Chegada à ilha de Skye

Há duas maneiras de chegar à ilha de Skye, apanhar o ferry em Mallaig, uma viagem de cerca de 45 minutos ou atravessar a ponte de Skye. Nós quisemos experimentar as duas opções e por isso fomos de ferry para a Ilha de Skye. Só há uma companhia que faz este viagem, a Caledonian MacBrayne e a aquisição dos bilhetes pode ser feita através do site: https://www.calmac.co.uk/

Aconselho a comprar para aí, no mínimo, com uns dois dias de antecedência. Se comprarem os bilhetes através do computador só vos deixa comprar os bilhetes se tiverem a matrícula do carro. Se for através do telemóvel têm a opção de comprar os bilhetes mesmo sem matrícula – não sei porquê – mas como não sabíamos e só tentamos através do computador não os conseguimos comprar. No dia anterior à viagem estavam esgotados. Alarmados, falámos com a proprietária do airbnb onde ficámos, perto de Mallaig, que nos disse para ir na mesma que às vezes eles ainda têm espaço. Compramos então os bilhetes às 10 para as 8 da manhã e ficámos ali à espera 15 minutos quase a rezar que houvesse espaço no barco que partia às 8:15. E aquele momento que nos fizeram sinal para entrarmos com o carro para o ferry foi um dos mais felizes da viagem. A viagem como disse acima demora cerca de 45 minutos e atraca em Armadale, na ilha de Skye. A travessia é feita quase de hora a hora.

E chegando a Armadale, começámos a nossa viagem na ilha de Skye. Um aviso é o de fazerem um plano do que querem ver e sítios para comer. Isto por duas razões, sítios para ver há de minuto a minuto e por isso é melhor decidirem onde querem parar. Sítios para comer é porque são muito poucos e alguns bastantes dispendiosos. Eu vou colocando aqui os sítios onde parámos para petiscar e jantar, mas já vínhamos aviados com garrafas de águas, umas bolachas e fruta. De tudo o mais importante é mesmo a água, tanto se quiserem andarem só de carro ou fazer trilhos. Especialmente se apanharem bom tempo com temperaturas a rondar os 22ºC como nós.

Existem várias destilarias na ilha, nós não fomos a nenhuma porque o tempo estava bom e o que apetecia era mesmo andar ao ar livre. Mas tínhamos em caso de mau tempo uma visita à destilaria Torabhaig (fica a dica). No entanto partíamos logo para a primeira cascata Eas a ‘Bhradain. Podem tirar as fotografias da estrada ou então como nós ir até ao pé da cascata. Demorámos cerca de 10 minutos a chegar à cascata. Se olharem para a montanha à vossa esquerda podem ver várias cascatas a descer o declive da mesma.

Segunda paragem foi em Sligachan. Este é um ponto de paragem para quase todos que passam pela ilha de Skye. A ponte velha construída entre 1810 e 1818 e a vista espetacular para as montanhas Cuillin são alguns dos pontos de interesse desta região. Nós viemos aqui a meio da manhã, mas também no último dia no pôr do sol, o que fez o cenário ainda mais bonito.

Encontra-se aqui também uma escultura criada por Stephen Tinney. Esta estátua representa dois homens; a figura sentada representa John Mackenzie. John foi o primeiro guia de montanhismo britânico com experiência reconhecida pelos padrões dos guias dos Alpes. A figura em pé representa Normak Collie, um cliente regular e amigo de longa data de Mackenzie. Juntos formaram uma prolífica parceria de escalada que durou cinquenta anos. São ambos reconhecidos como pioneiros de Cuillin, uma vez que foram eles mapearam e nomearam muitos dos picos destas montanhas.

Antes de pararmos para comer fomos até à cascata Carbost Burn Waterfall. Para se realmente poder ver a cascata é preciso descer um bocado a colina. Depois das fotografias tiradas fomos comer qualquer coisa ao café Cùil. Tanto o bolo como os tacos foram devorados com bastante satisfação.

Para a parte da tarde fomos até outro ponto de paragem obrigatória na ilha – as Fairy Pools. Aqui encontram-se várias piscinas naturais de água cristalina. Se forem bastante aventureiros podem sempre saltar para dentro de água – uma água de temperatura bastante baixa – ou tirar muitas fotografias com as montanhas à volta. O caminho entre as fairy pools não é difícil mas convém que levem roupa apropriada para o clima do dia da visita.

Nós tivemos bastante sorte porque foi quando chegámos ao carro que se largou uma violenta bátega de chuva, bastante inesperada pois tínhamos tido até então um dia esplêndido de sol. Com o tempo assim fomos para o nosso alojamento antes de irmos para Portree para jantar. Ficámos alojados no Skye Lodges como tinha mencionado no post anterior. Apesar de não oferecerem toalhas, nem lençóis, nem shampoo, nem internet, ficámos bastante agradados com a “casinha” que nos calhou. Tínhamos cozinha, sofás, uma casa-de-banho e a cama era bastante confortável. Não fosse os mosquitos que nos atacaram todos os dias que aqui estivemos até que não nos tínhamos importado de estender a nossa estadia. Mas os mosquitos estão em TODA a parte. O primeiro ataque vivenciado foi no viaducto de Glenfinnan em Glencoe. E na ilha de Skye era cada vez que o sol se punha e não havia vento. Era uma nuvem de mosquitos que a única solução era mesmo fugir. Comprámos repelente, mas nem assim. No entanto, só comprámos repelente na ilha, talvez se tivéssemos comprado um potente antes da viagem, não tivéssemos “sofrido” tanto. Quanto aos Skye Lodges outra coisa que também queria apontar era o barulho durante a noite. Existe um edifício no recinto que era antes um restaurante e os donos agora alugam-no para festas e por isso em 2 das 3 noites que aqui estivemos havia barulho até às tantas da manhã, o que para quem queria acordar cedo o dia foi bastante inconveniente. Daí a minha sugestão: marquem tudo com antecedência para não ficarem com as pioras (últimas) opções disponíveis.

Para jantar eu quis experimentar o restaurante The Lower Deck Seafood Restaurant. O local não aceita reservas é apenas por ordem de chegada e há sempre gente na fila. Contem com pelo menos meia hora de espera. Eu queria experimentar este restaurante e ainda para mais as outras opções estavam completamente cheias, por isso ficámos na fila à espera.

Mas acabámos por ter mesa e valeu a pena. As ameijoas estavam deliciosas assim como os pratos principais. Depois do jantar parámos no An Talla Mòr (Eighteen Twenty) para uma cerveja antes de voltarmos para o nosso lodge.

Um bom primeiro dia na ilha de Skye que prometia dias longos e solarengos cheios de muitas paisagens irresistíeveis.

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