Roteiro: Costa da Irlanda do Norte

Depois de todos os preparativos, a viagem chegava num fim-de-semana prolongado. Aterrámos em Belfast às 9 da manhã, sem atrasos, o que nos dias que correm é uma raridade.

Escolhemos o carro como forma de nos movimentarmo na Irlanda, o qual nos recebeu no aeroporto mal chegámos. O percurso era intenso, tínhamos delineado um itinerário bastante compacto incluindo de certa forma alguma flexibilidade, por exemplo se não visitássemos um dos locais no final do dia, fá-lo-íamos no dia seguinte de manhã. Para a primeira parte da viagem tínhamos escolhido visitar alguns locais da costa da Irlanda do Norte e atravessar de ferry de Magilligan Point para a República da Irlanda.


Thyme & Co em Ballycastle

Como os nossos voos tinham sido bastante cedo nenhum de nós tinha ainda tomado o pequeno-almoço. Decidimos durante o caminho entre o aeroporto de Belfast até Carrick-a-rede, o primeiro local que queríamos visitar, parar para comer qualquer coisa. Foi assim que nos vimos numa pequena vila típica irlandesa, Ballycastle. Uma das coisas que me surpreende sempre na Irlanda é a beleza das pequenas vilas e aldeias com as suas tradicionais casas de fachadas coloridas. E em Ballycastle não era diferente.

Rua Ann em Ballycastle

Um facto histórico interessante destas fachadas coloridas é que representam o protesto dos irlandeses depois da morte da rainha Victória em Inglaterra. Com a morte da rainha, o parlamento inglês ordenou que se pintassem as portas de preto, como sinal de luto. Como protesto, os irlandeses pintaram as casas de cores garridas. E a partir daqui tornou-se uma das características das ruas irlandesas espalhadas pelo país.

Em Ballycastle, estacionámos o carro na rua principal, Ann Street. Na altura estávamos a pensar em ir ao café ‘Our Dolly’s‘, mas como este estava fechado naquele dia pedimos a um dos locais por uma referência, que nos indicou este café, Thyme and Co. Nós viemos para tomar o pequeno-almoço por isso ficámo-nos por ovos escalfados com torradas, mas este café pareceu-me ser um daqueles locais ideias para um almoço rápido com qualidade. Saladas, sandes e bolos foram alguns dos items que nos fizeram pensar duas vezes. A refeição foi simples mas bastante agradável.

Encontrámos em Thyme and Co um café com um ambiente descontraído, preços acessíveis e a menos de 10 minutos da costa.


Carrick-a-rede

A famosa ponte de corda na Irlanda do Norte, Carrick-a-rede, pertence ao National Trust, organização de conservação e preservação de património natural e cultural no Reino Unido. O bilhete para atravessar a ponte custa 15,5 libras entre março a outubro. Na altura baixa o bilhete custa 14 libras. No entanto, se quiserem estacionar o carro no parque de estacionamento associado à ponte, mas não atravessar a ponte, o bilhete custa 10 libras. Aconselham a comprar o bilhete online atempadamente, mas nós conseguimos entrar comprando os bilhetes no local sem qualquer problema. Entre o parque de estacionamento e a ponte tem de se atravessar um trilho junto à costa que direcciona tanto para a ponte como para o miradouro.

Trilho para Carrick-a-rede

A ponte de corda tem 20 metros e atravessá-la acabou por ser uma experiência mais emocionante (ou aterrorizante) do que aquela com que contávamos. É que a ponte sendo de corda não é fixa é quanto mais nós andavámos sobre ela mais ela mexia. Aqui só se passa em segurança com as duas mãos nas cordas laterais.

Quando lá estivemos andava um senhor a nadar no meio das rochas em baixo da ponte a tentar ‘pescar’ o telemóvel que a mulher tinha deixado cair enquanto passava pela ponte. Ficámos sem saber se encontrou o telemóvel, ou se este teria sobrevivido à queda, mas como a nenhum de nós apeteceu passar por uma experiência semelhante, passámos a ponte com todos os nossos itens de valor bem seguros.

Carrick-a-rede

O porquê desta ponte?

Esta ponte foi erguida por pescadores de salmão em 1755 (curiosamente no mesmo ano do grande sismo em Lisboa). A ponte suspensa encontra-se a uma altura de 30 metros acima do oceano. A ponte liga a falésia, parte da Irlanda continental, à ilha de Carrick-a-rede onde antes da ponte podia apenas ser acedida por barco. A pesca nesta zona era constante no século XIX, sendo que até 1960 era normal capturar cerca de 300 salmões por dia. Nos dias de hoje, a pesca do salmão é apenas uma lembrança, a memória marcada por uma ponte de corda que ainda ali existe.

Costa da Irlanda do Norte

Depois da travessia de ida e volta na ponte, uma vez que não há outra forma de voltar para trás, apenas atravessando novamente a ponte, seguimos o trilho completando a rota circular de cerca de 2 Km.


Miradouros de Magheracross & Gortmore

Magheracross Viewpoint

Vista para o Castelo Dunluce do miradouro Magheracross

Como numa outra viagem já tínhamos visitado a Calçada dos Gigantes (Giant’s Causeway) e o Castelo Dunluce (ver aqui), fizemos uma paragem num dos novos miradouros construídos junto à costa, o Magheracross Car Park & Viewpoint, onde não só se tem uma vista privilegiada sobre o castelo Dunluce, como das falésias.

Gortmore Viewpoint

Miradouro Gortmore

Em seguida, fomos a outro miradouro, o miradouro de Gortmore. Tivemos de subir bastante (de carro), mas realmente a paisagem imensa dos campos e da costa irlandesa fazem valer a pena o desvio. Como estava bom tempo, a paisagem estendia-se até ao outro lado da costa, onde mais tarde naquele dia iríamos chegar de ferry. Este local é ainda mais impressionante pela estátua de Manannan Mac Lir (que significa em português filho do Mar) que representa um deus do mar da mitologia gaélica.

Estátua Manannan Mac Lir

Em ambos os miradouros o parque de estacionamento é gratuito.


Ferry em Magilligan Point

Ao contrário do normal não precisámos de comprar os bilhetes de ferry com antecedência, mesmo fazendo a travessia com o nosso carro. O ferry de Lough Foyle apenas faz travessias durante a Primavera e Verão. Por exemplo para 2024 a travessia já não é feita. Quando o ferry está ativo faz a travessia de um lado ao outro, ou seja, de Magilligan Point a Greencastle e vice-versa várias vezes por dia. A viagem demora apenas 15 minutos. O bilhete para o carro com passageiros fica a 22 euros. Vale imenso a pena escolher o ferry não só porque a vista é bastante bonita durante a travessia como também se poupa imenso tempo de viagem para quem, como nós, quer ir a Malin Head. Malin Head é o ponto mais a Norte da Irlanda continental, sendo apenas ultrapassado pela ilha de Inishtrahull, o ponto mais a norte da Irlanda.

Travessia de ferry

De Malin Head, já depois de chegarmos à República da Irlanda, e da nossa noite e fantástico jantar em Letterkenny falarei no post da próxima semana.


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Caçarola de salsichas vegetarianas com feijão e couve

Tempo de preparação: 55 minutos

550 Kcal/porção

4 porções

Ingredientes

  • 1 cebola
  • 2 cenouras
  • 200gr de couve
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 8 salsichas vegetarias (usámos salsichas vegetarianas com cebola roxa e sálvia)
  • 1 colher de sobremesa de tomilho seco
  • 1 colher de sobremesa de alecrim seco
  • 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
  • 1 lata (290gr) de feijão manteiga
  • 1 lata (290gr) de feijão cannellini
  • 1 lata (400gr) de polpa de tomate
  • 750mL de caldo de vegetais
  • 2 colheres de sobremesa de mostarda
  • Sal, alho em pó e pimenta preta q.b.

Preparação

Numa frigideira antiaderente junte uma colher de azeite e frite as salsichas durante cerca de 6 a 8 minutos, virando-as a meio tempo até ganharem cor de ambos os lados. Retire e reserve.

Descasque a cebola e as cenouras. Pique a cebola e corta as cenouras em rodelas.

Num tacho junte uma colher de azeite e escorra o azeite que ficou na frigideira onde fritou as salsichas para este tacho. Junte a cebola e refogue-a durante 5 minutos, até ficar translúcida. Junte as cenouras e deixe fritar por mais 5 minutos, mexendo ocasionalmente.

Em seguida, junte o tomilho, o alecrim, o vinagre, os feijões escorridos e a polpa de tomate. Misture. Tempere com sal, alho em pó e pimenta preta. Adicione o caldo de vegetais e tape o tacho. Quando começar a ferver, baixe o lume e deixe cozer por cerca de 20 minutos com o tacho meio destapado. Misture ocasionalmente.

Entretanto lave a couve e pique-a grosseiramente. Quando os 20 minutos de cozedura tiverem passado rectifique os temperos e junte a couve. Envolva bem a couve e deixe cozer por mais 10 minutos.

Adicione a mostarda, misture e rectifique de novo os temperos. Por cima coloque as salsichas e deixe cozinhar por mais 3 minutos.

E está pronto a sevir.


Sugestões

  • Antes de colocar a couve se o molho estiver muito aguado, escorra um pouco do líquido e rectifique os temperos.
  • Use as salsichas de que mais gostar. Esta receita pode também ser feita com salsichas não vegetarianas.
  • Substitua os feijões por lentilhas ou outras leguminosas. Se o fizer não se esqueça de ajustar os tempos de cozedura.
  • Este prato foi servido acompanhado de arroz branco simples. Pode ser também servido com pão de cereais ou batatas assadas no forno.

Road Trip pela Irlanda: Roteiro de Belfast a Donegal

Irlanda

Apesar de não ser planeado, visitar a Irlanda tornou-se quase como uma tradição. Nos últimos 5 anos, desde 2019, que visitamos este país uma vez por ano. Ou melhor dizendo estes dois países, a Irlanda do Norte, parte do Reino Unido, e a República da Irlanda, parte da União Europeia.

Ao contrário do que se pode esperar não há controlo nas fronteiras entre estes dois países, passando-se com toda a facilidade de um lado para o outro. E não é assim tão fácil de nos apercebermos quando cruzamos a fronteira, a subtileza da transição é isso mesmo, subtil. Conduze-se do lado esquerdo da estrada independente em que Irlanda se esteja a viajar. Já o dinheiro muda, de um lado a libra, do outro o euro. Mas se a fronteira política delimita os dois países, à fronteira física isso pouco interessa. Em todo o lado é Irlanda, com as suas paisagens verdejantes ponteadas de pontos brancos, as dramáticas falésias e planaltos que parecem não ter fim.

Zona costeira da Irlanda do Norte

Esta é a segunda road trip que fazemos pela Irlanda, desta vez com foco especial no condado de Donegal. Da última vez tínhamos percorrido de Cork, a sul da Irlanda, até Sligo, a oeste (ver post aqui). Desta vez íamos de Belfast até Donegal, a zona noroeste, numa viagem de 4 dias.


Chegada ao aeroporto de Belfast

Chegar a Belfast a partir de Londres é num instante. Basta um voo de 1 hora e pouco onde os preparativos para a aterragem começam quando ainda mal nos instalámos. O aeroporto internacional de Belfast não fica no centro da cidade, mas para quem quer visitar Belfast basta apanhar o autocarro 300. Se, no entanto, o percurso da viagem incluir a zona costeira ou como nós, atravessar o país, o melhor é mesmo alugar um carro.


Percurso

O percurso para esta viagem foi delineado como mostrado no mapa abaixo.

Para aceder ao mapa interactivo com legenda de cada paragem, use o seguinte link: https://www.google.com/maps/d/edit?mid=1Y_QgUa5MFamBRwqBKlUHCladQY608Uk&usp=sharing

Preparativos antes da viagem

Voos

Como habitual, aconselha-se a comprar os bilhetes com alguma antecedência. Nós comprámos os bilhetes com cerca de 3 meses de antecedência e ficaram a menos de £50 (ir e vir). Considerando também que comprámos os bilhetes para o último fim-de-semana de agosto que ainda é considerado altura alta.

Onde ficar

Para os locais onde passar as 3 noites escolhemos pontos estratégicos. Houve vários factores que influenciaram a escolha como ter estacionamento e estar localizado de maneira a evitar adicionar mais tempo de viagem. Como erámos 3 e não nos importávamos de partilhar o quarto, escolhemos locais que ofereciam essa opção, por assim também ficar mais em conta financeiramente.

Antes de fazermos as marcações fizemos uma pesquisa no Booking, Airbnb e websites oficiais dos locais escolhidos. Foram então estas as paragens e valores associados.

  • Em Letterkenny; marcámos pelo Airbnb num celeiro reconstruído (sem pequeno-almoço incluído), £144.58 (£48 por pessoa)
  • Em Andara; marcámos pelo Booking em Bayview Country House B&B (com pequeno-almoço incluído), £126 (£42 por pessoa)
  • Em Donegal; marcámos pelo website do hotel de Mill Park Hotel (com pequeno-almoço incluído), 220 euros (73 euros por pessoa)

No total em acomodação cada um de nós gastámos cerca de £140 pelas 3 noites.

Durante os próximos posts, à medida que vou falando dos vários locais por onde passámos, falarei também em pormenor das nossas experiências em cada uma destas acomodações.

Para o primeiro local não consigo encontrar o link através do Airbnb, possivelmente porque apenas fazem marcações para o Verão. Mas deixo em baixo os links para os outros dois locais. Em Donegal, fizemos a marcação através do próprio website do hotel, uma vez que ficava mais barato do que pelo Booking.com.


Outras considerações

  • Tempo – aconselho a levarem um impermeável independentemente da altura do ano. O tempo é bastante instável e muda com uma rapidez enorme. Mesmo no Verão podem apanhar episódios de chuva e nevoeiro.
  • Dinheiro – se viajarem em ambas as partes da Irlanda não se esqueçam que a moeda não é a mesma. Em norma, todos os locais aceitam cartão não sendo necessário levarem dinheiro convosco.
  • Conduzir – lembrem-se que na Irlanda, em qualquer zona, se conduz do lado esquerdo da estrada.
  • Flexibilidade – Isto mais uma vez tem a ver com o tempo. Mesmo com chuva a Irlanda é maravilhosa, mas quando entra o nevoeiro talvez seja melhor pensar em refazer os planos. E há imensas coisas para se pode fazer mesmo quando chove, como visitar destilarias, museus, igrejas e claro aproveitar a deliciosa cozinha irlandesa.

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Receita de ovos no forno com natas e queijo

Tempo de preparação: 25 minutos

4 porções

332Kcal/porção


Ingredientes

  • 4 ovos
  • 200mL de natas
  • 75gr de queijo ralado
  • 1 colher de sopa bem cheia de ervas aromáticas
  • 1/2 pão cortado em fatias
  • 2 colheres de sopa de manteiga para untar
  • Sal, pimenta e alho em pó q.b
  • 1 colher de café de paprica

Ingredientes

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Unte 4 tacinhas que possam ir ao forno com manteiga. Adicione um ovo a cada uma das tacinhas.

Num recipiente junte as natas com metade do queijo ralados e as ervas aromáticas. Tempere com sal, pimenta preta e alho em pó a gosto. Misture.

Divida a mistura das natas com o queijo ralado pelas quatro tacinhas sem tapar as gemas. Por cima espalhe o restante queijo ralado.

Para a cozedura em banho-maria, coloque as tacinhas dentro de um tabuleiro. Adicione água a ferver ao tabuleiro até a água tapar metade das tacinhas com os ovos.

Leve ao forno por 13 minutos, até as gemas ganharem consistência mas não estarem completamente cozidas.

Com cuidado retire as tacinhas do tabuleiro e polvilhe cada com a paprica.

Sirva os ovos acompanhado com o pão cortado em fatias.



Sugestões e dicas

Queijo: Para um sabor mais intenso escolha um queijo com um sabor forte tal como o queijo chedar ou parmesão.

Pão: Pode acompanhar os ovos com qualquer tipo de pão. Aconselha-se o pão de cereais ou pão de centeio.

Ovos: Coza os ovos consoante o quanto quer a gema cozida. Para uma gema líquida leve ao forno os ovos por 11 minutos. Se quiser a gema meio cozida leve os ovos ao forno por 14 minutos. Para uma gema completamente cozida leve os ovos ao forno por 18 minutos.

Orzo com peito de frango e molho nduja

Tempo de preparação: 25 minutos

4 porções

570Kcal/porção


Ingredientes

  • 4 peitos de frango
  • 300gr de massa orzo
  • 60gr de rúcula
  • 350gr de molho mascarpone com nduja
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • Sal, pimenta preta e alho em pó q.b.

Preparação

Tempere os peitos de frango com sal, alho em pó e pimenta preta.

Leve ao lume um tacho com água temperada de sal. Quando começar a ferver, junte o orzo e deixe cozer a lume brando por 9 minutos.

Entretanto aqueça o azeite numa frigideira antiaderente. Adicione 2 colheres de sopa de molho mascaporne com nduja e espalhe-o pelo fundo da frigideira. Coloque na frigideira os peitos de frango e deixe-os fritar por 5 minutos de cada lado.

Quando o frango estiver cozinhado, retire-os da frigideira, escorra o orzo e adicione-o à frigideira onde cozeu o frango. Junte o restante molho de mascaparone e misture. Deixe cozer a lume brando por 4 minutos. Retire do lume.

Lave a rúcula e pique metade. Junte a rúcula picada ao orzo e envolva.

Sirva o orzo acompanhado com os peitos de frango cortados em fatias e a restante rúcula.

Sopa de couve-flor com açafrão

Tempo de preparação: 30 minutos

4 porções

202Kcal/porção


Ingredientes

  • 1 couve-flor separada em pequenos ramos com os talos removidos
  • 2.5 colheres de sopa de azeite
  • 2.5 colheres de sopa de açafrão em pó
  • 1 colher de sopa de caril garam masala em pó
  • 1 cebola picada
  • 1 cubo para caldo de vegetais
  • 2 limas, 1 lima para sumo e 1 lima cortada em fatias
  • 3 colheres de sopa de iogure natural (mais 4 colheres para decoração)
  • 2 colheres de alho em pó
  • Sal q.b.

Preparação

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Num recipiente de plástico coloque os raminhos de couve-flor e tempere com 1.5 colher de sopa de azeite, 1.5 colher de sopa de açafrão, o caril e sal. Misture todos os ingredientes até todos os raminhos estiverem cobertos com as especiarias. Coloque a couve-flor num tabuleiro que possa ir ao forno e asse-a durante 20 minutos.

Entretanto, num tacho refogue a cebola no restante azeite por cerca de 5 minutos. Junte o alho em pó, o restante açafrão e mexa. Junte 750mL de água e o cubo para caldo de vegetais e deixe ferver a lume baixo.

Quando a couve-flor estiver assada, retire do forno, guarde alguns dos raminhos para decoração e adicione a restante couve-flor ao caldo. Retire do lume.

Adicione o sumo da lima, o iogurte, retifique os temperos e com a ajuda de uma varinha mágica desfaça a couve-flor e a cebola até formar uma sopa homogénea.

Divida a sopa em 4 pratos e sirva cada decorado com raminhos de couve-flor, gomos de lima e iogurte.


Sugestão

Para uma sopa mais consistente adicione filetes de peixe à sopa. Cozinhe os filetes de peixe por cerca de 10 minutos no caldo de vegetais. Antes de juntar a couve-flor assada retire o peixe e corte-o em quadradinhos. Junte no final o peixe à sopa quando estiver feita (depois de passar a sopa com a varinha mágica).

Tring, Inglaterra

A 50Km de Londres, no meio do condado de Hertfordshire, encontra-se a bonita cidade de Tring. Tring, tal como Berkhamstead and Ashridge Estate, fica nas colinas Chiltern (Chiltern Hills), considerada uma das ‘areas of outstanding natural beauty’, zonas essas consideras de uma grande riqueza cultural e paisagística. Perto de Tring também encontramos o Grand Union Canal, o canal de água que liga Londres a Birmingham numa extensão de mais de 200Km.

Visitar Tring e os seus arredores é um dos melhores passeios a partir de Londres para quem quer fugir às multidões e conhecer outras zonas menos conhecidas, mas igualmente bonitas de Inglaterra.



Transportes públicos

Para quem vem de Londres e de transportes públicos a melhor maneira é apanhar o comboio na estação de Euston até Hemel Hempstead e em seguida o autocarro (por exemplo, o X5 que é o autocarro que faz o percurso mais vezes durante o dia). A viagem demora entre 1 hora e 15 a 1 hora e meia.

Carro

Se vierem de carro, o que recomendo para visitarem também os arredores, demoram cerca de uma hora a partir de Londres. Para estacionar e se não se importarem de andar um bocadinho, podem deixar o carro nos parques de estacionamento pertencentes ao museu da história natural que são gratuitos.


Tring Memorial Gardens

Aconselho a começarem o dia a percorrer o centro de Tring a pé. Tring é mais uma vila do que uma cidade, mas independentemente do que a chamem o que é certo é que é muito pitoresca. Passear pelas ruas é um deleite especialmente para quem gosta de fotografia. Podem descer a rua principal, a High Street, onde vão encontrar imensas lojas e locais com bom aspecto e bem avaliados onde comer. Enquanto decidem onde parar podem aproveitar para passear pelo Jardins Memoriais de Tring (Tring Memorial Gardens), um lugar tranquilo construído em memória dos que perderam a vida durante a Segunda Guerra Mundial. Rapidamente conseguirão identificar a enorme sequoia que aos seus pés tem um lago que funciona como viveiro.

Nós depois de um rápido passeio pelo jardim decidimos experimentar o Nonna’s Super Club, um bonito café italiano que também faz de mercearia. O difícil foi escolher o que comer com tantas delícias a encherem-nos os olhos. As sandes são o ponto forte deste local, mas também há focaccia, antipasti, aracini e pratos quentes como cannelonni. Também há várias escolhas para quem quer algo mais doce como os cannoli. O meu marido achou caro para o que foi, mas não se enganem que os preços são os esperados para aquele tipo de café em Inglaterra.

Outros locais que também estão bem avaliados na mesma faixa de preços que parecem valer a pena a visita é o Beans n’ Brunch e o Black Goo Coffee, ambos também na High Street.



Museu da História Natural

Lince Ibérico

O Museu da História Natural em Tring (Natural History Museum) faz parte do museu em Londres com o mesmo nome, este conhecido pelo grande esqueleto pendurado no hall central. Se quase todos os que visitaram Londres também visitaram o museu na cidade, muito menos são aqueles que visitaram o museu em Tring. A entrada é gratuita para ambos os museus.

Antílopes

O museu em Tring tem 5 galerias, cada qual com a sua colecção, que no total conta com mais de 80 milhões de objectos. Destas coleções conta uma variedade imensa de animais desde o lince ibérico até ao orangotango e desde borboletas a tubarões. A cada galeria que se passa vai-se conhecendo mais e mais animais, muitos dos quais nem sonhávamos existir.

Este museu também é um óptimo local para levar a miudagem. Miúdos e graúdos dificilmente ficam indiferentes a elefantes e gorilas em tamanho real e cobras gigantes.


Parque de Tring

A poucos minutos do museu chegava-se ao parque de Tring (Tring Park), uma das áreas ecológicas mais importantes do condado de Hertfordshire. Sendo parte das Chiltern Hills passear por este parque de 250 hectares dá a oportunidade de ver paisagens fantásticas, atravessar florestas de árvores antigas e planícies calcárias. Agora que o Outono começa a chegar este parque é um dos locais indicados na região para desfrutar de paisagens em tons de amarelo, laranja e vermelho.



College Lake Nature Reserve (Reserva Natural)

Desde Tring em menos de 10 minutos (de carro) chega-se a esta bonita reserva natural. Esta reserva foi antes uma pedreira de giz, recuperada e aberta ao público em 2010, onde actualmente vive mais de 1000 espécies diferentes de animais selvagens. Este é um dos locais mais indicados para ornitólogos ou aficionados da actividade da observação de pássaros.

A parte mais evidente desta reserva natural é o pântano proporcionando um lar para uma imensa diversidade de aves tal como um local para reprodução das mesmas. Este pântano é habitado por diferentes espécies de aves consoante a altura do ano, muitas destas de espécies raras.

Pântano na College Lake Nature Reserve

Outro tipo de animal de espécie rara que se pode encontrar a sobrevoar os campos durante a primavera e o verão é a borboleta pequena azul. Esta acompanhada não só por outras espécies de borboletas, mas também de uma grande variedade de insectos.

Na College Lake Nature Reserve existem três trilhos, todos eles fáceis de percorrer:

  • Wild trail (trilho selvagem) de 3.5Km
  • Bird Trail (trilhos dos pássaros) de 1Km
  • Time Trail (Trilho do tempo) de 3Km

O parque de estacionamento e entrada para a reserva são gratuitas. Donativos são bem-vindos o que o podem fazer à entrada.


Pitstone Windmill (moinho)

O moinho de Pitstone está apenas aberto às sextas-feiras e fins-de-semanas com feriados. Nós apesar de não termos visitado o moinho, já que viemos num dia em que estava fechado, valeu a pena percorrer o caminho até ao moinho acompanhados pela bonita paisagem envolvente.

Este moinho de vento é um dos mais antigos da Inglaterra. Apesar de não se saber ao certo quando foi construído há documentação do seu funcionamento no século XVII. O moinho de vento de Pitstone moeu a farinha para a aldeia local durante quase 300 anos, até que no início de 1900 acabou danificado de tal forma durante uma tempestade que o seu reparo não era viavelmente económico. Em 1937, o moinho de Pitstone passou a fazer parte do National Trust, a organização de conservação e preservação do Reino Unido. Foi a partir desta altura que o moinho começou a ser restaurado por voluntários da região.

Moinho de vento de Pitstone

Ivinghoe Beacon (ponto panorâmico)

Outra zona de passagem que tal como o moinho fazem parte da propriedade de Ashridge é Ivinghoe Beacon. Este ponto panorâmico faz parte de um dos trilhos que sai de Monument Drive (ver post sobre Ashridge) percorrendo uma distância total de 12.8Km. Podem sempre fazer esse trilho ou tal como nós estacionar o carro no parque de estacionamento ‘Ivinghoe Beacon Circular Walk Car Park’ que fica a mais ou menos 2Km de distância. O percurso é fácil de percorrer sendo talvez a subida inclinada no fim do trilho para chegar ao topo a parte mais difícil.

Na Idade do Ferro Ivinghoe Beacon era um forte o que leva a esta zona a ter uma marcada importância em termos arqueológicos. Do topo do monte, num dia limpo, pode-se avistar até cerca de 6 condados.

Trilho para chegar ao topo de Ivinghoe Beacon

Deixei este local para último com um propósito; se fizerem o percurso tal como está descrito neste post aproveitem o resto do dia para fazer um picnic em Ivinghoe Beacon até serem acompanhados por um maravilhoso pôr do sol.


Outros locais a visitar perto de Tring

Salada de atum com orzo

Tempo de preparação: 35 minutos

4 porções

628Kcal/porção


Ingredientes

Para a salada

  • 300gr de massa orzo
  • 4 ovos
  • 1 pimento vermelho
  • 1 pimento amarelo
  • 1 pimento verde
  • 1 pepino
  • 2 latas de atum
  • 85gr de azeitonas pretas
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 colher de sobremesa de alho em pó
  • 1 colher de sobremesa de pimenta preta
  • 1 colher de sobremesa de paprica
  • Sal q.b.

Para o vinagrete

  • 5 colheres de sopa de azeite
  • 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
  • 1 colher de sobremesa de alho em pó
  • 2 colheres de sobremesa de ervas aromáticas secas

Preparação

Leve um tacho ao lume com água temperada de sal. Quando começar a ferver adicione o orzo e deixe cozer por cerca de 9 minutos ou de acordo com as instruções do pacote. Quando cozido escorra a água e deixe arrefecer. Reserve.

Leve ao lume um segundo tacho com água e quando esta começar a ferver, baixe o lume e coloque os ovos. Deixe-os cozer por 8 minutos. Retire-os com a ajuda de uma concha funda e mergulhe-os em água fria para parar a cozedura.

Entretanto, lave os pimentos, retire-lhe as semente e corte-os em fatias. Numa frigideira antiaderente aqueça o azeite e junte os pimentos. Tempere com sal e junte o alho em pó, a pimenta preta e a paprica. Deixe fritar por 12 minutos, mexendo ocasionalmente. Retire do lume e junte o orzo ao pimentos. Deixe arrefecer e reserve.

Corte o pepino ao meio e com a ajuda de uma colher de sobremesa retire as sementes. Corte o pepino em finas meias-luas e coloque-as num recipiente fundo. Ao pepino, junte o atum escorrido e as azeitonas cortadas ao meio.

Quando o orzo e os pimentos estiverem frios junte-os ao pepino com o atum e misture. Coloque a salada num recipiente de vidro para servir.

Por cima coloque os ovos cortados ao meio.

Para fazer o vinagrete junte o azeite, o vinagre, o alho em pó e as ervas aromáticas. Misture bem.

Sirva a salada de atum com orzo juntamente com o vinagrete.

Berkhamstead, Inglaterra

Berkhamstead era antigamente uma cidade importante para o comércio e por isso é categorizada como a historic market town. Hoje em dia Berkhamstead é uma cidade vibrante com imensos restaurantes e bares com vários locais para visitar, como o castelo e as trincheiras. Esta cidade pode fazer parte de um itinerário de um dia ou de um fim-de-semana que inclua explorar Ashridge Estate do qual falei a semana passada.


Como chegar

Transportes públicos

Para chegar a Berkhamstead a partir de Londres basta apanhar um comboio em Euston. A viagem demora cerca de 30 minutos. A estação de comboios em Berkhamstead fica mesmo ao lado das ruínas do castelo e a mais ou menos 10 minutos a pé do centro da cidade.

Carro

Se vierem de carro para Berkhamstead, o que aconselho se também quiserem visitar outros locais como a Casa de Ashridge ou Berkhamstead Commons ou até Tring, podem deixar o carro no parque de estacionamento ao pé do canal. No Google Maps este parque de estacionamento chama-se ‘Free Parking by canal in Berko’. Estacionar aqui é completamente gratuito nas primeiras 4 horas. Se se vierem de Londres a viagem pode demorar até uma hora, mas se por exemplo partirem do norte de Londres como Watford a viagem é de apenas 20 minutos.


Locais para visitar

Grand Union Canal

O canal que divide a cidade de Berkhamstead liga Londres a Birmingham com uma extensão de 220Km. Este canal é a razão pela qual a cidade tinha um papel comercial tão importante. Até porque este canal era uma das principais formas de transporte. Se o tempo deixar uma das melhores coisas para fazer é passear junto ao canal. O conjunto de várias pontes, barcos e casinhas proporcionam bonitos cenários. Se o fizerem aproveitem para passar pelo Totem Pole erguido em 1968. Este é um genuíno totem canadiano encomendado por William Jonh Aslford como agradecimento aos residentes da ilha de Vancouver por terem salvo o seu irmão. O Totem Pole é de cedro vermelho com uma altura de 9 metros.

Castelo

s ruínas do castelo de Berkhamstead podem ser visitadas gratuitamente e é um dos pontos de paragem obrigatória na cidade. O castelo foi construído no final do século XI como um castelo de motte-and-bailey (castelo de mota). Os castelos de mota foram os precursores dos castelos de pedra da Idade Média. Estes castelos eram formados por duas partes, a mota, um monte de terra em forma cónica e um recinto fortificado. Uma grande parte das pedras que formavam o castelo foram roubadas durante o século XVI deixando as ruínas que ainda hoje ali se erguem.

Trincheiras de Primeira Guerra Mundial

As trincheiras é outro dos locais a não perder devido ao seu valor cultural. É possível visitar as trincheiras a pé – do centro da cidade demora-se mais ou menos meia hora. Se se for de carro a viagem demora menos que 5 minutos. Para estacionar basta virar à esquerda no cruzamento que fica em frente ao memorial de guerra (uma coluna branca alta). O parque de estacionamento é de terra batida e gratuito. As trincheiras ficam mesmo ao lado do campo de golfe.

Durante a Primeira Guerra Mundial toda esta zona envolvente de Berkhamstead foram transformadas em campo e base de treino do corpo militar britânico (Army Service Corps), que aqui em Berkhamstead eram apelidados como Devil’s Own (em português: próprio do diabo). Perto da estação de Berkhamstead estabeleceu-se um acampamento que albergava mais de 2000 pessoas, e que se foi estendo para muitos dos edifícios da cidade. Como se pode imaginar o impacto na cidade foi imenso, com recrutas a passarem vários meses em treino intensivo antes de serem enviados para outros regimentos. Em 1918, mais de metade dos 12.000 oficiais foram vítimas da guerra contando entre estes 2200 mortos.

Para estes recrutas a estadia em Berkhamstead era a última antes de serem enviados para os horrores da guerra. As trincheiras em Berkhamstead com cerca de 12KM eram usadas como exercícios de campo que incluíam aprendizagem em tácticas de ataque e uso de equipamento.


Restaurantes e bares

Giggling squid

Giggling Squid é uma rede de restaurantes de cozinha tailandesa em Inglaterra. Em Berkhamstead, Giggling Squid fica no centro da cidade e é uma óptima opção para uma refeição local. Aconselho o salt and pepper squid (lulas com sal e pimenta) para entrada. Este é um dos pratos mais conhecidos e pedidos do restaurante. Para prato principal existem imensas opções e o difícil é escolher. E não só a comida é de grande qualidade, mas também a decoração faz desta refeição uma experiência bastante especial.

Raising Sun Freehouse

Raising Sun Freehouse fica também perto do centro da cidade, a cerca de 5 minutos do castelo. Este bar fica mesmo ao lado do canal e por isso é uma óptima opção para os dias de sol. Existem imensas opções de cervejas, cidras e outras bebidas. Quando visitámos este pub decidimos ficar nas mesas da esplanada e por isso não posso dizer como é a atmosfera dentro do pub, mas é com certeza um dos mais procurados pelos locais de Berkhamstead e arredores. Na esplanada encontrámos a verdadeira essência inglesa – uma pint na mão e a aproveitar cada bocadinho de sol.

The Three Horseshoes

Para aqueles que queiram fazer um longo passeio ao longo do canal, aconselho uma paragem no pub The Three Horseshoes. Este pub ficando mesmo junto ao canal forma um cenário encantador. Também é possível chegar ao pub de carro. Para quem visita Inglaterra uma das experiências obrigatórias é experimentar a comida de pub – como o fish and chips (peixe frito com batatas fritas), ou se vierem no Domingo o famoso Sunday roast com carne assada, vegetais e o famoso yorkshire pudding (uma espécie de pão em forma de uma pequena tigela – esta é a melhor forma que tenho para descrever). Mas para quem procura só uma bebida, este pub também é o local ideal especialmente quando o sol aparece.


Outros locais a visitar na área:

Sopa de Ervilhas com Alho-francês e Queijo Feta

Tempo de preparação: 30 minutos

4 porções

195Kcal/porção

Ingredientes

  • 2 alho-francês
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 150gr de batatinhas pequenas
  • 1.1L de caldo de vegetais (feito com 1 cubo de caldo de vegetais e 1.1L de água)
  • 450gr de ervilhas congeladas
  • 10gr de salsa lavada e picada
  • 50gr de queijo feta

Preparação

Lave e corte o alho-francês separando a parte branca da parte verde. Corte a parte branca às rodelas e corte 4cm da parte mais verde (topo) do alho-francês.

Num tacho, aqueça 3 colheres de azeite e adicione as rodeladas do alho-francês (parte branca). Deixe refogar por 5 minutos até o alho-francês amolecer.

Junte ao tacho as batatas lavadas e cortadas ao meio e o caldo de vegetais. Tempere com sal e pimenta. Deixe cozer por cerca de 10 minutos com o tacho destapado. Passado este tempo june as ervilhas e deixe cozer por mais 3 minutos ou até as batatas estarem cozidas.

Entretanto corte a parte verde do alho-francês em juliana. Numa frigideira anti-aderente aqueça uma colher de azeite e junte o alho-francês. Deixe fritar por cerca de 4 minutos, juntando alho em pó e pimenta preta a gosta a meio tempo. Reserve.

Quando as batatas tiverem cozidas, passe a sopa com a ajuda de uma varinha mágica até ficar homogénea. Rectifique de sal. Adicione 2/3 da salsa picada e mexa. Retire a sopa do lume.

Divida a sopa por 4 tigelas e decore cada com o alho-francês frito, salsa picada, queijo feta esfarelado e pimenta preta.