Como hoje o nosso primo também nos ia acompanhar, decidimos ir ao Royal Botanic Garden Edinburgh (Jardim Botânico Real de Edimburgo). Saímos depois de tomarmos um bom pequeno-almoço e seguimos a pé. Eu sou sempre adepta de passear a pé, porque é a maneira mais fácil de conhecer a cidade mais a fundo. Claro que desta maneira vê-se o melhor e pior da cidade. Principalmente hoje, porque o jardim botânico não se situa na parte mais conhecida da cidade. Mas não deixa de valer a pena visitar. A entrada para o jardim botânico é gratuito, se isto de alguma forma os preocupa.
Este jardim botânico é o centro cientifico de estudo de plantas, da sua diversidade e da sua conservação. Foi criado no século XVII por dois médicos para cultivo de plantas medicinais. Este local encontra-se divido em varias áreas, cada qual com as suas plantas específicas. Este é um local muito agradável para passear e ainda por cima tivemos sorte, porque estava um sol magnífico. Na volta, em direcção da casa do meu primo, aproveitámos para dar uma volta por esta parte da cidade, talvez menos turística mas sem perder a sua beleza. Edimburgo tem algo que vale a pena apreciar em cada canto, em cada esquina.

Hoje íamos jantar em casa e já vos digo o porquê. Primeiro o meu primo queria ir comprar uma pizza-kebab que disse que tínhamos que experimentar (foi na mesma loja da pizza frita, lembram-se de vos falar?) e depois porque tínhamos comprado umas garrafas de bebidas espirituosas para jogarmos um jogo que nós tínhamos levado de Londres: o Jenga, mas versão alcoólica. O principio do jogo é o mesmo do clássico mas cada peça tem “missões” relacionadas com beber. Da pizza confesso que não gostei muito, mas porque eu sou esquisita quando a carne tem aspecto assim mais duvidoso mas os homens gostaram muito. O jogo foi muito, muito engraçado. Fartámos-nos de rir e de beber e foi mesmo uma noite bem passada.

Claro que acordámos tarde. Fomos almoçar a um pub chamado The Black Fox, e em seguida fomos a um café português só mesmo para beber café e comer um pastelito de nata. O português no estrangeiro não deixa passar estas oportunidades em branco. Andámos um bocadinho por essa rua, a ver se o efeito do álcool desaparecia completamente e a fazer tempo para irmos apanhar a camioneta para o aeroporto.
E assim acabou a nossa viagem (viagens) a Edimburgo. Uma cidade maravilhosa que nos acolheu por uns dias (com muita bebida e charme à mistura).
A foto da nossa viagem

Cliquem para ver todos os dias que passámos em Edimburgo


Começámos a tour por nos sentar numa espécie de sofá em forma de barril que se encontrava sobre uns carris e que parava várias vezes durante o percurso, onde havia sempre uma espécie de vídeo em que explicava os diferentes passos de como o whisky é feito. Também entrámos numa sala onde nos foi explicado os diferentes tipos de whisky que há, as suas diferenças não só de sabor mas também as diferenças de processamento e quais as áreas da Escócia de onde os vários tipo de whisky são oriundos e tradicionais.
No final entrámos para uma sala enorme onde se encontra a colecção de whisky que dispõem: é só cerca de quase 1350 garrafas de diferentes whisky, nada de especial! Obviamente que aqui se encontram garrafas raras de whisky como não podia deixar de ser. Para virem aqui visitar, existem vários pacotes ou vários bilhetes que se distinguem pelo que oferecem (e com isso também distintos preços) – podem ver aqui:
Eu como não sou grande apreciadora de whisky acabei por beber mais o copo de água que vinha com os copos de whisky, para limpar o palato entre cada tipo de whisky, do que propriamente whisky. Mas mesmo assim, de barriga vazia não há maneira de resistir ao poder desta bebida e por isso já mais bem alegres, fomos comprar umas sandes para o almoço. Olhem nem sei bem se foi no Pret a Manger ou se foi no Costa, mas sei que em seguida foi subir e subir e subir.
A tão aguardada subida ao monte de Holyrood até ao topo conhecido como Arthur’s seat (assento de Artur). Por acaso tivemos sorte que estava bom tempo para fazermos a tal escalada. Para isto aconselho que tirem umas horitas para subir a montanha com calma e para puderem explorar um bocadinho este monte. Acho que não preciso de dizer que a vista que se tem sobre a cidade do cimo do monte é magnífica.
Para a noite, o nosso primo quis nos levar a um sítio que se pode dizer especial. O local chama-se Wings, e tal como o nome indica a especialidade são asinhas de frango. Este restaurante situa-se na Old Town e no menu tem asinhas de frango com os mais diferentes molhos e com vários níveis de picante. Eles tem uma parede só com fotografias, chamado de Wall of Flame, com pessoas que conseguiriam comer 6 asas de frango com o molho mais picante que eles tem (o temido desafio). Claro que os homens passaram-se e queriam ter uma foto lá na tal parede. Só diziam que não podia ser assim tão difícil, especialmente porque havia fotografia de raparigas (sim, o machismo estava em alta). Primeiro pedimos asas de frango sem picante ou com pouco picante acompanhadas com molho de mostarda e mel, com molho de queijo, com molho barbecue, eu sei lá, existem mesmo muitas opções, é só escolher. Nós pedimos umas quantas para partilhar. Depois os senhores meu namorado e meu primo quiseram pediram as asinhas mas com um molho um bocadinho menos picante do que o do nível máximo (um nível abaixo), só para terem uma ideia de como era o molho mais picante, diziam eles. Epá, depois de darem uma pequena dentada digo-vos, um chorava para um lado, outro ia-se vomitando todo de tanto tossir, a sério que risada. Até tenho um video, é mesmo de chorar a rir só com as figuras deles. E digo-vos que tiveram pelo menos meia hora à volta daquilo, a tentar “ultrapassar” o picante. Só diziam que a sensação de queimado estava a ficar pior, que nem beber água ajudava. Escusado será dizer que o desafio de conseguir a tal fotografia foi logo posta de parte.
Depois deste atribulado jantar fomos passear pela zona velha da cidade, e mais uma das minhas primeiras experiências ….começou a nevar. Sim, eu nunca tinha visto neve. Oh como eu estava contente, ver neve pela primeira vez e ainda por cima num local como Edimburgo. Andámos por lá a passear na Royal Mile, ao pé da catedral, sem deixarmos de pregar as partidas do costume, como mandar bolas de neve uns aos outros (eu sei que somos muito infantis). Estava prestes a acabar a nossa primeira viagem a Edimburgo, que foi brilhante. Digo-vos podia aqui viver sem problema nenhum é que não me importava nada, é uma cidade que me atrai mesmo, nem vos consigo explicar o porquê.
Como não vale a pena fazer um post só por causa de umas horitas do dia seguinte, vou já me adiantando. Ao contrário do que pensava, o dia seguinte amanheceu lindíssimo, céu azul e completamente limpo e nem havia neve na rua, o que a mim, inexperiente nestas coisas, me surpreendeu. Mas digo-vos que estava mesmo muito frio, foi preciso muito agasalho aqui em Edimburgo. De manhã fomos todos tomar o pequeno-almoço lá num cafezito de Edimburgo e foi aí que experimentei pela primeira vez o Full English Breakfast, o famoso pequeno-almoço inglês com feijão e salsichas e ovos e a tudo o que tínhamos direito. Eu fiquei fã, talvez não para pequeno-almoço logo de manhãzinha, mas para pequeno-almoço/almoço, recomendo mil vezes. Ainda por cima experimentei um chocolate quente com laranja que era delicioso.
Aqui vamos ao segundo dia em Edimburgo. Hoje tínhamos que estar no castelo no máximo perto da 1 da tarde. E porquê isto? Porque à 1 da tarde, todos os dias, um oficial faz disparar o canhão. Pois é, não podíamos perder esta oportunidade, ver um verdadeiro canhão ser activado! Assim lá fomos subindo a Royal Mile outra vez em direcção ao castelo. Como ainda tínhamos tempo, fizemos um desvio e fomos visitar um cemitério, o Greyfriars Kirkyard, onde se encontram enterradas várias figuras importantes da Escócia, tais como arquitectos, físicos, químicos e matemáticos, entre muitos outros. Este cemitério é ainda mais conhecido por estar associado a uma estátua de um cão, o Greyfriars Bobby. Esta estátua homenageia um cão que ficou bem conhecido no século XIX por guardar o túmulo do seu dono durante 14 anos, até que o dia em faleceu. (Quem de mente sã prefere gatos a cães, certo?)
Fomos descendo a Royal Mile, ainda fizemos um desvio e passámos ao pé da universidade de Edimburgo (no campus que se encontra no centro da cidade). Como estou farta de dizer vale sempre passear-vaguear por esta cidade e acabámos por parar no Costa para comer um bolinho e beber um café (porque estava a ficar mesmo muito frio), enquanto esperávamos que o meu primo saísse do trabalho. Para jantar estava agendado um restaurante tradicional do médio oriente chamado de Pomegranate onde para além de se puder comer (porque é efectivamente um restaurante) também se pode fumar shisha. Eu gostei imenso deste restaurante, pedimos vários pratos diferentes para partilhar, tipo tapas. O restaurante é giríssimo porque tem uma rua muito estreitinha do lado de fora onde há vários compartimentos como uma espécie de cabines/quartos privados para os clientes e onde nós nos instalámos, muito giro mesmo. E esta foi a primeira vez que fumei shisha (eu bem já vos tinha dito que esta tinha sido a cidade em que tinha tido a primeira experiência em algumas coisas). Apesar de já vos ter falado que tinha fumado shisha em Budapeste, só para quem não sabe o que é shisha e pense já que é alguma droga ilegal, a shisha é um cachimbo de água onde realmente se pode fumar tabaco, mas também se pode escolher a opção sem tabaco com diferentes sabores (que foi o nosso caso). Não foi só a minha primeira vez, também foi a do meu namorado (sim eu sei que fica muito bonito isto escrito) e por isso a nossa reacção foi como a de um miúdo que recebe um brinquedo novo. Nos vídeos que tenho deste jantar só se vê fumo, é mesmo ridículo o quanto nós nos estávamos a divertir com aquilo.
Cathedral (Catedral de St Giles). Este é um dos locais principais de oração na Escócia e tem o sido por pelo menos 900 anos. O edifício é impossível de não ser notado pela sua imponência, que tal como descobrimos é o tanto pelo lado de fora como pelo lado de dentro.
Aqui nesta zona, na rua, encontra-se sempre um senhor fardado tradicionalmente à escocês a tocar gaita de foles (se está lá sempre não sei, mas nós nas duas viagens o vimos sempre que por ali passámos durante o dia). Como ele não morre de frio ali é que eu não sei. Mas não deixa de ser um espectáculo que nos remonta exactamente à cultura escocesa. Fomos então subindo mais um bocadinho a rua e mesmo pertinho do castelo tivemos que fazer uma decisão, à nossa frente tínhamos o castelo, mas já tínhamos decidido o visitar no dia seguinte (no dia percebem porquê), então tínhamos que escolher entre “whisky” (The Scotch Whisky Experience) ou Camera Obscura and World of Illusions. Como estava a ficar tarde para irmos ao whisky decidimos-nos pelo o mundo de ilusões. Por acaso foi muito
engraçado, aquilo é um edifício com diferentes salas, cada qual com o seu diferente tipo de ilusão. Um exemplo conhecido é a casa de espelhos. O que eu gostei mais foi uma ponte num túnel em que as paredes do túnel tem tela preta com luzes brilhantes que está constantemente a girar. Haviam de ver o meu namorado a tentar passar aquilo com a sensação que ia cair! Ele não conseguia andar a direito nem por nada. Já eu me ri (eu sei, só maldade). Podemos também subir ao telhado onde se tem uma vista magnífica da cidade. Apesar de não ser algo muito cultural foi algo muito giro para fazer, recomendo 100%. Se quiserem ver bilhetes e preços este site vos irá ajudar 
Subimos por uma colina que agora sabemos chamar-se Calton Hill. Este lugar foi o primeiro sítio de onde tivemos uma visão mais abrangente da cidade, que nos abriu a mente para Edimburgo, uma cidade tão bonita, com tanto charme. Neste monte pode-se encontrar o National Monument of Scotland (Monumento Nacional da Escócia), o Nelson Monument (Monumento de Nelson) e o Observatory City (Observatório da cidade), entre outros. Tenho que referir que aqui também se encontra o Dugald Stewart Monument (Monumento de Dugald Stewart) que é um dos ícones que aparecem em muitas fotografias de Edimburgo.

O palácio de Holyrood é a residência oficial da rainha na Escócia e onde se conta a história da realeza deste país. Para além do palácio, também neste recinto se encontra a abadia de Holyrood. Como não podia deixar de ser, sendo a monarquia inglesa uma entidade tão prestigiada e admirada, tudo aqui transmite riqueza e luxo. Se pretendem visitar este local encontra-se muita informação no seguinte site:



