O que não perder na ilha de Skye

A ilha de Skye está no bucket list de muitos viajantes, tal como estava na nossa. Normalmente uma viagem à ilha de Skye está integrada numa completa viagem as terras altas da Escócia, as chamadas Highlands. Para visitar as Highlands desde Edimburgo até Glasgow eu diria que duas semanas é o ideal para ver tudo sem pressas, com tempos para completar trilhos, fotografias e também para qualquer eventualidade que possa acontecer.

Como nós andamos a visitar as Highlands em diferentes etapas, uma vez que vivendo em Inglaterra temos essa facilidade, passámos 3 dias na ilha. No mínimo diria 2 dias, para ter tempo de visitar os pontos principais da ilha. E é desses pontos que me focar neste post, que foi também o segundo dia na nossa viagem pela ilha de Skye. No post anterior já tinha mencionado as Fairy Pools e Sligachan que são dois pontos certamente importantes. Agora vou deixar aqui a parte a norte de Portree, onde se localizam a maior parte dos pontos que visitar.

Pequeno-almoço

Começando já pelo pequeno-almoço deixo-vos o que pode parecer uma opção um pouco estranha – The red brick cafe @ Jans. Este café fica dentro da loja de materiais Jans, na zona industrial de Portree. Apesar de tudo acabámos por vir aqui duas vezes porque ficava a caminho do nosso percurso. Existem várias opções como o full breakfast (o típico pequeno-almoço inglês), bagels ou sandes.

É uma boa opção para quem quer algo rápido e saboroso. Na verdade, no segundo dia que aqui viemos tentámos primeiro “Isle of Skye Baking company” mas encontrava-se encerrado por falta de pessoal. Assim The red brick cafe foi novamente o escolhido.

A caminho

A nossa primeira paragem foi no Loch Fada, um bonito lago com vista para o Old Man of Storr. Segunda paragem, the Bride’s Veil Falls (a cascata do véu de noiva) que revelou ser uma bonita cascata pela qual facilmente nos apaixonamos. Aliás as cascatas que incluiu nesta viagem são pontos que certamente merecem mais do que uma rápida fotografia, são locais onde se deve parar por um momento e olhar com olhos de ver.

Loch Fada e Old Man of Storr ao fundo

A terceira paragem foi o nosso primeiro trilho da viagem – Old Man of Storr. O parque de estacionamento (pago) fica mesmo ao lado do início do trilho. Sendo este o trilho mais famoso da ilha e por isso o mais movimentado, tenham atenção que podem encontrar o parque de estacionamento cheio.

The Old Man of Storr

O trilho é cerca de 6,8Km (ir e vir) e demora cerca de 1 hora e 15 se não fizerem paragens. Obviamente que nós demorámos mais porque quisemos ir tirando fotografias pelo caminho. E por isso talvez tenhamos “gasto” no total umas duas horas. O “Old Man” é o grande pináculo rochoso que se vê de Portree e arrendores. No entanto, ao chegar ao cimo irão ver outras formações rochosas que dão ainda mais valor a esta caminhada. A subida ao “Old Man of Storr” é sem dúvida uma das atividades que devem estar presentes em qualquer viagem à ilha.

Formações rochosas em Old Man of Storr
Rigg viewpoint

Depois da escalada parámos no Rigg Viewpoint, onde se vê o mar e no nosso caso ovelhas a pastar pacificamente junto à escarpa. Seguindo em frente foi a vez de Lealt Falls e Leat Fall viewpoint. Subimos à estrutura metálica com vista para a cascata e depois seguimos por um pequeno trilho até à vista panorâmica para o mar e falésias. Se olharmos para baixo ainda se vêm as ruínas de uma fábrica de diatomito, esta erguida em 1989, que como se pode ver pela imagem abaixo está actualmente em completo abandono.

Avançando para norte, a próxima paragem foi Croc Rock e The Brother’s Point. Não fomos até ao The Brother’s Point, porque a partir de Croc Rock há um aviso que daquele ponto o caminho torna-se escorregadio, as falésias são a pique e o meu marido tem medo de alturas. No entanto, o trilho até à praia foi suficiente para conhecermos esta zona. Normalmente o The Brother’s Point não é um dos locais mais conhecidos e isso fez-se confirmar pelo pequeno número de pessoas que encontrámos pelo caminho. A ida e vinda até ao Croc Rock levou-nos eu diria cerca de 45 minutos.

Kilt Rock & Mealt Falls viewpoint

Seguindo ainda mais para norte, parámos num dos mais conhecidos locais da ilha, o Kilt Rock & Mealt Falls Viewpoint. Aqui existem dois pontos importantes, o penhasco e a cascata. O penhasco, o Kilt Rock, tem 60 metros de altura. As suas colunas são de basalto duro que está assente sobre arenito. A paisagem que hoje se encontra, e que tem o nome de Kilt rock por se parecer com um kilt plissado (o famoso traje tradicional da Escócia) foi moldado pelo arenito macio constituído de sedimentos de rocha, terra, animais e lava vulcânica. O outro ponto importante e que não passa despercebido é a cascata, alimentada pelo rio Mealt (Mealt Loch) que desce do topo da falésia sobre a costa.

A nossa tarde estava reservada para outro local que não se pode perder – Quiraing. Aproveitamos a roulotte que estava no parque de estacionamento para abastecimento de energias e seguimos pelo trilho. Mal se começa o trilho percebe-se logo a razão de este ser um dos locais de eleição – as paisagens a partir do trilho são espectaculares. O trilho circular percorre uma distância de 6.8Km e demora cerca de 2 horas sem paragens. Claro que vai haver paragens, principalmente se forem entusiastas/profissionais de fotografia.

Quiraing
Quiraing

Falls of Rha foi a penúltima paragem que tínhamos para o nosso dia. Não há parque de estacionamento, tem que estacionar o carro um bocadinho mais à frente (nós deixámos à frente de umas vivendas) e ir a pé por dentro da floresta. O caminho, no entanto, demora menos ou cerca de 10 minutos e no final encontram-se frente a frente com a bonita cascata.

Falls of Rha

Fairy Glen, a nossa última paragem antes de seguirmos para casa, é um dos locais mencionados em quase todos os roteiros da ilha de Skye. Apesar do nome Fairy (fadas) aparecer em alguns nomes das paragens mencionadas – Fairy Glen e Fairy Pools não há qualquer lenda ou mítico associado com os locais. No Fairy Glen encontrar-se-ão numa estrada que serpenteia em torno de pequenas colinas relvadas com o topo arredondado. Também existe aqui um círculo de pedras, mas não se enganem – de fantástico ou de antigo este círculo não tem nada!

Fairy Glen

No entanto, é um local com uma arquitetura paisagística fora do comum e por isso um ponto principal de paragem.

Fairy Glen

Abaixo encontra-se o mapa com as paragens mencionadas

A- Portree
B- Loch Fada, Portree
C- Bride’s Veil Falls, Portree
D- Old Man of Storr Car Park, Portree
E- Lealt Falls, Stormy Hill, Portree
F- The Brother’s Point, Culnacnoc, Isle of Skye

G- Kilt Rock & Mealt Falls Viewpoint, A855, Portree
H- Quiraing walk, Sartle, Staffin, Portree
I- Rha Waterfalls, Portree
J- The Fairy Glen, Uig, Portree

Depois da visita a Fairy Glen chegava a altura de voltar para o nosso lodge em Portree e arranjarmo-nos para ir jantar. Depois de não conseguirmos arranjar marcação para esta noite decidimos que íamos experimentar as pizzas de Skye na roulotte Pizza in the Skye. Sim é uma roulotte onde fazem pizzas no forno, na hora. Mas não é que para nossa admiração que também aqui não aceitavam mais pedidos para aquela noite??!! Ouçam isto na roulotte que fazem pizzas!! Para não perdermos também a noite seguinte fizemos logo o pedido. Completamente surpreendidos como até a roulotte de pizzas não estava a aceitar mais pedidos e sem maior escolha fomos para a fila do mesmo restaurante da noite anterior – The Lower Deck Seafood Restaurant. Não que fosse mau o restaurante, porque não o é de todo, mas até que gostaríamos de ter experimentado outro sítio.

Assim depois de meia hora à espera fomos para o fish and chips, que obviamente era bom e para uma mousse de oreo que nos encheu bem as medidas.

Agora porque este problema dos restaurantes e take-aways? Primeiro em alguns sítios os restaurantes são caríssimos – não se enganem também o restaurante que acabámos por ir eu não diria que era barato nem pouco mais ou menos, mas em comparação e sabendo que a qualidade é boa decidimos ir parar ao mesmo sítio duas vezes.

Mas o grande problema que encontrámos na ilha e que se refletiu tanto no pequeno-almoço, por exemplo um dos sítios estava fechado por falta de pessoal e não só este local estava fechado pela mesma razão, tanto como pela dificuldade em arranjar um lugar para jantar foi nos explicado pelo dono da roulotte das pizzas no dia seguinte. Como devem saber a ilha de Skye é considerado um daqueles sítios idílicos para férias e depois do COVID muitos viajantes voltaram-se para a natureza. A ilha de Skye passou a ser rapidamente um dos destinos preferidos para passar férias. E isso revela-se pela quantidade de “Bed and Breakfast” e Airbnb’s que encontrámos por toda a ilha. Quase toda a casa que vimos tinha uma placa a dizer que eram alojamentos, mas sem vagas de momento (No Vacancies). E assim a ilha tornou-se superlotada com turistas e os restaurantes que existem não conseguem dar vazão à procura. É um desequilíbrio entre oferta/procura agravada pelo facto de ser difícil de empregar mais pessoas porque não há lugar para essas pessoas ficarem a viver na ilha. Qualquer quarto extra que há na ilha é usado por turistas. Portree apesar de ser a maior cidade da ilha é ainda assim uma pequena cidade, quase mais uma vila que não tem capacidade para a quantidade de pessoas que ali passam. E daí termos encontrado tantos problemas ou melhor, falta de escolha, nos restaurantes tanto para o nosso pequeno-almoço como para jantar. E como nós muitos mais turistas.

Para aqueles que procuram a oportunidade ideal para investir, aqui está! A ilha de Skye está a precisar de ajuda!

Se passarem só dois dias pela ilha (ou mesmo só um) ponho em baixo o segundo mapa para os pontos principais

A – Portree

B – Dunvegan Castle

C – Neist Point Lighthouse

D – Fairy Pools

E – Sligachan

Os dois mapas juntam o que a Ilha de Skye tem melhor para oferecer. Eu falarei mais de Dunvegan Castle e Neist Point Lightouse juntamente com outros pontos de paragem no próximo post, sobre aquele que foi o terceiro e o último dia na ilha de Skye.

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