Genebra – Do outro lado do Lago

A ponte que separa os dois lados da cidade chama-se Ponte do Monte-Branco (Mont-Blanc). O que é interessante sobre esta ponte não é o facto de ligar as duas maiores artérias da cidade ou ser a mais movimentada da cidade. Não. O que é interessante é o facto da passagem para peões ser uma ponte flutuante em aço. Sim, leram bem, flutuante. O meu marido achou imensa graça quando me assustei ao sentir a ponte tremer debaixo dos meus pés. Mesmo com uma bonita visão sobre a cidade, não fiquei fã dos balanços.

Jardin Anglais (Jardim Inglês)

É neste jardim que se encontra um dos mais famosos relógios de Genebra – um relógio feito de flores. Digo-vos que é muito difícil tirar uma fotografia sem ter ninguém à frente, quando aqui até há fila para tirar uma foto com o relógio. O jardim em si é um óptimo local para dar uma passeio e desfrutar da vista. Este jardim fica bastante perto do Jet d’Eau.


Vieille-Ville

A Vieille-Ville é a chamada “cidade velha de Genebra”, a parte histórica. Nesta zona visitámos a Catedral de São Pedro, a Praça de Bourg-de-Four, o Muro dos Reformadores, o Parque dos Bastiões e o Museu da Arte e História.

Comecemos pela Catedral de São Pedro (Cathédrale de Saint Pierre). A catedral foi construída entre 1150 e 1250 num estilo de transição entre o românico e gótico, centrada no ritual católico. Em 1535, durante a Reforma Protestante, a catedral tornou-se a principal igreja protestante da cidade.

A entrada é gratuita e é possível subir à torre norte de onde se tem uma vista brutal sobre a cidade e o lago. É de ter conta que a catedral está fechada às sextas-feiras.

Enquanto passeávamos por esta parte da cidade, apercebemos-nos que um grande evento decorria durante este fim-de-semana -a maratona “Course de l’Escalade“. Como podem imaginar, devido à corrida, muitas das ruas estavam cortadas ou de difícil passagem e a quantidade de pessoas que ali se encontravam eram mais que muitas. No entanto, não nos podemos queixar de falta de animação. Junto ao muro dos Reformadores encontravam-se várias  pessoas em aquecimento, onde havia muita música e animação. O monumento em si, o que tínhamos vindo efectivamente visitar, tem representado na sua parte central os quatro pioneiros da Reforma Protestante – Guilherme Farel, João Calvino, Teodoro de Beza e João Knox. Por baixo destas estátuas está gravado o símbolo ΙΗΣ  que significa “Jesus Homem e Salvador”. O muro dos Reformadores encontra-se no Parque dos Bastiões, que infelizmente não conseguimos visitar muito bem devido a ser ali o local onde terminava a maratona.

Já um bocado fartos da confusão, decidimos passar pela Praça de Bourg-de-Four e “escondermos-nos” no museu da História e Arte. A praça de Bourg-de-Four tem valor histórico por ser ali o centro da cidade velha. Um local pitoresco, ideal para tomar um café e apreciar a beleza encantadora daquela praça. Ainda antes de entrarmos no museu, demos um salto à Igreja Russa. Não chegámos a entrar porque era preciso 2 euros para a visitar e infelizmente não tínhamos dinheiro connosco que chegasse (mais uma vez, tragam dinheiro convosco) mas ficámos contentes por ao menos pudermos apreciar a beleza exterior do edifício.

Naquele dia no Museu de Arte e História a entrada era gratuita o que nos agradou bastante. Apesar de sabermos que a Suiça é um país caro, a nossa viagem estava a tornar-se do tipo “viagem low-cost a Genebra“. Este museu pertence ao grupo “Museus de Arte e História” formado por uma rede de 5 locais geograficamente próximos – o Museu de Arte e História, o Gabinete das Artes Gráficas, a Biblioteca de Arte e Arqueologia, Casa Tavel e o Museu Rath. Este grupo junta colecções multidisciplinares em particular nas áreas da pintura, escultura e objectos históricos. As colecções estão ligadas aos campos da Arqueologia, Artes Aplicadas e Belas Artes, cobrindo todo os períodos desde a pré-história até aos tempos actuais.


Parc de La Grange (Parque das Rosas)

Este parque é o maior espaço verde de toda a Genebra e um dos mais bonitos da cidade. O Parc de La Grange é mais conhecido pelo seu jardim de rosas. No entanto, nesta altura do ano as flores são escassas. Este foi um dos principais pontos para recordações, visto que como disse num post anterior, foi aqui onde o meu marido viveu durante os seus primeiros 10 anos, num apartamento bastante próximo a este parque. Mesmo sem rosas, este é um bonito lugar para passear.

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