Road trip pela Irlanda – Dublin & Wicklow National Park

1ª Paragem – Dublin

A – Voar para o aeroporto de Dublin. Para chegar ao centro da cidade do aeroporto basta apanhar o autocarro 700 ou o 747.

B – Fazer o check-in no hotel Riu Plaza The Gresham Dublin

C – Visitar o famoso Trinity College e ter oportunidade única de ver o livro de Kells

D – Visitar a estátua de Molly Malone

E – Almoçar no Boojum

F – Visitar a imponente Catedral de Cristo

G – Visitar a tão conhecida Guiness Guesthouse. Não só ficarão a conhecer como a famosa cerveja é feita como ainda terão a oportunidade de a saborear com uma vista de 360º sobre a cidade

F – Entrar no mais famoso pub de Dublin, o Temple Bar

G – Atravessar a bonita ponte Ha’penny

H – Jantar num dos muitos restaurantes da O’Connell Street

J – Acabar a noite no Temple Bar ou no bar do hotel Riu Plaza The Gresham Dublin



2ª Paragem – Wicklow National Park

A – De manhã visitar a cidade de Dublin. Começar pelo Spire of Dublin no O’Connell Street

B – Logo ao lado visitar a estátua de James Joyce – escritor, poeta, professor, romancista e crítico literário Irlandês

C – Passear pela rua mais comercial da cidade, Grafton Street

D – Passear pelo parque de St. Stephen Green. Se o tempo assim o deixar este é um óptimo local para um piquenique

E – Visitar a catedral de St. Patrício. Em seguida ir buscar o carro alugado para a road trip numa das agências presentes na cidade de Dublin

F – Visitar o cemitério militar de Glencoe. Aproveite para visitar o Glencree centre for Peace and Reconciliation para tomar um café

G – Visitar a famosa ponte que foi cenário do filme romântico P.S. I Love You

H – Visitar o lago Guiness, assim chamado devido à sua semelhança com a famosa cerveja irlandesa.

I – Visitar o lago Glendalough aproveitando também passear pela Cidade Monástica Antiga, a cascata Poulanass e o trilho que acompanha o lower e o upper lake

J – Visitar a vila de Avoca, aproveitando para jantar num dos pubs e passar a noites numas das acomodações na área

Roteiro para 1 dia em Budapeste (parte 3)

A- Tomar o pequeno-almoço no hotel ROOMbach

B – Passear pela praça dos heróis (Hősök tere), visitar o Memorial do Milénio e o museu das Belas Artes

C – Visitar o castelo de Vajdahunyad e o Museu da Agricultura (Magyar Mezogazdasagi Muzeum)

D – Passear pelo parque até às maravilhosas termas de Széchenyi. Estas termas são uma das melhores experiências em Budapeste.

E – Deliciar-se com um bolo-chaminé (chimney cake) no Sweet Cakes

F – Jantar no restaurante de comida típica Kék Rózsa, que fica bastante perto de Szimpla Kert para passar o serão

Roteiro para 1 dia em Budapeste (Parte 2)

A – Tomar o pequeno-almoço no Hotel ROOMbach

B – Visitar a bonita basílica de Santo Estevão

C – Passear até ao Parlamento e fazer uma visita guiada por dentro do Parlamento

D – Visitar os “Shoes on Danube Bank” – um memorial aos judeus

E – Atravessar a ponte para o lado Buda e começar por explorar a igreja Matias

F – Passear pelo Bastião dos Pescadores com a vista para a margem Peste

G – Visitar o castelo Buda, incluindo a Galeria Nacional e o Museu da História

H – Deliciar-se com as sobremesas deliciosas de uma das melhores pastelarias da cidade – Auguszt Cukraszda

I – Passear pela cidade e acabar a comer uma lángos no Langos Papi antes de se arranjar para a noite

H – Fazer um cruzeiro no rio Danúbio com jantar incluído – companhia de barcos Legenda Sighseeing Boats

Castelo, farol e paisagens da ilha de Skye

Aqui vamos ao nosso terceiro e último dia na ilha de Skye. Uma coisa que tivemos sorte tanto nesta viagem no início de junho, como na viagem que fizemos a Invernes em janeiro foi o sol resplandecente que surgia todos os dias. Contando mais com chuva do que sol acabámos por sair da ilha com um bronzeado digno de um destino paradisíaco.

Hoje o percurso era focado no lado oeste da ilha. Depois de pequeno-almoço tomado no The Red Brick Cafe @Jans do qual já tinha falado no post anterior fomos para o castelo Dunvegan. O castelo está apenas aberto de 1 de abril a 15 de outubro. Os bilhetes para visitar ao castelo e aos jardins custam 14 libras e para visitar apenas os jardins custam 12 (por pessoa). Nós escolhemos ficarmo-nos somente pelos jardins sem ainda saber a história por trás destes e o trabalho que ainda está a ser feito atualmente. O jardim é composto por várias partes, temos o jardim da água com uma cascata, o jardim redondo entre outros. Os jardins têm um aspecto cuidado e mais impressionados ficámos ao ler um pouco sobre a história por trás destes jardins que começa com uma frase de desacreditação sobre a possibilidade de estes jardins alguma vez existirem.

Castelo de Dunvegan

História dos jardins do Castelo Dunvegan

Em 1773, a mãe do 23º Chefe disse ao doutor Johnson e Boswell “there was not and never could be a good garden at Dunvegan” (que não havia e nunca iria haver um bom jardim em Dunvegan). Talvez esta previsão fosse relacionada com o castelo se encontrar à beira de água salgada. No entanto, a sua previsão estava incorreta e mesmo de algumas paragens e recomeços o jardim evoluiu para o que é hoje um dos jardins mais importantes das Highlands.

O começo do jardim do Castelo de Dunvegan remonta ao século XVII embora o seu desenvolvimento tenha sido interrompido pelas revoluções sociais e económicas antes e depois da rebelião Jacobita que se deu em 1745. Nos arquivos do Castelo de Dunvegan no início do século XVIII existem documentos de pagamentos feitos a um jardineiro que em 1712 foi demitido, mas o motivo nunca foi registado. É possível que o jardineiro fosse considerado uma despesa extravagante, pois o 22º Chefe tinha na altura apenas 6 anos e o seu interesse pelos jardins ainda não tivesse aparecido. Em 1650 foi publicado um mapa da ilha de Skye que a mostra coberta por florestas naturais. A história/lenda diz que grande parte destas florestas foram derrubadas pois os bandos de ladrões escondiam-se nestas florestas, o que pode explicar a escassez de florestas na ilha ainda hoje.

Castelo Dunvegan

Em 1811, John Norman, o 24º Chefe começou a plantar árvores em grande escala, e mais tarde criou o Walled Garden com uma arquitetura paisagística típica das casas escocesas do período Vitoriano. O seu filho, Norman, o 25º Chefe, criou posteriormente o Round Garden. Ambos jardins ainda estão aqui presentes e cuidados. No entanto, a devastação causada pelo Grande Fome de 1847-1851 interrompeu o desenvolvimento dos jardins, uma vez que os campos eram cultivados para alimentar a família do chefe e o seu povo.

Walled Garden
Walled Garden

A última grande plantação foi realizada no final da década 20 por Sir Reginald MacLeod, mas infelizmente muito dos esforços foram perdidos devido a mau tempo e ação animal. Em 1978, John MacLeod decidiu seguir o exemplo dos seus ancestrais que tentaram vezes sem conta criar um jardim magnífico no Castelo de Dunvegan. Desde então que tem havido uma quantidade considerável de replaneamento e investimento para restaurar os jardins à sua antiga glória. O atual chefe, Hugh MacLeod e a sua dedicada equipa de jardineiros continuam a construir este legado único.

Depois de se conhecer a história por detrás destes jardins ganha-se um novo respeito – não são apenas flores, árvores e terra, são na verdade esforços de muitas gerações para conseguir aquilo que é hoje os jardins do Castelo de Dunvegan.


Neist Point Lighthouse

Em seguida fomos para o Neist Point Lighthouse.

Neist Point Lighthouse é um dos faróis mais conhecidos da Escócia e encontra-se no ponto mais Ocidental da ilha de Skye.

Farol de Neist Point

Existe um trilho que vos leva do parque de estacionamento até ao farol e o trilho é fácil de seguir embora que em algumas partes se torne bastante íngreme. O trilho percorre uma distância de 2.2 Km e demora-se cerca de 1 hora a completá-lo, especialmente com paragens para fotografias (e também para descansar). No entanto, a paisagem sobre as altas falésias e o farol são espetaculares. Nós tivemos aqui a meio da tarde, mas imagino que seja quase mágico ao pôr do sol.

Trilho para o farol

O farol não está aberto ao público. O edifício constituído pela torre branca de 19 metros de altura, a uma altitude de 43 metros no topo da falésia, foi erguido em 1909. A luz do farol entrou em funcionamento a 1 de novembro de 1909 e a buzina a 25 de junho de 1910. O farol foi automatizado em 1990 e ainda hoje está em funcionamento e preservado pelo Northern Light Board.

Farol de Neist Point e a grande buzina do lado esquerdo

Já sendo meio da tarde começámos a fazer o caminho de volta para Portree mas ainda com tempo para parar sempre que a paisagem assim o merecia. Ainda parámos no Bog Myrtle Skye, um café de estilo vintage com imensos livros interessantes.

Voltámos para a nossa cabana (lodge) e fomos até Portree para passearmos um pouco pela vila, uma vez que até então só a tínhamos visto de passagem. Aproveitámos para adoçar a boca e fomos até ao único supermercado de Portree para umas bebidas que acompanhariam a nossa pizza.

Depois das 7 horas com as pizzas da “Pizza in the Skye” debaixo do braço fomos comer no nosso alojamento, aproveitando a mesa e os bancos de madeira ao ar livre. Nada é como jantar sobre a luz brilhante do pôr do sol.

E foi mesmo essa luz brilhante que nos levou a voltar a Sligachan para tirar as fotografias às montanhas Cuillin naquela luz dourada que tanto nós gostamos.

Foto tirado em Sligachan ao pôr do sol

Eilean Donan Castle

No dia seguinte deixando para trás a ilha e indo em direção a Ben Nevis, que foi incluído no primeiro post, passámos a ponte de Skye e parámos num dos castelos mais conhecidos da Escócia, o castelo Eilean Donan. O castelo é conhecido por ter aparecido em diversos filmes, por exemplo no Highlander (1986) e no filme do James Bond, The World is Not Enough (1999).

O castelo de Eilean Donan no filme Highlander em 1986
O castelo de Eilean Donan no filme de James Bond em 1999

O nome da ilha onde o castelo se encontra, a ilha de Donan, pensa-se ser homenagem ao santo irlandês, o bispo Donan, que viajou para a Escócia por volta do ano 580 D.C. De facto, existem várias igrejas na região dedicadas ao bispo Donan e pensa-se que ele tenha formado uma pequena comunidade na ilha no final do século VII. No entanto, a primeira estrutura fortificada do castelo foi construída apenas no início do século XIII para defesa. Hoje em dia, o castelo de Eilean Donan recebe turistas de todo o mundo. Também aqui encontrámos o café fechado devido à falta de pessoal, mas havia um stand no exterior onde tivemos oportunidade de comer o “Nevis Roll”, uma sandes com praticamente o full english breakfast enfiado no meio. Mas ficámos logo ali resolvidos para o dia todo.

Castelo Eilean Donan

Umas horas em Glasgow

Estivemos na cidade poucas horas até à hora do nosso voo, e por isso não tivemos muito tempo para a explorar. Mas do que vi, um conselho – visitem Edimburgo em vez de Glasgow. Os edifícios de cor tijolo e as multidões que passeavam nas ruas não deixarão saudade. Mas talvez tenha sido por ter passado 5 dias com paisagens de natureza espetaculares. Qualquer cidade teria dificuldade em lutar contra isso. E há bastante para ver, como o Jardim Botânico, o Museu e Galeria de Arte de Kelvingrove, o George Square. Mas nada bate as Highlands.

Catedral

Catedral de Glasgow (vista de frente)

Mas no fundo tenho que dar a mão à palmatória – a necrópole em cima to topo da colina é deveras impressionante. Porque tendo algumas horas livres fomos do aeroporto de Glasgow até ao centro da cidade. O bilhete de autocarro de ida e volta no mesmo dia custou 13.80 libras. Depois de passarmos por uma das ruas principais da cidade, a rua Buchanan, fomos visitar a catedral e a necrópole.

A catedral de Glasgow foi fundada por volta de 1200 e era originalmente pertencente à religião católica. Após a Reforma Protestante em 1560, tornou-se uma igreja Protestante e ainda o é hoje. Esta é a única catedral medieval no continente escocês que sobreviveu praticamente de forma intacta à Reforma. A entrada para a catedral é gratuita.

Necrópole

Quando se olha para a necrópole a primeira coisa que se destaca é o monumento de John Knox. Tem uma altura de aproximadamente 3 metros e meio e representa Knox vestido com a sua toga segurando a bíblia com a sua mão direita. John Knox foi uma figura proeminente na sociedade Escocesa – Knox foi ministro, teólogo, escritor e liderou a Reforma Protestante.

Bridge of sighs (a ponte dos suspiros)

A necrópole foi aberta em 1833 depois do cemitério Père Lachaise em Paris (que visitámos durante a nossa visita a Paris, ver mais aqui). A necrópole surgiu pela pressão de uma mudança na lei de forma a permitir enterros com fins lucrativos. Até então a igreja era a única entidade responsável por enterrar os mortos, mas havia uma necessidade crescente de uma alternativa. Isto porque no início de 1800 Glasgow cresceu como uma grande cidade industrial. Vieram comerciantes e empresários que faziam grandes fortunas no tabaco, especiarias, café e algodão. Em 1831, 2 anos antes da necrópole ser aberta, a população de Glasgow triplicou de 70.000 para mais de 200.000 pessoas. A estrutura urbana inundada por imigrantes, principalmente irlandeses e Highlanders (das terras altas), que já era considerada inadequada não conseguiu lidar com este influxo rápido de pessoas. As classes trabalhadoras sofreram consideráveis condições de privação, agravadas por habitações inadequadas, pobreza extrema, saneamento precário e contaminação do abastecimento de água. Este aumento súbito da população em Glasglow afetou diretamente os cemitérios, a pobreza e a miséria resultaram em grandes epidemias de cólera e tifo. Na década de 1830 mais de 5.000 pessoas morriam anualmente e eram enterradas em condições não higiénicas, em cemitérios urbanos. Preocupações crescentes com higiene e saneamento levaram à decisão que o enterro em cemitérios urbanos deveria ser evitado. E daí a criação da necrópole de Glasgow.

Esta necrópole foi descrita como representação única da sociedade de Glasgow no período Vitoriano, construída quando esta era a segunda cidade do Império. Este é um memorial aos patriarcas da cidade e aqui se encontram os restos mortais de quase todos cidadãos prominentes da sociedade de Glasgow.

Quando se vagueia pelo meu dos vários monumentos da necrópole nota-se que muitos deles têm grades. Estas grades chamam-se “mortsafe”. O mortsafe foi criado por volta de 1816 e isto porque se andavam a roubar os cadáveres dos túmulos para estudo anatómico do corpo por parte de médicos e estudantes de medicina. Havia de tal forma uma procura por estes cadáveres que havia estudantes de Medicina que pagavam as suas propinas com cadáveres roubados dos seus túmulos. Esta escassez em cadáveres foi vista com uma oportunidade de negócio lucrativo para Burke e Hare. Burke e Hare assassinaram 16 pessoas no período de 10 meses em 1828 e venderam os corpos para Robert Knox que os usava nas suas palestras de anatomia.

Estes homicídios são de tal forma famosos que em 2010 foi lançado um filme sobre Burke and Hare.

Trailer do filme sobre Burke and Hare (2010)

E assim acaba a nossa viagem à parte Noroeste da Escócia – Glasgow, Glencoe, Fort Williams e Ilha de Skye. Mais uma vez a Escócia deixou-nos preciosas memórias deste país lindíssimo. E não pensamos que a Escócia acabou por aqui, ainda há muito mais para explorar. Numa futura viagem.

Vejam mais posts sobre a Escócia:

O que não perder na ilha de Skye

A ilha de Skye está no bucket list de muitos viajantes, tal como estava na nossa. Normalmente uma viagem à ilha de Skye está integrada numa completa viagem as terras altas da Escócia, as chamadas Highlands. Para visitar as Highlands desde Edimburgo até Glasgow eu diria que duas semanas é o ideal para ver tudo sem pressas, com tempos para completar trilhos, fotografias e também para qualquer eventualidade que possa acontecer.

Como nós andamos a visitar as Highlands em diferentes etapas, uma vez que vivendo em Inglaterra temos essa facilidade, passámos 3 dias na ilha. No mínimo diria 2 dias, para ter tempo de visitar os pontos principais da ilha. E é desses pontos que me focar neste post, que foi também o segundo dia na nossa viagem pela ilha de Skye. No post anterior já tinha mencionado as Fairy Pools e Sligachan que são dois pontos certamente importantes. Agora vou deixar aqui a parte a norte de Portree, onde se localizam a maior parte dos pontos que visitar.

Pequeno-almoço

Começando já pelo pequeno-almoço deixo-vos o que pode parecer uma opção um pouco estranha – The red brick cafe @ Jans. Este café fica dentro da loja de materiais Jans, na zona industrial de Portree. Apesar de tudo acabámos por vir aqui duas vezes porque ficava a caminho do nosso percurso. Existem várias opções como o full breakfast (o típico pequeno-almoço inglês), bagels ou sandes.

É uma boa opção para quem quer algo rápido e saboroso. Na verdade, no segundo dia que aqui viemos tentámos primeiro “Isle of Skye Baking company” mas encontrava-se encerrado por falta de pessoal. Assim The red brick cafe foi novamente o escolhido.

A caminho

A nossa primeira paragem foi no Loch Fada, um bonito lago com vista para o Old Man of Storr. Segunda paragem, the Bride’s Veil Falls (a cascata do véu de noiva) que revelou ser uma bonita cascata pela qual facilmente nos apaixonamos. Aliás as cascatas que incluiu nesta viagem são pontos que certamente merecem mais do que uma rápida fotografia, são locais onde se deve parar por um momento e olhar com olhos de ver.

Loch Fada e Old Man of Storr ao fundo

A terceira paragem foi o nosso primeiro trilho da viagem – Old Man of Storr. O parque de estacionamento (pago) fica mesmo ao lado do início do trilho. Sendo este o trilho mais famoso da ilha e por isso o mais movimentado, tenham atenção que podem encontrar o parque de estacionamento cheio.

The Old Man of Storr

O trilho é cerca de 6,8Km (ir e vir) e demora cerca de 1 hora e 15 se não fizerem paragens. Obviamente que nós demorámos mais porque quisemos ir tirando fotografias pelo caminho. E por isso talvez tenhamos “gasto” no total umas duas horas. O “Old Man” é o grande pináculo rochoso que se vê de Portree e arrendores. No entanto, ao chegar ao cimo irão ver outras formações rochosas que dão ainda mais valor a esta caminhada. A subida ao “Old Man of Storr” é sem dúvida uma das atividades que devem estar presentes em qualquer viagem à ilha.

Formações rochosas em Old Man of Storr
Rigg viewpoint

Depois da escalada parámos no Rigg Viewpoint, onde se vê o mar e no nosso caso ovelhas a pastar pacificamente junto à escarpa. Seguindo em frente foi a vez de Lealt Falls e Leat Fall viewpoint. Subimos à estrutura metálica com vista para a cascata e depois seguimos por um pequeno trilho até à vista panorâmica para o mar e falésias. Se olharmos para baixo ainda se vêm as ruínas de uma fábrica de diatomito, esta erguida em 1989, que como se pode ver pela imagem abaixo está actualmente em completo abandono.

Avançando para norte, a próxima paragem foi Croc Rock e The Brother’s Point. Não fomos até ao The Brother’s Point, porque a partir de Croc Rock há um aviso que daquele ponto o caminho torna-se escorregadio, as falésias são a pique e o meu marido tem medo de alturas. No entanto, o trilho até à praia foi suficiente para conhecermos esta zona. Normalmente o The Brother’s Point não é um dos locais mais conhecidos e isso fez-se confirmar pelo pequeno número de pessoas que encontrámos pelo caminho. A ida e vinda até ao Croc Rock levou-nos eu diria cerca de 45 minutos.

Kilt Rock & Mealt Falls viewpoint

Seguindo ainda mais para norte, parámos num dos mais conhecidos locais da ilha, o Kilt Rock & Mealt Falls Viewpoint. Aqui existem dois pontos importantes, o penhasco e a cascata. O penhasco, o Kilt Rock, tem 60 metros de altura. As suas colunas são de basalto duro que está assente sobre arenito. A paisagem que hoje se encontra, e que tem o nome de Kilt rock por se parecer com um kilt plissado (o famoso traje tradicional da Escócia) foi moldado pelo arenito macio constituído de sedimentos de rocha, terra, animais e lava vulcânica. O outro ponto importante e que não passa despercebido é a cascata, alimentada pelo rio Mealt (Mealt Loch) que desce do topo da falésia sobre a costa.

A nossa tarde estava reservada para outro local que não se pode perder – Quiraing. Aproveitamos a roulotte que estava no parque de estacionamento para abastecimento de energias e seguimos pelo trilho. Mal se começa o trilho percebe-se logo a razão de este ser um dos locais de eleição – as paisagens a partir do trilho são espectaculares. O trilho circular percorre uma distância de 6.8Km e demora cerca de 2 horas sem paragens. Claro que vai haver paragens, principalmente se forem entusiastas/profissionais de fotografia.

Quiraing
Quiraing

Falls of Rha foi a penúltima paragem que tínhamos para o nosso dia. Não há parque de estacionamento, tem que estacionar o carro um bocadinho mais à frente (nós deixámos à frente de umas vivendas) e ir a pé por dentro da floresta. O caminho, no entanto, demora menos ou cerca de 10 minutos e no final encontram-se frente a frente com a bonita cascata.

Falls of Rha

Fairy Glen, a nossa última paragem antes de seguirmos para casa, é um dos locais mencionados em quase todos os roteiros da ilha de Skye. Apesar do nome Fairy (fadas) aparecer em alguns nomes das paragens mencionadas – Fairy Glen e Fairy Pools não há qualquer lenda ou mítico associado com os locais. No Fairy Glen encontrar-se-ão numa estrada que serpenteia em torno de pequenas colinas relvadas com o topo arredondado. Também existe aqui um círculo de pedras, mas não se enganem – de fantástico ou de antigo este círculo não tem nada!

Fairy Glen

No entanto, é um local com uma arquitetura paisagística fora do comum e por isso um ponto principal de paragem.

Fairy Glen

Abaixo encontra-se o mapa com as paragens mencionadas

A- Portree
B- Loch Fada, Portree
C- Bride’s Veil Falls, Portree
D- Old Man of Storr Car Park, Portree
E- Lealt Falls, Stormy Hill, Portree
F- The Brother’s Point, Culnacnoc, Isle of Skye

G- Kilt Rock & Mealt Falls Viewpoint, A855, Portree
H- Quiraing walk, Sartle, Staffin, Portree
I- Rha Waterfalls, Portree
J- The Fairy Glen, Uig, Portree

Depois da visita a Fairy Glen chegava a altura de voltar para o nosso lodge em Portree e arranjarmo-nos para ir jantar. Depois de não conseguirmos arranjar marcação para esta noite decidimos que íamos experimentar as pizzas de Skye na roulotte Pizza in the Skye. Sim é uma roulotte onde fazem pizzas no forno, na hora. Mas não é que para nossa admiração que também aqui não aceitavam mais pedidos para aquela noite??!! Ouçam isto na roulotte que fazem pizzas!! Para não perdermos também a noite seguinte fizemos logo o pedido. Completamente surpreendidos como até a roulotte de pizzas não estava a aceitar mais pedidos e sem maior escolha fomos para a fila do mesmo restaurante da noite anterior – The Lower Deck Seafood Restaurant. Não que fosse mau o restaurante, porque não o é de todo, mas até que gostaríamos de ter experimentado outro sítio.

Assim depois de meia hora à espera fomos para o fish and chips, que obviamente era bom e para uma mousse de oreo que nos encheu bem as medidas.

Agora porque este problema dos restaurantes e take-aways? Primeiro em alguns sítios os restaurantes são caríssimos – não se enganem também o restaurante que acabámos por ir eu não diria que era barato nem pouco mais ou menos, mas em comparação e sabendo que a qualidade é boa decidimos ir parar ao mesmo sítio duas vezes.

Mas o grande problema que encontrámos na ilha e que se refletiu tanto no pequeno-almoço, por exemplo um dos sítios estava fechado por falta de pessoal e não só este local estava fechado pela mesma razão, tanto como pela dificuldade em arranjar um lugar para jantar foi nos explicado pelo dono da roulotte das pizzas no dia seguinte. Como devem saber a ilha de Skye é considerado um daqueles sítios idílicos para férias e depois do COVID muitos viajantes voltaram-se para a natureza. A ilha de Skye passou a ser rapidamente um dos destinos preferidos para passar férias. E isso revela-se pela quantidade de “Bed and Breakfast” e Airbnb’s que encontrámos por toda a ilha. Quase toda a casa que vimos tinha uma placa a dizer que eram alojamentos, mas sem vagas de momento (No Vacancies). E assim a ilha tornou-se superlotada com turistas e os restaurantes que existem não conseguem dar vazão à procura. É um desequilíbrio entre oferta/procura agravada pelo facto de ser difícil de empregar mais pessoas porque não há lugar para essas pessoas ficarem a viver na ilha. Qualquer quarto extra que há na ilha é usado por turistas. Portree apesar de ser a maior cidade da ilha é ainda assim uma pequena cidade, quase mais uma vila que não tem capacidade para a quantidade de pessoas que ali passam. E daí termos encontrado tantos problemas ou melhor, falta de escolha, nos restaurantes tanto para o nosso pequeno-almoço como para jantar. E como nós muitos mais turistas.

Para aqueles que procuram a oportunidade ideal para investir, aqui está! A ilha de Skye está a precisar de ajuda!

Se passarem só dois dias pela ilha (ou mesmo só um) ponho em baixo o segundo mapa para os pontos principais

A – Portree

B – Dunvegan Castle

C – Neist Point Lighthouse

D – Fairy Pools

E – Sligachan

Os dois mapas juntam o que a Ilha de Skye tem melhor para oferecer. Eu falarei mais de Dunvegan Castle e Neist Point Lightouse juntamente com outros pontos de paragem no próximo post, sobre aquele que foi o terceiro e o último dia na ilha de Skye.

Chegada à ilha de Skye

Há duas maneiras de chegar à ilha de Skye, apanhar o ferry em Mallaig, uma viagem de cerca de 45 minutos ou atravessar a ponte de Skye. Nós quisemos experimentar as duas opções e por isso fomos de ferry para a Ilha de Skye. Só há uma companhia que faz este viagem, a Caledonian MacBrayne e a aquisição dos bilhetes pode ser feita através do site: https://www.calmac.co.uk/

Aconselho a comprar para aí, no mínimo, com uns dois dias de antecedência. Se comprarem os bilhetes através do computador só vos deixa comprar os bilhetes se tiverem a matrícula do carro. Se for através do telemóvel têm a opção de comprar os bilhetes mesmo sem matrícula – não sei porquê – mas como não sabíamos e só tentamos através do computador não os conseguimos comprar. No dia anterior à viagem estavam esgotados. Alarmados, falámos com a proprietária do airbnb onde ficámos, perto de Mallaig, que nos disse para ir na mesma que às vezes eles ainda têm espaço. Compramos então os bilhetes às 10 para as 8 da manhã e ficámos ali à espera 15 minutos quase a rezar que houvesse espaço no barco que partia às 8:15. E aquele momento que nos fizeram sinal para entrarmos com o carro para o ferry foi um dos mais felizes da viagem. A viagem como disse acima demora cerca de 45 minutos e atraca em Armadale, na ilha de Skye. A travessia é feita quase de hora a hora.

E chegando a Armadale, começámos a nossa viagem na ilha de Skye. Um aviso é o de fazerem um plano do que querem ver e sítios para comer. Isto por duas razões, sítios para ver há de minuto a minuto e por isso é melhor decidirem onde querem parar. Sítios para comer é porque são muito poucos e alguns bastantes dispendiosos. Eu vou colocando aqui os sítios onde parámos para petiscar e jantar, mas já vínhamos aviados com garrafas de águas, umas bolachas e fruta. De tudo o mais importante é mesmo a água, tanto se quiserem andarem só de carro ou fazer trilhos. Especialmente se apanharem bom tempo com temperaturas a rondar os 22ºC como nós.

Existem várias destilarias na ilha, nós não fomos a nenhuma porque o tempo estava bom e o que apetecia era mesmo andar ao ar livre. Mas tínhamos em caso de mau tempo uma visita à destilaria Torabhaig (fica a dica). No entanto partíamos logo para a primeira cascata Eas a ‘Bhradain. Podem tirar as fotografias da estrada ou então como nós ir até ao pé da cascata. Demorámos cerca de 10 minutos a chegar à cascata. Se olharem para a montanha à vossa esquerda podem ver várias cascatas a descer o declive da mesma.

Segunda paragem foi em Sligachan. Este é um ponto de paragem para quase todos que passam pela ilha de Skye. A ponte velha construída entre 1810 e 1818 e a vista espetacular para as montanhas Cuillin são alguns dos pontos de interesse desta região. Nós viemos aqui a meio da manhã, mas também no último dia no pôr do sol, o que fez o cenário ainda mais bonito.

Encontra-se aqui também uma escultura criada por Stephen Tinney. Esta estátua representa dois homens; a figura sentada representa John Mackenzie. John foi o primeiro guia de montanhismo britânico com experiência reconhecida pelos padrões dos guias dos Alpes. A figura em pé representa Normak Collie, um cliente regular e amigo de longa data de Mackenzie. Juntos formaram uma prolífica parceria de escalada que durou cinquenta anos. São ambos reconhecidos como pioneiros de Cuillin, uma vez que foram eles mapearam e nomearam muitos dos picos destas montanhas.

Antes de pararmos para comer fomos até à cascata Carbost Burn Waterfall. Para se realmente poder ver a cascata é preciso descer um bocado a colina. Depois das fotografias tiradas fomos comer qualquer coisa ao café Cùil. Tanto o bolo como os tacos foram devorados com bastante satisfação.

Para a parte da tarde fomos até outro ponto de paragem obrigatória na ilha – as Fairy Pools. Aqui encontram-se várias piscinas naturais de água cristalina. Se forem bastante aventureiros podem sempre saltar para dentro de água – uma água de temperatura bastante baixa – ou tirar muitas fotografias com as montanhas à volta. O caminho entre as fairy pools não é difícil mas convém que levem roupa apropriada para o clima do dia da visita.

Nós tivemos bastante sorte porque foi quando chegámos ao carro que se largou uma violenta bátega de chuva, bastante inesperada pois tínhamos tido até então um dia esplêndido de sol. Com o tempo assim fomos para o nosso alojamento antes de irmos para Portree para jantar. Ficámos alojados no Skye Lodges como tinha mencionado no post anterior. Apesar de não oferecerem toalhas, nem lençóis, nem shampoo, nem internet, ficámos bastante agradados com a “casinha” que nos calhou. Tínhamos cozinha, sofás, uma casa-de-banho e a cama era bastante confortável. Não fosse os mosquitos que nos atacaram todos os dias que aqui estivemos até que não nos tínhamos importado de estender a nossa estadia. Mas os mosquitos estão em TODA a parte. O primeiro ataque vivenciado foi no viaducto de Glenfinnan em Glencoe. E na ilha de Skye era cada vez que o sol se punha e não havia vento. Era uma nuvem de mosquitos que a única solução era mesmo fugir. Comprámos repelente, mas nem assim. No entanto, só comprámos repelente na ilha, talvez se tivéssemos comprado um potente antes da viagem, não tivéssemos “sofrido” tanto. Quanto aos Skye Lodges outra coisa que também queria apontar era o barulho durante a noite. Existe um edifício no recinto que era antes um restaurante e os donos agora alugam-no para festas e por isso em 2 das 3 noites que aqui estivemos havia barulho até às tantas da manhã, o que para quem queria acordar cedo o dia foi bastante inconveniente. Daí a minha sugestão: marquem tudo com antecedência para não ficarem com as pioras (últimas) opções disponíveis.

Para jantar eu quis experimentar o restaurante The Lower Deck Seafood Restaurant. O local não aceita reservas é apenas por ordem de chegada e há sempre gente na fila. Contem com pelo menos meia hora de espera. Eu queria experimentar este restaurante e ainda para mais as outras opções estavam completamente cheias, por isso ficámos na fila à espera.

Mas acabámos por ter mesa e valeu a pena. As ameijoas estavam deliciosas assim como os pratos principais. Depois do jantar parámos no An Talla Mòr (Eighteen Twenty) para uma cerveja antes de voltarmos para o nosso lodge.

Um bom primeiro dia na ilha de Skye que prometia dias longos e solarengos cheios de muitas paisagens irresistíeveis.

Chegar à Ilha de Skye – Loch Lomond & Glencoe

1. Ilha de Skye

Esta viagem foi acabadinha de ser realizada e como é de maio a setembro os melhores meses para visitar a Escócia, fica já aqui a sugestão para as férias de Verão. A ilha de Skye é um dos destinos mais procurados na Escócia devido à sua beleza natural com paisagens deslumbrantes e muito diferente da vida urbana que muitos desejam deixar para trás por uns dias. A ilha de Skye, a Este da Escócia, mede 80 Km em comprimento e é a maior ilha das Hébridas Interiores. A sua capital é Portree, uma pequena vila conhecida pelo seu bonito porto. Na ilha vivem cerca de 15000 pessoas e as indústrias com maior peso são a agricultura, a silvicultura, a pesca e como não poderia deixar de ser o turismo. Aliás mantenham o turismo na mente pois este teve um grande impacto na ilha e na nossa experiência enquanto aqui estivemos. Para chegar à ilha de Skye a partir da parte continental, se assim pode-se chamar, tem-se o ferry ou conduzir pela ponte de Skye que liga as duas partes. Da ilha de Skye também é possível apanhar o ferry para outras pequenas ilhas como a de Raasay e de Stornoway. Para viajar através da ilha de Skye tem-se mesmo que alugar um carro e conduzir pela ilha. O aeroporto mais perto da ilha de Skye é o aeroporto de Inverness, mas também existe a possibilidade de chegarem a Skye através de Glasgow e Edimburgo. Nós fizemos uma viagem de 3 dias pela ilha e penso que foi tempo suficiente para visitarmos os pontos principais sem pressas. De paisagens magníficas e de muitos km percorridos por trilhos viemos nós cheios.

Mas vou começar pelo início da viagem e pelo meio vou fazendo avisos daquilo que correu menos bem.

2. Marcar viagem

E começo já com um aviso – marquem esta viagem com MUITO tempo de antecedência. Nós estivemos indecisos entre a ilha de Skye e o País de Gales e acabámos por marcar esta viagem com um mês de antecedência. E digo-vos que estivemos prestes a desistir da ilha de Skye. Preços de voos – tudo bem – preços acessíveis para Inverness e para Glasgow – nada fora do comum. Agora, preços de aluguer de carros e sítios onde ficar é que foi preciso alguma persistência. Primeiro só encontrávamos para aluguer de carros preços diários acima das 300 libras – no final lá encontrámos um pela companhia Hertz no aeroporto de Glasgow que não nos ia levar a falência e foi por isso que marcámos os voos para Glasgow.

Sítio para ficar – quando se viaja pela ilha em diria que pelo menos 90% das casas têm placas de “Bed and Breakfast” ou hotel ou qualquer espécie de alojamento à entrada. E todas elas tinham “No vacancies” – acreditem – todas. E quando tentámos marcar a acomodação marcámos no Skye Lodges, em Portree. Nem foi uma escolha entre duas opções – foi a única opção e acreditem que andamos a ver em todos os sites desde Booking, Trivago, Airbnb, Hotels.com, eu sei lá. Marcámos para o Skye Lodges sabendo que não teríamos Wi-fi e que não tinham nem toalhas, nem lençóis, nem almofadas. Por isso já sabíamos que teríamos que arranjar uma solução antes de aqui chegarmos. Mas era isso ou não era nada. Claro que podia ter escolhido o quarto de hotel a 1500 libras a noite, mas pareceu-nos que comprar um édredon num supermercado qualquer dava menos despesa. E com isto o que eu queria dizer era – marquem a viagem com bastante antecedência para terem opções e preços acessíveis aos simples comuns mortais como nós.

Assim depois de escolhido o aeroporto fomos ver como chegar até a ilha de Skye a partir de Glasgow. Através da ponte de Skye levar-nos-ia cerca de 4 horas e meia, o que nos pareceu uma longa distância logo para primeiro dia. Por isso decidimos fazer uma paragem a meio no primeiro e no último dia da viagem. E aproveitávamos para também conhecer a zona de Loch Lomond & The Trossachs National Park, Glencoe e Ben Nevis.


3. De Loch Lomond & The Trossachs National Park a viaducto de Glenfinnan

Loch Lomond fica na fronteira entre as terras altas e as terras baixas da Escócia. O lago Lomond ocupa cerca de 71Km2 e tem várias pequenas ilhas a todo o seu comprimento, o seu número dependendo do nível da água do próprio lago.

E começámos a nossa viagem no Firkin Point Viewpoint (viewpoint = miradouro). O pequeno parque de estacionamento é gratuito e existem casas-de-banho em funcionamento. O parque de estacionamento é mesmo ao lado da praia de onde se avista a grande massa de água e as suas montanhas em redor. No meio do silêncio da natureza quatro patos juntaram-se à paisagem já de si deslumbrante, deslizando suavemente à superfície do lago.

Conduzindo pelo lago acima parámos ainda em Inveruglas, mais um viewpoint para o Loch Lomond. Em Inveruglas encontra-se um miradouro em forma de pirâmide chamado de An Ceann Mor, parte do projecto das rotas cénicas da Escócia (Scottish Scenic Routes), um projecto já antes mencionado no post da nossa viagem a Inverness e Cairgnorm National Park. À direita deste miradouro, a seguir à ponte de pedra, encontra-se a estacão hidroelétrica de Loch Sloy, a maior estacão hidroelétrica do tipo no Reino Unido.

Embrenhando ainda no bosque fomos visitar as Falls of Falloch (cascatas de Falloch). Do sítio onde se estaciona o carro até às cascatas é cerca de 5 minutos a andar, mas o trilho é de nível fácil. Se quiserem podem aproveitar para saltar do penhasco para a água como estavam alguns a fazer quando chegámos (e se olharem para as fotografias conseguem ver o momento do salto).

Depois das fotografias tiradas estava na hora de irmos comer qualquer coisa. Parámos no The Real Food Cafe em Tyndrum. Não foi uma paragem planeada, mas a fome já apertava. Das delícias gastronómicas da Escócia temos o Black Pudding – uma espécie de morcela, mas que em vez de arroz leva aveia e especiarias. Na nossa viagem a Cairgnorm National Park ficámos impressionados com a qualidade do black pudding e por isso, para uma refeição rápida que ainda tínhamos um longo caminho experimentamos o black pudding roll e o local sausage roll – duas merendas uma com o black pudding e outra com salsicha local. A do black pudding era melhor a milhas de distância.

Para a segunda cascata do dia fomos até à cascata Easan Dubha. Se começarem a reparar que os nomes dos locais não têm qualquer semelhança com a língua inglesa, é porque na verdade a língua antiga era o gaélico escocês oriundo da velha língua irlandesa. E quanto mais nos embrenhamos pelas terras altas da Escócia mais se nota a prevalência deste idioma no país.

Daqui até Fort Williams (onde íamos comprar o nosso édredon e mantimentos para a viagem) fomos parando em vários pontos estratégicos:

  • Loch Tulla Viewpoint
  • Lochan na h-Achlaise Viewpoint
  • Loch Ba Viewpoint
  • Glencoe Viewpoint
  • The Meeting of Three Waters
  • Coe River Waterfall.

Quando parámos no Glencoe Viewpoint estava a ser levada a cabo uma operação de salvamento a helicóptero. Afinal para quem decide fazer férias a escalar montanhas, montes e cabeços, cair, partir uma perna ou simplesmente ficar preso em algum sítio é uma possibilidade mesmo sabendo que tem de conhecer os próprios limites, respeitar a natureza e avançar com cuidado. Mas acidentes acontecem e foi o que aconteceu neste caso.

Fort William é a cidade local onde se encontram supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos que precisem relacionados com a sociedade moderna. Por isso se ficarem instalados por esta zona, Fort William será o vosso maior ponto de paragem e abastecimento.

Ainda no primeiro dia quisemos parar num sítio que todos devem conhecer, principalmente aqueles que nasceram no final da década de 80, início de 90 – o viaducto de Glenfinnan. Claro que não por este nome, mas já explico.

Nós não apanhámos o comboio a passar, mas não deixou de trazer alguma nostalgia. O parque de estacionamento aviso desde já que é caro – acho que 3 libras e meia é um bocado puxado, mas não quis deixar de conhecer o famoso viaducto por onde o comboio de Hogwarts Express passava. Sim, o comboio de Hogwarts Express nos filmes do Harry Potter.


4. Ben Nevis

Ben Nevis é a montanha mais alta do Reino Unido com uma altitude de 1345m. A subida, bem dizem que leva cerca de 7 horas seguindo pelo trilho. Nós ainda pensamos em subir, mas acabámos por desistir da ideia, especialmente depois de passar 3 dias na ilha de Skye em escaladas. Confesso que nos decidimos pela via dos mais preguiçosos – parar o carro no Nevis Range Mountain Experience e subir a montanha de teleférico.

A montanha que subimos não foi a do Ben Nevis, mas uma adjacente, a Aonach Mòr, a 8ª montanha mais alta do Reino Unido. No Inverno as pistas desta montanha são usadas para desportos de Inverno como esqui, no verão é usada para ciclistas desafiando-se pelas pistas de decida. Saindo do teleférico fomos até aos dois viewpoints perto do teleférico – Sgurr Finnisg-aig (cerca de 40 minutos ir e vir) e Meall Beag (cerca de 1 hora ir e vir). O bilhete de teleférico é de 24 libras. Mas se forem estudantes como eu aproveitem que têm desconto no bilhete.

Para conhecer melhor a zona à volta do Ben Nevis fomos até duas cascatas – Lower Falls e Steall Waterfall. Para visitar a primeira existe um parque de estacionamento mesmo ao lado. Agora para chegar à Steall Waterfall do respectivo parque de estacionamento eu diria cerca de 45 minutos a 1 hora para cada lado. E o caminho em alguns pontos poderá ser desafiante. No entanto, vale muito a pena. Quando se chega ao vale parece que entramos num mundo primitivo que é muito, mas muito bonito.

Aliás para mim de tudo o que já vi na Escócia, esta zona de Glencoe é sem dúvida uma das mais bonitas do país.


5. Sugestões para jantar

Para acabar com uma sugestão para jantar que foi arranjada mesmo à última da hora – Roam West. É um pub super simples, mas os hambúrgueres que experimentámos – o de bife e o de halloumi – foram ambos muitos bem recebidos. Também as sobremesas eram deliciosas. É uma sugestão para aqueles que como nós se esquecem de ser organizados, mas este sítio foi uma boa escolha.

Para quem anda à procura de marisco, já que é uma das delícias mais apreciadas nesta parte da Escócia foi-nos aconselhado o Lochleven Seafood Café. No entanto, nós como já tínhamos comido marisco durante a nossa estadia na ilha de Skye acabámos por escolher uma coisa mais em conta. Mas fica aqui a sugestão!


Próxima paragem será: Ilha de Skye!

Holanda, Oegstgeest

Se tiverem oportunidade de passear pelas pequenas cidades e vilas da Holanda encontrarão um país muito diferente daquele que nos é oferecido em Amesterdão. As vilas pitorescas, os seus canais e jardins revelam um país onde o conforto, a beleza e a tranquilidade andam de mãos dadas. Na nossa segunda viagem a Holanda, tivemos oportunidade de conhecer este lado do país. Instalados perto de Leiden e de Keukenhof, tivemos ainda oportunidade de explorar Oegstgeest.

E não há melhor maneira de explorá-la que de bicicleta. Depois de alguns anos sem praticar esta modalidade confesso que estava um pouco apreensiva. Ciclistas e carros que se atravessam, ter uma visão de 360 graus e controlar bem a bicicleta são apenas algumas técnicas necessárias para andar de bicicleta na Holanda. Não assim o poderia deixar de ser, sendo este o meio de transporte eleito pelos holandeses.

Oud Poelgeest – pode-se ver o terraço do bar no lado esquerdo do castelo

Primeiro fomos a Oud Poelgeest e aproveitámos também para passear pelo parque à volta. Oud Poelgeest que em português significa “Poesia Antiga” é um velho castelo no meio de um pequeno lago. O castelo foi agora transformado em um bar com terraço, nove salas para reuniões e uma sala de degustação de vinhos. Pertencente à mesma propriedade temos o Koetshuis onde se encontra o restaurante e o hotel. Em 1640, este castelo pertencia ao professor Boerhaave. Para quem não sabe ele foi o primeiro médico a introduzir o termómetro na prática clinica e o primeiro a separar a ureia da urina, um metabolito que ainda hoje é usado para monitorizar o estado dos rins.

Depois das bonitas fotografias tiradas, subimos novamente para as bicicletas e alas! a pedalar em direção à reserva protegida polders Poelgeest. Em 2007 esta área foi modificada tendo sido plantados juncos e criado um ambiente pantanal. Por essa razão é hoje em dia o habitat de diversas aves como garças, patos, andorinhas-do-mar, cegonhas, entre muitos outras espécies. Esta área é ideal para passear num dia solarengo (atenção que não podem trazer as bicicletas para dentro da reserva).

Tenham também cuidado a andar pela reserva porque apesar de nós não termos tido nenhum incidente, há várias pessoas a relataram encontros um pouco violentos com as várias aves que aqui habitam, especialmente na altura em que os pequenitos andam por ali à volta com as protetoras mães.

Aqui perto fica a marina onde os vários iates particulares estão estacionadas, sendo os barcos o segundo meio de transporte muito comum na Holanda, que não o é em outros países. Pelo que nos disseram há uma lista de espera para os donos do barco terem espaço para estacionamento!

Para último vou deixar uma sugestão de que não se vão arrepender se a seguirem. E essa sugestão chama-se “Luciano“. Esta é uma loja de gelados magnífica, ainda hoje fala-se muito do gelado de pistachio que experimentámos neste estabelecimento. Mas também o gelado de chocolate negro não ficou nada atrás, assim como o bolo gelado de caramelo salgado – sim, nós atirámo-nos de cabeça.

Existem várias lojas por isso vou deixar aqui o website oficial para procurarem a que fique mais perto durante a vossa estadia na Holanda: https://www.ijssalonluciano.nl/

E assim mais uma viagem se concretizou – conhecemos Leiden, os famosos campos de tulipas e ganhamos uma experiência enriquecedora sobre a Holanda.


“Não é preciso muito para ser feliz, basta olhar para o mundo, respirar e viver”

Holanda – Leiden, tulipas & gastronomia

Tulipas at Keukenhof

Este ano não quisemos perder a oportunidade de visitar a Holanda durante a Primavera. Por apenas umas semanas o famoso campo de tulipas, Keukenhof, está aberto ao público para um espetáculo mágico de flores e cores. Keukenhof esteve fechado durante 2020 e 2021 devido ao COVID, tendo só possível visitá-lo virtualmente. Mas nunca é a mesma coisa do que experienciar ao vivo. Para um fim-de-semana grande no fim de Abril marcámos os nossos voos para Amesterdão pela Easyjet.com. Ainda ponderámos ir pela Eurostar que liga a estação de St. Pancras em Londres a Amesterdão, mas os preços não compensavam. Acomodação para esta viagem não foi necessário marcar uma vez que ficámos com amigos que vivem na zona de Leiden. Se quiserem visitar Keukenhof e já que estão nesta área do país também porque não visitar Leiden, eu diria que pelo menos uma noite em Leiden e depois o resto em Amesterdão ou noutra cidade que queriam visitar. Podem encontrar boas opções no Booking.com o nosso site de preferência ou em algumas viagens marcamos pelo airbnb.com.

Com cerca de um mês de antecedência da data da nossa viagem marcámos os bilhetes para Keukenhof. Em 2022 o campo de tulipas esteve aberto entre 24 de Março a 15 de Maio e os bilhetes custavam 18.50 euros por adulto e 9 por criança. Podem ver mais sobre o campo de tulipas e as datas para 2023 cliquem no website oficial: https://keukenhof.nl/en/.

Como já tínhamos visitado Amesterdão (esperem pelos próximos post), nesta viagem virámo-nos para Leiden, uma cidade na província na Holanda do Sul. Leiden é a quarta cidade mais populacional desta zona da Holanda e também onde se encontra a universidade mais antiga dos Países Baixos, tendo sido fundada em 1575. A atmosfera de Leiden é completamente diferente de Amesterdão, menos focada na vida boémia e turistas. Contudo, há imensas pessoas. No Sábado que passámos em Leiden estava um tempo solarengo e havia o mercado, o que contribuiu ainda mais para as pessoas saírem às ruas ou mais dizendo aos canais. Em cada canto havia um barco parado ou a cruzar os canais do rio que atravessa a cidade.

Quando entrámos pela cidade fomos visitar Hartebrugkerk, a igreja católica de nome oficial “Nossa Senhora Imaculada Conceição”. A igreja foi construída em 1836 quando a liberdade religiosa foi aprovada. Até então os cristãos em Leiden realizavam as suas cerimónias religiosas em “igrejas abrigo” ou “igrejas clandestinas”. Estas igrejas normalmente estavam localizadas em edifícios e armazéns que pelo seu lado exterior não se assemelhavam com igrejas.

Depois da curta visita à igreja, fomos descendo pelo canal ao pé do mercado até ao local onde íamos tomar o brunch, ROOS -Taste & Smile. Sentámo-nos à esplanada que fica em cima de um barco no próprio canal. A comida? Deliciosa. O difícil era decidir o que pedir. Servem sopas, saladas, e diversos tipos de sandes que foi o que escolhemos. E as porções eram enormes. Como acabei de dizer, o difícil foi escolher!

Sandes Dun gesneden biefstuk
Sandes Kippendij

Mal sabia eu o que estava planeado no seguimento do dia – provar as delícias da gastronomia holandesa pelo mercado. Começámos com “Haring” – arenque cru servido com cebola crua. Agora, claro que estando na Holanda tínhamos que o comer de forma tradicional, que é pegar no peixe pelo rabo (com cabeça e as vísceras removidas, mas ainda assim cru), cobri-lo com a cebola crua, deitar a cabeça para trás e meter o peixe todo na boca. É um dos pratos mais famosos da Holanda.

A famosa delícia holandesa – Haring

O que posso dizer do prato? O meu marido adorou até nem se importava nada de voltar a comer. Eu digo, uma vez foi quase demais. Foi bom para experimentar e tal porque depois “ah morres sem saberes” e essa coisa toda que se diz, mas sim uma vez foi suficiente principalmente para saber que não vou repetir. A seguir experimentámos o peixe frito – tipo volta de 180ºC, muito bom, melhor que o peixe frito de Inglaterra. Aliás era isso que eu pensava que o “Haring” era. Nem imaginam a minha cara quando me deram peixe cru polvilhado de cebola crua.

Peixe frito servido com molho tártaro

Para algo mais doce fomos provar as bolachas acabadinhas de fazer com xarope de açúcar – as chamadas stroopwafles. Eu diria que uma bolacha chega para dois porque depois acaba por ser um bocadinho doce demais. Mas também já tínhamos comido imenso, talvez com fome uma bolacha inteira marcha bem. Principalmente aqueles que não comem muito para ter espaço para a sobremesa.

Bolacha acabada de fazer com xarope de açucar

Para queimar algumas calorias de toda a comida ingerida fomos ao Burcht van Leiden. Este castelo no topo da colina remonta ao século XII. Este é hoje um dos castelos mais antigos na Holanda.

A entrada é gratuita e apesar de hoje em dia ser apenas um círculo de paredes ainda erguidas, a vista sobre a cidade de Leiden é maravilhosa. Também fizemos uma visita rápida a Hooglandse Kerk, uma igreja gótica, a que se vê de Burcht (fotografia em cima à esquerda). A entrada é gratuita e a igreja é bastante mais impressionante na sua parte exterior que interior, que se revelou bastante modesta.

Para acabar o nosso dia em Leiden focámo-nos em algo muito importante – bebidas! E por bebidas digo cerveja. Se lerem alguns dos meus posts sobre as nossas viagens já se devem ter apercebido que experimentar, degustar e opinar sobre a cerveja local é um dos grandes pontos. A Holanda não é diferente, apesar da experiência em Leiden ter sido bastante diferente da de Amesterdão neste ponto. Na nossa viagem a Amesterdão ficámos com a ideia de que a oferta de cerveja não era muita, experimentámos a Amstel de que até gostámos bastante, mas também um pouco cara. Em Leiden descobrimos que não é assim. A oferta de cerveja é bastante diversificada e aliás existem várias lojas com uma seleção fantástica de cerveja, vinhos e bebidas brancas.

Primeiro parámos em Het Stadsbrouwhuis, uma microcervejeira local com mais de 30 tipos de cerveja à pressão…e mais de 100 em garrafa e lata! Se quiserem vão à minha página de Instagram onde postei um vídeo do meu marido a experimentar uma cerveja daqui. A sua cara de espanto é uma preciosidade. Este local também serve comida e foi aqui que experimentámos o último petisco da gastronomia holandesa – Bitterballen – almôndegas fritas. Lá porque é tradicional não quer dizer que é saudável…aliás normalmente não é saudável – basta falar no cozido à portuguesa com aqueles enchidos “super healthy” que entopem veias se se comer mais do que 2 bocados.

Para acabar o dia e aproveitar o pôr do sol fomos andando junto aos canais. O jantar foi em casa dos nosso amigos mas não podemos de perder a oportunidade de comprar umas cervejas no supermercado Dirck III. E sim, demorou-se bastante tempo até se fazer a seleção final.

Apesar da nossa viagem a Holanda ainda não ter acabado vou deixar este post por aqui. Afinal já falei de Leiden e de Keukenhof, dois dos pontos principais desta nossa viagem.

No próximo post falarei um bocadinho de Poelgeest e arrendores, juntamente com um segredo que vos porá de água na boca! E no final – Amesterdão!

Até já!

Saint Albans

Saint Albans é uma cidade a cerca de 35 Km de Londres. Bonita, cultural e por isso mesmo um dos locais mais caros para viver em Inglaterra. O nome de Saint Albans refere-se ao primeiro Santo Britânico, Alban. É também uma cidade onde se encontram vários vestígios romanos, muitos deles espalhados pela cidade e no museu de Verulamium. Para visitar a cidade um dia é suficiente. Para quem visita Londres e quer um dia fora da grande cidade, Saint Albans é a perfeita escolha. Comecemos então pelas sugestões para um dia bem passado em St. Albans.


Pequeno-Almoço

Para pequeno-almoço há duas boas opções. Temos o Bill’s, uma cadeia de restaurantes da qual vos falei no post sobre Watford. Serve-se pequeno-almoço, brunch, almoço e jantar. A minha experiência nos pequenos-almoços é ótima. Há várias opções passando por panquecas, ovos benedict até ao já conhecido pequeno-almoço inglês (full english breakfast). As imagens em baixo são alguns exemplos do pequeno-almoço no Bill’s de Watford.

Outra opção, que neste caso foi a nossa escolha, uma vez que está muito bem avaliado e com uma fila constante à porta a confirmar. Assim fomos até ao The Waffle House.

Tivemos sorte e estava um tempo magnífico quando visitámos o local. Digo isto porque podemo-nos sentar nas mesas do terraço, o que teria sido uma experiência menos agradável se estivesse a chover ou frio. The Waffle House não aceita reservas serão por isso sentados por ordem de chegada. O menu, tal, como não podia deixar de ser, são waffles – existem doces, salgadas e os especiais do dia. Existe um menu de pequeno-almoço servido até ao meio-dia e depois o menu de almoço do meio-dia às 3 da tarde, a hora em que o estabelecimento encerra.

Waffle especial de Páscoa
Banoffee waffle

Eu confesso que achei um bocadinho caro, mas também acho isso no Bill’s. No entanto, comparando o ambiente e principalmente a localização, uma vez que o The Waffle House fica no centro da cidade junto ao jardim principal de Verulamium, os preços são os esperados.

Website (The Waffle House): https://wafflehouse.co.uk/

Website (Bill’s): https://bills-website.co.uk/restaurants/st-albans/


Verulamium, a cidade romana

Depois de pequeno-almoço/almoço no The Waffle House fomos visitar a cidade. Verulamium Park é um dos principais locais para encontrar ruínas romanas. De facto, aqui se encontram os vestígios da terceira maior cidade romana da Inglaterra. Esta cidade chamava-se Verulamium, dando nome ao parque e ao museu. Neste parque encontram-se grandes secções da muralha da cidade romana ainda intacta e um mosaico que fazia parte de uma grande casa.

Entrada para o Verulamium Park

Para conhecer ainda mais sobre Verulamium, mesmo ao lado do parque, temos o museu.
Este museu foca-se em explorar e representar a vida quotidiana na cidade romana de Verulamium. Várias salas estão organizadas e expostas de maneira a visualizar-se facilmente como as pessoas teriam vivido naquela altura. Também é neste museu que se encontram alguns dos melhores mosaicos fora do Mediterrâneo. A entrada para o museu custa 6 libras por adulto.
Também relacionado com os romanos que aqui viveram temos o Teatro Romano. Este é o único exemplo de teatro romano em Inglaterra, tendo sido este construído em 140 DC. O teatro foi usado primeiro para procissões e danças associados à religião, mas também para luta livre e combates.

Entrada para o teatro romano de Saint Albans

As ruínas do Teatro Romano que estão hoje à vista foram encontradas entre 1847 e 1935. Escavações posteriores revelaram alicerces de lojas, uma villa romana e um santuário. A entrada para o Teatro Romano custa 3 libras.

Website (museu): http://www.stalbansmuseums.org.uk/visit/verulamium-museum

Website (teatro): https://www.gorhamburyestate.co.uk/The-Roman-Theatre


Igreja de St Michael

Saindo da vida dos Romanos e dos vestígios presentes temos duas igrejas que podem ser visitadas, St Michael’s church e a maravilhosa catedral de Saint Albans. A igreja de St Michael fica nas redondezas do museu de Verulamium.

Dentro da igreja existem vários pontos de interesse como a pia batismal construída no século XV. A pia batismal com o seu formato octogonal representa os visitantes de todos os cantos do mundo que param nesta igreja. A nave, o corpo principal da igreja, foi construída antes da conquista normanda. O ponto central da igreja de St Michael é, no entanto, o seu altar. A janela a Este do altar representa a transfiguração, o episódio bíblico em que Jesus revela a sua santidade aos seus discípulos. Do lado extremo Oeste da igreja há uma janela com três anjos. O anjo do meio representa Michael (ou Miguel), o padroeiro desta igreja.

Website: http://www.stmichaels-parishchurch.org.uk/


Alban, o primeiro santo da Grã-Bretanha

A catedral de Saint Albans é sem dúvida o edifício mais prominente da cidade.

Como disse no início o nome de Saint Albans relaciona-se com o primeiro Santo da Grã-Bretanha, Alban. Esta catedral é um memorial notável a este Santo. Para perceber a importância de Alban vou falar um bocadinho da sua história de vida. Alban viveu no início do seculo III na cidade de Verulamium (a cidade romana). Alban deu abrigo a um padre cristão que estava a ser perseguido, uma vez que a liberdade religiosa nesta altura como se pode esperar, era inexistente. Alban, inspirado pela importância da fé para o padre, quis aprender mais sobre o cristianismo. A localização do padre cristão abrigado por Alban foi conhecida e para impedir que o padre fosse preso, Alban trocou a sua roupa com a do padre. O padre escapou e Alban foi preso. Como Alban se recusou a renunciar a crença cristã, este foi condenado como um cristão e decapitado.

Apesar de não se conhecer bem a história da primeira igreja construída sobre o túmulo de Alban, sabe-se que um mosteiro foi erigido em 793. A construção da abadia com a sua torre foi concluída em 1115. Até 1539 monges viviam na abadia produzindo manuscritos de bíblias e livros focados na ciência, música e clássicos. Em dezembro de 1539 a abadia foi encerrada. O santuário de St Alban foi destruído e as suas relíquias desaparecerem. Em 1877, depois do edifício ter sido restaurado a igreja tornou-se a catedral de St Albans e a sede do bispo desta cidade.

A catedral hoje está aberta ao público, a entrada é gratuita e tanto o seu exterior como interior merecem toda a atenção. Se tiverem sorte de visitar Saint Albans com bom tempo podem aproveitar para se sentar no jardim que fica em frente à catedral e desfrutar do sol e da arquitetura prominente deste edifício.

Website: https://www.stalbanscathedral.org/


Torre do Relógio, o protesto contra a religião

Um último local para visitar que gostaria de mencionar é a Torre do Relógio de Saint Albans. Mesmo no centro da cidade, ergue-se a torre que foi acima de tudo uma declaração de protesto político contra o poder da religião em Saint Albans. A torre foi contruída em 1405 e permitia à cidade controlar as suas próprias horas, em vez da igreja, que até então detinha este poder, o de determinar as horas. É incrível como algo tão banal nos dias de hoje era algo tão importante e até usado como poder em eras passadas. Isto porque o ressoar do sino do campanário indicava a hora de recolher na cidade. O sino também funcionava como alerta em caso de fogo ou guerra. Em 1455 o sino tocou para alertar a população do que seria a primeira batalha de St Albans durante a Guerra das Rosas.

É possível subir ao topo da torre para aproveitar a magnífica vista do topo. No entanto, de momento está em reparações, mas espera-se que abra novamente ao público.

Website: http://www.stalbansmuseums.org.uk/visit/clock-tower


Mercado

Se visitarem Saint Albans ao sábado, aproveitem para visitar o mercado. Está aberto até cerca das 4 da tarde e onde irão encontrar as mais variadas barraquinhas a vender comida, livros, discos de música, vintage entre muito mais. O mercado está localizado na rua da Torre do Relógio.


Bebidas e Comida

Agora vou deixar a parte mais cultural de Saint Albans e falar-vos de um sítio que não podem perder.
Suckerpunch é o nome deste bar que abre entre as 4 e as 6 da tarde dependendo do dia de semana e aqui vão experimentar os melhores cocktails da vossa vida. Encontrámos este bar recentemente e bendita a hora que me apeteceu um cocktail no final de uma sexta-feira e encontrei este lugar através de uma pesquisa no google. Os cocktails são ótimos, o ambiente discreto e intimista, o conjunto perfeito para uma noite muito agradável. Recomendo a reservarem mesa principalmente ao fim-de-semana depois das 8-9 horas da noite.

Para jantar há várias opções, desde italiano, a libanês, a indiano. Mas nós acabamos sempre no mesmo sítio – Sushimania – uma rede de restaurantes japoneses. Nós gostamos muito do restaurante de Saint Albans, mas atenção nem todos os restaurantes desta companhia tem a mesma qualidade. Já experimentamos Sushimania noutro local e a experiência foi muito mais pobre. Mas se gostam de sushi venham ao Sushimania de Saint Albans e não se irão arrepender.

Website (suckerpunch): https://suckerpunchbar.co.uk/

Website (sushimania): https://www.sushimania.co.uk/

E assim fica as sugestões para um dia passado em Saint Albans, uma cidade pequena, pitoresca mas cheia de história e de locais para visitar e descontrair.