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Final de sexta-feira
Depois do encontro para café e para experimentar o croissant do L’Antico Forno di Fontana di Trevi voltei para o Aquarius Inn. Após uma tarde a fazer quilómetros a pé na cidade de Roma (ver último post), precisava de um pouco de descanso antes de voltar a sair para ir buscar o meu marido que chegava naquela noite a Roma. E para quem está a começar a viajar ou é daquelas pessoas como eu que não quer perder um minuto, temos de aprender que parar também faz parte da experiência. De vez em quando é preciso recarregar baterias e está tudo bem. Cada viagem, cada pessoa, terá uma experiência diferente do mesmo local, por isso façam a viagem ao ritmo que vos dará mais prazer. Viajar não é uma corrida sobre quem fez mais, quem viu mais, quem comeu mais – é saber aproveitar o melhor da maravilhosa experiência que é explorar diferentes partes do mundo.

Fica aqui o sermão – pode ser que alguém precisasse de ler isto – provavelmente eu sou uma delas. Mas é algo que tenho aprendido com o tempo e que tenho tentado fazer em cada viagem.
Pinsa do Pinsere
Às 7 da noite e ao saber que o meu marido ainda ia demorar mais de uma hora a chegar à estação de comboios em Roma fui jantar ao restaurante Pinsere. Este restaurante fechava às 9, uma das razões pelas quais não esperei pelo meu marido, e como ficava perto do Aquarius Inn, chegaria à estação num instante. O Pinsere não é um restaurante formal, mais uma espécie de restaurante de fast-food, com o menu focado na Pinsa, na pizza tradicional romana.

A diferença da Pinsa em relação à pizza mais tradicional é a massa. Enquanto a massa da pizza tradicional é à base de farinha de trigo, a da Pinsa é uma mistura de farinhas de trigo, arroz e soja contendo um maior teor de água e fermentada por mais tempo. A massa da Pinsa é por isso muito fina e crocante nas bordas. Outra diferença é que normalmente a pizza Pinsa tem um formato mais oval do que redondo.
No Pinsere, as pinsas já estão no balcão prontas a ser cozinhadas no forno. Como já era final do dia nem todos os tipos de pinsa estavam disponíveis, mas isso não foi um problema porque as opções à vista eram bastante do meu agrado. Pedi uma pinsa com mortadella, queijo ricotta e pistáchio e em menos de 10 minutos estava sentada numa das mesas exteriores a comer a pinsa, da qual devo dizer gostei imenso, acompanhada por uma limonada. Neste restaurante as bebidas são à base de refrigerantes ou cerveja em lata ou em garrafa. Como gostei tanto das pinsas decidi comprar duas e levá-las para o meu marido para quando chegasse, já que este estabelecimento também fazia take-away.

Cada pinsa ficou a 7.5 euros, 25 euros no total por 3 pinsas e a limonada. Para o meu marido pedi uma pinsa com os mesmos toppings da que tinha acabado de comer e outra com queijo e tomates-cereja à qual puseram um molho por cima que me pareceu pesto. O meu marido disse que essa era ainda melhor do que a pinsa de mortadella. Eu não provei esta segunda pinsa, mas acredito na palavra dele.
Website do restaurante Pinsere: https://www.facebook.com/Pinsere/
Melhores locais para visitar à noite
Já passava das 9 e meia quando voltámos a sair do Aquarius Inn. Depois do jantar no Pinsere, fui buscar o meu marido à estação de comboios. E, já agora, comprei outro McFlurry de pistáchio. Não houve um itinerário preciso para o passeio que se seguiu, mas confesso que me senti um bocadinho ‘presunçosa’ por ir mostrar ao meu marido locais que já tinha visitado e ao mesmo tempo desejosa de mostrar tudo o que já tinha visto.

Durante este passeio fiquei com uma certeza – Roma é 1000x mais bonita à noite, qualquer que seja a zona da cidade. Roma é uma das cidades mais bonitas que já visitei especialmente àquela hora com menos confusão, menos pessoas, menos encontrões. À noite Roma torna-se uma cidade que se pode visitar com tempo, e com o tempo que merece.
Começámos por ir até à fonte Trevi que como tinha dito anteriormente a partir das 10 da noite é possível chegar ao patamar inferior sem pagar. E apesar de haver aqui pessoas nesta hora mais tardia, não houve problema nenhum em chegar perto da fonte. Após a necessária contemplação desta obra de arte seguimos para a zona da cidade que já tinha visitado durante o dia onde fica o monumento a Vittorio Emanuele II. Só há duas palavras para descrever esta zona à volta da Piazza de Venezia em especial o Foro Traiano: absolutamente lindíssimo.

No fim chegámos ao Coliseu e apesar de já o ter visto de relance no primeiro dia quando visitei o Parco del Colle Oppio e delle terme di Traiano, hoje foi o dia que o vi de perto. Não há palavras para descrever a sua imponência, por alguma razão é uma das sete maravilhas do mundo.
Sobre o coliseu e a sua história falarei mais tarde quando escrever sobre a nossa visita ao Coliseu que aconteceu no domingo de manhã.
Bar do’Brasil
Para fechar o dia faltava uma bebida sentados à esplanada. Apesar de estarmos em março a temperatura era amena o suficiente para o pudermos fazer. Decidimos parar num local que ficasse já a caminho do Aquarius Inn e foi no Bar do’Brasil onde acabámos por nos sentar. Foi com um Hugo Spritz e uma cerveja italiana a olhar para a ‘chiesa di Sant’Alfonso di Liguori all’Esquilino’ que acabámos este dia.


Apesar de não recomendar este bar em particular, apenas para quem der jeito devido à sua localização, aconselho imenso a experimentarem a bebida Hugo Spritz se ainda não o tiverem feito. Eu experimentei pela primeira vez quando estive nos Dolomitas e foi amor ao primeiro golo.
Próximo post
No próximo post vamos entrar no fim-de-semana com a visita aos Museus do Vaticano, à basílica de San Pietro e ao vibrante bairro Trastevere.