Ashridge Estate – National Trust

Ashridge Estate

A propriedade de Ashridge, Ashridge Estate em Inglês, foi fundada em 1283 juntamente com a casa Ashridge (Ashridge House). A casa começou como mosteiro envolvido por uma propriedade extensa habitada por veados. O mosteiro foi posteriormente dissolvido em 1539 tornando-se propriedade do rei Henry VIII. O seu papel como propriedade real acabou quando adquirida por Thomas Egerton no início do século XVII.

Quando em 1921 a família Bronlow, a actual proprietária, pôs Ashridge Estate à venda, os residentes iniciaram um movimento de angariação de fundos, ‘Pennies for Ashridge‘. Este movimento tinha o objectivo de ajudar a National Trust tornar-se dona da propriedade. E foi devido a ‘Pennies for Ashridge’ que em 1926 a propriedade de Ashridge no condado de Hertfordshire em Inglaterra tornou-se parte da National Trust. A National Trust para quem não sabe é a maior organização de conservação sem fins lucrativos na Europa sendo o seu foco principal conservar e preservar a beleza natural, locais históricos e habitat naturais.

Parte do trilho ‘Forests’ Walk’ com vista para Ashridge House

A propriedade de Ashridge cobre uma área de 2 mil hectares por onde existe uma enorme diversidade de paisagens destacando-se a floresta de faias e carvalhos antigos e as planícies extensas de calcário.

O website oficial da National Trust com toda a informação útil sobre a propriedade de Ashridge pode ser acedido a partir do link: https://www.nationaltrust.org.uk/visit/essex-bedfordshire-hertfordshire/ashridge-estate


Areas of Outstanding Natural Beauty

A propriedade de Ashridge faz parte geograficamente das Chiltern Hills que pertencem ao grupo das áreas categorizadas como ‘Areas of Outstanding Natural Beauty’ (AoBN). Estas áreas têm um inestimável valor tanto a nível paisagístico como cultural para o país e como tal é onde há um maior esforço de conservação e preservação. No Reino Unido existem 46 AoNB espalhadas pelos 4 países, Inglaterra, Irlanda do Norte, País de Gales e Escócia. Já visitámos outras AoNB como Durdle Door e as falésias Seven Sisters no sul de Inglaterra e a Calçada dos Gigantes na Irlanda do Norte.

Em Ashridge Estate é onde se pode visitar uma floresta de valor inestimável onde se podem encontrar árvores ancestrais como é o exemplo do carvalho da fotografia acima ao qual deram o nome de Bob’s Oak que tem pelo menos 400 anos.

Na altura em que passámos por esta árvore estava em processo gradual de desbastamento para permitir a chegada de mais luz e ar ao solo, o que ajuda a prolongar a vida da árvore. O cascalho em volta da base do carvalho tinha dois objectivos, o de reter a humidade do subsolo e de prevenir que as raízes fossem pisadas por pedestres.


Bridgewater Monument

A forma mais fácil de aceder aos trilhos marcados disponíveis ao longo da propriedade de Ashridge é estacionar na estrada Monument Drive. O parque de estacionamento é extenso e o pagamento de 2 libras é voluntário. Ao fundo da Monument Drive encontra-se uma torre estreita alta.  

Monumento de Bridgewater

Esta torre, a Bridgewater Monument, foi construída em 1832 em homenagem ao 3º duque de Bridgewater, Francis Egerton, como reconhecimento do seu papel na construção da rede de canais durante a Revolução Industrial. Isto antes da propriedade passar para a família Bronlow já no século XIX. O monumento, uma coluna de granito com 172 degraus, pode ser visitada e do seu topo é-vos oferecida uma vista panorâmica sobre a propriedade. De momento, o monumento está encerrado para trabalhos de conservação e espera-se a sua reabertura na Primavera de 2025.


Visitor Centre e Monument Cafe

Mesmo ao lado do Bridgewater Monument e parte do National Trust encontra-se o Monument Cafe onde se vendem refeições ligeiras e bebidas quentes. No Visitor Centre pode-se encontrar não só informação sobre o local incluindo fauna, flora e história, mas também productos de produção regional. E porque isto também é importante saber é aqui que se encontram as casas de banho.


Trilhos de Monument Drive

A partir do Monument Drive existem 5 trilhos marcados ou seja, trilhos onde ao longo do caminho se vão encontrando indicações sobre a direcção a seguir. Os trilhos entre si têm distâncias diferentes desde o mais curto de 3.2Km até ao mais longo de 12.8Km. Para quem é mais aventureiro existe um trilho de cerca de 27Km, o Boundary Trail, que também pode ser divido em dois, trilho norte e trilho sul. Para mais detalhes sobre o Boundary Trail vejam: https://www.nationaltrust.org.uk/visit/essex-bedfordshire-hertfordshire/ashridge-estate.

Os 5 trilhos marcados que partem de Monument Drive são os seguintes:

  • Forests’ Walk (4.8Km)
  • Ranger’s Ramble (4.8Km)
  • Wildlife Walk (12.8Km)
  • Family Cycle trail (trilho para bicicleta) (6.4Km)
  • Mobility Trails (3.2Km) – este trilho é o apropriado para pessoas com problemas de mobilidade motora incluindo pessoas de cadeira de rodas e para carrinhos de bebés
Mapa de Ashridge Estate com vários pontos de interesse e os diferentes trilhos. Mapa retirado de: https://www.nationaltrust.org.uk/visit/essex-bedfordshire-hertfordshire/ashridge-estate

Destes trilhos já fiz dois, o Ranger’s Ramble onde tive a oportunidade única de encontrar um cervo a meio do caminho e o Forest’s Walk que passa junto à casa de Ashridge. Ambos os trilhos dão a oportunidades de passar por florestas de árvores ancestrais, por áreas históricas e zonas muito pinturescas. Cada um destes trilhos demora cerca de 2 horas se se for a passo moderado.


Ashridge House

Apesar de Ashridge House se encontrar na propriedade, esta não faz parte da National Trust. A casa está transformada em espaço para casamentos, conferências e outros eventos. Os 190 quartos disponíveis na casa estão reservados para aqueles que pretendem atender estes eventos.

Fachada principal da Ashridge House

Não me vou estender muito sobre a casa de Ashridge uma vez que nunca lá entrei, nem na casa, nem no restaurante, nem no café ou jardins. Mas o seu exterior é impressionante. A entrada para os jardins, quando não estão a decorrer determinados eventos, estão abertos ao público tendo um custo de entrada de 14 libras por pessoa.

A história da casa segue a da propriedade, uma vez que até 1926 pertenciam ambas ao mesmo proprietário. O mosteiro mencionado no início desta página construído em 1283 chamava-se College of Bohommes Monastery sendo dissolvido em 1539 quando se tornou propriedade privada do rei Henry (Henrique) VIII. A casa de Ashridge foi a casa deste rei por 11 anos e mais tarde herdada pela sua filha Elizabeth.

A casa passou de casa real para casa privada em 1604 e assim o é até aos dias de hoje. Durante este longo período a casa de Ashridge teve vários papéis na história de Inglaterra desde ser centro de treino para o braço conservador político (Conservador Party) e de hospital na 2ª Guerra Mundial.

O website oficial da Ashridge House pode ser acedido através do link: https://www.ashridgehouse.org.uk/

Massa com molho carbonara verde

Tempo de preparação: 30 minutos

4 porções

590 Kcal/porção

Ingredientes

  • 400gr de massa penne
  • 350gr de ervilhas congeladas
  • 200gr de espinafres congelados
  • 75gr de queijo ralado
  • 3 gemas
  • 1 ovo
  • 1 molhinho de folhas de hortelã
  • 200gr de bacon cortado aos cubos
  • 4 colheres de café de sumo de limão
  • Sal, pimenta preta, alho em pó q.b.

Preparação

Coloque um tacho ao lume com água temperada de sal. Quando começar a ferver junte a massa e deixe cozer por cerca de 10 a 12 minutos. Escorra a massa guardando 200mL da água da fervura da massa.

Entretanto, num recipiente coloque as ervilhas e cubra-as com água a ferver. Deixe repousar por 2 minutos. Escoe as ervilhas e reserva-as.

Num outro recipiente junte o queijo ralado, as gemas, o ovo, metade das ervilhas descongeladas e 3 folhinhas de hortelã. Tempere com bastante pimenta preta e sal. Com a ajuda de uma varinha mágica junte todos os ingredientes até formar um molho homogéneo e cremoso. Reserve.

Numa frigideira grande, frite o bacon sem óleo até começar a ganhar cor. Junte alho em pó, as restantes ervilhas e os espinafres. Deixe fritar por cerca de 4 minutos até os espinafres descongelarem por completo.

Adicione a massa ao bacon e misture de forma a ligar todos os ingredientes. Retire a frigideira do lume.

Junte o molho dos ovos com o queijo e metade da água da cozedura da água à massa com o bacon. Misture bem e leve a frigideira de novo ao forno mas com o lume no mínimo.

Junte a restante água da cozedura da massa e deixe cozinhar por cerca de 30 segundos. Retire do lume.

Coloque a massa em 4 tigelas, adicione uma colher de café de sumo de limão por cima da massa e decore com hortelã. Está pronto a servir.


Sugestões

Para um prato mais elevado substitua a massa penne por gnochi.

Não deixe cozer os ovos por mais de 30 segundos para manter a cremosidade do molho.

8ª Paragem no Gerês: Trilho dos Poços Verdes e de volta à Vila do Gerês

A viagem completa ao Gerês, com todos os trilhos, restaurantes e hotéis, está disponível na página Parque nacional Peneda-Gerês.


Xertelo

A nossa viagem pelo Gerês estava a acabar e após uma semana estávamos prestes a realizar o último trilho. Depois de deixar Pitões das Júnias chegámos ao Xertelo para fazermos o trilho PR9 MTR- Trilho dos Poços Verdes.

O trilho começa na aldeia de Xertelo que tal como em outras aldeias por onde tínhamos passado não é autorizada a circulação de viaturas não pertencentes a locais ou residentes. Portanto tivemos que estacionar à entrada da aldeia ao lado do Bar Sete Lagoas.

Na subida incial do trilho PR9 MTR

PR9 MTR – Trilho dos Poços Verdes

O trilho pode ser feito de várias formas uma vez que existem caminhos alternativos que vão dar às lagoas. Aquele que nós fizemos teve uma distância de 10.76Km e demorou cerca de 3 horas e meia. Recomendo este caminho a quem também quiser fazer este percurso. Certamente seria a nossa escolha se o fizéssemos de novo.

Moinho

Começámos o trilho ao entrar na aldeia de Xertelo. Mais adiante encontrámos uma placa com a indicação ‘moinho (cubo vertical)’, um dos pontos de interesse deste trilho. A partir deste ponto começámos a subir até ao moinho.

O moinho, agora restaurado, é um dos legados mais importantes da região, recebendo ainda as águas transportadas pelas levadas. Este moinho é especial devido à sua estrutura que permite transportar a água até ao tecto, que ao cair do telhado forma uma cascata. Na altura em que aqui estivemos infelizmente as levadas estavam secas e sem as águas das levadas não vimos este efeito cascata.

Moinho cubo vertical

Depois de passarmos o moinho seguimos sempre pela estrada larga. Mesmo quando a certa altura encontrámos uma placa a direccionar para um trilho mais estreito. Esse trilho foi o caminho que fizemos quando voltámos, que segue junto às levadas. Seguindo pela estrada larga, depois da subida inicial, o caminho segue quase sempre a direito.

As paisagens desta parte do caminho foram das mais bonitas da viagem. Mais ou menos no quilómetro 3 chegámos a um cruzamento onde virámos à esquerda. Mesmo antes de chegarmos ao cruzamento passámos por uma família de cavalos. Mas em vez de me sentir numa espécie de conto de fadas na minha cabeça já corriam imagens de patadas, feridos e mortos. Tudo à conta das nossas últimas experiências. Felizmente não se passou nada de inédito e começámos a descer em direcção às lagoas. Foi quase ao fundo da descida que o caminho se cruzou com o do trilho mais estreito.

Cruzamento antes de começar a descer para as lagoas

Represa do Pinhedo

Mesmo antes de chegarmos às lagoas, a cerca de 1Km de distância, passámos por uma represa. Penso que esta será a represa do Pinhedo. Este é um bom local para tomar banho, sendo o caminho para chegar à água mais fácil aqui do que nas lagoas.

Poços Verdes do Sobroso

As sete lagoas chamadas de Poços Verdes do Sobroso fazem parte do complexo hídrico da Serra do Gerês. As lagoas são alimentadas pela represa que funciona como posto intermédio entre as águas do rio Fafião e da barragem de Paradela. Parte deste complexo fazem parte mais de 12Km de túneis que atravessam os maciços graníticos. Estes túneis são quase invisíveis a olho nu de forma a manter a paisagem natural da serra e ao mesmo tempo fornecer água às várias localidades da região.

A cada um destes poços está atribuída uma ‘acção’ diferente, cuja ordem da lagoa mais próxima da represa até à mais afastada é a seguinte: nadar, relaxar, meditar, desfrutar, usufruir, cuidar e revigorar.

Ainda pensámos em tomar banho numa destas lagoas, mas no final não conseguimos encontrar um caminho com o qual nos sentíssemos seguros. Talvez influenciados pelos avisos que tínhamos ouvido antes, a de que os acidentes acontecem aqui com regularidade. E devem realmente acontecer pois quando chegámos encontrámos um placar com o aviso de perigo. Nele aconselhava-se a não fazer a travessia de uma margem para a outra nem no Inverno nem em alturas de muita chuva. Isto porque com o piso molhado existe o perigo real de queda e afogamento.

Ainda fizemos uma tentativa de chegar a uma das lagoas através de um carreiro, mas acabámos por desistir e voltar para trás. Tal como disse, se quiserem tomar banho nesta zona, recomendo a represa do Pinhedo (ou assim penso ser o nome da represa).

No caminho de regresso seguimos pelo carreiro mais estreito, e apesar de ser um piso diferente, não foi difícil de percorrer. Não só o percurso foi practicamente feito a direito, como também assim tivemos a oportunidade de ver as levadas com os seus vales envolventes.

Fojo do Lobo

Tal como em Fafião, também mesmo a chegar à aldeia de Xertelo existe ainda um fojo do lobo, a antiga armadilha para a captura de lobos. Este fojo considerado património nacional encontra-se em óptimas condições que se podem ver a partir do trilho. Se quiserem fazer um pequeno desvio, podem ir até ao miradouro que faz agora parte do fojo.

Fojo do lobo em Xertelo

De novo na Vila do Gerês

Para a nossa última noite voltámos ao Hotel Adelaide na Vila do Gerês. Não vou falar muito sobre o hotel uma vez que o fiz no post 2ª Paragem no Gerês. Não houve nenhuma razão específica para ficarmos no mesmo hotel, mas não nos arrependemos.

O quarto onde ficámos desta vez tinha uma varanda ainda maior para aquela vista espectacular. E foi aqui que acabámos a tarde, sentados à varanda a beber e a comer.

Para jantar acabou por haver uma mudança de planos. Inicialmente tínhamos pensado voltar ao restaurante Lurdes Capela para experimentar o Bife à Gerês, um bife com molho de queijo que muito nos tinha sido recomendado. Mas depois da tarde passada a petiscar decidimo-nos por algo mais leve.

Vai…Vai Gerês

Foi por isso que acabámos a descer a rua do hotel até à vila e jantar no café ‘Vai…Vai Gerês’. O nome pode ser original, mas a comida que oferecem é a normal para a de um café, hambúrgueres, sandes e pizzas. Não significa que a comida não era boa, pelo contrário foi de encontro àquilo que procurávamos. Escolhemos o prego no pão e o hambúrguer especial com queijo, fiambre, alface e ovo. Para quem procura uma coisa simples e descontraída, este café é o ideal.

Hambúrguer especial no Vai…Vai Gerês

Depois da refeição fomos dar uma volta pela vila, mas a vila não sendo grande levou-nos a passar pelos mesmos locais dos da primeira vez em que aqui estivemos.

Massagens e um adeus

Para o dia seguinte tínhamos marcação para duas massagens no Hotel Adelaide. A nossa ideia inicial era o de as termos feito no dia em que chegámos ao hotel, mas sem marcação atempada era impossível arranjar vaga para aquele dia. Só conseguimos dividir uma sessão de 1 hora por 2 de meia-hora para o dia seguinte.

Aconselho a fazerem marcação atempada, especialmente se quiserem um tratamento mais completo, porque o serviço de wellness e relax do hotel é bastante procurado.

Por isso, a última manhã no Gerês foi passada com um de nós a aproveitar o seu último pequeno-almoço enquanto o outro estava na massagem. A massagem que nos foi marcada (de 30 minutos) é chamada de terapêutica ou descontruturante. Esta é uma massagem localizada com o objectivo de aliviar a dor e contracturas musculares resultantes por exemplo do stress ou má postura. Como devem calcular depois de uma semana a andar com peso às costas, não contando com todos os episódios caricatos, a senhora acabou por ter algum trabalho em conseguir relaxar-nos. Aconselho imenso a aproveitarem deste serviço.


Apesar de termos passado uma semana no Gerês e termos percorrido uma grande parte do parque nacional ainda há zonas que estão na lista para uma próxima visita. Estas são zonas que ficam na parte mais oeste do parque como Castro Laboreiro, Soajo e Lindoso. Fica assim marcada mais uma viagem para um futuro próximo.

Massa penne no forno com vegetais e azeitonas

Tempo de preparação: 45 minutos

4 Porções

730Kcal/porção


  • 1 cebola picada
  • 500gr de vegetais congelados estilo italiano/mediterrâneo
  • 500gr de massa penne
  • 130gr de azeitonas verdes recheadas com pimento vermelho
  • 2 latas (2x400gr) de tomate picado
  • 1 cubo para caldo de vegetais
  • 1 colher de sopa de paprica
  • 1.5 colheres de sopa de alho em pó
  • 1 colher de sobremesa de açúcar
  • 150gr de queijo ralado
  • 1 molhinho de salsa
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • Sal e pimenta preta q.b.

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Num tacho refogue a cebola no azeite durante 7 minutos, mexendo ocasionalmente.

Leve um segundo tacho ao lume com água temperada de sal. Quando a água estiver a ferver, junte a massa e deixa-a cozer durante 5 minutos. Passado este tempo, escoa a massa reservando 150mL de água da cozedura da massa.

Junte os vegetais à cebola refogada e deixe cozer durante 5 minutos. Passado este tempo, junte o alho em pó, paprica e pimenta preta a gosto. Mexa e deixe cozer por mais 1 minuto.

Em seguida, adicione os tomates, 200mL de água a ferver, o cubo para caldo de vegetais e as azeitonas. Mexa, junte também o açúcar e tempere de sal. Deixe ferver a lume baixo durante 10 minutos com o tacho destapado.

Passados os 10 minutos, junte a massa e a água da cozedura desta. Misture a massa aos vegetais.

Coloque tudo num tabuleiro que possa ir ao forno. Polvilhe com o queijo ralado e leve ao forno durante 15 minutos até o queijo ganhar cor.

Sirva a massa com os vegetais polvilhada com salsa picada.

Alternativas

Se quiser pode substituir as azeitonas verdes por azeitonas pretas para reduzir a acidez do prato.

7ª Paragem no Gerês: Pitões das Júnias, aldeia, mosteiro e cascata

Para ver toda a nossa viagem no Gerês veja a nossa página: Parque nacional Peneda-Gerês


Depois de fazermos o check-out no Hotel Vista Bela do Gerês ao pé da aldeia do Outeiro (ver post anterior), seguimos para Pitões das Júnias, a aldeia mais a oeste no parque nacional que iríamos explorar. Não só iríamos fazer o trilho que passa pela cascata de Pitões das Júnias e pelo Mosteiro de Santa Maria das Júnias, mas também passaríamos aquela noite na aldeia, na Casa d’Campo Ferreira.

Aldeia Pitões das Júnias

Trilho de Pitões da Júnias

O trilho de 4.3Km percorre um trajecto circular que começa (e acaba) no Anjo, ao pé do cemitério de Pitões das Júnias. O percurso não é difícil, a parte onde se terá maior dificuldade é na do caminho de terra que sai do trilho principal até às ruínas do mosteiro. Essa parte do caminho não é circular, ou seja desce-se até ao mosteiro e depois sobe-se pelo mesmo caminho para chegar outra vez ao trilho principal.

Estacionámos assim o carro ao lado do cemitério, debaixo de uma árvore, para proteger o carro do sol – que mesmo àquela hora matinal o calor já se fazia sentir. Começámos a descer pelo trilho até encontrarmos um cruzamento, virámos à esquerda para o mosteiro (para a direita o caminho vai dar à cascata) e descemos o estreito trilho de terra batida.


Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Chegada ao mosteiro de Santa Maria das Júnias

Apesar de não se ter certezas, pensa-se que o mosteiro surgiu a partir de um eremitério no século IX. Em termos arquitetónicos, o mosteiro enquadra-se no estilo românico juntamento com características do estilo gótico. O mosteiro de Santa Maria das Júnias é considerado monumento nacional.

Até meados do século XII, os monges que viviam neste mosteiro seguiam a regra de São Bento (regra beneditina), tendo adoptado posteriormente a regra da Ordem de Císter. O mosteiro esteve afiliado, durante período alternados, ao mosteiro de Oseira, na Galiza, e ao mosteiro de Santa Maria do Bouro, no Gerês.

Igreja do mosteiro de Santa Maria das Júnias

Existe apenas uma inscrição neste mosteiro com uma data específica, inscrição essa que se traduz por ‘Era Hispânica de 1185, Anno Domini de 1147‘. É curioso que esta é também a data de quando D. Afonso Henriques conquistou a cidade de Lisboa aos mouros, conseguindo-o com a ajuda do Bispo do Porto, D. Pedro Pitões.

No século XV, o mosteiro entra em decadência depois da morte do abade D. Gonçalo Coelho e é abandonado em 1820. Apesar de várias partes do mosteiro estarem em elevado grau de degradação, em 1566 retomava-se a vida monástica com a presença do abade D. Valeriano de Villada. De acordo com vários documentos, houve várias campanhas de reforma durante 1726 a 1728, contudo as precárias condições do mosteiro levaram ao seu encerramento em 1834/1835.

Nas ruínas do mosteiro da Santa Maria das Júnias

Hoje, o mosteiro encontra-se em ruínas e como tal existem vários avisos de perigo alertando para a possibilidade de derrocadas. É possível passear por dentro das ruínas, mas não é possível visitar o interior da igreja. Mesmo em ruínas, o mosteiro ainda tem um ar majestoso.

Ao lado do mosteiro fica um ribeiro que faz parte da ribeira de campesinho; águas essas que alimentam a cascata de Pitões das Júnias.

E era para visitar a cascata que voltámos a subir pelo caminho de terra batida até ao trilho, virando agora no entroncamento para o lado contrário.


Passadiços e miradouro da cascata de Pitões das Júnias

A certa altura o trilho é substituído por passadiços que estão em óptimo estado depois da sua restauração parte de um projecto de 60.000 euros. Este projecto piloto do parque nacional da Peneda-Gerês dá-se pelo nome de ‘Substituição e melhoria infraestrutural e de usufruição do passadiço de Pitões das Júnias’. O projecto foi financiado pelo Fundo Ambiental e teve apoio logístico do município de Montalegre e da junta de freguesa de Pitões das Júnias. Os passadiços não levam até ao pé da cascata e não dá para ir à cascata desde o ponto em que os passadiços terminam, que é no miradouro da cascata de Pitões das Júnias.

Passadiços para o miradouro da cascata de Pitões das Júnias

A cascata tem uma altura de 30 metros e encontra-se entre fracturas das rochas graníticas envolventes. Há uma maneira de chegar ao topo da cascata por um trilho muito estreito, mas para além de perigoso não é aconselhado para aqueles que têm medos de alturas. Para além disso, a paisagem que o miradouro oferece é bastante bonita sem ser necessário correr riscos desnecessários.

Voltando a subir os passadiços e seguindo pela estrada chega-se à entrada da aldeia de Pitões das Júnias.

Para quem quiser estender o trilho há um que passa pela igreja de São João, uma igreja branca que fica no cimo do monte, que é possível avistar da aldeia. Se assim pretenderem contem em percorrer uma distância de cerca de 17.7Km. O mapa e as indicações para este percurso podem ser acedidos através do link: https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/pitoes-das-junias-capela-de-sao-joao-mosteiro-de-santa-maria-cascata-de-pitoes-85489955


Montalegre – uma paragem útil

Quando chegámos ao carro ainda era bastante cedo para a hora do check-in, que tinha sido combinado para as 4 da tarde, e por isso decidimos que esta era a melhor altura de ir até Montalegre. Até teríamos feito primeiro uma pausa na ‘Taberna de Caskais‘, um restaurante mesmo ao lado do cemitério, que nos pareceu com potencial para se tornar uma surpresa tão boa como o café em Fafião, mas infelizmente fecha às segundas-feiras.

Montalegre fica a cerca de 20 a 30 minutos de Pitões das Júnias e não chegámos a explorar a vila ficando-nos pelo supermercado à sua entrada para pôr gasóleo e comprar mantimentos pois o alojamento em Pitões das Júnias não incluía pequeno-almoço. Apesar de não ter muito para dizer sobre Montalegre, esta deve ser uma paragem a considerar especialmente para meter gasolina, não havendo muitas oportunidades dentro do parque nacional do Gerês.


Aldeia e Casa d’Campo Ferreira

Cozinha da Casa d’Campo Ferreira

Voltámos para Pitões das Júnias e deixámos o carro no largo que fica à entrada da aldeia, no fim da rua de Chães. Isto porque as estradas dentro da aldeia são bastante estreitas e não quisemos ter mais aventuras. Também a Casa d’Campo Ferreira, onde íamos ficar alojados, ficava apenas a cerca de 5 a 10 minutos a andar. Às 4 da tarde fomos recebidos no nosso alojamento e como não havia mais hóspedes para aquela noite ficámos com a casa inteira para nós. A casa está dividida em duas partes – a parte debaixo que antes devia ser a loja ou o curral dos animais, está agora dividida em quartos individuais. A parte de cima, a casa em si é normalmente alugada a famílias. A casa tem 4 quartos, sala e cozinha. Penso que 2 dos quartos tem casa-de-banho privativa, pelo menos o nosso tinha, e outra na zona partilhada.

A casa foi restaurada e tem todas as comodidades precisas, mas mesmo assim o seu carácter rústico de uma casa por onde já passaram muitas gerações foi mantido.

A única coisa que estava a faltar era acesso ao WiFi. Pelo que nos disseram não havia internet porque na semana anterior tinha havido uma trovoada fortíssima que tinha queimado alguns cabos. E pelos vistos, as trovoadas são comuns naquela região. E eu não duvido, porque apesar de estarmos no final de maio não deixámos de acender a lareira depois do jantar, para nos aquecermos, para tornar a casa mais confortável enquanto aproveitávamos aquele prazer lânguido com algumas das bebidas que que tínhamos trazido de Montalegre.


Restaurante Casa do Preto

Não havia muitos restaurantes à escolha, mas havia um e era esse que eu queria experimentar depois de ler que era aqui que se comia o melhor bolo de chocolate do mundo – o restaurante Casa do Preto.

Bem não sei se assim será, mas o bolo de chocolate é realmente famoso neste restaurante e foi no final uma das refeições que mais nos ficou na memória desta viagem. E não só pelo bolo.

Restaurante Casa do Preto

Fizemos o caminho a pé e apesar de não termos marcação tivemos mesa. Aliás tivemos todo o restaurante. Eu acredito que quem vá passear no Gerês durante o Verão não ache possível que todos os restaurantes estejam vazios em época baixa. Mas assim foi mais uma vez, tivemos o restaurante inteiro para nós! Até chegámos a perguntar se era sempre assim, mas tal como no restaurante em Covide, Turismo, também aqui é a hora de almoço que o restaurante tem mais movimento.

E como as férias estavam quase a acabar mandamo-nos de cabeça para a comida, começado nas entradas – chouriça assada e queijo. O queijo vinha acompanhado com um doce, eu penso que era doce de marmelo ou de abóbora, que complementava o queijo maravilhosamente. Para prato principal decidimos dividir uma feijoada à transmontana. A feijoada em si era deliciosa, mesmo muito boa. Disseram-nos depois que os enchidos são locais, feitos pelo próprio restaurante.

Mas agora feijoada ao jantar não sei se terá sido a escolha mais acertada. Nem fazendo os 17.7Km nos livrava do quanto tínhamos comido. Mas claro, como sempre, no final havia um estômago especial reservado para as sobremesas, pois tínhamos de experimentar o bolo de chocolate. E valeu imenso a pena, mesmo saindo empanturradíssimos do restaurante.

Aconselho imenso a virem a este restaurante – bom ambiente, boa vista, bom atendimento e o melhor – boa comida.

No final, já a pagar, perguntámos o porquê do nome do restaurante. Até porque na nossa aldeia há famílias com essa alcunha devido à cor morena da pele. E é exactamente o mesmo aqui, como a família era conhecida como os pretos por terem uma pele morena foi esse o nome que deram ao restaurante. É engraçado como aldeias tão distantes tem um pensamento cultural tão semelhante.

Não sei explicar porquê, mas esta foi a aldeia que mais me marcou de todas aquelas que visitei no Gerês. Não sei se foi pela sua atmosfera sombria ou por ser um local recatado como se estivéssemos separados do mundo. Talvez por ambas razões, talvez por nenhuma, mas o que é certo é que Pitões das Júnias me marcou.

Lentilhas com grão, tomate e arroz

Tempo de preparação: 45 minutos

4 porções

275Kcal/porção


Ingredientes

  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 cebola de tamanho médio picada
  • 2 latas de tomate pelado (400gr x2)
  • 1/2 cubo de caldo de vegetais dissolvido em 200mL de água
  • 1 lata (400gr) de grão-de-bico
  • 2 latas de lentilhas verdes (250gr x2)
  • 50gr de arroz
  • 1 colher e meia de sobremesa de caril (usámos Garam Masala) em pó
  • 1/2 colher de sopa de molho picante (usámos Ghost Pepper Chipotle Psycho Juice)
  • Sal e alho em pó q.b.

Para decorar

  • Iogurte natural q.b.
  • Salsa q.b.

Preparação

Leve ao lume um tacho com o azeite e a cebola. Refogue a cebola durante 10 minutos a lume médio-baixo. Adicione o caril e deixe cozinhar por mais 2 minutos.

Entretanto abra as latas, retire a água do grão e das lentilhas e passe-os por água para reduzir os níveis de sal. Lave o arroz.

Adicione todos os ingredientes ao tacho com a cebola refogada; as lentilhas, o grão, o arroz, os tomates, o caldo de vegetais e o molho picante. Tempere de sal e alho em pó, mexa e tape o tacho. Quando começar a fervilhar baixe o lume e deixe ferver lentamente por 25 minutos mexendo regularmente. Quando faltar 5 minutos, rectifique os temperos e certifique-se que o arroz estará cozido no final do tempo de cozedura.

Ao servir, divida o conteúdo por 4 tigelas e sirva cada uma delas decorada com um fio de iogure natural e salsa picada.

6ª Paragem no Geres: Aldeia do Outeiro e Hotel Vista Bela do Geres

Se quiser aceder a tudo sobre a nossa viagem ao parque nacional do Gerês incluindo preparativos e sugestões, veja a nossa página em: Parque nacional Peneda-Gerês


Hotel Vista Bela do Gerês

Para o nosso 5º alojamento no Gerês escolhemos o Hotel Vista Bela do Gerês, um hotel de 3 estrelas com vista para a Barragem de Paradela, ao pé da aldeia do Outeiro, a mais ou menos 1Km de distância. Tal como o nome indica, a paisagem circundante é o ponto alto deste hotel com o brilhante espelho de água envolvido por picos montanhosos.

Barragem de Paradela (paisagem do Outeiro)

Confesso que estávamos um pouco apreensivos com o que iríamos encontrar neste hotel, já que online tínhamos lido uma mistura de boas e más reviews, que incluíam o facto de não haver acesso ao WiFi nos quartos, o hotel ser velho e ter um aspeto acabado, gritando por urgentes remodelações. Por isso, apesar de positivos, as nossas expectativas eram conservadoras.

Para entrar dentro do hotel de carro é preciso passar por uma cancela que depois de aberta leva para o parque de estacionamento que fica na parte frontal do hotel onde se encontra o restaurante. Fizemos o check-in, disseram-nos que se quiséssemos jantar ali para dizer os pratos principais até às 7 da noite, e deram-nos as chaves do nosso quarto que ficava no piso térreo.

Quarto

O nosso quarto era enorme e sim rústico tal como o hotel, mas com carácter, oferecendo uma experiência própria de uma casa de campo portuguesa. E da varanda do nosso quarto tínhamos aquela paisagem que poderíamos admirar por horas. Portanto acabámos por gostar imenso do hotel e sim, não havia acesso à internet no quarto, mas já vínhamos a contar com isso. Talvez o que possa ter de menos bom a dizer é da iluminação do quarto que era bastante fraca.

Depois do check-in e de pormos as nossas malas no quarto demos uma volta pelo hotel, que é bastante grande, passando pela convidativa piscina da qual acabámos por não experimentar, mas que está disponível aos hóspedes do hotel.

Piscina

No fim de tarde, quando o sol começava a baixar, aproveitámos o bocadinho que tínhamos até à hora de jantar para nos sentarmos na varanda quando apareceu uma gata. A gata era muito meiguinha e não demorou muito tempo até a termos no nosso colo a ronronar. Ficámos a saber mais tarde que a gata pertence aos donos do hotel e que é seu costume meter-se nos quartos dos hóspedes que ao encontrarem uma gata tão meiga, acabam por lhe dar comida e atenção. Por a gata ser tão meiga os donos já receberam diversos pedidos dos hóspedes para ficarem com ela. Os quais o dono sempre recusou.

Varanda do nosso quarto

Ela foi a nossa companhia no final da tarde do primeiro dia e durante o pequeno-almoço do dia seguinte.

Restaurante

Na zona do Outeiro não há muitas escolhas para jantar e por facilidade decidimos jantar no hotel. O restaurante abre às 8 da noite e no dia em que aqui estivemos só nós estávamos hospedados no hotel e a tirar vantagem do restaurante.

Os pratos disponíveis são de comida tradicional local desde carne de vaca, a chamada posta, até à truta, peixe que apanham na barragem de Paradela. Como disse acima nós tivemos de fazer ‘a reserva’ dos pratos que queríamos atempadamente e escolhemos o salmão grelhado e a truta recheada com presunto, sendo este prato típico da região.

Truta recheada com presunto

O restaurante não é muito grande, mas a paisagem é indiscritível. Ainda antes dos nossos pratos de peixe, pedimos também entradas, alheira e chouriça assadas. A alheira era caseira como nos foi dito e tanto um enchido como o outro eram de boa qualidade.

Salmão grelhado

Ambos os pratos de peixe vierem acompanhados com batata cozida, feijão verde e brócolos também estes cozidos. Para nós o melhor foi o salmão, mas a truta também era bastante boa, apenas achámos que o presunto era desnecessário. No entanto, eu que não sou muito apreciadora de peixes com espinhas fiquei muito contente com a escolha feita.

No final da refeição não tivemos sobremesa, mas sim uma aguardente de café e uma aguardente simples, ambas de fabricação caseira, oferta do dono do hotel. Apesar de ambas as bebidas serem bastante fortes, acabei por gostar bastante da de café. E acabámos por ficar à conversa com o dono do hotel, já que sendo os únicos hóspedes tínhamos a sua atenção. Falou-nos de como é viver na região, de como o Gerês é muito procurado durante o Inverno quando começa a nevar. Contou-nos também a trágica morte da rapariga nas cascatas Tahiti da qual já mencionei (ver post aqui) e foi ele quem nos explicou o que eram os canastros, para que serviam e como se lhe davam um diferente nome, o de espigueiros, em outras zonas do Gerês. Foi um jantar muito agradável, boa comida, boa conversa e uma vista especial.

Já no quarto, sem internet, acabámos por ficar a ver um bocado de televisão antes de adormecermos. Sem barulho e numa cama confortável, acabou por ser uma das noites em que ser dormiu melhor no Gerês.

No dia seguinte, fomos recebidos pela cozinheira, pelo dono do hotel e pela gata na sala de pequenos-almoços. Tivemos direito a uns ovos mexidos com bacon e ao normal pequeno-almoço continental. Como os pequenos-almoços são servidos no restaurante aquela vista que já começávamos a conhecer estava ali como companhia.

Pequeno-almoço

Em geral, gostámos muito do hotel. Sim, não havia WiFi no quarto, mas não foi por isso que a experiência se tornou horrível. Muito pelo contrário, até porque fomos recebidos e tratados de uma forma calorosa durante toda a nossa estadia.


Outeiro

Depois de fazermos o check-in e da volta inicial pelo hotel como ainda era cedo, mas não querendo voltar a sair com o carro, decidimos ir a pé até à aldeia do Outeiro. Ao descer a estrada apercebemo-nos que aqui é uma das paragens do trilho GR50 indicando que é um local de interesse. Antes de chegar à aldeia, passámos por um pastor num trator seguido por uma manada de bois que estava a ser controlado por um cão-pastor. Eu depois das experiências dos últimos dias com bois e bodes já todos os animais me assustavam e passei o mais longe possível deles.

A caminho para o Outeiro

No Outeiro, fomos recebidos por uma bonita igreja paroquial com uma torre sineira erguida no adro em frente à fachada da igreja. Esta igreja de pedra escura dava-nos entrada para uma aldeia de arquitectura característica da região; casas de pedra escura tal como a calçada. Fomos passeando pelas ruas da aldeia sem destino concreto, encontrando pelo caminho os tradicionais canastros (ou espigueiros) sempre acompanhados por uma paisagem lindíssima, um conjunto harmonioso do lençol de água da barragem, colinas verdejantes e picos montanhosos altíssimos.

Antes de voltarmos para o hotel, ainda no Outeiro, passámos por um galinheiro onde patos grasnavam ferozmente e ouvimos à distância o barulho de gado que nunca chegámos a ver.

No Outeiro, apesar da contraditória vida do campo, dura mas de ritmo lânguido, a vista da barragem de Paradela nunca nos deixou. A construção da barragem, em funcionamento desde 1956, alterou a paisagem envolvente, resultando num microclima local, que hoje está presente. Esta barragem tem uma arquitectura peculiar, quando se compara esta com as outras barragens da região, sendo a de Paredela uma barragem de enrocamento constituída por rochas acumuladas a granel. A barragem de Paradela é considerada como a maior obra de engenharia da Europa dentro deste tipo de tipologia.

Paisagem de uma das ruas na aldeia do Outeiro

Receita de Orzo com Sardinhas e Vegetais

Tempo de preparação: 1 hora

489Kcal/porção

6 porções


Ingredientes

  • 2 latas (180gr) de sardinhas enlatadas sem espinhas conservadas em azeite
  • 500gr de vegetais estilo mediterrâneo congelados (mistura de pimentos, tomates-cereja, curgete, cebola roxa e beringela)
  • 1 lata (400gr) de tomate picado
  • 1 lata (400gr) de grão de bico
  • 325gr de massa orzo
  • 30gr de folhas de manjericão
  • Sal, pimenta preta e alho em pó q.b.

Preparação

Pré-aqueça o forno a 200ºC.

Num tabuleiro que possa ir ao forno, junte a mistura de vegetais congelados e as sardinhas juntamente com o azeite da conserva. Tempere com sal, pimenta preta e alho em pó. Misture os temperos com os vegetais e levemente com as sardinhas e leve o tabuleiro ao forno por 15 minutos.

Entretanto, lave as folhas de manjericão e com a ajuda de uma faca pique grosseiramente a maioria das folhas, guardando algumas para decoração.

Passado os 15 minutos, retire o tabuleiro e junte o tomate, o orzo, o grão, 500mL de água a ferver e as folhas de manjericão picadas. Tempere com sal e pimenta preta. Tape o tabuleiro. Se o tabuleiro não tiver tampa, tampe-o com uma folha de alumínio.

Leve ao forno o tabuleiro coberto por 25 minutos à mesma temperatura (200ºC). Passado o tempo, retire a tampa ou a folha de alumínio, se a usar, mexa e deixar cozinhar mais 5 a 10 minutos até a massa estar cozida.

Retire do lume e decore com as restantes folhinhas de manjericão. Está pronto a servir.

Alternativas: Se não gostar de sardinhas pode fazer esta receita com atum ou camarão.

5ª Paragem no Gerês: Pincães e Ponte da Misarela

Se quiser aceder a tudo sobre a nossa viagem ao parque nacional do Gerês incluindo preparativos e sugestões, veja a nossa página em: Parque nacional Peneda-Gerês


Pincães (3.11KM)

O nosso objetivo ao parar em Pincães era o de visitar a cascata, a cascata de Pincães. O percurso para chegar à cascata a partir da aldeia de Pincães é de mais ou menos 3Km (ida e volta) não sendo possível chegar à cascata sem ser a pé.

  • Estacionamento

A nossa ideia inicial era a de estacionar o carro mais ou menos no fim da Rua da Casa Nova, dentro da aldeia de Pincães, e percorrer o caminho de terra a pé, mas não foi possível. Isto porque num esforço de melhorar a qualidade de vida dos habitantes da aldeia e para impedir o estacionamento inapropriado de viaturas a circulação destas, dentro das estradas da aldeia, está apenas autorizada a moradores ou naturais da região. Não sendo nem uma coisa nem outra, estacionámos o carro no parque de estacionamento na rua principal, na estrada N308, ao pé do cemitério de Pincães. Assim também tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais a fundo o centro da aldeia.

  • Vida em Pincães

Em Pincães, a vida rural é a predominante sendo o fumeiro e a produção de mel duas atividades bastante importantes para a região a nível económico. E ao percorrer as ruas da aldeia sente-se que estamos no meio do campo, onde se vive maioritariamente entre o gado e a agricultura. É também um local onde a religião católica ainda é dona e senhora – encontrámos uma aldeia onde o silêncio era apenas cortado pelo som da missa da manhã de Domingo que ouvimos a sair da janela de uma das casas.

  • Trilho para a cascata de Pincães

O trilho para a cascata não está sinalizado com tanta frequência como em alguns outros trilhos no Gerês, contudo as indicações vão sendo encontradas espaçadamente pelo caminho. Depois de passar pelas ruas da aldeia, segue-se pelo caminho estreito de terra, levando-nos para dentro da floresta. Pela caminho encontra-se a levada que serve como companhia durante a maior parte do percurso. Também se encontra moinhos de água que estão agora em desuso. O caminho não é difícil de percorrer, sendo a parte mais difícil nos últimos 250 metros, onde a subida pelos pedregulhos é bastante acentuada. Para algumas pessoas esta subida é ainda mais desafiadora ao não usarem calçado adequado para a tarefa em mãos.

  • A cascata e lagoa de Pincães

Se visitarem a cascata de Pincães durante um dia de calor podem mergulhar na lagoa alimentada pela cascata. A nós bem nos apeteceu, mas depois do grande pequeno-almoço que tínhamos comido na Guest House Fojo dos Lobos (ver último post) as consequências de nos atirarmos à água gelada não seriam as melhores. E foi com muita pena que não o fizemos, acabando por voltar para trás, passando novamente pela levada e pela aldeia até ao carro.


Ponte da Misarela (2.96Km)

A paragem seguinte, a ponte da Misarela também conhecida por Ponte de Mizarela ou Ponte do Diabo (devido a uma lenda, ver em baixo) acabou por se tornar numa maior aventura do que aquela que esperávamos. E foram vários fatores que reuniram as condições para a aventura acontecer.

Ponte da Misarela
  • Primeira paragem

A primeira decisão foi o local onde estacionámos o carro. Pensámos que o melhor ou mais apropriado lugar para deixar o carro seria depois da ponte que passa por cima do Rio Cávado, na estrada CM1021. O nome do local indicado no Google Maps, ‘Parkplatz Ponte da Misarela’, foi a razão pela qual escolhemos este sítio. Saímos do carro e tivemos de começar a subir para o ponto onde se teria acesso ao ‘Trilho para a ponte da Mizarela’. Depois de quase 10 minutos a subir, descobrimos que podíamos ter deixado o carro mais acima e que escusávamos de ter feito aquela subida.

O segundo fator foi o facto de não termos feito uma boa pesquisa sobre o trilho circular PR5 – MTR, o trilho da Ponte da Misarela, porque se o tivéssemos feito saberíamos que no total o trilho percorria uma distância de 11.35Km.

Miradouro da Ponte da Misarela

Sem saber, pensando que chegaríamos à ponte num instante, começámos a percorrer o caminho estreito de terra onde as condições iam piorando à medida que avançávamos. Eu como de costume, estava a ver no mapa do GPS o quanto ainda nos faltava andar para chegar à ponte e foi quando me apercebi que não só ainda estávamos bastante longe como era do outro lado da ponte onde havia alguns pontos de interesse como o miradouro e a calçada romana. E este foi o terceiro fator, ao percorrermos cerca de meio quilómetro decidimos voltar para trás e deixar o carro mais perto da ponte da Misarela, possivelmente ao pé da capela da Misarela.

  • Segunda paragem

Fomos todos lampeiros a pensar que estávamos a ser muito espertos. Enfiámo-nos no carro, atravessámos novamente a ponte sobre o rio, depois passámos por uma ponte mais estreita ao lado central hidrelétrica de Vila Nova e começámos a subir pela estrada que nos daria acesso à aldeia. Foi quando chegámos que nos defrontámos com um problema – tal como em Pincães aqui também as ruas dentro da aldeia eram apenas para circulação de viaturas pertencentes a moradores ou naturais da região. Sendo assim, tivemos de deixar o carro no ‘parque de estacionamento da Ponte da Misarela’ – que como o nome indica é onde os turistas devem deixar o carro. Ao sairmos demos-nos conta que estávamos ao lado do recinto de festas e que a festa devia decorrer naquele fim-de-semana pois havia imensos miúdos e graúdos com fatos de escuteiro a circular por ali, altifalantes dos quais se ouvia a esperada música pimba e as ruas enfeitadas com fitas de papel multicoloridas. Bem que devíamos ter calculado que era uma altura especial para a aldeia pois quando percorríamos o trilho do outro lado do rio ouvimos a missa alto e bom som.

Resignados, afinal não íamos poupar muitos quilómetros às pernas, descemos as ruas da aldeia que se transformaram num caminho de terra batida. Mas o caminho fazia-se bem e acabámos por chegar ao miradouro. Daqui tinha-se uma fantástica paisagem da ponte ao fundo rodeada de colinas altas verdejantes (ver imagem em cima). Deleitados, depois da fotografia tirada claro, seguimos caminho, tendo comentado o cheiro a bode que se fazia sentir. Era um cheiro intensificado característico do queijo de cabra. Poucos minutos passaram quando descobrimos a razão do cheiro: um bode de cornos enormes a mascar erva na berma da estrada.

  • Encontro com gado caprino

O meu marido, mais conhecedor da vida rural, disse logo que se passássemos do outro lado da estrada não ia haver problema nenhum. Eu não estava muito confiante. O meu marido passou, mas quando o fez o bode fez uma espécie de uma marrada, pondo a cabeça a jeito de forma a dar a marrada com a ponta bicuda dos cornos. O meu marido passou, agora quase a fugir, e teve que rapidamente se afastar, porque um segundo ataque viria com toda a força como o bufar do bode indicava. E talvez não seja do conhecimento comum, mas quando um bode marca um alvo, ataca-o vezes sem conta. Houve já vários incidentes onde pessoas ficaram seriamente feridas ou que morreram devido a serem alvos de ataques de bodes.

Não sabíamos o que fazer, eu definitivamente não ia tentar passar pelo bode, nem o meu marido no sentido contrário. Ainda me meti pelo meio do mato colina acima e houve certa altura que nem sabia onde estava a meter os pés pois as ervas davam-me pelos ombros. Tudo para de repente me vir de frente com mais cabras e outro bode, este mais pequeno. E daqui não conseguia descer para a estrada principal, apenas por um caminho que ia dar mesmo aonde o bode estava pois este, entretanto tinha começado a avançar pela estrada em direção ao meu marido. Confesso que nesta altura estava em pânico, as minhas mãos tremiam e já estava para me atirar para a estrada. O meu marido é que me chamou a razão, de que me ia aleijar se me atirasse pela colina abaixo. O bode continuou pela estrada em direção ao meu marido, que nesta altura estava meio escondido por uma curva. Eu cheguei então à estrada pelo tal estreito trilho, mas estávamos na mesma situação, tínhamos o bode a separar-nos. Quem acabou por resolver a coisa foi o meu marido que arranjou um pau de madeira grande, género cajado, e apareceu com ele a ‘mandar vir’ com o bode, a mandá-lo sair da estrada. Penso que mais do que as ordens e o refilar foi o pau que fez sucesso pois o bode subiu a colina para junto do resto do gado, deixando a estrada livre para eu passar.

O gado que encontrámos no trilho para a Ponte da Misarela

Eu agora a escrever isto até me rio, mas na altura acreditem que rir era a última coisa que me passava pela cabeça. E claro que durante o resto do caminho, sempre de pau na mão, não fosse haver mais encontros indesejáveis, passando pela calçada romana, semelhante à calçada portuguesa no Trilho da Preguiça, fomos sempre a falar do que se tinha acabado de passar. E chegámos à ponte da Misarela. Mas não nos esqueçamos que tínhamos de fazer o caminho de volta; e se o bode estivesse outra vez no meio do caminho? Mas soubemos ainda na ponte que não ia estar porque o bode ia guiando as cabras pela colina abaixo e já o víamos da ponte. Ao longe, mas aproximando-se a pouco e pouco.

Foi nos explicado mais tarde que os bodes estão mais violentos em maio quando é a altura da criação do gado caprino (quando as cabras estão saídas em jargão rural), sendo também a razão para o cheiro intenso a bode. Afinal o bode estava só a mostrar que era o macho alfa.

Felizmente no caminho de regresso o bode já estava mais abaixo, longe da estrada, e não houve mais eventos peculiares até chegarmos ao carro.

  • Ponte da Misarela e as invasões francesas
Ponte da Misarela

A ponte da Misarela foi um dos locais mais pitorescos que visitámos no Gerês. Uma paisagem digna de ser retrata vezes sem conta em fotografias e pinturas – a colina verdejante, a ponte de pedra com 13 metros de altura construída na Idade Média e a poderosa cascata.

A ponte da Misarela foi palco de um dos episódios importantes da história de Portugal. Durante as invasões francesas, o exército francês sitiado no Porto ao saber do risco de um ataque iminente das forças aliadas decidiu abandonar a cidade e fugir para Espanha. E o caminho fazia-se através da Ponte da Misarela. Contudo, as tropas de Napoleão depararam-se não só com a passagem obstruída, mas também com o exército inimigo que contava com cerca de 400 homens. Os franceses na ânsia de atravessarem a ponte avançaram a todo o custo levando a que neste confronto homens fossem atirados para o abismo e mulas e cavalos aterrorizados fossem mutilados, abatidos ou lançados à ravina, quando se recusaram a atravessar a ponte. Depois de várias tentativas frustradas, o exército francês acabou por passar pela ponte e seguir em direção a Montalegre para chegar à fronteira com Espanha. Interessante é que a ordem que tinha sido dada ao exército português era o de destruir a ponte, para impedir a passagem dos franceses, o que foi recusado pelos homens do exército naturais daquela região. Concordaram sim em levantar barreiras, construir obstáculos de grandes dimensões para impedir a passagem, mas não destruí-la. Se não fossem esses portugueses hoje não haveria ponte da Misarela.

  • Lenda da Ponte da Misarela

Reza a lenda que a ponte foi construída pelo diabo e por isso a ponte também é conhecida por ponte do diabo. Eu por esta altura não sei se foi ou não, mas se foi aquele bode de cornos enormes foi certamente nomeado como guardião da ponte.

Assim é a lenda:

Um fugitivo deparou-se com uma zona intransponível do rio quando fugia das autoridades. Encurralado, evocou o diabo para o ajudar a atravessar aquela zona, oferecendo-lhe em troca a sua alma. O diabo rapidamente aceitou o pacto e fez aparecer do nada uma ponte de pedra para o fugitivo atravessar. Depois de passar para o outro lado do rio, o fugitivo ouviu um estrondo e quando olhou para trás viu a ponte a ruir para assim os seus perseguidores não o conseguirem apanhar.

Mais tarde, o homem arrependeu-se de ter oferecido a sua alma ao diabo e procurou um padre que o pudesse ajudar. O padre voltou ao local onde o fugitivo tinha passado e tal como este evocou o diabo e ofereceu-lhe a sua alma. O diabo aceitou e fez aparecer de novo a ponte. Nesse momento o padre tirou do bolso uma garrafinha com água benta com a qual benzeu a ponte enquanto recitava a reza dos exorcismos. O diabo fugiu espavorido deixando intacta a ponte, a ponte da Misarela.


Salada de batata com atum, ervilhas e ovo

Tempo de preparação: 30 minutos

360Kcal/porção

4 porções


Ingredientes

  • 500 gr de batatas pequenas
  • 300 gr de ervilhas congeladas
  • 6 ovos
  • 2 latas de atum conservado em água
  • 1/3 alface lavada e as folhas rasgadas grosseiramente
  • 1 molhinho de salsa
  • 6 colheres de sopa de maionese
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • Sal, pimenta preta, alho em pó q.b.

Preparação

Coloque dois tacho ao lume, ambos com água temperada de sal. Enquanto a água aquece, lave as batatas. Quando a água começar a ferver, junte as batatas a um dos tachos e os ovos ao segundo tacho.

Coza as batatas durante 15-20 minutos, enquanto que o tempo de cozedura dos ovos deverá ser entre 7 minutos e meio a 8 minutos.

Entretanto numa tacinha misture a maionese com alho em pó. Reserve. Lave a salsa e reserve.

Passado o tempo de cozedura dos ovos, retire-os do lume, coloque-os num recipiente com água fria. Descasque-os e reserve.

Quando faltar 3 minutos para o tempo da cozedura das batatas acabar, junte as ervilhas ao tacho com as batatas. Quando as batatas e as ervilhas estiverem cozidas, retire o tacho do lume e escoa a água. Corte as batatas ao meio.

Num recipiente largo de plástico, junte as batatas, as ervilhas e o atum. Adicione também metade da maionese e o azeite. Tempere com sal e pimenta preta. Misture. Adicione a alface e a salsa. Misture todos os ingredientes e rectifique os temperos de sal e pimenta.

Corte os ovos ao meio. No recipiente que quer servir a salada, coloque a mistura das batatas com o atum e a alface e por cima coloque as metades dos ovos. Polvilhe com pimenta preta e decore com a restante maionese. Está pronto a servir.