Islândia

Ora bem, a ideia de ir à Islândia começou quando o meu namorado me disse que gostaria de um dia ir ver a aurora boreal. A partir daí foi começar a pesquisa de onde, como e quando. Digamos que a Islândia foi o país que se apresentou ser o mais dentro das nossas economias (apesar de ser caro). Por isso se ir à Islândia também vos agrada, aviso-os a fazer um pé de meia, que morrer congelado no meio do nada não é o sonho de qualquer um.

Decidimos então ir no final de Fevereiro por uma semana (23 de Fevereiro a 1 de marco) e visitar todo o país, pois o que queríamos ver estava espalhado de norte a sul de este a oeste. Claro que nós portugueses habituados ao quentinho de Portugal a viver em Inglaterra pensámos que conseguíamos sobreviver facilmente a qualquer temperatura. Se conseguimos viver com chuva 365 dias por ano também conseguimos aguentar um pouco de neve. Aviso-vos que nunca vesti tantos pares de calças e casacos ao mesmo tempo. No final parecia um manequim a que algum miúdo se tinha divertido em meter camadas e camadas de roupa até que um simples levantar de braço poderia contar com exercício físico.

O primeiro passo foi alugar um carro. Alugámos o carro no site do Greenmotion, mas não pensem que foi um carro qualquer. Não, como qualquer bêbado que pensa que está sóbrio e sabe o que faz, alugámos um Mazda 2. Foi esse carro o escolhido porque era o mais baratinho, mas se fizerem algo semelhante aconselho-vos a escolherem um jeep. Estou aqui a poupar-vos uns quantos ataques de coração e rezas ao senhor, que as estradas lá, cheias de gelo e neve não são as mais recomendáveis a corações fracos. Assim planeámos a nossa viagem, em 6 dias fazer 2500 Km (recomendo-vos se fizerem o mesmo, a ficarem lá mais uns 2-3 dias e a fazerem mais paragens). Este era o nosso percurso, calculado ao minuto.

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Mais dois conselhos:

  • Como na Islândia as cidades são muito longe umas das outras instalem duas aplicações, a app 112 Iceland para emergências e a Iceland Offline Map (esta foi-nos mesmo muito útil). Quando chegámos à Islândia foi-nos dito que há estradas em que nem todos os tipos de carros podem circular (chamadas as F roads),  e neste mapa consegue-se ver quais as estradas que se pode e não se pode conduzir.
  • Outra coisa que é preciso ter em conta quando se conduz na Islândia é sempre encher o depósito do carro quando se vê uma bomba de gasolina. As cidades são afastadas umas das outras por muitos quilómetros e não vale a pena estragar a viagem por causa de falta de combustível.

No final, este foi aproximadamente o nosso percurso:

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Para seguir viagem:

Dia 1 – De UK para Reykjavík

Dia 2 – De Reykjavík para Vík

Dia 3 – De Vík para Lake Mývatn

Dia 4 – Em Dimmuborgir

Dia 5 – De Lake Mývatn to Grábók

Dia 6 – De Grábók to Reykjavík