Do Vitoriano ao toscano: monumentos, basílicas e uma estátua colossal em Roma

O que pode encontrar nesta página

  1. Monumento a Vittorio Emanuele II
  2. Basilica di Santa Maria in Aracoeli: a quase demolida
  3. Statua colossale di Costantino
  4. Basilica di Sant’Andrea della Valle: o ceu representado na cupula
  5. Chiesa di San Luigi dei Francesi
  6. Almoço tardio no All’Antico Vinaio
  7. Próximo post

Monumento a Vittorio Emanuele II

Depois de visitarmos os vestígios do grande império romano (ver post anterior aqui), seguimos para o monumento a Vittorio Emanuele II também conhecido por Vitoriano. Num dos dias anteriores já tinha passado junto a este monumento, mas tinha deixado para hoje a subida aos diferentes patamares e a visita ao interior.

Sobre a história deste monumento consultem o post publicado no início de agosto:

A fachada principal deste edifício pode dividir-se em 3 patamares distintos – o primeiro, o Altar da Pátria é onde se encontra o túmulo do Soldado Desconhecido que homenageia os soldados que morreram durante o corso da Primeira Guerra Mundial. Este patamar foi idealizado por Giuseppe Sacconi tendo sido o escultor Angelo Zanelli quem contribuiu com o friso de estátuas que segue o comprimento do patamar. O túmulo é ainda hoje protegido por dois guardas, o que pudemos confirmar.

Altar da Pátria do monumento a Vittorio Emanuele II

O terceiro patamar, o do topo, é o terraço panorâmico. Para tal deixámos o Altar da Pátria e subimos pelas escadas exteriores laterais que, ao chegar ao segundo patamar, onde fica o Museu Central do Risorgimento, seguem pela parte detrás do edifício No entanto, a certa altura para chegarmos ao terraço panorâmico verificámos que era preciso ir de elevador. E que esta viagem de elevador tinha um custo de 18 euros. Decidimos por unanimidade não subir até ao terraço. Acredito que a paisagem de 360º seja soberba, no entanto tivemos oportunidade de ver várias paisagens da cidade em diferentes ângulos e sem ter de pagar durante esta viagem.

Portanto, descemos a escadaria agora por dentro do edifício passando por várias estátuas incluindo a estátua da Quadriga da Liberdade (Quadriga della Libertà) que espelha a estátua com o mesmo nome na fachada principal exterior. No interior deste monumento é onde fica a entrada para o Museu Central do Risorgimento com várias exposições desde o século XVIII até à Primeira Guerra Mundial. A entrada para este museu (bilhete completo) custava 18 euros. Também aqui decidimos não visitar o museu e continuarmos com o nosso itinerário que seguia para a igreja que fica ao lado deste monumento, a basilica di Santa Maria in Aracoeli.

Para mais informações sobre o monumento a Vittorio Emmanuele II vejam o seguinte link: https://vive.cultura.gov.it/it

Basilica di Santa Maria in Aracoeli: a quase demolida

Para chegar a esta basílica tivemos de descer toda a escadaria do monumento a Vittorio Emanuele II e subir toda a escadaria até à sua entrada. A escadaria com 124 degraus foi construída em 1348 como oferenda à Virgem para terminar com a peste que assolava a Europa. Depois da sua construção esta escadaria foi considerada por muitos como uma verdadeira escada santa, onde muitas pessoas subiam de joelhos para fazer ou pagar as suas promessas feitas à Virgem. Tal como em Fátima em Portugal.

Basilica di Santa Maria in Aracoeli ao lado do monumento a Vittorio Emanuele II

No topo desta escadaria há que parar por um momento e olhar em volta para ver a beleza daquela praça e arredores. Na altura em que viemos visitar esta basílica a maratona ainda estava a decorrer e passava mesmo junto à base da escadaria, onde várias pessoas aplaudiam e encorajavam os participantes.  

Quanto à própria basílica, esta foi construída nas ruínas do templo de Juno Moneta do século VI. A basílica foi restaurada no século XIX, depois de ter sido utilizada como estábulos durante a ocupação francesa e a República de 1797, naquele que é chamado período napoleónico. A basílica voltou a sobreviver em 1870 quando a sua demolição esteve iminente para dar lugar a uma parte do monumento a Vittorio Emanuele II.

Statua colossale di Costantino

Em seguida fomos tentar descobrir a estátua de Constantino I. Eu já tinha tentado encontrar a estátua no dia em que visitei esta zona, mas não tinha seguido o caminho correcto. Então para visitar esta estátua é preciso seguir o mesmo caminho como se fosse para o Museo Capitolino. Para tal, foi necessário descer a escadaria em frente à basílica e em seguida voltar a subir a escadaria mesmo ao lado, a Cordonata Capitolina, que nos levou até à Piazza del Campidoglio.

Ao chegar à Piazza del Campidoglio virámos à direita e continuámos pela Via delle Tre Pile. Antes de chegar à curva que liga com a Via di Villa Caffarelli encontrámos então o pequeno portão que dava entrada para o Museo Capitolino. Apesar da visita ao museu ser paga, onde estão expostos os vestígios da estátua original, não é preciso pagar para visitar o pátio exterior onde se encontra a réplica desta imponente estátua.

A réplica foi criada usando 10 partes da estátua original como molde, as quais foram encontradas no século XV durante uma escavação à Basilica di Massenzio. Michelangelo foi quem organizou os fragmentos encontrados e os expôs no pátio do Palazzo dei Conservatori que fazem hoje parte do Museu Capitolino. O projecto para criar a réplica desta estátua começou em 2022 e foi ali colocada dia 6 de fevereiro de 2024.

Para ver as partes originais da estátua incluindo a cabeça, o braço e mão do lado direito e os pés, é preciso comprar bilhete para visitar o interior do museu. Para nós chegou ver a enorme réplica que representa o quanto imponente a estátua devia ser nos seus tempos de glória. Para mais informações sobre o projecto que levou à criação da réplica vejam o seguinte link: https://factumfoundation.org/our-projects/3d-sculpting/re-creating-the-colossus-of-constantine/

Basilica di Sant’Andrea della Valle: a ilusão de um céu na cúpula

E foi com a estátua de Constantino que deixámos esta parte da cidade passando ainda pelas ruínas dos templos de Apolo Sosiano e di Bellona tal como pelas ruínas do Portico d’Ottavia.

Portico d’Ottavia

Caminhando já em direcção ao Panteão para o qual tínhamos bilhetes marcados, parámos em duas igrejas, tendo sido a basílica di Sant’Andrea della Valle a primeira. E para mim foi uma das igrejas mais bonitas que visitámos em Roma. A

basílica começou a ser construída em 1591 e prolongou-se até à segunda metade do século XVII, contando com a participação de vários artistas. A basílica para além da nave principal tem oito capelas e uma cúpula que quando foi inaugurada em 1622 era a segunda maior da cidade, sendo apenas ultrapassada pela da basílica de San Pietro.

Os frescos da cúpula de Giovanni Lanfranco representam ou pretendem dar a ilusão da entrada do céu pela basílica adentro. E foi certamente a cúpula um dos elementos desta basílica que mais se destacaram durante a visita.

Piazza Navona

Estando nesta parte da cidade não podíamos não passar pela Piazza Navona que mantém o formato do estádio original de Domiciano. Nesta praça é onde se encontram os mais bonitos exemplos da arquitectura barroca como a igreja de Sant’Agnese in Agone e o palácio Pamphilj que fica mesmo ao lado da igreja. Também nesta praça encontram-se 3 fontes, a Fontana del Moro (fonte do mouro), a Fontana del Nettuno (fonte de Neptuno) e no centro da praça a Fontana dei Quattro Fiumi (fonte dos quatros rios).

Piazza Navona

Para nós a Piazza Navona foi apenas um ponto de passagem, mas que não podia deixar de fazer parte do nosso itinerário, sendo uma das principais praças de Roma.

Chiesa di San Luigi dei Francesi: pinturas de Caravaggio

Esta igreja fica entre a Piazza Navona e o Panteão e é a igreja nacional dos franceses. A igreja foi projectada por Giacomo della Porta e construída por Domenico Fontana entre 1518 e 1589. As obras de arte mais conhecidas deste igreja são três pinturas de 1599 a 1602 de Michelangelo Merisi também conhecido como Caravaggio.

Almoço tardio no All’Antico Vinaio

Como ainda tínhamos algum tempo antes de visitar o Panteão decidimos que esta era a altura certa para comer qualquer coisa. E encontrámos não muito longe do Panteão um dos estabelecimentos do All’Antico Vinaio, uma franchise de sandes muito aclamada espalhada por várias cidades em Itália.

Quando chegámos pareceu-nos haver duas filas sendo uma delas enorme, que até hoje não sei se era a fila para uma parte do estabelecimento com mesas, mas como do outro lado não vinha fila nenhuma juntámo-nos a essa. Mas para dizer a verdade, agora pensando bem, é provável que tenhamos cortado fila já que a fila estava separada pela estrada principal. Bem, se assim foi, nós não nos demos conta na altura nem ninguém mandou vir conosco.

O menu era extenso com mais de 30 opções diferentes e acabámos por escolher a toscana com salame, creme de cebola e tomates secos. Cada sandes custa cerca de 8 a 12 euros, aquela que escolhemos, a toscana, custava 9 euros, mas cada uma é enorme e bastou uma para os dois. Ficámos imediatamente fãs, tanto que voltámos a vir ao All’Antico Vinaio que fica na estação de Roma no dia que regressámos a casa e numa outra viagem a Florença.

Ainda nos sentámos nas escadas da fonte que fica em frente ao Panteão apenas para termos a polícia a vir falar connosco já que é proibido comer em monumentos.

Para ver localidades, menus e horários do All’Antico Vinaio cliquem no seguinte link: https://www.allanticovinaio.com/

Próximo post

No próximo post vamos falar de 3 locais bastante famosos em Roma, o Panteão pela sua arquitectura única ainda hoje estudada, a basílica com o tecto azul estrelado, a basílica di Santa Maria Sopra Minerva, e ainda a maravilhosa basílica Papale di Santa Maria Maggiore, uma das quatro basílicas papais de Roma.

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