Tortilla de patata

Existem muitas e variadas receitas de “tortilla de patata“. Normalmente junta-se ingredientes como presunto ou fiambre ou outros vegetais. Nós quisemos experimentar a tradicional receita, apenas com batatas e cebola. Para esta receita decidimos seguir as indicações da receita no website: https://www.196flavors.com/es/espana-tortilla-espanola-tortilla-de-patatas/

O resultado foi delicioso e ficou assim como a nossa receita preferida da cozinha espanhola (do pouco que experimentámos até aqui). Talvez tenha deixado cozinhar um dos lados da tortilha um bocadinho demais, como se pode ver pelas fotos, mas isso não influenciou o sabor.

Ingredientes

  • 8 ovos
  • 5 batatas de tamanho médio
  • 1 cebola grande cortada em meias luas fininhas
  • 120 mL + 3 colheres de sopa de azeite
  • Sal, alho em pó e pimenta q.b.

Preparação

  • Comece por descascar as batatas e em seguida lave-as com água.
  • Corte as batatas em 4 metades iguais e cada metade em rodelas finas.
  • Numa frigideira antiaderente, aqueça os 120 mL de azeite a lume médio.
  • Adicione as batatas de maneira a que fiquem cobertas pelo azeite. Deixe cozinhar as batatas durante 5 minutos, virando-as com cuidado a meio tempo.
  • Passado os 5 minutos adicione a cebola e deixe cozinhar durante 15 minutos a lume médio, mexendo a cada 3-4 minutos.
  • Retire a frigideira do lume e escorra bem as batatas e a cebola com a ajuda de um coador. Reserve.
  • Separe os ovos.
  • Bata as clara com uma batedeira eléctrica até ficarem fofas e consistentes.
  • Numa outra tigela bata as gemas.
  • Junte as gemas às claras e misture suavemente.
  • Junte as batatas e a cebola aos ovos batidos, tempere com sal, pimenta e alho em pó, mexa e deixa repousar por 10 minutes.
  • Numa frigideira anti-aderente coloque 3 colheres de sopa de azeite, aqueça e coloque a mistura dos ovos.
  • Deixe cozinhar até ferver.
  • Volte a tortilla com a ajuda de um prato grande. Pressione firmemente o prato à frigideira e num gesto rápido volte a frigideira. Coloque a tortilla de volta na frigideira com a parte que ainda precisa ser cozinhada voltada para baixo.
  • Deixe cozinhar a tortilla por mais 5 minutos.
  • Está pronta a servir.

Creme Catalana

Para esta sobremesa fomos buscar a receita ao website: https://www.spainonafork.com/crema-catalana-recipe/

Lá se comprou um maçarico de cozinha para queimar o açucar e deixar aquela camada deliciosa de caramelo por cima de um creme cremoso de ovos e baunilha. Algo que não podia faltar para uma verdadeira receita de Creme Catalana.

Ingredientes

  • 700 mL de leite
  • 1 colher de sobremesa de extracto de baunilha
  • 1 pauzinho de canela
  • 6 cascas grandes de limão
  • 5 gemas
  • 80 gr de açucar
  • 1 colher de sopa de farinha maisena
  • Açucar q.b. para caramelizar

Preparação

  • Num tacho junte o leite (menos 100 mL), as cascas de limão, a canela, a baunilha e o açúcar (menos 2 colheres de sopa). Mexa ocasionalmente e quando o leite começar a ferver retire-o do lume e deixe repousar por cerca de 10-15 minutos.
  • Numa tigela junte o restante açúcar às gemas e bata com uma vara de arames.
  • Numa segunda tigela junte o restante leite (100 mL) e junte-lhe a farinha. Misture bem com uma vara de arames até não ter grumos e junte este preparado ao dos ovos e misture.
  • Volte a colocar a panela com o leite ao lume e junte-lhe o preparado dos ovos.
  • Sem parar de mexer deixe o creme ferver até engrossar e tornar-se cremoso e homogéneo.
  • Retire do lume e mexe por mais 30 segundos.
  • Transfira o creme para 4 forminhas de cerâmica e deixe arrefecer. Quando quase frio leve as tacinhas ao frigorífico por pelo menos 4 horas.
  • Na hora de servir, espalhe 1-2 colheres de sopa de açúcar na superfície do creme e com a ajuda de um maçarico de cozinha derreta-o até obter caramelo escuro.
  • Está pronto a servir.

Gazpacho – A sopa fria de Espanha

A receita que nos inspirou para a sopa Gazpacho foi a do seguinte website: https://www.spainonafork.com/authentic-spanish-gazpacho-recipe/

Fizemos algumas alterações à receita orginal como o tipo de tomate e vinagre escolhidos por uma razão de conveniência. Também introduzimos azeitonas picadas para acrescentar cor e sabor extra na apresentação do prato.

Ingredientes

Para a sopa

  • 10 tomates
  • 1 pimento verde
  • 1 pepino
  • 1 dente de alho
  • 1 colher de sopa de vinagre balsâmico
  • 60 mL de azeite virgem
  • 180 mL de água
  • Sal e pimenta q.b.

Para apresentação

  • Pimento vermelho picado
  • Cebola picada
  • Azeitonas pretas picadas
  • Pepino picado
  • Azeite virgem

Preparação

  • Comece por lavar os tomates, os pimentos e o pepino.
  • Corte os tomates, o pimento verde e o pepino em pedaços e coloque tudo num copo alto. Tempere com sal, pimenta e junte o azeite, o dente de alho e o vinagre. Com uma colher de pau comece por esmagar todos os vegetais.
  • Quando os vegetais, principalmente os tomates estiverem esmagados junte a água e com a ajuda de uma varinha mágica desfaça tudo até obter uma mistura homogénea.
  • Deixe o gazpacho repousar no frigorífico por pelos menos duas horas.
  • Sirva o gazpacho em pratos de sopa e por cima adicione o pepino, o pimento vermelho, a cebola e as azeitonas picadas. Adicione por fim um fio de azeite e está pronto a servir.

Espanha – Patatas Bravas

A receita que escolhemos para experimentar pela primeira vez “patatas bravas” foi a deste site: https://www.spainonafork.com/the-authentic-patatas-bravas-served-in-madrid-spain/

Para a nossa tentativa tivemos que alterar um bocadinho a receita. Infelizmente não consegui encontrar pimentão doce e por isso acabei por usar paprika fumada. Mas aviso que se conseguirem arranjar o pimentão doce para o fazerem, porque realmente no molho faltava um sabor mais adocicado para equilibrar o paladar.


Ingredientes

  • 2 Batatas grandes
  • 200 mL de azeite extra virgem
  • Sal q.b.

Para o molho “brava”

  • 60 mL de azeite extra virgem
  • 2 colheres de sopa de pimentão doce (nós usámos paprika fumada)
  • 1 colheres de sopa de paprika fumada picante
  • 1 colher de sobremesa de farinha maisena
  • 200 mL de caldo de vegetais
  • 1/2 colher de sopa de sal
  • 1/2 colher de sopa de vinagre branco

Preparação

  • Comece por descascar e lavar as batatas. Escorra a água e corte-as em 8 quadradinhos de tamanho igual.
  • Numa frigideira aqueça os 200 mL de azeite e junte as batatas.
  • Mexa de maneira a que todas as batatas estejam cobertas pelo azeite e deixe fritar por cerca de 20 minutos ou até cozinhadas.
  • Retire-as para um prato coberto com papel absorvente e tempere as batatas com sal. Reserve-as.
  • Entretanto para o molho brava comece por aquecer o azeite a lume médio.
  • Quando quente coloque o azeite numa tigela, junte o pimentão doce, a paprika e a farinha maisena. Com a ajuda de uma vara de arames mexa bem até não haver grumos.
  • Coloque a mistura de volta na frigideira, aqueça sempre mexendo e adicione aos poucos o caldo de vegetais.
  • Tempere o molho com sal e junte o vinagre de branco. Misture e quando o molho tiver um aspecto cremoso retire do lume.

Sirva as batatas regadas com o molho.

As falésias Seven Sisters

Este foi um passeio de só um dia. O primeiro depois do primeiro lockdown, portanto finais de Maio de 2020. Foi daqueles passeios, que até nem se fez grande coisa, os restaurantes ainda estavam fechados e a pandemia como agora a conhecemos só estava a começar. Mas, não sabem o quanto nos fez bem este passeio. Para além que eu sempre vivi em Lisboa, a 15 minutos da praia e uma das coisas que mais sinto falta seja ele Verão ou Inverno é estar perto do mar, passear perto do mar, ver e cheirar o mar. E é por isso que eu ando sempre à procura dos sítios bonitos em Inglaterra para visitar que fiquem na costa (infelizmente ficam longe, por isso não fazemos estes passeios tão frequentemente como desejamos.

Mas deixando-nos de lamentos o que são as Seven Sisters?

As Seven Sisters (Sete Irmãs) são um grupo de sete falésias no canal da Mancha. Estas faléisas fazem parte do parque nacional South Down e têm um comprimento total de quase 22 Km. Pode-se percorrer os 22 Km a pé, mas não se esqueçam a distância que fazem para um lado depois tem que fazer para o outro. A caminhada não é difícil mas aviso que há muitas subidas e descidas.

Nós viajámos de carro por conveniência, pois para além de estarmos sempre atrasados, normalmente estes passeios de um dia são organizados em cima da hora. Demorou-se cerca de 2 horas a conduzir, vindos do norte de Londres. Estacionámos em Seaford, num parque de estacionamento que gratuito “South Hill Barn Car Park” que tem acesso a uma pequena praia “Cuckmere Haven“. Para aqueles que estão habituados à areia das praias de Lisboa, digamos que aqui é preciso ter uma pele mais resistente, sendo a areia substituída por pedras.

Se vierem de Londres e não puderem/quiserem ir de carro há sempre duas opções de comboio (a viagem de comboio demora cerca de 2 horas)

  • Apanharem o comboio e saírem em Eastbourne ou Brighton e depois apanharem o autocarro para o “Seven Sisters County Park” ou
  • Apanharem o comboio direto para Seaford e depois caminhar até às Seven Sisters, mas aviso já que só até à praia Cuckmere Haven demora-se cerca de 1 hora.

Claro que se forem daqueles que adoram andar e andar por horas e horas seguidas e é algo que vos interessa podem sempre sair no comboio em Seaford, percorrer as falésias (22 Km) e depois apanhar o comboio em Eastbourne para Londres (ou fazer o caminho inverso). O percurso todo deve demorar cerca de 3 horas e meia.

Mas estou-me a perder com detalhes. Afinal vale a pena ir a Seven Sisters? Espero sinceramente que as fotos falem por si. Nós apanhámos um dia de sol lindíssimo, e mesmo ali ao lado com o mar muito azul, o céu muito azul e as falésias muito brancas tivemos a certeza que Seven Sisters é um sítio que vale a pena visitar. E afinal para aqueles que adoram praia, Cuckmere Haven é uma ótima opção e com uma vista maravilhosa sobre as falésias.

Espero que tal como nós vocês também tenham oportunidade de vir conhecer Seven Sisters.



Hitchin – vila pitoresca e campos de lavanda

Se alguma coisa de positivo veio desta situação de pandemia foi a oportunidade de visitar mais o país em que eu e o meu marido vivemos actualmente – Inglaterra. Em tempos “normais” as escolhas para as férias recaiem em sair do país ou ir a Portugal visitar família e amigos. Com a incerteza que a pandemia nos trouxe, em 2020 decidimos explorar Inglaterra. Em posts anteriores falei-vos do Lake District para os que amam a natureza e Bath uma cidade para quem gosta de arquitectura e cidades históricas. Hoje venho-vos falar de Hitchin, uma pequena vila entre Londres e Cambridge. Hitchin é uma vila pitoresca e cheia de vida, com muitas lojinhas engraçadas como a da figura abaixo (à esquerda) com antiquidades.

Eu e o meu marido adoramos passear pela vila, especialmente em dias de bom tempo (que em Inglaterra não são assim muitos). O edifício mais promonienete da vila é a Igreja de Santa Maria (St. Mary’s church) que fica mesmo ao lado da praça principal, normalmente onde diferentes músicos tocam ao vivo.

A praça principal é cercada de restaurantes e pubs, muitos deles pertencentes a franchises conhecidos. Deixo-vos aqui algumas ideia como a Pizza Express, Zizzi (também pizzaria) e o Bar amigo (restaurante mexicano, uma das nossas escolhamos mais comuns).

Para quem vem à procura de cocktails definitavamente “The Snug Bar” é uma das escolhas mais acertadas que entre 3 e as 9 da tarde oferece a promoção de 2 cocktails pelo preço de 1. O ambiente descontraído e a decoração acolhedora faz deste bar um dos meus sítios preferidos em Hitchin.

Para quem gosta mais de sossego e procura um espaço mais íntimo tem-se o pub “The Highlander”, mais afastado do centro da vila e por isso com menos movimento. Agora para aqueles que têm sempre espaço para a sobremesa existe a gelataria “Fabio’s” que pela fila usual à porta mostra que é um dos locais mais procurados da vila.

Por último, para aqueles que começam bem o dia e que não querem perder tempo temos o “Hitchin Kitchen Cafe“. Para nós este ainda é o melhor pequeno-almoço inglês em Inglaterra (comparando com os sítios que já experimentámos claro). Mas aviso que não é para os de coração fraco, porque as porções são enormes.Para quem gosta de picnics tem-se a Windmill Hill, de onde se tem uma vista fantástica da vila de Hitchin. Podem também aproveitar se vierem a Hitchin aos Sábados de manha para visitar o mercado.

No entanto, não desfazendo a beleza da vila, a melhor parte da zona são os campos de lavanda (o link para comprar bilhetes e para mais informações: https://www.hitchinlavender.com/visit-us/opening-times-and-entrance-fees.aspx). Eu já andava há alguns anos a planear vir até aqui e não faço ideia porque se foi adiando durante tanto tempo. Aconselho vivamente a virem ao campos de lavanda.

P.S. Nós quisemos apanhar o pôr-do-sol, e foi um entardecer de tarde muito bonito e especial.

Passar um dia ou um fim-de-semana em Hitchin é ideal para aqueles que procuram uma viagem relaxante, descontraída e inspiradora. Acreditem que acabarão o fim-de-semana cheios de fotografias e recordações.

Bath, Inglaterra

Em tempos de pandemia e não querendo arriscar com voos e cancelamentos desnecessários fomos na nossa viagem de Dezembro a Bath, uma cidade a sudoeste de Inglaterra. Já por várias vezes se tinha mencionado ser um dos locais que queríamos visitar mas nunca se tinha dado a oportunidade. Na verdade, este fim-de-semana prolongado tinha sido marcado para o início de Novembro mas com o confinamento total a acontecer mesmo antes desse fim-de-semana foi alterado para Dezembro. Tanto como o alojamento como a empresa dos banhos termais de que vos falarei mais a frente foram compreensivos com a situação e não impuseram nenhuma dificuldade em relação a alteração de datas.

Agora porquê Bath?

1º motivo – o único sítio em Inglaterra com águas termais naturais e consequentemente piscinas de água termal

2º motivo – arquitetura da cidade

E claro, neste caso, também a possibilidade de ser uma das cidades que podiam ser visitadas durante a quarentena e ser relativamente próxima de onde vivemos actualmente


1º Dia

Chegámos a Bath na sexta-feira à tarde e como tínhamos viajado de carro o nosso alojamento foi escolhido especialmente por oferecer parque de estacionamento. Ficámos instalados no “The Bath House Boutique B&B”. O quarto era espaçoso e a decoração encantadora. Fomos recebidos com muita simpatia. O estacionamento era assim meio para o apertado, havia mesmo a possibilidade de ficar com o carro “trancado” por outros veículos, mas como os nossos planos só incluíam andar a pé não nos fez diferença. O pequeno-almoço (já se sabe que tem que estar incluído na reserva) foi-nos servido no quarto, devido às novas medidas relevantes ao COVID-19. O pequeno-almoço valia a pena, era muito bom.

O sistema era feito da seguinte forma: todos os dias nos davam um papel com a lista de opções e escolhia-se o que se queria. Talvez a hora escolhida para o pequeno-almoço não fosse sempre a certa, usualmente traziam o pequeno-almoço quase meia hora depois da hora pedida, mas este pequeno pormenor não nos fez diferença. A localização também foi muito boa. A 5-10 minutos do centro a pé, numa zona sem muita confusão, que nos permitiu dormir de forma sossegada. No dia em que chegámos, sendo já 4 da tarde e as maiores atracões encerradas, decidimos fazer reconhecimento da cidade. Passeámos pela avenida principal que nos levou a umas arcadas onde se encontram as ruínas dos banhos romanos e a Abadia de Bath.

Sendo altura natalícia as ruas e lojas encontravam-se enfeitadas e uma enorme árvore de Natal figurava na praceta em frente à Abadia. Aproveitámos também para passear pela ponte Pulteney e subir pelas ruas que nos levavam ao “The Circus” um conjunto de casas de arquitetura característica georgiana de Bath. Ainda acabámos a comer um cachorro quente de uma das barraquinhas que se encontravam em frente às arcadas que davam para a abadia.

Chegando às 5 e meia com o escuridão e o frio chegava a altura de irmos aproveitar outra parte da cultura de Bath – bebida e comida. Primeiro fomos a um pub “The Crystal Palace“. Apesar de ter boas reviews não achei que tivesse muita seleção de bebidas. Ah, outra coisa que está em vigor desde a pandemia é que para beber num pub é também preciso comer, nem que sejam só batatas fritas. Assim sendo, pedimos uma cidra e uma cerveja e uns nachos para acompanhar. Como disse, não era mau, mas nada de especial.

Querendo experimentar outro sítio, fomos até ao Raven, também este um pub mas bastante mais do nosso agrado. Conseguimos arranjar mesa e foi aqui que passámos toda a nossa noite. O ambiente era porreiro. Depois de um cachorro quente, nachos e batatas fritas pedi uma sopa. Eu sei – pedir uma sopa no pub não é a regra e definitivamente a sopa não era grande coisa, mas talvez fosse da falta de fome.

Foi neste pub que no entanto encontrámos o melhor da nossa viagem, uma cidra da marca “Annings” que não conhecíamos. A cidra com sabor a ananás e toranja nem vos digo a perdição. Foi chegar a casa e pedir online umas quantas garrafas (aqui em Inglaterra não se vende esta cidra nos supermercados). Têm que procurar e ver se conseguem experimentar esta bebida DELICIOSA.


2º Dia

No 2º dia em Bath estava um sol lindo, o que não é de todo fácil de ver em Inglaterra seja ele Verão ou Inverno. Depois do pequeno-almoço e com o trajeto traçado começámos o nosso dia. Primeiro focámos-mos nos principais exemplos da arquitetura georgiana, o “The Royal Crescent“, uma fila de casas em forma de arco e o “The Circus“. Para aqui chegarmos passámos pelo parque “Royal Victoria Park” que na direção oposta a do Royal Crescent leva-vos até ao Jardins Botânicos. Descendo a avenida mais uma vez chegámos ao pé da zona central.

The Royal Crescent

A nossa ideia inicial era de visitarmos a Abadia de Bath mas devido ao COVID-19 o horário de visitas estava/está reduzido. Aconselho-vos vivamente a perguntarem as horas de visita, visto que nos dias em que estivemos em Bath a abadia esteve aberta ao público em diferentes horários. Não pudendo visitar a igreja nesse dia atravessámos a cidade e subimos até ao “Alexandra Park” – um parque com uma vista panorâmica sobre a cidade. Parámos durante uns 10 minutos para descansar da subida mas com o frio que se fazia sentir rapidamente nos pusemos a caminho aproveitando para passear pelo parque.

Vista do parque Alexandra

Sem dúvida uma das maiores atrações de Bath são as ruínas de banhos romanos. Para entrar é preciso comprar o bilhete online (de momento não se pode comprar presencialmente) e avisam que o devem fazer com alguma antecedência. No entanto, talvez por causa da incerteza em que se vive de momento, havia muitas vagas para diferentes horários no dia em que fomos visitar este local mesmo tendo comprado os bilhetes no dia anterior. O website é o seguinte: https://www.romanbaths.co.uk/. Nós perdemos cerca de 1 hora a 1 hora e meia a visitar todas as áreas dos banhos romanos.

Para passar tempo até às 4 e meia, a hora em que tínhamos reserva para os banhos termais, voltámos a dar mais umas voltas pela cidade, acabando mesmo por visitar uma igreja, a capela de St.Michael, que foi transformada em café. Podem achar estranho que tenhamos passado tanto tempo a vaguear pela cidade em vez de visitar por exemplo museus. Na verdade, Bath tem uma imensa panóplia de museus e outros sítios para visitar, mas nós nesta viagem preferimos os espaços abertos com menos pessoas (apesar de nas ruas de Bath parecer que a pandemia era algo que não existia ali). Realmente, uma das coisas que mais me espantou foi a falta de distanciamento entre pessoas e a pobre prática de usar máscara. Suponho que não seja só em Bath que isto aconteça, mas de qualquer das formas como profissionais de saúde espanta-nos o descuidado numa altura sensível como esta.

Às 4 e pouco lá fomos para o Thermae Bath Spa (para o website cliquem aqui). Infelizmente é proibido tirar fotos dentro do edifício, mas garanto-vos que esta foi a melhor experiência desta viagem. Existem duas piscinas de águas termais, uma interior e outra no terraço com vista para a abadia. Nós escolhemos ir já de noite para pudermos ver o céu estrelado e as cores que pintavam a abadia. Apesar de não ter uma fotografia da piscina exterior garanto-vos que se visitarem Bath não podem deixar de vir aqui. Como prática comum atualmente, as saunas encontram-se fechadas, mas isso de nada diminuiu a nossa experiência.

Para jantar tínhamos feito reserva a meio da semana no restaurante “The Heard Steak“, uma casa de bifes. Tenham atenção que eu telefonei na quarta-feira para marcar para sábado e eles já só tinham vaga para as 16:45 ou 21:15. Nós escolhemos a hora mais tardia, mas é para terem atenção a fazerem marcações com antecedência. Assim, lá nos deliciámos com 3 tipos diferentes de carne e digo-vos que se tivesse vindo mais tinha sido bem recebida. Muito boa mesma.

Ao final do jantar já passando das 11 horas da noite, os pubs, bares e afins encontravam-se encerrados. Como não queríamos parar a nossa noite por ali fomos no regresso para casa a um supermercado comprar umas cidras e ainda parámos numa casa de falafel (Alfalafel) para comprar um wrap (era muito bom, mas foi um passo a mais a caminho da obesidade).

De dois passados só nos restava umas horinhas. Aproveitámos para finalmente visitar a Abadia de Bath que nos recebeu com enormes e bonitos vitrais. A entrada é gratuita.


Aviso:

De momento para entrarem em qualquer um destes sítios, incluindo restaurantes, é obrigatório o uso máscara. Se não o fizerem serão impedidos de prosseguir visita.

Ilha de São Miguel

Quis deixar a ilha de São Miguel para último, não porque não gostámos de visitar a ilha, de maneira alguma, mas porque foi onde passámos mais tempo e por isso queria dar especial atenção à ilha que me fez sonhar acordada, a ilha de São Miguel.

A ilha de São Miguel é a maior ilha do arquipélago dos Açores e aquela que é mais fácil voar desde Portugal (ou de outros países). O aeroporto em Ponta Delgada, São João II foi onde aterrámos depois da nossa primeira aventura no Pico. Mais uma vez alugámos o nosso carro na agência Ilha Verde e depois de nos instalarmos fomos para a cidade de Ponta Delgada. A nossa prioridade era encontrar um sítio rápido para almoçar. Como muitas vezes acontece quando chegamos assim de repente a um sítio desconhecido e está na hora de comer, procurámos o centro comercial mais próximo; desta vez o “O Parque Atlântico” e lá fomos nós para no Burguer King. Para quem conhece as nossas viagens, sabe que isto acontece várias vezes.

Burguer King no Parque Atlântico

O centro comercial fica a cerca de 10-15 minutos do centro da cidade e foi onde sempre estacionámos o carro mesmo quando fomos visitar Ponta Delgada, ficando aqui a dica para quem não gosta de andar à procura de estacionamento.

Para a tarde tínhamos reservado algo que pensámos ser uma experiência excecional – a primeira tentativa de mergulho. Com marcação para o início da tarde com a empresa BEST SPOT AZORES PADI 5* DIVE CENTER (website aqui) lá fomos nós todos contentes. Antes de nos vestirmos a rigor e entrarmos para o barco que nos levaria ao local de mergulho, houve uma “pequena” explicação dos cuidados básicos. A partir deste ponto eu e o meu marido já não estávamos tão certos que isto fosse correr bem. Mesmo assim vestimo-nos e lá fomos para o local ao pé de um recife. Ao contrário do que acontece com quase toda a gente que depois de experimentar mergulho pela primeira vez diz “foi muito fixe”, “aquilo é tão bonito lá em baixo”, “ah tantos peixes” nós fomos diferentes: eu acabei por ter um ataque de claustrofobia por isso desisti e o meu namorado acabou a vomitar dentro do barco. Por isso foi assim a nossa experiência de mergulho – sempre a aprender – e a lição aqui foi “Mergulho Não!”

Depois de esta experiência tudo menos enriquecedora fomos para o hotel. A principal razão da nossa vinda aos Açores tinha sido um voucher que nos deram quando comprámos as alianças, estadia grátis de 5 noites com pequeno-almoço em Portugal. Assim sendo, pensámos que era a desculpa ideal para irmos finalmente aos Açores. A nossa reserva estava marcada com o “Hotel Vale do Navio” em Capelas. Não imaginam a nossa cara de espanto quando chegámos e aquilo era um hotel fantasma. Estava completamente vazio. Ainda não desesperados mas consternados e um bocado preocupados ligámos para o contacto que tínhamos e disseram-nos que realmente o hotel estava fechado e que a nossa reserva tinha sido mudada para um hotel ali perto o “Pedras do Mar Resort & SPA”. Tenho-vos a dizer que isto acabou por ser um upgrade ao nosso hotel – este era um hotel de 5 estrelas bem mais perto do mar. O quarto era fantástico, o bar estupendo, o pequeno-almoço delicioso e a vista soberba. Não vos posso recomendar mais. Nós não nos queríamos vir embora (como podem ver pelo vídeo da nossa vista do nosso quarto e pelas fotografias).

Para acabar o nosso primeiro na ilha de São Miguel em grande fomos jantar ao “Restaurante da Associação Agrícola de São Miguel” (website aqui). Aviso-vos que é extremamente difícil arranjar mesa sem marcação. O restaurante tem duas partes e nós quisemos experimentar ambas, o que fizemos em dias diferentes. No primeiro dia, porque não tínhamos reserva ficámos na parte exterior, a parte de Churrasco (que nós achámos que era a melhor) e a parte interior que é o próprio restaurante. Digo-vos esta foi uma das melhores carninhas que já comi na vida. Não é sem razão que é tão difícil arranjar mesa neste restaurante, no entanto estando nos Açores têm que experimentar o que é um dos mais conhecidos restaurantes da ilha.

Nós estivemos em São Miguel durante quase 5 dias e apesar de termos ido no final de Setembro, houve dias que mostraram como é viver numa ilha relativamente ao tempo, isto é super incerto. Para além disso numa zona da ilha poderá estar um lindo dia de sol e no outro nevoeiro completamente cerrado. No primeiro dia de viagem pela ilha de São Miguel focámo-nos na parte a oeste da ilha, mais precisamente na zona da Lagoa das Sete Cidades. Assim depois de um ótimo pequeno-almoço seguimos para o Miradouro das Cumeeiras. E assim foi a bela vista da foto em baixo que pudemos desfrutar.

Já estava com ela fisgada para o ataque

Podia ter sido pior? Podia. Mas estava pior quando lá chegámos, estivemos foi a fazer tempo à espera que pelo menos conseguíssemos ver alguma coisa. E felizmente o sol ainda sorriu timidamente e deixou-nos tirar uma fotografia que mostre a beleza dos Açores. Enquanto estivemos à espera tivemos por companhia vacas. Sim, vacas, elas estão por todo o lado. Aliás íamos sendo quase atacados por elas enquanto estávamos dentro do carro. Elas bem que tentaram atacar por todos os lados do carro até estarmos completamente cercados, até que fomos salvos por uma senhora com ar de amazona.

Para o meio da manhã tínhamos marcado uma sessão de kayake com a agência Garoupa Canoe Tours (website aqui). Assim andámos para lá às volta na lagoa azul e na lagoa verde. Confesso que isto sendo a minha primeira experiência apercebi-me que não tenho deveras muito jeito para isto. Mas, pelo menos tentei. No entanto se não fosse pelo meu marido ainda agora andava lá as voltas sobre mim mesmo até que alguém tivesse pena de mim e me resgatasse.

A nossa segunda paragem era a Ponta da Ferraria onde se encontra uma piscina oceânica natural de água termal. Pelo caminho apercebi-me porque as flores são uma das imagens mais prominentes do Açores. Realmente a experiência de conduzir numa estrada rodeada de flores tão bonitas não deixa ninguém indiferente.

São Kms maravilhosos disto, flores and flores…

A piscina natural que andámos à procura faz ligação com o mar. A água não estava tão quente como pensei, mas também o tempo e a chuva não ajudavam. Obviamente isso não me impediu de me juntar aos muitos que também lá estavam. Para quem quiser desfrutar esta zona ao máximo existe um spa nessa zona com vista para o mar.

Esperando que o tempo estivesse do nosso lado durante a tarde o nosso percurso era voltar para a Lagoa das Sete Cidades, onde parámos na ponte que separa as duas lagoas e em seguida para dois miradouros que pareciam promissores – O Miradouro da Vista do Rei e o Miradouro da Grota do Inferno. No entanto, sem sorte; se estava mau de manhã, agora ainda estava pior e decidimos acabar por ali a nossa exploração (mas ainda conseguimos voltar ao miradouro da Vista do Rei noutro dia e sim, vale a pena). Uma das curiosidades desta zona é que mesmo ao lado do miradouro pode-se ver a estrutura completa de um hotel abandonado – o Hotel do Monte Palace. Este hotel está ao abandono desde os anos 80 e com aquele tempo de nevoeiro parece mesmo um hotel fantasma.

Ponte que separa a lagoa verde da lagoa azul

Para jantar, decidimos experimentar um restaurante que ficava perto do nosso hotel – O Botequim Açoriano. Talvez a muitos pareça estranho terem um restaurante ao lado de um cemitério, mas pela comida vale a pena. Nós experimentámos um prato de polvo – “Polvo à Botequim” que vos digo ser tão bom que voltámos aqui no último antes de deixarmos a ilha, para repetir a iguaria. Não vos minto, neste momento devoraria um prato bem servido de polvo.


Seguindo para o dia seguinte com esperanças de um tempo melhor desta vez para a zona central da ilha. Começámos pela Ermida de Nossa Senhora da Paz, uma capela com vista panorâmica (uma vista espetacular tenho que dizer) construída no século XVIII. A capela no seu interior é muito simples, mas não se iludam o exterior é lindíssimo. Uma vez mais, as flores adicionaram um fator extra.

A lagoa do Congro foi a nossa próxima paragem. É preciso andar um bocado até chegar a esta lagoa meia escondida pela vegetação, mas vale a pena o pequeno esforço.

O nosso itinerário teve que ser modificado devido ao tempo. Hoje estava também nevoeiro e por isso decidimos pela tarde irmos visitar uma das zonas mais conhecidas não só da Ilha de São Miguel mas de todos os Açores – As Furnas. Quem é que nunca ouviu falar sobre o famoso cozido à portuguesa que é feito dentro de água a ferver nos Açores? A típica paisagem de pequenas caldeiras no chão a emitir fumo e água a fumegar.

Caldeiras da Lagoa das Furnas

Primeiro parámos no Miradouro do Pico do Ferro de onde podemos avistar por completo a Lagoa das Furnas. E antes de estacionarmos o carro perto das Furnas para ali passear fomos visitar a Cascata da Ribeira Quente. Aviso que para visitar esta cascata têm que deixar o carro depois dos túneis (são dois não muito longos), estacionar em cima da erva, andarem para dentro do túnel, passar pela barreira de ferro na zona que separa os dois túneis e descerem as escadas. Difícil? Nem por isso, mas talvez um bocadinho mais perigoso do que tínhamos em conta para visitar uma cascata. No entanto, enquanto andávamos aqui no meio desta pequena aventura, muitos como nós faziam o mesmo.

Finalmente, estacionámos o carro nas Furnas e podemos visitar a chamada “Caldeiras da Lagoa das Furnas“. O cheiro característico a enxofre está bem presente nesta zona, mas não deixa de ser espetacular estas manifestações vulcânicas. Não tivemos oportunidade de experimentar o cozido feito aqui, o que foi pena, mas já se sabe que nas viagens fica sempre algo por fazer. Como tínhamos feito marcação para o Restaurante da Associação Agrícola de São Miguel que vos falei no post anterior (ver aqui) não fomos até à Poça da Dona Beija, o que ficou para o dia seguinte – não percam por nada este sítio de que vos falarei no próximo post. Com esperanças ainda de podermos ver a Lagoa do Fogo antes do jantar, parámos no “Miradouro da Lagoa do Fogo” e só vos digo que ficámos com pena de não passar mais tempo nesta ilha para podermos explorar com tempo cada cantinho. Porque realmente os Açores é um local de beleza sem comparação.

Lagoa do Fogo

Terceiro dia na ilha de São Miguel. O dia começou de uma maneira magnífica no Salto do Cabrito, uma cascata com um laguinho. A água é muito fria, mas difícil de resistir não entrar por ali adentro. Uma das coisas mais especiais de visitar os Açores foi a oportunidade de nadar debaixo de cascatas. E definitivamente o Salto do Cabrito criou memórias especiais.

Passámos em seguida para um outro local que adorámos visitar, o Monumento da Caldeira Velha. Este parque é mais conhecido por ser um dos locais com águas termais onde se pode tomar banho, mas devido ao COVID-19, neste momento não é possível fazê-lo. Mas apesar de não se puder aproveitar os banhos de águas quentes o parque vale a pena ser visitado. O local apesar de ser nos Açores cria um ambiente tropical, muito distinto.

Tendo o sol sorrido para nós, aproveitámos para visitar os miradouros. E o primeiro foi o Miradouro da Pedra dos Estorninhos. Obviamente, como esperado, a vista era de cortar a respiração. Mesmo ali ao lado fica o Miradouro do Salto da Farinha onde existe uma cascata altíssima. Para chegar à cascata é preciso passear por um parque/bosque, mas não é de difícil acesso.

Se tudo o que tínhamos visto até ali tínhamo-nos deixado de coração cheio, mais foi o que veio a seguir. Fomos visitar o Parque Natural dos Caldeirões. Posso-vos dizer que foi dos sítios mais bonitos que já tive oportunidade de visitar na minha vida e não, as fotografias não fazem justiça ao sítio. Passaria aqui horas e horas de bom agrado.

Já para o meio da tarde e aproveitando o céu limpo fomos até a outros dois miradouros: o Miradouro da Ponta do Sossego e o Miradouro da Ponta da Madrugada. Fiquei impressionada por dois motivos, por serem zonas muito bem arranjadas, com passadiços e flores e a outra razão foram os gatos. Sim, gatos. Existem gatos por todo o lado numa zona onde mal existe casas. Como é que eles vivem ali? Na verdade, já falei com outras pessoas que também tiveram oportunidade de visitar estes miradouros e também elas repararam e se espantaram com o número de gatos naquela zona.

Para a noite e querendo não deixar a ilha sem visitar a cidade mais importante, Ponta Delgada, fomos dar uma volta rápida. Definitivamente as Portas da Cidade iluminadas de azul foi o ponto que mais nos atraiu.

E foi com muita pena que chegámos ao nosso último dia na ilha de São Miguel. Este local deu-nos muito, paisagens maravilhosas, locais de encanto e comida de chorar por mais. Depois de várias tentativas, finalmente fomos ao Miradouro da Vista do Rei e tivemos oportunidade ter avistar as duas lagoas da Lagoa das Sete Cidades, a lagoa azul e a lagoa verde.

Para terminar mesmo a viagem em grande, decidimos aproveitar os banhos de águas termais. Havia algumas opções inicialmente, mas a escolha não foi difícil. Na verdade, tínhamos o Monumento da Caldeira Velha que nesta altura não esta aberta a banhos, o Parque Terra Nostra e a Poça da Dona Beija, estes dois últimos na zona das Furnas. Gostaríamos de ter visitado os dois claro, mas acabámos por escolher a Poça da Dona Beija. E não nos arrependemos por nada. Existem várias piscinas naturais com várias temperaturas e claro que tivemos que experimentar todas. A experiência é única.

Aliás posso garantir que todas as experiências que tenham nos Açores sejam elas semelhantes ou não com as nossas, serão espetaculares. Não tenham dúvida que os Açores é um paraíso na terra.

Ilha das Flores

Umas das coisas mais incríveis de visitar os Açores e de ter oportunidade de conhecer diferentes ilhas é que todas elas têm as suas particularidades – a ilha do Pico a montanha, a ilha de São Miguel as inúmeras flores e a ilha das Flores as cascatas e o verde magnífico. A primeira impressão que tive das Flores é que a paisagem parecia resultado de um filtro de telemóvel onde se aumentava a vivacidade das cores dando ao verde um tom quase surreal. Estivemos nas Flores durante três dias, no entanto, ao segundo dia fomos visitar o Corvo, por isso a nossa viagem nas Flores só contou com dois dias.

Chegámos bem cedo à ilha das Flores vindos da ilha de São Miguel e mais uma vez depois de termos o nosso carro alugado através no Booking.com na companhia Ilha Verde, metemo-nos a conhecer esta que seria a nossa terceira ilha.

Como partíamos do aeroporto das Flores, em Santa Cruz das Flores, fomos primeiro visitar a Lagoa da Lomba. O tempo não esteve maravilhoso durante a manhã como é possível ver pela foto abaixo, mas não deixou de por isso não proporcionar uma bela paisagem.

Lagoa da Lomba
Lagoa Seca
Lagoa Comprida
Lagoa Funda

Em seguida dirigimo-nos até às quatro lagoas que fazem parte da Reserva Florestal Natural do Morro Alto e Pico da Sé – a Lagoa Seca, a Lagoa Comprida, a Lagoa Funda e a Lagoa Branca. Para termos oportunidade de esticar as pernas estacionámos o carro no Miradouro da Lagoa Seca e fomos a pé até à Lagoa Comprida e Lagoa Funda que ficam ao lado um da outra, através de um trilho que ficámos a saber pertencer ao um dos muitos trilhos que se podem fazer na ilha das Flores – este começa exatamente entre a Lagoa Comprida e a Lagoa Funda e vai até à cascata do Poço do Bacalhau – o trilho chama-se PR03 FLO com 7.3 Km e que leva cerca de 3 horas. O caminho encontra-se bem sinalizado e no quadro das fotografias abaixo há várias instruções para segurança dos que se aventuram por este trilho. Tal como expliquei sobre a sinalização na subida da montanha do Pico, aqui também vão-se encontrando estacas de madeira com as famosas listas amarelas e vermelhas que vão indicando o caminho a seguir.

Depois de passearmos pelas lagoas, passando também pela Lagoa Branca, subimos de carro até ao Morro Alto, o ponto mais alto da Ilha das Flores e onde se encontra uma enorme torre de comunicações sendo este um ponto geográfico de extrema importância para a Marinha, pois pode comunicar com embarcações que passam entre os dois continentes – Europa e América. Claro não será necessário referir que deste local tem-se uma vista incrível, sendo também possível ver a ilha mais perto da ilha das Flores – a ilha do Corvo.

Já indo mais a sul da ilha das Flores, visitámos o Miradouro da Caldeira Funda e a Caldeira Rasa. Ainda antes de chegar aqui apercebemo-nos do pouco movimentado que existe na ilha das Flores. Trânsito, confusões e multidões são conceitos que não pertencem à ilha das Flores.

Caldeira Funda
Caldeira Rasa

Já subindo a costa este da ilha em direção à nossa acomodação que vos falarei noutro post parámos no Miradouro Rocha dos Bordões, nome dado devido à rocha que apresenta enormes colunas prismáticas verticais de basalto.

Rocha dos Bordões

Avançando mais para norte ainda parámos no Miradouro do Portal, onde a paisagem é simplesmente de deixar qualquer um de queixo caído. O mar, as rochas, as montanhas e as várias cascatas rasgando a rocha. Várias vezes passámos por aqui e em todas elas a paisagem impressionou-me. É difícil a natureza ser mais bela. Simplesmente maravilhados com a ilha das Flores, estacionámos o carro ao pé do Poço da Ribeira do Ferreiro. Para chegar até às cascatas e à Lagoa dos Patos é necessário seguir o trilho pela montanha, o que se faz facilmente e apesar de ser bonito nada avisa para a paisagem final. Não há palavras para descrever a beleza, nem sequer as fotografias são capazes de transmitir todo o esplendor deste local.

Por último visitámos a Cascata do Poço de Bacalhau – outra paisagem que não tem nada de comum e tudo para nos fazer apaixonar pela ilha das Flores. Porque a nossa acomodação era pertíssimo desta cascata voltámos aqui no último dia onde tive a oportunidade maravilhosa de nadar debaixo de uma cascata.

Acomodação

Vou começar este post pela nossa acomodação – a Casa Atlântida. E vou começar pelas partes positivas – o local é lindíssimo, mesmo junto à praia e com vista para a cascata do Poço do Bacalhau. Não podia pedir melhor. No entanto, nós tivemos que mudar as datas da nossa viagem de Abril para Setembro devido à pandemia e digamos que tivemos sempre dificuldade em entrar em contacto com a Casa Atlântida. Por isso imaginam o nosso “quase” desespero quando chegamos e vemos tudo fechado, ninguém atendia os números de telemóvel e sem conhecer ali ninguém. Para não ficarmos para ali embasbacados, o meu marido decidiu irmos primeiro ao supermercado fazer compras, comer qualquer coisa e depois se viria. Chegámos ao “supermercado” (entre aspas porque não é assim tão grande o espaço) Super Fajã e perguntámos à senhora se conhecia alguém da Casa Atlântida. A senhora foi um espetáculo, disse que conhecia uma rapariga que trabalhava lá, telefonou e conseguiu que o senhorio da Casa Atlântida viesse nos abrir a porta quando voltámos do supermercado. A sério, a atitude da senhora foi 5 estrelas.

A vista da porta da nossa casa

A casa em si era grande, dois quartos, uma sala/cozinha enorme. Se não tivesse sido o início tão desgostoso, a experiência tinha sido quase perfeita.


Experiências Gastronómicas

Agora em relação a restaurantes que experimentámos na ilha das Flores. Na primeira noite, decidimo-nos ficar por casa e comprámos o jantar na Super Fajã. Se pensei que estávamos a perder a oportunidade de ter uma melhor refeição num restaurante, as duas noites seguintes provarão o contrário. Tínhamos perguntado ao senhorio quando nos abriu a porta, por restaurantes ali à volta. Então, havia um bom mas só com marcação, outro que era bom mas a senhora às vezes abria o restaurante outras vezes não e um outro no fundo da estrada que era mais conhecido e ofereciam diferentes tipos de comida sem ser necessário fazer marcação. Sendo assim, pareceu-nos que para a segunda noite o melhor seria o último restaurante que o senhorio nos recomendou que se chama “Papadiamandis Restauranti“. As entradas – uma tábua de queijo e cesto de pão foram boas, o queijo ótimo (especialmente para uma pessoas como eu que adora queijo).

Depois de algum tempo ali sentados apercebi-me que o prato mais famoso era esparguete/massa à carbonara. E se calhar foi esse o nosso erro, pedir os pratos errados. Isto porque o meu bife vinha com um molho que parecia a marinada que se faz para a carne e o meu marido pediu lulas grelhadas que de bom só mesmo as lulas. Porque pensámos que nós é que tínhamos pedido os pratos errados, pedimos as duas ofertas de sobremesas que tinham – infelizmente se uma era muito doce a outra era muito amarga (e não, não se complementavam). Mas talvez tenha sido só a nossa experiência, porque afinal já li reviews que dizem que a comida estava boa e o restaurante está até bem avaliado. Talvez se lá pararem peçam massa ou pizza e ficarão satisfeitos.

No entanto, depois da experiência da noite seguinte, percebo o porquê do Papadiamandis Restauranti ser o melhor/mais famoso restaurante da ilha das Flores. Desta vez experimentámos um restaurante na Santa Cruz das Flores. Nós queríamos muito experimentar muito um chamado de “O Forno Transmontano” – as reviews são ótimas e pelas fotos da comida, esta parece ser deliciosa. No entanto, têm que ligar de manhã para o restaurante, não para fazer reserva da mesa, mas porque a senhora compra o necessário para a confeção dos pratos por encomenda. Como nós ligámos já ao final da tarde, já não conseguimos experimentar este restaurante. Então acabámos por ir ao restaurante “O Moreão“.

Lapas grelhadas no Moreão

Eu não quero criar aqui uma crítica muito negativa, até porque o atendimento foi 5 estrelas e as lapas grelhadas eram boas – nunca tínhamos experimentado e gostámos. E para mim foi isso. Por isso vou deixar por aqui a minha opinião sobre a comida que me foi servida. Só um conselho – se vierem aqui peçam peixe.

Obviamente que há muitos mais restaurantes na ilha das Flores e nós só experimentámos dois. Tivemos o azar de as nossas experiências não terem corrido muito bem, mas eu por curiosidade voltava ao Papadiamandis Restauranti para lhe dar mais uma oportunidade. E definitivamente fazia reserva com antecedência para experimentar “O Forno Transmontano”.

Também fomos a um restaurante/bar perto da Casa Atlântida, “Barraca Q’abana“, só para bebidas ao final da noite. No entanto, depois da desilusão do Moreão, ficámos com muita pena de não termos vindo aqui jantar. O atendimento espetacular, o casal é super comunicativo e engraçado. A comida é do tipo “fast-food” mas barata e tenho a certeza bem melhor do que a que tínhamos comido nessa noite. Se estiverem por perto da Fajã Grande não percam a oportunidade de passar por aqui, onde também encontrarão o maior gato das vossas vidas (mas muito meiguinho) e um coelho que vem comer à mão.

Contactos

Website (Papadiamandis Restauranti): https://www.facebook.com/papadiamandisfaja/

Website (Barraca Q’abana): https://www.facebook.com/Barraca-Qabana-1000518216695301/?fref=ts


O que vimos no último dia na Ilha das Flores

Este não seria só o último dia na ilha das Flores – seria o nosso último dia nos Açores. Depois de 13 dias e 4 ilhas estávamos cansados mas cheios de novas recordações. Inicialmente tínhamos pensado fazer um trilho que liga Ponta Delgada à Cascata do Poço do Bacalhau, mas depois de no dia anterior termos subido a ilha do Corvo a pé, o corpo pedia por descanso. E foi por isso que passeámos pela ilha das Flores de carro. Também rapidamente se atravessa a ilha de uma ponta á outra de carro. Por isso decidimos levar o nosso tempo a ir até Ponta Delgada e a voltar pelo sul. Fomos por isso parando pelo caminho para apreciar o dia glorioso que estava e a paisagem que parecia tão nossa naquele dia.

Depois de passarmos pela Igreja Nossa Senhora de Lourdes, em Fazenda de Santa Cruz, parámos perto da cascata que fica ali perto não só para ver a cascata como também ter uma vista “panorâmica” sobre a igreja.

Como se vão apercebendo uma das coisas que existe não só na Ilhas das Flores mas em todas as ilhas dos Açores é miradouros e nós, principalmente, num dia mais lazeiro como este, quisemos parar em todos. Seguindo parte norte, parámos por isso no Miradouro dos Caimbros e depois no Miradouro da Pedrinha. Foi neste último que fomos sorteados por um espetáculo fantástico da natureza – como um simples fenómeno da natureza como o arco-íris nos fez sentir no topo do mundo.

Vista do Miradouro da Pedrinha

Por último parámos em Ponta Delgada – não fomos até ao farol (se calhar até devíamos ter ido) mas como a fome já apertava fomos ao supermercado “Miniflor” para nos abastecer. Mais restabelecidos demos a volta e seguimos a estrada desta vez para Sul passando por Lajes das Flores (o concelho mais ocidental da Europa), Lajedo e parando finalmente em Miradouro da Baía do Mosteiro.

Vista do Miradouro da Baía do Mosteiro

Mais acima fica a Cascata da Ribeira do Fundão que fica mesmo ao lado do Miradouro Rocha dos Bordões onde parámos no nosso primeiro dia na ilha das Flores. Como já referi, a ilha das Flores não é muito grande, apenas com uma área total de 141,7 km² e facilmente se atravessa de uma ponta à outra da ilha. Antes de irmos jantar ao “O Moreão”, parámos outra vez na Cascata do Poço do Bacalhau para uma última oportunidade de nadar debaixo de uma cascata.

Foi na ilha das Flores que vivemos o nosso último dia nos Açores e apenas abriu o desejo de conhecer todas as outras ilhas que não tivemos oportunidade de o fazer nesta viagem .

Sugestão extra:

Se quiserem visitar a Ilha do Corvo, é quando visitam as Flores que têm a melhor oportunidade para o fazer – um barco da companhia Atlanticoline faz a travessia diariamente – e basta um dia para visitar a Ilha do Corvo (que vos falarei no próximo post). No entanto, a parte (ainda) mais bonita das Flores foi quando na viagem de regresso da Ilha do Corvo o barco fez uma rota extra para termos oportunidade de ver as grutas e as cascatas da parte norte da Santa Cruz das Flores e foi lindíssimo. Não há palavras para descrever a beleza que vimos. Se não forem à Ilha do Corvo aconselho imenso a marcarem por uma companhia independente uma viagem de barco pela costa da Ilha das Flores. Na verdade, nós até tentámos fazer uma segunda viagem de barco no último dia, mas obviamente já foi em cima da hora. Mas vale a pena a viagem de barco – a melhor coisa que vimos na Ilha das Flores.



Açores – Ilha de São Miguel (Parte 3)

Terceiro dia na ilha de São Miguel. O dia começou de uma maneira magnífica no Salto do Cabrito, uma cascata com um laguinho. A água é muito fria, mas difícil de resistir não entrar por ali adentro. Uma das coisas mais especiais de visitar os Açores foi a oportunidade de nadar debaixo de cascatas. E definitivamente o Salto do Cabrito criou memórias especiais.

Passámos em seguida para um outro local que adorámos visitar, o Monumento da Caldeira Velha. Este parque é mais conhecido por ser um dos locais com águas termais onde se pode tomar banho, mas devido ao COVID-19, neste momento não é possível fazê-lo. Mas apesar de não se puder aproveitar os banhos de águas quentes o parque vale a pena ser visitado. O local apesar de ser nos Açores cria um ambiente tropical, muito distinto.

Tendo o sol sorrido para nós, aproveitámos para visitar os miradouros. E o primeiro foi o Miradouro da Pedra dos Estorninhos. Obviamente, como esperado, a vista era de cortar a respiração. Mesmo ali ao lado fica o Miradouro do Salto da Farinha onde existe uma cascata altíssima. Para chegar à cascata é preciso passear por um parque/bosque, mas não é de difícil acesso.

Se tudo o que tínhamos visto até ali tínhamo-nos deixado de coração cheio, mais foi o que veio a seguir. Fomos visitar o Parque Natural dos Caldeirões. Posso-vos dizer que foi dos sítios mais bonitos que já tive oportunidade de visitar na minha vida e não, as fotografias não fazem justiça ao sítio. Passaria aqui horas e horas de bom agrado.

Já para o meio da tarde e aproveitando o céu limpo fomos até a outros dois miradouros: o Miradouro da Ponta do Sossego e o Miradouro da Ponta da Madrugada. Fiquei impressionada por dois motivos, por serem zonas muito bem arranjadas, com passadiços e flores e a outra razão foram os gatos. Sim, gatos. Existem gatos por todo o lado numa zona onde mal existe casas. Como é que eles vivem ali? Na verdade, já falei com outras pessoas que também tiveram oportunidade de visitar estes miradouros e também elas repararam e se espantaram com o número de gatos naquela zona.

Para a noite e querendo não deixar a ilha sem visitar a cidade mais importante, Ponta Delgada, fomos dar uma volta rápida. Definitivamente as Portas da Cidade iluminadas de azul foi o ponto que mais nos atraiu.

E foi com muita pena que chegámos ao nosso último dia na ilha de São Miguel. Este local deu-nos muito, paisagens maravilhosas, locais de encanto e comida de chorar por mais. Depois de várias tentativas, finalmente fomos ao Miradouro da Vista do Rei e tivemos oportunidade ter avistar as duas lagoas da Lagoa das Sete Cidades, a lagoa azul e a lagoa verde.

Para terminar mesmo a viagem em grande, decidimos aproveitar os banhos de águas termais. Havia algumas opções inicialmente, mas a escolha não foi difícil. Na verdade, tínhamos o Monumento da Caldeira Velha que nesta altura não esta aberta a banhos, o Parque Terra Nostra e a Poça da Dona Beija, estes dois últimos na zona das Furnas. Gostaríamos de ter visitado os dois claro, mas acabámos por escolher a Poça da Dona Beija. E não nos arrependemos por nada. Existem várias piscinas naturais com várias temperaturas e claro que tivemos que experimentar todas. A experiência é única.

Aliás posso garantir que todas as experiências que tenham nos Açores sejam elas semelhantes ou não com as nossas, serão espetaculares. Não tenham dúvida que os Açores é um paraíso na terra.