escolha por vários motivos e não tenho nada de negativo a apontar. Muito pelo contrário.

Em Medina Azahara os arcos que figuram na fotografia ficavam de frente à praça de armas e eram a entrada para o Alcázar

Para chegar a Medina Azahara o melhor é apanhar o autocarro, mas também dá para ir a pé, já que fica a cerca de 1 hora e meia de caminho do centro de Córdoba. De autocarro a viagem demora meia hora. Nós apanhámos o autocarro 01 na paragem ‘República Argentina’. Atenção que os bilhetes têm de ser pagos com dinheiro já que não aceitam cartão. Felizmente perguntámos a um senhor que também ia apanhar o autocarro e que nos disse a tempo de irmos levantar dinheiro a uma caixa de multibanco que ficava numa das ruas transversais. Comprámos apenas o bilhete de ida que nos custou 1.80 euros a cada.

Ruínas de Medina Azahara

Quando chegámos à nossa paragem, Cruce Medina Azahara, tivemos de andar uns 10 minutos até ao centro de turismo onde se adquirem os bilhetes de entrada. Mas não é aqui que ficam as ruínas. Aqui fica o museu, o café, as casas-de-banho e o auditório onde passa o filme ‘Madinat al-Zahra: la ciudad brillante’ que conta um pouco sobre a história e a construção de Medina Azahara. No entanto, para visitar as ruínas é preciso sair, ir até à paragem de autocarro que fica mesmo em frente, mostrar os bilhetes ao motorista e pagar 3 euros pela viagem de autocarro (ida e volta). É este autocarro que faz a travessia entre o centro de turismo e as ruínas de Medina Azahara. Aqui já se pode pagar os bilhetes de autocarro com cartão, o que nos deixou bastante aliviados porque não tínhamos dinheiro para estes bilhetes de autocarro e depois para os bilhetes de autocarro de volta para Córdoba.

A visita a Madinat al-Zahra

A nossa visita a Medina Azahara acabou por ser na seguinte ordem: primeiro o museu no centro de turismo, depois apanhar o autocarro e visitar as ruínas da cidade, e finalmente voltar para o centro de turismo onde vimos o filme de 15 minutos sobre esta cidade-palácio no auditório.

Vista da cidade-palácio Medina Azahara sobre os campos em redor e vestígios da muralha que delimitava a cidade

Vamos agora falar um bocadinho de cada secção da visita, começando com a história da cidade, as escavações que ainda hoje estão a decorrer e o que esperar tanto na visita ao museu como às ruínas.

O nascimento e propósito de Medina Azahara

Em 940, o primeiro califa de Al-Andalus, Abd al-Rahman III ordenou a construção de uma cidade destinada a ser a capital política e administrativa do Califado. Esta nova cidade foi construída a oeste de Córdoba, no sopé da Sierra Morena (serra morena). A localização desta cidade permitia ao califa ter uma vista extensa do Vale de Guadalquivir e dos campos em redor. Para delimitar os perímetros desta cidade foi construída uma muralha retangular com quase 45.000 metros que também separava internamente a cidade em duas partes distintas, o Alcázar e a Medina.

Alcázar

Era nesta parte da cidade que o califa e a sua corte viviam, tal como era aqui onde se encontravam os edifícios administrativos e oficiais do califado. O Alcázar estava situado na zona superior da cidade.

Edifício da Basílica Superior no Alcázar

Medina

A medina, em oposição ao Alcázar, ficava na zona inferior da cidade. Era neste sector que se encontrava a parte urbana tal como a mesquita. Apesar da sua grandiosidade a vida desta cidade foi bastante curta; apenas 75 anos até as primeiras destruições e pilhagens o que coincidiu com o início da revolução que levou à dissolução do califado. A partir desta altura, a cidade foi gradualmente abandonada sendo os seus materiais de construção constantemente pilhados acabando por levar ao seu enterramento.

E desta breve história sobre a cidade passamos às escavações que trouxeram de volta esta cidade à luz do dia.

Escavações

Ruínas de Medina Azahara

As primeiras escavações em Medina Azahara começaram em 1911 e prolongaram-se ao longo do século até à actualidade, tendo estas sido interrompidas durante alguns períodos de tempo como por exemplo durante a guerra civil. Hoje em dia, este é um dos locais arqueológicos mais importantes que retratam a história do califado, não só em Espanha como em toda a Europa. E não é só devido ao seu peso histórico, mas também pela sua dimensão, já que conta a cidade conta com um total de 112 hectares. Medina Azahara foi em 2018 declarado como Património Mundial pela UNESCO.

Ruínas da cidade

Quando visitámos as ruínas da cidade estavam a decorrer vários trabalhos arqueológicos de exploração do terreno, tanto que o percurso da visita era limitado por cordas para não perturbar os trabalhos em curso.

E apesar de as escavações terem começado há mais de 100 anos, a área até então escavada representa apenas um décimo do tamanho total da cidade. A secção que hoje pode ser visitada é a parte central do Alcázar onde ficamos a conhecer a arquitectura de alguns dos edifícios do governo do Califado assim como algumas casas senhoriais, como por exemplo a casa de Ya’far, que era o primeiro-ministro.

This is the last post about Córdoba with a special visit to Medina Azhara, the shining city of the caliphate era. In this post you'll learn how to get there from Córdoba and what to expect from this place. We also talk about a very good restaurant where you can eat the small sandwiches called bocadillos
Casa de Ya’far

Museu e auditório

No museu de Medina Azahara podem-se encontrar imensos artefactos que foram encontrados durante as escavações. Todo o edifício do museu funciona como uma infraestrutura dedicada à gestão do património histórico que um local de dimensões como Medina Azahara requer.

A criação deste museu resolveu vários problemas que foram surgindo à medida que as escavações progrediram, pois devido à enorme quantidade de material arqueológico que foi sendo encontrado, o edifício original construído para este efeito tornou-se rapidamente inadequado.

Museu de Medina Azahara

No museu, a exposição permanente é constituída por 4 secções inter-relacionadas:

  • Fundação da cidade e o seu contexto histórico
  • Construção e arquitectura da cidade
  • A cidade e os seus habitantes
  • Destruição e recuperação de Medina Azahara

Nós deixámos o filme que passa no auditório a cada 15 minutos para último e acho que acabou por ser o melhor. Com o filme conseguimos visualizar com maior clareza como as várias partes da cidade que tínhamos acabado de visitar se ligavam entre si. Mas ver o filme antes de ir pode ajudar a ter uma melhor percepção das várias partes da cidade quando se visita as ruínas. Acho que o quero dizer é que não deixem de ver o filme porque realmente ajuda a perceber como era Medina Azahara e como a cidade funcionava.

A visita a Medina Azahara e museu incluído é gratuito para quem é da União Europeia. Apenas precisam de mostrar o cartão de cidadão ou alguma identificação para terem entrada gratuita. Para quem não é da União Europeia o bilhete custa 1.50 euros. No entanto, relembro que para chegar às ruínas é necessário apanhar o autocarro que custa 3 euros, sejam vocês da União Europeia ou não.

O problema de voltar a Córdoba

Depois de visitar Medina Azahara pensámos que voltar a Córdoba seria tão fácil como tinha sido partir; bastava apanhar o autocarro que vinha no sentido oposto e pronto. Mas não foi bem assim.

Só quando fomos pesquisar no Google Maps, agora já fora do centro de turismo, é que soubemos que o próximo autocarro só passaria dali a 1 hora e meia. Por isso acabámos por fazer uma grande parte do caminho de volta para Córdoba a pé. Eu diria que fizemos quase metade do percurso já que foram uns 45 minutos a andar até chegarmos a uma zona onde houvesse mais autocarros. Isto acabou por ser em Palmeras onde apanhámos um outro autocarro que passava pelo centro de Córdoba.

Depois desta experiência, o meu conselho é que vejam os horários dos autocarros que passam perto de Medina Azahara em direcção a Córdoba com antecedência para melhor organizarem o tempo de visita e de retorno à cidade. Claro que para quem viaja de carro este não é um problema.

Almoço no Bocadi

Quando chegámos a Córdoba já passava das 2 da tarde, e para evitar episódios como o do dia anterior decidimos ir comer qualquer coisa antes de irmos buscar as malas. Havia uma coisa que estávamos com desejo de experimentar e até estivemos no dia anterior no ‘vai-não vai’ em pedir para casa. Então o que queríamos experimentar era sandes de choco frito.

O nosso pedido no Bar Bocadi: sandes de choco frito e de carne acompanhadas com cerveja

Quando pesquisámos sobre o melhor local para comer este petisco perto de onde estávamos o que nos apareceu foi o Bar Bocadi, e foi aqui que fomos. Quando entrámos encontrámos uma fila enorme, mas afinal era quase tudo para serviço de take-away. Passados poucos minutos estávamos sentados com o menu à frente. E o que nos interessava eram os bocadillos, pequenas sandes com vários recheios. Fica aqui a rápida explicação que não se aplica apenas ao Bar Bocadi mas em geral em Espanha: uma ‘Bocata’ é uma sandes grande, ou melhor uma sandes de tamanho normal, enquanto que um ‘Bocadillo’ é uma sandes mais pequena. Neste restaurante os preços variam de acordo com o recheio do bocadillo mas é super barato ficando em geral entre os 1.70 e os 2 euros por sandes.

Sandes no Bar Bocadi

Nós pedimos dois bocadillos para cada um, um com carne e outro com chocos fritos e maionese. As sandes que nos chegaram à mesa eram de tamanho considerável e bastante boas. Para mais pelo preço acho que a qualidade é de espantar. Este restaurante está aberto tanto para almoço como para jantar. Não é um sítio requintado aliás o ambiente é bastante informal, mas pelo preço podem experimentar uma grande variedade de bocadillos ou entre outras coisas como a sopa salmorejo ou patatas bravas. Alternativamente, este restaurante também tem um menu de pratos tradicionais e cada prato fica a cerca de 5 euros cada.

Partida de Córdoba para Sevilha

Depois da refeição no Bar Bocadi e de irmos buscar as nossas malas ao apartamento El balcón de la Trinidad partimos para a estação de comboios. Quando chegámos à estação, um comboio que ia para Sevilha partia dali a 10 minutos, mas decidimos que era arriscado tentarmos ir nesse já que ainda tínhamos de que comprar os bilhetes e depois encontrar a linha certa para apanhar o comboio. Por isso acabámos por escolher o seguinte que saía dali a 45 minutos, já às 16:36. Esta viagem acabou por ser bem mais da tarde do aquilo que esperávamos, mas o problema com o autocarro de Medina Azahara para Córdoba alterou os planos. Felizmente não tínhamos nada marcado para aquele dia em Sevilha.

Bilhete de comboio para Sevilha

Também podíamos ter comprado os bilhetes de comboio online, mas não os quisemos comprar com antecedência visto que não sabíamos bem as horas em que estaríamos na estação prontos para partir. No entanto, a viagem entre Córdoba e Sevilha é rapidíssima, em cerca de 50 minutos depois de partir de Córdoba, chegávamos à nossa última cidade desta viagem. A companhia de comboios é a Renfe e podem comprar os bilhetes online ou verificar os horários dos comboios no website: https://www.renfe.com/es/

Para o próximo post

Na próxima semana vamos falar da chegada a Sevilha, primeiras impressões da cidade e o nosso hotel onde ficámos por duas noites. Nas semanas seguintes, vamos falar do que visitámos e onde comemos durante estes dois dias em que estivemos nesta lindíssima cidade. Afinal, Sevilha tinha sido a razão principal para fazermos esta viagem ao sul de Espanha.

Segunda visita mais famosa em Córdoba, Alcázar de los Reyes Cristianos

Índice neste post

  1. Alcázar de los Reyes Cristianos
  2. Real Jardín Botánico de Córdoba
  3. Estátua ‘La Regadora’
  4. Palácio de Viana
  5. Iglesia de Santiago
  6. Centro Comercial El Arcángel
  7. Jantar em formato de tapas caseiras

Onde ficámos no último post

Depois de passarmos o primeiro dia em Córdoba a explorar o centro histórico e a gastronomia local, estávamos agora no nosso segundo dia nesta cidade magnífica. De manhã tínhamos visitado a Mezquita-Catedral e as ruínas dos banhos construídos para usufruto do califa e da sua família. Agora era altura de visitar o segundo lugar mais famoso de Córdoba, depois da Mezquita-Catedral, o Alcázar de los Reyes Cristianos.

Alcázar de los Reyes Cristianos

Uma coisa que não nos pudemos queixar da nossa estadia em Córdoba foi falta de flexibilidade; começando pelo senhorio do nosso apartamento em relação tanto à hora do check-in como do check-out, a entrada mais adiantada na Mezquita-Catedral e agora ao Alcázar de los Reyes Cristianos. Apesar de a entrada ser gratuita tem que se marcar a hora da visita o que tínhamos feito para as 2 da tarde (ou uma e meia, não estou bem certa), mas como estávamos despachados antes do meio-dia e meia perguntámos se podíamos entrar e para nosso contentamento disseram que sim.

Vista do topo de uma das torres do Alcázar de los Reyes Cristianos

No Alcázar de los Reyes Cristianos são partilhados vestígios de várias épocas, do período romano, visigótico, muçulmano e cristão. Na era romana, o alcázar teve um papel defensivo na cidade como fortaleza. Isto devido a sua localização em relação ao rio Guadalquivir. Mais tarde quando a cidade estava sob o domínio muçulmano, o Alcázar ou o edifício que aqui se erguia, fazia parte do complexo do palácio Califal, posteriormente substituído quando a cidade passou para o domínio cristão.

Vista de uma das torres do Alcázar de los Reyes Cristianos, de onde se vê a ponte romana e a Torre de la Calahorra

O edifício que hoje pudemos visitar foi construído em 1328 a mando do rei Afonso XI. Este quis que se construísse um castelo-palácio de estilo gótico que contrastasse fortemente com a arquitectura da mesquita. O Alcázar de los Reyes Cristianos foi palco de momentos históricos bastantes importantes, sendo de salientar as conversas entre Cristóvão Colombo e os reis de Espanha antes da sua primeira viagem à América. Outras funções foram atribuídas a este edifício como por exemplo sede da Inquisição Espanhola e prisão entre 1822 e 1931.

O Alcázar foi declarado como Monumento Histórico em 1931 e mais tarde, em 1994, como Património da Humanidade pela UNESCO.

Jardim do Alcázar de los Reyes Cristianos

Quando se visita o Alcázar encontramos uma propriedade em formato quadrangular com 4 torres, uma em cada canto, a Torre dos Leões, a Torre da Homenagem, a Torre da Inquisição e a Torre das Pombas. Já nos jardins é possível identificar o estilo mudéjar.

Para saber mais sobre como visitar o Alcázar de los Reyes Cristianos, visite o website oficial: https://cultura.cordoba.es/equipamientos/alcazar-de-los-reyes-cristianos

Real Jardín Botánico de Córdoba

A visita ao Alcázar foi bastante mais rápida do que aquilo que pensávamos e perto da 1 e meia já estávamos prontos para o próximo destino. Se tivéssemos sabido de antemão, agora tinha sido a altura de ir apanhar o autocarro para Medina Azahara e ficar assim com ‘Córdoba completa’ e a possibilidade de viajar mais cedo para Sevilha. Mas como não sabíamos andámos mais ou menos a fazer tempo durante a tarde, sem desfazer os locais que visitámos depois do Alcázar.

No Real Jardín Botánico de Córdoba

Devido à localização do Alcázar decidimos ir até ao Jardim Botânico de Córdoba. Faço já aqui uma ressalva que se vierem durante o Inverno, não vale a pena. Nunca tinha visitado um jardim botânico tão murcho. Normalmente para visitar o jardim botânico é preciso pagar entrada, mas quando chegámos as cancelas estavam abertas. Ainda houve uma senhora que disse que tinha que ir perguntar onde podíamos pagar pelos bilhetes, mas pelo estado do jardim em janeiro não fazia sentido ter de pagar para ver aquilo que vimos. Pronto, se vierem na Primavera ou Verão, sim senhor, agora no Inverno não o incluam no vosso itinerário.

Para verem mais sobre como visitar o Real Jardín Botánico de Córdoba deixo aqui o link do website oficial: https://www.jardinbotanicodecordoba.com/

Estátua ‘La Regadora’

Como devem imaginar, a visita ao Jardim Botânico também não foi longa e passámos ao próximo sítio da nossa lista de ‘potenciais locais para visitar’. O local seguinte era o palácio de Viana. Mas antes de falarmos desta casa gostaria de mencionar uma estátua que encontrámos pelo caminho – a estátua chama-se ‘La Regadora’ que fica na Puerta del Rincón.

Esta bonita estátua é uma homenagem aos cuidadores dos pátios cordobeses, que como já mencionámos antes (ver aqui) faz parte do valor cultural de Córdoba. A estátua foi inaugurada no final de abril de 2014, a meros dias antes do começo do famoso festival dos pátios cordobeses que decorre todos os anos nas 2 primeiras semanas de maio.

Esta estátua elegante faz parte de um conjunto de 3 estátuas, todas elas com o mesmo relevo e objectivo. Não visitámos as outras duas, mas fica aqui a referência de ambas: ‘Abuelo y niño’ na Plaza de Manuel Garrido Moreno e ‘El Pozo de las Flores’ na Plaza Poeta Juan Bernier.

Palácio de Viana

A poucos minutos das 3 da tarde chegávamos à entrada do Palácio de Viana. Aqui tivemos de fazer uma escolha sobre o que queríamos visitar, podíamos visitar apenas o interior do palácio que ficava a 9 euros, apenas os 12 pátios que ficava a 8.5 euros ou ambos por 14 euros. De notar que a visita ao palácio tem de ser visita guiada.

Decidimos visitar ‘apenas’ os pátios, mas que de apenas não tem nada. No total são 12 pátios completamente diferentes, cada qual com o seu tema e design.

Cavalariças no Palácio de Viana

O palácio de Viana é um local que reflecte o gosto e a personalidade dos seus donos e respectivas famílias desde 1425 a 1980. No total, o palácio teve 18 donos durante este período. O palácio foi completamente transformado e pouco resta das casas medievais que aqui se encontravam.

Durante a visita para além dos pátios ainda conseguimos ver algumas salas interiores, incluindo as cavalariças, o salão do Mosaico e o salão de Tobias. O salão do Mosaico funcionou como entrada principal da casa no século XVIII. O seu nome deve-se ao mosaico romano do século IV instalado ali pelo II Marqués de Viana em 1923. Por sua vez, o nome de Salão de Tobias refere-se às pinturas nas paredes que retratam a história biblica de Tobias, pintadas por León Abadía.

Sobre os 12 pátios que visitámos deixo o seguinte:

  • 1. Patio de los Naranjos

Este pátio representa o remanescente da horta árabe e funcionava como entrada para o palácio até à contrucção do ‘Patio de Recibo’. É importante de salientar as laranjeiras centenárias que se podem encontrar aqui. Este pátio lembra os jardins hispano-árabes pela sua atmosfera intimista, pela importância da água e a combinação de flores e árvores de fruto.

  • 2. Patios de las Rejas

Este pátio foi construído no século XVII e servia para mostrar o poder e o prestígio dos donos deste palácio e por extensão deste pátio. Importante de mencionar que este pátio em oposição ao dos Naranjos tem uma abertura que servia de contacto para o exterior. Neste local encontram-se bonitas árvores de citrinos e vasos da flor centaurea.

  • 3. Patio de la Madama

Ao contrário do ‘Patio de las Rejas’, este pátio era para ser visto a partir do interior do palácio, mais especificamente do Quarto do Almirante. Apesar de ter sido construído no século XVIII, foi apenas no início do século XX que ganhou a sua marca: uma floresta de ciprestes que enquadra a estátua de uma ninfa na fonte central.

  • 4. Patio de las Columnas

Esta pátio é o mais recente tendo sido construído na década de oitenta. Este tinha o objectivo de proporcionar um espaço para eventos e celebrações para quando o palácio se tornasse num local aberto ao público. Este é um dos maiores pátios com o lago ao centro inspirado no estilo Nazari.

  • 5. Patio de la Alberca

Este pátio fazia parte da zona de serviço da casa de campo da família Torres Cabrera, anexada ao Palácio de Viana no século XIX.

  • 6. Patio del Pozo

Antigamente este pátio juntamento com o ‘Patio de La Alberca’ formavam uma unidade. O seu nome deve-se ao poço de onde antes se tirava água com a ajuda de uma roda de água, a qual já não existe.

  • 7. Patio de los Jardineros

Este pátio também foi conhecido como ‘Patio de los Perros’. Este pátio podia ser considerado como parte de uma tríade juntamente com o ‘Patio del Pozo’ e o ‘Patio de La Alberca’, sendo estes três os pátios de serviço à casa de campo dos condes de Torres Cabrera. O que chama mais atenção são os vários objectos arqueológicos tal como os azulejos que foram aqui colocados no século XX para dar a este espaço um ar mais senhorial.

  • 8. Patio de la Capilla

Este era o pátio principal da casa de campo dos condes de Torres Cabrera. Este pátio de arquitectura do século XVII foi anexado ao palácio de Viana no século XIX. O seu nome deve-se à presença da capela anexa.

  • 9. Patio del Archivo

Este é o pátio mais discreto e simples no interior do palácio de Viana, cujo design teve o intuito de harmonizar as paredes brancas com as portas e janelas azuis. Ao contrário dos outros pátios, aqui não há plantas trepadeiras a cobrir as paredes.

  • 10. Patio de los Gatos

Este é um dos pátios mais importantes da propriedade uma vez que é o pátio Cordobés mais antigo da cidade. Aqui podem-se ver os tradicionais vasos de flores pendurados nas paredes.

  • 11. Patio de Recibo

Este pátio é a mais recente entrada principal para o Palácio de Viana arquitectado de forma a maravilhar a quem chegasse ao recinto. Na sua forma original, este pátio não dava acesso para o exterior devido a uma cláusula no contracto de compra e venda que assim o impedia desde 1421. No entanto, no século XVI o dono da casa, Luis Gómez de Figueroa y Córdoba remodelou a casa e como resultado este pátio passou a dar acesso para a rua.

  • 12. Patio de la Cancela

O nome deste pátio deve-se ao grande portão de ferro que funcionava como entrada para a casa de campo dos Condes de Torres Cabrera. No entanto, este pátio perdeu esta função quando a casa foi anexada ao palácio. Aqui encontra-se também um pilar de pedra que antigamente funcionava como um bebedouro para cavalos.

Patio de la Cancela

Estes foram os 12 pátios que visitámos, não pela ordem pela qual aparecem no texto, mas podem ver que passámos algum tempo a explorar todos eles. Parecendo que não acabámos por passar mais tempo no Palácio de Viana do que no Alcázar de los Reyes Cristianos.

Para mais informações vejam o website oficial do Palácio de Viana: https://www.palaciodeviana.com/

Iglesia de Santiago

Depois da visita ao palácio, eram agora mais ou menos 4 da tarde, estávamos mais uma vez sem grandes ideias do que fazer a seguir. Sentámo-nos na pequena praça que ficava em frente ao palácio, a Plaza de Don Gome, a tentar decidir o que fazer. Uma das coisas que me estava a aparecer nesta altura era fome e até havia um café mesmo em frente, mas depois de uma pesquisa rápida vimos que estava mal avaliado e, portanto, excluímos essa opção.

Como ainda nos faltava algumas igrejas da Ruta de las Iglesias Fernandinas decidimos visitar a Iglesia de Santiago e depois procurar um lugar para petiscar qualquer coisa antes do jantar.

A igreja fica na Calle de Augustín Moreno e a sua entrada pode passar despercebida estando ela entre vários edifícios. A igreja como o nome indica é dedicada ao Apóstolo Santiago e foi construída onde antes era uma mesquita. E e por isso que a Mezquita-Catedral é um lugar tão único, porque o mais comum era destruir os marcos de uma religião e não o de partilhar o mesmo espaço. No século XIV, foram adicionados a esta igreja o portão principal e a capela da Encarnação onde se pode ver um retábulo do século XVII com pinturas do século XVIII. Em 1979, houve um incêndio que levou ao desabamento de parte da igreja, tendo sido ele restaurado entre 1987 e 1990 pelos arquitectos Antonio Cabrera y Oscar Rodríguez.

Centro Comercial El Arcángel

Uma das coisas que já devíamos ter aprendido há muito mas mesmo há muito tempo é que quando a fome aparece é comer. Não há anúncio mais verdadeiro do que aquele da marca do chocolate ‘Snickers’: ‘You’re not you when you’re hungry’ (tu não és tu quando estás com fome). Depois da visita à igreja já andava à procura de locais para comer, no entanto a maior parte deles estava fechado àquela hora e só abria mais tarde. E o que acontece com a fome? Rabugem, mau humor e falta de bom senso.

Para ajudar também o meu corpo estava a pedir uma casa de banho – outra coisa que por vezes não se considera quando se faz um itinerário de viagem. Foi assim, depois de estarmos já a andar bastante afastados um do outro meio que chateados nem sabíamos bem porquê (ou melhor sabíamos bem porquê) que fomos parar ao centro comercial El Arcángel. É muito triste que estando numa cidade fantástica com tanta história e cultura, foi no final à sociedade moderna que nos fomos rebuscar.

Almoço tardio no centro comerical El Arcángel

Mas para dizer a verdade este centro comercial foi de encontro com todos os nossos requisitos do momento, podemos ir à casa-de-banho e ao supermercado comprar comida. Havia vários restaurantes, principalmente de fast food, como o Taco Bell e Mcdonald’s, mas eu nestes casos prefiro visitar os supermercados porque normalmente é onde se encontra productos específicos do país ou da região que não se encontram à venda nos restaurantes.

Depois de uma volta ou duas nos corredores comprámos uma caixa com 3 empanadas, um pacote de batatas fritas dos grande e uma garrafa de sumo. Confesso que acabou por não ser nada muito local até porque os recheios das empanadas eram de cozinhas bastante diferentes: Greca, Italiana e Americana. Mas claro que este pitéu nos soube pela vida e depois de umas dentadas já conseguíamos sentir o nosso corpo a mudar fisicamente e mentalmente. Como normalmente acontece comprámos demasiada comida até porque também comprámos sobremesa. O doce escolhido foram umas Cuñas Artesanas de Chocolate que é feito de um bolo muito fofinho recheado com creme de baunilha e coberto com molho de chocolate, doce típico de Sevilha. Viram? Sempre comprámos alguma coisa da zona que não conheceríamos se não tivéssemos vindo ao supermercado.

Jantar em formato de tapas caseiras

E foi assim que passámos de esfomeadas a cheíssimos. Com esta história toda acabámos por sair do centro comercial já depois das 6 da tarde. Começámos a ir em direcção ao nosso apartamento já que estávamos a cerca de meia hora de caminho. A meio fomos discutindo o que seria o nosso jantar. Como estávamos com pouca fome, quando chegámos ao centro histórico de Córdoba, entrámos num supermercado Carrefour e comprámos umas tapas para jantar no apartamento. Acabámos por comprar uma baguete, uma caixa de chourição e queijo brie que foram acompanhados por cerveja.

Jantar caseiro no nosso apartamento

Pode-vos parecer uma refeição simplória ou até mal desperdiçada, já que provavelmente não voltamos a Córdoba para puder experimentar mais restaurantes. Mas digo-vos que esta acabou por ser a escolha certa e não nos esqueçamos que ainda faltava Sevilha onde teríamos a oportunidade de experimentar outros pratos tradicionais de Andaluzia. Para além que ainda tínhamos metade do dia seguinte em Córdoba onde iríamos visitar a famosa cidade-palácio, Medina Azahara, e provavelmente comer qualquer coisa antes de apanhar o comboio para Sevilha.

Para o próximo post

Para a próxima semana vamos falar da cidade-palácio Medina Azahara, como chegar e o que visitar, e também de um restaurante super barato em Córdoba.

O que não perder em Córdoba

Índice nesta página

  1. Incluir Córdoba no itinerário de viagem
  2. Pequeno-almoço no Café Trinidad
  3. Sinagoga de Córdoba
  4. Mezquita-Catedral de Córdoba
    1. Entrada
    2. Breve história
    3. A visita
  5. Baños del Alcázar Califal

Incluir Córdoba no itinerário de viagem

Muitas pessoas que vêm visitar Córdoba, vêm apenas por umas horas. É uma daquelas cidades de ‘um dia’. E realmente ir e vir de outra cidade, por exemplo de Sevilha é bastante fácil e rápido. O problema é que um dia não dá para ver tudo. Por outro lado, também acho que mais de dois dias é desnecessário. Nós passámos dois dias e meio em Córdoba e vendo bem as coisas podíamos ter feito tudo em dois dias, incluindo visitar a cidade-palácio Medina Azahara.

Cidade de Córdoba

Normalmente quem vem a Córdoba por um dia vem conhecer aquilo que nós visitámos neste nosso segundo dia, a Mezquita-Catedral de Córdoba e o Alcázar de los Reyes Cristianos. Sendo ambos os locais mais populares tínhamos comprado os bilhetes com alguma antecedência, o da Mezquita com entrada marcada às 11 horas e do Alcázar à 1:30. Os bilhetes para visitar a Mezquita-Catedral custaram 13 euros por pessoa. A entrada para o Alcázar de los Reyes Cristianos é gratuita, no entanto é necessário marcar hora da visita, o que podem fazer através do seguinte link: https://museosdecordoba.sacatuentrada.es/es/. Nós comprámos os bilhetes que davam entrada tanto para o Alcázar como para os Baños del Alcázar Califal, os quis tiveram um custo de 7.16 euros por pessoa.

Pequeno-almoço no Café Trinidad

Começando o nosso dia era primeiro preciso tomar o pequeno-almoço. Pouco passava das 9 da manhã quando estávamos a trocar os cartões que o senhorio nos tinha deixado pelo pequeno-almoço. O café Trinidad, um café bastante tradicional, estava bastante cheio àquela hora matinal. Na verdade, cada vez que passámos por ali, o café estava sempre com bastante clientela. Devido talvez à sua localização, pois em frente fica a Escola Superior de Arte e Desenho (Escuela de Arte y Superior de Diseño).

Para o pequeno-almoço, eu escolhi café e uma ‘tostada con queso’ enquanto que o meu marido pediu chocolate quente e uma ‘tostada con jamón’. A tostada é basicamente uma torrada. Ambas as ‘tostadas’ vinham acompanhadas com um molho de tomate esmagado para barrar no pão e comer com o queijo ou com o jámon, respectivamente.

Pequeno-almoço tradicional no café Trinidad

Enquanto aqui estivemos reparámos que a ‘tostada con jamón’ era a mais pedida pelos locais. Também vimos que o tomate que ficava no frasquinho se juntava a outros tomates de outros frasquinhos. Mas isto era feito à frente de toda à gente, por isso calculámos que a práctica seja aceite entre os clientes. Também experimentámos pôr o azeite da garrafa que estava na mesa por cima do tomate, e digo-vos que o azeite era de excelente qualidade e que realmente elevou aquela simples torrada.

No dia seguinte, para um pequeno-almoço diferente, pedi uma ‘tostada com marmelada’ que veio também com manteiga. E o que eu descobri – pão com manteiga e marmelada! Eu sei é triste, toda a gente já experimentou, mas pronto eu nunca tinha comido. E acho que de tudo o que comi nesta viagem foi esta mistura que mais me marcou! Se forem como eu e tiveram a perder esta delícia fica aqui a dica e não deixem para quando vierem a Espanha, experimentem hoje mesmo.

Sinagoga de Córdoba

Depois do pequeno-almoço que nem sequer 20 minutos demorou voltámos ao centro histórico da cidade, desta vez para visitarmos a sinagoga de Córdoba que abria às 9 da manhã.

A sinagoga fica no bairro judeu conhecido como la Judería e a sua visita é gratuita. O edifício da sinagoga está anexado à antiga muralha da cidade. A arquitectura no seu interior é de estilo Mudéjar, o qual falámos quando visitámos a Casa del Rey Moro em Ronda. A sinagoga foi construída entre 1314 e 1315 e foi local de prática da religião hebraica até 1492, ano em que os judeus foram expulsos da cidade a mando dos reis católicos de Espanha. Foi apenas em 1876 que os trabalhos de conservação e restauro se iniciaram, e em 1885 esta sinagoga foi declarada Monumento Nacional.

A visita inclui apenas uma sala, a sala das orações, coberta por bonitos e complexos trabalhados esculpidos nas paredes. Pela sala estão espalhados vários pontos informativos a indicar as frases esculpidas nas paredes e o seu significado.

A visita à sinagoga acabou por ser bastante rápida. Em seguida, fomos em direcção à Mezquita-Catedral de Córdoba, aproveitando para passar por outras ruas do centro histórico, as quais não tínhamos visto no dia anterior, incluindo uma ‘Colonia Felina Protegida’ mantida por voluntários.

Colonia Felina Protegida no centro histórico de Córdoba

Mezquita-Catedral de Córdoba

Entrada

Caminhando devagar acabámos por chegar ao bonito Patio de los Naranjos. Apesar de ainda não serem 10 da manhã, a hora em que o edifício abria, já havia muitas pessoas a passear por ali. Como a nossa entrada estava marcada para as 11 perguntámos aos empregados que estavam a vender os bilhetes naquela manhã se podíamos entrar mais cedo. Eles não nos deram certezas, mas disseram para perguntar à entrada quando a mezquita-catedral abrisse.

Às 10 horas, quando abriu a mezquita-catedral lá perguntámos e felizmente deixaram-nos entrar, mas sem faltar o comentário que estavam a deixar-nos entrar bastante mais cedo. Suponho que seja uma das vantagens de viajar em janeiro, como há menos turistas as regras são menos rígidas.

Interior da Mezquita-Catedral de Córdoba

E mal entrámos sentimos logo que estávamos num local cheio de história, um local onde duas religiões muito diferentes viviam lado a lado, a muçulmana e a cristã. Não vou dar aqui uma longa lição de história sobre a mezquita-catedral, apesar de história e cultura associadas a este local ser o que não falta.

Website oficial da Mezquita-Catedral de Córdoba: https://mezquita-catedraldecordoba.es/

Breve história

A origem deste local começa em meados do século VI quando se ergueu a Basílica Visigótica de São Vicente. Ainda há vestígios desta basílica, os quais podem ser visitados na área sobre São Vicente.

Mais tarde, em 756, Córdoba torna-se num emirado (território árabe) independente declarado por Abderramán I, o primeiro emir de Al-Andalus. Com esta mudança de poder e de religião, a basílica é transformada na mesquita de Aljama onde se faziam as rezas muçulmanas. Esta mudança de basílica para mesquita não aconteceu apenas por interesse religioso, mas também político.

Quando o seu filho, Abderramán II, tomou o poder, Córdoba tornou-se o grande centro político e cultural com faustosas construções a serem erguidas durante este período. Nesta altura, a mesquita ganhou 8 novas naves na parte sul, tal como uma extensão do pátio das abluções.

Em 929, Abderramán III é proclamado califa nascendo assim o Califado de Córdoba. Foi aqui que a cidade atingiu o seu apogeu social, cultural e económico. A cidade-palácio Medina Azahara é construída para ser tanto residência do califa como a sede da sua administração. Darei mais pormenores à frente quando falar da nossa visita às ruínas da cidade. Em relação à mesquita, Abderramán III mandou construir um minarete (usado para anunciar a hora da oração) que se pensa ter tido 47 metros de altura.

O filho de Abderramán III, Alhakem II, homem muito religioso manda ampliar pela segunda vez a mesquita. Isto não só devido ao seu fervor religioso, mas também associado ao crescimento da fé muçulmana na cidade .

Penso que já se tenham apercebido do padrão, cada emir que subiu ao poder durante o perído Al-Andalus, mandou construir ou ampliar uma parte da mesquita para mostrar o seu poder e para acomodar a população muçulmana que ia crescendo em Córdoba à medida que a cidade prosperava.

Tecto numa das capelas da Mezquita-Catedral de Córdoba

A quebra do poder muçulmano aconteceu em 1146, quando o exército cristão entrou em Córdoba. Após a conquista, uma missa cristã foi realizada dentro da mesquita na qual teve a presença do rei de Espanha, Afonso VII. Desde então que a religião cristã tem adicionado a sua parte a este edifício. Em 1371, foi construída a capela real onde os túmulos dos reis Fernando IV e Afonso XI permaneceram até 1736. Mais tarde, em 1489, foi construída a nave de estilo gótico seguindo a estrutura de uma basílica. Em 1523, foi construída o transepto em forma de cruz com 3 naves. Durante o século XVI foi também construída a torre sineira enquanto que os Patios de los Naranjos foram re-organizados.

A visita

O que se pode dizer no meio de toda esta história? Que tanto a religião muçulmana como a cristã moldaram a famosa Mezquita-Catedral de Córdoba. No total, existem 7 capelas cada qual com o seu santos e com as suas obras de arte.

O que é mais interessante e o que torna este edifício único é que se tenha mantido a arquitectura original da mesquita. É evidente que a religião católica se entranhou na mesquita, mas ao mesmo tempo respeitou o seu valor cultural e histórico. Tanto a arquitectura do transepto da capela maior como a arquitectura árabe do Mihrab são impressionantes.

Como devem imaginar este espaço é enorme com imensos detalhes. Demos várias voltas até estarmos satisfeitos com aquilo que tínhamos visto durante aquela hora e meia.

Baños del Alcázar Califal

Antes de irmos visitar o Alcázar fomos primeiro ver as ruínas dos Baños del Alcázar Califal que ficam entre a parte histórica de Córdoba e o Alcázar de los Reyes Cristianos. Estes baños são resultado de uma mistura de vários estilos arquitectónicos, já que as várias salas foram construídas em diferentes períodos. A primeira parte foi construída durante o reinado de al-Hakam II (961-976), como baños pertencentes ao Palácio do Calife. No século XII, este tornou-se no palácio dos Almorávides y Almohades e desde a reconquista, em 1236, o palácio dos reis cristãos até o abandonarem em 1338. Infelizmente do palácio califal não há vestígios.

Os baños del Alcázar Califal eram para uso do próprio califa, da sua família ou para reuniões políticas. Nestes banhos era onde o Califa recebia os cuidados estéticos, físicos e terapêuticos.

Os baños del Alcázar Califal eram formados por diferentes salas por onde se ia passando por uma certa ordem, que era a seguinte:

  • Primeiro o Bayt al-Maslaj ou vestiário onde as pessoas deixavam as suas roupas
  • Em seguida, passavam para o Bayt al-Barid, ou sala fria, onde se dava a renovação espiritual através do contacto com a água. Nos banhos árabes, a limpeza não era através da imersão dos corpos na água, mas sim através dos vapores, suores e fricção. Na sala fria, eram onde se recebia panos e solas de cortiça para evitar queimaduras nos pés e quedas devido ao piso escorregadio
  • Da sala fria passava-se para o Bayt al-Wastany ou sala temperada. Esta era a sala mais importante com abóbadas suportadas por arcos e pilares em forma de colunas. Nesta sala também havia zonas para a limpeza corporal e era aqui que o califa recebia os cuidados diários de higiene e estética. Por vezes este salão recebia visitantes importantes e era local de reunião política da corte cordobesa
  • A última sala, Bayt al-Sajun, ou sala quente tinha duas pias, uma à esquerda que fazia de banheira enquanto que à direita havia um jacto de água que funcionava como chuveiro. O piso e as paredes eram aquecidos pelo calor que provinha do forno e da caldeira espalhado através de canos de cerâmica. Nesta sala decorreram alguns acontecimentos trágicos durante a guerra civil que pôs um fim ao Califado. Um deles foi o assassinato do califa Alí Ibn Hammud por três dos seus escravos e outro foi a captura e a execução do califa Abd al-Rahmán V pelas mãos do povo de Córdoba

Durante a visita pode-se também ver várias peças do período do califado como é o caso de um relógio de sol e o fragmento de um sarcófago romano.

Quando saímos das ruínas dos banhos, mais ou menos às 11:45, decidimos descansar um bocadinho num dos bancos do jardim que ficava mesmo ao lado. Apesar do dia estar solarengo, a temperatura era baixa o suficiente para ser agradável estar ali ao sol. Por ali crianças brincavam e famílias conversavam e riam entre si. Para nós era férias, mas para os locais era mais uma terça-feira.

Passado um bocado decidimos experimentar a nossa sorte no Alcázar de los Reyes Cristianos e tentar entrar mais cedo. Talvez fosse o mesmo que na Mezquita-Catedral. E não foi que também nos deixaram entrar?

Para o próximo post

Como já devem calcular para a próxima semana fica a visita ao Alcázar de los Reyes Cristianos, e também ao palácio de Viana. No final, falarei da procura quase desperada por comida num dos centros comerciais da cidade e o nosso último jantar em Córdoba.

Experimentar a gastronomia local enquanto se visita Córdoba

Índice nesta página

  1. Bodegas Mezquita (Cruz del Rastro)
  2. Torre de la Calahorra
  3. Puerta del Puente
  4. Patios Cordobeses
  5. Plaza de las Tendillas
  6. La Gloria
  7. Iglesias de la Rota Fernandina
    1. Iglesia de Santa Marina, Iglesia de San Augustín y Eglesia de San Lorenzo
    2. Iglesia del Carmen
  8. Taberna Casa Bravo
  9. Próximo post

Depois de passarmos as primeiras horas a explorar o centro histórico de Córdoba estava na altura de também conhecermos a parte gastronómica. Hoje foi um dia um bocadinho diferente do normal, normalmente nós tomamos um bom pequeno-almoço que nos deixe satisfeitos até ao jantar, mas hoje com a hora despertina do nosso comboio em Ronda isso não aconteceu. E as bolachas que tínhamos comido há muito que já lá iam.

Bodegas Mezquita (Cruz del Rastro)

O nosso próximo local a visitar era a Torre de la Calahorra que ficava do outro lado do rio e a caminho ficava o restaurante Bodegas Mezquita, mais especificamente o da Cruz del Rastro onde acabámos por entrar. Existem várias Bodegas Mezquita espalhadas pela cidade, mas escolhemos esta por ser a que estava mais perto. Normalmente aconselha-se a fazer marcação atempada principalmente para jantar, mas para almoço, como nós que viemos à 1 da tarde, não há esse problema. Na verdade, tivemos o restaurante só para nós durante a refeição.

A ideia não era fazermos uma refeição propriamente dita, queríamos mais petiscar vários pratos. E por isso escolhemos 3 pratos diferentes, em tamanho de tapa. Na maior parte dos restaurantes no sul de Espanha, tem-se a 1/2 ração (ración), as tapas, que é mesmo apenas para petiscar. O preço das tapas varia consoante o prato, mas em geral fica entre os 5 e os 6 euros. A ración, que é já o prato, custa em geral entre os 9 e os 14 euros. Repito que o preço é dependente do prato. Neste restaurante até havia três tamanhos, as tapas, as medias e a ración.

Croquetas de jamón da Bodegas Mezquita

Os três pratos que escolhemos foram:

  • Berenjenas califales rebozadas con reducción de vino dulce Pedro Ximénez y ajonjolí – beringelas fritas com molho doce: 5.25 euros
  • Croquetas de jamón del puchero de la abuela con mayonesa de huevo frito – croquetes de presunto com maionese: 5,70 euros
  • Albóndigas Mozárabes en salsa de almendras y azafrán – almôndegas com molho de açafrão: 5,70 euros.

Para acompanhar pedimos uma cerveja artesanal, Bendito Momento, que era bastante boa apesar de termos achado um bocadinho cara. No entanto, era uma coisa da casa e assim também tivemos oportunidade de a experimentar.

Albóndigas Mozárabes da Bodegas Mezquita

Para mim as beringelas e os croquetes ganharam o prémio, enquanto que o meu marido adorou as almôndegas. Apesar de cada preferência, todos os pratos eram muito bons e por isso recomendamos sem dúvidas a Bodegas Mezquita como um local para comer, seja almoçar, petiscar ou jantar.

Torre de la Calahorra

Com os estômagos bem mais aconchegados atravessámos a ponte (Puente de Miraflores) que nos levou até perto da Torre de la Calahorra. Esta torre foi construída no século XIII como fortaleza defensiva no período de Al-Andalus. Também mais tarde, esta torre funcionou como fortaleza quando a cidade passou a estar sob o domínio dos reis de Espanha, o que aconteceu depois da conquista de Fernando III, o Santo.

Torre de la Calahorra

Em 1931, a torre de la Calahorra foi declarada como Monumento Histórico-Artístico de Córdoba e desde 1985 a torre está sob a mais alta categoria de protecção devido ao seu valor cultural e histórico em Córdoba.

Dentro da torre encontra-se o museu vivo de Al-Andalus, mas nós não o visitámos. Para dizer a verdade até estar aqui a escrever nem sabia que havia um museu dentro da torre. Nós andámos ali à volta da torre, mas não me lembro de ver uma entrada ou de ver alguma sinalização deste museu. Pelas fotografias parece que a entrada é debaixo do arco da ponte romana que liga à torre.

Vista para Córdoba e para a ponte romana do Paseo fluvial de la Calahorra

Apesar de não termos visitado o museu andámos ali pela margem junto ao rio Guadalquivir, no Paseo fluvial de la Calahorra, de onde se tem uma vista privilegiada da outra margem incluindo a ponte romana (Puente Romano) e a propriedade Alcázar de los Reyes Cristianos (o qual iríamos visitar no dia seguinte).

Puerta del Puente

Para passar para a outra margem fomos pela ponte romana que nos levou até ao arco feito de pedra clara, a Puerta del Puente. O arco era a entrada sul para a cidade e fazia parte das muralhas que cercavam Córdoba. Nesta altura a Puerta del Puente também era conhecida por Puerta de Algeciras.

Puerta del Puente

No entanto, o arco que ali se encontrava não teve sempre a mesma arquitectura do actual. O arco como hoje o vemos foi remodelado depois da visita do rei Filipe II à cidade em 1570.

Patios Cordobeses

Mesmo não sendo maio, normalmente estão abertos ao público. Mas infelizmente quando chegámos, às 2 e meia, estavam a fechar para almoço e quando perguntámos quando abriam, a pessoa que lá estava não foi muito acessível. Por isso decidimos não voltar mais tarde. No entanto, é um bairro giro e mesmo assim valeu a pena o passeio.

Se o horário na internet estiver correcto, fecham às 2 e meia e depois voltam a abrir às 5 da tarde. Se a pessoa a quem perguntámos tivesse tido uma atitude diferente talvez tivéssemos voltado, sendo assim não aconteceu.

Plaza de las Tendillas

O próximo local era a Plaza de las Tendillas, que é a praça principal de Córdoba. A arquitectura desta praça é a mesma desde 1921. No meio encontra-se a estátua equestre de Gran Capitán.

Estátua equestre de Gran Capitán na Plaza de las Tendillas

Gran Capitán era a alcunha de Gonzalo Fernández de Cordóba que lutou em nome dos reis espanhóis e em nome da religião cristã. Gran Capitán esteve envolvido em várias lutas inclusive contra o reino muçulmano em Granada, contra os franceses defendendo o reino de Aragão e de novo contra os franceses em Itália, a pedido do papa Alexandre VI.

La Gloria

Enquanto estávamos nesta zona da cidade decidimos ir petiscar mais qualquer coisa. Foi assim que nos vimos sentados neste restaurante com uma atmosfera descontraída, quase mais de taberna ou de café do que propriamente de restaurante.

Como não tínhamos muita fome decidimos pedir um prato e partilhar entre os dois. O que queríamos experimentar desde que tínhamos andado a pesquisar sobre pratos tradicionais era o flamequín, que consiste em lombo de porco enrolado em fatias de presunto e depois panado. Estávamos convencidos que íamos adorar. Havia várias versões deste prato neste restaurante, o tradicional ou o especial que se podia escolher com queijo Roquefort, com rabo de Toro ou a versão cordobés. Nós decidimos experimentar o flamequín cordobés.

Flamequín cordobés de La Gloria

As expectativas eram altas, mas infelizmente foi uma desilusão. Havia qualquer coisa ali que sabia a ranço. Nós pensámos que era o presunto ou talvez o ovo picado, que parece que faz parte da versão do flamequín cordobés. Foi uma pena, até porque voltámos a experimentar o flamequín, desta vez o tradicional, num restaurante em Sevilha e aí adorámos este prato, tal como esperávamos.

É com muita pena que baseado na nossa experiência, a La Gloria tenha ficado aquém das expectactivas. Até porque o interior do restaurante é super giro e gostámos bastante do ambiente, mas da comida nem tanto.

Iglesias de la Rota Fernandina

Iglesia de Santa Marina, Iglesia de San Augustín y Eglesia de San Lorenzo

Antes de voltarmos para o apartamento para descansarmos um bocado antes do jantar, fomos visitar as igrejas que ficavam perto de onde estávamos, a iglesia de Santa Marina, Iglesia de San Augustín, Iglesia de San Lorenzo e Iglesia del Carmen. As primeiras 3 igrejas fazem parte da rota das igrejas Fernandinas, razão por a qual as escolhemos visitar.

Iglesia del Carmen

A igreja del Carmen foi originalmente o convento da Ordem dos Carmelitas Calçados, a qual se estabeleceu em Córdoba em 1580. Hoje em dia, os edifícios do convento foram transformados e fazem parte da Faculdade de Direito. No entanto, a igreja em si ainda pode ser visitada. Apesar desta igreja não fazer parte da rota das igrejas fernandinas, a entrada á gratuita.

Taberna Casa Bravo

Depois de visitarmos as igrejas e de um dia bastante preenchido que começou bastante cedo voltámos para o apartamento.

A ideia era descansarmos por umas horas antes de irmos jantar. E como já não queríamos andar muito decidimos ir à Taberna Casa Bravo. E que escolha maravilhosa! Aconselho este restaurante, aconselho mesmo muito.

Apesar de termos andando a petiscar durante a tarde às 9 da noite, a hora em que fomos jantar, a fome já tinha voltado. E como era um jantar de aniversário demo-nos o direito a ter entradas, prato principal e sobremesa. E tentámos escolher pratos que ainda não tínhamos provado até então.

Para entradas pedimos:

  • Patatas bravas – batatas com molho picante
  • Croquetas de punchero – croquetes tradicionais

Para prato principal pedimos uma sopa chamada de Potaje Flamenco de Garbanzos Y Espinacas con Chorizo.

Sopa potaje da Taberna Casa Bravo

Não sabíamos muito bem o que esperar deste potaje, mas o que nos chegou foi uma sopa deliciosa de grão-de-bico com espinafres, chouriço e outras carnes. O meu marido que disse só queria comer as patatas bravas com os croquetes mandou logo vir também uma sopa para ele. Pedimos meia ración, mas o que nos chegou foi um prato cheio. Nem quero imaginar como seria se tivéssemos pedido a ración! Para sobremesa mandámos ainda vir uma fatia de Pastel Cordobés para dividirmos. O pastel era feito de massa folhada e o recheio sabia a geleia de gila.

Pastel Cordobés da Taberna Casa Bravo

Em Córdoba, este foi o melhor restaurante e voltávamos aqui num piscar de olhos. Houve dois restaurantes que gostámos muito nesta viagem, este, a Taberna Casa Bravo, e o restaurante Bodegón Afonso XII onde jantámos na última noite em Sevilha. Não sei dizer qual foi o melhor, ambos estão no topo. Se vierem a Córdoba e se puderem apenas escolher um restaurante, este é sem dúvida a nossa sugestão.

Próximo post

Depois do jantar voltámos para o apartamento até porque saímos do restaurante já eram 10 da noite. Para o dia seguinte íamos descobrir como é o pequeno-almoço tradicional e visitar dois dos locais mais importantes de Córdoba, a Mezquita-Catedral e o Alcázar de los Reyes Cristianos. Fica isto para a próxima semana.

Chegada a Córdoba

Índice desta página

  1. Chegar a Córdoba a partir de Ronda
  2. Em Córdoba
    1. Apartamento El balcón de la Trinidad Córdoba
  3. Centro histórico de Córdoba
    1. Calleja de Los Ángeles e Calleja de las Flores
  4. Plaza de la Corredera
  5. Templo Romano de Córdoba
  6. Iglesia de San Francisco e de San Eulogio de la Axerquia

Chegar a Córdoba a partir de Ronda

Segunda-feira era o dia em que íamos trocar Ronda por Córdoba. Para chegar a Córdoba de Ronda tínhamos algumas opções. A nossa escolha dependeu de três factores; não chegar muito tarde a Córdoba para pudermos ainda visitar a cidade naquele dia, evitar muito tempo em viagem e o preço dos bilhetes.

A opção mais rápida e simples era apanhar o comboio que fazia a travessia directa entre Ronda e Córdoba. No entanto, esse comboio era só às 5 e meia da tarde e já chegávamos a Córdoba depois das 7. Apesar de termos adorado Ronda, já tínhamos visto aquilo que queríamos e portanto esta opção foi excluída.

Na estação de comboios em Ronda

O percurso que decidimos fazer foi o seguinte: primeiro apanhar o comboio em Ronda até à estação Antequera-Santa Ana e depois aqui apanhar o comboio para Córdoba. A viagem demoraria no total cerca de duas horas e meia. Tínhamos dois horários possíveis, apanhar o comboio em Ronda às 7:47 ou ao 12:34. Apesar da hora mais tardia ser mais apelativa, pois assim podíamos tomar o pequeno-almoço de manhã e talvez ainda dar um passeio de despedida, acabámos por escolher o das 7:47. O porquê? O preço dos bilhetes dos comboios; enquanto que a viagem de manhã cedo ficou-nos a 13 euros e qualquer coisa por pessoa, o do meio-dia ia ficar perto dos 30 euros.

Foi por isso que na segunda-feira de manhã acordámos bem cedo e às 7 e meia já estávamos a chegar à estação de comboios de Ronda. Comprámos os bilhetes do primeiro comboio na segunda-feira de manhã, não na noite anterior em caso de não acordarmos a tempo, e depois os bilhetes para Córdoba na estação de Antequera-Santa Ana. Como havia uma diferença de meia hora entre a chegada de um e a partida do outro comboio não houve problemas em fazer assim.

Bilhete de comboio para Córdoba

Da viagem só posso dizer que correu tudo bem, ambos os comboios chegaram a horas e apesar de a paisagem não ter sido tão surpreendente como a que foi na viagem entre Sevilha e Ronda, valeu a pena não adormecer e ir a olhar pela janela durante o percurso. Para dizer a verdade a viagem acabou por passar num instante e às 10 e pouco da manhã já estávamos em Córdoba.

Em Córdoba

Apartamento El balcón de la Trinidad Córdoba

Como sabíamos que íamos chegar à cidade bastante mais cedo do que a hora do check-in, já tínhamos contactado no dia anterior o senhorio do local onde íamos ficar em Córdoba. Foi ainda melhor do que esperávamos, não só nos deixou pôr as malas no apartamento mais cedo, como pudemos fazer o check-in quando chegámos de manhã, sem os problemas que tivemos no Hotel Colón em Ronda.

O apartamento em que ficámos, o apartamento El balcón de la Trinidad Córdoba, foi uma muito boa escolha. Óptima localização, apartamento renovado, moderno, espaçoso e limpo. E ao contrário do esperado neste tipo de acomodação, este também incluía pequeno-almoço que era no café que ficava à entrada do prédio, o café Trinidad. O senhorio tinha-nos deixado 4 cartões, um por pessoa e por dia, os quais entregávamos de manhã ao dono do café em troca do pequeno-almoço.

Centro histórico de Córdoba

Livres das nossas malas, fomos fazer o primeiro reconhecimento de Córdoba. Como disse acima, a localização do apartamento era excelente, a menos de 5 minutos do centro histórico. Mas no fundo Córdoba é uma cidade bastante pequena onde se vai a qualquer lugar a pé sem grande esforço.

Patio de los Naranjos e a torre da Mezquita-Catedral de Córdoba

Eu confesso que nunca tinha tido curiosidade em visitar Córdoba e por isso não tinha expectativas sobre o que viria encontrar. A minha ideia de Córdoba era uma página em branco. Mas o que viemos a conhecer foi uma cidade super gira, cheias de ruazinhas, cantos e recantos muito pitorescos e mesmo sendo janeiro, muitos desses cantos e recantos estavam decorados com pequenos vasos de flores pendurados nas paredes. Rapidamente percebemos que isto faz parte da arquitectura tradicional Cordobesa, mais conhecida por pátios cordobeses. Este tipo de decoração dos pátios, os espaços exteriores que ficam como que escondidos no meio de vários tipos de construções, incluindo casas, arcos e outros edifícios, teve origem durante o período de Al-Andalus (711-1492). Este é o mesmo período sobre o qual falámos quando visitámos Ronda e as ruínas da cidade hispano-muçulmana.

Estes pátios assim construídos tal como as ruas estreitas tinham o objectivo de baixar a temperatura sentida no solo durante os meses de Verão, altura em que a temperatura ultrapassa facilmente os 40ºC. Este tipo de arquitectura é de tal forma eficaz que a temperatura no solo pode ser de quase menos 10 graus do que na atmosfera. Os pátios cordobeses foram nomeados como ‘Património Cultural Imaterial da Humanidade’ pela UNESCO em 2012.

Durante as duas primeiras semanas de maio, em Córdoba, realiza-se o Festival de los Patios Cordobeses onde as pessoas abrem ao público os pátios das suas casas decorados a rigor. Esta competição existe desde 1921 e durante esta altura em maio podem-se ver verdadeiras obras de arte em jardinagem.

Calleja de Los Ángeles e Calleja de las Flores

Apesar de não termos visitado Córdoba durante o festival em maio, encontrámos mesmo assim muitas ruazinhas decoradas a rigor. Duas das ruas que vale a pena mencionar é a Calleja de Los Ángeles, a qual visitámos por acaso quando estávamos de passagem e a Calleja de las Flores que é possivelmente a mais conhecida, até porque foi várias vezes mencionada como a rua mais bonita de Córdoba. Nesta ruazinha, depois de se passar por baixo do arco, chega-se a um pequeno pátio sem saída. Se olharmos para a entrada da rua conseguimos vislumbrar a torre da famosa Mezquita-Catedral de Córdoba.

Vale imenso a pena tirar algum tempo para passear pelo centro histórico de Córdoba. Houve umas ruas que nos encantaram mais outras menos, mas tudo muito bonito. Não é de admirar que o centro histórico de Córdoba tenha sido nomeado ‘Património da Humanidade’ pela UNESCO em 1994.

Dentro do centro histórico não tínhamos nenhum itinerário definido, apenas o nome de algumas ruas por onde passar, e depois de andarmos por ali durante um bocado acabámos num pátio cheio de laranjeiras. Ficámos a saber que é neste pátio que fica a entrada da Mezquita-Catedral de Córdoba, a qual iríamos visitar no dia seguinte. Este pátio chama-se Patios de los Naranjos e é fácil perceber a origem do seu nome.

Plaza de la Corredera

Já começando a desviar-nos do centro histórico passámos por esta praça, a Plaza de la Corredera. Hoje em dia este espaço é partilhado por várias lojas e restaurantes, mas na idade média e na época do Renascimento era nesta praça que decorriam as execuções e corridas de cavalos, as quais deram o nome a esta praça. Depois de uma rápida passagem por aqui fomos para o local seguinte, o Templo Romano de Córdoba.

Plaza de la Corredera

Templo Romano de Córdoba

Da Plaza de la Corredera até aqui foram mais ou menos 5 minutos a pé. E soubemos que chegámos quando vimos as colunas do templo romano, que por esta altura estavam rodeadas por escavadoras. Tal como merece a fama, onde há obras, de que tipo forem, há homens com as mãos atrás das costas, conversando entre si dando certamente a sua opinião de especialista sobre os trabalhos que decorrem. E aqui não foi diferente.

Templo Romano de Córdoba

As obras que estavam a decorrer são obras relacionadas com arqueologia, até porque estas colunas que agora estão à vista, foram apenas descobertas em 1950 altura em se iniciaram os trabalhos de extensão do edifício da câmara municipal. E, portanto, espera-se encontrar nesta área outros artefactos daquela época. Este templo do século I era dedicado ao Imperador e originalmente tinha um palco elevado com 6 colunas coríntias à entrada.

Iglesia de San Francisco e de San Eulogio de la Axerquia

Enquanto passeávamos pelas ruas, agora já a pensar onde ir comer qualquer coisa, vimos esta igreja, a Iglesia de San Francisco e de San Eulogio de la Axerquia, e decidimos entrar. Não pensem que não tínhamos um itinerário planeado para este dia, mas realmente fica tudo muito perto. Para vos dar uma ideia saímos de casa pouco antes das 11 e visitámos tudo do que tenho falado em apenas 2 horas.

Quando entrámos na igreja perguntaram-nos se tínhamos comprados os bilhetes para visitar a Mezquita-Catedral de Córdoba, pois com esses bilhetes tínhamos acesso gratuito a todas as igrejas que faziam parte da Rota das Igrejas Fernandinas. Foi-nos também dado um mapa, o qual podem ver abaixo, com todas as igrejas que podíamos visitar. Não será preciso dizer que visitámos muitas igrejas enquanto estivemos em Córdoba.

Mapa da Rota das Igrejas Fernandinas

Esta rota é uma homenagem a Fernando III, o Santo, que em 29 de junho de 1236, trouxe de volta o catolicismo a Córdoba. Fernando III era o rei de Castela (1217 – 1252) e rei de Leão (1230 – 1252), e foi durante o seu reinado que reconquistou grande parte do território que pertencia a Al-Andalus. A rota começa na Mezquita-Catedral (ponto número 1 no mapa) que foi construída primeiro como basílica, depois tornou-se mesquita e voltou de novo ao poder cristão após a conquista de Fernando III. Em seu nome foram construídas várias igrejas que podem ser visitadas nesta rota.

Para o próximo post

Depois de visitarmos a nossa primeira igreja em Córdoba estava na hora de procurarmos algo para petiscar. E foi isso o resto do nosso dia, parar em locais para experimentar diferentes pratos gastronómicos tradicionais, entre visitas a diferentes locais da cidade. Toda a gastronomia e locais ficam para a próxima semana.

O entardecer e a noite em Ronda

Índice desta página

  1. O anoitecer em Ronda
  2. Puerta de Almocábar
  3. Desfiladero del Tajo à noite
  4. Restaurantes Las Maravillas
  5. Doce de pastelaria típico

Onde ficámos no último post?

No último post ficámos sentados à mesa de La Taberna a provar um dos pratos tradicionais da zona, Rabo de Toro, uma espécie de guisado servido com batatas fritas. Isto depois de um dia a percorrer as várias partes de Ronda desde a Casa Museo Don Bosco à Casa del Rey Moro e claro sem puder perder o Desfiladero del Tajo. Neste post vamos falar do final da tarde e noite em Ronda, as nossas últimas horas na cidade antes de partimos para o destino seguinte da viagem, Córdoba.

O anoitecer em Ronda

Quando saímos do restaurante La Taberna já passava das 5 e meia da tarde e tínhamos mais ou menos uma hora de sol para aproveitar. Passámos novamente pela ponte nova com mais uma paragem nos miradouros. É quase impossível não passar nesta zona várias vezes quando se explora Ronda, estando esta ponte não só no centro de cidade mas também no centro do comércio.

Vista sobre Puente Nuevo ao pôr-do-sol

Quando o pôr-do-sol começou a assentar e a lua a aparecer no céu, começámos a caminhar pela estrada principal de Ronda sem destino certo. Bem, não é completamente verdade. Havia uma parte de Ronda que não tínhamos colocado no itinerário, pois pensávamos que não teríamos tempo, mas afinal parecia que ir à Puerta de Almocábar era uma possibilidade. Pelo caminho, para além de paisagens magníficas, algo que Ronda nos deu vezes sem conta, também passámos por um largo onde ficava o Convento de la Caridad o Hermanas de la Cruz.

Entrada para o Convento de la Caridad o Hermanas de la Cruz

O convento na altura em que por aqui passámos estava fechado, mas pela praça sentia-se os resquícios de uma atmosfera onde tinha havido festa da rija, ouvia-se ainda alguns acordes de música e várias pessoas a irem para os seus carros.

Puerta de Almocábar

Afinal chegar à Puerta de Almocábar acabou por ser num instante, em menos de 20 minutos num passo lazeiro, chegámos a este arco onde anos antes fora a entrada principal da parte sul da cidade hispano-muçulmana. A porta consiste em duas torres semicirculares e três arcos consecutivos. A Puerta de Almocábar fica a poucos metros da Iglesia del Espirito Santo e o Convento de Franciscanos.

Puerta de Almocábar e a Iglesia Espiritu Santo à direita

Depois de passearmos por ali e irmos até à praça em frente, a Plaza Ruedo Alameda, decidimos voltar para trás e começar a pensar no restaurante onde jantar.

Desfiladero del Tajo à noite

Quando íamos pelo caminho começámos a falar de como seria a Puente Nuevo à noite e onde seria o melhor local para tirar uma bonita fotografia nesta altura do dia. E como um puxa o outro em menos de nada tínhamos decidido que íamos voltar a descer o caminho que passa pelo Desfiladero del Tajo até ao Arco Árabe. E foi assim que fizemos aquele caminho pela segunda vez com poucas horas de diferença. O caminho faz-se bem, mesmo a àquela hora, pois tem iluminação até quase ao arco. E claro que valeu a pena, nem foi por causa da fotografia, mas por pudermos ter aquela vista à nossa frente.

E mesmo sendo àquela hora e já estar de noite ainda encontrámos algumas pessoas a subir o caminho quando íamos a descer, provavelmente pessoas com a mesma ideia que nós.

Restaurantes Las Maravillas

Não tínhamos nenhum restaurante definido para jantar e também como tínhamos comido há pouco tempo decidimos escolher um restaurante onde pudéssemos partilhar umas tapas. A opção escolhida foi um dos restaurantes que ficava perto do centro da cidade, o restaurante Las Maravillas.

O restaurante estava bastante movimentado, mas felizmente ainda havia mesas livres onde nos pudemos sentar mal chegámos. Para beber eu pedi tinto de verano e o meu marido cerveja (fotografia em baixo à direita).

Fica aqui a dica: quando estiverem em Espanha e queiram pedir sangria, peçam antes tinto de verano.

O menu do restaurante é bastante extenso e nós acabámos por escolher 4 tapas diferentes para dividir e petiscar. Do menu pedimos o seguinte:

  • Salmorejo cordobes con helado de mascarpone y virutas de jamón
  • Mini burger de buey con cebolla caramelizada, rucula y salsa tartara
  • Mini burguer de buey con queso de cabra y pimientos confitados
  • Chorizo caramelizado al vino y canela

Foi logo neste primeiro dia que experimentei a sopa fria típica de Andaluzia, mais especificamente de Córdoba (fotografia em cima à esquerda), o Salmorejo. Pois eu gostei tanto desta sopa que a comi quase todos os dias durante a viagem. A sopa é bastante parecida com o gazpacho mas mais cremosa. Se por um lado o rabo de toro não me convenceu, o salmorejo enamorou-me. E de todos os locais onde experimentei, a melhor talvez tenha sido a deste restaurante. Menos tradicional talvez com a adição de gelado, mas que fez toda a diferença. O gelado sabia mesmo ao de baunilha e eu gostei imenso. Por outro lado, o meu marido não gostou muito, mas gostou do rabo de toro. Sabem o que isto significa? Que se tem de experimentar de tudo para ficar a saber o que se gosta ou não.

Doce de pastelaria típico

Depois do jantar quisemos uma sobremesa, mas não queríamos (pronto, eu não queria) uma sobremesa do restaurante. Apetecia-me antes algo que fosse de uma pastelaria típica. Antes de fazer uma pesquisa sobre o que havia disponível na zona pagámos a conta e saímos para a rua. Andar à procura de uma pastelaria ou gelataria lá isso andámos, mas àquela hora ou já estava fechado ou mesmo a fechar. Foi por que isso que a única escolha mais acessível foi a de irmos ao supermercado Carrefour que estava aberto até às 10 da noite. E já que aqui estávamos aproveitámos para comprar qualquer coisa para o pequeno-almoço do dia seguinte, quando estivéssemos em viagem para Córdoba.

Palmeras Surpremas

A sobremesa acabou por ser algo simples, mas sabem quando encontram mesmo aquilo que queriam? Para mim foi estes palmiers cobertos de chocolate (Palmeras Surpremas). Também comprámos umas bolachas cobertas de chocolate, que nunca tinha visto. As bolachas chamam-se Chapelas da marca Dulcesol. E garanto que são boas, tanto que as voltámos a comprar nesta viagem, já em Sevilha

Trouxemos os doces para o quarto e foi aqui que acabámos a nossa noite, a comer e a preparar-nos para o dia seguinte.

No próximo post

Na próxima semana vamos falar da melhor maneira de chegar a Córdoba a partir de Ronda e como começou o nosso primeiro dia na cidade. Garantida está muita gastronomia e ruazinhas super pitorescas.

Em Ronda, Espanha

Indíce deste post

  1. Onde ficámos no último post?
  2. Casa Museo Don Bosco
  3. Desfiladero del Tajo
  4. As ruínas em Ronda da Era Mourisca
  5. Casa del Rey Moro
    1. Casa
    2. Jardins
    3. Mina de água
  6. Arco de Felipe V e Puente Viejo
  7. Jardines e Mirador de Cuenca
  8. La Taberna e o rabo de toro

Onde ficámos no último post?

No último post, o primeiro desta viagem, falámos de como chegámos a Ronda, como seria o nosso itinerário entre Ronda, Córdoba e Sevilha e o começo no nosso dia em Ronda. No post desta semana continuamos a explorar os vários locais de Ronda e a história desta cidade que tantos turistas atrai (e com razão de ser).

Casa Museo Don Bosco

Depois de voltarmos à Puente Nuevo continuámos pela rua principal até chegar a um cruzamento facilmente reconhecível pelo mural de cerâmica, o Viajeros Románticos. Virámos à direita no cruzamento e seguimos por uma rua transversal até à entrada da Casa Museo Don Bosco. Comprámos os bilhetes de entrada que ficaram a 2,5 euros a cada um e pudemos tanto visitar este edifício histórico de 1850 como os jardins. Acho que ainda não tinha dito, mas para Ronda não comprámos nenhuns bilhetes atempadamente sem ser os do autocarro que fazia o percurso entre Sevilha e Ronda. Para os locais que visitámos e que requeriam bilhetes comprámo-los no dia o que não foi um problema, também porque visitámos a cidade em janeiro, numa época baixa.

A casa Don Bosco foi inicialmente uma casa particular e os últimos donos foram Don Francisco Perèz e Doña Dolores Martínez, um casal da alta sociedade. Depois da sua morte, em 1939, a casa foi doada à congregação católica Salesiana local. E até 2008 a casa foi um local de repouso, cura e convalescença para os membros desta ordem religiosa. Mas entre 1939 e 2008 a casa também teve outros papéis de relevância como ser residência para estudantes universitários que estavam sob a tutela de um padre salesiano, centro juvenil e até sede de um grupo de teatro espanhol salesiano.

Pátio principal da Casa Museo Don Bosco

Durante o século XX a casa foi remodelada reflectindo um estilo modernista e o interior da casa e a sua decoração foram mantidos até aos dias de hoje. Aqui encontramos exemplos de artesanato local da época, móveis de madeira talhados à mão, azulejos de inspiração nazireu e tapeçarias. Também quadros e cerâmicas figuram entre os muitos objectos e obras-de-arte que se pode ver durante a visita. Mas digamos que o ‘piece of resistance’ da Casa Museo Don Bosco é o pátio exterior que é em si um miradouro com vista privilegiada para a ponte e para o desfiladeiro. De notar para além da paisagem é a fonte central, conhecida como a ‘fonte dos sapos’ nome lhe atribuído pelas 6 estátuas de sapos que rodeiam a zona central da fonte. Provavelmente, os jardins serão muito mais impressionantes durante a Primavera e Verão do que no meio do Inverno. Mas mesmo em janeiro, valem imenso a pena serem visitados nem que seja pela vista maravilhosa.

Vista para Puente Nuevo do pátio da Casa Museo Don Bosco

Website oficial: https://casamuseodonbosco.com/

Desfiladero del Tajo

Depois de sairmos da Casa Museo Don Bosco continuámos pela estrada passando pela Plaza de María Auxiliadora até encontrarmos o caminho que desce até ao Desfiladero del Tajo. O ponto de partida do desfiladeiro fica na pequena casinha onde se compram os bilhetes. O Desfiladero del Tajo é um projecto recente que permite chegar à base da ponte, ou o mais perto que é actualmente possível. O objectivo deste projecto é o de se conseguir atravessar o desfiladeiro construindo uma plataforma para o efeito. Este objectivo ainda está por se concretizar. De momento, já está feita uma parte do percurso até à base da ponte permitindo ter uma vista da famosa ponte de outra perspectiva. Para fazer este caminho, desde a casinha até à base da ponte é preciso adquirir bilhete que em 2025 custam 5 euros por pessoa. É obrigatório usar capacete durante todo o percurso, devido ao perigo da queda de pedras. Existem outras regras que podem ser lidas no website oficial, para o qual deixo aqui o link: https://desfiladerodeltajo.info/

Durante o caminho vai-se encontrando mais detalhes sobre o início e evolução do projecto e também QR codes que se podem scanar para ler mais informações sobre os mesmos. Daqui consegue-se não só chegar perto da ponte e da cascata que desce pelo desfiladeiro como também das ruínas que ainda perduram da cidade e muralhas da época em que os mouros se estabeleceram em Ronda (entre 712 e 1485).

As ruínas em Ronda da Era Mourisca

Devido à situação geográfica de Ronda atacar a cidade não era fácil. Mas para a proteger ainda mais os mouros que se estabeleceram aqui construíram muralhas e portões de entrada para a cidade à medida que esta crescia. Era em Ronda onde se encontrava o reino independente muçulmano, a Taifa de Ronda. Hoje em dia são vários os exemplos de edifícios e marcas desses tempos, alguns dos quais se podem visitar quando se sai do Desfiladero del Tajo e continua-se a descer até ao Arco Árabe. Juntamente com o arco, que oferece também uma vista magnífica para o desfiladeiro e para a ponte, encontram-se as Murallas Árabes e as Murallas de la Albacora. Durante o resto do dia fomos passando por outras ruínas de grande importância para a cidade hispano-muçulmana, as quais irei falando à medida que o dia se desenrola.

O caminho que liga a Plaza de María Auxiliadora até ao Arco Árabe está em bom estado, mas se a descer faz-se bem aviso que a subir pode ser preciso alguns intervalos de descanso pelo meio. Mas vale imenso a pena e no final de tudo acabámos por fazer este caminho duas vezes. Da segunda volta falarei mais tarde.

Com esta parte da cidade vista, ou pelos menos, aquilo que queríamos visitar deste lado da cidade, voltámos a fazer o caminho de regresso até ao cruzamento onde fica o Mirador de los Viajeros Románticos, passando de novo pela Casa Museo Don Bosco.

Casa del Rey Moro

Descendo a rua C. Cta. de Santo Domingo fomos até à entrada da Casa del Rey Moro. Apesar do que o nome possa indicar esta casa não é dos tempos dos mouros, no entanto tem uma certa ligação. O bilhete de entrada custa 10 euros por pessoa. A propriedade tem três partes, a casa que de momento está em restauro, os jardins e a mina de água.

Pavões no jardim da Casa del Rey Moro

Casa

A casa de momento não pode ser visitada devido ao seu grau de degradação. No entanto, trabalhos de restauro estão em curso. Mas a casa não é apenas uma casa, mas sim um composto de vários edifícios que foram adquiridos pelos donos. O núcleo principal era uma casa do início do século XVIII constituída por diferentes divisões de dois pisos que rodeavam um pátio. Não me alargando muito na história da casa em 1911, a proprietária da altura, Trinidad von Scholtz Hermensdorff, a duquesa de Parchent, comprou as casas vizinhas para demolir as do lado nascente e criar em seu lugar um jardim enquanto que as do lado poente foram incorporadas na casa principal, seguindo o estilo neomudéjar. Este estilo arquitectónico procurava explorar os sinais de identidade de cada país. O que em Espanha foi considerado a técnica e estética hispano-muçulmana com influência da arte cristã.

Jardins

A arquitectura e estrutura dos jardins foram projectados por Jean Claude Nicolas Forestier, contratado pela duquesa de Parchent. A sua inspiração para os jardins foi a arquitectura hispano-muçulmana e as formas geométricas dos jardins franceses. Nos jardins estão integradas árvores de frutos e plantas aromáticas conhecidas por se adaptarem ao clima de Ronda. Os jardins estão abertos ao público e são o lar de vários pavões. Não é preciso dizer que as paisagens daqueles jardins são espectaculares.

Mina de água

A minha de água é a principal razão para visitar a Casa del Rey Moro. A mina de água foi construída no século XIV na altura em que a cidade de Ronda estava sob o poder muçulmano. Actualmente, esta mina de água é a mais bem preservadas de Andaluzia.

A mina de água, juntamente com as muralhas construídas à volta da cidade, faziam parte do sistema defensivo de Ronda, pois a mina de água serviria para fornecer água à população em caso de cerco. Para a sua construção foi escavada em profundidade a falha na muralha junto ao desfiladeiro até ao leito do rio. Para chegar à mina foram construídas escadas bastante estreitas onde os animais não conseguiam passar. Portanto eram os escravos cristãos a quem lhes era incumbida a tarefa de irem buscar a água e trazê-la para a cidade.

Hoje em dia é possível descer as tais escadas estreitas por onde os escravos cristãos passavam e é espectacular quando se sai para o leito do rio, parece que estamos noutro mundo escondidos entre as escarpas montanhosas. No entanto, é preciso algum cuidado a descer os 60 metros pois os degraus podem estar húmidos e portanto escorregadios e em algumas zonas a iluminação é bastante fraca.

Para mais informações sobre a Casa del Rey Moro vejam o website oficial: https://casadelreymoro.org/en/home/

Arco de Felipe V e Puente Viejo

Puente Viejo e arco de Felipe V

Depois da nossa visita à Casa del Rey Moro continuámos a descer a estrada até passarmos o Arco de Felipe V. Este foi um dos portões de entrada para a cidade durante o reinado muçulmano tendo sido alargado mais tarde quando a primeira ponte construída em 1935 abateu. Nesta altura, este arco era o único acesso entre a parte velha e a parte nova de Ronda até finalmente se ter construído a grande ponte, el Puente Nuevo. O nome do arco deve-se ao facto de ter sido durante o segundo reinado do rei Felipe V que o arco foi alargado (Filipe V reinou entre: novembro de 1700 a janeiro de 1724 e depois de setembro de 1724 a julho de 1746).

A passagem sobre o arco dá directamente para a ponte velha (puente viejo). Esta ponte é a mais velha das 3 de Ronda que passam por cima do rio Guadalevín. Esta ponte foi construída em 1616. Da ponte consegue-se ver as ruínas dos banhos árabes, também este um dos locais pertencentes à cidade hispano-muçulmana. Nós decidimos em não os visitar porque tínhamos outros locais em mente. Mas se tiverem tempo quando estiverem em Ronda não deixem de lá ir.

Paisagem de Puente Viejo e os baños árabes em baixo

Os banhos árabes eram semelhantes aos dos romanos, mas em vez de água quente o corpo era purificado através do suor. Os banhos árabes foram construídos durante a era mourisca tal como uma mesquita que ficava ao lado dos banhos sendo este um lugar estratégico para as tradições religiosas. Primeiro entrava-se nos banhos para purificar e limpar os corpos antes de entrarem na Mesquita para purificar as almas.

Jardines e Mirador de Cuenca

Depois de atravessarmos a ponte velha começámos a subir o monte, mas na outra margem do rio entrando assim nos Jardines de Cuenca. Dos jardins o que posso dizer? Era janeiro, não propriamente a altura certa para ver flores. No entanto, é sem dúvida um local perfeito para passear, ver o desfiladeiro e as pontes e neste dia para aproveitar o sol que continuava alto. As paisagens da cidade e arredores continuavam a maravilhar e assim foi pelo resto dia do dia e pela noite adentro.


Vista do Mirador de Cuenca

Foi por esta altura que a fome começava a dar de si. Por isso decidimos em ir para o hotel, afinal às 4 horas já estávamos dentro da hora em que poderíamos fazer o check-in e finalmente entrar no nosso quarto. Depois disso era altura de irmos procurar um lugar para comer. Fomos subindo a rua, mas sem grandes pressas, saboreando as ruas bonitas de Ronda, algumas delas ainda decoradas com efeitos de Natal.

Chegámos ao hotel e o quarto estava pronto! Entrámos com as nossas coisas e pudemos finalmente fazer uma apreciação do quarto. O quarto era bastante simples, decorado de uma forma modesta, mas estava limpo e tinha espaço suficiente para passar ali uma noite. Como a janela do nosso quarto ficava virada para a rua principal havia bastante barulho o que durante a noite foi por vezes um problema. Mas a localização do hotel era excelente. Do pequeno-almoço no Hotel Colón não posso dizer nada porque na manhã seguinte tivemos de sair bastante cedo, mais cedo do que a abertura para a pequeno-almoço. Se este hotel oferece alguma alternativa para casos como o nosso, por exemplo um saco com o pequeno-almoço, isso não nos foi oferecido.

La Taberna e o rabo de toro

Houve duas coisas que nos impediu de irmos aos restaurantes que queríamos experimentar. Um dos lugares que tinha visto em imensos websites como sendo o sítio mais barato e famoso em Ronda, o El Lechuguita, estava fechado. Infelizmente fecha ao Domingo e à Segunda-feira por isso nada feito. Depois outros locais que estavam abertos ao Domingo fechavam às 4 da tarde. Alguns deles depois abriam mais tarde, por volta das 7 da noite, mas outros só voltavam a abrir no dia seguinte. Talvez Domingo seja um dia menos preferível para visitar Ronda, mas olhem foi como calhou. Sendo assim decidimos ir a um dos restaurantes que estava na lista para potencial jantar, La Taberna.

Prato tradicional de rabo de toro na La Taberna

Um dos pratos tradicionais de Ronda e uma das especialidades de La Taberna é o rabo de toro. O prato constitui em rabo de touros cozinhados numa espécie de guisado que neste local vinha acompanhado com batata frita. Pagámos 18 euros por um prato pois decidimos dividi-lo. Afinal isto era só para petiscar não para jantar. Também pedimos umas cervejas para acompanhar. O que dizer deste prato? Acho que ou se gosta muito ou se gosta pouco. Eu gostei muito pouco, achei a carne bastante gordurosa e aquilo era mais ossos do que carne. Pelo contrário o meu marido adorou e disse que foi uma das melhores coisas que comeu durante toda a viagem. E falou imensas vezes deste prato. Apesar de eu não ter ficado uma apreciadora do prato, é um prato bastante típico da região e só por isso merece que se experimente pelo menos uma vez.

Para o próximo post

Quando saímos do restaurante já passava das 5 e meia, mas ainda tínhamos mais uma hora de sol. Ainda havia tempo para ver Ronda antes de chegar a hora de jantar como por exemplo visitar a Puerta de Almocábar. Mas sobre isso fica para a próxima semana.

Preparativos da viagem ao sul de Espanha e primeiro reconhecimento de Ronda

Indíce neste post

  1. Roteiro pelo sul de Espanha
  2. Primeiro hotel em Sevilha
  3. Chegar a Ronda
  4. Em Ronda
    1. Hotel Colón
    2. Iglesia de Nuestra Señora de la Merced
    3. Alameda del Tajo
    4. Plaza de Toros de la Real Maestrana de Caballería de Ronda
    5. Puente Nuevo e miradoro de Aldehuela
  5. Um intervalo não requisitado
  6. Mirador de los Viajeros Románticos

Para a nossa primeira viagem de 2025 queríamos ir a um sítio onde a probabilidade de estar sol fosse alta e onde as temperaturas fossem amenas. Depois de semanas sem ver o sol e com a noite a chegar às 3 da tarde estávamos a precisar de uma mudança de clima. Afinal viver em Inglaterra tem estas ‘pequenas’ desvantagens. Como já há algum tempo tinha Sevilha na ideia, marcámos uma semana para visitar Sevilha e já agora incluir outras cidades, que acabaram por ser Ronda e Córdoba.

Roteiro pelo sul de Espanha

O itinerário teve que ser organizado atempadamente para sabermos como e quando íamos para cada cidade. Ficou então escolhido voar para Sevilha no sábado à noite e ficar lá uma noite. No dia seguinte, apanhar o autocarro de manhã para Ronda. Na segunda-feira apanhar os comboios para Córdoba e depois passado 2 dias e meio o comboio para Sevilha onde ficaríamos mais dois dias antes de voltar para casa.

Puente Nuevo em Ronda do Mirador de Aldehuela

Com este itinerário em vista e com os bilhetes para visitas e transportes comprados atempadamente partimos de Londres para Sevilha. Deixo já aqui o spoiler que foi uma viagem fantástica, adorei imenso Sevilha, espantei-me com Córdoba e fiquei enamorada por Ronda.

Primeiro hotel em Sevilha

Aterrámos já ao final do dia em Sevilha e fomos logo para o hotel, onde iríamos passar a primeira noite. O hotel era o Ibis Styles Sevilla City Santa Justa. Para aqui chegar do aeroporto apanhámos o autocarro EA e a viagem demorou cerca de meia hora. Foi também este o autocarro que apanhámos quando voltámos para o aeroporto. Os hotéis desta viagem foram reservados em duas plataformas, no booking.com e no trip.com.

O nosso quarto no hotel Ibis Styles Sevilla City Santa Justa

No total ficámos em 2 hotéis diferentes em Sevilha e este foi sem sombra de dúvidas o melhor. Apesar de o termos escolhido por engano; quando tínhamos estado à procura de como ir de Sevilha para Ronda pensámos que o autocarro passava pela estação de comboios de Santa Justa, a poucos minutos do hotel. Afinal esse percurso já não é feito e para apanhar o autocarro tem de se ir à Plaza de Armas que fica a cerca de 40 minutos a pé. Mas foi um erro feliz, gostei imenso da decoração do quarto, do ambiente do hotel, o recepcionista foi muito simpático e o pequeno-almoço o melhor da viagem. E este foi mais barato do que o outro hotel onde depois ficámos na cidade. Por isso se for para ficar em algum sítio aconselho o hotel Ibis Styles. Pode ser este em Santa Justa ou outro da mesma cadeia de hotéis que estão espalhados pela cidade.

Pequeno-almoço no hotel Ibis Styles Sevilla City Santa Justa

Com o check-in feito e as malas pousadas no quarto era hora de irmos jantar. Infelizmente a hora tardia impedia-nos de escolher livremente o que queríamos comer pois já não havia muitos estabelecimentos abertos àquela hora que vendessem comida. Mesmo quando perguntámos ao recepcionista, quando fizemos o check-in, disseram-nos que àquela hora só havia um sítio local, mas mesmo aí a cozinha fechava em meia hora. Como também não queríamos estar a fugir, até porque haveria muitas oportunidades para experimentar a cozinha local, acabámos por ir parar ao ‘nosso’ local de emergência: o Burguer King.

E estava bastante cheio principalmente quando já estávamos sentados, pois tinha mesmo nessa altura terminado um jogo de futebol. E já se sabe que no Burguer King a comida é rápida, razoavelmente barata e não há muito que enganar. E nos dias seguintes fartamo-nos de experimentar restaurantes locais.

Depois do jantar fomos para o quarto. Afinal tínhamos que acordar cedo no dia seguinte para ir apanhar o autocarro.

Chegar a Ronda

No domingo de manhã acordámos ainda não eram 8 horas para nos arranjarmos, irmos tomar o pequeno-almoço, o qual já disse acabou por ser o melhor da viagem, e pormo-nos a caminho para a Plaza de Armas. Como não conhecíamos bem a zona saímos por volta das 9 da manhã para chegar à estação de autocarros com algum tempo de antecedência.

Quando começámos a nossa caminhada matinal de 40 minutos, o tempo estava meio ‘xoxo’ com bastante nevoeiro, mas durante o caminho o nevoeiro levantou-se e quando chegámos ao autocarro já o sol brilhava num céu azul sem nuvens.

O nosso autocarro estava marcado com saída às 10 da manhã. Tínhamos já comprado os bilhetes com 10 dias de antecedência com medo que se pudessem esgotar. Comprámos os bilhetes na Omio (https://www.omio.com/) e cada bilhete ficou a 12 euros e pouco. A companhia de autocarros que escolhemos chama-se DAMAS e não tivemos qualquer problema com os bilhetes ou com a viagem.

Castelo por onde passámos durante a nossa viagem de autocarro para Ronda
Uma das bonitas paisagens do percurso de autocarro de Sevilha para Ronda

A viagem demorou 2 horas e pouco e passou num ápice. Isto também porque a viagem entre Sevilha e Ronda é muito bonita, passa-se por vales, montes, montanhas e castelos. Sem falar das pequenas vilas. Paisagens completamente arrasadoras que mostraram que viajar de autocarro para Ronda tinha sido a escolha certa.

Em Ronda

Hotel Colón

Quando chegámos a Ronda fomos primeiro ao nosso hotel. Apesar de ser bastante cedo para fazer o check-in queríamos perguntar se podíamos deixar as malas e mais tarde voltar ao hotel para receber a chave do quarto. O hotel onde ficámos foi o Hotel Colón com uma óptima localização. Em 15 minutos estava-se no centro da cidade e mesmo ao lado tinha-se a Alameda do Tajo, um dos locais mais famosos da cidade.

Quando chegámos ao hotel disseram-nos que se voltássemos à 1 o nosso quarto estaria pronto e que poderíamos entrar mais cedo (eram agora perto do 12:20). Assim sendo, decidimos deixar as nossas malas e começar o nosso percurso por Ronda e a meio voltar para trás para fazer o check-in.

Iglesia de Nuestra Señora de la Merced

Com vista a voltar dali a quarenta minutos fomos primeiro visitar a igreja que ficava mesmo ao lado do hotel, a iglesia de Nuestra Señora de la Merced. Apesar de linhas simples o edifício é impossível de passar despercebido. A igreja é mais conhecida por guardar a relíquia ‘mano incorrupta de Santa Teresa’. Santa Teresa de Ávila reformou a Ordem Carmelita juntamente com São João no século XVI. Desta reforma resultou um braço da Ordem Carmelita, la Orden de los Carmelitas Descalzos, que se focava na oração, na vida comunitária e na austeridade. A palavra ‘descalzos’ neste tópico significa vida de pobreza e de simplicidade.

Junto à igreja encontra-se o convento onde moram as últimas 4 freiras parte desta Ordem. De momento, estão numa angariação urgente de mais membros pois de acordo com as leis do Vaticano, o convento requer no minímo a presença de 6 membros para se manter aberto. E por isso este convento do século XVI está em risco de ser encerrado.

Alameda del Tajo

Mesmo ao lado da igreja fica a Alameda del Tajo. Para quem não sabe ‘tajo’ em espanhol significa corte e neste caso significa desfiladeiro. E a palavra tajo aplica-se aqui uma vez que a cidade de Ronda é separada por um grande desfiladeiro. A Alameda del Tajo leva-nos através de um jardim até à ponta desse desfiladeiro. E as paisagens daqui são completamente inesquecíveis.

O nosso vídeo quando visitámos o Balcón del Coño

Indo tanto pela rua acima ou pela rua abaixo vão-se encontrando pequenos miradouros, mas a paisagem acompanha-vos por todo o caminho. No Mirador del Coño que tem ao centro um pequeno coreto encontrámos um ambiente de sonho, não só tínhamos aquela paisagem como um senhor a tocar músicas na concertina.

Plaza de Toros de la Real Maestrana de Caballería de Ronda

Descendo pela rua de repente vimos uma estátua imponente de um touro. Esta estátua ficava mesmo em frente à praça de touros onde hoje em dia também se encontra um museu que conta a história das touradas e das personagens importantes de Ronda nesta arte. Ambos podem ser visitados.

Estátua de um touro à frente da Plaza de Toros de la Real Maestrana de Caballería de Ronda

Aliás, as touradas é algo muito importante para Ronda, pois diz-se que esta cidade foi o berço das touradas, onde estas se tornarem uma arte e ganharam a fama que as segue até hoje.

Eu como sou completamente contra esta arte não quis entrar na praça de touros, nem aqui nem em Sevilha, mas fica aqui a dica para quem estiver interessado. Contudo ainda tirámos a fotografia à estátua do touro.

Mirador de Ronda

Descemos mais um pouco pela alameda e parámos no Mirador de Ronda. E acreditem que aquela paisagem não cansa.

Puente Nuevo e miradoro de Aldehuela

Quando se chega ao centro da cidade chega-se à ponte mais famosa do sul de Espanha, el Puente Nuovo. Esta ponte é sem dúvida a parte mais conhecida de Ronda e mesmo que nunca tenham ouvido o nome desta cidade com certeza que já viram alguma fotografia da grande ponte de 98 metros. Aliás foram estas fotografias que nos fizeram incluir Ronda no nosso itinerário. E ainda bem que o fizemos.

Paisagem do mirador de Aldehuela do lado contrário à ponte

Puente Nuevo (ou ponte nova) liga as duas partes da cidade, a parte nova e a parte velha, separadas pelo alto e majestoso desfiladeiro no qual passa as águas do rio Guadalevín. Pela cidade espalham-se vários miradouros e para uma visão superior o melhor é o Mirador de Aldehuela. É impossível ficar indiferente perante a ponte e as fotografias são muito pouco comparado com a experiência de estar ali ao vivo.

A ponte começou a ser construída em 1751 e só foi acabada passado 40 anos depois em 1793. As obras deste grande projecto foram dirigidas por José Martín de Aldehuela (quem deu o nome ao miradouro). A ponte foi construída em três estágios, primeiro a base e o arco inferior, depois o grande arco e a sala por cima do arco que funcionou como prisão e hoje é um centro de interpretação com informação relevante sobre a ponte. Por último, foram construídos os dois arcos laterais.

O nosso vídeo de quando vimos pela primeira vez a ponte nova em Ronda no mirador de Aldehuela

Esta não foi a primeira ponte a ser construída em Ronda. Em 1735 já tinha sido ali construída uma ponte com 35 metros de diâmetro. Infelizmente, o arco da ponte desabou 6 anos mais tarde tirando a vida a cerca de 50 pessoas.

Hoje em dia Puente Nuevo é sem dúvida o que traz mais turistas a Ronda.

Um intervalo não requisitado

Como já estava a chegar a 1 da tarde voltámos para o hotel, contentes por pudermos entrar no nosso quarto mais cedo, mas com alguma pressa para não perdermos muito tempo a retomar o nosso percurso que continuava no sentido contrário.

Quando chegámos ao hotel disseram-nos que o quarto ainda não estava pronto e para esperamos mais uns 15 minutos. Para não ficarmos ali a olhar para o nada fomos para o café que faz parte do hotel e pedimos umas cervejas para aproveitarmos o melhor daquela interrupção. Assim também tivemos oportunidade de conhecer este espaço.

Pormenor na parede do café do Hotel Colón

No entanto, os 15 minutos passaram e mais 10 até que perguntámos se o quarto já estava pronto. Disseram que levaria mais 10 minutos. Como já estávamos quase a perder 1 hora do dia com o voltar para trás e esperas, dissemos que depois voltávamos mais tarde. A recepcionista ainda ficou com um ar meio ofendido. Mas lembrem-se que nós só tínhamos pedido para guardar as malas não para fazer o check-in mais cedo. E lembremo-nos que tínhamos apenas um dia para visitar Ronda.

Cervejas Cruzcampo

Por isso voltámos a sair e a caminhar de volta ao ponto onde tínhamos estado, junto à ponte nova. Talvez de toda a nossa experiência de Ronda, isto foi talvez o que deixou um sabor mais amargo. Se não conseguem cumprir simplesmente não prometam nada que neste caso teria sido melhor para nós.

Mirador de los Viajeros Románticos

Passámos pela Puente Nuevo e chegámos a um cruzamento. Primeiro íamos explorar a parte à direita e mais tarde voltaríamos a este ponto para explorar a parte à esquerda. Este cruzamento é facilmente conhecido pelo bonito mural de cerâmica conhecido como os Viajeros Románticos. À volta do mural principal existem outros mais pequenos com frases e pensamentos alusivos a Ronda escritos por viajantes románticos ao longo da história.

Painel de cerâmica dos Viajeros Románticos

Para o próximo post

Virámos à direita para irmos visitar aquela parte da cidade que incluía a Casa Museu Don Bosco, percorrer o Desfiladero del Tajo e visitar algumas das ruínas da cidade árabe. Tudo isto no próximo post.

Viagens pela Escócia (roteiros com mapas)

Itinerários nesta página

  1. Visão geral da viagem
  2. Em Edimburgo: Primeiro dia
  3. Em Edimburgo: Segundo dia
  4. Em Edimburgo: Terceiro dia
  5. Em Edimburgo: Quarto dia
  6. Em Edimburgo: Quinto dia e em Cairngorms National Park: Aviemore
  7. Em Cairngorms National Park: Primeiro dia
  8. Em Cairngorms National Park: Segundo dia
  9. Dia à volta do Loch Ness e em Inverness
  10. Em Ardersier e primeiro dia em Ilha de Skye
  11. Ilha de Skye: Segundo dia
  12. Ilha de Skye: Terceiro dia
  13. Glencoe, Fort Williams & Ben Nevis
  14. De Fort Williams a Stirling
  15. De Stirling a Glasgow

Visão geral da viagem

Os mapas foram criados de forma a criar um itinerário para uma viagem de 13 dias pela Escócia. Cada mapa representa 1 dia, excepto os dois últimos mapas que representam os dois o mesmo dia.



Em Edimburgo: Primeiro dia

A – Apanhar o tram no aeroporto de Edimburgo para o centro da cidade. Nós ficámos perto de Calton Hill

B – Visitar o Dugald Stewart Monument

C – Visitar o Nelson Monument

D – Visitar o National Monument of Scotland

E – Visitar Holyrood Palace

F – Percorrer a famosa rua de Edimburgo, a Royal Mile

G – Almoçar no Oink

H – Visitar a catedral de St Giles

I – Divertir-se na Camera Obscura & World of Ilusions

J- Visitar a National Gallery e jantar numa das muitas chip chops da cidade



Em Edimburgo: Segundo dia

A – Tomar o famoso pequeno-almoço escocês num dos muitos cafés perto de Calton Hill

B – Visitar o cemitério de Greyfrias e a estátua do Greyfriars Bobby

C – Visitar o castelo de Edimburgo e estar por aqui por volta da 1 da tarde para ver o disparo do canhão

D – Beber uma bebida quente e comer um bolo no Costa Coffee perto da universidade de Edimburgo

E – Visitar a Universidade de Edimburgo

F – Jantar no Pomenegrate restaurant



Em Edimburgo: Terceiro dia

A – Tomar o pequeno-almoço num dos cafés na zona de Calton Hill

B – Apanhar o autocarro para visitar o barco da família real Royal Yatch Britannia

C – Almoçar no centro comercial que fica ao lado do barco, o Ocean Terminal

D – Apanhar de novo o autocarro para o centro da cidade e passar o resto do dia a visitar vários pubs

E – Jantar no restaurante Wings

F – Visitar a cidade depois do jantar e experimentar alguns pubs abertos



Em Edimburgo: Quarto dia

A – Tomar o pequeno-almoço em Calton Hill ou na zona onde ficarem instalados

B – Visitar The Scotch Whisky Experience para aprender e provar diferentes tipos de whisky escocês

C – Subir a monte de Holyrood até o Arthur’s Seat para uma vista maravilhosa da cidade

D – Jantar no restaurante Wings e talvez fazer o desafio das asinhas picantes


Em Edimburgo: Quinto dia e em Cairngorms National Park: Aviemore

A – Visitar o jardim botânico The Royal Botanic Garden Edinburgh

B – Lanchar no pub The Black Fox

C – Ir buscar o carro alugado e conduzir até Cairngorms National Park. Ficar instalado por duas noites em Carn Mhor Bed & Breakfast em Aviemore

D – Passar o resto dia a passear em Aviemore e jantar no pub Wicking Owl



Em Cairngorms National Park: Primeiro dia

A – Tomar o pequeno-almoço em Carn Mhor Bed and Breakfast

B – Estacionar o carro no parque de estacionamento da House of Bruar e fazer o trilho até às Falls of Bruar (cascata)

C – Estacionar em Muir of Dinnet National Nature Reserve (colocar este nome no GPS e não o visitor center). Percorrer um ou mais trilhos nesta reserva natural, sem deixar de fazer o mais curto, Vat Trail, que leva até à cascata

D – Parar em Lecht Ski Centre para fazer esqui ou para uma refeição ligeira ou uma bebida quente

E – Visitar a estátua The Watchers

F – Visitar a estátua Still

G – Jantar no pub Wiking Owl (nós experimentámos The Old Bridge Inn, mas não ficámos fãs)



Em Cairngorms National Park: Segundo dia

A – Tomar o pequeno-almoço em Carn Mhor Bed and Breakfast

B – Estacionar o carro junto aos lagos Utah e fazer um dos trilhos de modo a aproveitar a passar pelos três lagos

C – Parar perto do Loch an Eilein para ver as ruínas deste castelo que ficam no meio do lago

D – Visitar o lago Morlich para uma paisagem lindíssima com as montanhas como fundo

E – Parar na estação de esqui Cairngorm Mountain. Fazer um dos trilhos que exploram a montanha ou então escolher fazer desportos de inverno. Para quem quiser passar aqui o dia pode fazer o trilho de 17.5Km que sobe até à montanha Ben Macdui

F – Mais uma paragem ao pé de um lago, desta vez para visitar os lagos Garten e Mallachie. Percorrer o trilho que passa à volta dos dois lagos

G- Visitar uma das pontes mais antigas das terras alta da Escócia – Carrbridge. No GPS colocar Old Pack Horse Bridge

H – Conduzir até Dunhallin Guest House para fazer o check-in

I – Para uma refeição simples e sem complicações jantar no restaurante Fairways Golf Club

J – Acabar a noite a beber um cocktail no The Piano and Whisky Bar Inverness



Dia à volta do Loch Ness e em Inverness

A – Tomar o pequeno-almoço em Dunhallin Guest House

B – Visitar as ruínas do cemitério Cairn Clava

C – Visitar as ruínas do castelo de Urquhart e aproveitar a paisagem do famoso loch Ness

D – Parar o carro no parque de estacionamento gratuito de Invernmoriston Falls e visitar as cascatas

E – Parar junto à cascata Allt na Crìche. Também se pode fazer o trilho que começa nesta cascata de 2.9Km

F – A caminho da próxima cascata, Falls of Foyers, parar no ponto panorâmico de Suidhe Viewpoint

G – Parar junto à praia de Dores. Recomendam (e eu recomendo) parar aqui ao pôr-do-sol, por isso pode-se adicionar este ponto ao itinerário do dia anterior ou organizar a viagem de modo a visitar este lugar ao pôr-do-sol ou alternativamente ao nascer do sol

H – Deixar o carro no parque de estacionamento que fica ao lado da catedral de St. Andrews e visitar a catedral depois de uma caminhada pela ilhas de Ness

I – Deixando o carro no parque de estacionamento ao lado da catedral fazer o caminho a pé até ao centro da cidade. Visitar o castelo de Inverness depois ou antes de uma paragem no Costa Coffee para uma bebida quente e talvez uma fatia de bolo

J – Fazer o check-in no pub Star Inn e aproveitar para jantar aqui



Em Ardersier e primeiro dia em Ilha de Skye

A – Tomar o pequeno-almoço no The Star Inn

B – Visitar o Fort George

C – Conduzir até ao castelo Eilean Donan e almoçar no café que fica ao lado

D – Visitar a cascata Eas a ‘Bhradain

E – Visitar Sligachan e passear junto ao riacho e sobre a ponte

F- Visitar a cascata Carbost Burn Waterfall

G – Petiscar qualquer coisa no café Cùil

I – Percorrer o caminho junto às Fairy Pools

J – Fazer o check-in num das casinhas em Skye Lodges

J – Jantar no restaurante The Lower Deck Seafood em Portree



Ilha de Skye: Segundo dia

0 – Tomar o pequeno-almoço no The Red Brick Café @Jans (morada: 7 Broom Pl, Portree IV51 9HL)

A – Visitar o lago Fada com vista para o Old Man of Storr

B – Visitar a cascata Bride’s Veil Falls

C – Fazer o trilho de 6.8Km em Old Man of Storr

D – Parar junto ao ponto panorâmico Rigg Viewpoint

E- Visitar as cascatas Lealt Falls e o miradouro Leat Falls

F – Ir até à praia em Croc Rock e se for aventureiro fazer o trilho até The Brother’s Point

G – Visitar Kilt Rock (colunas de basalto) e a cascata Mealt Falls

H – Fazer o trilho de 6.8Km em Quiraing

I – Estacionar numa das ruas de Idrigil e andar até às cascatas de Rha

J – Passear por Fairy Glen



Ilha de Skye: Terceiro dia

A – Tomar um pequeno-almoço caseiro no Skye Lodges

B – Visitar o castelo Dunvengan e os seus jardins

C – Deixar o carro no parque de estacionamento e fazer o percurso até ao farol de Neist Point, percurso com uma distância de 2.2Km (ir e vir)

D – Parar no Café Bog Myrtle Skye para um chá ou café e um bolo

E – Visitar a vila costeira de Portree

F – Encomendar pizzas à carrinha Pizza in the Skye e comê-las no Skye Lodges ou num local da ilha que mais vos agrade



Glencoe, Fort Williams & Ben Nevis

A – Tomar o pequeno-almoço no Skye Lodges ou em Portree

B – Apanhar o ferry em Armadale para Malaig

C – Deixar o carro no parque de estacionamento e andar até ao ponto panorâmico do viaducto de Glenfinnan

E – Estacionar o carro em Nevis Range Mountain Experience e apanhar o teleférico. No topo visitar dois miradouros Sgurr Finnisg-aig e Meall Beag

F – Visitar as cascatas Lower Falls

G – Fazer o trilho desde o parque de estacionamento até à bonita cascata Steall Waterfall

H – Jantar em Roam West



De Fort Williams a Stirling

A – Tomar o pequeno-almoço em Fort Williams

B – Visitar a cascata Coe River Waterfall

C – Visitar as cascatas e a magnífica paisagem em The Meeting of Three Waters

D – Visitar o miradouro em Glencoe Viewpoint

E – Conhecer a bonita paisagem de Loch Ba Viewpoint

F – Visitar mais um miradouro em Lochan na h-Achlaise Viewpoint

G – Parar no miradouro Loch Tulla Viewpoint

H – Visitar a cascata Easan Dubha

I – Almoçar no The Real Food Cafe em Tyndrum

J – Fazer o trilho entre o parque de estacionamento e a cascata Falls of Falloch



De Stirling a Glasgow

A – Seguindo o mapa anterior (ver acima), partir das Falls of Falloch

B – Visitar o miradouro An Ceann Mor

C – Parar em Firkin Point Viewpoint para conhecer a bonita paisagem com o lago e montanhas

D – Parar no miradouro do lago Lochmond

E – Deixar o carro em Glasgow e visitar a cidade a pé, a começar pela catedral de Glasgow

F – Visitar a impressionante necrópole de Glasgow

G – Se não apanhar o avião, passar a noite no hotel Crowne Plaza Glasgow


Para saber mais pormenores sobre cada viagem que fizemos à Escócia veja: