Explorando Barcelona: De A Vol A Vol ao Parc de la Ciutadella

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  1. A Vol A Vol
  2. Parc de la Ciutadella
    1. Arc de Triomf

Depois de visitarmos a La Sagrada Família e o Parc Güell chegava a hora de irmos para a parte sul da cidade perto do mar. Como não queríamos voltar a fazer o caminho de volta dentro de um autocarro sem espaço e meio aos tombos decidimos descer a rua até à estação de metro Afonso X e sair em Barceloneta. Afinal a descer o caminho já se fazia bem.

Por esta altura o pequeno-almoço já tinha sido há bastante tempo e estava na hora de irmos comer qualquer coisa. Ao contrário do que é hábito nosso escolhemos um sítio para uma refeição ligeira que não vende comida tradicional espanhola, mas sim italiana. O local chama-se A Vol A Vol e está muito bem avaliado na internet.

A Vol A Vol

Da estação de Barceloneta tivemos apenas de andar 10 minutos para chegar a este pequeno estabelecimento. E é bastante pequeno, mas felizmente conseguimos arranjar uma mesinha num canto já que não estava muita gente quando chegámos e a maior parte dos clientes vinha e ia com a comida na mão. As escolhas aqui variam entre fatias de diferentes pizzas e vários productos de pastelaria.

Primeiro começámos pelas fatias de pizza – escolhemos fatias da pizza margherita, pizza de prosciutto e funghi e pizza de mortadela com stracciatella e pistachio. O menu das pizzas está disponível na conta deles de instagram: https://www.instagram.com/avolavolbcn_.

Cada fatia de pizza (ou melhor cada quadrado) ficou entre 6.5 a 9 euros, dependendo do tipo de pizza. Acabámos por não resistir e também experimentámos os croissants – um recheado com creme de baunilha e outro com creme de pistachio. Ambos eram uma delícia e muito baratos – cada croissant custou 1.5 euros.

Productos de pastelaria doce do A Vol A Vol

Também pedimos uma espécie de biscoito porque pensámos que fosse frittelle, uns doces que experimentámos na nossa última viagem a Itália (ver aqui), mas apesar de bom não era o tal doce pelo qual nos tínhamos apaixonado em Veneza.

Parc de la Ciutadella

Depois da refeição como já passava das 6 e meia da tarde já não fomos à praia da Barceloneta, a praia mais famosa de Barcelona. Já agora menciono que também aqui fica o Museu da História da Catalunha. Nós não os visitámos durante esta viagem, mas sim em 2017 quando visitei Barcelona pela primeira vez (ver aqui).

Em vez da praia fomos para o Parc de la Ciutadella, onde àquela hora muitos aproveitavam para descansar ou passear. Nós fomos andando devagar pelos caminhos dentro do parque em direcção ao Arco do Triunfo. Espalhados por este parque há vários locais de interesse, tais como:

  • Jardim zoológico de Barcelona
  • Castell dels Tres Dragons (castelo dos três dragões)
  • Museu Centre Martorell d’Exposicions (museu da história natural)
  • Parlament de Catalunya (edíficio do parlamento catalão do século XVIII)
  • Cascada monumental (escadaria)
  • Hivernacle del Parc de la Ciutadella (estufa)
  • Umbracle del Parc de la Ciutadella (jardim botânico)

Pelo caminho fomos encontrando várias estátuas, tal como a estátua equestre do General Joan Prim, e vários artistas de rua como mostram os vídeos abaixo.

Arc de Triomf

Culminámos o nosso passeio com a chegada ao Arco do Triunfo, este com uma arquitectura bem diferente do seu homólogo em Paris. Este monumento de 30 metros de altura foi construído na segunda parte do século XIX pelo arquitecto Josep Vilaseca i Casanovas. O arco foi construído para funcionar como entrada para a Exposição Universal que decorreu em Barcelona em 1888, precisamente no parque da citadela. Exposição essa que foi um dos impulsionadores do movimento artístico, o modernismo, na cidade de Barcelona. Este arco de estilo neo-mudéjar, também conhecido por estilo neo-islâmico, marcou o início do modernismo na cidade.

Arc de Triomf

Os detalhes que se veem no arco têm o seu próprio simbolismo, como por exemplo o friso da parte do arco voltado para o centro da cidade que representa as boas-vindas de Barcelona às nações – não nos podemos esquecer que este arco foi construído como porta de entrada à Exposição Universal. Mesmo por cima do arco figuram os brasões das 49 províncias espanholas encontrando-se o brasão de Barcelona ao centro.

Antes de deixarmos Barcelona ainda tirámos uma fotografia todos juntos. Isto porque havia uma rapariga que estava a tirar fotografias e a imprimi-las em páginas a imitar jornais como se a nossa visita figurasse na primeira página de um jornal. Já tinha visto nas redes sociais a fazerem isso em Londres, mas parece que a práctica se espalhou por outros países. Cada cópia ficou apenas a 1 euro e além do mais é uma memória gira e original da nossa viagem.

Estátua equestre do General Joan Prim no Parc de la Ciutadella

Com o sol mesmo a desaparecer no horizonte fomos apanhar o metro à estação Barcelona-Arc de Triomf para depois apanhar o comboio em Barcelona-Sants de volta a Gavà. Como afinal a refeição no A Vol A Vol tinha sido mais substancial daquilo que esperávamos já só fomos petiscar muito depois de termos chegado ao nosso apartamento. Foi por que isso que apenas às 10 e meia da noite é que decidimos ir comer umas tapas ao restaurante La brasa 2022.

E por esta altura já tínhamos entrado nas últimas 24 horas da nossa viagem em Espanha. O resto fica para a próxima.

Parc Güell um feliz plano falhado

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  1. Plano inicial para o Parc Güell
  2. Do sonho da urbanização privada a parque público
  3. O percurso que fizemos pelo Parc Güell
  4. Património Mundial da UNESCO

No último post (ver aqui) ficámos na paragem de autocarro perto do Parc Güell. Chegámos à entrada do parque com 5 minutos de antecedência e foi aqui que nos disseram que a hora que estava nos bilhetes era a de entrada na Casa-Museu de Gaudí e que era para aí que nos devíamos dirigir imediatamente.

Caminho das Palmeiras

Com estas instrucçōes seguimos as tabuletas que indicavam o caminho e foi assim que o começo da nossa visita foi na casa onde Gaudí viveu com o seu pai e com a sua sobrinha desde 1906. De todos os locais que visitámos em Barcelona, este foi sem dúvida o local onde passámos mais tempo e mesmo assim não o vimos todo. Mas acho que vimos o suficiente para saber que este parque público não é um parque normal e que o contributo de Gaudí tornou este lugar de grande valor cultural e artístico.

Plano inicial para o Parc Güell

Eusebi Güell, um empresário catalão que fez a sua riqueza com a revolução industrial na Catalunha, deu o projecto do Parc Güell a Gaudí em 1900. Mas a relação entre os dois já vinha de anos vindouros, tendo começado em 1878 quando Güell viu uma vitrine que Gaudí criou para um vendedor de luvas, Esteve Comella, na Exibição Universal em Paris. A partir desta data houve vários projectos que levaram Güell a contractar Gaudí como colaborador o que deu a oportunidade a este de trabalhar com outros arquitectos como Joan Martorell i Montells e Francesc Berenguer. Um destes projectos foi a construção da casa da família Güell no centro de Barcelona, o Palau Güell em 1898. O Palau Güell para quem o queira visitar fica numa rua transversal à Las Ramblas do lado oposto da rua onde jantámos no dia anterior, o restaurante Colom.

Vista de Barcelona do roteiro da biodiversidade do Parc Güell

Eusebi Güell adquiriu o terreno de 12 hectares na Muntanya Pelada (montanha nua) com a intenção de construir aqui uma urbanização privada para famílias abastadas. Eusebi Güell terá pensado que aquela zona seria muito procurada uma vez que ficava no meio da montanha com vistas magníficas para o mar e para a cidade. O plano era de construir 60 lotes para 60 casas, mas no final apenas duas foram construídas.

Apesar do projecto não ter tido o sucesso pretendido o seu planeamento inicial requereu um especial cuidado devido ao tipo de terreno da propriedade. Gaudí construiu vários sistemas para recolher e armazenar água, tendo estes sido projectados com base nos sistemas rurais que o arquitecto tinha conhecido na sua infância. Também Gaudí não quis remover a flora local e apenas adicionou plantas mediterrâneas que não necessitassem de muita água. Estas escolhas e acções foram para proteger o solo da erosão causada pelas chuvas fortes do mediterrâneo e para que houvesse água suficiente para os habitantes da urbanização.

Viaduto do nível inferior

A construção do parque começou em 1900 e em 1907 já a praça principal (a que se deram os nomes de Teatro Grego e Praça da Natureza) recebia vários eventos. Em 1914 foi concluído o famoso banco que rodeia esta praça o qual é muito procurado hoje. Aliás aviso desde já que há uma grande competição para tirar fotografias neste longo banco. E como se sabe o que acontece neste tipo de sítios, o comportamento humano torna- se ridículo e até desrespeitoso. Afinal não precisamos de nos sentar ao colo de desconhecidos para tirar a fotografia de um certo ângulo. Enfim, problemas de primeiro mundo.

Teatro Grego também conhecido por Praça da Natureza

Como disse acima no final apenas duas casas foram construídas e a primeira foi a casa Trias quando o primeiro lote foi vendido em 1902 ao advogado Martí Trias i Demènech. Ao mesmo tempo que esta casa era construída pelo arquitecto Juli Batllevel também era construída a casa modelo (que hoje é a Casa-Museu) projectada pelo assistente de Gaudí, Francesc Berenguer. O objectivo desta casa era de incentivar a compra de lotes na propriedade. Como já disse, Gaudí mudou-se para aqui com a sua família em 1906. Também Güell e a sua família mudaram-se para o parque depois da casa Larrard ser remodelada em 1907.

Do sonho da urbanização privada a parque público

Em 1914 devido à falta de compradores o projecto tornou-se inviável. E a falta de interesse deveu-se a vários factores; a antigos e complexos arrendamentos enfitêuticos, a falta de um sistema de transportes apropriado e a exclusividade do empreendimento. A propriedade tornou-se então num grande jardim privado onde decorriam eventos públicos e o qual começou a atrair grande interesse turístico.

Depois de Güell morrer em 1918 a família doou o parque à Câmara Municipal que se tornou a sua oficial proprietária a 26 de maio de 1922. A casa onde a família Güell viveu tornou-se numa escola e a casa modelo foi aberta ao público em 1963.

Para além dos locais já mencionados outras zonas de interesse podem ser visitadas, tais como:

  • Viadutos (nos 3 níveis do parque)
  • Entrada e os pavilhões da guarita do porteiro (entrada sul)
  • Montanha das Três Cruzes
  • Jardins da Aústria
  • Caminho das Palmeiras
  • Escadaria do Dragão
  • Roteiro da Biodiversidade

O percurso que fizemos pelo Parc Güell

Mapa do Parc Güell disponível no website oficial: https://parkguell.barcelona/

Nós não entramos pela porta principal na zona sul do parque, mas antes pela entrada mais a norte ao pé da Casa-Museu (número 5 no mapa) e foi por esta casa que começamos a visita.

Descemos depois até ao Teatro Grego para nos sentarmos e apreciar a vista magnífica da cidade. Bastou alguns minutos ali para nos apercebemos da tal euforia desmedida para tirar a fotografia no ponto certo o que fez com que o civismo e o respeito pelo espaço pessoal fossem descartados. E foi por isso que não ficámos muito tempo aqui e subimos pelo roteiro da biodiversidade (ponto 2 no mapa). Chegámos ao ponto mais alto do parque (ponto 1 no mapa) onde se encontram as 3 cruzes. Nos planos iniciais para este parque aqui pretendia-se construir uma capela para os habitantes da urbanização, mas como tal não aconteceu as cruzes foram colocadas ali para marcar o local.

O pico mais alto do Parc Güell, a montanhas das três cruzes

Foi por trás deste local, agora voltados para as montanhas, que nos sentámos por um bom bocado nos bancos. Afinal parecendo que não o dia estava a ser longo. Interessante, mas longo. Deste ponto do parque conseguimos avistar Tibidabo onde se encontra o Templo do Sagrado Coração.

Depois das fotografias tiradas, conversa posta em dia e pés e pernas mais repousados começámos a dirigir-nos para a saída agora passando pela casa de Trias (ponto 4 no mapa). Pelo itinerário que fizemos fomos passando pelos viadutos construídos nos vários níveis da montanha, o que tornou o caminho ainda mais bonito.

Viaduto do nível médio do Parc Güell

Os bilhetes para o Parc Güell, sem a visita à Casa-Museu, custam 18 euros e com a Casa-Museu custam 24 euros por pessoa.

Para quem quer conhecer o Parc Güell sem sair do sofá, o melhor é mesmo aproveitar a tour virtual disponível em: https://parkguell.barcelona/visitavirtual/

Património Mundial da UNESCO

No Parc Güell acabava-se a nossa viagem pelas obras de arte de Gaudí. O resto da viagem seria passada a conhecer outros locais por Barcelona que não estavam associados a este grande arquitecto catalão. E sim, sem dúvidas que Gaudí foi um grande arquitecto, sendo 7 das suas construções parte do Património Mundial da UNESCO. Para além dos locais que visitámos nesta viagem – Casa Battlò, Casa Milà (La Pedrera), a fachada da natividade da La Sagrada Família e o Parc Güell – também outros edifícios de Gaudí constatam nesta lista, os quais são:

  • Palau Güell
  • Casa Vicens
  • Cripta da Colónia Guell

Todos estes locais podem ser visitados e certamente que valerá a pena incluí-los nos vossos itinerários.


No próximo post vamos passar à parte sul da cidade para acabar este dia fantástico.

La Sagrada Família, a basílica inacabada mais famosa de Barcelona

Índice neste post

  1. De manhã cedo em Gavà
  2. Visita à La Sagrada Família
    1. Chegada
    2. Aplicação da La Sagrada Família
    3. Fachada do Nascimento
    4. Interior
    5. Fachada da Paixão
    6. Fachada da Glória
  3. Chegar ao Parc Güell

Sábado, segundo dia em Espanha, o dia em que iríamos entrar nas primeiras 24 horas das 48 da nossa viagem. Acordámos cedo e às 8 e meia já estávamos a caminho para tomar o pequeno-almoço na pastelaria SANTAGLORIA Coffee & Bakery, da qual falei no primeiro post sobre Gavà. Esta pastelaria tinha aberto às 8 horas e quando chegámos, meia hora mais tarde, ainda estava vazia. Mas depois de nos sentarmos e de recebermos os nossos pedidos o movimento dentro do café começou rapidamente a aumentar.

Um dos pequenos-almoços no SANTAGLORIA Coffee & Bakery em Gavà

E foi assim que começámos propriamente o dia entre croissants, panquecas e muitos cafés. Pouco depois das 9 da manhã já descíamos a rua principal de Gavà em direcção à estação de comboio para irmos para Barcelona. Como já mencionei várias vezes, o comboio entre Gavà e Barcelona passa várias vezes por dia e por isso é que ficar em Gavà foi uma decisão que fizemos sem termos grandes dúvidas.

Chegada

A razão para acordarmos cedo foi porque tínhamos comprado os bilhetes com antecedência para visitar a La Sagrada Família com entrada marcada para as 11 da manhã. Os bilhetes vinham com um aviso que se não chegássemos a horas podíamos já não puder entrar. E vou deixar aqui a ressalva que se querem visitar este lugar é quase obrigatório comprarem os bilhetes antes de viajarem senão podem não conseguir arranjar bilhetes. Isso já eu tinha aprendido na primeira vez que tinha visitado Barcelona em 2017. Os bilhetes neste momento, em 2025, custam 26 euros por pessoa.

Interior da La Sagrada Família

Para chegar à La Sagrada Família de Gavà tivemos que apanhar o comboio e sair na estação Barcelona-Sants e depois apanhar o metro e sair na estação da Sagrada Família. Com medo de chegar tarde (aliás eu é que estava com medo, parte inerente da minha personalidade) acabámos por chegar cedo demais. Afinal chegámos nem eram 10 e meia e tivemos que esperar quase meia hora, uma vez que só nos deixavam entrar no minímo 10 minutos antes da hora marcada no bilhete. Aproveitámos este tempo para dar a volta a esta basílica para a ver o seu exterior de todos os lados.

Aplicação da La Sagrada Família

Uma das coisas que realmente recomendo a fazerem antes da vossa visita é o download da aplicação da La Sagrada Família e trazerem convosco fones – a informação como fazer o download vem com a compra dos bilhetes. Assim poderão ouvir calmamente o guia gratuito que está disponível através da aplicação com informações sobre cada parte da basílica incluindo o simbolismo dos diversos detalhes em cada parte que estão a visitar. Nós demorámos mais de 1 hora e meia a visitar a basílica, mas pode-se passar aqui muito mais tempo se quiserem ver cada detalhe com atenção.

Fachada do Nascimento

A visita à basílica começa de frente para a fachada do Nascimento, onde está representado o nascimento de Jesus. O que é importante ter em conta quando se visita a La Sagrada Família é que esta criação de Gaudí não é só para exaltar as formas da natureza, mas também da religião. Afinal nesta parte da sua vida, o arquitecto catalão era obcecado por ambas e isto reflecte-se em todas as partes desta basílica. A fachada do Nascimento é a exaltação da criação divina, de todos os seres vivos inseridos na natureza.

Nesta fachada há tantas detalhes e símbolos que foi por aqui que Gaudí começou a construir a basílica. Gaudí sabia que não viveria para ver a sua obra acabada e por isso começou por esta fachada, sendo ela uma das mais complexas do edifício deixando instrucções específicas para aqueles que o substituíram. Gaudí sabia que acabando ele esta fachada os seus sucessores conseguiriam seguir os seus planos de forma a construir o resto da basílica da forma como ele tinha a projectado.

Interior

Quando se entra para a basílica, no seu interior encontra-se um espaço amplo onde há uma simplicidade majestosa. Os corredores no interior da basílica formam uma cruz onde a entrada (fachada do Nascimento) e a saída (fachada da Paixão) são os braços mais curtos da cruz e a futura fachada da Glória a parte mais comprida. Gaudí queria aqui representar o interior de um bosque, um espaço onde se encoraja a espiritualidade e a elevação da alma e da oração.

As colunas que formam os troncos das árvores vão ficando mais altas à medida que avançamos para o altar. Mas o mais memorável são os muitos vitrais que dão cor às janelas à volta da basílica. Do lado da fachada do Nascimento, os vitrais são de várias tonalidades de azul e verde representando as cores da manhã. Do lado contrário, o da fachada da Paixão, as cores prominentes são os amarelos, laranjas e vermelhos, as cores do final do dia.

Fachada da Paixão

De volta ao exterior, agora do lado da saída, encontramos a fachada da Paixão. Nesta está representada os últimos dias de vida de Jesus incluindo a sua morte. Aqui Gaudí queria representar a realidade cruel e crua da morte e da dor, e por isso a arquitectura angulosa desta fachada contrasta não só fisicamente, mas também simbolicamente com a da fachada do Nascimento.

Fachada da Glória

La Sagrada Família ainda se encontra em construção o que nos é lembrado pela presença do permanente guindaste. É notável que esta basílica tenha vindo a ser construída por mais de 100 anos, desde 1891, quando Gaudí começou a construir a fachada do Nascimento, depois de ter ficado encarregue do projecto em 1883. A construção de uma basílica na cidade foi um projecto começado pelo arquitecto Francisco de Paula del Villar e desde 1914 até a sua morte em 1926, Gaudí trabalhou apenas neste projecto.

Quando visitei a basílica pela primeira vez em 2017 o final da La Sagrada Família era esperado para 2026, aquando dos 100 anos da morte de Gaudí. Entretanto o COVID-19 e outros factores levaram a uma alteração de planos e de momento não há uma data prevista para a finalização da construção da La Sagrada Família. Mas sabemos que a última parte a ser construída será a fachada da Glória, que ficará ao fundo de frente ao altar.

Interior da La Sagrada Família

Todos estes pormenores e mais detalhes estão disponíveis na aplicação, a qual recomendei acima, mas para quem não vai visitar a basílica e queira saber mais pode aceder a vários documentos sobre a construção da La Sagrada Família, as várias partes deste edifício tal como mais informações sobre Gaudí no website oficial: https://sagradafamilia.org/

O próximo local da nossa agenda era o Parc Güell, também ele uma obra de Gaudí. Como disse em outros posts sobre Barcelona, se nunca ouviram o nome de Antonio Gaudí, podem ter a certeza que ouvirão mais do que uma vez nesta cidade.

Parc Güell

Também para o Parc Güell é preciso, ou melhor é altamente recomendado, a compra atempada de bilhetes. Tínhamos marcado entrada para as 2 e meia e felizmente ainda tínhamos tempo até porque chegar ao Parc Güell da Sagrada Família não é tão fácil como se possa pensar. Pelo menos não era na hora em que queríamos ir. E o problema com o Parc Güell não é a distância mas sim o caminho que é sempre a subir se não se ficar numa estação de metro ou de autocarro perto do parque.

Como tínhamos tempo começamos a subir devagar a rua para depois apanharmos o autocarro que nos deixaria praticamente à porta do Parc Güell. Ainda pelo caminho, na Travessera de Gracìa, encontrámos uma espécie de concerto com música e pessoas a dançar e fizemos uma paragem rápida para uma bebida um pouco mais acima na rua, no Artesano Bistrò.

Bebidas no Artesano Bistrò

Acho que eles não gostaram muito que nos ficássemos apenas pela bebida, mas a próxima refeição estava marcada para mais tarde. Depois de um descanso na esplanada lá fomos apanhar o autocarro V19 na Pi i Margall. Contudo se os comboios estavam cheios nem sei bem o que dizer deste autocarro. Mas passado 15 minutos lá chegámos à nossa paragem e quase à hora marcada nos nossos bilhetes.

Deixarei para outro post a visita no Parc Güell assim como o resto do nosso dia. Afinal a mais famosa basílica de Barcelona, inacabada ou não, merece um lugar de destaque nesta viagem.

Empadão de peixe

Tempo de preparação: 1 hora e meia

6 porções

450Kcal/porção

Para o puré:

  • 1.5 Kg de batatas descascadas e cortadas aos cubinhos
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 100mL de leite meio-gordo
  • Sal e pimenta preta q.b.

Para o recheio:

  • 20mL de azeite
  • 1 cebola picada
  • 2 cenouras cortadas às fatias
  • 30gr de farinha
  • 500mL de leite meio-gordo
  • 180gr de espinafres
  • 1 colher de sopa de mostarda
  • 70gr de queijo ralado
  • Sumo de 1 limão
  • 1 limão cortado aos quartos
  • 340gr de mistura de peixes aos cubos (usámos mistura de salmão, polaca do Alasca e arinca fumada – pink salmon, alaska pollock and smoked haddock)
  • Sal, pimenta preta e alho em pó q.b.

Para acompanhamento:

  • 100gr de vegetais diversos cozidos (usámos mistura de bróculos, couve-flor e cenoura)

  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
  2. Primeiro lave as batatas cortadas aos cubinhos e leve-as ao lume num tacho com água temperada de sal.
  3. Quando a água começar a ferver reduça o lume para médio-baixo e coza as batatas por cerca de 15 minutos ou até as batatas estarem cozidas.
  4. Escorra a água da cozedura das batatas e com a ajuda de um garfo desfaça-as em puré.
  5. Leve o tacho novamente ao lume, adicione o leite e a manteiga ao puré de batata e tempere com sal e pimenta preta. Mexa até obter um puré de textura homogénea e cremosa.
  6. Rectifique os temperos e reserve.
  7. Entretanto, num segundo tacho leve o azeite com a cebola picada e a cenoura. Refogue a lume médio-baixo por 12 minutos mexendo ocasionalmente.
  8. Adicione a farinha e deixe-a cozer por 2 minutos até começar a ganhar cor.
  9. Em seguida vá juntando o leite aos poucos, misturando bem entre cada adição. Quando tiver adicionado o leite todo, deixe ferver por cerca de 3 a 4 minutos até o molho engrossar, mexendo sempre para não formar grumos.
  10. Tempere o molho com sal, alho em pó e pimenta preta. Misture e em seguida junte os espinafres envolvendo-os no molho até perderem o volume.
  11. Retire o tacho do lume e adicione a mostarda, 50gr de queijo ralado e o sumo de limão.
  12. Misture novamente e rectifique os temperos.
  13. Junte a mistura de peixe ao molho envolvendo cuidadosamente para não desfazer o peixe.
  14. Num tabuleiro que possa ir ao forno, coloque primeiro o molho com o peixe e por cima o puré de batata.
  15. Por cima do puré espalhe o restante queijo ralado e leve ao forno por 30 minutos até o queijo ganhar cor.
  16. Enquanto o empadão está no forno, coza os vegetais em água fervente temperada de sal.
  17. Sirva o empadão de peixe juntamente com os vegetais cozidos e com as fatias de limão.

Sugestões

  • Faça este prato com a mistura de peixes que mais gostar ou apenas com um tipo de peixe. Pode também fazer este prato com peixe e camarão ou delícias do mar.
  • Para acompanhamento pode substituir os vegetais cozidos por uma salada de alface e tomate.
  • Para fazer o puré ajuste a quantidade de leite para obter um puré com uma textura mais cremosa ou um puré mais consistente.

Ramblas, mercado e paella

Depois de visitar as casas de Gaudí no Passeig de Gracìa era altura de começarmos chegar-nps à zona do restaurante onde queríamos jantar naquele dia. Para isso começámos a descer a rua passando pela Praça da Catalunha, um local a fervilhar de gente mesmo no coração de Barcelona em direcção a outra rua bastante conhecida na cidade, La Rambla ou Las Ramblas.

Entrada principal para o mercado St Josep (La Boquería) pelas Las Ramblas

O uso do plural, Las Ramblas, é porque a rua consiste na verdade em 5 trechos, 5 ramblas, que seguem pela a rua abaixo. Las Ramblas liga a parte alta da cidade que parte da praça da Catalunha até ao passeio marítimo mais especificamente ao Mirante de Colom.


Breve história de Las Ramblas

Durante o Império Romano Las Ramblas não tinha o mesmo aspecto de hoje, até porque na altura esta rua era rodeada por dois ribeiros que transbordavam quando chovia inundando por completo a zona. Mas em alturas de pouca chuva esta era usada como local de passagem para viajantes e fazendeiros. No século XV, mais precisamente em 1440, foi construída a muralha do Raval o que fez com que o rio Malla, que chegava até às Las Ramblas, se desviasse colocando esta zona a descoberto. E pode-se dizer que esta foi a verdadeira origem das Las Ramblas. Com isto esta zona começou rapidamente a desenvolver-se e no século XIX era um dos locais predilectos de vários artistos na cidade.

Em 1888 foi construído o Monument a Colom (Monumento a Colombo) devido à Exposição Universal organizada em Barcelona nesse ano. Este monumento ainda existe e encontra-se na ponta sul (ao pé do mar) das Las Ramblas.

Hoje Las Ramblas é uma, senão a, rua mais visitada em Barcelona onde fica também o mercado de Sant Josep (São José) mais conhecido por La Boquería.


Mercado La Boquería

E foi a este mercado que fomos a seguir, e acreditem que é muito fácil ficar-se tentado a comprar alguma guloseira, seja ela doce ou salgada. E a tentação está por todo o lado, neste enorme mercado onde se encontra várias barraquinhas a vender enchidos, queijos, frutas, gomas, chocolates, empanadas, enfim frios, crus, cozidos e quentes todos juntos no mesmo espaço. E a preços bastante simpáticos para Barcelona.

Breve história de La Boquería

Os primeiros registros da existência de um mercado nesta zona da cidade remonta a 1217. Neles mencionam-se bancas temporárias que vendiam carne na praça de La Boquería, fazendo estas partes de um conjunto de vários mercados. Como disse acima por esta altura ainda havia o risco de inundação e por isso estas bancas eram montadas apenas quando era possível.

Entre 1701 e 1900 o mercado passou por várias mudanças. Por exemplo, em 1777 depois da demolição do arco do portal da Boquería que fazia parte do antigo muro das Las Ramblas, as bancas de carne mudaram-se para o passeio marítimo, que fica ao pé do mar, na ponta sul das Las Ramblas. Mais tarde já no século XIX o mercado foi mudado para o jardim do convento de St Josep e temporariamente em 1823 para o convento dos Carmelitas. Em 1827 quando foi publicado o primeiro regulamento para o mercado este já contava com mais de 200 bancas; 100 a vender carne fresca e curada, 48 a vender peixe e as restantes a vender produtos diversos.

A 28 de março de 1836 o mercado muda outra vez de localização desta vez para onde ficava o convento de St. Josep destruído depois do grande incêndio em 1835. Apesar de ser aqui a sua morada permanente até aos dias de hoje foi só em 19 de março de 1840 que se começa a construir o espaço do mercado propriamente dito seguindo o projecto de Josep Mas i Villa. Neste projecto o espaço central era para as várias bancadas enquanto que a peixaria ficaria numa outra localização, na praça de Sant Galdric. Mais tarde em 1911, também as bancas de peixe se mudam para o espaço central do mercado.

Em 1913 é colocado o arco à entrada que seguia o movimento artística da época, o modernismo e um ano mais tarde, em 1914, é colocada a cobertura metálica sobre o mercado.

Mais recentemente, mais precisamente desde 1985 várias remodelações e alterações têm acontecido de forma a manter este que é o mercado municipal mais antigo de Barcelona. Hoje em dia são aqui agendados vários eventos culturais, os quais podem ver no site oficial do mercado: https://www.boqueria.barcelona/home

Para além de poderem assistir a estes eventos é claro que também se aconselha a passear pelos vários corredores do mercado passando pelas várias bancas para se deixarem cair na tentação das iguarias espanholas.


Restaurante Colom

Para jantar queríamos um prato tradicional e nada é mais tradicional do que a famosa paella. Depois de uma pesquisa sobre onde comer a melhor paella escolhemos o restaurante Colom avaliado em 4.7 (em 5). Para chegar a este restaurante basta descer Las Ramblas e entrar por uma rua transveral a Carrer del Escudellers. Como os espanhóis normalmente jantam bastante tarde nós às 7 e pouco já estavámos a ir para o restaurante até porque o restaurante não aceita reservas. Mas mesmo a esta hora já havia uma fila enorme. Acho que não minto quando digo que estivemos uma hora na fila à espera da nossa vez mas finalmente entrámos. O interior do restaurante é bastante rústico com pinturas e objectos marinhos tal como o nome sugere. Afinal Cristovão Colombo (ou Colom, Colón, Columbus, como preferirem) teve um papel enorme nos descobrimentos tendo sido ele quem descobriu a América sob a armada Espanhola.

Para jantar pedimos 3 paellas, 1 de frango, uma mista (marisco e carne) e 1 vegetariana. As paellas eram enormes mas nós comemos tudo porque eram mesmo muito boas. E bastante baratas apesar de ter pensado que o preço do menu era por paella mas afinal era por pessoa. E por paella são duas pessoas, por isso acabou por ser o dobro do que pensava. Mas mesmo assim não foi caro, afinal por pessoa foi 9 euros e meio. E como disse a paella, melhor as paellas, eram muito boas incluindo a vegetariana.

Ainda pedimos sobremesa que eu acho que foi caro para o que era, duas bolas de gelado e chantilly por 5.50 euros, mas ainda recebemos de oferta um aperitivo no final da refeição quando souberam que era o aniversário de um de nós (ou se calhar fazem a todos e usaram isso para nos fazer sentir mais especiais, sem o ser).

Se acho que valeu a pena esperar uma hora? Penso que sim porque a comida era realmente boa, o atendimento rápido e simpático. No entanto quando estamos com pessoas mais velhas e depois de um dia desgastante já se começa a pensar duas vezes em nos metermos nestas aventuras. Mas apesar de tudo todos nós adorámos a paella e comeu-se bastante bem por um bom preço.

Depois deste bom jantar foi apanhar o metro e o autocarro de volta para Gavà. Porque afinal este dia estava prestes a acabar mas o próximo muito mais nos traría. Outro dia para explorar Barcelona e a sua arquitectura moldada pelo modernismo.

Kedgeree

Tempo de preparação: 45 minutos

4 porções

507 Kcal/porção

Ingredientes

  • 3 ovos
  • 440gr de filetes de peixe arinca fumado
  • 300mL de leite meio-gordo
  • 250gr de arroz
  • 100gr de mix de vegetais congelados que tenha na mistura ervilhas e milho
  • 30gr de manteiga
  • 1 cebola picada
  • 1 colher de sopa de alho em pó
  • 1 colher de sobremesa de gengibre em pó
  • 1 colher de sobremesa de açafrão em pó
  • 1 colher de sobremesa de caril em pó
  • 1 molhinho de coentros
  • 1 limão cortado em quartos
  • Sal, pimenta preta em pó e azeite q.b.

Preparação

  1. Num tacho coza os ovos em água fervente durante 6 minutos e meio. Passado o tempo de cozedura retire ovos e coloque-os em água fria.
  2. Quando os ovos tiverem arrefecido um pouco descasque-os e corte-os ao meio.
  3. Entretanto, num segundo tacho coloque os filetes de peixe e adicione o leite.
  4. Leve o tacho ao lume e quando o leite estiver a ferver, retire do lume e deixe o peixe arrefecer dentro do leite.
  5. Num outro tacho, aqueça um fio de azeite e adicione o arroz e a mistura de vegetais.
  6. Deixe fritar por 1 minuto.
  7. Em seguida, adicione água até tapar o arroz e os vegetais e tempere com sal e pimenta preta.
  8. Deixe o arroz cozer juntamente com os vegetais por cerca de 8 minutos em lume médio-baixo ou até o arroz estar cozido.
  9. Numa frigideira larga aqueça a manteiga juntamente com a cebola. Adicione uma pitada de sal, mexa e deixe refogar a cebola durante 12 minutos a lume baixo.
  10. Passado este tempo adicione o alho, o gengibre, o caril e o açafrão. Mexa e deixe fritar por 2 minutos.
  11. Entretanto, retire o peixe do leite e separe os filetes em bocados grandes.
  12. Junte o arroz e os vegetais à cebola com as especiarias e envolva bem.
  13. Adicione o peixe e metade dos coentros picados e envolva cuidadosamente ao arroz para não desfazer o peixe.
  14. Sirva o arroz e o peixe juntamente com os ovos, o limão e os restantes coentros picados.

Sugestões

Substitua o peixe arinca por outro tipo de peixe branco ou até salmão. No entanto, aconselha-se a que o peixe seja fumado.

Barcelona, uma cidade moldada pelo modernismo

Índice nesta página:

  1. Arquitectura modernista em Barcelona
    1. Antonio Gaudí, arquitecto modernista
      1. Quem era Antonio Gaudí?
  2. Casa Batlló
    1. Interior da casa Batlló
    2. Fachada da Casa Batlló
      1. Manzana de la Discordia
      2. A lenda associada à Casa Batlló
  3. La Pedrera ou Casa Milà

Arquitectura modernista em Barcelona

A Barcelona que conhecemos hoje foi moldada pelo modernismo, um movimento artístico que apareceu na Europa nos finais do século XIX, e se estendeu rapidamente pelos vários países. Actualmente, grande parte dos locais turísticos em Barcelona são exemplos de edifícios e monumentos criados seguindo este tipo de arquitectura. E isso deveu-se também à competição entre arquitectos modernistas promovida pelos prémios urbanos dados pela câmara municipal. Muitos destes edifícios, agora considerados como obras de arte, foram construídos no Passeig de Gracìa a rua que se tornou a espinha dorsal de Barcelona, onde todas as famílias com poder e estatuto na sociedade se queriam estabelecer. Este focos no Passeig de Gracìa resultou do Plano Cerdà, ambicioso projecto urbano aprovado em 1860 para elevar a cidade Barcelona cultural e artisticamente.

Park Güell, criação de Antonio Gaudí

O aparecimento e destaque do modernismo em Barcelona de forma tão prominente deveu-se a uma junção de vários aspectos históricos da época como a primeira Exposição Universal organizada em Barcelona em 1888, que foi um dos grandes motores para a construção de magníficos edifícios, a Revolução Industrial e o ‘Desastre del 98’ altura em que Espanha perde as suas últimas colónias como Cuba, Puerto Rico e Filipinas. Foi durante este período que muitos espanhóis que tinham emigrado para a América em busca de riqueza agora regressavam com vontade de fazer mudanças no seu próprio país. Por último, como factor condutor do modernismo podemos mencionar o movimento da Renaixença (Renascença em português), um movimento que exaltava os valores catalães. Este movimento mudou o pensamento geral na burguesia que se virou para a cultura, arte e arquitectura associado a um forte sentimento nacionalista.

Antonio Gaudí, arquitecto modernista

Um dos grandes arquitectos que tiveram um impacto enorme na cidade de Barcelona foi Antonio Gaudí. Mesmo que nunca se tenha ouvido este nome, certamente que o ouvirá mais do que uma vez quando se explora Barcelona. Aliás grande parte das atracções mais procuradas em Barcelona são criações de Gaudí (e com boa razão de ser). Entre elas conta-se La Pedrera (ou Casa Milà) e a Casa Batlló, que são o foco deste post, o Parc Güell e talvez a mais conhecida a inacabada La Sagrada Família. Nós visitámos estes dois últimos locais no dia seguinte e por isso falarei deles mais à frente.

Quem era Antonio Gaudí?

Antonio Gaudí nasceu a 25 de junho de 1852 numa província em Espanha e desde muito cedo que começou a ajudar no negócio de família na produção de caldeiras. Isto deu-lhe uma enorme percepção sobre espaço e volume que mais tarde aplicou nas suas obras. Desde muito novo que Gaudí tinha um fascínio pela natureza e pelas suas formas, o que se tornou o centro das suas criações. Não numa tentativa de imitar a natureza, mas de a celebrar de uma forma equilibrada e deveras fascinante. Alguns desses exemplos podem ser encontrados na Casa Batlló como os motivos marinhos e lareira em forma de cogumelo, que podem ver nas fotografias abaixo.

Em 1870 Gaudí muda-se para Barcelona para se formar em arquitectura, o que faz com sucesso em 1878. Foi a partir daqui que Gaudí começou o seu grande legado artístico. Mas apesar de aos longos dos anos a sua notoriedade ser cada vez maior, Gaudí com o tempo começou a isolar-se da sociedade. Ao contrário do Gaudí que durante a sua juventude frequentava vários eventos sociais tais como teatros, concertos e tertúlias, Gaudí começou-se a distanciar da sua vida social enquanto o seu fascínio em relação à religião e ao místico se tornava cada vez mais obsessivo.

Antonio Gaudí morre a 10 de Junho de 1926, atropelado por um eléctrico, enquanto caminhava em direcção à La Sagrada Família, projecto onde na altura punha todo o seu esforço. Inicialmente Gaudí não foi reconhecido devido ao seu aspecto descuidado e falta de documentação. A sua identidade foi descoberta já no Hospital de la Santa Cruz por um padre que trabalhava na La Sagrada Família. O enterro de Gaudí decorreu dois dias mais tarde na La Sagrada Família, e é aqui onde o seu corpo ainda hoje permanece.


Casa Batlló

Nós tínhamos escolhido os Los Tortìllez (ver post anterior) exactamente devido à sua proximidade ao Passeig de Gracìa. E foi por isso que depois da nossa refeição rapidamente chegámos à entrada da Casa Batlló. Como não tínhamos a certeza das horas em que estaríamos prontos para visitar a casa não tínhamos marcado os bilhetes com antecedência. Mas felizmente isso não foi um problema. Quando chegámos conseguimos marcar bilhetes para entrar dali a 15 minutos. O bilhete para a visita custou-nos 29 euros por pessoa.

A Casa Batlló fica no número 43 do Passeig de Gracìa no entanto este não é o edifício original. O primeiro edifício foi construído em 1877 numa altura em que ainda não havia electricidade na cidade. Em 1903 o edifício foi adquirido por Josep Batlló y Casanovas, um industrialista têxtil com várias fábricas espalhadas por Barcelona e um empresário de poder. E claro está, tal como ditava as regras da sociedade da altura, Passeig de Gracìa era a rua onde morar se se queria marcar a sua posição social. Josep Batlló contratou Antonio Gaudí em 1904 e deu-lhe ‘cartão verde’ para transformar por completo o edifício. Na sua ideia original, Josep queria que o edifício fosse deitado abaixo e re-construído de novo, mas Gaudí conseguiu evitar que isso acontecesse. Apesar de claro a transformação do edifício tê-lo tornado numa obra de arte que desde 2005 é considerado Património Mundial pela UNESCO.

Interior da casa Batlló

Primeiro vou falar da nossa visita à zona interior da casa e depois da fachada exterior que é indubitavelmente a parte mais conhecida do edifício.

Tal como disse acima a natureza tinha um papel central nas obras de Gaudí e aqui o é demonstrado. A entrada simples da casa pretende que o visitante se sinta debaixo de água com clarabóias que lembram carapaças de tartaruga. Esta sala termina numa escadaria que leva ao piso principal.

Aqui, primeiro passa-se por um espaço onde se encontra uma lareira em forma de cogumelo, espaço esse que fazia de escritório de Josep Batlló. Em seguida o visitante entra para a sala principal onde uma grande janela panorâmica com padrões marinhos tem um papel de grande relevância. Esta janela é talvez uma das partes mais conhecidas da casa.

Janela panorâmica do piso principal com padrões marinhos

Enquanto se sobe pelos vários andares do edifício começamos a notar pequenos pormenores que permitem o equilíbrio de luz e de ventilação nos vários pontos da casa. Por exemplo, note-se que os azulejos azuis vão escurecendo à medida que se vai subindo e as janelas ficando mais pequenas. Isto foi assim construído com o intuito de equilibrar a quantidade de luz que cada piso recebe. É importante aqui lembrar que esta era uma casa familiar e por isso tinha de ser funcional, o que era aliás uma das premissas deste projecto.

No último andar, a zona dos criados, encontramos uma simplicidade que se destaca dos outros pisos com vários arcos simples pintados de branco. Há quem acredite que estes arcos representam os ossos da caixa torácica de um animal.

No terraço superior para além da privilegiada vista sobre os vários edifícios da cidade, encontramos como principal construção as 4 chaminés policromadas projectadas de forma a evitar que o ar voltasse para dentro do edifício (imagens abaixo).

Quando descemos as escadas, depois da visita ao terraço superior, entrámos dentro de uma espécie de sala espelhada. As portas fecharam-se e pudemos assim experienciar um show de luzes e de imagens feitas a computador com as várias obras de Gaudí. Sem dúvida uma das experiências mais marcantes desta visita.

Durante a subida pelos vários andares um dos locais que não pudemos visitar por se encontrar em trabalhos de conservação e restauro foi o pátio.

Fachada da Casa Batlló

A fachada única da Casa Batlló representa Gaudí na sua imaginação livre inspirada pelos padrões e vida marinha.

Manzana de la Discordia

A fachada exterior é algo que não se deve perder numa visita a Barcelona. Entendo se não quiserem ou não estiverem interessados em visitar o interior da casa, mas o exterior merece ser contemplado.

Aliás, devido às competições organizadas pela câmara municipal de Barcelona, a casa Batlló faz parte de uma fachada de 5 edifícios todos eles exemplos do modernismo, todos eles criados por arquitectos da época. Este conjunto de edifícios é chamado de Manzana de la Discordia (o quarteirão da discórdia). Os edifícios são:

  • Casa Batlló de Antonio Gaudí – Número 43
  • Casa Amatller de Josep Puig i Cadafalch – Número 41
  • Casa Josefina Bonet de Marcel-li Coquillat – Número 39
  • Casa Mulleras de Enric Sagnier – Número 37
  • Casa Lléo Morera de Luís Domènech i Montaner – Número 35

Quando olharem para Casa Batlló não deixem de reparar na arquitectura dos outros edifícios daquela fachada.

A lenda associada à Casa Batlló

Apesar de Gaudí nunca ter mencionado tal facto há a crença popular que a fachada da Casa Batlló se baseia na lenda de Sant Jordi, o santo padroeiro da Catalunha. De uma forma muito simplificada a lenda conta que Sant Jordi matou o dragão com a sua espada para salvar a princesa e o povo da ira do animal.

Com base nesta interpretação, a coluna no topo do edifício simboliza a espada de Saint Jordi que está espetada no dorso do dragão, representado pelas várias escamas coloridas. Adicionalmente diz-se que as colunas que se encontram mais abaixo e tem aparência de ossos são homenagens às vítimas do dragão.

É justamente esta conexão entre a Casa Batlló e a lenda que ao longo da história a casa foi também conhecida como a casa dos ossos ou a casa do dragão.

Para saber mais sobre a Casa Batlló e a sua história vejam o website oficial: https://www.casabatllo.es/en/


La Pedrera ou Casa Milà

Outro edifício projectado e construído por Gaudì, também ele no Passeig de Gracìa, é a La Pedrera, também conhecido por Casa Milà. La Pedrera devido à sua face exterior que lembra uma pedreira a descoberto enquanto que Casa Milà é devido ao nome dos donos que adquiram a propriedade e quem contractou Gaudì, Pere Milà e Roser Segimon. Este edifício foi construído depois da Casa Batlló; a Casa Batlló foi construída entre 1904 e 1906, a La Pedrera foi construída entre 1906 e 1912.

Os bilhetes para visitar La Pedrera, tal como para visitar a Casa Batlló, custam 29 euros e por isso tínhamos decidido que íamos apenas visitar uma delas. A nós pareceu-nos que o interior da Casa Batlló era mais interessante apesar da história da Casa Milà ser bastante mais atribulada.

Fachada exterior de La Pedrera

Quando compraram a propriedade o objectivo do casal Milà era de viver no primeiro piso e de alugar os restantes quartos. O projecto começou em 1906, no entanto o processo não foi de todo sem contratempos já que Gaudí alterava constantemente o projecto incluindo o aspecto e a estrutura do edifício. Estas alterações frequentes, por um lado fez com que a construção do edifício tivesse um valor financeiro muito acima da estimativa orçamental prevista. Por outro lado, Gaudí borrifou-se (para não dizer pior) para os regulamentos da câmara municipal e construiu um edifício onde o volume do sótão e do terraço superior eram ilegais. Para mais um dos pilares da fachada acabou por ocupar parte do passeio do Passeig de Gracìa, sendo este outro incumprimento dos regulamentes municipais.

Claro que hoje em dia o edifício que ali se ergue é a prova que o incumprimento não levou a alterações da construção, mas isto porque o edifício foi certificado como o de ter um valor cultural e por isso não ter que se submeter às regras da câmara. Mas isto não ficou concluído sem que o casal Milà pagasse uma multa de 100.000 pesetas para legalizar a construção.

Como devem calcular tudo isto deu aso a várias discussões entre Gaudí e os donos da Casa Milà num confronto que acabou por chegar aos tribunais. Para além de ser assunto muito falado na sociedade. Como Gaudí ganhou o processo o casal teve que hipotecar a Casa Milà para pagar 105.000 pesetas ao arquitecto catalão que doou o dinheiro a um convento de freiras.

Mais impressionante ainda é que só quando Gaudí morreu, Roser Sigmon alterou toda a decoração do seu apartamento removendo as mobílias e os tectos falsos escolhidos por Gaudí, uma vez que nunca tinha gostado da decoração.

Seria de esperar que depois de tantas querelas entre o casal Milà e Gaudí incluindo ter de pagar uma multa de 100.000 pesetas, ao menos o apartamento fosse ao gosto do casal. O facto de Roser ter esperado que Gaudí morresse para o fazer mostra o nível de respeito que a sociedade tinha para com Gaudí.

Para saber mais sobre a Casa Milà e a sua história vejam o website oficial: https://www.lapedrera.com/


Próximo post: o famoso mercado La Boquería e onde comer a melhor paelha de Barcelona

Omelete de vegetais e queijo de cabra

Tempo de preparação: 30 minutos

3 porções

450Kcal/porção

Ingredientes

  • 3 alho-francês (parte branca) cortados em meias luas finamente
  • 2 cebolas cortadas em meia lua
  • 150gr de espinafres congelados
  • 300gr de cogumelos congelados
  • 2 colheres de sopa de sumo de limão
  • 12 ovos
  • 40gr de queijo de cabra
  • 8 colheres de sopa de azeite
  • Nozes picadas grosseiramente q.b.
  • Sal, alho em pó e pimenta preta q.b.

Preparação

  1. Numa frigideira antiaderente aqueça duas colheres de sopa de azeite e refogue a cebola e o alho-francês durante 5 minutos mexendo ocasionalmente.
  2. Adicione os cogumelos à frigideira e tempere de sal e pimenta preta. Mexa e deixe cozinhar por mais dois minutos.
  3. Passado este tempo junte os espinafres, tempere com alho em pó e junte o sumo de limão.
  4. Mexa, tape a frigideira, e deixe cozinhar durante 10 minutos a lume baixo. Mexa ocasionalmente.
  5. Quando faltar dois minutos para terminar o tempo de cozedura destape a frigideira.
  6. Rectifique os temperos e reserve.
  7. Numa tigela bata 4 ovos com uma vara de arames.
  8. Tempere os ovos de sal e pimenta preta.
  9. Numa segunda frigideira antiaderente, aqueça duas colheres de sopa e junte os ovos cobrindo o fundo da frigideira por completo.
  10. Deixe os ovos cozer por 1 minuto a lume baixo sem deixar queimar.
  11. Espalhe por cima dos ovos 1/3 da mistura de vegetais de um dos lados e 1/3 do queijo de cabra cortado em cubinhos do outro lado.
  12. Deixe a omelete cozinhar por 3-4 minutos a lume baixo tendo o cuidado de não queimar a base da omelete.
  13. Quando os ovos estiverem quase cozidos enrole uma parte da omelete com a ajuda de uma espátula.
  14. Retire a omelete para um prato e por cima espalhe nozes picadas.
  15. Repita o processo (a partir do passo 7) por mais duas vezes para preparar mais duas omeletes.

Sugestões

  • Adicione diferentes vegetais consoante a sua preferência, por exemplo ervilhas ou cenouras cortadas aos cubinhos.
  • Se não gostar do sabor do queijo de cabra, substitua o queijo por outro tipo.
  • Se quiser pode fazer as omeletes mais pequenas; em vez de fazer 3 omeletes cada com 4 ovos faça 4 omeletes cada com 3 ovos

Onde comer a famosa tortilha em Barcelona

Começam aqui as nossas 48 horas em Barcelona, de sexta-feira à tarde até domingo à tarde. Como disse no último post (ver aqui) ficámos hospedados em Gàva, uma cidade a cerca de 30 minutos de Barcelona, onde os preços de acomodação eram muito mais agradáveis à carteira. Pelo menos às nossas.

Parc Güell

Depois de deixarmos as malas no apartamento Dolce Gava fomos apanhar o comboio. O comboio que faz a ligação entre Gàva e Barcelona passa de 20 em 20 minutos e normalmente chega a horas. Mas preparem-se que nós apanhámos sempre o comboio a abarrotar. A que hora fosse! A sorte foi mesmo a viagem ser rápida.

Los Tortíllez

Como chegar

A primeira coisa que queríamos fazer era ir comer qualquer coisa já a poder ser considerado como um almoço tardio. E começámos por um dos pratos mais conhecidos em Espanha, as famosas tortilhas de batata. Para chegarmos ao lugar escolhido saímos na estação de comboio Passeig de Gràcia que dá acesso a uma das ruas mais importantes da cidade e andámos cerca de 10 minutos até ao restaurante Los Tortíllez. Quando chegámos, por volta das duas da tarde, o restaurante encontrava-se bastante cheio e ainda tivemos que esperar um bocadinho até termos uma mesa livre. Mas também enquanto se esperava aproveitou-se para decidir o que iríamos pedir, porque a escolha era (e é) imensa.

História

Quando nos sentámos na nossa mesa que ficava num cantinho e começámos a olhar com atenção para a decoração do restaurante, percebemos pelas muitas fotografias de família espalhadas pelas paredes que aquele restaurante tinha história. História de uma família que desde 1982 oferece a oportunidade a muitos de conhecer a famosa iguaria espanhola.

Tortilha com sobrasada ibérica, queijo e mel

Para quem não conhece, a tortilha espanhola, não confundir com a tortilha mexicana, é um prato que tem o seu papel enraizado na cultura de país. Pensa-se que este prato é oriundo da região da Extremadura e confeccionado desde 1798 (século XVIII). Apesar de actualmente este prato ser preparado de imensas maneiras, a sua base é bastante simples, batatas e ovos. E tal como acontece com estes tipo de pratos as suas raízes vêm de famílias ou comunidades mais pobres que tentavam fazer o melhor possível com os ingredientes que tinham à mão. E por isso quando comerem as tortilhas espanholas lembrem-se que apesar de não parecer este prato tem origens bastante humildes.

As nossas tortilhas

Agora em relação à nossa experiência no Los Tortíllez; como o menu inclui outros pratos tradicionais pedimos como entrada o famoso pão com tomate regado com azeite como manda a tradição. Como disse acima, o menu das tortilhas é bastante extenso e o difícil é escolher uma. Há desde tortilhas simples, com ou sem cebola, até tortilhas com bacalhau, calamares, queijos e carnes fumadas. Para provar o que digo basta darem uma olhadela à carta que está disponível no website oficial: https://www.lostortillez.com/carta/. Apesar de não ter visto no menu eu acho que cada uma destas tortilhas se relaciona com um membro da família – mas isto é apenas uma suposição da minha parte.

Nós depois de bastante indecisão escolhemos as seguintes:

  • Abuela Tortíllez – tortilha simples com cebola
  • Aitor Tortíllez – tortilha com bacalhau, tomate, salsa e alho
  • Tomeu Tortíllez – tortilha com sobrasada ibérica (enchido típico espanhol), queijo e mel
  • Guadalupe Tortíllez – tortilha com bacon, jalapeños e queijo

Quando pedimos as tortilhas perguntaram como as queríamos, isto se bem passadas ou mal passadas. Quem escolheu as tortilhas de bacalhau pediu bem passadas, enquanto os restantes pediram mal passadas. Da minha tortilha, a Tomeu, posso dizer que gostei imenso. Também cheguei a experimentar a de bacalhau e concordo com a opinião geral, a de que faltava um bocadinho de sal. A minha não teve esse problema porque o enchido, a tal sobrasada ibérica, dava o sabor salgado que precisava. Tal como a Guadalupe com o bacon.

O atendimento foi super-rápido e as empregadas foram bastante atenciosas. Como hoje era o dia de aniversário da minha mãe pedi às escondidas se podiam por uma velinha na tortilha dela. E não foi que o fizeram? Nada como cantar os parabéns meio em espanhol meio em portunhol para o embaraço ser maior. Mas fiquei muito agradecida pela atenção especialmente estando o local a abarrotar com clientes. Aliás o ambiente até chegou a estar tenso quando vimos duas das empregadas a refilar uma com a outra. Não que isso afectasse ou mudasse a nossa opinião ou a nossa experiência.

Como já devem ter percebido este é um dos locais que recomendo a visitarem, para além de provarem boas tortilhas a refeição ficar-vos-á bastante económica para os preços da cidade.

Vejam mais sobre Los Tortíllez em: https://www.lostortillez.com/

Cogumelos com pesto e puré de feijão

Tempo de preparação: 20 minutos

2 porções

298Kcal/porção

  • 1 lata de feijão manteiga
  • 250gr de cogumelos grandes
  • 3 colheres de sopa de pesto verde
  • 150gr de espinafres congelados
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 6 colheres de sopa de azeite
  • Sal, pimenta preta e alho em pó q.b.

  1. Num tacho coloque a lata de feijão juntamente com o líquido da conserva.
  2. Deixe ferver durante 4 minutos a lume baixo.
  3. Passado o tempo, retire o tacho do lume e escorra metade do liquído.
  4. Coloque o feijão e o restante líquido de conserva num copo de plástico. Com a ajuda de uma varinha mágica, desfaça o feijão até obter um puré.
  5. Tempere o puré com sal e pimenta preta em pó e envolva os temperos no puré.
  6. Adicione também uma colher de sopa de manteiga e misture até a manteiga estar completamente derretida e envolvida no puré. Reserve.
  7. Numa frigideira antiaderente aqueça duas colheres de sopa de azeite e uma colher de sopa de manteiga.
  8. Quando o azeite estiver quente coloque os cogumelos e tempere-os de sal e alho em pó. Deixe fritar cada lado de cada cogumelo por cerca de 4 minutos.
  9. Depois de fritos retire os cogumelos para um prato e reserve.
  10. Numa segunda frigideira aqueça duas colheres de sopa de azeite.
  11. Junte os espinafres, temper-os de de sal e alho em pó e deixe fritar por cerca de 5 minutos, mexendo ocasionalmente.
  12. Entretanto, numa tigela misture três colheres de sopa de pesto e duas colheres de azeite.
  13. Em dois pratos espalhe o puré de feijão e por cima coloque os cogumelos.
  14. Decore o prato com os espinafres salteados e com o pesto.