Num tacho refogue a cebola em 2 colheres de sopa de azeite durante 8 minutos.
À cebola, agora translúcida, junte a polpa de tomate, alho em pó e sal. Mexa e deixe cozinhar por 1 minuto.
Adicione então o molho Madras e as lentilhas e o feijão, ambos escoados do molho da conserva.
No frasco do molho Madras adicione 200mL de água, agite para misturar todo o molho na água, e junte-a ao cozinhado.
Deixe este cozer por cerca de 6-7 minutos, mexendo ocasionalmente. No fim do tempo de cozedura o preparado de lentilhas e feijão deve estar a ferver.
Rectifique os temperos e retire do lume.
Num segundo tacho aqueça o restante azeite e junte o arroz lavado e escorrido.
Frite o arroz por 4 minutos. Junte sal e água. Coza-o por 6 minutos ou conforme o tempo sugerido no pacote.
Entretanto numa tigela, junte o sumo de limão e a cebola roxa.
Quando o arroz estiver cozido, adicione duas colheres de manteiga, misture bem e quando a manteiga estiver completamente derretida, retire o tacho do lume.
Sirva o caril acompanhado com o arroz e polvilhado com a cebola roxa e uma colher de sour cream.
Lisboa é certamente uma cidade muito procurada pelos turistas, a comida, o rio, o sol e as colinas com as suas paisagens maravilhosas são algumas das razões para visitar Lisboa. E são todas razões válidas.
Mas Lisboa por alguma razão não é conhecida nem pelos seus mercados de Natal, pelo menos não tanto como em outras cidades europeias como por exemplo em França ou na Alemanha. E também não é uma cidade conhecida como o local perfeito para ir às compras tal como por exemplo Milão ou Paris.
Fonte do rossio junto ao mercado de Natal (esquerda) e arco da Rua Augusta (direita)
Mas foi para ambas estas coisas, mercados de Natal e compras, que partimos no primeiro fim-de-semana de dezembro para Lisboa. Os bilhetes de avião foram comprados no fim-de-semana anterior, numa decisão apressada. E no entanto, apesar de ter sido com pouca antecedência, os bilhetes de avião de Londres Luton a Lisboa (ida e volta) ficaram a 112 libras, mais baratos do que os bilhetes de comboio entre Londres e Manchester, viagem essa que tivemos que fazer na semana seguinte, e que custaram 150 libras.
E foi com esta decisão repentina que passámos 48 horas em Lisboa entre compras, prendas e mercados de Natal.
Entrada para o Wonderland Lisboa no parque Eduardo VII
Mas antes de passarmos à parte boa há uma coisa que temos de falar Lisboa. O aeroporto começa a ser motivo de chacota. No sábado de manhã ainda antes das 8 estávamos dentro do avião prontos para partir. Estava um dia de nevoeiro cerrado em Londres e ao que parecia também assim o era em Lisboa. E foi isto que o piloto nos informou quando nos disse que tínhamos de esperar 1 hora dentro do avião porque Lisboa estava a funcionar apenas com uma pista devido ao mau tempo. O piloto, e notava-se seu o tom de sarcasmo, disse que o tempo era bastante parecido com aquele em Inglaterra, mas que Lisboa funcionava a meio gás e que por isso havia atrasos por toda a Europa. Que o aeroporto é sempre uma confusão, que atrasos são garantidos assim como filas de espera já nós sabemos. Agora começarem a fazer troça do estado do aeroporto começa a ser embaraçoso. E todos nós sabemos, todos aqueles que passam por aquele aeroporto várias vezes por ano sabemos que o aeroporto não está a conseguir lidar com o número de voos e de passageiros que passam por ali diariamente. E nem se fala daquela camioneta entre o avião e as portas de saída que temos de apanhar às vezes, o qual nos dá a sensação de estarmos numa espécie de rally. Mas para isto até desculpo, é para mostrar logo à chegado como o trânsito funciona nas estradas portuguesas.
Sábado – Compras de Natal
Centro comercial Ubbo
Devido a estes atrasos aterrámos a Lisboa já no final da manhã, bastante perto do meio-dia. Saímos do aeroporto e fomos logo de seguida almoçar. Para este dia a ideia era entrar no maior centro comercial da cidade e fazer a maior parte das compras de Natal. Com este fim a escolha era óbvia, o maior centro comercial da cidade é o Ubbo, antigamente conhecido (e por mim ainda hoje) como o Dolce Vita Tejo. Quando este centro comercial abriu em 2009 era o maior da Europa, não sei se ainda o é, mas é realmente o local de escolha para compras e entretenimento.
Talvez este centro comercial não é o mais acessível em Lisboa, tendo-se outras opções mais centrais, como por exemplo o centro comercial Colombo ou o Vasco da Gama. Para chegar ao Ubbo a forma mais fácil é apanhar um Uber no aeroporto. De transportes públicos contem em ter de fazer várias mudanças, tendo duas opções:
Apanhar o metro no aeroporto até ao Parque das Nações (linha vermelha). Aqui apanhar o comboio para a Amadora e depois o autocarro até ao Ubbo
Apanhar o metro no aeroporto até Odivelas (linha vermelha e linha amarela). Aqui apanhar o autocarro, o 2610, até ao Casal da Mira e depois andar 10 minutos até ao centro comercial
Como vêm de carro é bastante mais confortável e provavelmente não ficará assim tão mais caro, especialmente se forem um grupo.
Lojas e lazer
No Ubbo vão encontrar 280 lojas de todos os tipos e feitios. Neste centro comercial encontra-se sempre alguma coisa que agrada. Durante todo o ano pode-se entrar nas várias lojas de roupa, calçado, livros, de decoração e até num supermercado. Para quem quer descansar ou estender o dia de compras, pode aproveitar os imensos restaurantes no piso superior. Também na praça principal existem vários restaurantes, os quais têm aparecido cada mais. Também neste centro comercial se pode ir ao cinema com sessões até tarde. Na altura do Natal, a praça principal transforma-se numa pista de gelo acompanhada por um pequeno mercado de Natal. Aconselho a se quiserem experimentar algumas das iguarias características dos mercados de Natal para o fazerem aqui uma vez que os preços são bem mais acessíveis do que aqueles que encontrei no dia seguinte em Lisboa. Foi neste centro comercial onde paguei 2.5 euros por um vinho quente (mulled wine) que foi um dos melhores que bebi. O que é engraçado é que Lisboa está apenas a seguir o que os outros fazem – tenho a certeza de que o vinho quente não é uma bebida tradicional de Natal Portuguesa.
Mulled wine (vinho quente) do mercado de Natal na praça principal do centro comercial Ubbo
Mas o vinho quente só veio depois de muitas horas a passear pelos corredores do centro comercial. Comprou-se prendas e prendas. Comprou-se roupa e roupa. E ficou-se com desejo de comprar mais, numa espécie de frenesim que apenas se sente estando num centro comercial gigante.
Para quem quiser jantar mais tarde pessoalmente já experimentei vários locais e depende mesmo do apetite, podendo-se escolher entre o Alentejo para comida mais tradicional, ou o Scartezini para um buffet de carnes. Também há pizza (Pizza Hut) ou pita shoarma (Joshua’s Shoarma Grill). Claro que também não podia faltar os habituais MacDonalds e Burguer King. Podem por outro lado escolher um prato de massa no Quasi Pronti. Pronto já perceberam que há muitas opções e podem ver todas as escolhas disponíveis aqui: https://ubbo.pt/restauracao/.
Também é o Ubbo o nosso local de eleição para uma sessão de cinema, sendo por vezes substituído pelo cinema do centro comercial Alegro em Alfragide, quando as horas das sessões nos dão mais jeito.
Domingo – Mercados de Natal
O objectivo principal deste segundo dia era visitar os mercados de Natal em Lisboa. Mas como ainda faltava comprar umas prendas de Natal fomos almoçar ao centro comercial Alegro, o qual mencionei acima. Apesar de não ser o centro comercial mais fácil de chegar de transportes públicos para quem viaja de carro é uma boa opção uma vez que o parque de estacionamento, tal como no Ubbo, é gratuito. Depois de uma paragem na Fnac para as tais restantes compras fomos almoçar ao NOOD para um dos melhores Pad Thais que já alguma vez comi (fotografias abaixo).
A forma como chegámos a Lisboa depois do almoço deveu-se apenas ao facto de estarmos de carro e de alguns do nosso grupo terem de apanhar o Expresso no Jardim Zoológico para voltar para casa. Deixámos por isso o carro na estação de metro Amadora-Este e apanhámos o metro (linha azul) até ao Marquês de Pombal.
Para quem não tem carro talvez não dê muito jeito visitar locais que fiquem mais afastados do centro da cidade, a menos que seja ir visitar Sintra, o que vale imenso a pena. No entanto deixo aqui uma nota de que os transportes públicos dentro de Lisboa costumam ser de confiança e são uma óptima opção para chegar às diferentes zonas dentro da cidade.
Wonderland Lisboa
Foi no Parque Eduardo VII que entrei no mundo do espírito natalício. Ou assim esperava. Mas confesso que fiquei um pouco desapontada talvez por ter ido com altas expectativas.
A entrada à gratuita e por todo o parque se segue barraquinhas após barraquinha. A maioria eram de comida em vez de artesanato ou roupa como esperava. Apesar de nós ainda estarmos satisfeitos com o nosso Pad Thai para quem vem com mais fome pode escolher entre bifanas, cachorros-quentes, sandes e muitos doces. Também há muitas barraquinhas a vender o tal o vinho quente que aqui custava no mínimo 4 euros (um bocado caro, eu acho). Aliás foi isso que achei em geral, tudo um bocado caro.
Para além de se puder visitar as sucessivas barraquinhas também se pode ir patinar na pista de gelo ou andar na roda gigante que fica junto à entrada do parque. Enquanto percorríamos um dos corredores deste jardim tivemos a possibilidade de ver um desfile com alguns mascarados, um evento que só podia ser para deleite dos miúdos – mas mais pareceu ser para os graúdos, já que os miúdos mostravam pouco interesse em comparação com os adultos que estavam agarrados aos telemóveis a filmar.
Avenida da Liberdade
Para chegar ao próximo mercado de Natal, no Rossio, decidimos descer a pé a Avenida da Liberdade em vez de entrarmos de novo no metro. A Avenida da Liberdade estava coberta de luzinhas de Natal e quando chegámos quase ao fundo fomos recebidos por uma multidão de bandas que tocavam tambores, trompetes e saxofones. Ficámos a saber mais tarde que tinha havido uma celebração do dia 1 de dezembro (dia da Restauração) ao fundo da Avenida da Liberdade, já na zona dos Restauradores. Ficámos a ver este desfile passar, bastante mais interessante, do que o do Parque Eduardo VII.
Mercado de Natal no Rossio
Neste mercado de Natal para além das barraquinhas que mais uma vez eram maioritariamente de bebida e comida, também encontrámos uma animação enorme com música alta, mais luzinhas e até o Pai Natal.
Infelizmente chegava a hora de nos irmos embora e não tivemos tempo de explorar tudo aquilo que queríamos em Lisboa como por exemplo as decorações da praça Luís de Camões, do Chiado e da Avenida Augusta até ao terreiro do Paço. E por isso deixo a dica – passarem um dia INTEIRO a explorar Lisboa em vez de só meio-dia como nós. Mas fizemos aquilo que vínhamos fazer, de prendas compradas, de olhos cheios, voltámos para Londres com a sensação de já termos vivido o nosso Natal.
A – Ficar alojado no Bedford Hotel & Congress Centre (e com pequeno-almoço incluído)
B – Visitar a Igreja Notre-Dame de Bon Secours
C – Visitar a famosa estátua Mannekin-Pis
D – Paragem no caféPoechenellekelder
E – Ir até à praça central, o Grand-Place
F – Almoçar no Fritland
G- Visitar a igreja St. Nicolas
H – Visitar as Galerias “Royales Saint Hubert”
I – Paragem no café Mort Subite
Primeiro dia em Bruxelas (Part II)
A – Sair do café “A la morte subite”
B – Visitar a Catedral Saints-Michel-et-Gudule
C- Visitar Les Musées Royaux des Beaux-Arts de Belgique(os museus reais de Belas-Artes da Bélgica) incluindo o museu de Arte Antiga de Bruxelas, o museu de Arte Moderna de Bruxelas, o museu Constantin Meunier, o museu Antoine Wiertz, o museu Magritte e o museu Fin-de-Siècle
D- Visitar a Igreja Notre-Dame Du Sablon
E – Jantar no Restaurante Amadeo
F – Paragem no Cafe Bebo
G – Voltar ao Hotel (nós ficámos no hotel Beford Hotel & Congress Centre)
Segundo dia em Bruxelas – zonas menos turísticas
A – Sair do Hotel depois de pequeno-almoço tomado
B – Experimentar as waffles na Maison Dandoy
C – Visitar o Parlamento Europeu
D – Ir até à Praça Eugene Flagey
E – Paragem no pub De Valera’s
F – Paragem no Cafe Belga
G –Ir até ao Palácio da Justiça e também ao miradouro em Place Poelaert
B – Visitar a praça central “Markt“ onde se encontra oBelfort van Brugge (campanário), o Provinciaal Hofe o Historium Brugge. Também é aqui onde começam as tours gratuitas “Legends of Bruges Walking Tour“.
B – Zona com vários restaurantes para almoço e snacks (por exemplo Friterie 1900)
C– Praça Burg onde se encontra Stadhuis (Câmera Municipal), e a Basiliek van het Heilig Bloed (Basílica)
D-Groeningemuseum(museu)
E-Ponte Bonifácio
F – Onze Lieve Vrouw Brugge (Igreja de Nossa Senhora)
G – Site Oud Sint-Jan(concerto gratuito de harpa)
H- Jantar no restaurante Red Rose
I – Bebidas no “De Kelk“
Segundo dia em Bruges (Part I)
A- Pequeno-almoço noCafe Expresso Bar
B – Visitar a praça centralMarkt
C – Ir até a rua Rozenhoedkaai para tirar uma fotografia e apanhar o barco para um pequeno cruzeiro no rio
D –2be – Loja e café com grande variedade de cerveja Belga
Os mapas foram criados de forma a criar um itinerário para uma viagem de 14 dias à volta da Irlanda. Cada mapa representa 1 dia.
Adapte os vários itinerários à vossa viagem.
Dublin
A – Aterrar no aeroporto de Dublin. Apanhar o autocarro 700 ou 747 para chegar ao centro de Dublin
B – Check-in no hotelRiu Plaza The Gresham Dublin
C – Visitar Trinity College incluindo o livro de Kells
D – Visitar a estátua de Molly Malone
E – Almoçar no Boojum
F – Visitar a Catedral de Cristo
G – Visitar a Guiness Guesthouse. Não só ficarão a conhecer como a famosa cerveja é feita como ainda terão a oportunidade de a saborear com uma vista de 360º sobre a cidade
H – Entrar no mais famoso pub de Dublin, o Temple Bar
I – Atravessar a bonita ponte Ha’penny
J – Jantar num dos muitos restaurantes da O’Connell Street
B – Estacionar no parque perto da Torc Waterfall e percorrer o trilho por dentro do bosque até à cascata de Torc
C – Parar no Ladies View e aprecie a bonita paisagem que encantou as damas de companhia da rainha Victória
D – Conduzir até à vila colorida de Kenmare.
E – Tomar uma bebida quente com uma refeição leve ou uma fatia de bolo no Poffs em Kenmare
F – Visitar os Cliffs de Kerry
G – Depois das maravilhosas falésias de Kerry parar na vila costeira Portmagee. Comer um almoço tardio no pub “The Moorings“.
H – Seguir para Dingle e visitar a pequena vila. Não deixem de ver a estátua do golfinho Fungie. Esta vila também é um óptimo local para jantar para passar a noite, se assim quiserem.
I – Nós passamos a noite em Tralee no Tralee Townhouse. Para bebidas entrem no bar “Sean Ogs & B&B” e para uma ceia tardia escolham uma das lojas de kebabs abertas até tarde
A – Pequeno-almoço no Tralee Townhouse e visitar o centro da vila de Tralee.
B – Conduzir e parar em Limerick. Aqui visite a cidade, o castelo e passeie pelas margens do rio. Também em Limerick podem aproveitar para beber o famoso chocolate quente no café Jack Monday’s Coffee House.
C – Visitar os Cliffs of Moher para uma das mais bonitas e mais famosas paisagens Irlandesas
D – Check-in no Menlo Park Hotel
E – Visitar o centro da cidade de Galway
F – Terminar o dia a jantar no restaurante Trattoria Magnetti e a percorrer os muitos bares e pubs no centro da cidade.
B – Conduzir até ao centro da cidade de Galway. Comece a visita na cidade pelo Arco Espanhol
C – Passear pelas ruas pitorescas de Galway até à praça Eyre Square
D – Visitar a catedral de Galway
E – Voltar para o carro e conduzir até Sligo
F – Visitar a abadia de Sligo
G – Almoçar no restaurante Tailandês Camile Thai Sligo
H – Conduzir para Strandhill e fazer o check-in no Strandhill Lodge & Suites. Jantar no The Venue Bar and Restaurant com uma vista esplêndida para o mar e parar a noite no pub Stand Bar para bebidas
P.S. aconselho a ficarem mais tempo em Galway para terem tempo de visitar a costa à volta de Galway. Esta é uma ideia que nos ficou para uma próxima viagem.
C – Depois de visitar a cidade conduzir até Malin Head e estacionar no parque.
D – Apanhar o ferry em Magilligan Point para a Irlanda do Norte
Trajecto a pé em Londonderry/Derry
A– Atravessar The Peace Bridge
B – Visitar Guildhall
C – Percorrer as muralhas (Derry walls)
D – Passar pelo mural das Derry Girls
F – Almoçar no Guildhall Taphouse
Todo este itinerário é uma junção de 4 viagens diferentes e na Irlanda do Norte apenas ficámos hospedados em Belfast. Para quem seguir este percurso aconselho a passarem uma noite na Irlanda do Norte perto da costa.
Belfast já não era uma cidade desconhecida para nós. Tínhamos-a visitado em 2019 durante o fim-de-semana no qual se celebrava São Patrício (ver aqui). Desta vez a visita foi de apenas um fim-de-semana para visitar os locais mais natalícios da cidade e os locais icónicos de Belfast.
Nesta viagem houveram grandes atrasos nos voos e até voos cancelados. Isto devido à neve que caiu na segunda semana de dezembro em Inglaterra que fez com que vários aeroportos de Londres fechassem as portas, daí os cancelamentos. Se se encontrarem neste tipo de situação em Belfast ou se souberem que o vosso voo está atrasado ou mesmo se chegarem demasiado cedo ao aeroporto, podem sempre visitar/ficar no hotel Maldron Hotel Belfast, que fica mesmo ao lado do aeroporto. Apesar de não termos passado aqui a noite, jantámos neste hotel enquanto esperávamos que uma amiga nossa aterrasse. Do menu recomendo o queijo feta frito.
Mas talvez nem precisem de pensar nesta opção, basta não serem tão azarados como nós. Eu na verdade já tive 3 más experiências em voos para a Irlanda e da Irlanda. Por qualquer razão quando vou à Irlanda ou há uma tempestade ou como neste caso um nevão.
Jantar no Maldron Hotel Belfast
Chegar à cidade
Mas passando à frente – como se chega a Belfast? A forma mais fácil é de autocarro – Airport Express 300 – que parte a cada 15 minutos do aeroporto até ao centro da cidade, 7 dias por semana. O autocarro demora cerca de 40 minutos e o bilhete custa 8 libras só num sentido ou 11.50 libras se for de ida e volta. Para mais informações vejam em: https://www.belfastairport.com/to-from/by-buscoach
Neste fim-de-semana, fizemos o percurso a pé ou por vezes de carro. Da última vez que visitámos Belfast andámos sempre a pé dentro da cidade, mas se quiserem visitar outros locais na Irlanda do Norte como a Calçada dos Gigantes ou o castelo Dunluce, aconselho a alugarem um carro.
Estes dois dias que vou agora descrever começaram ambos por volta das 10 da manhã para aproveitarmos bem o dia, mas não estarmos demasiado cansados – pois ambas as noites acabaram na conversa até altas horas. Desta vez não ficámos em nenhum hotel, mas sim hospedados na casa de um amigo. No entanto, existem boas opções como o Hotel Europa ou o FitzWilliam hotel (onde ficámos da última vez) ou se quiserem uma experiência única em Belfast podem escolher o Titanic Hotel Belfast. Há outras opções mais baratas que podem encontrar nobooking.com
Primeiro dia
Jardins to castelo de Belfast
Castelo de Belfast
A primeira paragem foi no castelo de Belfast, em Cavehill. O castelo não fica no topo da colina/montanha, mas do seu recinto tem-se uma bonita paisagem sobre Belfast. Ao que parece os donos do castelo tem uma predileção por gatos e isso é comprovado pelas muitas esculturas e empedrados no chão a representar este animal. O castelo foi construído em 1860 e actualmente é reconhecido como um dos locais a não perder em Belfast. O castelo pode ser reservado para eventos como casamentos e batizados, o que aconteceu no dia em que o viemos visitar. Mas mesmo em dias de eventos os jardins continuam abertos ao público – o que é na verdade o melhor. Para subir ao topo de Cavehill existem vários trilhos sendo o mais fácil o que parte do castelo.
Castelo de Belfast, exterior (esquerda), interior (direita)
Peace Walls
Antes de voltarmos à cidade fomos ao Peace Walls, também este um dos locais mais procurados em Belfast. Estes muros separam dois bairros, um predominantemente unionista, e outro predominantemente nacionalista católico. Um dos episódios da história da Irlanda do Norte que vão inevitavelmente ouvir se visitarem Belfast são “The Troubles“. Este foi um conflito de grande violência dominado por diferenças políticas que causaram muitas mortes e sofrimento. Por um lado, havia a maioria da população, esta protestante, que estavam em favor em conservar os laços com o Reino Unido (da qual hoje fazem parte). Por outro lado, havia a minoria da população, esta católica que defendia, e ainda defende, uma Irlanda unida, ou seja, a Irlanda do Norte unida à República da Irlanda. As diferenças políticas ainda se fazem sentir na cidade, tal como o impacto que teve na vida de várias famílias, apesar de actualmente ser em menor escala e menos violento.
Peace Walls
Restaurante The Chubby Cherub
Depois de voltar para a cidade fomos almoçar ao italiano The Chubby Cherub. A decoração do restaurante é lindíssima e a comida divinal. Aconselho a experimentarem os cocktails e a marcarem mesa com antecedência. Website do restaurante pode ser acedido aqui: https://chubbycherubbelfast.com/
Almoço no restaurante The Chubby Cherub
City Hall
Depois de um almoço delicioso fomos para o City Hallonde também ficava o mercado de Natal. Dentro do City Hall deparámo-nos com uma enorme árvore de Natal. Aproveitem para visitar a exposição permanente onde vão puder saber um pouco mais sobre a Grande Fome e a dimensão enorme com que esta afetou o país. Também aqui encontrarão em detalhe os acontecimentos que decorreram durante os “Troubles”. Mal saímos do City Hall fomos envolvidos pelo mercado de Natal – muitas barraquinhas, muita comida e uma grande tenda a vender bebidas onde música tocava alto. Nada como um mulled wine bem quentinho para acender o espírito natalício.
Árvore de Natal dentro do City Hall e mercado de Natal
Victoria Square & Joys Entry
Outro lugar cheio de luzes e decorações de Natal é o Victoria Square – o centro comercial principal de Belfast.
Antes de irmos ver outro “monumento” de Belfast, o Big Fish, passámos por um túnel que mais natalício não podia ser, e que pelos vistos todos os anos é um local popular durante este período, o Joys Entry.
Victoria Square (à esquerda) e Joys Entry (à direita)
Big Fish
Ao pé do rio Lagan não só vimos o Big Fish como também o primeiro vitral sobre a Guerra dos Tronos. No total há seis vitrais (eu acho que vimos três deles), para celebrar os 10 anos das filmagens desta série na Irlanda do Norte. Com o cair da noite fomos a um pub onde estava a dar o mundial de futebol. O pub não foi propositadamente escolhido apenas foi aquele onde encontrámos uma mesa em que nos pudéssemos sentar. Fomos procurar onde jantar depois do jogo acabar, isto já às 9 da noite. Aconselho a jantarem mais cedo – porque parece incrível, mas às 9 da noite estava quase tudo fechado.
Little Wing Pizzeria & Love or Death bar
Acabámos numa pizzeria aberta até tarde – Little Wing Pizzeria. Ainda estivemos à espera de mesa e durante a espera fomos a um bar mesmo ao lado da pizaria “Love or Death” onde provei um dos melhores cocktails de toda a viagem. A pizza também era bastante boa e com fome ainda soube melhor.
Segundo dia
Brunch no Maggie Mays
Maggie Mays
No segundo dia, o dia que íamos voltar para casa, fomos tomar um almoço tardio ao Maggie Mays ao pé do Jardim Botânico. Eu pessoalmente achei que a comida podia ter mais sabor, mas penso que é só uma opinião minha, uma vez que o local estava cheio e até havia fila para entrar.
Jardins Botânico e museu Ulster
Depois do brunch fomos visitar os Jardins Botânicos e o museu Ulster. A entrada tanto para os jardins como para o museu é gratuita. No museu existem várias exposições sobre arte, arqueologia, tesouros da Armada Espanhola, história de Belfast, zoologia e geologia. Não seria o Ulster Museum o maior museu da Irlanda do Norte.
Vitral da Guerra dos Tronos no quarteirão Titanic
Titanic Quarter
Para acabar a viagem, como não podia faltar, fomos até ao Titanic Quarter. Para visitar o museu do Titanic é preciso adquirir um bilhete com custo de 21.50 libras. Como não quisemos gastar esse dinheiro passeámos pelo paredão junto ao canal, o que foi bastante agradável. Nesta zona Ttambém é possível caminhar no local onde o navio Titanic foi construído e foi aqui que encontrámos mais um dos vitrais da Guerra dos Tronos. Esta caminhada foi sempre acompanhada pelos famosos guindastes amarelos, um dos maiores ícones de Belfast – Goliath e Samson. Nada representa mais Belfast do que este local.
E assim se passou rapidamente um fim-de-semana a explorar Belfast – visitámos apenas os locais de maior interesse ao mesmo tempo que sentíamos o Natal a caminhar para nós a passos largos.
Chegava assim o dia em que íamos deixar a Irlanda. Tinham sido apenas 3 dias, mas tinham sido intensos. E faltava ainda um, uma vez que os nossos voos eram só às 8 da noite no aeroporto internacional de Belfast.
Ainda em Donegal aproveitámos a piscina e o jacuzzi antes do pequeno-almoço em Mill Hill Hotel. E dissemos adeus a este condado que nos deu tantas memórias. Foi também neste último dia que o sol nos deixou, o único dia da viagem cinzento e com ameaça de chuva que chegou miudinha a meio do dia.
Pequeno-almoço no Mill Hill Hotel
Tínhamos deixado o itinerário para este último dia em aberto e como o tempo não era o melhor escolhemos visitar uma das maiores cidades da Irlanda do Norte, onde facilmente nos podíamos abrigar se assim fosse necessário.
Passando já a fronteira entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte eis que parámos em Londonderry/Derry.
Londonderry/Derry
Esta é a segunda maior cidade da Irlanda do Norte sendo apenas ultrapassada pela capital, Belfast. O nome da cidade traz várias disputas e por isso escrevo aqui das duas formas em que é conhecida, Londonderry e Derry. Oficialmente chama-se Londonderry e assim o é desde 1613 quando o rei James I adicionou London a Derry. Esta é a forma escolhida por aqueles que são os chamados de Unionistas (Unionists) normalmente da religião Protestante. Os Unionists acreditam que a Irlanda do Norte deve pertencer ao Reino Unido, como o é actualmente. Por outro lado, Derry é a forma que os nacionalistas preferem chamar a cidade. Estes, normalmente da religião católica, acreditam que as duas Irlandas deviam-se unir e formar um só país, país esse independente da Inglaterra.
Londonderry/Derry, vista das muralhas
Como já falei em outras páginas sobre a Irlanda, especialmente quando falei sobre a Irlanda do Norte, há ainda hoje uma grande tensão política entre nacionalistas e unionistas, sendo o mais recente conflicto conhecido como ‘The Troubles’ que decorreu no final do século XX (década de 1960 a 1998). Como podem ver este grande conflicto é bastante recente e mesmo nos dias de hoje é um tema sensível e do qual é preciso algum cuidado quando mencionado na Irlanda e Irlanda do Norte. Foi sobre isto que o meu amigo nos alertou quando chegámos à cidade; para não falarmos abertamente sobre o nome da cidade, pois a forma como a chamaríamos seria associada a uma crença na parte nacionalista ou unionista e que podíamos ser assediados porque quem nos ouvisse. Não quero com isto dizer que nos sentimos inseguros ou com medo, de forma alguma, mas como algo a evitar se pudéssemos.
The Peace Bridge
Estacionámos o carro na margem direita do rio Foyle e atravessámos a ponte da paz (The Peace Bridge) em direcção ao centro da cidade. A ponte foi inaugurada a 25 de junho de 2011 e o seu nome simboliza a significativa melhoria das relações da parte da cidade maioritariamente unionista, na margem direita, e a parte maioritariamente nacionalista na margem esquerda, onde fica o centro histórico. A ponte foi financiada pelo departamento do desenvolvimento social, o departamento do ambiente e o departamento da comunidade e governamento local para alcançar uma melhor relação entre as duas zonas de diferente crença política.
Ponte da Paz
Para além do simbolismo desta ponte a sua construção é delicada com curvas subtis oferecendo uma bonita paisagem das duas margens divididas pelo rio Foyle.
Guildhall
Como o tempo começou a piorar entrámos em Guildhall (o edifício da câmara municipal). A entrada é gratuita e está aberto aos visitantes desde as 9 da manhã até às 8 da noite, de segunda a sexta, e até às 6 da tarde durante o fim-de-semana. Aqui fomos encontrar várias exposições focando-se em diferentes partes da história do país, da cidade e do próprio edifício.
Guildhall edifício exterior (esquerda) e o famoso orgão no interior de Guildhall (direita)
Aqui deixo alguns breves pormenores daquilo que aprendemos nas exposições que visitámos em Guildhall. Para quem estiver interessado, é possível fazer uma tour virtual 3D ao edifício que está disponível através deste link: https://guildhallderry.com/take-the-tour/
Século XVII – Plantation of Ulster
A Guerra dos Nove Anos envolveu vários países da Europa contra Inglaterra. No final, Inglaterra saiu vencedora e pela primeira vez o rei de Inglaterra, James I, passa também a governar a Irlanda e a Escócia. Foi aqui que oficialmente começou o período da história chamado de Plantation of Uslter que decorreu entre 1609 e 1690. Em linhas muito breves, esta foi uma tentativa de repovoamento da região de Ulster com pessoas vindas da Inglaterra e Escócia para anglicização desta zona da Irlanda em detrimento dos irlandeses que aqui viviam, considerados como selvagens pela coroa inglesa.
Eu não vou entrar em grandes pormenores, podem encontrar facilmente mais informações sobre a Guerra dos Nove Anos e sobre a Plantation of Ulster na internet. Por isso, vou apenas fazer um breve resumo do que sucedeu durante estes quase 80 anos na Irlanda.
Vitral em Guildhall
Primeiro rei inglês a governar a Irlanda
O primeiro rei de Inglaterra a governar a Irlanda foi Henry VIII, o criador da Igreja Protestante e conhecido por mandar matar as suas esposas (mais pormenores sobre este rei podem ser lidos nesta página: Hampton Court). Henry VIII tornou-se soberano da Irlanda em 1541 e foi a partir daqui que a coroa procurou constantemente afirmar o seu poder sobre a Irlanda. A partir de 1550, áreas a sul e a oeste da Irlanda foram zonas escolhidas pelos ingleses na esperança de formar aqui colónias. O esquema para repovoamento na zona de Ulster começou mais tarde, na década de 1570, mas rapidamente se tornou claro para a coroa inglesa que seria necessária uma abordagem mais coerente e disciplinada para controlar e domesticar aquela que era considerada a província mais insubmissa da Irlanda.
Início do projecto de repovoamento de Ulster
Em 1609, rapidamente depois da decisão da coroa inglesa em ‘plantar’ Ulster, foi criada uma comissão e publicado o plano detalhado de repovoamento. O primeiro passo a tomar era conduzir um levantamento das terras e cartografá-las. No entanto, havendo uma grande pressão da coroa inglesa em iniciar o processo, o levantamento desta informação foi feito de uma maneira pouco precisa; ‘inquérito por inquisição’. Ou seja, as medidas das terras de Ulster foram obtidas a partir de informação dada pelos locais. Pior ainda era que a medida usada pelos irlandeses para tal efeito era ‘ballyboes’, uma unidade de terra definida pela capacidade de sustentar duas famílias. Como se deve calcular, esta medida seria variável consoante a qualidade da terra para agricultura. Conclusão, os ingleses não conseguindo converter ‘ballyboes’ para acres acabaram por subestimar a área total de Ulster em apenas 1/8 do que na realidade era.
Participação de Londres e a lotaria de terras
Como era esperado, a cidade de Londres acabou convidada a participar neste projecto de repovoamento. Afinal esta cidade era conhecida como a fonte financeira para a coroa em momentos de necessidade. Foi assim que 55 companhias de Londres se organizaram em 12 grupos e prepararam-se para a lotaria das terras de Ulster.
Pois foi fazendo um sorteio que se pensou dividir as terras de uma maneira justa. Os lotes de terra foram sorteados em Londres a 17 de dezembro de 1613. Claro, que devido aos cálculos grosseiros feitos das terras, todas as Companhias de Londres, sem o saberem, receberam mais terra do que a esperavam. Esta lotaria aconteceu depois de terem sido feitas concessões de terras a alguns irlandeses que eram considerados pela coroa como ‘merecedores’ tal como concessões de terras à igreja. Mas a coroa não só deu piores terras a este grupo como também cobrava rendas mais altas.
Objectivo inicial – remoção total dos irlandeses
Quando o plano de repovoamento foi inicialmente pensado, o objectivo era de remover os irlandeses nativos na sua totalidade, mas bastante cedo a coroa percebeu que tal seria impossível. Marcaram-se prazos para a remoção dos irlandeses, mas estes foram adiados várias vezes até que finalmente foi decidido que nas propriedades maiores seria permitido um pequeno número de irlandeses. Mas também isso era difícil como mostraram os inquéritos realizados em 1619 e 1622, onde afinal o número de irlandeses superava o número de colonizadores em quase todas as propriedades. E claro que não havia um ambiente apaziguador, afinal os proprietários falavam uma língua diferente, praticavam e promoviam uma religião diferente e podiam despejar os seus inquilinos a qualquer momento. Para mais os irlandeses ressentiam-se dos impostos cobrados e da perseguição constante aos padres católicos por uma religião estrangeira
Impacto em Ulster
Na década de 1630, o repovoamento apesar de bem estabelecido em Uslter e na cidade de Londonderry era bastante diferente do que a coroa tinha imaginado 20 anos antes. Para os irlandeses nativos, este projecto mudou Ulster de uma forma extrema, tornando-a irreconhecível. Apesar de mais de 30.000 colonizadores britânicos se terem estabelecido em Ulster, estes não só não tiveram sucesso em remover os irlandeses nativos da região como não os conseguiram converter ao anglicanismo. Isto devido em grande parte ao cálculo erróneo das terras disponíveis e da forma como foram divididas. As Companhias de Londres não só não alcançaram os objectivos iniciais de repovoamento e de recuperação dos seus investimentos, como muito menos ainda fizeram as fortunas que lhe foram prometidas.
Muitos venderem as suas terras e aqueles que ficaram, acabaram forçados a confiar nos seus inquilinos irlandeses enquanto se defendiam de ataques e crescentes exigências de uma coroa inglesa que se mantinha impaciente e claro gananciosa.
Vitrais em Guildhall
História de Guildhall
Guildhall começou a ser construído em 1887 e foi inaugurado ao público em 1890. Este edifício foi concebido por John Guy Ferguson e financiado pela Ireland Society (Sociedade Irlandesa). A arquitectura da torre do relógio foi inspirada pela famosa torre do relógio Big Ben. Foi nesta altura que foi criada uma cápsula do tempo que continha moedas e jornais da época, escondida junta a este edifício.
Dezoito anos depois, em 1908, um incêndio destrói grande parte de Guildhall, apenas deixando intactos a torre do relógio e a parte de trás do edifício. Felizmente em 1912, de acordo com o projecto delineado por Matthew Alexander Robinson, Guildhall é reconstruído, altura em que o grandioso orgão com 3132 tubos, o segundo maior órgão na Irlanda do Norte, passa a fazer Guildhall sua casa. Foi também em 1912 que foi inaugurado o primeiro vitral desenhado por Campbell Brothers.
Um dos eventos mais importantes em Guildhall decorreu em 1953 quando a rainha Isabel II e o seu marido, o Duque Filipe de Edimburgo, visitam a cidade pouco depois da coroação da rainha.
Mas Guildhall também presenciou protestos e conflictos. Por exemplo, em 1959 as mulheres que viviam na base naval em Derry, Springtown huts, juntaram-se em protesto contra as más condições de habitação, protesto esse precursor do movimento dos direitos civis nos anos 60. Mais tarde, em 1972, Guildhall é atingido por duas bombas durante o período conhecido como ‘The Troubles’. Neste bombeamento o órgão e a estátua da rainha Vitória ficam danificados.
Em 1977, depois de Guildhall ser restaurado num processo que custou 1.7 milhões de libras, o edifício é novamente aberto ao público. Outro evento importante em Guildhall decorreu em 1995, sendo este o local onde o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, discursou durante a sua visita à Irlanda do Norte.
Mais recentemente em 2010 houve um projecto de renovação na qual se encontrou a cápsula do tempo criada em 1887. Em 2013, como resultado deste projecto, Guildhall foi novamente aberto ao público.
Walls
A cidade de Londonderry ou Derry, como preferirem chamar, está cercada pelas muralhas construídas em 1613. Enquanto se atravessa este, que é o maior monumento sob os cuidados da Irlanda do Norte com 1.5Km de circunferência, fica-se a conhecer toda a cidade numa diferente perspectiva.
Muralhas em Londonderry/Derry
As muralhas foram erguidas como forma de defesa da nova cidade, Londonderry, como resposta da coroa à recente introdução de artilharia na guerra. As muralhas foram construídas com 10 metros de largura e inicialmente formavam apenas uma muralha com 8 metros de espessura. As muralhas tinham 4 portões marcados por torres rectangulares que se elevavam acima das muralhas; Shipquay Gate, Butcher Gate, Bishop’s Gate and Ferryquay Gate. Mais tarde foram adicionados outros portões como se pode ver no mapa abaixo.
Como já falei muito sobre assuntos sérios e pesados, vou agora mencionar um local muito famoso em Londonderry/Derry, por motivos bastantes diferentes. Ou se não famoso, pelo menos é um local especial para aqueles que viram a série Derry Girls.
Este grande mural pode ser encontrado na Orchard Street e representa o elenco da série. A série para quem não conhece segue a vida de um grupo de cinco estudantes no ensino secundário na década de 90 durante os ‘The Troubles’. A série de comédia foi vencedora do prémio BAFTA TV.
Mural Derry Girls
Eu pessoalmente nunca vi a série, mas para quem vive na Irlanda ou em Inglaterra ela é bastante conhecida. Ou pelo menos assim deram entender os meus amigos que vieram comigo nesta viagem, um deles de Belfast e outro de Londres. Talvez tenham interesse em ver alguns episódios antes de visitarem esta cidade que fica na fronteira entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda.
Acho que a série está disponível na Netflix ou no Channel 4 (canal de televisão inglesa).
Antes ainda de deixarmos a cidade fizemos uma paragem no Guildhall Taphouse que fica mesmo ao lado do edifício de Guildhall.
Última hora na Irlanda do Norte
Como chegámos com uma alguma antecedência à zona do aeroporto fizemos uma paragem de meia hora em Antrim Castle Gardens. Quando estacionámos já estavam para fechar a Clotworthy House tal como o Antrim Platinum Jubilee Clockwork Garden, apesar de a música ainda tocar. No entanto, a parte da floresta estava aberta ao público e pudemos ainda ver as ruínas do castelo e atravessar o jardim Her Ladyship’s Pleasure Garden.
Não ficámos muito tempo, afinal com muita pena nossa tínhamos mesmo um avião para apanhar, mas este é um dos locais ao pé de Belfast que com certeza valerá a pena considerar por quem visitar a Irlanda do Norte.
Antrim Castle Gardens
De coração cheio saímos da Irlanda com muitas memórias e com a certeza que podíamos deixar a Irlanda mas a Irlanda nunca nos deixaria.
Cliquem em baixo para ver para outros locais da Irlanda a visitar.
40mL de natas, mais duas colheres de sopa para decoração
1 fatia grossa de pão cortada aos cubinhos
4 colheres de sopa de azeite
2 cubos para caldo de vegetais
Sal, pimenta preta e alho em pó q.b.
Preparação
Num tacho refogue a cebola em 3 colheres de sopa de azeite por cerca de 8 minutos até a cebola apresentar-se translúcida.
Em seguida, adicione os brócolos, 1 litro de água e os cubos para caldo. Quando começar a ferver, baixe o lume e deixe cozer por 5 minutos.
Passado este tempo, junte as ervilhas, deixe cozer por mais 1 minuto depois de recomeçar a ferver.
Retire do lume. Junte os espinafres e tempere com sal, alho em pó e pimenta.
Leve o tacho novamente ao lume e deixe fervilhar por 5 minutos a lume baixo.
Retire o tacho do lume, junte as natas e passe a sopa com a ajuda de uma varinha mágica, até obter um caldo homogéneo. Rectifique os temperos, se necessário.
Numa frigideira, aqueça o restante azeite.
Junte os cubos de pão cobertos por alho em pó e deixe fritar o pão por 4 a 5 minutos virando ocasionalmente para fritarem uniformemente de todos os lados.
Sirva a sopa decorada com os cubos de pão frito, natas e pimenta preta.