O que pode encontrar nesta pagina
- Panteão de Roma
- Basilica di Santa Maria Sopra Minerva: sob um tecto estrelado
- Basilica di Santa Prassede: pequena em tamanho, imensa em beleza
- Basilica Papale di Santa Maria Maggiore: o verdadeiro significado de obra de arte
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Panteão de Roma
O Panteão é sem dúvida um dos locais mais conhecidos em Roma e como tal um dos locais mais movimentados na cidade. Os nossos bilhetes para visitar o Panteão estavam incluídos no Roma Tourist Card mas as instruções eram pouco claras tanto em como obter os bilhetes como em que fila nos devíamos colocar para entrar.
Como obter os bilhetes e o áudio guia através do Rome Tourist Card
Quando chegámos ao Panteão havia várias filas, mas nenhuma indicava a qual era a correcta para quem já tivesse adquirido os bilhetes. Para não haver confusões e perdas de tempo fomos perguntar a um dos assistentes que estava à entrada. Este disse-nos que tínhamos de ir à loja que ficava ali ao lado, a Legami, e como tal foi para lá que nos dirigimos, mas ainda assim confusos. Na loja também não vimos nenhuma indicação sobre onde ir para quem tivesse os bilhetes para o Panteão e acabámos por perguntar aos empregados no balcão que nos disseram que também não era ali o sítio certo e que o que tínhamos de fazer era encontrar o funcionário da Roma Tourist Card na praça em frente ao Panteão. Com o número de pessoas que andava pela praça pareceu-nos uma tarefa difícil. Felizmente o empregado da loja teve pena de nós e veio connosco indicar qual era a pessoa certa, que não estava de todo sinalizada como tal. Uma total confusão devo dizer.


Mas sim, aquela era a pessoa correcta e só tivemos de mostrar o mail da reserva para recebermos efectivamente os bilhetes de entrada e acesso ao guia eletrónico através do telemóvel. Mas como saberíamos nós a quem nos dirigir é algo que até hoje não consigo entender. Quanto à fila no Panteão, aquela que nos foi indicada era a mais longa, por isso também não sei bem qual é a diferença em ter ou não os bilhetes marcados.
Tal como mencionei sobre a Basilica di San Pietro também aqui no Panteão todo o processo foi bastante confuso, o que é de espantar já que estas áreas são especialmente movimentadas.
Entrada para o Panteão
Depois de estarmos na fila durante algum tempo finalmente entrámos no Panteão, e fiquei bastante surpreendida por o espaço interior não estar a abarrotar de pessoas tendo em conta a longa fila de espera. Talvez fosse porque o interior do Panteão acabe por não ser muito grande.


O Panteão é composto por uma sala circular e sendo ele uma igreja, a igreja da Santa Maria ad Martyres tem um altar e vários bancos corridos. O centro da cúpula tem uma entrada por onde entra a luz solar. Apesar do Panteão à primeira vista puder parecer simples em comparação com as igrejas ricamente decoradas em Roma, a verdade é que a estrutura deste edifício tem sido alvo de várias pesquisas e estudos. O meu marido que é de conservação e restauro contou-me que a arquitectura do Panteão de Roma é mencionado no curso como exemplo único especialmente tendo em conta a época em que foi construído.
Breve história e curiosidades associadas ao Panteão
O Panteão foi mandado construir em 27 a.C. por Marco Vipsânio Agripa como templo dedicado às sete divindades planetárias. E daí vem o seu nome já que Panteão significa ‘de todos os Deuses’. Este edifício foi reconstruído entre 118 e 125 d.C. por Adriano que não teve em conta a disposição original da estrutura e inverteu a sua orientação em 180º. O Panteão acabou por ser abandonado e saqueado pelos bárbaros até 609 d.C. altura em que o imperador bizantino Flávio Focas Augusto doou este templo ao papa Bonifácio IV passando este a ser dedicado a Santa Maria ad Martyres, o que o protegeu de mais saques.


Há várias curiosidades associadas ao Panteão, episódios que fazem parte da sua história, como por exemplo em 1625 sob o pontificado de Urbano VIII Barberini mandou-se retirar os revestimentos de bronze do pórtico para os usar na basílica di San Pietro e nos canhões do Castelo de Sant’Angelo, acção que lhe atribuiu um ditado popular ‘Quod non fecerunt barbari, fecerunt Barnerini’ que em português se traduz ‘o que os bárbaros não fizeram, fizeram os Barberini’. Outra curiosidade são as chamadas ‘orelhas de burro’, duas torres que foram construídas, uma em cada lado da fachada na mesma época de Barberini, removidas depois da unificação da Itália.
No entanto, o que é mais espantoso neste Panteão e a razão para ser discutido entre restauradores e historiadores é o seu interior, uma esfera perfeita sendo a sua altura igual ao seu diâmetro. Tal como a cúpula que ao contrário de outros edifícios não tem armação de apoio. Para assim ser construída a cúpula é mais pesada na base e mais leve no topo; há medida que a cúpula sobe em altura, a espessura da parede vai reduzindo tal como o tipo de materiais se vai alterando, tendo sido utilizado o travertino na base, um material mais pesado, e pedra-pomes no topo.
Durante a visita a esta igreja, estivemos a ouvir o áudio guia no telemóvel o que foi bastante interessante e que incluiu grande parte destas curiosidades sobre o Panteão. Tal como o guia nos descreve, neste Panteão encontram-se vários túmulos de reis de Itália como o de Vittorio Emanuele II e de artistas como Rafael.
Dica para visitar o Panteão sem pagar
- Se estiverem em Roma no primeiro Domingo do mês visitem o Panteão neste dia já que a entrada é gratuita.
Para mais informações sobre o Panteão de Roma cliquem aqui: https://direzionemuseiroma.cultura.gov.it/pantheon/
Basilica di Santa Maria Sopra Minerva: sob um tecto estrelado
A paragem seguinte ficava bastante perto do Panteão, a basílica di Santa Maria Sopra Minerva, uma das igrejas mais conhecidas pelo seu tecto de fundo azul-escuro e pelo obelisco que se encontra em frente cuja base é um elefante. O obelisco egípcio do século VI a.C. foi o primeiro elemento que vimos na Piaza della Minerva. A base de sustentação em forma de elefante foi projectada por Bernini e construída por Ercole Ferrata em 1667. Não sei a razão por se ter escolhido um elefante, mas sem dúvida que marca a entrada para esta basílica exactamente por não ser expectável.


Já a visita à basílica é aquilo é esperado para quem viu fotografias de antemão sendo o tecto estrelado de fundo azul o que chama mais a atenção. Esta basílica foi construída no século VII onde se encontravam as ruínas de três templos dedicados a Minerva, Ísis e Serápis. A basílica foi reconstruída incorporando o estilo gótico no século XIII. Mas foi em 1850 que o interior da basílica ganhou o seu revestimento em mármore e a decoração pictórica incluindo o característico tecto. Na verdade, este tecto mostra como seria o da Capela Sistina antes de Michelangelo pintar os seus frescos. Também às capelas da basílica di Santa Maria Sopra Minerva lhe é reconhecido o valor cultural sendo nelas exibido várias obras de arte de tal forma que podem até ser consideradas galerias de arte.
E com a visita a esta basílica deixávamos esta zona da cidade para visitarmos em seguida a Basilica di Santa Prassede e a Basilica Papale di Santa Maria Maggiore.
Basilica di Santa Prassede: pequena em tamanho, imensa em beleza
A entrada para a basílica di Santa Prassede fica numa rua lateral, a Via di Santa Prassede, a minutos de distância da Piazza di Santa Maria Maggiore. Apesar da entrada modesta o seu interior de modesto não tem nada com 16 colunas de granito em que três funcionam como pilares de reforço sobre as quais assentam três arcos transversais decorados com frescos que datam o início o século XVI.


No entanto, a obra de arte principal é a que se encontra no altar que retrata Santa Prassede a recolher o sangue dos mártires. Este quadro está rodeado pelos mosaicos dourados de influência bizantina da época de Pasquale I do século IX.
Durante a nossa visita estava a decorrer um ensaio, pareceu-nos um ensaio do coro, e foi sob a voz de canto que passeámos pelas vias laterais desta basílica, que se de tamanho não se compara a outros igrejas, de beleza não fica atrás.
Basilica Papale di Santa Maria Maggiore: o verdadeiro significado de obra de arte
Este foi o último local que visitámos neste Domingo que começou com o Coliseu de Roma. E não escolheria melhor local para terminar este dia do que nesta basílica. Para entrarmos tivemos de nos juntar a uma fila, que por sinal não era longa e que avançava rapidamente. Para visitar a basílica não é preciso pagar, mas é preciso passar pela segurança, mostrar as malas e passar pelo detector de metais, razão pela qual há normalmente fila à entrada.


Entrámos na basílica às 17:50 e a missa começava às 18:00. O que fez com que embora a igreja estivesse aberta a visitantes, a parte central pudesse apenas ser acedida pelos crentes que vinham assistir à missa. Devo dizer que para quem não vai à missa regularmente e não é crente, nestas viagens assisto a mais missas do que desejaria e não só da religião católica.
Apesar de não termos podido visitar bem a igreja valeu a pena ficarmos a conhecer uma parte do interior da basílica, com o seu tecto renascentista adornado em ouro e vários túmulos marcados por magníficas e detalhadas esculturas.
Próximo post
O próximo post vai ser diferente do habitual pois quem vem a Roma pensa em toda a deliciosa comida que vai experimentar, mas neste post vou falar de um restaurante que me deixou extremamente desapontada, até chateada devo dizer, e da alternativa que deveríamos ter escolhido. Os pormenores para que não façam o mesmo erro serão publicados na próxima semana.