Barcelona – 3º Dia (2ª Parte)

No último post tínhamos ficado a caminho do Estádio do Barcelona. Apesar de termos visto imensa coisa ainda eram 2 da tarde e até às 6, a hora que tínhamos que estar na Sagrada Família, havia tempo de ver mais qualquer coisinha.

Assim fui eu com os rapazes. Relativamente à capacidade deste estádio, este é o maior da Europa e o terceiro maior estádio do mundo, por isso podem perceber a sua enormidade e importância no mundo do futebol. A zona do estádio é bastante atractiva, tem vários sítios onde se comer, a maior e mais fantástica loja de desporto que tinha visto até hoje e até se quiserem existe a possibilidade de comprarem bilhetes para a tour pelo museu e pelo estádio. Demos por ali uma voltinha rápida e como nesta altura a fome já estava a apertar decidimos ir ter com a nossa amiga e ir almoçar. Não vos tinha dito mas na noite anterior tínhamos ido ao supermercado comprar qualquer coisa para o nosso pequeno-almoço, por isso não pensem que ainda não tínhamos comido nada. Porque se isso tivesse acontecido tinha havido a mesma festa que do dia anterior. Assim parámos no Pans para comer qualquer coisa e descansar.

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Às 5 e meia já estávamos a chegar à Sagrada Família. Eu cada vez que olhava para aquele edifício, que ainda está em construção, admirava-me por ver algo assim tão majestoso. E é por isso mesmo que vou-vos falar um bocadinho da Sagrada Família, mas  atenção há tanto para dizer, há tanto simbolismo envolvido que se ficarem interessados em saber mais podem ler mais no site http://www.sagradafamilia.org/es/

A Sagrada Família é um edifício que conjuga a religião com a natureza. A Sagrada Família, como o nome próprio indica, remete-nos para a religião católica, para Jesus, Maria e José, a Sagrada Família, o exemplo supremo. Muitas das esculturas encontradas da parte exterior retratam diferentes episódios da vida de Jesus, como por exemplo o seu nascimento e a sua crucificação. Pelo seu cariz religioso este é considerado um sítio de culto, de reza e de respeito. O edifício pode ser repartido em três fachadas, cada uma se centralizando numa passagem diferente da vida e dos ensinamentos de Jesus.  Uma das fachadas foca-se no nascimento de Jesus, outra foca-se na sua crucificação e ressurreição e a terceira foca-se na sua Glória, presente e futura. Cada fachada é depois separada por diferentes portais. Por exemplo, a fachada frontal do edifício centra-se no nascimento de Jesus, sendo esta parte separada no Portal da Fé, no Portal da Esperança, no Portal da Caridade, a parte superior no Portal da Caridade e nas Torres do Sino. No site que vos disse acima podem ler os diferentes simbolismos de cada fachada e de cada portal, se estiverem interessados. Irão-se aperceber tal como nos aconteceu a nós que cada mínimo detalhe tem um simbolismo associado.

Na parte interior, o jogo de luzes e a forma das colunas (semelhante a troncos de árvores) foram pensados e concretizados de forma a que se de a sensação de estar dentro de um bosque. Aqui  pretende-se reflectir calma, serenidade e o convite à reza e à reflexão. Não só aqui se vê o papel da natureza, também na parte exterior existem esculturas que representam por exemplo folhas e flores. Sobre a Sagrada Família e o seu simbolismo podia-me alongar muito mais, mas não quero ser demasiada detalhista. O que vale mesmo a pena fazer e virem visitar este sítio.

Este edifício, como disse, ainda se encontra em construção, sendo as doações uma grande parte do financiamento recebido. A finalização da Sagrada Família está marcada para 2028 (já sabem esta é a altura de visitar/voltar a visitar Barcelona), quando faz 100 anos desde o inicio da sua construção. E sim aqui passámos bastante tempo, até porque existem varias exposições, umas relativamente a este projecto e às suas alterações durante o tempo, outras sobre as diversas obras de Gaudí, existe uma sala onde apresentam um vídeo muito bom, muito informativo em que explicam o simbolismo envolvido na Sagrada Família, o seu processo de concretização e os seus planos para o futuro. Também aqui nesta edifício encontra-se o caixão com o corpo do arquitecto que deu origem a todo este processo, Antoni Gaudí.

Definitivamente este foi o ponto alto da nossa viagem. Esta zona como é turística é óbvio que não podia faltar lojas de recordações e por isso foi mais um tempão a olhar para chávenas e canecas e canetas e não sei que mais. E assim chegava-se a hora de jantar. Como nos estávamos mesmo cansados, depois de acordar tão cedo, e como a minha colega estava mesmo a rasca do pé, decidimos ir ao supermercado comprar qualquer coisa para comer e ficar por casa. Assim passámos a noite a ver televisão espanhola e basicamente a gozar com o que estávamos a ver.

Se quiserem ver o último dia passado em Barcelona cliquem aqui

Barcelona – 4º Dia

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