Cruzeiro pelo Alasca – A viagem de 2022

A ideia de fazer um cruzeiro pelo Alasca começou em 2019, quando fizemos o nosso primeiro cruzeiro pela Noruega (ver aqui). O Alasca sendo um país remoto impede o fácil acesso (por vezes é impossível o acesso) de carro ou a pé a determinados pontos. Para se ter a inacreditável oportunidade de visitar estes lugares tem que se ir pela água ou pelo ar.

Em 2019 durante o cruzeiro pela Noruega, fizemos um pequeno depósito para um cruzeiro futuro que deveria ser marcado dentro de 2 anos. Com isto receberíamos algumas regalias como por exemplo um certo valor para gastarmos a bordo. Quando chegou outubro de 2021, a altura em que o depósito expirava decidimos que estava na altura de marcarmos o nosso cruzeiro pelo Alasca. E foi assim que marcámos pelo Princess Cruises um cruzeiro de 10 dias pela costa do Alasca em meados de setembro 2022.

Voámos de Heathrow (Inglaterra) para Vancouver (Canadá) onde apanhámos o barco. O nosso itinerário (imagem abaixo) permitiu-nos visitar 4 cidades/vilas do Alasca e ter a oportunidade única de ver 2 glaciares, um deles o maior glacier da América do Norte (Hubbard Glacier).

O Princess Cruises também tem viagens pelo Alasca que incluem uma parte de cruzeiro e uma parte de comboio (por terra), o que teria sido a minha opção. No entanto, os preços são bastante diferentes e assim ficámo-nos pelo itinerário pelo mar. Tivemos oportunidade de ver baleias, ursos, lontras, veados e conhecer a enorme mística que envolve as cidades que visitámos. Toda a viagem foi completamente deslumbrante, não há maneira de descrever o quanto bonito é o Alasca.

Não vou dizer que esta foi uma viagem barata, porque de facto não foi. Mas é uma experiência única.

Em valores arredondados, claro que vai depender da antecedência com que se faz as marcações e também a altura do ano, mas foi mais ou menos:

  • £600 pelos voos para Vancouver pela British Airways – marcados com 9 meses de antecedência de Londres para Vancouver
  • £130 por uma noite no Hotel Moda em Vancouver
  • £2200 pelo cruzeiro, incluindo os pacotes de internet ilimitada e bebidas
  • £800-£1000 por 3 excursões. 2 foram marcadas através do Princess Cruises (as mais baratas) e uma que só essa custou £500 que comprámos fora do barco quando saímos em Ketchikan

Como podem ver é uma viagem bastante dispendiosa, mas acomodação e comida fica logo tratado, o mesmo se pode dizer em termos de bebida – só em Ketchikan é que quisemos experimentar um bar em particular. É uma viagem para a vida e é algo que fica connosco para sempre. Mesmo que não tenha outra oportunidade de visitar o Alasca, as recordações que ficaram são completamente inesquecíveis.


Chegada a Vancouver e um dia na cidade

Nem eu nem o meu marido tínhamos estado fora da Europa, por isso foi uma experiência bastante interessante para ambos. Tivemos que tratar de vários preparativos antes de embarcar. Como aterrámos no Canadá e íamos embarcar em direção ao Alasca que faz parte dos Estados Unidos da América tivemos que tratar de dois vistos – o eTA (visa para o Canadá) e ESTA (visa para os Estados Unidos). Ambos os vistos têm dois anos de validade depois de serem aceites. O processo online é rápido e fácil: Confesso que eu estava um pouco receosa que nos pudessem recusar o visto por qualquer razão. Mas nada disso, super fácil e o preço também foi bastante amigável – 7 dólares para o eTA e 21 para o ESTA.  

Deixo aqui os links para a aplicação de ambos os visas:

https://etacanadaonline.com//?utm_source=econ

https://esta.cbp.dhs.gov/

Na altura que viajámos o Canadá ainda estava a pedir teste e prova de vacinação para entrar no país e puder embarcar no cruzeiro. No entanto, em outubro de 2022 as medidas foram retiradas.

O voo de 8 horas de Heathrow London para Vancouver foi longo e estava com um pouco receosa. Tantas horas dentro de um avião para quem sofre de claustrofobia pode resultar numa má experiência. Eu como nunca tinha voado sem ser por agências low cost achei que há muita comida – a cada meia hora a uma hora estão a dar comida. E podem imaginar o meu ar de espantada quando pedi duas cervejas, uma para o meu marido e outra para mim e dão-me duas cervejas para cada um e ainda perguntaram se queríamos mais alguma coisa – sim parecia mesmo que nunca tinha saído da terrinha sentada naquele avião. Se consegui dormir no avião? Claro que contava que sim, mas a resposta é não. Parece me que para a próxima tenho que aumentar na dose do álcool a ver se caio num sono profundo com bafo a álcool e numa posição merecedora de um torcicolo daqueles de uma semana para cima.

Aterrámos no final do dia (horário de Vancouver) e eis que faço o pecado mortal do viajante que só ainda esteve na Europa – ligo a net de dados. Foram os 15 minutos mais caros da minha vida, em que paguei 40 libras por esta duração de internet. Depois de rapidamente desligar a net de dados e de só ter a certeza que só a voltava a ligar quando chegasse a Inglaterra apanhámos um Uber para o nosso hotel – Moda Hotel. Marcámos o alojamento pelo Booking.com. Infelizmente tivemos um grande stress ainda antes de apanharmos o voo quando nos apercebemos que era preciso pagar um depósito de 100 dólares na altura do check-in, mas que tinha que ser pago com Mastercard – não aceitavam dinheiro, nem transferência bancária, nem cartão Visa. Depois de muitas mensagens trocadas entre nós e o hotel já nos estávamos a ver passar a nossa noite em Vancouver no meio da rua. Só se resolveu quando liguei para o hotel e falei com o gerente que aceitou que o nosso depósito fosse pago através dos nossos cartões Visa. Quando marcarem tenham atenção a isso, escusam de começar a vossa viagem de forma atribulada.

A primeira impressão da cidade é que era apinhada – apinhada de pessoas, carros, edifícios. Muito a acontecer ao mesmo tempo e nós com um daqueles jet lag lixados. Chegámos ao hotel, fizemos o check-in e mal chegámos ao quarto foi tomar banho e dormir. O hotel não era nada de especial – a decoração um bocado aquém assim como a limpeza do quarto. Mas também era só por uma noite e tinha sido o mais barato que tínhamos encontrado. E serviu para o seu propósito – passar a primeira noite a dormir e preparar-nos para o dia seguinte, o dia em que finalmente iria começar o cruzeiro. E foi com muita espera, já andávamos a contar os dias desde outubro 2021.  

Tivemos que escolher a hora para embarcar no barco e escolhemos para as 13:30, eu já vos conto sobre o embarque – não é tão organizado como se possa pensar! E fomos na descoberta da cidade e de um sítio para o pequeno-almoço. Depois de uma pesquisa rápida vi que o Jam cafe era um dos lugares próximos e mais bem avaliados em Vancouver. O caminho durou cerca de 20 minutos já que fomos tirando fotografias de vários edifícios por onde íamos passando como o da biblioteca.

Chegámos ao Jam cafe por volta das 8 e meia e já havia uma fila considerável de pessoas à espera. Apesar dos nossos receios, a eficiência dos trabalhadores alinhado com o terem aberto a parte exterior fez com que a nossa espera fosse menos de meia hora (acreditem não é mau tempo de espera). E digo-vos que valeu bem a espera, a comida era deliciosa. Os ovos estavam no ponto, o molho holandaise delicioso. Mesmo o hasbrown que pela aparência não se da nada era muito bom. Fica aqui uma grande recomendação da nossa parte: Jam Cafe.

Eles não aceitam reservas por isso ficar na fila será quase uma certeza. Mas compensa e muito. Se tiverem o dia todo em Vancouver e já passando para o dia da nossa chegada, quando tivemos quase um dia inteiro para explorar a cidade, sugiro visitarem Stanley Park. Nós fizemos o caminho a pé da estacão do comboio no centro da cidade até Stanley Park. O parque consiste em 400 hectares de sítios magníficos para explorar. Principalmente se estiver bom tempo terão uma magnífica vista da cidade, montanhas e lago. Também nos perdemos pelo jardim das rosas e estátuas no trilho que seguíamos.

Se tiverem oportunidade como eu espero ter no futuro, visitem as montanhas em volta da cidade porque parece que a paisagem de lá de cima é espetacular. Apesar de não termos tido tempo para o fazer, já me foi sugerido por várias pessoas que vivem em Vancouver que o melhor é no meio da natureza. Uma viagem que já foi adicionada à lista de “viagens futuras”.


O Embarque

Apenas vou deixar aqui a experiência de embarque num cruzeiro. Se imaginam que tudo está completamente organizado, rápido e eficiente – pensem de novo. Apesar de no dia anterior termos escolhido a hora de embarque para evitar que todos os viajantes fosse à mesma hora tivemos quase duas horas em filas. Primeiro a fila para mostrar a reserva e os documentos todos. Foi nesta altura que viram vistos, prova de covid (vacinação e teste) mais identificação. Depois desta longa espera e confiantes que estava já feito eis que uma segunda fila nos esperava – a da fronteira – verificação de passaportes. E assim foi assim que duas horas passaram. Mas superámos e entrámos para o barco e foi neste momento que a verdadeira viagem começou. Uma viagem que vos falarei nos próximos posts. 10 dias pelo mundo espetacular do Alasca.

Amesterdão – Dia 3

Assim chegava o nosso terceiro dia desta nossa primeira viagem à Holanda, conhecendo a famosa cidade de Amesterdão. Para hoje só tínhamos uma coisa em vista – visitar o Rijksmuseum, o museu nacional dos Países Baixos. As coleções em exibição neste museu são dedicadas à arte e à história. O museu cobre coleções desde 1200 até o atual da história holandesa. Em todo o museu conta-se em exibição cerca de 8000 itens incluindo pinturas, joias, pratas, porcelanas, móveis, roupas entre muito mais. Das mais notórias coleções neste museu conta-se as coleções de Rembrandt van Rijn, Johannes Vermeer e aqui também de Vincent Van Gogh.

Contem passar um bom par de horas a explorar este museu, já que as coleções são muitas e vão querer visitar cada uma das salas deste museu.

Como viemos no início da tarde visitar o museu, já que como disse no post anterior tivemos uma noite atribulada até encontrarmos o nosso hotel, quando saímos já era meio da tarde. Não tendo mais nada planeado decidimos ir passear mais uma vez pelas ruas desta cidade que deixava memórias únicas.

No entanto, agora lendo mais um pouco sobre a cidade, deixo a sugestão de também visitarem a casa de Anne Frank. Para aqueles que não sabem quem foi Anne Frank, Anne foi uma rapariga judaica alemã que durante a sua adolescência foi vítima do Holocausto. Anne Frank é hoje um símbolo da luta contra o preconceito e em 1999 foi contemplada pela revista Time, como uma das pessoas mais importantes do seculo XX. Anne Frank tornou-se conhecida depois da publicação do livro Diário de Anne Frank, onde Anne documentou as suas experiências enquanto vivia escondida num dos quartos ocultos do edifício durante a ocupação alemã nos Países Baixos na Segunda Guerra Mundial. Tenho alguma pena de não ter visitado este local, pois já nesta altura tinha lido o livro e as referências ao local onde Anne Frank viveu.

Nós depois de uma longa caminhada ao longo da cidade, decidimos que hoje o jantar seria menos marcante também porque os últimos dois jantares acabaram por ficar caros e por isso escolhemos ficar pela praça central. Fomos apenas ao Mcdonald’s e depois a uma gelataria para sobremesa (a pressa de comer era tanta que a foto até ficou desfocada).

No entanto, sendo esta a nossa última noite em Amesterdão, uma vez que os nossos voos seriam no dia seguinte de manhã cedo, quisemos ir passar o serão a beber, conversar e ouvir um bocado de música. Depois da nossa última e final volta ao Red Light District fomos para um bar perto do nosso Hotel – Iron Horse. Não sei qual foi o nome do pub onde estivemos, afinal já se passaram 6 anos e nem sei se está ainda aberto. No entanto, enquanto procurava pelo google maps encontrei este na mesma rua – Kosta – que está bem avaliado e se quiserem podem ser começar a noite mais cedo aqui e também jantarem.

Esta viagem relembrou-me a razão porque criei este blog, sim para viajantes encontrarem ideias e ajuda por exemplo viajar na altura do COVID ou como conduzir em segurança na Islândia. Mas inicialmente este blog foi criado por um motivo bem mais pessoal – o de guardar as memórias dos sítios onde visitámos, as experiências que passámos, e todos aqueles pormenores que nos vamos esquecendo. Quantas vezes estamos a falar de um lugar que visitámos ou de um restaurante onde fomos e não nos conseguimos lembrar do nome – é aqui que venho buscar essas memórias. E escrever sobre esta viagem renovou a importância de ter estas memórias guardadas neste formato, porque há sempre coisas que mudam nas cidades que visitamos, mas aqui neste blog está guardado as nossas experiências no momento em que nós as vivemos. Pode tudo mudar, mas aqui o tempo fica guardado.

Amesterdão – Dia 2

Se a falta de fotografias me dava a ideia de que no início a nossa maneira de viajar era diferente, pois bem a hora em que começávamos os nossos dias confirmou-o de forma absoluta. Tínhamos pequeno-almoço incluído no hotel por isso íamos tomar o pequeno-almoço por volta das 11 da manhã, mais arranjar não arranjar saíamos do hotel por volta da 1 da tarde. Podia dizer que a razão era aa chuva, mas era mesmo preguiça de começar o dia logo de manhãzinha.

No 2º dia em Amesterdão, depois de pequeno-almoço tomado fomos passear pelo Vondelpark, o maior parque da cidade. Normalmente está cheio de pessoas a passear, mas o tempo neste dia não proporcionava a entusiastas de atividades físicas. O parque fica mesmo ao lado do Van Gogh Museum e do Rijksmuseum onde também se encontram as grandes letras “I amsterdam“.

Escolhemos deixar o Rijksmuseum para o dia seguinte, para o podermos visitar com mais tempo, e fomos visitar o Van Gogh Museum. Os bilhetes custam 19 euros, mas no website do próprio museu avisa que os bilhetes vão subir para 20 euros a partir de dia 7 de outubro de 2022.


Van Gogh

Como o nome indica, este museu é uma homenagem ao pintor Vincent Van Gogh. E mal se entra no museu entra-se no mundo de Van Gogh, onde se encontram não só as suas obras-primas, mas também cartas e desenhos que demonstram a visão do artista sobre o mundo. O objetivo de Van Gogh era que as suas obras retratassem os grandes temas da vida como ansiedade, sofrimento, amor e esperança. A obra certamente mais conhecida é a “A noite estrelada” (este quadro encontra-se no museu de arte moderna em Nova Iorque) mas também “Os girassóis”, “Auto-retrato” e “Os comedores de Batata”.

“Starry Night” de Van Gogh que se encontra actualmente no museu de arte moderna em Nova Iorque

Também Van Gogh é conhecido por ter cortado a sua própria orelha esquerda. Este episódio aconteceu quando o pintor tinha 35 anos em dezembro de 1888. Isto aconteceu depois de uma discussão acalorada sobre arte onde foram argumentadas opiniões dispares – enquanto Van Gogh achava que era importante trabalhar a partir da realidade, o seu amigo Gauguin acreditava que a arte devia ser feita a partir da memória e da imaginação. A discussão provocou uma crise em Van Gogh que em completa confusão acabou por cortar a sua orelha. Van Gogh embrulhou a orelha num papel e deu-a a uma prostituta da aldeia que acabou por desmaiar, colocando todo o bordel em comoção. A polícia foi chamada e Van Gogh foi hospitalizado. Durante a sua vida Vincent foi hospitalizado várias vezes com pequenas melhorias seguidas por crises constantes onde o pintor perdia a noção de onde estava e do que dizia. Apesar da deterioração da sua saúde, o pintor nunca perdeu a vontade de pintar e de encontrar conforto e força na natureza.

Mais pormenores sobre a vida do escritor e a evolução da sua doença podem ser encontradas no museu Van Gogh.


Heineken

Em seguida, fomos visitar algo que imagino a maior parte dos turistas faça em Amesterdão – Heineken Experience. Existem vários bilhetes para os mais diversos eventos, mas o preço básico da tour é de momento 21 euros. Durante a visita têm acesso à primeira cervejaria Heineken e a história de como se tornou uma das marcas de cerveja mais conhecidas do mundo. Também vos será dado a conhecer os ingredientes de que a cerveja é feita e o interior da primeira sala de fermentação. Durante a tour existem vários incentivos para tirar fotografias e interação. Claro que como não poderia deixar de ser acaba-se a tour a beber uma ou duas cervejas Heineken. Tal como se aprende a tirar corretamente uma cerveja.

É bastante engraçada a tour e a Heineken sendo uma marca muita conhecida é interessante conhecer o seu passado e como conseguiram atingir um mercado internacional.


Delirium & space cake

Quando saímos já estava a chegar a hora de irmos jantar. Nós tínhamos marcado mesa para um dos sítios que queríamos muito experimentar, o Delirium Cafe Amsterdam, onde existe uma enorme variedade de cervejas disponíveis. Do Heineken Experience até ao Delirium Cafe ainda são cerca de 45 minutos a andar. Nós não nos importámos porque era mais uma oportunidade de ver a cidade especialmente passar pelo Nemo Science Museum de arquitetura interessante. No entanto, talvez para voltar para o centro de Amesterdão é melhor apanharem o autocarro ou táxi, senão contem com mais 45 minutos a andar.

O jantar foi bastante bom e claro que as cervejas fizeram a refeição ser ainda mais agradável. Depois de voltarmos para o centro da cidade decidimos que estava na hora de experimentarmos o space cake, o famoso bolo que contém erva. Lá comprámos um para dividirmos pelos dois, pois as advertências que vinham no pacote do bolo levou-nos a termos alguma prudência. Diz que os efeitos são imprevisíveis, para não exagerar na quantidade que se ingere, e que eles não tomam qualquer responsabilidade pelos danos que uma pessoa pode causar sob o efeito da droga. Dizem que os efeitos se começam a fazer sentir 60 a 90 minutos depois da sua ingestão e que duram cerca de 4 a 6 horas. Bem, eu não sei bem se realmente fez assim tão grande efeito, mas perdemo-nos e andámos bastante tempo às voltas até encontrarmos o caminho para o hotel. Os dois com os telemóveis sem bateria já era previsto que nos íamos perder, tal como já aconteceu noutras cidades e sem efeito de qualquer substância. Portanto, não sei bem se acabou por ter algum efeito e suponho se não teve foi porque também a noite estava bastante fria o que pode cortar um bocado o efeito esperado. Se calhar devíamos ter arriscado e comido um bolo cada.

Eu não voltei a repetir a experiência por isso não sei bem. No entanto, eu diria que foram várias horas até descobrirmos o caminho para o nosso quarto. E podem crer que a alegria foi imensa quando reconhecemos o caminho que nos levaria para o hotel.
Portanto, fica o aviso, tenham sempre bateria no telemóvel e experimentem o space cake.

Amesterdão, Holanda

Finalmente que me decidi a escrever sobre esta cidade. Primeiro pensava que já o tinha feito até escrever sobre Leiden e depois como foi a nossa primeira viagem nem sequer tinha na altura este blog. Mas não pensem que a viagem não foi especial, afinal foi aqui em Amesterdão que alguém muito especial me pediu em casamento. Como podem imaginar isso tornou esta cidade muito importante para nós.

Como quase todos sabemos Amesterdão é mundialmente conhecida pelo Red Light District e as suas famosas vitrines espalhadas pela rua fora ou então pela regras mais leves em relação a drogas o que leva a haver uma grande disponibilidade de compra. E sim, se vierem acho que devem experimentar tudo o que a cidade oferece, mas Amesterdão é muito mais do que “farra”. E se olharmos para a Holanda como país, ele é um lugar de cultura, lazer e prazer, o que tive oportunidade de aprofundar mais na segunda viagem a Holanda.

Hotel

Nós viemos no final de Fevereiro quando ainda estava bastante frio. Aterrámos no aeroporto de Schiphol e para chegar ao centro da cidade apanhámos o eléctrico. Os eléctricos partem a poucos minutos uns dos outros e a viagem demora cerca de meia hora. Para acomodação escolhemos o Hotel Iron Horse por ficar a poucos minutos do centro da cidade e perto dos vários sítios que queríamos visitar na cidade, possibilitando-nos deslocar sempre a pé. O Hotel Iron Horse é um hotel de 3 estrelas cujo tema são cavalos. Se gostam de cavalos vão adorar este hotel em que cada quarto existe um quadro enorme onde se retratam cavalos ou actividades relacionadas com equitação. A decoração e o nome do hotel mantiveram o tema do propósito deste edifício construído século XVII e usado como estábulo para os cavalos da polícia. A nossa reserva incluia pequeno-almoço, o que já é usual da nossa parte, desta vez também para poupar um pouco uma vez que a cidade de Amesterdão é bastante cara. E isso também se reflectiu um pouco nas nossas escolhas para as nossas refeições.

As fotos desta viagem assim como o nosso percurso dão bem para perceber que esta era a nossa primeira viagem como casal para fora do país. Não havia plano delineado, nem horários nem organização prévia. Hoje em dia as viagens às vezes são planeadas por hora para visitarmos tudo o que queremos. No entanto, esta viagem foi diferente, e começo que tenho um pouco de inveja da liberdade que a “falta” de planeamento nos deu. No entanto, vimos o principal de Amesterdão sempre sem pressas.

Primeiras impressões

Depois de chegarmos ao nosso hotel no início da tarde do primeiro dia fomos passear pela cidade. Amesterdão é entrecortada por vários canais de água e por isso não ficarão surpreendidos pelas muitas pontes e bonitas paisagens que encontrarã quase em cada canto da cidade. Em algumas das pontes vão encontrar os famosos cadeados, cada um simbolizando o amor que existe no casal que aqui o colocou.

Rapidamente apercebemo-nos da beleza da cidade e o porquê de ela ser uma das cidades europeias mais escolhidas para férias citadinas.

Enquanto passeávamos pela rua perto do mercado das flores encontrámos este pequeno museu e decidimos que aqui ia ser a nossa primeira paragem. E foi assim que visitámos o Museu da Tortura. E sem sabermos estávamos assim a visitar um dos museus mais incomuns do mundo. O museu é pequeno mas impressionante.

Em termos gerais é um pequeno labirinto constituído por várias salas pequenas com pouca iluminação. Nas salas encontram-se exibidos vários instrumentos de tortura, alguns destes guardados dentro de vitirines. Pelas salas também estão espalhadas várias imagens ou textos a explicar como o instrumento era usado ou a descrever a sua função. Apesar do tema o museu nao é sombrio nem tem uma vibe negativa, muito pelo contrário, até acabou por ser uma visita bastante interessante. Dos instrumentos que se encontram em exposição conta-se com a guilhotina, a dama de ferro e a cadeira de Judas. Entre muitos muitos mais, muito menos conhecidos.

Em seguida fomos visitar outro museu de tema bastante diferente. Red Light Secrets Museum fica no centro do Red Light District – sim já tínhamos ir dar uma vista pelas montras, não vou negar que passámos lá várias vezes durante a nossa visita – e não, não chegámos a fazer mais do que ver. Agora voltando ao museu, este leva-nos a perceber um pouco o que está e o que se passa por detrás das vitrines, incluindo diferentes preços e experiências pessoais de quem faz isto como trabalho. Também este é um museu pequeno com várias salas diferentes e a visita leva cerca de 45 minutos. Aqui é vos explicado como Red Light District apareceu e a sua evolução ao longo do tempo. O Red Light District é o districto mais antigo da cidade construído por volta de 1385 e famoso pelas muitas mulheres e homens que trabalham nas ruas deste districto. Nos séculos XIV and XV, o porto de Amesterdão tinha um papel muito importante na área do comércio. E assim sendo atraía muitos marinheiros que percorriam as ruas do Red Light District encontrando rapidamente aquilo que procuravam; cerveja e entretenimento.

Houve medidas a proibir a prostituição principalmente no século XVI quando a cidade se tornou protestante. No entanto, as medidas não eram aplicadas e a prostituição continuou a ser um negócio rentável na cidade, tendo crescido exponencialmente durante o século XVII. Não será preciso mencionar que gonorreia, sifílis e outras doenças sexualmente transmissíveis eram apenas frequentes e muitas vezes fatais. Nos dias de hoje, o governo quer encerrar o negócio da prostuitução e substituir as vitrine por restaurantes, bares e estabelecimentos que atraiam outro tipo de turistas.

Em Fevereiro anoitece por volta das 6 da tarde e depois de visitar estes dois museus estava na hora de experimentarmos a bebida local. Não sei qual foi o bar em que parámos, só tenho uma fotografia e não mostra o nome do bar, no entanto podem ver este artigo onde indicam os bares mais antigos e históricos em Amesterdão: link https://www.gpsmycity.com/articles/159-the-oldest-and-historic-pubs-of-amsterdam.html

Já agora se reconhecerem o pub digam nas mensagens, que eu gostava de saber onde estive!

Foi aqui a primeira vez que provei Amstel – hoje em dia esta cerveja é bastante mais comum sendo fácil comprá-la nos supermercados mas não em 2016. Fiquei fã da cerveja, mas não do preo. Tal como tudo também as bebidas em Amesterdão puxavam bem pela carteira.

Para jantar, sem planos definidos, fomos comer a um steakhouse (um restaurante de bifes). Eu penso que foi no restaurante Toro Dorado, mas existem várias opções espelhadas pela cidade. No final da noite fomos dar mais uma volta pela cidade – sim também no Red Light District – prontos para o dia seguinte.

Road trip pela Irlanda – Belfast

8ª Paragem – Belfast

1º Dia

A – Tomar o pequeno-almoço no Fitzwilliam hotel, um hotel de 5 estrelas com pequenos-almoços deliciosos e quartos luxuosos

B – Começar o dia por visitar o City Hall. E um ótimo sítio para conhecer a história e a cultura da Irlanda da Norte

C – Visitar a catedral de St. Anne

D – A caminho da prisão, porque não visitar a igreja de St. Patrick, o padroeiro da Irlanda?

E – Fazer uma visita guiada à prisão Crumlin Road Gaol. Pessoalmente foi um dos melhores locais para visitar em Belfast. P.S. Tenham atenção ao fantasma do tunel

F – Voltar para o centro da cidade e admirar o Albert Memorial Clock. Se vierem na altura de St. Patrick (17 de Março) há música ao vivo e, em general,muita animação na cidade

G – Visitar o Museu do Titanic e admirar os famosos guindastres amarelos Samson e Goliath

H – Passar pela estátua “The Big Fish

I – Jantar no Boojum. Há vários restaurantes desta cadeia na cidade mas se ficarem no Fitzwilliam Hotel há mesmo um do outro lado da estrada

J – Passar a noite nos animadíssimos bares do Quarteirão da Catedral (Cathedral’s Quarter). Não há melhor maneira de conhecer o verdade espírito da cidade.



2º Dia

A – Tomar o pequeno-almoço no Fitzwilliam Hotel

B – Atravessar a cidade até ao museu de Ulster

C – Mesmo ao lado visitar o jardim botânico

D – Ir ao bar do hotel Europa, o hotel mais bombeado da Europa

E – Ir ao Observatory para bebidas e aproveitar a vista de 360º sobre a cidade e arrendores de Belfast

F – Ir até ao St George Market para pesticar

G – Apanhar transporte – o melhor é ir de carro seja uber ou táxi – até Cave Hill. Aproveitar para passar pelo castelo

H – Se ainda houver tempo ir jantar ao Mikey’s Deli e experimentar o super picante chilli con carne.

Para mais detalhes sobre a road trip feita à volta da Irlanda vejam os seguintes posts

Irlanda

Irlanda do Norte

Dublin & Montanhas Wicklow

Road trip pela Irlanda – De Strandhill à Irlanda do Norte

7ª Paragem – Strandhill, Irlanda do Norte & Belfast

A – Tomar o pequeno-almoço no Shells Cafe.

B – Passear pela praia de Strandhill

C – Visitar as ruínas da igreja Killaspugbrone

D – Passar pela gelataria Mammy Johnston’s e deliciar-se com os gelados, waffles e outras gulosices

E – Sair de Strandhill em direcção à Irlanda da Norte. Parar no Castle Classiebawn Viewpoint com vista para o castelo, para o mar e para os campos em redor. Não poderá de deixar de tirar uma foto a esta paisagem

F – Visitar Dunluce Castle. Não há posto de fronteira nem qualquer tipo controlo entre a República da Irlanda e a Irlanda do Norte. A unica atenção que tem que se ter é que se começa a conduzir do lado esquerdo da estrada quando se chega à Irlanda do Norte.

G – Visitar a conhecidíssima Calçada dos Gigantes, que é um dos pontos que devem incluir em qualquer viagem pela Irlanda do Norte.

H – Fazer uma visita guiada à destilaria de Whisky Bushmills. Aproveitar para uma refeição ligeira antes de começar a prova dos diferentes tipos de whiskys.

I – Antes de chegar a Belfast parar ainda no Dark Hedges, um dos locais de filmagens da série Guerra dos Tronos.

J – Jantar no restaurante COSMO All You Can Eat World Buffet Restaurant. Mesmo para quem não gosta de buffet, este restaurante é uma óptima escolha, já que a qualidade da comida é bastante superior comparando com a da maior parte dos restaurantes do estilo.


Para mais detalhes sobre esta viagem à volta da Irlanda a começar em Dublin até Belfast vejam os posts

Irlanda

Irlanda do Norte

Dublin & Wicklow Mountains

Road trip pela Irlanda – De Galway a Strandhill

6ª Paragem – De Galway para Sligo e Strandhill

A – Tomar o pequeno-almoço no Menlo Park Hotel

B – Conduzir até ao centro da cidade de Galway. Visitar o Arco Espanhol.

C – Visitar a catedral de Galway passeando pelas margens do rio até chegar à catedral.

D – Passear pelas ruas pitorescas da cidade até à praça Eyre Square

E – Conduzir até Sligo

F – Visitar a abadia de Sligo

G – Almoçar no restaurante Tailandês Camille Thai Sligo

H – Conduzir para Strandhill e fazer check-in no Strandhill Lodge & Suites. Jantar no The Venue Bar and Restaurant com uma vista esplêndida para o mar e parar a noite no pub Stand Bar para bebidas

P.S. uma sugestão é ficarem mais tempo em Galway para terem tempo de visitar a costa à volta de Galway. Esta é uma ideia que ficou para uma próxima viagem.

Para verem mais detalhes sobre esta road trip cliquem em Irlanda

Road trip na Irlanda – De Tralee a Galway

5ª Paragem – Tralee, Limerick, Cliffs of Moher & Galway

A – Tomar o pequeno-almoço no Tralee Townhouse, o local de alojamento com pequeno-almoço incluído. Antes de pegarem no carro aproveitem para dar uma volta pelo centro de Tralee.

B – Chegada a Limerick. Visitar a cidade, o castelo e passear pelas margebs rio. Também em Limerick podem aproveitar para beber o famoso chocolate quente no café Jack Monday’s Coffee House.

C – Uma road trip à Irlanda não pode de deixar de incluir Cliffs of Moher – uma das mais bonitas paisagens Irlandesas.

D – Fazer o check-in no Menlo Park Hotel

E – Visitar o centro da cidade de Galway

F – Para terminar o dia jantar no restaurante Trattoria Magnetti e passar a noite a percorrer os muitos bares e pubs da cidade.

Road trip pela Irlanda – Killarney National Park & Ring of Kerry

4ª Paragem – Killarney National Park e Ring of Kerry

A – Tomar o pequeno-almoço na Fossa Guest Accommodation

B – Estacionar ao pé da Torc Waterfall e percorrer o trilho por dentro do bosque que guia até à grandiosa cascata de Torc

C – Parar no Lady’s View e apreciar a bonita paisagem que tanto encantou as damas de companhia da rainha Victória

D – Seguir para a vila colorida de Kenmare. Passear pelas bonitas ruas da vila apreciando as coloridas casas que se extendem a fio

E – Parar no Poffs, um salão de chá para um café e um bolo ou para uma refeição leve

F – Seguir para os Cliffs de Kerry parando pelo caminho para apreciar as maravilhosas paisagens da costa Irlandesa.

G – Depois das maravilhosas falésias de Kerry parar na vila costeira Portmagee. Aproveitar para fazer um almoço tardio no pub “The Moorings“.

H – Seguir para Dingle e visitar a pequena vila. Não podem deixar de ver a estátua do golfinho Fungie. Esta vila também é um óptimo local para jantar e podem aproveitar para passar a noite por aqui.

I – Nós passamos a noite em Tralee no Tralee Townhouse. Bebidas no bar “Sean Ogs & B&B” e para ceia aproveitar uma das lojas de kebabs abertas até tarde.


Para verem mais ideias sobre uma road trip na Irlanda podem visitar Irlanda. Aqui encontrarão todos os pormenores da nossa viagem.

Road trip pela Irlanda – De Cork a Killarney National Park

3ª Paragem – Cork & chegada a Killarney

A – Tomar o pequeno-almoço na vila de Avoca

B – Conduzir até Cork e visitar o centro da cidade

C – Almoçar no restaurante Nosta

D – Passear até ao Porto de Cork, um dos pontos mais importantes de comércio da cidade de Cork

E – Visitar a pedra da Eloquência e se se atreve dar um beijo à pedra (tem de ser de cabeça para baixo)

F – Conduzir até Killarney National Park. Nós ficámos instalados na Fossa Guest Accommodation

G – Jantar e aproveitar para relaxar acompanhado com umas bebidas no The Golden Nugget Bar & Restaurant



Para mais detalhes sobre fazer uma road trip pela Irlanda e os pontos por onde passámos, assim como um pouco da história e cultura deste país visite Irlanda