Dia 3 – De Vík para Lake Mývatn

Como vos disse, chegámos ontem a noite já completamente escuro e nem nos tínhamos dado conta do que se encontrava a nossa volta. Acordar mesmo ao lado das montanhas, não há mau humor que aguente.

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Mas também não tivemos muito tempo para contemplações, pois este era o dia em que estava planeado fazermos mais quilómetros e, digo-vos que foi extenuante. Quando no início vos comecei a falar sobre a Islândia disse-vos para tirarem mais uns dias e fazerem mais paragens, era principalmente neste percurso que estava a falar. Pelo menos, fazerem este percurso em 2 dias em vez de só um.  Fizemos cerca de 600 quilómetros só neste dia, fomos do sul, passámos toda a costa este e depois um bocado do norte, para a zona interior. As estradas não são as melhores e acabámos por chegar por volta das 22h ao local onde íamos dormir e, estávamos de rastos. Mas não me vou apressar, vamos começar pela manhã.

Depois de um bom pequeno-almoço, fomos ver Dyrhólaey , uma encosta que foi palco das gravações de Game of Thrones (Guerra dos Tronos).

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Vík

Em direcção a Myrdalssandur que é um campo de lava, passámos por Vík, uma pequenina mas pitoresca cidade do sul.

Em seguida passámos por Kirkjugolf que é supostamente um chão de hexagonais, mas para além de não vermos nada por causa da neve, a estrada encontrava-se horrivelmente em mau estado e perdemos mais de meia hora só para sair dela. Seguimos então para Jokulsárión onde acabámos por  almoçar. Jokulsárión é um lago de gelo em que a água é de um azul muito profundo. Muito bonito mesmo.

E, com isto tudo eram 14h e meia e já estávamos atrasados de acordo com os nossos planos. Como digo foi extenuante, foram horas e horas de viagem, não digo que não é bonito por que é. As fotos que temos é algo digno de quadros, mas se tivéssemos parado a meio, teríamos dado mais atenção à paisagem do que propriamente às horas que passavam e aos quilómetros que ainda nos restavam fazer. Mas, sim a Islândia é um país de cortar a respiração.

Quando chegámos a DIMMUBORGIR GUESTHOUSE, no lago mývatn, estávamos estafados e com os nervos em franja pois na última parte da viagem a estrada estava cheia de gelo e o carro estava sempre a fugir, para além que estávamos com fome. Mas quando saímos do carro, ambos abrimos a boca, todo o céu se tingia de verde. Era mais uma vez, a Aurora Boreal a mostrar-nos o seu esplendor. E naquele momento, todas as preocupações simplesmente se desvaneceram.

Dia 4: Em Dimmuborgir

Mais posts sobre esta viagem:

Dia 1 – De UK para Reykjavík

Dia 2 – De Reykjavík para Vík

Dia 5 – De Lake Mývatn to Grábók

Dia 6 – De Grábók to Reykjavík

Islândia

Dia 2- De Reykjavík para Vík

Como já vos tinha dito, quando fomos alugar o carro tinham-nos avisado que no dia seguinte havia alerta de tempestade forte e aconselhavam a não conduzir. Ora cá, como não íamos conduzir se tínhamos tanta coisa para ver!! Como somos teimosos, enquanto tomávamos o pequeno-almoço decidimos tentar ir na mesma. Bem tentar, tentámos, mas a meio do caminho voltámos para trás. A neve e o vento era tão fortes que mal se via a estrada e depois de vermos 3 jeeps atolados na neve, decidimos que o melhor era mesmo voltar para trás e tentar mais tarde se o tempo melhorasse.Fomos então passar tempo num centro comercial o Kringlan onde almoçámos. Por volta das 14h sem sabermos o que fazer à vida, pois as estradas neste momento estavam cortadas, liguei para o número das estradas +354 522 1778/1777 que me disseram que as estradas seriam reabertas por volta as 16h. Como mais de meio dia já se tinha ido, em vez de irmos para o Golden Circle, fomos em direcção a Vík, onde tínhamos marcado a dormida dessa noite. A condição das estradas não estava maravilhosa, mas ainda chegámos com tempo de irmos ver uma cascata, a Seljalandsfoss.

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Este foi o ponto alto de um dia que começou a estragar-nos os planos. Quase rente a noite, seguimos então viagem para a STEIG GUESTHOUSE. Chegámos já de noite cerrada, mas a dona da Guesthouse ainda aceitou a dar-nos jantar.  Tenho-vos a dizer que uma sopa de cogumelos e pão com manteiga nunca nos souberam tão bem.


Dia 3: De Vík para Lake Myvatn

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Dia 1 – De UK para Reykjavík

Dia 4 – Em Dimmuborgir

Dia 5 – De Lake Mývatn to Grábók

Dia 6 – De Grábók to Reykjavík

Islândia

Dia 1 – De UK para Reykjavík

Apanhámos o voo às 07:45 da manhã no aeroporto de Luton. Lá foi levantar cedo e apanhar o avião. Vá lá, por acaso desta vez o voo não estava atrasado, como acontece 99,9% das vezes.

Chegámos por volta das 11:30 a Reykjavík e a primeira prioridade foi o carrito. Como era a primeira vez que alugávamos um não tínhamos a certeza onde nos dirigir. Há muitas empresas disponíveis para alugar carros no aeroporto (por isso podem o fazer quando chegarem lá), mas nenhuma das agências que vimos era a nossa (sorte do desgraçado). Andámos lá um bocado perdidos, mas lá com perguntas e tal lá nos desenrascámos.  Afinal estava tudo escrito no mail que nos tinham mandado mas andar as aranhas num país desconhecido é mais engraçado. Lá ligámos para a empresa que nos veio buscar ao aeroporto. Depois da papelada tratada e termos pago um balúrdio por um GPS ranhoso, avisaram-nos que no dia seguinte estava anunciada uma tempestade violenta e que aconselhavam as pessoas a não conduzir. Claro, como qualquer boa pessoa, essas recomendações passaram-nos ao lado. NADA nos pára, NADA.  E começámos a nossa viagem.

A primeira paragem foi o local que alugámos para a passar a noite, a ALBA GUESTHOUSE. Chegámos às 14h mas como o check-in só começava a partir das 15h, o dono mandou-nos embora porque os quartos não estavam ainda arranjados (sim, o senhor era um amor).

Lá voltámos para o carro e  como tínhamos marcação no Blue Lagoon às 15h, decidimos então ir lá primeiro e depois voltar. O GPS como bom islândes que era só reconhecia as moradas em islândes e nós, como bom portugueses que somos, só tínhamos a moradas em inglês. Andámos perdidos a conduzir com o humor mais negro que a Amadora em noites de tempestade até que pedimos ajuda a um casal que foi mesmo muito simpático e disse-nos para os seguir, que quando fizessem sinal para irmos em frente e que depois veríamos as placas para o Blue Lagoon. Lá encontrámos as placas, que na língua islandesa chama-se “Bláa lónið”. E assim aprendemos que todos os dias à noite teríamos que preparar o GPS com as moradas para os vários sítios que íamos, para não nos perdemos.

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Ok, agora a parte boa. Chegámos ao Blue Lagoon e sim, garanto-vos que vale a pena. No meio de água quente, com as montanhas cobertas de neve à nossa volta é mesmo bonito. Não tirámos fotos aqui dentro porque fomos burros e não levámos a máquina, mas basta irem à página deles e ficam logo com vontade de também ir: www.facebook.com/BlueLagoonIceland/. Foi o suficiente para ficarmos de bom humor. Tivemos lá duas horas e meia, mas pode-se lá ficar o tempo que se quiser.

De muito melhor humor voltámos a Reykajavík, fizemos o check-in, comemos qualquer coisa e embarcámos num cruzeiro na empresa Elding, marcado para as 21 horas.

Aprendi uma coisa neste cruzeiro, aprendi que sei tremer. Estava mesmo muito frio, tanto que até batia os dentes mas valeu a pena:  vimos a aurora boreal 2 vezes. A primeira foi mal saímos do porto. Ah outra coisa que também aprendi, é que não é fácil que as fotos fiquem alguma coisa de jeito quando se fotografa a aurora boreal. Por isso, peço desculpa se as fotos não estavam jeitosinhas. O verde depois desvaneceu-se a meio do caminho e só quando já nos estávamos para vir embora é que voltou a aparecer, mas desta vez mais forte.

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Dia 2: De Reykjavik para Vík

Dia 3 – De Vík para Lake Mývatn

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Dia 5 – De Lake Mývatn to Grábók

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Islândia

Islândia

Ora bem, a ideia de ir à Islândia começou quando o meu marido me disse que gostaria de um dia ir ver a aurora boreal. A partir daí foi a vez de começarmos a pesquisa de onde, como e quando. Digamos que a Islândia foi o país que se apresentou ser mais a medida das nossas economias (apesar de ser caro), por isso se ir à Islândia também vos agrada, aviso-os a levar um pé de meia, que morrer congelado no meio do nada não é o sonho de qualquer um.

Decidimos então ir no final de Fevereiro por uma semana (23 de fevereiro a 1 de março) e ir um pouco por todo o país, pois o que queríamos estavam espalhados de norte a sul de este a oeste. Claro que nós portugueses habituados ao quentinho de Portugal a viver em UK pensámos que conseguimos sobreviver facilmente a qualquer temperatura. Se conseguimos viver com chuva 365 dias por ano também conseguimos aguentar um pouco de neve. Aviso-vos que nunca vesti tantos pares de calças e casacos ao mesmo tempo, no final parecia um manequim a que algum miúdo se tinha divertido em meter camadas e camadas de roupa até que um simples levantar de braço poderia contar com exercício físico.

Então o primeiro passo foi alugar um carro. Alugámos o carro no greenmotion, mas não pensem que foi um carro qualquer. Não, como qualquer bebâdo que pensa que está sóbrio e sabe o que faz, alugámos um Mazda 2. Mas foi porque foi o mais baratinho, mas se fizerem algo semelhante aconselho-vos a um jeep. Estou aqui a poupar-vos uns quantos ataques de coração e rezas ao senhor. Que as estradas lá, cheias de gelo e neve não são as mais recomendáveis a corações fracos. Então, assim planeámos a nossa viagem, de 6 dias 2500 Km (recomendo-vos se fizerem o mesmo, a ficarem lá mais uns 2-3 dias e a fazerem mais paragens). Este era o nosso percurso, calculado ao minuto.

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Mais dois conselhos: Como na Islândia, as cidades são muito longe umas das outras, instalámos algumas aplicações, uma foi a app 112 Iceland para emergências e outra que nos foi mesmo muito útil Iceland Offline Map. Como nos apercebemos quando chegámos à Islândia é que há estradas em que nem todos os tipos de carros podem circular (chamadas as F roads),  e neste mapa consegue-se ver quais as estradas que podíamos e não podíamos conduzir. Outra coisa que é preciso ter em conta quando se conduz na Islândia e sempre encher o depósito do carro quando se vê uma bomba de gasolina. As cidades são afastadas umas das outras por muitos kms e não vale a pena estragar a viagem por causa deste pormenor.

No final, este foi aproximadamente o nosso percurso:

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Para seguir a viagem:

Dia 1 – De UK para Reykjavík

Dia 2 – De Reykjavík para Vík

Dia 3 – De Vík para Lake Mývatn

Dia 4 – Em Dimmuborgir

Dia 5 – De Lake Mývatn to Grábók

Dia 6 – De Grábók to Reykjavík