Índice desta página
- Os primeiros momentos em Roma
- Chiesa di San Bernardo alle Terme – panteão de Roma em ponto pequeno
- Chiesa di Santa Maria della Vittoria: a imponência do barroco
- Maritozzo do Bar Pasticceria D’Amore
- Chiesa dei Santi Silvestro e Martino ai Monti: um tecto de azul e dourado
- Parco del Colle Oppio e delle terme di Traiano
- Próximo post
Os primeiros momentos em Roma
Depois de dar todas as dicas de preparação para uma viagem a Roma (ver post aqui) vou agora falar do que fazer e ver quando se chega à cidade. Como disse anteriormente, para chegar do aeroporto à estação de comboios vim no autocarro da Terravision e depois de uma caminhada de 15 minutos fazia o check-in no hotel Quirinale na via Nazionale.
Depois de pôr as malas no quarto e de verificar todos os cantos da acomodação, estava na hora de aproveitar aquela tarde para conhecer a cidade. Como no dia a seguir começava a conferência que se estenderia até sexta-feira, todos os minutos estavam a contar. E uma das primeiras coisas que queria fazer era comer um maritozzo. O que eu aprendi desde que comecei a viajar sozinha, normalmente em trabalho, é que o meu estilo de viagem é andar pelas ruas, ver uma coisa ou outra enquanto experimento vários pratos tradicionais daquela cidade ou país. Acho que posso dizer que sou também uma foodie, uma apreciadora de comida, não apenas uma turista de fazer quilómetros. E podem crer que tinha uma grande lista de pratos, salgados e doces, que queria experimentar enquanto estivesse em Roma.


Por isso a primeira parte do itinerário era visitar algumas igrejas enquanto estivesse a caminho da pastelaria Regoli, um dos locais mais aclamados para experimentar o tal bolo. Depois de passar quase duas semanas a ver vídeos nas redes sociais dos quais muito mostravam o bolo maritozzo, tinha de ser a primeira coisa que ia comer.
Outra coisa que tinha lido sobre Roma e que completamente apoio é que entrem em todas as igrejas, mesmo aquelas das quais nunca ouviram falar. Pelo que li, em Roma há cerca de 900 igrejas espalhadas pela cidade e claro que algumas são mais famosas do que outras, mas mesmo as menos conhecidas não deixam de ser lindíssimas. Por isso, se virem uma igreja é simples, é entrar. Para mais a entrada para qualquer igreja é gratuita, excluindo talvez a basílica de San Pietro que como disse no outro post (ver aqui) talvez decidam comprar bilhete para evitar longas filas de espera ou a capela Sistina que faz parte da visita aos museus do Vaticano.
Sobre as igrejas que visitei não vou dar grandes pormenores sobre a sua história, senão esta página tornar-se-ia enorme, mas farei referência a todas as igrejas que entrei e às que pensei entrar, mas não o fiz, com detalhes sobre as características únicas de cada uma.
Chiesa di San Bernardo alle Terme – panteão de Roma em ponto pequeno
Esta foi a primeira igreja que visitei em Roma, e era uma daquelas que não estava no itinerário, entrei apenas por passar por ela ao acaso. E ainda bem que o fiz, porque esta igreja é uma espécie de panteão de Roma em ponto pequeno. Tal como o panteão, esta igreja também não tem janelas, recebendo apenas luz solar pela abertura circular no centro da cúpula.


À volta da igreja existem 8 nichos onde estão estátuas de 3 metros, cada uma representando um diferente santo, criadas por Camillo Mariani por volta de 1600. Estes nichos, 4 de cada lado, são interrompidos por dois retábulos do século XVIII de Giovanni Odazzi.
Chiesa di Santa Maria della Vittoria: a imponência do barroco
Esta é uma das igrejas que são muitas vezes mencionadas como uma das igrejas a não perder em Roma. Ainda antes de chegar à igreja passei pela bonita fonte dell’Acqua Felice construída entre 1585 e 1589, onde a estátua de Moisés recebe o lugar central. Esta fonte foi construída onde antes ficava a secção final do acqueduto Felice que abastecia água para as colinas de Quirinale, Virinale e Esquilino.
Mal se entra na igreja de Santa Maria della Vittoria apercebemo-nos logo porque esta é uma das igrejas mais mencionadas nos roteiros turísticos. Uma igreja de estilo barroco construída entre 1608 e 1620, devota a Santa Maria depois da vitória do exército católico em 1620 naquela que se chamou a batalha da Montanha Branca. Estátuas detalhadas, arcos decorados com mármore e colunas (capitéis coríntios) douradas formam um conjunto de completa imponência.
Talvez a estátua mais conhecida desta igreja seja a ‘Êxtase de Santa Teresa de Ávila’, que representa a visão de Santa Teresa do momento em que um anjo transpassa o seu coração com uma flecha dourada.


Depois de todas as igrejas que conheci em Roma, também eu recomendo que venham visitar esta igreja e já que aqui estão, também a fonte dell’Acqua Felice.
Maritozzo do Bar Pasticceria D’Amore
Ainda antes de chegar ao meu destino para finalmente provar o bolo maritozzo, passei pelo edifício magnífico da Basilica Papale di Santa Maria Maggiore que se destaca pela torre que de certo modo faz lembrar o campanário de São Marcos em Veneza. Não entrei na igreja naquele dia, deixando a visita para uma altura em que estivesse com o meu marido. Mas fiquei impressionada pelo detalhe das estátuas representadas na parte exterior da igreja.


Finalmente cheguei à rua onde fica a pastelaria Regoli apenas para descobrir que estava fechada, porque afinal este estabelecimento encerra às terças-feiras. Apesar da decepção eu estava determinada em provar aquele bolo naquele dia e por isso cruzei a estrada, Via dello Statuto, e escolhi a opção que tinha diante de mim, a pastelaria D’Amore. Esta pastelaria não está tão bem avaliada como a pastelaria Regoli mas a maior parte dos comentários negativos é do atendimento ser um pouco frio. Já quase a salivar nem pensei duas vezes.
Eu entrei e vi logo uma bancada enorme de vidro com maritozzo’s que são bolos tipo brioche abertos ao meio e recheados (e bem) com natas. O creme não é tão doce como o chantilly, mas a textura é bastante parecida. O tradicional é apenas com as natas, mas há várias opções como por exemplo com pistachio ou como neste restaurante com framboesas e açúcar em pó que é opção mais procurada nesta pastelaria.

Eu escolhi o tradicional mas no último dia comi um maritozzo de pistachio já no mercado da estação de Roma e para mim esta versão, a tradicional, foi a melhor. Claro que podem ter a certeza que estava toda deliciada a comer finalmente o maritozzo, o bolo tradicional de Roma. O bolo custou-me 3 euros e era de tamanho ‘normal’, mas havia também maritozzo’s de tamanho gigante que custavam entre os 5-6 euros.
Chiesa dei Santi Silvestro e Martino ai Monti: um tecto de azul e dourado
Depois do lanche, continuei a explorar a zona mais a sul do centro de Roma e foi na igreja dei Santi Silvestro e Martino ai Monti onde entrei a seguir. Os frescos, os quadros e outros elementos decorativos estavam sob um processo de restauração e por isso muitos deles estavam tapados, mas mesmo assim a beleza da igreja era notável.
Esta igreja é uma das mais antigas de Roma, sendo a sua origem do século IV. A igreja e o convento adjunto passaram por vários eventos de restauração, alguns eles depois períodos de destruição por exemplo devido a guerras, mas a restauração mais relevante da igreja actual foi na segunda metade do século XVII onde vários artistas foram convidados a participar no projecto.
Parco del Colle Oppio e delle terme di Traiano
Já com o sol a pôr-se e a pensar onde iria jantar, acabei por ir parar ao parque del Colle Oppio onde encontrei um parque urbano com várias ruínas romanas que afinal eram as ruínas das termas di Traiano. Para além das ruínas inesperadas também encontrei uma zona onde foi construída uma pista de skate e onde naquela altura vários adolescentes aproveitavam para mostrar as suas habilidades em cima de rodas.

E a melhor surpresa era que daqui tinha-se uma vista panorâmica do coliseu de Roma. Penso até que este miradouro, se assim se possa chamar, não seja muito conhecido porque não vi muitos turistas, vi mais locais a andarem por ali. E foi assim o meu primeiro vislumbre desta construção icónica de Roma.
Próximo post
E é neste pôr-do-sol com uma paisagem inesperada para o coliseu que termino este post. Para a semana continuarei a falar das seguintes igrejas que visitei antes de ir jantar, que foi num dos restaurantes mais falados nas redes sociais. Todos os detalhes disponíveis na próxima semana.