Paris – 1º Dia – 1ª Metade

Aqui começou verdadeiramente a nossa viagem a Paris (apesar de já ter provado o melhor que Paris tem para oferecer, bolos e queijo). Lá nos levantámos e fomos então para o pequeno-almoço. O que posso então dizer do pequeno-almoço? Não foi espectacular. O que tem contra é que não tem muita escolha. Há croissants simples, croissants com chocolate, baguette simples, manteiga, queijo e cereais. E pouco mais, há umas compotas também e uns iogurtes naturais. E claro, a máquina para as bebidas quentes. Não digo que seja mau, simplesmente não tem muita variedade.

De barriga cheia decidimos começar a nossa caminhada. Pois claro que indo no final de Fevereiro estava um frio horrível, estava sol, mas estava mesmo muito frio (ainda bem que fomos de metro a maior parte do tempo). Depois de comprarmos os travel cards, decidimos que a nossa primeira paragem seria o Louvre, o famoso museu de Paris. Decidimos sair numa paragem antes da do museu para andarmos um pouco por ali a ver a zona. Pelo caminho havia imensas lojas e numa transversal reparámos numa igreja e fomos lá ver. Pelos vistos era a Igreja de Saint-Eustache. A igreja é grande e imponente o que faz que não passe despercebida. Soubemos mais tarde que já foi palco de eventos importantes como a primeira comunhão de Louis XIV e o baptizado de Molière e Madame de Pompadour.

Próxima paragem: Louvre. Quem é que vê aquela pirâmide de cristal e não sabe que está em Paris? Um dos maiores ícones de Paris, sem dúvida. O Louvre é enorme. E quando digo que é enorme, é mesmo enorme. Facilmente se passa um dia inteiro para poder ver tudo como deve ser. Nós tivemos mesmo que decidir a determinado ponto o que queríamos ver, de outra maneira já não íamos ver mais nada naquele dia. Também não é de admirar, quando este é o museu de arte maior do mundo.

Como ficámos a saber durante a nossa visita, o museu do Louvre foi resultado de uma reconstrução do Palácio do Louvre, uma fortaleza do século XII que foi ampliada e reformada várias vezes. No Louvre estão expostas cerca de 35000 obras de arte anteriores a 1948, apesar da colecção do Louvre compreender cerca de 300000 obras de arte. A colecção do Louvre compreende várias áreas: antiguidades orientais, antiguidades egípcias, antiguidades gregas, romanas e etruscas, história do Louvre e o Louvre medieval, pintura, escultura, objectos de arte, artes gráficas e arte do Islã. Apesar da enorme variedade de obras de arte presentes, aquela que vimos que tem maior impacto e que tem um maior aglomerado de gente à volta é sem dúvida a Mona Lisa de Leonardo Da Vinci.

Saímos do Louvre e seguimos pelos jardins que se chamam os Jardin des Tuileries. Aqui apercebemos-nos de um hábito que os parisienses têm. Nos jardins, junto aos lagos existem várias cadeias de ferro, onde as pessoas podem se sentar a apreciar a paisagem e o sol (apesar de estar nesta altura muito frio).

E assim chegámos ao Place de La Concorde. Esta praça foi palco de acontecimentos importantes da história de França. Foi nesta praça que se instalou a guilhotina durante a Revolução Francesa onde foram executadas mais de 1200 pessoas, incluindo pessoas importantes como Marie Antoinette, Louis XVI e Robespierre.  O obelisco que se encontra no centro da praça nos dias de hoje, é proveniente de Luxor e tem mais de 3000 anos, tendo sido doado pelo vice-rei do Egipto.

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Em seguida foi apanhar o metro para irmos ver a basílica de Sacré-Coeur.

Se também querem ver é clicar

Paris – 1º Dia – 2ª Metade

Paris  1º Dia – 2ª Metade

Paris – 2º Dia

Paris – 3º Dia

Paris – 4º Dia

França – Paris

Canja moderna com hortelã

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Ingredientes

– 2 peitos grandes de frango
– 200 gr de massa de letras
– 1 cenoura
– 1 cebola
– 1 ramo grande de hortelã
– 4 cubos de caldo de galinha
– Pimenta branca q.b.
– Fio de azeite

 

Preparação
Coloque numa panela 1,75 L de água e leve ao lume. Quando começar a ferver junte 3 cubos de caldo de galinha e deixe dissolver. Ao cubo restante, amasse-o com um pouco de azeite e espalhe sobre os peitos de frango. Coloque-os a cozer durante 10 minutos no caldo de galinha. Retire-os e corte-os em fatias fininhas. No caldo junte, metade da cebola picada muito finamente, a cebola ralada e a massa. Deixe cozinhar durante mais ou menos 12 minutos. Enquanto isto, coloque a restante cebola picada numa frigideira antiaderente e refogue-a no fio de azeite. Junte as fatias de frango, tempere com pimenta e deixe cozinhar o frango por completo. Quando este começar a ganhar cor, retire-o e desfie-o. Quando a massa e a cenoura estiverem cozidas, junte então o frango desfiado, assim como a hortelã separada em folhinhas. Retifique os temperos e sirva quente, decorada com folhinhas de hortelã.

Canelones de atum

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Ingredientes

Para os canelones:
– 15-17 canelones
– 4 colheres de sopa de azeite
– 1 cebola grande picada finamente
– 1 folha de louro
– 1 colher de sopa bem cheia de farinha de trigo sem fermento
– 250 gr de atum
– 5 colheres de sopa de polpa de tomate
– 250 mL de leite
– Salsa picada q.b.
-Pimenta q.b.

Para o molho:
– 50 gr de manteiga
– 50 gr de farinha de trigo sem fermento
– 650 mL de leite
– 200 mL de natas
– Sal, pimenta e noz-moscada q.b.
– 80 gr de queijo ralado

 

Preparação
Num tacho, leve ao lume o azeite, a cebola picada e a folha de louro. Mexa e deixe refogar em lume médio sem deixar alourar. Quando a cebola estiver refogada, retire a folha de louro. Misture muito bem a farinha e o atum escorrido. Deixe saltear um pouco. Misture a polpa de tomate, o leite e a salsa picada. Tempere com pimenta. Mexa até que comece a borbulhar. Deixe arrefecer. Entretanto, faça o molho. Num tacho, leve ao lume a manteiga e quando estiver derretida junte a farinha. Mexa muito bem para que não ganhe grumos. Aos poucos e sem deixar de mexer, adicione o leite e as natas. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Por fim, mexa com uma vara de arames para que o creme fique liso. Quando começar a borbulhar retire do lume. Caso os canelones necessitem de ser pré-cozinhados, faço-o de acordo com as instruções na embalagem. Em seguida, recheie os canelones com a mistura do atum. Num tabuleiro de ir ao forno, previamente untada com manteiga, coloque os canelones e regue-os com o molho. Por fim, polvilhe com o queijo ralado e coloque-os no forno pré-aquecido nos 180ºC, deixando cozer por aproximadamente 50 minutos. Se os canelones forem pré-cozinhados não necessitam de tanto tempo dentro do forno, basta ficarem o suficiente para o queijo gratinar. Depois dos canelones cozidos e tostadinhos, retire-os e sirva-os quentes.

Sopa de peixe

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Ingredientes

– 600 gr de pescada já limpa de espinhas e peles
– 100 gr de camarões congelados
– 1 cebola grande
– 3 dentes de alho
– 1 alho-francês
– 1 lata de tomate pelado
– 100 gr de massa cotovelinhos
– 6 colheres de sopa de azeite
– 1 cenoura
– Sal q.b.
– Coentros q.b.

 

Preparação
Descongele a pescada e passe-a por água. Coloque-a num tacho, acrescente água até ficar bem coberta e tempere de sal. Leve ao lume e deixe ferver por 10 minutos. Desligue o lume e deixa a pescada arrefecer dentro da água. Entretanto, limpe o alho-francês, corte-o em rodelas, lave-as e deixe-as a escorrer.
Descasque a cenoura, a cebola e os alhos. Rale a cenoura, pique os dentes de alho e corte a cebola em meias luas finas.
Leve ao lume um tacho com o azeite e deixe aquecer. Acrescente o alho, a cebola e deixe cozinhar até esta ficar macia. Adicione o alho-francês e a cenoura e deixe cozinhar por 5 minutos. De seguida, junte o tomate pelado picado, misture e deixe cozinhar por mais 5 minutos. Adicione 2 litros da água de cozer a pescada e deixe ferver. Junte, então a massa ao tacho, mexa e deixe cozer por 5 minutos. Por fim, acrescente os camarões, a pescada desfiada e deixe cozer por mais 5 minutos. Retifique de sal e decore com coentros picados.

Crepes de legumes

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Ingredientes

Para os crepes:
– 250 gr de farinha
– 40 gr de açúcar
– Sal q.b.
– 6 ovos
– 3 dL de leite
– Óleo q.b.

Para recheio:
– 400 gr de mistura de legumes chineses
– 1 /4 de couve coração
– ½ frasco de rebentos de mungo
– Sal refinado fino q.b.
– Pimenta branca q.b.

Para pincelar os crepes:
– 2 colheres de sopa de farinha
– 5 colheres de sopa de água
– Óleo para fritar

Para acompanhamento:
– Molho de soja ou agridoce

 

Preparação
Prepare a massa dos crepes. Misture a farinha, o açúcar e o sal. Junte os ovos e o leite. Misture tudo muito bem até não haver grumos. Unte uma frigideira anti-aderente até a massa cobrir o fundo e deixe cozer. Vire e retire para um prato. Repita o processo até acabar a massa e reserve os crepes.
Prepare o recheio. Limpe a couve coração e corte-a em tiras finas. Leve ao lume um tacho com água temperada com sal e deixe ferver. Junte a couve e deixe-a cozer durante 2 minutos, depois escorra-a, escorra os rebentos de mungo e prepare a mistura de legumes como vem indicado na embalagem. Depois de prontos, junte-lhes a couve, os rebentos de mungo, misture bem e tempere com pimenta. Retifique de sal.
Disponha os crepes em cima da mesa, divida o recheio por cada um, dobre os lados da massa por cima dos legumes, pincele as bordas dos crepes com a mistura da farinha com a água e enrole-os.
De seguida, frite os crepes em óleo quente, até ficarem dourado, retire-os e deixe-os escorrer. Sirva com molho de soja ou molho agridoce. Pode acompanhar também com salada ou arroz chau-chau.

 

Budapeste – 4º Dia

As últimas horas em Budapeste estavam a chegar. Até agora tinha sido uma viagem com muito frio e neve, mas talvez por isso mais especial.

Para hoje não tínhamos nada planeado. Tomámos um grande pequeno-almoço e demos uma volta pela cidade. Tínhamos pensado ir visitar a Grande Sinagoga de Budapeste, mas achámos os bilhetes de entrada bastante caros, quase o dobro do que tínhamos gasto nos outros sítios. Por isso, decidimos ir outra vez ao Great Hall Market para comprarmos umas lembranças para os nossos pais. Fomos pela rua Váci, uma das principais ruas de comércio em Budapeste. A meio do caminho ainda  parámos para visitar a Igreja de São Miguel Belváros (Belvarosi Szent Mihaly Templom).

Lá chegámos ao market. Andámos lá a passear, comprámos as lembranças e decidimos comer qualquer coisa antes de partimos.

E foi aqui que vimos um grande prato de comida. Podia-se chamar uma torre de diferentes tipos de comida no mesmo prato. Não, não foi para nós, mas tirei uma fotografia. O que me admirou é que a pessoa que pediu isto não estava minimamente admirada com o que tinha no prato. Aqui está a prova (é o prato mais afastado).

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E assim terminou a nossa aventura em Budapeste. Espero que vos tenha ajudado em caso também queiram visitar esta esplêndida cidade.


Nossa foto da viagem:

Nós nas Termas Gèllert

Post sobre esta viagem

Budapeste – 1º Dia
Budapeste – 2º Dia
Budapeste – 3º Dia
Hungria – Budapeste

Budapeste – 3º Dia

Depois do dia agitado de ontem, hoje estava previsto algo mais calmo. Menos coisas para ver, menos para andar. Hoje era já considerado o último dia. No dia seguinte já tínhamos que apanhar o avião de volta para casa.

O planeado para hoje:
1 Horror House
2 Museu de Belas Artes
3 Praça dos Heróis
4 Castelo de Vajdahunyad
5 Termas Széchenyi

Como vos tinha dito no post sobre o nosso primeiro dia, tínhamos decidido não ir ao Horror House, por isso essa parte  foi imediatamente excluída. O resto era tudo perto umas coisas das outras.  A caminhada até nem que foi comprida, mas como estava a nevar imenso estávamos desejosos de chegar. O museu de belas artes fica na praça dos heróis (Hősök tere) tal como o palácio da arte. O que é uma pena. Porque o que queríamos ver era o museu de belas artes e acabámos por parar, em erro, no de arte. Nunca houve dinheiro tão mal gasto. Só valeu mesmo a pena porque fugimos um bocado da neve. A praça dos heróis  (Hősök tere) é uma das mais importante da Hungria. No centro desta praça encontra-se o Memorial do Milénio, assim chamado porque a sua construção teve início no ano em que a Hungria, como estado, fazia mil anos. No topo da coluna central encontra-se a estátua do arcanjo Gabriel. A toda a volta existem estátuas que representam os líderes das sete tribos magiares que fundaram a Hungria e outras personagens determinantes na história deste país.

Depois de admirarmos esta praça seguimos caminho para a zona do castelo de Vajdahunyad. Este castelo, assim como a praça dos heróis, também foi construído para comemorar os 1000 anos de idade da Hungria. Nesta zona podemos também encontrar o museu da Agricultura (Magyar Mezogazdasagi Muzeum) e o jardim da cidade, nome dado a toda esta localidade. Como estava a nevar, a paisagem não podia ter sido mais de sonho. Como fomos no inverno havia também uma pista para patinagem no gelo.

Como estava mesmo frio e a nevar, decidimos passar para a zona das termas. Desta vez eram as termas Széchenyi. Estas são provavelmente as mais conhecidas de Budapeste. Aqui encontra-se o maior complexo deste tipo de banhos, com 21 piscinas diferentes. Existem piscinas de diferentes temperaturas e existem 2 exteriores. Aqui também existem várias saunas e banhos-turcos. Até existe uma sauna com cheiro a mentol. Nós apesar de tudo, preferimos as termas que fomos no primeiro dia, as termas Gellért. Mas confesso que  neste momento não me importava nada de lá estar outra vez. Agora já podemos dizer que estivemos dentro de uma piscina de água quente, no exterior, enquanto nevava. Quantas pessoas se podem gabar disto? Nós realmente somos uns sortudos.

Por volta das 5 horas decidimos ir embora. Não porque estivéssemos fartos, mas porque tínhamos consciência que ia estar muito frio quando anoitecesse e ainda tínhamos uma caminhada para fazer. Pelo caminho ainda parámos para comer mais um “bolo chaminé”. Desta vez foi no Street Cakes. 

Para o nosso último jantar em Budapeste, quisemos experimentar outro restaurante de comida tradicional húngara. Desta vez fomos ao Kék Rózsa. É um restaurante muito simples, bem perto do hotel onde ficámos e ao pé da grande sinagoga de Budapeste. Para entrada pedimos queijo frito (que pelos vistos também é um pitéu da Hungria) e o menu de inverno que incluía uma sopa de vegetais com dumplings, peito de frango grelhado com cogumelos, queijo ralado, batatas fritas acompanhado de uma salada com beterraba, pepino em vinagre e uns pimentos amarelos muito picantes. Para sobremesa experimentámos uma espécie de puré de castanhas com chantilly. Eu sei que a sobremesa levava álcool, mas agora não me lembro do que era. Rum?? Hum, não me lembro. O meu namorado para terminar quis experimentar uma bebida alcoólica, tradicional da Hungria, a pálinka. Ele já me andava desde o primeiro dia a dar dicas para a experimentar. A pálinka é uma bebida resultante da destilação dupla de frutas, o que faz que o teor de álcool esteja entre os 40 a 70%.  Ou seja, em termos leigos é uma aguardente forte. Até o meu namorado não a conseguiu beber toda. A única coisa boa é que existem vários sabores de pálinka para escolher. Foi sempre bom para experiência.

Para verem o fim da viagem cliquem aqui

Budapeste – 4º Dia

Post anteriores desta viagem

Hungria – Budapeste

Budapeste – 1º Dia
Budapeste – 2º Dia

Budapeste – 2º Dia

Este era o dia em que tínhamos planeado ver mais coisas. O programa para hoje era:

1 Basílica Santo Estevão
2 Parlamento Budapeste
3 Shoes on Danube Bank
4 Igreja Matias
5 Bastião do Pescador
6 Castelo Buda
7 Galeria Nacional da Hungria
8 Museu da História Húngara

Começámos por isso o dia bem cedinho, às 8 da manha já estávamos a sair do hotel. Primeiro como estava planeado, fomos ver a Basílica de Santo Estevão. Este é um dos edifícios mais bonitos de Budapeste, tanto por dentro como por fora. Mas para nós, se por fora é bonito, por dentro é espectacular. As pinturas, os vitrais, tudo é lindíssimo. Tenho a dizer que o meu namorado ficou mesmo impressionado e isso é dizer muito. As fotos não conseguem expressar a beleza fantástica deste monumento.

Depois fomos para um dos mais icónicos monumentos desta cidade, o Parlamento de Budapeste. Com as suas cúpulas avermelhadas, a sua grandeza, tudo faz lembrar Budapeste. Aqui a visita guiada é obrigatória e tem que ser marcada. Como ainda nos faltava mais de meia hora para a hora da nossa visita decidimos ir ver o memorial “Shoes on Danube Bank” que traduzindo em português é: Sapatos à margem do Danúbio._DSC0342 Este é um memorial aos judeus mortos à margem do rio. São esculturas de sapatos que representam os judeus que eram obrigados a despir-se e a descalçar-se antes de serem mortos. Os seus corpos caíam no rio e eram levados pela corrente. É um memorial bastante impressionante que nos leva a pensar sobre a humanidade. Não é para ser como a maior parte das pessoas faz, tirar selfies com esta estátuas. O meu pensamento é “Está tudo doido?” É assim tão importante mostrarem aos outros que ali estiveram que fazem figuras de parvos a tirar uma foto a sorrir perto de algo que representa um episódio horrível da história? Eu acho que algumas pessoas deviam mesmo pensar nas suas prioridades e nas suas acções. É realmente muito triste e ignorante quem tira este tipo de fotos.Depois de nos revoltarmos com a estupidez das pessoas, voltámos ao Parlamento para a nossa visita guiada. Ficámos a saber que este é o maior edifício de Budapeste e o segundo maior parlamento da Europa. O seu interior é altamente luxuoso, onde se pode encontrar a coroa do primeiro rei Húngaro. Estima-se que na sua construção estiveram envolvidos  meio milhão de pedras preciosas e 40 kg de ouro.

Depois da nossa visita guiada, já era cerca da 1 da tarde. Era altura de passarmos para o outro lado do rio, para visitar o que nos faltava,agora na zona Buda. Em primeiro agendado estava a igreja Mathias e o Halászbástya (bastião dos Pescadores). Estou aqui a colocar os dois juntos, porque eles ficam ao lado um do outro. Estes monumentos ficam na colina do castelo do Buda. O bastião dos Pescadores começou a ser construído no ano em que a Hungria fez 1000 anos, em homenagem às sete tribos que a fundaram. Cada torre representa uma tribo. Daqui tem-se uma bela vista para a cidade e normalmente a entrada é gratuita. A igreja Mathias, assim chamada devido ao rei Mathias que se casou nesta igreja duas vezes, é uma homenagem a nossa Senhora e era a igreja principal na zona Buda, na época medieval.

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Depois de nos perdemos um bocado por aqui a apreciar a vista, fomos para a zona do castelo propriamente dita. Também é onde se encontra a Galeria Nacional e o museu da História. Foi mesmo por aqui que começámos, pela Galeria Nacional. Na galeria, pudemos ver obras de arte húngara desde a Idade Média até ao século XX.

Como por esta altura já estávamos a ficar cansados decidimos não ir ao museu da História. Demos uma voltinha pelo castelo e decidimos voltar para o lado de Peste. Como também já estávamos a ficar cheios de fome, isto já eram 4 da tarde, decidimos ir comer outra vez ao Market. Mas foi uma decepção. Depois de quase 40 minutos a andar, encontrámos o Market fechado. Pelos vistos ao sábado encerra às 3 da tarde e no domingo está fechado o dia todo. Para enganar a fome fomos a uma pastelaria, a Auguszt Cukraszda. É uma das pastelarias mais bem avaliadas de Budapeste. Infelizmente, não tenho fotos porque estávamos sem bateria nos telemóveis e com um humor horrível. Mas podem sempre fazer uma rápida pesquisa na Internet e logo vêem se vale a pena (vale). Vejam em: http://www.augusztcukraszda.hu/

Apesar de termos enganado a fome com uma fatia de bolo e com um chocolate quente com chantilly (eu sei, só gula), quisemos ver se encontrávamos algo mais substancial. Andámos pelos lados do nosso hotel e encontrámos algo que queríamos experimentar (outra delícia húngara): Lángos. Este fast-food húngaro é feito de massa de pão frita em forma de pizza, a qual pode ser comida simples ou juntar outros ingredientes, como queijo, fiambre e sour cream no nosso caso. E, sim depois disto já estávamos bem mais contentes.

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Eram 5 e meia da tarde e daí a uma hora tínhamos um cruzeiro no Danúbio. Em quase todos os sítios onde se pesquise um pouco sobre o que fazer em Budapeste, o cruzeiro no Danúbio encontra-se mencionado, principalmente o cruzeiro à noite. E claro está, não íamos perder a oportunidade. Existem várias empresas que fazem estes cruzeiros e nós escolhemos Legenda Sightseeing Boats, não só porque era o que tinha as melhores reviews mas também porque era a única companhia que ainda tinha lugares para aquele dia (tínhamos os comprado no dia anterior). Também podem escolher o cruzeiro que inclui jantar, mas nós foi mesmo só o passeio com 1 bebida incluída. E sim, vale a pena. Vê-se Budapeste numa outra dimensão, é uma experiência única. O meu namorado fez um vídeo de toda a nossa viagem e cada vez que o vejo, a beleza de Budapeste me surpreende. O cruzeiro demorou cerca de 1 hora e em seguida fomos jantar. Nós numa das vezes que tínhamos ido em direcção ao hotel, tínhamos reparado num restaurante que tinha preços bastante acessíveis. Como nós queríamos experimentar comida tipicamente húngara, acabámos a jantar neste restaurante, o Puli. Eu pedi frango paprikash com dumplings e o meu namorado pediu Toltott Kaposzta que é couve recheada com carne. O que tenho eu a dizer em relação à comida? O meu não tinha sal e o do meu namorado tinha sal a mais. Não foi assim uma experiência que diga que gostaria de repetir. Talvez pedir a mesma comida sim, mas noutro restaurante. O que até nos admirou porque o restaurante estava cheio.

Para acabarmos a noite, depois deste falhado jantar, fomos outra vez para o Szimpla Kert. Aquilo já estava cheio apesar serem apenas 8 e meia, mas depois de andarmos às voltas, conseguimos uma mesinha no sítio das shishas. Experimentámos uma com sabor a pina colada. Ainda bebemos uma cervejita e deixámo-nos ficar até às 11 e meia. Apesar de ter sido um dia muito comprido, aquele final deu para relaxar e ainda nos rirmos das nossas figuras a fumar a shisha.

Se lá forem, aconselho-vos a ir cedo como nós. Quando saímos às 11 e meia havia uma fila enorme para entrar.

Para seguirem o resto da viagem

Budapeste – 3º Dia

Budapeste – 4º Dia

Post anteriores desta viagem

Budapeste – 1º Dia

Hungria – Budapeste

Budapeste – 1º Dia

Para esta viagem, eu é que tinha delineado o nosso plano. Uma das coisas que não podíamos perder eram os famosos banhos turcos e por isso até tinha arranjado maneira de irmos a dois diferentes, um no primeiro dia e outro no último.

Para hoje estava planeado o seguinte:
1 Museu Nacional da Hungria
2 Holocaust Memorial Center
3 Gellért Hill
4 Citadella
5 Termas Gellért

Assim depois de um bom pequeno-almoço, que para mim o melhor foram uns folhados com queijo e doce que eram uma delícia e para o meu namorado foi haver mais de uma qualidade de salsichas, seguimos para o museu nacional da Hungria (Magyar Nemzeti Múzeum). Como a localização do hotel era mesmo espectacular, estávamos basicamente a 10 minutos a pé das primeiras paragens delineados no nosso (meu) plano.

O museu é um edifício muito bonito (tanto por dentro como por fora). O museu por fora tem enormes colunas que lembra um templo romano.  Por dentro, existem várias colunas de mármore e os tectos e as paredes com pinturas impressionantes. Este museu exibe peças desde a pré-história até os dias de hoje, dando a conhecer toda a história da Hungria.

Em seguida, fomos ao Holocaust Memorial Center. Como o nome diz, este edifício é um memorial às vítimas do Holocausto. Eu confesso que esta visita me deixou bastante triste, eu sou uma pessoa facilmente impressionável e ver as fotos, os textos e documentários sobre o que as pessoas sofreram durante este horrível período da história, deixaram-me meio macambúzia.

E não fui a única, o meu namorado sentiu-se igual. Existe outro monumento assim, “A Casa do Terror” que estava planeado visitarmos no último dia, mas decidimos em não ir (e depois até descobrimos que estava encerrado nesta altura para manutenção anual). Aqui também existe uma sinagoga onde se pode rezar (confesso que foi a primeira vez que entrei numa).

E assim passámos à fase seguinte. Hoje, o almoço estava planeado ser no Great Market Hall. Como não tínhamos fome nesta altura, porque ainda era ainda meio dia e tínhamos tomado o pequeno-almoço só há duas horas, decidimos ir lá espreitar o mercado, mas comíamos depois na volta. Basicamente, e em termos muito gerais é um grande mercado. Tem dois pisos, o de baixo é o mercado propriamente dito, onde se vende vegetais, carne, fruta, queijos, padarias, e no andar de cima tem vários sítios onde se pode comer e comprar as famosas lembranças que tanto os turistas gostam (nós comprámos aqui o nosso habitual íman para o frigorífico).

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Seguimos para a ponte que fica mesmo ao lado do mercado, a ponte da Liberdade e assim entrámos na zona de Buda. Na nossa visita a esta cidade, descobrimos porque esta se chama Budapeste. Existem duas zonas, a Buda e a Peste que estão divididas pelo rio Danúbio. A zona de Buda é a zona mais histórica, onde se encontra a Citadella, enquanto a zona de Peste fica do outro lado do rio e é a zona mais moderna da cidade (o nosso hotel ficava nesta zona).Ao passar a ponte, vimos uma espécie de castelinho de feitio engraçado, pois parecia enfiado na rocha. O meu namorado ficou logo em pulgas para lá irmos. Descobrimos que afinal é uma igreja, a Gellérthegyi Barlang, a Igreja da Pedra em português. E o nome é bem lhe dado, afinal é uma igreja escavada na rocha. Apesar de ser muito simples, não deixa de ser impressionante.

Agora “escalar” a colina até à Citadella. É uma subida de cerca de 20 a 30 minutos. Sempre havia outras opções como os autocarros, mas também se faz bem a pé e há imensa gente a fazer o percurso desta maneira. Lá em cima, a vista sobre a cidade é espectacular. Mas também não fosse este o ponto mais alto da cidade. A citadella é um forte que desempenhou um papel importante na história militar do país, devido ao local onde se encontra. Na parte central encontram-se 3 estátuas. A maior chama-se estátua da Liberdade construída em 1947 e representa a libertação da Hungria da Uniao Soviética na segunda guerra mundial. Esta estátua, estando no ponto mais alto da cidade é impossível não ser admirada de vários pontos desta.
Nós demos a volta à fortaleza e encontrámos pelo caminho barraquinhas,  umas com comida, outras com souvenirs. Eu já estava tentada pela comida, às 3 da tarde já era tempo de se comer. Mas acabámos por desistir da ideia porque o próximo passo eram as termas.

As termas Géllert são das mais famosas de Budapeste. A sua arquitectura faz-nos entrar em outro mundo. Aqui. não só se pode aproveitar as águas termais, como também existe piscinas, salas de banho-turco, saunas, e até massagens ou outros tratamentos. Nós experimentámos um bocadinho de tudo, mas onde passámos mais tempo foi na piscina exterior de água quente e na sauna que ficava mesmo ao lado. Foi uma agradável experiência ver o dia a dar lugar à noite, numa piscina de água quente.  Peço desculpa que as fotos não estão muito nítidas, mas o vapor de água estava sempre a embaciar a câmara.

 Depois de 3 horas passadas, esfomeados fomos comer qualquer coisinha ao Great Market Hall.  Apanhámos a 10 minutos de fechar, mas valeu a pena. A comida é óptima e os preços são baixíssimos. Recomendo mesmo cá virem. É que deu para almoço e para jantar. Foi aqui que experimentámos a sopa Goulash, um dos tradicionais pratos Húngaros. A sopa foi-nos servida dentro do pão, com uma deliciosa couve-roxa caramelizada (uma das melhores coisas que já comi, a sério) e com sour cream. A foto não faz jus ao quanto isto era bom.

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Com isto tudo já eram quase 7 horas da noite (na verdade aqui escurece bastante cedo nesta altura do ano, às 4 e meia já começa a anoitecer). Como não íamos jantar decidimos tentar ir a um ruin bar. Ruins Bars são bares construídos em edifícios e lojas abandonados durante a 2ª guerra mundial.  Nós decidimos ir ao Szimpla Kert, o mais perto do nosso hotel. Estava lá imensa gente. Szimpla Kert é um espaço com vários balcões, um com cocktails, outro com vinhos, outro com shisha. Nós decidimos ir para os cocktails. Pedimos os dois um mojito que era de certeza pelo menos 90% de rum. É um sítio com aspecto bastante alternativo, mas bastante concorrido. Decidimos logo na noite a seguir tentar a shisha. Quando saímos fomos nos lambuzar com uns bolos de chaminé, também famosos por estas bandas. Havia uma lojinha que estava aberta no caminho para o hotel e decidimos experimentar. Digo-vos foi uma maravilhosa ideia para acabar este primeiro dia em Budapeste.

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Budapeste – 2ºDia

Budapeste – 3º Dia
Budapeste – 4º Dia

Hungria- Budapeste

Pescada gratinada com puré

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Ingredientes

– 500 gr de batatas
– 500 gr de cenouras
– 600 gr de filetes de pescada
– 2 cebolas picadas
– 4 dentes de alho
– 1 dL de azeite
– 100 gr de azeitonas pretas em rodelas
– 2 colheres de sopa de salsa picada
– 2 dL de maionese
– 1 dL de azeite
– 2 colheres de sopa de manteiga
– Sumo de 1 limão
– Leite e manteiga q.b.
– Sal, pimenta, noz-moscada q.b

 

Preparação
Descasque as batatas e as cenouras, corte ambas em pedaços e leve-as ao lume a cozer em água e sal. Corte os filetes de peixe em lâminas e tempere com sal, pimenta e sumo de limão. Pique as cebolas e os alhos e refogue-os no azeite. Junte o peixe e cozinhe por 2 minutos. Retire do lume, adicione as azeitonas, a salsa e a maionese. Envolva tudo muito bem e rectifique os temperos. Escorra as batatas e as cenouras e reduze-as a puré. Adicione o leite e a manteiga, tempere com sal, pimenta e noz-moscada. Mexa bem e coloque o puré nas bordas de um tabuleiro que possa ir ao forno deixando o meio a descoberto. No meio, coloque o misturado de peixe. Leve ao forno a 190ºC por 25 minutos. Retire e sirva de seguida.