Massa de atum com molho de tomate

Tempo de preparação – 25 minutos

347 Kcal/ porção

4 porções

Ingredientes

– 2 alho-francês

– 2 latas de tomate picado

– 2 latas de atum

– 300 gr de esparguete

– 1 mL de azeite

– Sal, pimenta, alho em pó, piri-piri em pó q.b.

– Folhas de manjericão

– Queijo ralado q.b.


Preparação

Numa panela de água fervente temperada de sal coloque o esparguete e coza-o por cerca de 12 minutos ou até estar cozido.

Entretanto, lave o alho-francês e corte a parte branca em rodelas. Reserve.

Numa frigideira antiaderente aqueça o azeite, coloque o alho-francês e deixe cozinhar for cerca de 5 minutos, até ficar mole. Junte o tomate picado, 200 mL de água, o atum e misture. Tempere com sal, pimenta, alho em pó e o piri-piri. Quando começar a ferver, baixe o lume para baixo-médio e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos. Quando a massa estiver cozida, escorra a água e junte-a ao molho de tomate. Misture. Sirva a massa decorada com folhas de manjericão e queijo ralado.  

Salada de pimentos assados

Tempo de Preparação – 60 minutos

159 Kcal/ porção

6 porções


Ingredientes

– 6 tomates-cereja

– 2 cebolas roxa

– 6 pimentos de diferentes cores

– 6 dentes de alho

– 1 colher de sopa de alcaparras

– Sumo de meio limão

– 1 colher de sobremesa de paprica

– Sal, pimenta e azeite q.b.


Preparação

Pré-aqueça o forno a 220ºC.
Corte os tomates ao meio, as cebolas em quartos e os pimentos em fatias grossas. Tempere os legumes com sal e pimenta. Coloque-os num prato de ir ao forno adicionando os dentes de alho e azeite. Misture e leve ao forno pré-aquecido por 45 minutos.
Coloque os legumes numa tigela juntamente com as alcaparras, a paprica, 4 colheres de sopa de azeite e o sumo de limão. Misture, retifique os temperos de sal e pimenta. Está pronto a servir.

Salada de verão com feijão-verde

Tempo de Preparação – 20 minutos

296 Kcal/ porção

4 porções


Ingredientes

– 400 gr de tomates-cereja

– 400 gr de feijão-verde

– 150 gr de mozzarella

– 3 colheres de vinagre de maçã

– Sal, pimenta, azeite, alho em pó e piri-piri em pó q.b.


Preparação

Prepare o feijão-verde cortando-lhe as pontas. Em água fervente temperada de sal coloque o feijão-verde e deixe cozinhar por 4 minutos.

Entretanto corte os tomates em metades. Escorra o feijão-verde e reserve. Numa frigideira coloque uma colher de sopa de azeite, o alho, o piri-piri, sal e pimenta. Deixe cozinhar por 2 minutos e junte os tomates, o vinagre de maçã e o feijão-verde. Mexa e deixe cozinhar por mais 4 minutos. Sirva os legumes com mozzarella fatiada por cima. 

Frango assado no forno com arroz e chouriço

Tempo de preparação – 120 minutos

590 Kcal/ porção

8 porções


Ingredientes:

– 2 cebolas

– 1 pimento vermelho

– 1 pimento verde

– 100 gr de chouriço

– 2 colheres de sopa de pimentão doce

– 250 gr de arroz

– 1 Kg de peito de frango

– 2 latas de tomate picado

– 600 mL de caldo de galinha

– Sal, pimenta, alho em pó, azeite, orégãos e sumo de limão q.b.


Preparação

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Pique a cebola, corte o chouriço em fatias e retire as sementes aos pimentos e corte-os em fatias. Tempere o frango com sal, pimenta, alho em pó e sumo de limão. Reserve

Num tacho aqueça 1 mL de azeite. Refogue a cebola durante 3-4 minutos, junte os pimentos, os orégãos, o chouriço e o pimentão. Deixe cozinhar por 5 minutos, mexendo ocasionalmente. Adicione o arroz e mexa. Adicione os tomates picados e o caldo de galinha. Junte o frango e quando começar a ferver baixe o lume e deixe cozinhar por cerca de 3 minutos. Transfira todo o cozinhado para um pirex de ir ao forno e leve ao forno pré-aquecido durante 1 hora. Está pronto a servir.

Salada de couscous e abóbora assada

Tempo de Preparação – 1 hora e 10 minutos

266 Kcal/ porção

4 porções


Ingredientes

– 1 abóbora

– 100 gr de couscous

– 2 colheres de sopa de sementes de abóbora

– Sumo de ½ limão

– 1 colher de sobremesa de sementes de cominhos

– Sal, pimenta, orégãos, alho em pó, piri-piri em pó e azeite q.b.


Preparação

Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Descasque e corte a abóbora em cubos, retirando as sementes. Tempere com cominhos, sal, pimenta, alho em pó e orégãos. Adicione um pouco de azeite e misture tudo. Coloque a abóbora temperada num pirex e leve ao forno durante 50 minutes ou até estar assada.
Entretanto coloque os couscous numa tigela e adicione água a ferver até os cobrir por completo. Tempere com sal e alho em pó. Cubra a tigela e deixe por 10 minutos. Passados os 10 minutos com a ajuda de um garfo separe os couscous para ficarem mais fofinhos.
Numa frigideira antiaderente toste as sementes de abóbora.
Junte a abóbora assada aos couscous, adicione o sumo de limão e retifique os temperos. Sirva polvilhado com as sementes de abóbora.

Stonehenge, New Forest National Park e Milford on Sea

Este é mais um post que inclui locais que podem ser visitados no mesmo dia. Eu e o meu marido fomos a Stonehenge e a New Forest National Park em dias diferentes, mas se estiverem com tempo limitado em Inglaterra ou se quiserem aproveitar um dia inteiro por esta zona de Inglaterra é completamente possível ir a estes três locais. O meu conselho é começarem o dia cedo porque se principalmente estiverem a partir de Londres o trânsito pode-vos atrapalhar a agenda para o dia, até porque o ponto mais perto desta viagem, Stonehenge, ainda fica a duas horas de caminho (a conduzir).

Stonehenge

Vou começar pelo ponto mais perto de Londres e aquele que é talvez um dos sítios mais conhecidos de Inglaterra. Tenho a certeza de que a maior parte de vocês conhece ou já ouviu falar deste misterioso círculo de pedras do pré-histórico. Calcula-se que foi construído por volta de 2500 AC e até aos dias de hoje ainda há muitas dúvidas e controvérsias à volta de Stonehenge – não se sabe quem o construiu, como e com que propósito. Muitos estudos e investigações foram feitos para responder às perguntas que até agora ainda não obtiveram resposta. Sabe-se, no entanto, que neste local se concretizavam enterros. Existem diversas interpretações sobre este local, sendo talvez a mais aceite ou melhor a mais conhecida a da ligação ao sol, relacionado com o facto de Stonehenge estar alinhado com os movimentos do sol, especialmente devido ao alinhamento do sol durante o solstício de verão, um momento que traz bastantes pessoas a este local. Stonehenge é considerado património mundial pela UNESCO desde 2004.

Para visitar o local, podem alugar um carro (se não tiverem) ou juntarem-se às muitas excursões que são existem. Os bilhetes não precisam de ser comprados com muito tempo de antecedência, talvez se for para a altura do solstício, mas se já tiverem os bilhetes quando chegarem o parque de estacionamento será gratuito. O site oficial para Stonehenge e onde podem encontrar toda a informação que precisam é este: https://www.english-heritage.org.uk/visit/places/stonehenge/

Do parque de estacionamento até Stonehenge existe um centro de visitas com café e mais informações sobre o local. Daqui podem apanhar um autocarro que vos leva até Stonehenge ou podem ir a pé (cerca de meia hora). Nós fomos de autocarro porque o tempo não estava fantástico, para terem uma ideia viemos aqui no dia 31 de dezembro e estava um bocadinho frio. Mas vale a pena visitar Stonehenge e certamente que é uma experiência especial estarmos tão perto de Stonehenge se pensarmos que aquele conjunto de pedras contém um mistério que até agora não foi resolvido. Será que alguma vez o será?


New Forest National Park

Descendo mais um bocadinho em direção ao sul de Inglaterra paramos em New Forest National Park. Este parque nacional é bastante especial devido à fauna e flora que aqui vive. Existem vários trilhos neste parque nacional que vos permitirá conhecer esta zona de natureza intacta e observar póneis, veados e outros animais que normalmente menos notamos como borboletas, pássaros e insetos. Efetivamente, neste parque se tiverem sorte e se souberem um pouco sobre o assunto podem ver borboletas de espécies raras. Este parque nacional, como quase muitos em Inglaterra, tem integrado um grande programa de conservação e proteção da paisagem com muito trabalho envolvido para que esta zona seja protegida para os seres que aqui habitam e pelo valor natural que representa não só para esta zona de Inglaterra mas para todo o país.

Podem saber mais sobre o parque nacional New Forest através do site oficial: https://www.newforestnpa.gov.uk/


Milford on Sea

A cidade mais perto e mais conhecida é Bornemouth, no entanto nós estávamos à procura de um local com menos pessoas, mais calmo também porque estava viagem foi realizada entre confinamentos devido ao COVID-19. E foi por isso que depois de vaguear pela bonita floresta de New Forest acabámos por escolher Milford on Sea como último ponto de paragem antes de voltarmos para casa. Parámos junto à praia em Milford on Sea.

Caminhámos pela praia até ao Castelo de Hurst que entra pelo mar adentro. O castelo de Hurst já teve várias funções – foi uma prisão, depois um lugar de defesa durante a guerra napoleónica e depois durante a segunda guerra mundial. De momento o castelo está aberto ao público, no entanto às horas que fomos o castelo já se encontrava encerrado. Para mim estar perto do mar e caminhar na praia é sempre uma experiência atrativa – tendo vivido em Lisboa durante muitos anos e com o mar sempre relativamente perto para mim, o simples facto de puder caminhar na praia e ter contacto com o mar, aquele cheio, aquele azul tem sempre um significado maior, que me dá muito prazer.

O tempo neste dia estava fantástico, um dia quente em abril (acontece raramente) perfeito para passear na praia e para quem for corajoso o suficiente experimentar a água e talvez dar um mergulho. No final, porque claro a fome já apertava acabámos por ir a “The Beach House” em Milford on Sea, um pub com um jardim grande com vista para o mar, um ambiente muito agradável. Um final de dia que não podia ter sido melhor.

Peak District – Padley Gorge, Surprise View & Stanage Edge

Este é o meu último post sobre o Peak District (pelo menos por agora). Foi uma semana de muitos quilómetros, lindíssimas paisagens e comida deliciosa. Podem ver os post anteriores sobre Peak District se clicarem em:

Peak District – Matlock, Heights of Abraham and Thor’s Cave

Peak District – Bakewell, Chatsworth House and Monsal Trail

Peak District – Monsal Trail (trilho alternativo) & Mam Tor Trail

Peak District – Cavernas & Bamford


Para o nosso último dia tínhamos planeado dois trilhos, Padley Gorge Walk passando pelo Surprise View e o trilho em Stanage Edge.


Padley Gorge Walk

De manhã decidimo-nos por Padley Gorge Walk. Estacionámos no parque de estacionamento da estação de comboio Grindleford. O parque de estacionamento neste momento é gratuito. De mochila às costas atravessámos a ponte que passa por cima da linha do comboio e começámos o percurso em Padley Gorge. Existem dois caminhos até à Surprise View – um que passa ao longo do riacho Burbage Brook e um que vai pelo meio da floresta.

Início do trilho Padley Gorge

Nós até Surprise View fomos pelo meio da floresta e depois voltámos junto ao rio. O caminho não é difícil, talvez no início seja um bocadinho íngreme, mas só mesmo no início. Existem alguns pontos de interesse durante este trilho como Lawrencefield, uma escarpa rochosa com um pequeno lago. Pelas fotos que vi quando chove bastante esta escarpa tem uma pequena cascata, mas na altura que fomos não tinha chovido muito recentemente, por isso apenas vimos o lago. Continuando o nosso caminho chegámos à estrada principal A6187 e seguimo-la até ao parque de estacionamento “Suprise View Car Park” e daí até à escarpa de onde se tem uma visão longa dos campos à volta.

Depois de um trilião de fotografias tiradas descemos até Owler Tor, um conjunto de pedra com um formato engraçado, e seguimos pelo trilho até chegarmos ao riacho. A partir daqui começámos a descer de volta até ao carro sempre junto ao riacho. Acho que não é preciso mencionar que também aqui muitas fotografias foram tiradas pelo caminho.

Padley Gorge Walk revelou-se um dos trilhos mais bonitos e gostámos imenso de fazer. Para aqueles que gostam de ver as estrelas ou fans de astronomia, posso-vos informar que o Surprise View é um dos melhores sítios de Inglaterra para ver as estrelas, astros e a via láctea. Nós fomos aqui na nossa última noite e posso-vos dizer que não erámos os únicos a aproveitar o céu limpo e estrelado sobre nós – para o chamado Stargazing.


Stanage Edge

Se quiserem fazer todo o percurso do trilho de Stanage Edge Walk são cerca de 15 quilómetros. Nós não o fizemos por completo por duas razões, depois do Padley Gorge Walk estávamos com bastante menos energia e também o tempo não ajudou – começou a chover entretanto e por isso o que fizemos foi estacionar o carro numa das muitas bermas da estrada que leva a Stanage Edge (tenho a certeza que saberão de onde estou a falar quando lá forem porque existem muitos carros parados nestas bermas – ou claro também têm a opção do parque do estacionamento oficial “Hollin Bank Car Park” que é pago (atenção que só aceitam moedas). No último dia já estávamos mais confortáveis em deixar o carro em, digamos, estacionamentos alternativos. Assim, para não fazermos o trilho todo, subimos até Stanage Edge, uma longa e dramática escarpa de arenito com 6 quilómetros de comprimento. Como o tempo se tinha aguentado até aquela altura sem chover havia imensa gente a praticar escalada.

Nós ainda pensámos fazer o circuito circular até Stanage Pole e depois até ao carro, mas como começou a chover resolvemos dar meia-volta e regressar. Andando aqui na zona de Stanage Edge vê-se várias mós e moinhos que foram abandonados depois do desenvolvimento industrial em 1860. Mas é a paisagem do vale Derwent que faz valer a pena visitar e andar por Stanage Edge. Em última instância, depois de passar uma semana no Peak District posso dizer que independentemente se fazem os mesmos percursos/trilhos que nós ou outros diferentes de certeza que se aperceberão como o Peak District é bonito e que isso vos fará querer ver mais e jamais parar.


Último alojamento e últimas refeições

Para finalizar um aparte sobre o nosso último alojamento. Yorkshire Bridge Inn onde ficámos durante as nossas últimas duas noites. A localização era bastante boa, perto de Ladybower Reservoir, o quarto que nos calhou não era muito grande, mas de tamanho razoável, limpo, nada a apontar. Talvez o facto de não terem oferecido shampoo e gel de banho, mas também não perguntámos se tinham, por isso não sei se foi caso de esquecimento ou se realmente não esta incluído no alojamento. Tomámos aqui o pequeno-almoço nos dois dias, no primeiro pedi “Breakfast Bap” com bacon. Breakfast bap é uma sandes com bacon ou com salsicha e ovo estrelado. No entanto, no meu só veio o bacon e ficou um bocadinho aquém da expectativa. No segundo dia pedi o full breakfast vegetariano e sim a qualidade foi bastante superior.

Full breakfast vegetariano


Na primeira noite que ficámos aqui alojados também decidimos aqui jantar onde fizemos marcação atempada (a primeira desta viagem). Isto foi no Domingo à noite e por vezes os pubs têm um menu mais reduzido ao Domingo – normalmente o menu é mais focado no tradicional Sunday Roast. Posso dizer que não havia muita escolha e por isso acabámos por escolher o Hambúrguer Dam. Mas o que nos deixou mais desagrados foi o próprio serviço. Estivemos bastante tempo até nos trazerem as bebidas, pedimos uma entrada e vieram duas e no final houve um problema com a conta. Penso que o que ajudou a esta situação no geral foi o staff que estava a cobrir o serviço naquela noite que não parecia ter muita experiência. O melhor do jantar foi a sobremesa. Eu pedi a tradicional tarte de Bakewell e era deliciosa. O gelado equilibrou o doce da tarde e foi sem dúvida o que salvou o jantar.


No dia seguinte quisemos para a nossa última noite no Peak District jantar noutro local. Desta vez fomos ao “The George Inn” em Castleton. Aviso-vos que não há parque de estacionamento, mas há estacionamento gratuito nas ruas à volta. A comida era bastante boa e como era a nossa última noite fomos para uma refeição que incluiu 3 pratos – pedimos nachos para entradas, fish and chips para prato principal, e no final para sobremesa eu pedi um cheesecake “Honeycomb Golden Nugget Cheesecake” e o meu marido “Apple cobbler”, uma tarte com maçã e canela. A qualidade da comida era muito boa, o serviço rápido e atento. Uma das coisas particulares deste local é que também fornece pizzas artesanais – o serviço chama-se “Pizzabox”, mas nós não tivemos oportunidade de experimentar as pizzas, no entanto parece que têm bastante saída.


Assim termina a nossa viagem pelo Peak District. Espero que este e os outros posts vos tenha dado curiosidade em conhecer esta pequena parte de Inglaterra, que se não é de conhecimento comum é certamente um local que nos faz querer voltar.

Foto da nossa viagem

Peak District – Cavernas & Bamford

Peak District – História

O Peak District, como já mencionei em outro post, é uma área de grande interesse devido à sua história ligada relativamente à extração de minérios. Quem visita o Peak District rapidamente se apercebe de quanto a paisagem foi moldada pelos milhares de anos de história na extração mineira principalmente de chumbo. Já na Idade do Bronze, entre 2000 e 1500 AC, se extraía o cobre, como é possível sabermos pelas ferramentas feitas de osso encontradas aqui. Nesta altura o Peak District era um dos maiores e mais ricos campos minérios de Inglaterra. A extração mineira de chumbo foi a indústria mais importante do Peak District desde a altura dos romanos até ao século XIX, tendo o pico desta indústria ocorridos nos séculos XVII e XVIII.


Visita as Cavernas

Este tema da extração de minérios e o seu impacto em Peak District é um dos pontos mais comuns de que ouvirão falar quando visitarem as muitas cavernas que existem na zona, e claro cada caverna irá também ter as suas próprias particularidades. O difícil é escolher quais as cavernas a visitar, visto que as de maior relevância são neste momento pontos de turismo e que só podem ser visitadas mediante a presença de um guia. Acabámos por escolher duas – a Peak Cavern para visitar pela manhã e a a Poole’s Cavern durante a tarde.

Entrada para a Peak Cavern

Um conselho é marcarem as visitas pelo menos no dia anterior, especialmente para a Poole’s Cavern. Nós na verdade já eramos para ter feito a visita no dia anterior, mas os bilhetes estavam esgotados. Uma dica para aqueles que gostam de aventuras mais dramáticas e não são claustrofóbicos como eu, é a tour na Speedwell Cavern que consiste em visitar os túneis por onde os mineiros passavam de barco. Isto porque existe um lençol de água na zona de Castleton que liga Speedwell Cavern a Peak Cavern. Os bilhetes são mais caros, cerca de 25 libras. Eu nem foi pelo preço, foi mesmo porque só ver aqueles vídeos 8que estão disponíveis por toda a internet) sobre a viagem de barco fez-me (e faz-me) levantar os pelos do pescoço. Acho que para quem é claustrofóbico a experiência deve ser um bocadinho difícil. Mas, claro deixo a escolha ao vosso dispor.


O nosso dia

Pequeno-almoço no George Inn – o normal full breakfast – eu pedi a versão vegetariana. Não era mau, não era muito bom, era normal, vamos chamar-lhe assim. Eu quis ainda dar uma volta pela igreja que é um dos pontos principais da vila de Tideswell. Não vale a pena dizer que Tideswell é mais uma bonita vila, porque acreditem por onde passarem ficarão maravilhados com a beleza não só da natureza, mas também das pequenas vilas e cidades que fazem parte do Peak District. Não entrámos para visitar a igreja até porque era Domingo e naquela altura estava a decorrer a missa.

Seguimos em direção a Castleton, onde íamos visitar a nossa primeira caverna, a Peak Cavern. Se deixarem o carro no parque pago de Peak Cavern All Day Car Park e forem visitar a Peak Cavern, o próprio ticket tem uma parte destacável que apresentam à entrada da caverna e ser-vos-ão devolvidas 2 libras.


Peak Cavern

No Peak Cavern viveram a certa altura cerca de 60 pessoas que viviam da produção de cordas – a forma como eram produzidas e as ferramentas envolvidas no processo é vos mostrado logo no início da tour. É-vos explicado como as pessoas viviam dentro da caverna e como esse povo tornou a caverna rentável. Já antigamente se faziam visitas guiadas, claro que não em condições como agora, nem sequer pelo mesmo caminho visto que nessa altura o convidado ia dentro de um barco deitado e puxado pelo “guia” pela caverna através do rio que chegava mais ou menos à cintura. Eu não consigo imaginar pior terror, passar dentro de um túnel escuro sem luzes deitado num barco que por vezes ficava encravado. Uma das coisas é certa, nesses tempos não tinha posto os pés dentro da caverna.

Parte do tour que foi preciso passar agachado

No entanto, a tour foi bastante agradável – já agora a tour chama-se The Peak Cavern The Devil´s Arse – e apesar de haver uma parte que tínhamos que passar agachados – vejam a fotografia acima e sim foi por ali que viemos – a tour foi bastante interessante e recomendo imenso. A tour demorou cerca de 1 hora. Podem depois aproveitar para passar por Castleton, pararem para comer ou beber alguma coisa e talvez até subir até às ruínas do Castelo Perevil.


Ladybower Reservoir

Nós visitámos Ladybower Reservoir depois da Peak Cavern porque ainda faltavam várias horas até à nossa visita na caverna de Poole. Mas, aconselho a se puderem organizarem melhor o vosso dia, porque acabámos por perder algum tempo a conduzir. No entanto, independentemente da ordem que o façam aconselho a visitar Ladybower Reservoir – um lago artificial. Ladybower Reservoir foi construída entre 1935 e 1943 para com outros dois reservatórios (Howden e Derwent) ajudar no fornecimento de água. Durante a década de noventa, o muro do reservatório foi reforçado de maneira a reduzir o risco de inundações aquando grandes enchentes. O meio de escoamento de Ladybower é especial visto que é feito por duas estruturas de pedra em forma de boca de sino (ver fotografia abaixo) complementarmente fechadas que quando submersas funcionam como efeito de “ralos”.

Podem fazer o percurso à volta de Ladybower Reservoir – cerca de 9 quilómetros passando também pela barragem de Derwent. Nós não o fizemos porque devido a constrições de tempo preferimos subir até a Bamford Edge, onde se tem uma vista espetacular da zona, do reservatório Ladybower e do vale. Aconselho a virem aqui, a paisagem é lindíssima como podem ver nas fotografias. Esta é uma das zonas mais bonitas do Peak District.


Poole’s Cavern & Buxton Country Park

As tours para visitar a caverna começam a cada 30 minutos e duram cerca de 45 minutos. Eu gostei bastante desta tour, mas para dizer a verdade também gostei de ir a Peak Cavern. Diria que esta é mais imponente. Existem várias galerias algumas muito especiais como a das estalactites e estalagmites com um mistério científico (não vou ser spoiler). Obviamente que várias histórias vos serão contadas sobre como por exemplo a lenda em que Poole seria um dragão que cuspia fogo ou como se fazia naquelas galerias atividades ilegais. É bastante interessante e quem gosta de perceber um pouco como funciona os processos de erosão e como se vai moldando as rochas até ao seu aspeto atual acho que tanto esta como a caverna de Peak são bons exemplos. Também estas tours vos dá uma melhor ideia de como é a vida de um mineiro – de como se vai pouco a pouco desbravando a rocha e se encontram novas galerias. Definitivamente tenho um imenso respeito por quem o faz.

Galeria de estalactites and estalagmites

Peak District – Monsal Trail (Chee Dale) & Mam Tor Trail

Chee Dale (rota alternativa em Monsal Trail)

Terceiro dia em Peak District. Check-out feito em The Miners Arms e com pequeno-almoço tomado, partimos novamente em direção a Monsal Trail, mas desta vez parámos o carro em Miller’s Dale em Buxton. Se tínhamos feito o percurso pela estrada no dia anterior, hoje queríamos fazer o percurso pelo caminho alternativo que segue junto ao rio. Deixámos o carro à frente da igreja em Miller’s Dale (não é o parque de estacionamento oficial) mas era gratuito e havia espaço para deixar o carro. Entrámos pelo carreiro em frente à igreja (do outro lado da estrada) que sobe a encosta até Monsal Trail e daí seguimos em direção a Blackwell Mill. Quando chegámos à primeira ponte seguimos pelo carreiro de terra que desce até ao rio e foi só seguir o carreiro. Agora avisos – o caminho em alguns locais pode ser considerado de difícil passagem, especialmente se o terreno estiver escorregadio. Mas vale a pena, vão quase sempre junto ao rio – mais um riacho chamaria eu – e existe imensas pessoas a fazer o mesmo percurso. Descobrimos até que já mais para o final do percurso existe uma zona conhecida por alpinistas, e muitos deles estavam naquele momento a fazer escalada nas rochas.

Nesta zona para fazer a travessia tem que se passar por um carreiro de pedras (dificuldade mínima). Claro que é mais exaustivo este carreiro e foi por isso que escolhemos não o fazer no primeiro dia. Chegando a Blackwell Mill existe um postigo onde se pode alugar bicicletas se assim o desejarem, ou podem fazer o caminho de volta a pé. Aviso, este pequeno desvio do trilho de que vos estou a falar não pode ser feito de bicicleta, mas, no entanto, não haverá problema se se mantiverem no trilho de Monsal que passa pelos vários túneis abandonados. Para saberem um bocadinho da história sobre estes túneis, vejam o último post clicando aqui. Os túneis são iluminados enquanto há luz do sol, e por isso se forem no Inverno tenham atenção que não são iluminados a partir das 4 e meia da tarde. Os túneis dão certamente um toque especial a este trilho.


Trilho de Mam Tor

Este será provavelmente um dos sítios mais conhecidos em Peak District. Sempre que fiz uma pesquisa sobre o que fazer e ver em Peak District, o trilho de Mam Tor aparecia. E isso é devido às incríveis paisagens que rodeiam a zona. Em baixo ponho o trilho completo de Mam Tor que se encontra no site oficial do National Trust.

Mapa oficial do trilho completo de Mam Tor

Nós não seguimos bem o trilho como está na imagem. Nós deixámos o carro à beira da estrada (é fácil de saber onde porque não serão os únicos a fazê-lo, subimos até ao topo de Mam Tor e depois seguimos pelo trilho até chegarmos ao topo de Lose Hill (onde existe um marco de pedra redondo).

A paisagem é deslumbrante e o caminho não é muito exigente fisicamente. Conseguem ver a cidade de Buxton, a The La Forge Cement Works Factory – uma fábrica de cimento, e a entrada para várias cavernas. Mas, claro que são os vales e as montanhas e os muitos tons de verde que faz este trilho um dos pontos principais a visitar no Peak District.


E assim rapidamente se passou o dia, de manhã em Monsal Trail e à tarde em Mam Tor trail. Seguimos E assim rapidamente se passou o dia, de manhã em Monsal Trail e à tarde em Mam Tor trail. Seguimos para o seguinte local onde íamos passar a noite, desta vez o George Inn em Tideswell. Eu não me vou alargar sobre esta acomodação porque houve vários pontos negativos como a casa-de-banho que tinha numa das paredes matérias não muito desejáveis e terem durante a noite música ao vivo, o que nos impediu de dormir até quase à meia-noite. Atenção que é normal os pubs terem música ao vivo e agora depois da retirada das limitações do governo é normal que os negócios tentam ultrapassar as dificuldades que a pandemia lhes trouxe, mas acho que as pessoas que estão alojadas durante essa noite deviam ter um aviso prévio. Chamem cortesia se não tiverem outra palavra melhor. Para jantar fomos até ao Star Inn – não tínhamos marcado mesa antecipadamente, mas aconselho a o fazerem em qualquer dos locais onde decidirem jantar – e a comida aqui era bastante boa.

Via-se que era um pub com um ambiente mais familiar e íntimo comparado ao do sítio onde estávamos alojados. Tanto as entradas – antipasti e quadrados de brie fritos – como o prato principal – eu escolhi bife grelhado com manteiga de alho eram deliciosos. As porções eram enormes e por isso já não conseguimos ir à sobremesa, apesar de eu ter estado de olho no menu no início da refeição. Recomendo bastante.

Peak District – Bakewell e Monsal Trail

Seguimos com a nossa viagem pelo Peak District. Acordámos em Upper Hulme, mais especificamente no Hen Cloud Cottage. O que achámos então deste sítio?

A noite foi calma, sem barulho, e sem carros vistos que o local é no meio do campo. Na verdade, para aqui chegarmos tivemos que passar por uma estrada estreita, não alcatroada de um só sentido. Nós chegámos um pouco mais tarde do que a hora do check-in e por isso digamos que a maneira como fomos recebidos não foi a mais afável. No entanto, quando já nos encontrávamos no quarto mandaram mensagem a perguntar se tínhamos tudo o que precisávamos. Achei estranho que quando perguntei por recomendações para jantar, a dona da propriedade não soubesse de restaurantes na zona. Mas pelo menos não nos mentiu. Também com uma pesquisa rápida no google rapidamente tratámos do assunto e por isso acabámos no Alberto’s Kitchen, restaurante italiano de que vos falei no último post.

A decoração do quarto era uma mistura entre o rústico e de quem tem 80 anos, vive sozinha e gosta de pendericos. Não que isso nos incomodasse. A parte mais fraca talvez fosse o pequeno-almoço. Quando chegámos ao quarto reparámos numa cesta de verga onde estava o pequeno-almoço para o dia seguinte. Chegou?? Sim, mas talvez se fosse com menos items cheios de açúcar não sentisse um rush de açúcar a correr-me pelas veias às 9 da manhã. Mas para dizer a verdade quando nós começámos realmente a decidir e a marcar os sítios onde ficar já não tínhamos muitas opções. Não é que fosse mau, como disse dormimos bastante bem por isso digamos que o local foi razoável.

Chatsworth House

Primeiro, fomos em direção a Bakewell. A cidade é mais conhecida devido a ser aqui a origem de uma sobremesa bastante conhecida em Inglaterra chamada exatamente de Bakewell. Nos supermercados Bakewell vem em forma de tarte. Provavelmente se já passaram algum tempo em Inglaterra já a devem ter visto e/ou experimentado. No entanto, durante a viagem fiquei a saber que a forma tradicional deste doce é em forma de pudim denso. Eu experimentei-o num dos sítios onde jantámos e descrevê-lo-ia como uma mistura de pudim cremoso com massa de bolo. Não é mau. Definitivamente a forma tradicional foi bastante mais do meu agrado do que as tartes que se vendem nos supermercados. A cidade em si – bastante pitoresca com casas de pedras rodeadas de flores coloridas ou cobertas por folhas verdes. Nós passámos apenas por Bakewell de carro, visto que o nosso destino era a casa Chatsworth. Esta casa, que eu chamaria mais de mansão/museu pertence aos duques de Devonshire. Se visitarem a casa existem imensas obras de arte oponentes desde esculturas egípcias até quadros de Rembrant. Nós não quisemos visitar a casa, mas “apenas” o jardim. Digo apenas entre aspas, porque é um grande jardim. O jardim ou talvez seja melhor chamá-los de jardins estão divididos em diferentes secções, cada uma delas com as suas próprias características. Talvez o mais espantoso é pensar que aquela casa e aqueles jardins pertence só a uma família. A casa Chatsworth é realmente um bom exemplo de como ainda existe uma hierarquia na nobreza com títulos de duques, condes e barões na sociedade inglesa.

Estou aqui a adicionar o vídeo que se encontra no site da Chatsworth House sobre os jardins.

Vídeo pode ser encontrado no site https://www.chatsworth.org/garden/

Se quiserem visitar a casa e os jardins o bilhete são 24 libras. Para apenas visitar os jardins são 14 libras. Sim, o bilhete para visitar os jardins é mais caro do que para visitar apenas a casa.


Monsal Head and Monsal Trail

Para a nossa tarde fomos até Monsal Head. Parámos no parque de estacionamento pago que fica por detrás do Stables Bar. Monsal Head é um dos sítios mais fotografados no Peak District – já que daqui se consegue ver o Viaduto Headstone.

Este viaduto pertence ao trilho de Monsal. O trilho de 8.5 milhas (cerca de 13,5 km) liga Bakewell a Blackwell Mill. Fazer o trilho é complemente gratuito e o caminho é a direito e está em ótimas condições. Este é um dos trilhos que se pode fazer a pé (como nós) ou de bicicleta. Em Blackwell Mill é possível alugar bicicletas que se não estou em erro são 17 libras por adulto.
O mais peculiar e especial deste trilho são os túneis abandonados que eram usados para passagem de comboios. As linhas de comboio foram construídas em 1863 e estiveram ativas durante 100 anos. A maior parte do trilho foi aberta ao público em 1981, mas só em 2011 os quatro túneis que atualmente fazem parte do trilho se tornaram de acesso público devido a razões de segurança. Os túneis são iluminados e cada um tem cerca de 400 metros de comprimento.


Para descansar da caminhada acabámos por parar no Stables Bar em Monsal Head. Aqui foi onde se descobriu a melhor cerveja da viagem – Monsal Gold.


The Miners Arms

Depois de petiscos e bebidas chegava o final da tarde e seguimos para a nossa terceira paragem, desta vez em Eyam – The Miners Arms. The Miners Arms é um pub que também oferece acomodação. O quarto tinha um bom tamanho, limpo e agradável. Também aqui não tivemos problemas com barulho. Felizmente conseguimos uma mesa para jantar, apesar de não termos marcado mesa (e era sexta-feira). Fomos assim um bocadinho mais tarde e conseguiram arranjar-nos uma mesa. A comida era boa, não digo extraordinária, mas com os padrões esperados de comida de pub. Para entrada pedimos Black Pudding (uma espécie de morcela, mas em vez com arroz contém farinha) com chutney de maçã. Para prato principal pedimos frango com molho de queijo azul e cidra de maçã.


Em relação ao pequeno-almoço do dia seguinte foi substancialmente melhor ao da nossa experiência anterior. O pequeno-almoço foi à base do full breakfast inglês. Talvez tenhamos ficados inicialmente chocados quando na mesa ao lado da nossa, a senhora que estava a tomar o pequeno-almoço tivesse descalça, mas sinceramente quem é que nunca encontrou pessoas sem o mínimo sentido de higiene? É que o pequeno-almoço foi servido na sala comum, onde na noite anterior tínhamos jantado. Mas também rapidamente nos passou a surpresa e não foi isso que nos impediu de tomar o pequeno-almoço descansados.