Praga – Malá Strana, Comida Tradicional e Bar de Gelo

Depois de passarmos a ponte Carlos, chegámos a Malá Strana – em português, a Cidade Pequena. Talvez este lado da cidade seja mais conhecido por aqui onde se encontra o castelo. Mas o castelo estava programado para ser visitado no dia seguinte. Por isso mesmo fomos matar a sede primeiro. Encontrámos este sítio perto da saída da ponte – Lokál U Bílé kuželky, onde nos sentámos na cave que tinha um aspecto bastante rústico e acolhedor. O único senão era estar bastante abafado pois estava um dia de muito calor. Bebemos umas cervejinhas, descansámos, dissemos parvoíces e partimos para o nosso passeio. Com o dia a ir-se, o vento levanta-se o que para nós foi um grande alívio.

Decidimos passear junto ao rio até à outra ponte que ficava do nosso lado esquerdo (Ponte da Legião) para depois voltarmos ao outro lado da cidade. Há um parque entre as duas pontes o Parque Kampa, que nos proporcionou uma lindíssima paisagem sobre a cidade e sobre o rio.

Quando se passa a ponte da Legião avista-se um edifício muito bonito que soubemos mais tarde tratar-se do Teatro Nacional (imagem em cima). Quando fui a Budapeste senti o mesmo que agora em Praga, que as minhas expectativas não eram muito altas antes de partir, mas ambas cidades surpreendem e muito pela positiva, tanto pela sua limpeza, como pela sua arquitectura e beleza. Vale mesmo a pena visitar tanto Praga como Budapeste.

Já chegava a hora de jantar e queríamos experimentar comida tradicional checa. Enquanto decidíamos onde comer fomos ver a estátua da Cabeça de Franz Kafka. Franz Kafka foi um escritor checo famoso pelas suas obras que projectavam ideias ousadas e escrita não convencional, sendo considerado pelos críticos como um dos escritores mais influentes do século XX. Uma das suas obras mais conhecida é chamada de “Metamorfose”. A escultura da cabeça deste escritor mede 10 metros de altura e composto por 42 camadas rotatórias independentes. O movimento das camadas e a forma como interage dá ideia de ter saído de um filme futurístico (pelo menos a mim deu-me essa sensação).

Escolhemos o restaurante Mincovna para jantar por este estar bem avaliado e ser na Praça Central onde tínhamos estado de manhã. Infelizmente quando lá chegámos o restaurante estava lotado. Ainda fomos inteligentes e marcámos mesa para o jantar do dia seguinte mas estávamos com o problema em mãos de onde ir comer. Felizmente, ali perto numa rua escondida encontrámos este restaurante – U Dvou Velbloudů. E foi esta finalmente a nossa primeira refeição de comida tradicional checa. E nada mau, nada mau mesmo. Ou melhor, a comida foi óptima. Recomendo este restaurante. Afinal aqui ainda se comeu melhor que no restaurante que pensámos ir inicialmente. Acho que as fotografias falam por si.

A nossa noite estava já mais ou menos planeada. E depois de nos irmos arranjar ao apartamento seguimos para o Bar de Gelo. E este é daqueles sítios que vos digo mesmo para irem, vale tanto a pena. Primeiro entrámos para o bar de gelo propriamente dito, onde as paredes, os copos, o bar, as mesas, tudo é feito de gelo. Só se pode aqui estar durante 20 minutos no máximo, pois a temperatura nesta bar é de -7ºC. Deram-nos um capote térmico e umas luvas para levarmos para dentro do bar e até há um temporizador de tempo a informar quanto tempo resta dos 20 minutos que se pode ali estar. Com o dinheiro do bilhete ainda tem-se direito a uma bebida. Experiência muito gira.

Quando saímos depois do bar de gelo, apercebemos-nos que havia mais 3 pisos e fomos logo explorar (tudo incluído no bilhete de entrada) e em cada piso há discoteca, cada piso com ritmos de música diferentes. Começámos no primeiro piso com música “normal” de discoteca em que o DJ era uma máquina com um braço. Segundo piso música dos anos 70-80 e no último piso música latina e foi mesmo aqui que ficámos praticamente a noite toda. Cada piso tem o seu bar. Só um alerta o bilhete de entrada tem que ser pago em dinheiro, eles não aceitam multibanco.

Acho que posso dizer que foi aqui que mais nos divertimos. Ficámos horas e horas a dançar. Brutal.

Mesmo já no final da noite quisemos ir ver um sítio chamado de GoldFingers, um bar de strip. A minha review é um bocado contraditória, por assim dizer. Se vocês apreciam este tipo de ambientes ou querem mesmo ver como é – sim vão. Se forem como nós, um grupo misto que não liga muito acho que não vale a pena especialmente por causa dos custos associados. As bebidas são caríssimas, é obrigatório consumir (mulheres e homens) e as mulheres têm que pagar bilhete de entrada. Mas pela experiência foi engraçado até porque no final ficámos com piadas “internas” dentro do grupo, que só nós percebemos. No entanto, se calhar valia mais termos ficado a noite toda no Bar de Gelo.

Para o nosso segundo dia estava para já reservado a zona do Castelo e o restaurante Mincovna. Mas claro que no final houve muito mais.

Praga – Castelo de Praga, Jardim Wallenstein e Muro de Lennon

Praga – Restaurante Mincovna, Estátua de Franz Kafka e Praga à noite

Praga – Spa de Cerveja, Casa Dançante e o Adeus

Anteriores:

Praga – Conhecer a cidade
República Checa – Praga


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