Um dia a explorar Gante

Depois do dia de reconhecimento da cidade de Gante, em arquitetura, comida e cerveja vinha o dia para conhecer a cidade mais a fundo. Depois de um pequeno-almoço no hotel Faja lobi com croissants e massa folhada recheada com doce saíamos para começar a explorar.

O frio fazia-se sentir, disso não havia dúvidas. Fomos pelo canal abaixo, passando pelo bonito edifício do banco nacional e seguimos o caminho à direção à torre que pertencia à igreja Sint-Macharius Kerk van Gent.

Banco nacional

Infelizmente quando lá chegámos a porta estava fechada. Reparámos que era mesmo ali ao lado que se encontravam as ruínas da abadia de St. Bavos. De acordo com o horário no website, o local estaria aberto durante a tarde e como pelas fotografias nos pareceu algo com potencial deixámos então as ruínas para de tarde. Mas já com o risco de me apressar e passar para a parte da tarde, digo-vos que o portão que dava para as ruínas também estava fechado à tarde, tornando-se um bocado a desilusão do dia.

Uma muralha das ruínas

Mas voltando para a parte da manhã, continuámos a passear languidamente pelas ruas da cidade, agora em direção ao centro e demos com o mercado na praça onde se encontra a estátua de Jacob Van Artevelde, um homem da rebelião em Gante que viveu entre 1290 – 1345. Começámos por explorar as barraquinhas do mercado e eu acabei por comprar um cachecol até porque o frio apertava e o meu marido, conhecido pelo seu amor por salsichas acabou por aproveitar uma roulotte e se saborear com um cachorro-quente. Apesar de ter afirmado não ter sido das melhoras salsichas, não houve bocadinho que ficasse para trás.

Depois do momento inesperado de compras seguimos para a igreja de São Nicolau. Tínhamos reparado que de momento na cidade havia algumas exposições em nome do famoso pintor Van Ecky. E um dos locais principais era exatamente esta igreja – que se leram o post interior também era a igreja de onde tinha saído fumo da torre na noite anterior, a chamada exposição – the big fire that never happened (o grande incêndio que nunca aconteceu) de Michael Langeder.

Visitámos primeiro a igreja, já que a entrada era gratuita. No entanto, fomos também ver a exposição “Lights on Van Eyck” – cada bilhete custa 11 euros. O espetáculo dura cerca de 30 minutos e é uma representação diferente das obras de Van Eyck.

A subida ao Het Belfort van Gent deu-nos uma bonita vista panorâmica de 360ºC da cidade. Aviso que para aqueles que têm medo de alturas, talvez não seja o local mais recomendado. No entanto, para aqueles que não padecem desse medo, vale a pena subir os muitos degraus para a vista da cidade de Gante. Mesmo em frente, fomos à igreja de St. Bavos. Os bonitos vitrais foram o que mais nos chamou à atenção.

Próxima paragem foi o castelo Gravensteen. O castelo nunca foi ocupado por inimigos da cidade. Apenas uma vez, 16 de novembro de 1949, 138 estudantes universitários barricaram-se dentro do castelo para protestarem. E sabem contra o que eles protestavam? Contra a subida de preço da cerveja. Posso parecer coisa pouca, mas no final conseguiram que a subida não fosse tão abrupta. No entanto, eles também protestavam contra os capacetes brancos dos polícias. Por razão ainda desconhecida queriam que os polícias usassem capacetes azuis como os carteiros para sem mais dificilmente reconhecidos.

Agora regressando à nossa viagem, ainda estivemos na fila para entrar no castelo, mas no final não nos pareceu que valesse a pena esperar na fila e gastar 12 euros por pessoa. Por isso acabámos por ficar pela fotografia do exterior e seguir viagem. Como já disse em cima as ruínas estavam fechadas e assim estava basicamente Gante vista. Ainda havia uns quantos museus, mas como não estávamos bem virados para aí, seguimos para a outra via – cerveja.

Primeira paragem: Ghent Gruut Brewery – A cervejaria Gruut

Escolhemos experimentar os 6 tipos diferentes de cerveja – White, Amber, Blonde, Brown e Inferno. Tal que nem conhecedores de cervejas fomos bebendo e colocando os copos em ordem de preferência. Como a Inferno ganhou foi essa a nossa segunda rodada.

Antes da segunda paragem, mais uma dose de batatas fritas desta vez numa pequena roulotte com molho de carne e molho samurai. O molho samurai é maionese picante bastante famoso pelos lados da Bélgica. Estas batatas fritas definitivamente ganharam às do dia anterior.

Segunda paragem: Trollekelder

Antes do jantar no Amadeus lá fomos a mais um bar, desta vez ao Trollekelder. Para além de ter mais de 300 cervejas diferentes, o ambiente é bastante íntimo. O bar tem três pisos em que o último é uma cave renovada. Não basta dizer que quando se saio daqui o frio já não se fazia sentir assim tanto.

Terceira paragem: Amadeus

Finalmente, finalmente, finalmente! As famosas costelinhas com molho barbecue. Mais as batatas com o molho de manteiga de alho de comer e chorar por mais. E mesmo quando não se tem espaço no estômago a gula fala mais alto e come-se mais um bocado. Adorei a decoração do restaurante cheio de vitrais coloridos, num ambiente bastante intimista. E claro que não podia deixar de ser, escolhemos mais umas cervejas para empurrar a comida para baixo. Não deixem de vir a este restaurante, seja em Bruxelas seja em Gante.

Paragem final: Cocktais no bar mesmo colado à Igreja de São Nicolau. Tanto por fora como por dentro parece ser um local bastante concorrido e animado, no entanto, foi provavelmente o pior expresso Martini que bebi na minha vida. No entanto, valeu pela companhia e como também já estava a ficar tarde, acabámos por dar uma volta rápida pela cidade antes de fecharmos mais um dia em Gante.

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