Fajitas caseiras

Tempo de preparação – 25 minutos

355 Kcal/ porção

4 porções

Ingredientes:

– 1 pimento vermelho

– 1 cebola roxa

– 2 peitos de frango

– 1 colher de sobremesa de paprica

– ½ colher de sobremesa de cominhos

– 2 Limas

– 4 Tortilhas

– 150mL de iogurte natural

– 50 gr de queijo ralado

– Sal, pimenta, paprica fumada, alho em pó e azeite q.b

Para a salsa:

– 1 lata de tomates picados

– 30 gr de coentros frescos picados

– Sumo de 1 lima

– Azeite, sal, pimenta e piri-piri em pó q.b.

Para o guacamole:

– 1 abacate

– 4 colheres de sopa de iogurte natural

– 3 colheres de sopa de limão

– Coentros frescos picados q.b.


Preparação:

Comece por cortar os peitos de frangos em tiras finas. Tempere-os com sal, pimenta, cominhos, alho em pó e paprica. Reserve. Retire as sementes aos pimentos e corte-os em tiras finas. Descasque a cebola e corte-a em meias-luas finas.

Numa tigela junte o frango, os pimentos e a cebola. Misture bem e adicione o sumo das limas e azeite. Tempere com sal, paprica fumada e alho em pó. Tenha atenção para não adicionar demasiado sal uma vez que o frango já se encontra temperado. Misture e deixe marinar por cerca de 5 minutos.

Entretanto prepare a salsa. Abre a lata de tomates e escorra o líquido da lata, mas deixe um pouco no fundo. Coloque os tomates com o restante líquido numa tigela, adicione os coentros, o sumo de lima e tempere com sal, pimenta e piri-piri em pó. Junte um fio de azeite e misture bem. Reserve.

Coloque o grelhador a lume médio e quando estiver quente adicione o frango, os pimentos e a cebola. Deixe cozinhar tudo por 6-8 minutos virando os vegetais e o frango a cada dois minutos para não queimar. Quando o frango estiver cozido coloque-o juntamente com os vegetais num prato. Prepare o guacamole. Descasque, corte o abacate em fatias e retire-lhe o caroço. Num prato com a ajuda de um garfo esmague o abacate e transfira o puré para uma tigela. Junte o iogurte natural, sumo de limão e os coentros picados. Misture bem. Numa outra tigela coloque iogurte natural e tempere com pimenta. Ainda em outra tigela coloque o queijo ralado. Aqueça as tortilhas no micro-ondas ou numa frigideira antiaderente. Sirva as tortilhas juntamente com o frango, os pimentos, a cebola e as tigelas com a salsa, o guacamole, o queijo ralado e o iogurte natural.  

Cruzeiro no Douro – entre o Porto e a Régua

O famoso cruzeiro no Douro. Tenho a certeza de que a maioria de vocês, especialmente se vivem em Portugal já ouviram falar do magnífico cruzeiro pelo rio Douro com as suas muitas vinhas e bonitas paisagens e tudo mais. Era realmente um passeio que eu e a minha família queríamos fazer já a algum tempo, mas nunca se tinha tido a oportunidade para tal. Talvez por isso tínhamos expectativas bastante altas para este cruzeiro. E normalmente expectativas altas dão lugar a desilusão. Se valeu a pena – eu diria que sim, porque até houve partes giras do cruzeiro especialmente em relação à passagem pelas barragens e paisagens bonitas. No entanto, campos a perder de vista de vinhas, não aconteceu. Mas vamos a pormenores.

Comprámos bilhetes para a descida do rio Douro Porto-Régua-Porto. A companhia de cruzeiros que escolhemos foi a “Cruzeiros Douro” que nos informou que para a data que queríamos já só havia a descida do rio e não a subida. A diferença entre as duas viagens é que na descida do rio vai-se de autocarro do cais de Vila Nova de Gaia até à Régua, onde aí se passa para dentro do barco que vos leva de novo até ao Porto. A subida é o contrário – de barco até à Régua e depois de autocarro até ao Porto. A viagem de autocarro demora entre 1 hora e meia e duas horas. Como fomos no Domingo de manhã não havia trânsito e por isso a viagem de autocarro foi mais rápida. Quando estávamos a chegar à Régua vimos alguns campos de vinha, o que nos espicaçou a curiosidade para o que iríamos ver no cruzeiro, sem saber que seriam as únicas vinhas que veríamos.

Antes de entrarmos no barco ainda comprámos rebuçados tradicionais da Régua – rebuçados de caramelo.

Quando entrámos para o barco conduziram-nos para a mesa que nos estava reservada. No bilhete do cruzeiro está incluído almoço e as bebidas até ao final da refeição. A partir desse momento, as bebidas apenas no bar e definitivamente não gratuitas. Quando começámos a viagem, a todos os visitantes já sentados nas respetivas mesas foram oferecidos sumo de laranja ou o famoso vinho do Porto, não era este um cruzeiro relacionado com as vinhas do Douro que produzem este famoso néctar português. À medida que fomos avançando rio abaixo, a nossa guia foi explicando os locais por onde íamos passando mencionando factos históricos importantes. Também foram sendo mencionados avanços tecnológicos nesta zona e como esses têm uma importante influência no nosso país. Com o sol a despertar fomos para o piso de cima, não coberto, para as típicas fotografias e para apreciação da paisagem das encostas verde que rodeiam o azul do rio Douro.

É verdade que o que esperávamos eram campos a perder de vinhas, no entanto, não posso deixar de mencionar que na descida do rio as paisagens são belíssimas, especialmente para aqueles que são amantes da natureza.

Durante o cruzeiro realizou-se duas travessias por barragens, a barragem do Carrapatelo e a barragem de Crestuma-Lever. Foi de facto os grandes eventos do cruzeiro, mas penso que por isso houve ali uma má organização do serviço. O almoço foi servido assim que meio a fugir para só faltar a sobremesa quando fôssemos atravessar a barragem do Carrapatelo. E não havia necessidade disso, de facto houve um longo tempo morto entre as barragens que podia ter perfeitamente sido utilizado para o serviço de almoço. Antes de avançar para a parte mais interessante do cruzeiro, vou falar do almoço em si. Começámos por uma sopa de legumes seguida pelo prato de carne assada com batatas assadas e arroz. A comida era saborosa. No entanto, havia uma pessoa vegetariana no nosso grupo e o que lhe serviram foram as mesmas batatas que foram cozidas juntamente com a carne. Não sei se assim sendo as batatas serão consideradas “prato vegetariano”.

Agora a passagem da barragem do Carrapatelo com um desnível de 35 metros. Para a descida na barragem o barco entra num corredor estreito na barragem com duas comportas uma de cada lado do barco (frente e trás) e de repente a água começa a descer de nível, assim como o barco. Quando o nível da água entre as comportas está ao mesmo nível do da barragem do outro lado da comporta, esta abre e o barco segue viagem. O mesmo mecanismo aplica-se na barragem de Crestuma-Lever mas o desnível é de 14 metros.

Depois da passagem pela primeira barragem foram servidos bolo e café. No final da sobremesa, as bebidas eram pagas (como já tinha referido acima). Desde a barragem de Crestuma-Lever até ao Porto, o tempo seguia lentamente. De vinhas realmente nada. Já li várias reviews sobre os cruzeiros no Douro e parece que a viagem entre Régua e Pinhão oferece uma maior paisagem conhecida como tradicional nas encostas do Douro – ou seja milhares vinhas a perder de vista. Talvez nunca próxima oportunidade.

No entanto, foi interessante fazer o cruzeiro, como disse era algo que já queríamos fazer há algum tempo e foi um dia diferente. E sempre foi uma oportunidade de revisitarmos o Porto, comer uma francesinha no restaurante Santiago F e uns cachorrinhos da batalha na Gazela.

E como não podia deixar de ser, maravilharmos com a bonita paisagem entre o Porto e Vila Nova de Gaia.

Para mais sobre o Porto cliquem em:

Portugal – Porto

Vila de Rei e Passadicos do Penedo Furado – Uma viagem ate ao centro de Portugal

Esta viagem até Vila de Rei e aos Passadiços do Penedo Furado é ideal para aqueles passeios de um dia ou para aquelas escapadinhas rápidas (mas bem merecidas) de um fim-de-semana. Nós fizemos esta viagem juntamente com os nossos pais e posso-vos dizer que foi um dia bem aproveitado. Bom tempo, boa comida e a beleza natural de Portugal, nada falta para um dia perfeito.

Começámos por Vila de Rei, já que também era por aqui que tínhamos feito a reserva para o almoço. Vila de Rei pertence ao distrito de Castelo Branco, fica a cerca de meia hora de Abrantes e a duas horas de Lisboa. O centro histórico de Vila de Rei e o Centro Geodésico são dois pontos que não podem de deixar de visitar. Eu já tinha ouvido falar muitas vezes de Vila de Rei devido a um dos pratos típicos da zona – a famosa sopa de peixe. E na verdade esta foi a grande razão para este passeio. Marcámos o almoço para o meio dia e meia – na minha família almoça-se cedo – no restaurante A Cobra. Apenas um do grupo já conhecia Vila de Rei, mas nunca este restaurante. Por isso, a Cobra foi uma experiência gastronómica nova para todos. E que experiência!

Adorámos logo o aspeto exterior rústico do restaurante e mais ainda o espaçoso salão no seu interior. A comida então – muito, mas muito boa. Pediu-se para entrada a tal Sopa de Peixe como não podia deixar de ser – e apesar de ser a sopa considerada “Entrada” aviso-vos que enche bastante – aviso gratuito para depois não serem como nós e só comer metade do prato principal e já a empurrar bem para não parecer mal e ficarmos de consciência pesada. A sopa muito bem temperada, com um sabor delicioso, revelou-nos que a razão da viagem era bem merecida.

Para pratos principais houve quem pedisse alheiras, maranhos (também prato típico desta zona de Portugal), mas o prato mais famoso não só na nossa mesa, mas por todo o restaurante foi o cozido a portuguesa. Doses enormes chegaram-nos à mesa, e as do cozido chegam à vontade para duas pessoas! As sobremesas também não ficaram nada atrás como esta Pannacotta com molho de frutos vermelhos. Preços acessíveis e o serviço impecável.

Para moer toda a quantidade de comida que se ingeriu fomos para os Passadiços do Penedo Furado.

Parámos primeiro no Miradouro do Penedo Furado, mas também existe o Miradouro Fragas do Rabadão mesmo ali ao lado. A paisagem incrível sobre o rio e os vales que o acompanha estendia-se à nossa frente.

Mais abaixo, num parque de estacionamento gratuito começámos o nosso passeio pedonal pelos passadiços. Primeiro encontrámos a praia fluvial onde vários grupos de pessoas assavam carne, falavam alto ou sentavam-se de frente para a paisagem. Os passadiços formam um trilho circular de cerca de 2 km. Durante o passeio terão oportunidade de ver várias cascatas. Se o tempo assim o deixar ainda poderão aproveitar para nadar debaixo da cascata do Penedo Furado. Os Passadiços foram construídos em 2 fases, sendo que a segunda fase foi terminada em 2021, permitindo assim caminhar entre a praia fluvial e o miradouro das Fragas do Rabadão. Os Passadiços do Penedo Furado também fazem parte dos trilhos pedestres “Trilho das Bufareiras” (entre Vila de Rei e a praia fluvial do Penedo Furado – 9Km), “Grande Rota da Prata e do Ouro” (entre o concelho do Sardoal a Vila de Rei – 31Km) e a “Grande Rota do Zêzere” (da Serra da Estrela até Constância – 370Km).

Deixo aqui um aviso e garanto-vos que estou a falar por experiência – tenham algum cuidado nas pedras molhadas se não acabam como eu a dar uma cambalhota pelo ar ao tentar atravessar a fila de pedras que ligam os dois lados da lagoa onde a cascata do Penedo Furado se encontra. Felizmente não houve lesados apenas uma história para contar.
Na volta já para o carro ainda aproveitámos para bebidas frescas num café na praia fluvial – que fechou por volta das 4 e meia da tarde.


Este é um passeio para aproveitar e conhecer o interior de Portugal, um país de mil faces com sítios maravilhosos em cada recanto.

Frango siciliano

Tempo de preparação – 120 minutos
299 Kcal/ porção
6 porções

Ingredientes

  • 3 beringelas
  • 1 Kg de peito de frango
  • 1 pau de canela
  • 30 gr de alcaparras
  • 2 cebolas roxa
  • 1 lata de tomate picado
  • 50 gr de amendoins
  • Sumo de 2 limões
  • Sal, pimenta, alho em pó, azeite, piri-piri em pó, alecrim fresco e folhas de manjericão q.b.

Preparação

Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Corte as beringelas em quadrados e tempere com sal e pimenta. Reserve.
Tempere o frango com sal, pimenta e alho em pó. Numa frigideira adicione 1 mL de azeite e frite o frango até dourar. Retire da frigideira e reserve. Na mesma frigideira coloque as beringelas e frite até ganharem cor. Retire do lume e reserve.
Num tacho que possa ir ao forno refogue a cebola num fio de azeite por cerca de 15 minutos. A meio tempo adicione as alcaparras, a canela, sal, alho, piri-piri e o alecrim. Mexa ocasionalmente. Passado os 15 minutos adicione os tomates, o frango, as beringelas e 600 mL de água. Por cima espalhe os amendoins, o sumo de limão e leve ao forno durante 45 minutos. Na hora de servir polvilhe com folhas de manjericão picadas.
Pode servir o frango com couscous, arroz ou salada.

Salada de beterraba

Tempo de Preparação – 27 minutos

263 Kcal/ porção

4 porções

Ingredientes

– 600 gr de beterraba cozida

– 4 clementinas

– 100 gr de queijo de cabra

– 40 gr de nozes sem casca

– 1 colher de sopa de azeite

– Vinagre de maçã q.b.

– Sal, pimenta e estragão q.b.


Preparação

Corte as beterrabas em rodelas. Reserve.
Para uma tacinha esprema o sumo de uma clementina, adicione o azeite e um pouco de vinagre. Junte as beterrabas. Misture e tempere com sal, pimenta e estragão. Descasque os gomos das clementinas com cuidado.
Nos pratos que vai servir a salada coloque as beterrabas no meio, os gomos das clementinas à volta, e por cima coloque o queijo de cabra esfarelado e as nozes cortadas grosseiramente em pedaços. Por cima adicione um fio de azeite. E está pronto a servir.

Salada de massa fria

Tempo de Preparação – 15 minutos

507 Kcal/ porção

4 porções

Ingredientes

– 350 gr de massa de tamanho pequeno

– 255 gr de tomates-cereja

– 20-25 azeitonas pretas sem caroço

– ½ pepino

– 4 colheres de sopa de vinagre de maçã

– 7 colheres de sopa de azeite

– 3 dentes de alho

– Sal, pimenta e orégãos q.b.

Preparação

Coza a massa em água fervente temperada de sal e com dentes de alho inteiros descascados por cerca de 12 minutos. Entretanto, corte os tomates e as azeitonas às rodelas e o pepino em cubinhos. Junte tudo numa tigela e tempere com vinagre, azeite, sal, pimenta e orégãos. Misture bem. Quando a massa estiver cozida, retire os dentes de alho, esmague-os e adicione-os aos restantes vegetais. Escorra a massa e junte-a à tigela. Misture bem e está pronto a servir.

Tosta de abacate com ovo escalfado

Tempo de preparação – 15 minutos
283 Kcal/ porção
2 porções

Ingredientes

– 2 ovos

– ½ abacate

– 1 colher de sopa de iogurte natural

– 1 colher de sopa de sumo de limão

–  Pimenta e vinagre de maçã q.b.

– 2 fatias de pão integral

Preparação

Encha meio tachinho com água e 2 colheres de sopa de vinagre de maçã. Leve ao lume e quando começar a ferver revolva o líquido com a ajuda de um garfo. Coloque um ovo dentro da água e deixe cozer por 3 minutos (2 minutos e meio se gostar de a gema bem líquida). Passado o tempo, retire o ovo e coloque em água fria para parar a cozedura. Repita o processo com segundo ovo.

Numa taça desfaça o abacate com a ajuda de um garfo, junte o iogurte e o sumo de limão. Tempere com pimenta e misture bem. Toste as fatias de pão. Barre o pão tostado com a mistura do abacate com o iogurte e por cima coloque o ovo escalfado. Polvilhe com um pouco de pimenta e está pronto a servir.

Exmoor National Park – Natureza, trilhos e um funicular especial

Depois de no último post vos ter deixado uma ideia do porquê o parque nacional Exmoor é considerado um local especial para observação do céu, agora deixo-vos as razões porque este lugar é especial para amantes da natureza. Nós estivemos cerca de 2 dias e meio em Exmoor e foi tempo suficiente para pararmos nas zonas mais turísticas, nos locais mais conhecidos e percorrer os trilhos mais bem avaliados. No entanto, se quiserem percorrer a área a fundo terão que estender a vossa estadia. Mas, como disse, para nós foi o suficiente.


O trilho de Watersmeet

Depois de um pequeno-almoço no Exmoor Lodge que inclui fruta fresca, café/chá, sumo de fruta natural e ovos mexidos com salmão fumado, Watersmeet foi a nossa primeira paragem do dia.

Watersmeet é um dos trilhos mais bem avaliados em Exmoor e por isso não podemos deixar de aqui vir. Estacionámos ao pé da ponte Hillsford onde existe uma entrada para o trilho de Watersmeet. O percurso não é longo e também não pede muito ao corpo (como muitas vezes acontece). O percurso circular (ida e volta) demorará cerca de 1 hora se forem com calma e são cerca de 3Km.

Nós não fizemos o percurso oficial que pode ser encontra no website: https://www.nationaltrust.org.uk/watersmeet/trails/watersmeet-to-ash-bridge-circular-walk, que começa no estacionamento “oficial” do local e começa em Watersmeet até à ponte de Ash. Como normalmente esses parques de estacionamento são pagos, preferimos deixar o carro noutro local (ao é da ponte de Hillsford) e começar o trilho pela ponta oposta. Assim sendo, Watersmeet foi o nosso marco de viragem. Como o tempo estava ótimo e a paisagem pedia a isso, estivemos bastante tempo por aqui a tirar fotografias e como não podia de ser a molhar os pés. E mesmo só os pés porque a água era muito fria. Nesta zona também existe um café com mesas no jardim onde podem desfrutar relaxadamente da paisagem.


Lynton and Lynmouth Cliff Railway

Segunda paragem foi em Lynmouth, uma cidade costeira. Existe um trilho que liga Watersmeet a Lynmouth, mas nós fizemos o caminho entre os locais de carro, devido a restrições de tempo. Aviso que para estacionar em Lynmouth não é assim muito fácil, existe um parque de estacionamento na cidade, mas pelo menos no dia em viemos estava cheíssimo. Mas o tempo estava fantástico, o mar mesmo ali ao lado e uma cidade bonita fazem o conjunto perfeito para o chamamento de turistas e locais. Nós quisemos vir a Lynmouth devido ao funicular que liga Lynton (topo da escarpa) a Lynmouth (rapé). Este funicular foi construído em 1888 e encontra-se em funcionamento desde 1890. O funcionamento do funicular é bastante único porque é unicamente movido a água, água essa proveniente do rio completamente renovável. Este funicular é a ferrovia mais alta e mais íngreme movida a água do mundo. O bilhete para a ida são 3 libras por pessoa.

Como fizemos a subida de Lynmouth até Lynton aproveitámos por passear pelas ruazinhas da vila e fizemos uma paragem rápida num pub até seguirmos para a nossa próxima paragem.


Valley of Rocks

O Valley of Rocks, ou traduzindo para português, o vale de rochas é um local conhecido pela sua geologia e paisagem. O Valley of Rocks fica a cerca de 1Km de Lynton, por isso podem sempre fazer o percurso de Lynton até aqui a pé. No Valley of Rocks fizemos o trilho que vai junto à escarpa, onde se é acompanhado pelo azul do mar.

Também ainda subimos até um dos montes mas não nos atrevemos a subir até ao topo, visto que a queda era muito provavelmente fatal.Dizem que este local também é conhecido pelos rebanhos de cabras selvagens, mas nós não as encontrámos.


Tarr Steps

 Este foi o nosso último local de paragem em Exmoor, já na segunda-feira. Tarr Steps é mais conhecido pela ponte pedonal antiga feita de pedra que atravessa o rio Barle. Seguimos pelo trilho circular em volta do rio (eu diria que é mais um riacho de que um rio) e aproveitámos para tirar mil fotografias. Assim como nós, muita gente andava ali a aproveitar o bom tempo e o contacto com a natureza.


O último jantar

Bem, estou a deixar a escrever relutantemente a review do local onde jantámos no Domingo à noite – “The Crown Hotel Exmoor”. O local até está bem avaliado, mas talvez seja pela acomodação que oferecem. A comida não era má, talvez um bocadinho mais cara do que o esperado para comida de pub, mesmo com a apresentação bonita das sobremesas. No entanto, o que ficou bem aquém desta experiência e posso mesmo dizer que me causou desconforto foi o ambiente que ali se gerou. É normal que não havendo muita seleção de pubs, os locais se concentrem num local para beber e parece que este foi o local escolhido. No entanto, quando acabámos a refeição, as pessoas que estavam a beber ao balcão – e a nossa mesa estava a poucos metros deste – estavam aos berros e completamente bêbados. E como ocupavam todo o balcão nem sabíamos como poderíamos pedir a conta, visto que já nem havia serviço às mesas. Depois de nos resignarmos lá fomos ao balcão, onde como se esperava começaram a fazer comentários desnecessários de tal modo que até o funcionário do estabelecimento nos disse para sairmos por outra porta. Uma situação extremamente desagradável, para uma refeição bastante mais dispendiosa que o normal e quando reviews semelhantes à minha se encontram na internet.


E como não quero acabar a minha viagem com uma nota negative sobre o Parque Nacional de Exmoor, até porque foram 2 dias e meio a passear em locais maravilhosos e bonitos deixo-vos uma curiosidade – uma árvore que se encontra em Tarr Steps:

Money tree – “Árvore do dinheiro”

Era costume no início do século XVIII colocar-se moedas em troncos árvores para pedir desejos. Estas moedas eram cravejadas no tronco das árvores com martelos ou com a ajuda de pedras. As pessoas deste tempo acreditavam por exemplo que enfiar uma moeda desta forma no tronco da árvore passaria a doença para a árvore e ocasionalmente para a pessoa que se atrevesse a tirar a moeda da árvore.

Exmoor National Park – à procura da Via Láctea

A última viagem de Verão de 2021 foi a uma zona não muito conhecida de Inglaterra, nem por estrangeiros nem por britânicos. Apesar de ser não muito conhecida não significou que não houvesse bastantes touristas a visitá-la e a passear pelas zonas costeiras, a apreciar a paisagem e a natureza.

Afinal de onde estou a falar? Do Parque Nacional de Exmoor, uma área de quase 700Km, na zona sudoeste de Inglaterra. E apesar de não ser muito conhecida é uma zona lindíssima. No entanto, tivemos uma razão especial para conduzirmos até aqui durante cerca de 3 horas desde Londres para um fim-de-semana grande. Exmoor National Park é conhecido como um dos locais especiais do mundo classificados como “International Dark Sky Reserve” (tradução direta para o Português – reserva internacional de céu escuro). Estes poucos locais que têm a honra de ser classificados como tais são locais preservados da poluição e da luminosidade de origem humana e que por isso oferecem um céu noturno espetacularmente belo para a observação de estrelas, astros e da Via Láctea. Estas zonas são têm um valor científico, natural e educacional muito importante.

Eu e o meu marido viemos a Exmoor National Park exatamente neste fim-de-semana de 4 a 6 de setembro porque as condições atmosféricas e lunares eram as ideias para se observar a Via Láctea. Para se ter as melhores condições para ver a Via Láctea a olho nu e para captar uma intensidade mais forte é preciso haver pelo menos dois fatores essenciais – céu limpo e lua nova (escuridão completa). Com as nossas pesquisas quando marcámos esta viagem ficámos a saber que há alturas do ano com melhores condições para observar o céu noturno. Seguimo-nos pela aplicação que se pode encontrar neste website: https://capturetheatlas.com/milky-way-calendars/ que vos informa não só quais os melhores dias para fazer o que se chama de “Stargazing” (observar as estrelas) mas também quais são as melhores horas para o fazer.

Depois de vos ter dado a conhecer um bocadinho de um mundo que eu também não conhecia até à data sobre observar as estrelas e os locais especiais do mundo indicados para o fazer vou então falar do que fizemos nesta viagem.


1ª Paragem – Vila de Dunster

A pequena e bonita vila de Dunster foi a nossa primeira experiência em Exmoor. A vila é super pitoresca – ruas com lojinhas muito engraçadas e decoradas com flores multicoloridas.

Rua principal de Dunster

E depois, temos a preciosidade da vila, o castelo de Dunster. Para entrar para o castelo é preciso bilhete, cerca de 14 libras. O bilhete dá tanto para visitar o castelo como os maravilhosos jardins em volta. Contem com pelo menos 2 a 3 horas se quiserem ver tudo com atenção e passear por todos os pontos dos jardins. Na entrada dar-vos-ão um mapa que vos guiará a todos os pontos da visita.

Mapa do castelo, dos jardins e do moinho

Partes que me prenderam mais a atenção (apesar de todos os locais desta visita serem pontos que devem visitar)

  • Cellars (caves) – as caves não têm nada de especial a nível estrutural, no entanto eles têm uma secção sobre este castelo e em particular sobre as caves serem assombradas. Estão aqui expostos vários testemunhos de pessoas que tiverem experiência sobrenaturais. Se gostam de histórias de fantasmas, fenómenos sobrenaturais, vão de certeza gostar das caves. E não é que antes de sair dali senti um ventozinho que me arrepiou a espinha?

  • Jardins e moinho – Gostei imenso de passear pelos jardins, existem vários trilhos que passam pelo meio de um riacho e que vos levará até ao moinho que ainda está hoje em funcionamento.

Depois do castelo e ainda não querendo deixar Dunster decidimos ir almoçar. Existem várias opções na rua principal da vila mas acabámos por escolher “Tessa’s Tea Shop“, uma casa de chá engraçadíssima onde servem umas deliciosas sandwiches. Também servem bolos, scones e se quiserem o famoso “chá das 5”. Antes de partimos ainda fomos ao “The Village Shop and Deli” onde encontrámos umas deliciosas – mesmo muito boas – sobremesas. Nós escolhemos o “Apple and Blackcurrant Yoghurt Flapjack” e só nos arrependemos de termos só comprado uma barra para partilhar.

Antes de deixar Dunster não vou deixar de mencionar que o estacionamento nesta rua é gratuito, algo muito importante para quem visita Inglaterra.


2ª Paragem – Dunkery Beacon

Este é o ponto mais alto de Exmoor e por isso também o nosso local de escolha para a noite que se avistava. Porque queríamos conhecer o percurso e o local durante o dia deixámos o carro no parque de estacionamento (também gratuito) e subimos o trilho por 15-20 minutos até chegarmos ao marco no topo do monte.

Fotografia da autoria de Carlos Silvério

De Dunkery Beacon consegue-se ver os bonitos e verdes planaltos em volta e também o mar. Se o silêncio era imenso durante o dia imaginem durante a noite. Subir o monte durante a noite cerrada (já eram cerca de 10 e meia) em puro silêncio, apenas com a presença de umas cabritas que andavam ali a pastar pelo monte foi simplesmente uma experiência incrível. Mas melhor foi olhar para aquele céu de seda preta ponteada de milhões e milhões de luzinhas brilhantes. E ali estava ela, a Via Láctea, o risco branco a cruzar o céu. Um momento de reverência e de modéstia – saber que aquele é um sítio especial do planeta e puder observar um show natural sem beleza comparável. É escusado de se dizer que o meu marido estava nas sete quintas, o céu limpo (que já de si é bastante raro em Inglaterra) e poder captar exatamente aquilo que vinha à procura. Para nós Exmoor tinha ganho um significado bastante especial.


3ª Paragem – Acomodação e jantar

Com Dunkery Hill passei de final de tarde para noite cerrada, mas ainda há mais para falar sobre este dia. Depois de Dunkery Hill seguimos para o local onde passaríamos as duas noites seguintes. Devido à sua localização escolhemos Exmoor Lodge em Minehead. Exmoor Lodge é uma guesthouse e fomos recebidos muito afavelmente. Os donos da gesthouse, um casal muito simpático, foram sempre atenciosos e sempre prontos a dar informações sobre a área. E foram eles mesmo que nos indicaram o local para jantar – The Exmoor White Horse Inn. Na verdade, ali nas redondezas só existem dois pubs por isso não havia muita escolha. No entanto, sem reserva, mas com o tempo de Verão muito agradável acabámos a jantar junto ao canal, numa atmosfera muito pitoresca e agradável. A qualidade da comida era a padrão para o tipo de estabelecimento. Uma refeição comfortável para um dia deslumbrante.


No próximo post falar-vos-ei dos deslumbrantes trilhos que fizemos pelo Exmoor National Park.

Massa com tomate e feijão

Tempo de preparação – 30 minutos
388 Kcal/ porção
4 porções

Ingredientes

  • 300 gr de massa orecchiette
  • 1 cebola
  • 1 lata de feijão encarnado
  • 250 gr de tomates
  • 100 gr de cogumelos
  • Sal, pimenta, azeite e folhas de manjericão q.b.
  • 20 gr de queijo ralado

Preparação

Numa panela com água fervente temperada de sal coza a massa por cerca de 12 minutos ou até a orecchiette estar cozida. A meio tempo de cozedura adicione o feijão vermelho juntamente com a água de conserva. Pique o tomate e reserve.
Numa frigideira coloque um fio de azeite e refogue a cebola por cerca de 4 minutos. Junte os cogumelos lavados e tempere com sal e pimenta. Deixe fritar por mais dois minutes e junte o tomate e as folhas de manjericão. Retifique os temperos se necessário.
Junte a massa e o feijão cozidos e escorridos à frigideira, misture e polvilhe com o queijo ralado. Envolva tudo e está pronto a servir.