Ainda em Gante…

Gante é uma cidade que se vê em um dia, um dia e meio. Chegámos a Gante na sexta e partimos na segunda a meio do dia. E foi mais que tempo suficiente para visitar Gante. Na verdade, até poderíamos ter aproveitado um dos dias para visitar a Antuérpia que fica mesmo ali ao lado. Mas claro que assim também é mais um razão para voltarmos à Bélgica.


De qualquer das formas quisemos aproveitar bem o dia e para começar marcámos uma excursão gratuita oferecida pela empresa “Legends of Gent Free Walking Tours“. A tour não é paga, no entanto no final da tour, se assim o quiserem, podem dar gorjeta no valor que entenderem ao guia. Começámos pela 10 e meia da manhã e acabou cerca da 1 e meia. Durante a tour fomos parando em vários locais de interesse com a guia a explicar a história de edifícios, a arquitetura e até a famosa rua do Graffiti.

Nestas tours fica-se sempre a saber um pouco da história do cidade e pormenores de locais que de outra forma não se saberia. Uma das histórias que me ficou foi a do Museu do Design – o museu queria construir uma casa-de-banho para os visitantes, mas o governo disse que não tinha dinheiro para uma casa-de-banho. Então os responsáveis do museu perguntaram ao governo se eles não contribuíram antes para uma nova ala, afinal estavam a contribuir para a cultura de Gante. O governo, ao ver-se pressionado, disse “claro que nós contribuímos sempre com agrado para a cultura de Gante”. No museu foi construído a peça de arte em forma de rolo de papel higiénico. E sabem o que esta dentro dessa mesmo “peça de arte”? Tenho a certeza de que adivinham – pois claro, uma casa de banho.


Depois da tour fomo-nos juntar à fila à porta de Luv l’Oeuf para o brunch. Pelo que dizem, há sempre fila para entrar. E não conseguimos perceber completamente o porquê até comermos as melhores waffles da nossa vida. No menu há waffles com diferentes acompanhamentos, panquecas e outras alternativas, todas elas incluindo ovos tal como indica o nome do restaurante. Os pratos que chegaram à nossa mesa podem ser mesmo chamados de “pecado no prato”. As waffles eram maravilhosamente fofas e saborosas. Só não se pediu mais por vergonha. E acreditem a espera na fila valeu a pena.


E com isto já passava das três da tarde. Como já não havia assim mais nada que quiséssemos visitar, fomos dar uma volta pela cidade.

Apesar de pequena, Gante é mesmo uma cidade bonita. Como a meio da tarde estava a ficar bastante frio, fomos para o hotel para nos aquecermos e escolher o local para o jantar. Marcámos mesa no restaurante Asian Delight. Depois de um banho quente e de vestir roupas confortáveis e quentes aventuramo-nos para o frio da cidade. Já era de noite, aliás em novembro escurece bastante cedo. Como o restaurante ainda ficava a uns 20 minutos do hotel, fomos devagar a apreciar as luzes e o caminho pelo riacho. Chegámos ao Asian Delight, um pequeno restaurante com uma decoração interessante. O restaurante estava vazio o que nos preocupou um pouco, normalmente é mau sinal. Pedimos chili paneer para entrada. Paneer é um queijo indiano que já tínhamos tido oportunidade de provar em outras ocasiões e tínhamos ficado fãs. Para prato principal pedimos pad thai, eu com camarão e o meu marido com frango.

Se em Gante não há uma grande variedade de locais para visitar, a cidade compensa na qualidade da comida. O paneer foi talvez o melhor que alguma vez comi e o pad thai muito saboroso. Tinha valido a pena a caminhada até ali.


Para nos despedirmos de Gante, uma vez que no dia seguinte seria pequeno-almoço e apanhar o comboio para Bruxelas fomos para mais uma prova de cervejas. Desta vez fomos no bar Het Waterhuis aan de Bierkant ao pé do rio. Pareceu-nos um local onde muitos estudantes param por isso o ambiente era animado para além de uma ótima seleção de cervejas.


E assim deixávamos Gante – chegámos a esta cidade sem grandes expectativas, mas provou-nos ser uma lindíssima cidade, com deliciosa comida e uma grande variedade de cervejas. Mesmo que seja só para experimentar mais umas cervejas eu definitivamente não me importaria de voltar aqui.


Passagem rápida por Bruxelas


Já tínhamos visitado Bruxelas em 2017 e por isso só foi uma paragem de umas horas.

A paragem na verdade aconteceu porque queríamos ir ao Fritland, as melhores batatas belgas que já comemos na vida. Podem ver pelos posts que tenho sobre a Bélgica que temos andando a experimentar vários lugares, mas nada se compara ao Fritland e a fila de pessoas diz tudo. Andámos também pelo Grand Place, a praça mais conhecida de Bruxelas, fomos às waffles (porque é mandatário comer uma waffle quando se está na Bélgica) e também ao McDonalds. Sim, foi uma estranha combinação e completamente o contrário de uma alimentação saudável. Já agora fui ao McDonalds porque vi o anúncio de um dos hambúrgueres que tinha molho Samurai. Apesar de tudo, este molho parace ser algo específico da Bélgica.


De volta para Inglaterra apanhámos o Eurostar.


Do rescaldo da Bélgica fica que Bruges é a cidade mais pitoresca e “fofinha”, Gante a segunda cidade mais bonita com a sua arquitetura medieval e atmosfera vibrante. Para último fica Bruxelas. O que nos resta dizer? Agora falta Antuérpia!


Ate a próxima!

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