Bath, Inglaterra

Em tempos de pandemia e não querendo arriscar com voos e cancelamentos desnecessários fomos na nossa viagem de Dezembro a Bath, uma cidade a sudoeste de Inglaterra. Já por várias vezes se tinha mencionado ser um dos locais que queríamos visitar mas nunca se tinha dado a oportunidade. Na verdade, este fim-de-semana prolongado tinha sido marcado para o início de Novembro mas com o confinamento total a acontecer mesmo antes desse fim-de-semana foi alterado para Dezembro. Tanto como o alojamento como a empresa dos banhos termais de que vos falarei mais a frente foram compreensivos com a situação e não impuseram nenhuma dificuldade em relação a alteração de datas.

Agora porquê Bath?

1º motivo – o único sítio em Inglaterra com águas termais naturais e consequentemente piscinas de água termal

2º motivo – arquitetura da cidade

E claro, neste caso, também a possibilidade de ser uma das cidades que podiam ser visitadas durante a quarentena e ser relativamente próxima de onde vivemos actualmente


1º Dia

Chegámos a Bath na sexta-feira à tarde e como tínhamos viajado de carro o nosso alojamento foi escolhido especialmente por oferecer parque de estacionamento. Ficámos instalados no “The Bath House Boutique B&B”. O quarto era espaçoso e a decoração encantadora. Fomos recebidos com muita simpatia. O estacionamento era assim meio para o apertado, havia mesmo a possibilidade de ficar com o carro “trancado” por outros veículos, mas como os nossos planos só incluíam andar a pé não nos fez diferença. O pequeno-almoço (já se sabe que tem que estar incluído na reserva) foi-nos servido no quarto, devido às novas medidas relevantes ao COVID-19. O pequeno-almoço valia a pena, era muito bom.

O sistema era feito da seguinte forma: todos os dias nos davam um papel com a lista de opções e escolhia-se o que se queria. Talvez a hora escolhida para o pequeno-almoço não fosse sempre a certa, usualmente traziam o pequeno-almoço quase meia hora depois da hora pedida, mas este pequeno pormenor não nos fez diferença. A localização também foi muito boa. A 5-10 minutos do centro a pé, numa zona sem muita confusão, que nos permitiu dormir de forma sossegada. No dia em que chegámos, sendo já 4 da tarde e as maiores atracões encerradas, decidimos fazer reconhecimento da cidade. Passeámos pela avenida principal que nos levou a umas arcadas onde se encontram as ruínas dos banhos romanos e a Abadia de Bath.

Sendo altura natalícia as ruas e lojas encontravam-se enfeitadas e uma enorme árvore de Natal figurava na praceta em frente à Abadia. Aproveitámos também para passear pela ponte Pulteney e subir pelas ruas que nos levavam ao “The Circus” um conjunto de casas de arquitetura característica georgiana de Bath. Ainda acabámos a comer um cachorro quente de uma das barraquinhas que se encontravam em frente às arcadas que davam para a abadia.

Chegando às 5 e meia com o escuridão e o frio chegava a altura de irmos aproveitar outra parte da cultura de Bath – bebida e comida. Primeiro fomos a um pub “The Crystal Palace“. Apesar de ter boas reviews não achei que tivesse muita seleção de bebidas. Ah, outra coisa que está em vigor desde a pandemia é que para beber num pub é também preciso comer, nem que sejam só batatas fritas. Assim sendo, pedimos uma cidra e uma cerveja e uns nachos para acompanhar. Como disse, não era mau, mas nada de especial.

Querendo experimentar outro sítio, fomos até ao Raven, também este um pub mas bastante mais do nosso agrado. Conseguimos arranjar mesa e foi aqui que passámos toda a nossa noite. O ambiente era porreiro. Depois de um cachorro quente, nachos e batatas fritas pedi uma sopa. Eu sei – pedir uma sopa no pub não é a regra e definitivamente a sopa não era grande coisa, mas talvez fosse da falta de fome.

Foi neste pub que no entanto encontrámos o melhor da nossa viagem, uma cidra da marca “Annings” que não conhecíamos. A cidra com sabor a ananás e toranja nem vos digo a perdição. Foi chegar a casa e pedir online umas quantas garrafas (aqui em Inglaterra não se vende esta cidra nos supermercados). Têm que procurar e ver se conseguem experimentar esta bebida DELICIOSA.


2º Dia

No 2º dia em Bath estava um sol lindo, o que não é de todo fácil de ver em Inglaterra seja ele Verão ou Inverno. Depois do pequeno-almoço e com o trajeto traçado começámos o nosso dia. Primeiro focámos-mos nos principais exemplos da arquitetura georgiana, o “The Royal Crescent“, uma fila de casas em forma de arco e o “The Circus“. Para aqui chegarmos passámos pelo parque “Royal Victoria Park” que na direção oposta a do Royal Crescent leva-vos até ao Jardins Botânicos. Descendo a avenida mais uma vez chegámos ao pé da zona central.

The Royal Crescent

A nossa ideia inicial era de visitarmos a Abadia de Bath mas devido ao COVID-19 o horário de visitas estava/está reduzido. Aconselho-vos vivamente a perguntarem as horas de visita, visto que nos dias em que estivemos em Bath a abadia esteve aberta ao público em diferentes horários. Não pudendo visitar a igreja nesse dia atravessámos a cidade e subimos até ao “Alexandra Park” – um parque com uma vista panorâmica sobre a cidade. Parámos durante uns 10 minutos para descansar da subida mas com o frio que se fazia sentir rapidamente nos pusemos a caminho aproveitando para passear pelo parque.

Vista do parque Alexandra

Sem dúvida uma das maiores atrações de Bath são as ruínas de banhos romanos. Para entrar é preciso comprar o bilhete online (de momento não se pode comprar presencialmente) e avisam que o devem fazer com alguma antecedência. No entanto, talvez por causa da incerteza em que se vive de momento, havia muitas vagas para diferentes horários no dia em que fomos visitar este local mesmo tendo comprado os bilhetes no dia anterior. O website é o seguinte: https://www.romanbaths.co.uk/. Nós perdemos cerca de 1 hora a 1 hora e meia a visitar todas as áreas dos banhos romanos.

Para passar tempo até às 4 e meia, a hora em que tínhamos reserva para os banhos termais, voltámos a dar mais umas voltas pela cidade, acabando mesmo por visitar uma igreja, a capela de St.Michael, que foi transformada em café. Podem achar estranho que tenhamos passado tanto tempo a vaguear pela cidade em vez de visitar por exemplo museus. Na verdade, Bath tem uma imensa panóplia de museus e outros sítios para visitar, mas nós nesta viagem preferimos os espaços abertos com menos pessoas (apesar de nas ruas de Bath parecer que a pandemia era algo que não existia ali). Realmente, uma das coisas que mais me espantou foi a falta de distanciamento entre pessoas e a pobre prática de usar máscara. Suponho que não seja só em Bath que isto aconteça, mas de qualquer das formas como profissionais de saúde espanta-nos o descuidado numa altura sensível como esta.

Às 4 e pouco lá fomos para o Thermae Bath Spa (para o website cliquem aqui). Infelizmente é proibido tirar fotos dentro do edifício, mas garanto-vos que esta foi a melhor experiência desta viagem. Existem duas piscinas de águas termais, uma interior e outra no terraço com vista para a abadia. Nós escolhemos ir já de noite para pudermos ver o céu estrelado e as cores que pintavam a abadia. Apesar de não ter uma fotografia da piscina exterior garanto-vos que se visitarem Bath não podem deixar de vir aqui. Como prática comum atualmente, as saunas encontram-se fechadas, mas isso de nada diminuiu a nossa experiência.

Para jantar tínhamos feito reserva a meio da semana no restaurante “The Heard Steak“, uma casa de bifes. Tenham atenção que eu telefonei na quarta-feira para marcar para sábado e eles já só tinham vaga para as 16:45 ou 21:15. Nós escolhemos a hora mais tardia, mas é para terem atenção a fazerem marcações com antecedência. Assim, lá nos deliciámos com 3 tipos diferentes de carne e digo-vos que se tivesse vindo mais tinha sido bem recebida. Muito boa mesma.

Ao final do jantar já passando das 11 horas da noite, os pubs, bares e afins encontravam-se encerrados. Como não queríamos parar a nossa noite por ali fomos no regresso para casa a um supermercado comprar umas cidras e ainda parámos numa casa de falafel (Alfalafel) para comprar um wrap (era muito bom, mas foi um passo a mais a caminho da obesidade).

De dois passados só nos restava umas horinhas. Aproveitámos para finalmente visitar a Abadia de Bath que nos recebeu com enormes e bonitos vitrais. A entrada é gratuita.


Aviso:

De momento para entrarem em qualquer um destes sítios, incluindo restaurantes, é obrigatório o uso máscara. Se não o fizerem serão impedidos de prosseguir visita.

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