Cruzeiro pelo Alasca – A viagem de 2022

A ideia de fazer um cruzeiro pelo Alasca começou em 2019, quando fizemos o nosso primeiro cruzeiro pela Noruega (ver aqui). O Alasca sendo um país remoto impede o fácil acesso (por vezes é impossível o acesso) de carro ou a pé a determinados pontos. Para se ter a inacreditável oportunidade de visitar estes lugares tem que se ir pela água ou pelo ar.

Em 2019 durante o cruzeiro pela Noruega, fizemos um pequeno depósito para um cruzeiro futuro que deveria ser marcado dentro de 2 anos. Com isto receberíamos algumas regalias como por exemplo um certo valor para gastarmos a bordo. Quando chegou outubro de 2021, a altura em que o depósito expirava decidimos que estava na altura de marcarmos o nosso cruzeiro pelo Alasca. E foi assim que marcámos pelo Princess Cruises um cruzeiro de 10 dias pela costa do Alasca em meados de setembro 2022.

Voámos de Heathrow (Inglaterra) para Vancouver (Canadá) onde apanhámos o barco. O nosso itinerário (imagem abaixo) permitiu-nos visitar 4 cidades/vilas do Alasca e ter a oportunidade única de ver 2 glaciares, um deles o maior glacier da América do Norte (Hubbard Glacier).

O Princess Cruises também tem viagens pelo Alasca que incluem uma parte de cruzeiro e uma parte de comboio (por terra), o que teria sido a minha opção. No entanto, os preços são bastante diferentes e assim ficámo-nos pelo itinerário pelo mar. Tivemos oportunidade de ver baleias, ursos, lontras, veados e conhecer a enorme mística que envolve as cidades que visitámos. Toda a viagem foi completamente deslumbrante, não há maneira de descrever o quanto bonito é o Alasca.

Não vou dizer que esta foi uma viagem barata, porque de facto não foi. Mas é uma experiência única.

Em valores arredondados, claro que vai depender da antecedência com que se faz as marcações e também a altura do ano, mas foi mais ou menos:

  • £600 pelos voos para Vancouver pela British Airways – marcados com 9 meses de antecedência de Londres para Vancouver
  • £130 por uma noite no Hotel Moda em Vancouver
  • £2200 pelo cruzeiro, incluindo os pacotes de internet ilimitada e bebidas
  • £800-£1000 por 3 excursões. 2 foram marcadas através do Princess Cruises (as mais baratas) e uma que só essa custou £500 que comprámos fora do barco quando saímos em Ketchikan

Como podem ver é uma viagem bastante dispendiosa, mas acomodação e comida fica logo tratado, o mesmo se pode dizer em termos de bebida – só em Ketchikan é que quisemos experimentar um bar em particular. É uma viagem para a vida e é algo que fica connosco para sempre. Mesmo que não tenha outra oportunidade de visitar o Alasca, as recordações que ficaram são completamente inesquecíveis.


Chegada a Vancouver e um dia na cidade

Nem eu nem o meu marido tínhamos estado fora da Europa, por isso foi uma experiência bastante interessante para ambos. Tivemos que tratar de vários preparativos antes de embarcar. Como aterrámos no Canadá e íamos embarcar em direção ao Alasca que faz parte dos Estados Unidos da América tivemos que tratar de dois vistos – o eTA (visa para o Canadá) e ESTA (visa para os Estados Unidos). Ambos os vistos têm dois anos de validade depois de serem aceites. O processo online é rápido e fácil: Confesso que eu estava um pouco receosa que nos pudessem recusar o visto por qualquer razão. Mas nada disso, super fácil e o preço também foi bastante amigável – 7 dólares para o eTA e 21 para o ESTA.  

Deixo aqui os links para a aplicação de ambos os visas:

https://etacanadaonline.com//?utm_source=econ

https://esta.cbp.dhs.gov/

Na altura que viajámos o Canadá ainda estava a pedir teste e prova de vacinação para entrar no país e puder embarcar no cruzeiro. No entanto, em outubro de 2022 as medidas foram retiradas.

O voo de 8 horas de Heathrow London para Vancouver foi longo e estava com um pouco receosa. Tantas horas dentro de um avião para quem sofre de claustrofobia pode resultar numa má experiência. Eu como nunca tinha voado sem ser por agências low cost achei que há muita comida – a cada meia hora a uma hora estão a dar comida. E podem imaginar o meu ar de espantada quando pedi duas cervejas, uma para o meu marido e outra para mim e dão-me duas cervejas para cada um e ainda perguntaram se queríamos mais alguma coisa – sim parecia mesmo que nunca tinha saído da terrinha sentada naquele avião. Se consegui dormir no avião? Claro que contava que sim, mas a resposta é não. Parece me que para a próxima tenho que aumentar na dose do álcool a ver se caio num sono profundo com bafo a álcool e numa posição merecedora de um torcicolo daqueles de uma semana para cima.

Aterrámos no final do dia (horário de Vancouver) e eis que faço o pecado mortal do viajante que só ainda esteve na Europa – ligo a net de dados. Foram os 15 minutos mais caros da minha vida, em que paguei 40 libras por esta duração de internet. Depois de rapidamente desligar a net de dados e de só ter a certeza que só a voltava a ligar quando chegasse a Inglaterra apanhámos um Uber para o nosso hotel – Moda Hotel. Marcámos o alojamento pelo Booking.com. Infelizmente tivemos um grande stress ainda antes de apanharmos o voo quando nos apercebemos que era preciso pagar um depósito de 100 dólares na altura do check-in, mas que tinha que ser pago com Mastercard – não aceitavam dinheiro, nem transferência bancária, nem cartão Visa. Depois de muitas mensagens trocadas entre nós e o hotel já nos estávamos a ver passar a nossa noite em Vancouver no meio da rua. Só se resolveu quando liguei para o hotel e falei com o gerente que aceitou que o nosso depósito fosse pago através dos nossos cartões Visa. Quando marcarem tenham atenção a isso, escusam de começar a vossa viagem de forma atribulada.

A primeira impressão da cidade é que era apinhada – apinhada de pessoas, carros, edifícios. Muito a acontecer ao mesmo tempo e nós com um daqueles jet lag lixados. Chegámos ao hotel, fizemos o check-in e mal chegámos ao quarto foi tomar banho e dormir. O hotel não era nada de especial – a decoração um bocado aquém assim como a limpeza do quarto. Mas também era só por uma noite e tinha sido o mais barato que tínhamos encontrado. E serviu para o seu propósito – passar a primeira noite a dormir e preparar-nos para o dia seguinte, o dia em que finalmente iria começar o cruzeiro. E foi com muita espera, já andávamos a contar os dias desde outubro 2021.  

Tivemos que escolher a hora para embarcar no barco e escolhemos para as 13:30, eu já vos conto sobre o embarque – não é tão organizado como se possa pensar! E fomos na descoberta da cidade e de um sítio para o pequeno-almoço. Depois de uma pesquisa rápida vi que o Jam cafe era um dos lugares próximos e mais bem avaliados em Vancouver. O caminho durou cerca de 20 minutos já que fomos tirando fotografias de vários edifícios por onde íamos passando como o da biblioteca.

Chegámos ao Jam cafe por volta das 8 e meia e já havia uma fila considerável de pessoas à espera. Apesar dos nossos receios, a eficiência dos trabalhadores alinhado com o terem aberto a parte exterior fez com que a nossa espera fosse menos de meia hora (acreditem não é mau tempo de espera). E digo-vos que valeu bem a espera, a comida era deliciosa. Os ovos estavam no ponto, o molho holandaise delicioso. Mesmo o hasbrown que pela aparência não se da nada era muito bom. Fica aqui uma grande recomendação da nossa parte: Jam Cafe.

Eles não aceitam reservas por isso ficar na fila será quase uma certeza. Mas compensa e muito. Se tiverem o dia todo em Vancouver e já passando para o dia da nossa chegada, quando tivemos quase um dia inteiro para explorar a cidade, sugiro visitarem Stanley Park. Nós fizemos o caminho a pé da estacão do comboio no centro da cidade até Stanley Park. O parque consiste em 400 hectares de sítios magníficos para explorar. Principalmente se estiver bom tempo terão uma magnífica vista da cidade, montanhas e lago. Também nos perdemos pelo jardim das rosas e estátuas no trilho que seguíamos.

Se tiverem oportunidade como eu espero ter no futuro, visitem as montanhas em volta da cidade porque parece que a paisagem de lá de cima é espetacular. Apesar de não termos tido tempo para o fazer, já me foi sugerido por várias pessoas que vivem em Vancouver que o melhor é no meio da natureza. Uma viagem que já foi adicionada à lista de “viagens futuras”.


O Embarque

Apenas vou deixar aqui a experiência de embarque num cruzeiro. Se imaginam que tudo está completamente organizado, rápido e eficiente – pensem de novo. Apesar de no dia anterior termos escolhido a hora de embarque para evitar que todos os viajantes fosse à mesma hora tivemos quase duas horas em filas. Primeiro a fila para mostrar a reserva e os documentos todos. Foi nesta altura que viram vistos, prova de covid (vacinação e teste) mais identificação. Depois desta longa espera e confiantes que estava já feito eis que uma segunda fila nos esperava – a da fronteira – verificação de passaportes. E assim foi assim que duas horas passaram. Mas superámos e entrámos para o barco e foi neste momento que a verdadeira viagem começou. Uma viagem que vos falarei nos próximos posts. 10 dias pelo mundo espetacular do Alasca.

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