Índice desta página
- Segundo dia
- Cassis – praia, porto e vila
- Tartes do supermercado Auchan
- Pôr-do-sol perfeito em Marselha
- Bouillabaisse no Chez Jeannot
- Cocktails em CopperBay
- Terceiro dia
Segundo dia
No último post falámos da primeira parte do segundo dia em Marselha. Começámos por alugar bicicletas para ir até Palais Longchamp, um dos locais bonitos da viagem, para em seguida descermos a colina até à igreja ‘Les Refórmés’ que visitámos antes de apanhar o autocarro para a basílica Notre-Dame de la Garde. Neste post continuamos agora pela parte da tarde desde dia que começou com uma viagem de autocarro para Cassis, uma bonita vila no sul de França, parte do parque nacional de Calanques.
Cassis – praia, porto e vila
Para apanhar o autocarro para Cassis em Marselha tínhamos de chegar ao bairro de Castellane. Quando chegámos à paragem de autocarro este já aqui estava parado por isso foi entrar no autocarro, pagar o bilhete, e fazer a viagem de 40 minutos, que com o ar condicionado ligado foi bastante agradável. Em Cassis, saímos na paragem Cabrol Marne que fica na estrada principal. Tivemos depois de descer até à praia, o que demorou mais ou menos 20 minutos. E isto incluindo o tempo que passámos a tirar fotografias pelo caminho.

Para chegar à praia tivemos de passar pelo pequeno porto e ainda antes de chegarmos ao nosso destino já sabíamos que aquela experiência ia ser muito melhor do que a do dia anterior na praia de Marselha, Plage des Catalans. A praia não estava muito cheia, a areia dourada muito fofa enterrava-nos os pés e o mar azul límpido chamava por nós. E nós nem pensámos duas vezes, fomos quase a correr para a água. E a hora e meia seguinte foi possivelmente a melhor parte de toda a viagem. E teríamos ficado aqui bem mais tempo se não tivéssemos de estar de volta a Marselha para o jantar que estava marcado para as 9.

Depois de várias idas e vindas à água fomos dar uma volta pela vila de Cassis. Já que aqui estávamos mais valia ficar a conhecer a vila. Cassis pareceu-me ser um local bastante turístico, e com toda a razão de ser, mas que apesar do turismo não perdeu a sua atmosfera de tradicional vila do sul de França, com cantos e recantos muito pitorescos, boutiques cheias de classe, e lojinhas de decoração amorosa. Mas imagino que em julho e em agosto, estas ruazinhas estejam a abarrotar de gente não só para aproveitar a praia mas também a zona em redor, uma vez que Cassis fica dentro do parque nacional de Calanques, oferecendo vários trilhos, paisagens deslumbrantes e experiências marítimas. Mais à frente falarei um pouco mais sobre o parque nacional de Calanques, especialmente da nossa viagem de barco que fizemos no dia seguinte.


Se soubéssemos que nos iríamos enamorar por Cassis teríamos marcado pelo menos uma noite aqui. Mas como não sabíamos tivemos de regressar a Marselha. Mas só apanhámos o autocarro das 6 da tarde depois de termos parado num dos muitos cafés junto ao porto de Cassis para uma bebida. Para quem estiver curioso sobre os preços das bebidas, por uma cerveja Affligem paguei 4 euros, enquanto que um copo grande de vinho custou 7.50 e um aperol spritz 11. Não achei que os preços fossem fora daquilo que era esperado, especialmente porque o estabelecimento ficava numa zona que podia ser considerada como ‘premium’ em Cassis.
Tartes do supermercado Auchan
Já em Marselha e antes de voltar para o hotel fiz um pequeno desvio para ir a um supermercado que ficava ali perto – surpresa das surpresas o supermercado era o Auchan. Afinal ainda faltava 2 horas para o jantar e a fome já ali andava. E como disse anteriormente, descobri quando voltei de França que estava com COVID e confesso que a partir de Cassis até voltar a casa não me sentia muito bem, acho que foi a partir deste momento que o vírus me começou a atacar com força. Estava sempre com uma sensação estranha, uma mistura entre esfomeada e enjoada. Mas como não sabia que era COVID pensava que era apenas uma constipação que ali vinha e que precisava de alimento.
Fui então ao Auchan onde comprei uma sandes mista e 2 tartes de fruta. E se comi a sandes pelo caminho também acabei por comer ambas as tartes depois no quarto de hotel. E sabem que mais? Souberam-me pela vida. O creme tinha um sabor suave, não muito doce, que contrastava maravilhosamente com o doce da fruta. E ambas as tartes e a sandes ficaram a 5.83 euros.

Ou seja, se não encontrarem uma pastelaria que vos agrade ou se estiverem a fazer uma viagem de baixo custo, não deixem de entrar num supermercado – como várias vezes descobrimos em vários países e em várias viagens, a melhor comida é por vezes aquela que se encontra nos supermercados. Afinal é nos supermercados que os locais vão fazer as suas compras. É por isso que há imensa gente que adora visitar os mercados e supermercados quando viajam para outros países. E há boas razões para isso – eu nesta viagem encontrei-as em duas tartes de fruta.
Pôr-do-sol perfeito em Marselha
Como erámos três pessoas e apenas tínhamos uma casa de banho, acabámos por nos atrasar para o jantar. Como não dava tempo para ir de eléctrico decidimos apanhar um Uber. E assim chegámos ainda com tempo e fomos ver o pôr do sol junto ao monumento majestoso de 1927 ‘aux morts de l’Armée d’Orient’ (aos mortos do exército do Oriente).


A paisagem daqui era absolutamente divinal tanto para a baía como para o castelo d’If. Este local acabou por nos oferecer um fim de tarde lindíssimo.
Bouillabaisse no Chez Jeannot
Em seguida, fomos para o restaurante onde tínhamos feito a marcação, Chez Jeannot. Este restaurante fica na zona ‘Vallon des Auffes’ cujo acesso se faz através de umas escadas estreitas na rua oposta ao monumento ‘aux morts de l’Armée d’Orient’. Nesta zona há vários restaurantes, todos eles junto ao pequeno porto. Ficámos com pena que a nossa mesa não fosse na zona da esplanada, no entanto ficámos junto às janelas de correr por onde soprava uma brisa agradável, característica daqueles fins de tarde depois de um dia quente.


Tínhamos escolhido este restaurante em específico para experimentar a tradicional sopa de peixe de Marselha, Bouillabaisse. Apesar de ser um prato típico desta cidade, nem todos restaurantes têm este prato no menu e a preços razoáveis. Neste restaurante este prato custava 35 euros (preços de 2025) e para ficar mais em conta decidimos partilhar a sopa e também uma pizza, que era a especialidade do restaurante. Para acompanhar a refeição pedimos um vinho rosé da localidade ‘Vallon des Auffes’.
A sopa chegou à mesa cozida dentro de uma espécie de massa folhada. Eu como já disse vária vezes andava com uma fome desmedida, penso que por causa do COVID, e nem dei tempo para tirar uma fotografia à sopa em si. No entanto, não achei a sopa nada de especial. Talvez por ser portuguesa e por termos na nossa cozinha a caldeirada. Porque ao experimentar a sopa foi isso que me pareceu – uma caldeirada à qual foi adicionada camarão. Mas claro que aconselho sempre a experimentar a cozinha local mesmo quando acaba por não ser nada de especial. Afinal o que conta é a experiência e neste caso ao menos pagámos 35 euros (dividido por 2 pessoas) em vez dos 70 que alguns restaurantes pedem. Agora quanto à pizza, a que pedimos era mesmo muito boa. Escolhemos a ‘L’Italienne’ com presunto, pesto e queijo stracciatella que acabou por ser o ponto alto da refeição.

Website oficial do restaurante Chez Jeannot: https://www.pizzeriachezjeannot.com/
Cocktails em CopperBay
Antes de irmos para o hotel parámos em CopperBay, um bar com um extenso menu de cocktails. Pedimos um para cada incluindo um Miami Vice e um mojito. Não me lembro do nome do terceiro, mas sei que o meu amigo ficou bastante feliz com a sua escolha.

P.S. Infelizmente a informação mais recente que tenho sobre este lugar é que fechou permanentemente. No entanto, há outro CopperBay em Paris, da mesma companhia, que ainda se encontra em funcionamento. Se visitarem a capital de França não deixem de vir até CopperBay para beber um cocktail.
Website oficial de CopperBay: http://www.copperbay.fr/
Terceiro dia
Para o próximo post vamos falar do terceiro dia em Marselha, o último nesta cidade, já que no quarto dia decidimos visitar Aix-en-Provence. Antes de deixar Marselha não podia faltar uma viagem de barco para ficar a conhecer o parque nacional de Calanques. Um dia que acabou com mais uma ida a banhos e com aquele que foi o melhor jantar de toda a viagem.