Sopa grega de legumes

Ingredientes

  • 2 alho-francês
  • 2 pimentos vermelhos
  • 300 gr de cenouras
  • 300 gr de courgetes
  • 200 gr de tomates
  • 200 gr de batatas
  • 180 gr de cebolas
  • Azeite, sal, pimenta, orégãos e salsa picados q.b.

Preparação

Lave os legumes, descasque todos os legumes excepto as courgetes e pele os tomates. Corte todos os legumes em cubos. Aqueça o azeite numa panela grande e refogue as cebolas, o alho-francês, o pimento, as batatas e as cenouras. Deite 1,5 L de água e tempere com sal. Deixe ferver durante 15 minutos, sem destapar. Passado o tempo, adicione as courgetes, os tomates e deixe ferver por mais 15 minutos, sem destapar. Rectifique o tempero de sal. Tempere com pimenta, salsa picada e orégãos picados.

O fim de 2019

Estamos a um dia de chegar ao final de 2019. Tanto aconteceu durante 2019 que nem sei bem por onde começar. Foi um ano de muitas conquistas e vitórias não só a nível pessoal como profissional. Muitas lágrimas, nervosismo e ansiedade deram lugar a risos, felicidade e orgulho. 2019 foi um ano que começou mal, mas como dizem “Não importa como se começa mas como se acaba” e é certo que acabo o ano em grande. Em 2019 casei-me e tive um casamento de sonho, um dia que passou muito acima de todas as expectativas. Foi um dia de alegria junto da família e de amigos. Um dia, que apesar de ter dado umas certas chatices a organizar, acabou por ser extraordinário. Algo que nunca pensei que me desse tanto. Profissionalmente, para além de ter passado no exame de Especialização na Transfusão Sanguínea com a melhor nota da turma, também ganhei um prémio concedido pela “British Blood Transfusion Society” com a minha investigação em Transplantes de Orgãos. Isto sim, foi uma das maiores surpresas que tive, uma validação no meu trabalho em Inglaterra. Talvez a apresentação que tive que dar na Conferência devido a este prémio tenha sido um momento de bastante stress e emoção, mas filo-lo.

Talvez tenha feito menos viagens em 2019 do que gostaria, passei as férias muitas vezes em Portugal devido aos preparativos para o casamento. Mesmo assim conhecemos mais a fundo o Porto e pela primeira vez a Irlanda do Norte, Genebra, Praga e a Noruega.

A nossa viagem à Noruega! A nossa lua de mel! O nosso primeiro cruzeiro, uma maneira diferente de viajar. E a sorte que tivemos em ver a Aurora Borealis outra vez. Um espectáculo que nos faz sentir humildes perante a grandeza da natureza.

2020 aproxima-se e novos projectos já estão em andamento. Projectos que espero que corram bem e que com alguma sorte espero que dêem fruto. Um novo ano se aproxima. Sente-se no ar. A promessa de novas oportunidades. Mais um ano. Mais uma luta. Se daqui a um ano tiver conseguido tanto como em 2019, sei que estarei feliz. Tal como estou agora.

Um feliz 2020 para todos. Sonhem. Lutem. Concretizem.

Quero deixar um especial agradecimento e desejos de um fantástico 2020 a todas as equipas que fizeram que o nosso dia fosse mais do que maravilhoso.

Local, recepção e catering | Venue, reception and catering: Bussaco Palace
Bolo de casamento e lembranças de casamento | Wedding cake and wedding favours: Claríssima
Acompanhamento musical | Music: Ricardo Pereira band
Estacionário, materiais, design floral e decor | Stationary, rentals, floral design and decor: BOUQUET DE LIZ
Vestido de noiva | Wedding dress: Galera Novias
Noivo por | Groom by: Prassa
Alianças de casamento | Wedding rings: Ourivesaria FinoGold – Boutique das Alianças
Maquilhagem e cabelo | Makeup and hair: Jenny MakeUp Land
Fotografia e vídeo | Photography and video: Filipe Santos Wedding Photographer

E um beijinho muito grande da que se tornou não só amiga, mas parte da família:

Organização e planeamento | Wedding planning: Cotton Dreams

E um amo-te para o meu marido e melhor amigo que me acompanha em cada aventura: Carlos Silvério

Genebra – Pâquis-Nations

Jonction

Neste nosso último dia em Genebra, com voo às 7 e meia da noite, tivemos ainda algumas horas para explorar outras partes da cidade. Depois de acordarmos um bocadinho mais tarde do que o esperado fomos almoçar à pizzaria “Harmonie” na zona Jonction. Esta zona é assim chamada – “Junção” – porque é aqui que se reúnem dois rios, o rio Ródano e o rio Arve.


Pâquis – Nations

Durante a tarde, apanhámos a camioneta para a zona de Pâquis-Nations, onde se encontra o Palácio das Nações, o museu Ariana, o museu Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e a estátua da Cadeira Partida. E foi aqui que tivemos de tomar decisões – afinal o que íamos ver?

Mal saímos da camioneta, vimos imediatamente a “Cadeira Partida” (Broken Chair), uma estátua de 12 metros de altura mesmo em frente ao Palácio das Nações. A estátua foi criada em 1997 pelo escultor Daniel Berset. O seu simbolismo é claro: oposição às minas terrestres e bombas de fragmentação, lembrando as vítimas das mesmas.

Tal como acontece em quase todos os sítios onde vamos, as pessoas fazem figura de ignorantes e tiram fotografias a rirem-se e a mostrar algum desrespeito à mensagem transmitida. Por exemplo neste caso, as pessoas colocam-se por baixo da perna partida da cadeira a rirem-se como idiotas, quando o que isso representa é a perda de membros (pernas e braços) das vítimas das minas terrestres e bombas de fragmentação.

Como neste dia o Palácio das Nações encontrava-se encerrado (está fechado aos fins-de-semana), decidimos ir ao Museu Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. O bilhete de entrada custa 15 euros por pessoa. Neste museu consegue-se saber mais sobre o trabalho humanitário desta organização e o seu papel na história mundial desde que foi criada em 1863, tal como testemunhos de pessoas que perderam familiares, as suas casas, as suas vidas em catástrofes de causas naturais e humanas.

Um dos destaques deste museu: o registo de prisioneiros entre 1914 e 1923 feito pela Agência Internacional, considerado Património Documental da Humanidade pela UNESCO.

Genebra – Fondue, Cerveja e Bolos

Bolos

Chegava o final da tarde de Sábado. Com a chegada da noite era tempo de nos dedicarmos à comida. Eu desde que conheci o meu marido que ouvi falar tantas vezes dos bolos da Migros, um supermercado onde os meus sogros costumavam comprar o Bolo Floresta Negra e o Mil Folhas quando ainda vivam em Genebra. Como tal, obviamente que estava curiosa em provar tais iguarias, já que me tinham assegurado que estes eram os melhores bolos que tinham comido na vida. Por outro lado, para continuar a expandir a nossa lista de cervejas, também queríamos ver se provávamos cerveja Suiça.

Por sorte mesmo ao pé do nosso hotel, na estação de comboios, havia não só uma Migros como também uma loja com uma grande selecção de bebidas alcoólicas. Ficámos nesta altura a saber que a Migros, mesmo sendo um supermercado, não vende álcool e mesmo nos outros supermercados comuns não é fácil encontrar tais bebidas.

Fomos então à Migros, isto por volta das 5 e meia da tarde para comprar os tais bolos. Só sei que o meu marido até me empurrou para cima de um homem entre a sua correria em direcção aos bolos. E não, não havia só um bolo. Comprámos assim o Mil-Folhas e 2 fatias do Bolo Floresta Negra. Afinal a mim pareceu-me ser demasiado comer em menos de 24 horas dois bolos enormes. E tinha razão, porque mesmo assim ainda se deixou um terço do Mil-Folhas no hotel. Quanto aos bolos, sim são bons confesso, mas não achei que fossem os melhores do mundo. No entanto, a cara de satisfação do meu marido contava uma história diferente. O bolo grande custou cerca de 12 francos e as duas fatias menos de 6 francos. Achei que para o tamanho dos bolos, o preço era bastante em conta.


Cerveja

Comprámos as cervejas na estação de Cornavin, tal como os bolos, numa loja com o nome de “Drinks of the World” (Bebidas do Mundo). Aqui existem muitas, mas muitas variedades de cerveja.

Nós como queríamos experimentar cerveja Suiça comprámos uma garrafa de Quöllfrisch e duas latas de Feldschlösschen. Tínhamos decidido comprar as bebidas nesta loja por estarmos convencidos que não íamos beber nem ao jantar nem sair à noite. Como estávamos enganados.


Jantar – Fondue

Confesso – era eu quem queria experimentar o Fondue. Já tinha ficado desapontada por não o ter experimentado em Paris por isso não queria deixar escapar outra oportunidade. Afinal quem não quer comer queijo derretido?

Pensámos em vários restaurantes onde ir jantar mas estes estavam completamente lotados. Como íamos jantar com alguém que mora em Genebra, acabou por ser essa pessoa a escolher e a marcar o restaurante. Jantámos no Café Vaudois que ficava a 2 minutos do nosso hotel. O ambiente era super descontraído e rústico, o que foi de encontro ao que queríamos depois daquele dia exaustivo. Pedimos o Fondue e para acompanhar acabámos por pedir cerveja. Afinal sempre íamos beber ao jantar. Eu gostei imenso, afinal adoro queijo, mas talvez como era a primeira vez que comia Fondue achei demasiado forte o sabor a álcool. Sim, nesse dia fiquei a saber que o Fondue não é só queijo derretido. É queijo derretido misturado com vinho. Realmente isso apanhou-me de surpresa. Contudo, não pensem que isso me impediu de mergulhar pedaços de pão naquela sopa de queijo.

Se quiserem experimentar um sítio diferente, um dos locais onde tínhamos pensado ir chama-se “Au petit chalet“, pois para além de a comida ser boa tem um ambiente muito acolhedor. A decoração interior representa a de um chalet típico das montanhas. Apesar de com muita pena minha não termos lá ido, das fotografias que vi este parece ser um sítio adorável. E aconselhado por pessoas que vivem em Genebra.

Para acabar o nosso dia, decidimos ir dar uma volta pela cidade. Passámos pela rua de Berne que é onde, pelos vistos, se encontra o Red Light District de Genebra e por várias outras ruas da cidade, todas elas iluminadas com luzes de Natal.

Acabámos na Rue du Marché, a rua mais comercial da cidade, onde se encontram as mais variadas lojas e onde fiquei a saber que as luzes de Natal em forma de flor representavam Edelweiss (Leontopodium alpinum), a flor nacional da Suiça.


La Makhno

Antes de voltarmos ao hotel ainda parámos neste bar, onde aproveitámos a atmosfera descontraída e alternativa. Experimentámos cerveja misturada com licor de laranja. Uma conexão de sabores deveras interessante.

Genebra – Do outro lado do Lago

A ponte que separa os dois lados da cidade chama-se Ponte do Monte-Branco (Mont-Blanc). O que é interessante sobre esta ponte não é o facto de ligar as duas maiores artérias da cidade ou ser a mais movimentada da cidade. Não. O que é interessante é o facto da passagem para peões ser uma ponte flutuante em aço. Sim, leram bem, flutuante. O meu marido achou imensa graça quando me assustei ao sentir a ponte tremer debaixo dos meus pés. Mesmo com uma bonita visão sobre a cidade, não fiquei fã dos balanços.

Jardin Anglais (Jardim Inglês)

É neste jardim que se encontra um dos mais famosos relógios de Genebra – um relógio feito de flores. Digo-vos que é muito difícil tirar uma fotografia sem ter ninguém à frente, quando aqui até há fila para tirar uma foto com o relógio. O jardim em si é um óptimo local para dar uma passeio e desfrutar da vista. Este jardim fica bastante perto do Jet d’Eau.


Vieille-Ville

A Vieille-Ville é a chamada “cidade velha de Genebra”, a parte histórica. Nesta zona visitámos a Catedral de São Pedro, a Praça de Bourg-de-Four, o Muro dos Reformadores, o Parque dos Bastiões e o Museu da Arte e História.

Comecemos pela Catedral de São Pedro (Cathédrale de Saint Pierre). A catedral foi construída entre 1150 e 1250 num estilo de transição entre o românico e gótico, centrada no ritual católico. Em 1535, durante a Reforma Protestante, a catedral tornou-se a principal igreja protestante da cidade.

A entrada é gratuita e é possível subir à torre norte de onde se tem uma vista brutal sobre a cidade e o lago. É de ter conta que a catedral está fechada às sextas-feiras.

Enquanto passeávamos por esta parte da cidade, apercebemos-nos que um grande evento decorria durante este fim-de-semana -a maratona “Course de l’Escalade“. Como podem imaginar, devido à corrida, muitas das ruas estavam cortadas ou de difícil passagem e a quantidade de pessoas que ali se encontravam eram mais que muitas. No entanto, não nos podemos queixar de falta de animação. Junto ao muro dos Reformadores encontravam-se várias  pessoas em aquecimento, onde havia muita música e animação. O monumento em si, o que tínhamos vindo efectivamente visitar, tem representado na sua parte central os quatro pioneiros da Reforma Protestante – Guilherme Farel, João Calvino, Teodoro de Beza e João Knox. Por baixo destas estátuas está gravado o símbolo ΙΗΣ  que significa “Jesus Homem e Salvador”. O muro dos Reformadores encontra-se no Parque dos Bastiões, que infelizmente não conseguimos visitar muito bem devido a ser ali o local onde terminava a maratona.

Já um bocado fartos da confusão, decidimos passar pela Praça de Bourg-de-Four e “escondermos-nos” no museu da História e Arte. A praça de Bourg-de-Four tem valor histórico por ser ali o centro da cidade velha. Um local pitoresco, ideal para tomar um café e apreciar a beleza encantadora daquela praça. Ainda antes de entrarmos no museu, demos um salto à Igreja Russa. Não chegámos a entrar porque era preciso 2 euros para a visitar e infelizmente não tínhamos dinheiro connosco que chegasse (mais uma vez, tragam dinheiro convosco) mas ficámos contentes por ao menos pudermos apreciar a beleza exterior do edifício.

Naquele dia no Museu de Arte e História a entrada era gratuita o que nos agradou bastante. Apesar de sabermos que a Suiça é um país caro, a nossa viagem estava a tornar-se do tipo “viagem low-cost a Genebra“. Este museu pertence ao grupo “Museus de Arte e História” formado por uma rede de 5 locais geograficamente próximos – o Museu de Arte e História, o Gabinete das Artes Gráficas, a Biblioteca de Arte e Arqueologia, Casa Tavel e o Museu Rath. Este grupo junta colecções multidisciplinares em particular nas áreas da pintura, escultura e objectos históricos. As colecções estão ligadas aos campos da Arqueologia, Artes Aplicadas e Belas Artes, cobrindo todo os períodos desde a pré-história até aos tempos actuais.


Parc de La Grange (Parque das Rosas)

Este parque é o maior espaço verde de toda a Genebra e um dos mais bonitos da cidade. O Parc de La Grange é mais conhecido pelo seu jardim de rosas. No entanto, nesta altura do ano as flores são escassas. Este foi um dos principais pontos para recordações, visto que como disse num post anterior, foi aqui onde o meu marido viveu durante os seus primeiros 10 anos, num apartamento bastante próximo a este parque. Mesmo sem rosas, este é um bonito lugar para passear.

Genebra – Até aos Banhos de Pâquis

Chegámos a Sábado, e depois de tomarmos o  pequeno-almoço no hotel chegava a altura de explorarmos a cidade. Apesar de puder ser considerada uma cidade grande, os locais que queríamos visitar naquele dia ficavam relativamente perto uns dos outros.

Basílica de Notre-Dame

A basílica ficava a 5 minutos do nosso hotel e foi por essa razão que começámos por aqui. A basílica é a principal igreja Católica em Genebra, um exemplo do estilo Gótico. O seu interior é potente especialmente por se encontrar acompanhado por lindíssimos vitrais.


Até aos Bains de Pâquis

Em seguida, seguimos em direcção do lago Léman, um dos locais mais turísticos da cidade. Mal chegámos perto do rio conseguimos ver de imediato o enorme jacto de água – Jet d’Eau. Este é um dos marcos mais importantes da cidade, sendo uma das fontes mais altas do mundo. A bomba lança 500 litros de água por segundo e atinge a altura máxima de 140 metros. Durante o Inverno, a fonte funciona desde as 10 da manhã até às 4 da tarde, devido às baixas temperaturas que se fazem sentir durante a noite (ponto de congelamento da água). Durante os meses mais quentes está a funcionar desde as 10 da manhã até ao o pôr do sol, que inclui um espectáculo de luzes entre as 10 e as 10 e meia da noite.

Depois das primeiras fotografias desta zona, fomos andando junto ao rio em direcção aos Bains de Pâquis (Banhos de Pâquis). Pelo caminho passámos pelo monumento de Brunswick, um mausoléu erguido a mando do testamento de Carlos II de Brunswick. Em frente, na Rotonde du Mont-Blanc (Rotunda do Monte-Branco) existem várias estátuas, entre elas uma erguida em memória à Imperatriz Elisabeth da Aústria que foi assassinada naquele local enquanto viajava, em segredo, por Genebra em 1898.

É nesta zona que se pode apanhar o barco (de salientar que é gratuito) até à outra margem.

Chegados aos Banhos de Pâquis, fomos até perto de um pequeno farol (Phare de Pâquis) e podem acreditar ou não, nesta zona havia pessoas a nadar. Sim! A nadar em Novembro com temperaturas próprias de Inverno. Pode-vos até parecer estranho mas passado um bocado, ao ver tanta gente na água, começas a ganhar uma vontade estranha de também o fazer. Não chegámos a isso, mas ficámos curiosos por saber teríamos coragem para tal.

Genebra – CERN e Hans Zimmer

CERN

Eu, de profissão sou Técnica de Análises Clínicas, Biomedical Scientist aqui em Inglaterra, e por isso alguém que sempre teve contacto com a ciência. Quando decidimos ir a Genebra o primeiro sítio que me saltou a ideia foi o CERN. Para quem não sabe, este é o maior laboratório de partículas do mundo, localizado na chamada “Organização Europeia para Pesquisa Nuclear“.

A entrada é grátis para quem quiser visitar o centro e o globo da Ciência e da Inovação (que se encontra mesmo ao lado). Aqui encontram-se várias explicações detalhadas sobre a origem e o funcionamento do mais potente acelerador de partículas incluindo um filme que tais factos ilustra. Expostas estão também as várias conquistas científicas que ocorreram neste mesmo local como é o caso do “Higgs boson”, talvez mais conhecida em Portugal como a “partícula de Deus”.

Para chegarmos aqui, desde o centro da cidade, apanhámos o Eléctrico cujo destino era exactamente o CERN. Demorámos cerca de 25 minutos a chegar e entre 1 hora e meia – 2 horas a visitar o centro e o globo.

Website: https://home.cern/


Hans Zimmer

O concerto estava marcado para as 7 e meia da noite no Arena Genève, que fica mesmo ao lado do aeroporto da cidade. Eu pessoalmente, não gostei muito do espaço, achei medíocre especialmente para este tipo de espectáculo que era. No entanto, o concerto em si foi espectacular. Haverá poucos concertos que conseguiam arrepiar a pele ou levantar os pêlos dos braços ou cabelos atrás do pescoço como este.

É deveras uma experiência muito especial. Se tiverem oportunidade, assistam ao vivo a um dos concertos dele e garanto-vos que não se arrependerão. Basta procurarem no google “Hans Zimmer tour” e encontrarão vários sites onde poderão adquirir bilhetes para o país e cidade que desejarem.

Início da música do filme “A Origem”

Jantar

Como não sabíamos a que horas terminaria o concerto, decidimos não marcar mesa em nenhum restaurante. Aproveitámos, no Arena Genève, as barraquinhas que vendiam cachorros quentes, e onde havia também waffles, kebabs e bebidas. Ainda estivemos vai não vai para ir aos kebabs mas infelizmente nessa barraquinha não aceitavam cartão. O que me leva à minha primeira sugestão – levem dinheiro convosco. Digo-vos isto não só pelos barraquinhas da comida mas também porque o meu marido trazia uma mala com a máquina fotográfica, o que não é permitido dentro do recinto, e teve que a deixar no bengaleiro e pagar 3 euros por isso.

Depois do concerto e de chegarmos já tarde ao hotel, não havia muita escolha para a nossa ceia. Porque o que ficava mais perto do hotel e encontrava-se ainda aberto àquela hora era o McDonald’s foi para lá que nos dirigimos. O McDonald’s da Suiça é considerado um dos mais caros do mundo e confere – nós gastámos 30 euros para duas pessoas. Mas para ser honesta, nós também quisemos experimentar os hambúrgueres que não se encontram à venda nos outros países e esses são os mais caros, como o McRaclette Bacon, que foi a nossa escolha e custava 13 euros. Para terem uma comparação o Big Mac menu custava cerca de 8 euros. Nós apesar de termos torcido o nariz ao preço tínhamos, talvez por isso mesmo, altas expectativas. Infelizmente não foram atingidas, a carne sabia ao mesmo que em qualquer outro McDonald e a cebola vinha cortado em pedaços ainda crua. Não era mau, simplesmente não nada de especial.

Suiça – Genebra

Razão da nossa viagem

A Última viagem de 2019 antes do Natal. Confesso que este destino nÃo foi escolhido pela cidade em si mas pelo concerto que se ia realizar em Genebra no último fim-de-semana de Novembro – Hans Zimmer.  Para quem não conhece Hans Zimmer, ele é um compositor alemão de músicas para filmes. Quem conhece a música do filme Inception (A Origem) de Leonardo Dicaprio sabe bem qual é a música de que falo. Mas para quem não conhece, nada que uma rápida pesquisa no Youtube não resolva. Havia já algum tempo que falávamos em ir ver a orquestra ao vivo e descobrimos que esta andava em digressão. É verdade que podíamos ter ido na quarta-feira antes ver o concerto a Londres, mas assim aproveitámos para tirar um fim-de-semana prolongado para passear.

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Orquestra no concerto de Hans Zimmer

A cidade de Genebra é conhecida muitas vezes em Portugal pela grande comunidade portuguesa que ali vive, e por ser a segunda maior cidade da Suiça. Perto da fronteira com a França, esta cidade encontra-se rodeada pelos Alpes Suíços, normalmente a razão para vir até esta zona do globo. Nós infelizmente devido ao tempo disponível não tivemos nem oportunidade de aproveitar as montanhas nem de visitar cidades pitorescas que ficam perto de Genebra como Lausanne e Montreux. São sempre viagens que ficam para uma próxima (como se já não tivesse uma lista extensa de sítios que quero visitar).

Genebra acabou por se revelar uma cidade tranquila e com um certo charme, mais ainda para o meu marido, já que esta foi a cidade onde ele viveu nos seus primeiros 8-10 anos de vida e onde nunca tinha regressado. Sim, talvez seja correcto dizer que este fim-de-semana foi uma recolher de memórias de infância. Tal como visitar familiares que ainda ali vivem e com quem não tem tanto contacto como ele gostaria.


Transportes Públicos

Aterrámos numa Sexta-feira ao início da tarde e como o concerto estava marcado para as 7 e meia, decidimos pôr as malas no hotel e aproveitar o tempo para fazer um rápido reconhecimento à cidade. Uma das boas surpresas que tivemos, foi ainda antes de sair do aeroporto. Nós tínhamos decidido viajar de transportes públicos não só do aeroporto para o hotel e vice-versa mas também para os diferentes locais que queríamos visitar. Não foi este o nosso espanto quando à saída do aeroporto encontrámos uma máquina de bilhetes para transportes públicos completamente gratuita. O bilhete tinha a validade de 80 minutos e com ele apanhámos assim o comboio para o hotel.

Tenho que salientar que a rede de transportes públicos em Genebra têm uma grande qualidade – existem várias escolhas, sempre a horas e se ficarem num hotel dentro da cidade, serão-vos dado bilhetes com viagens ilimitadas durante o tempo da vossa estadia.


 Hotel

O hotel onde ficámos chamava-se Hotel International & TerminusComo normalmente fazemos, marcámos o hotel através do website booking.com. Este hotel de 3 estrelas tem uma localização perfeita, encontra-se perto da estação de comboio Cornavin, de várias paragens de autocarros e de eléctrico, perto de vários supermercados, restaurantes e fica a 5 minutos do lago Léman. Como sempre, fizemos a marcação com o pequeno-almoço incluído, o que o meu marido achou fracote, eu achei razoável. Talvez não tivesse uma grande variedade mas era mais que suficiente. Aliás há que ter em conta que a Suiça é um país muito caro e que não pagamos muito pela nossa estadia, por isso acho que o serviço oferecidos pelo hotel, no geral, foi  dentro dos padrões esperados. Posso também adicionar que este hotel tem ginásio, mas que nunca lá pusemos os pés.


 

Agora que já falei um bocadinho das practicalidades da nossa viagem, vejam em seguida como correu.

Genebra – CERN e Hans Zimmer

Genebra – Até aos Banhos de Pâquis

Genebra – Do outro lado do Lago

Genebra – Fondue, Cerveja e Bolos

Genebra – Pâquis – Nations

Croquetes de Atum

Ingredientes

  • 1 cebola
  • 300 gr de atum em conserva
  • ½ Pimento verde ou vermelho
    -75 gr de manteiga
  • 3 colheres de sopa de farinha
  • Leite q.b.
  • Sal e pimenta q.b.
  • Salsa picada q.b.
  • 2 Ovos
  • Farinha e pão ralado q.b.
  • Azeite ou óleo para fritar

Preparação

Pique a cebola finamente e leve-a a lume brando com a manteiga. Adicione o pimento cortado em pedacinhos e deixe estufar. Junte depois o atum, previamente escorrido e esmigalhado com um garfo, misture bem e polvilhe com a farinha. Acrescente leite bem quente, aos poucos e vá mexendo até obter massa com a consistência necessária para poder enrolar os croquetes. Deixe a farinha cozer bem. Adicione salsa picada, rectifique de sal e deixe arrefecer. Forme os croquetes e passe-os por farinha, ovo e pão ralado.
Frite-os em azeite ou óleo bem quente. Escorra-os sobre papel absorvente e sirva-os com salada.