O que podes encontrar nesta página
- Chegar ao coliseu em dia de maratona
- Coliseu de Roma
- Foro romano e palantino
- Basílica de Santa Francesca Romana: dedicada à padroeira dos motoristas
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Chegar ao coliseu em dia de maratona
Domingo era o dia em que íamos visitar o Coliseu, uma das sete maravilhas do mundo, a primeira para nós. Tínhamos os bilhetes marcados para as 8 e meia e os bilhetes incluíam também a visita ao Foro Romano e ao Palatino, que ficavam mesmo de frente ao coliseu.
Tínhamos lido que para evitar problemas em entrar tínhamos de chegar à hora marcada, já que este sendo um dos locais mais conhecidos da cidade qualquer atraso poderia levantar impedimentos. E por isso, tal como no dia anterior, saímos de casa antes da 8 da manhã.

Foi ao chegarmos ao pé do coliseu que encontrámos algumas dificuldades (mínimas) para chegar até à entrada. A maratona de Roma estava marcada para aquele dia e como a corrida começava e terminava naquela zona da cidade, à volta do coliseu encontravam-se várias barreiras e fitas a impedir a passagem incluindo a passagem para a entrada do coliseu. Acabámos por perguntar a um assistente como poderíamos passar já que as 8 e meia já lá iam.
E foi assim que podemos agora dizer que estivemos na maratona de Roma, porque para passar de um lado ao outro tivemos de atravessar a estrada por onde a maratona passava. A vantagem é como estavam todos a ver a maratona o coliseu estava praticamente vazio àquela hora e para além de entrarmos já perto da 9 ninguém reclamou connosco.
Coliseu de Roma
O coliseu de Roma faz parte do parco archeologico del Colosseo, um complexo arqueológico do qual fazem parte o Foro Romano, o Palatino, e também museus como o museu da Domus Tiberiana, o museu Palatino e o museu dos Forúns Imperiais que fica na estação de metro Colosseum/Fori Imperali no novo trecho da linha C. Para mais informações sobre o parco archeologico del Colosseo recomendo a visitarem a seguinte página: https://colosseo.it/

Durante a visita ao coliseu pudemos visitar 2 níveis, o superior e o que ficava a nível do solo, mas não o piso inferior o que para tal é preciso marcar uma tour especial. O coliseu é tudo aquilo que se espera: enorme, imponente e incrível. Apesar de algumas partes da estrutura estarem em maior estado de deteriorização do que os outros, o que está de pé permite dar a conhecer os detalhes daquele edifício onde as lutas sangrentas de gladiadores foram os eventos sociais da época mais famosos.
O coliseu foi construído no século I por ordem dos imperadores da dinastia flaviana, Vespasiano e Tito e o seu nome, coliseu, foi-lhe atribuído como homenagem a uma estátua colossal de Nero que se encontrava ali perto. O coliseu ao ser construído tornou-se o maior do mundo podendo receber mais de 50.000 pessoas. Por ele passaram jogos de gladiadores, caça de animais selvagens e execuções públicas. O declínio deste edifício começou em 438 quando Valentiniano III aboliu os jogos de gladiadores. É incrível pensar que o coliseu durante a idade média e o renascimento funcionou como pedreira, abrigo para animais e oficina de artesões.

Foi já no século XVIII com o renovado interesse pela antiguidade clássica na Europa que as ruínas deste coliseu ganharam reconhecimento cultural especialmente por artistas e escritores o que levou a serem feitas escavações e projectos de restauro.
Ao ser o coliseu um dos locais que atraem mais turistas à cidade recomendo a comprarem bilhetes com antecedência e não esperarem pelo próprio dia para o fazerem. Para além disso se puderem marquem os bilhetes para o mais cedo possível. Nós passamos cerca de uma hora e pouco a visitar o coliseu que como disse àquela hora mais matinal e com a maratona a decorrer estava bastante mais vazio do que o esperado (felizmente).
Foro Romano e Palatino

A entrada para o Foro Romano e Palatino é a mesma, a 5 minutos do coliseu. Fomos primeiro explorar o Foro Romano com uma paragem inicial no museu com o mesmo nome. A nossa ideia de vir aqui era o de ir à casa de banho já que no coliseu apenas é possível fazê-lo no início da visita, o que não sabíamos na altura. Como entrámos no museu acabámos por visitá-lo e encontrar no terraço uma das melhores vistas para o coliseu.
Foro Romano
Não vou entrar em muitos pormenores sobre o Foro Romano nem sobre o Palatino, mas há realmente imenso para ver, desde jardins, igrejas, templos, torres, arcos, monumentos, e o local é tão rico que facilmente se perdem várias horas a deambular pela área. Foi durante esta visita que apanhámos alguma chuva, aquela chuva miudinha irritante, que não tirou em nada o valor e a beleza do local.
Uma limitação dos nossos bilhetes que só nos apercebemos enquanto visitávamos o Foro Romano era a entrada para alguns dos edifícios tanto aqui no Foro como mais tarde no Palatino já que o acesso era apenas permitido a quem tivesse o Forum Pass Super. Sem dúvida que a companhia que gere estes locais sabe como monetizar o seu potencial.

O Foro Romano tomou a sua forma como centro da vida pública a partir do século VII a.C. depois de a zona ter sido drenada. Durante vários séculos desde esta altura até o século IV d.C. foram sendo adicionadas várias construções, muitas das quais ainda hoje há vestígios. O Foro Romano foi deixado ao abandono durante muitos séculos e só depois da unificação da Itália, já no século XX, se realizaram escavações na área.
Palatino
Depois do Foro Romano fomos subindo a colina até chegarmos ao Palatino. A experiência enquanto aqui estivemos foi de certa forma paradoxal, de um lado as ruínas de casas de famílias aristocráticas, os vestígios mais antigos de Roma, por outro lado os gritos de excitação, apitos e vozes ao megafone que animavam a maratona que decorria mesmo ali ao lado. Isto foi particularmente notado enquanto estivemos perto da Domus Augustana, a zona residencial central do palácio de Domiciano, uma das áreas que nos chamou mais a atenção. Esta residência em particular tinha dois andares, o andar superior que ficava ao nível do chão e o nível inferior que era usado para refeições com uma fonte central e um mosaico com desenhos de quatro petas lembrando os escudos das amazonas.

Outro local que nos chamou a atenção foram as ruínas do chamado Stadio Palatino, nome dado pelo formato em forma de estádio, pensando-se por isso que aqui se realizavam corridas.
Antes de sairmos do complexo do Foro Romano e Palatino ainda passámos por uma construção de enormes dimensões – a imponente Basilica di Massenzio, também conhecida por Basilica di Constantino, construída entre 308 e 312. Esta basílica era a maior estrutura do Foro Romano contando com 35 metros de altura e 100 metros de comprimento. Foi recentemente descoberto que no século IV era aqui a sede do tribunal para os julgamentos dos membros do Senado, o Secretarium Senatus. Mesmo estando apenas de pé a nave norte é fácil de imaginar o quando magnífcio seria este edifício nos seus momentos de glória.

Basílica de Santa Francesca Romana: dedicada à padroeira dos motoristas
Quando estivemos perto da Basilica di Massenzio reparámos em várias pessoas a entrar para uma igreja que ficava mesmo ali ao lado, mas que para a visitar era preciso sair do complexo do Foro Romano, dar a volta em frente ao Coliseu e depois subir a pequena rua ‘Clivo di Venere Felice’. O que foi o que fizemos a seguir.
A basílica foi construída onde antes ficava o antigo oratório de São Pedro e São Paulo do século VIII, e apesar de ter sido reconstruída no século XIII foi no século XVII que incorporou a arquitectura barroca. Na abside da igreja encontram-se mosaicos do século XII onde a Virgem Maria com Jesus ao colo têm a posição central.


Mas foi o quadro Madonna Glycophilusa, obra de arte do século V que nos chamou mais a atenção. Outra parte da igreja que vale a pena notar é o tecto com os seus pormenores a dourado em fundo azul-escuro e vermelho.
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Depois de passarmos 5 horas a visitar o parco archeologico del Colosseo não fomos muito longe já que o Monumento a Vittorio Emanuele II ficava mesmo ali ao lado. Nas horas seguintes subimos ao topo do Monumento a Vittorio Emanuele II, entrámos na Basilica di Santa Maria in Aracoeli e admirámos a enorme estátua de Constantino. Ainda antes de visitarmos o Panteão entrámos numa das igrejas mais bonitas de Roma, a Basilica di Sant’Andrea della Valle. Todos os detalhes nos próximos posts.