A explorar Marselha: Palais Longchamp e igrejas históricas

Índice desta página

  1. Alugar bicicletas da Levélo
  2. Palais Longchamp
  3. Igreja São Vicente de Paulo
  4. Basílica de Notre-Dame de la Garde
  5. No próximo post

Alugar bicicletas da Levélo

O segundo dia em Marselha foi mais um dia de céu azul e de muito calor. E tal como o dia anterior começámos pelo pequeno-almoço no hotel onde o ar condicionado nos protegia do calor que já se fazia sentir de manhã.

De pequeno-almoço tomado saímos para a rua e a primeira paragem era em Palais (palácio) Longchamp. Para lá chegarmos decidimos alugar 3 bicicletas da companhia ‘Levélo’. Estas bicicletas estão espalhadas pela cidade em pontos próprios e para as usar basta fazer o download da aplicação e colocar os dados do cartão para fazer o pagamento. Através da aplicação podem aceder ao mapa que contém a informação de quantas bicicletas estão disponíveis em determinado local.

Como falei anteriormente (ver post aqui) os preços do aluguer podem ser encontrados no website: https://levelo.ampmetropole.fr/en/sharing. A nós ficou-nos a um euro, o valor do aluguer por 30 minutos. Se as tivéssemos usado por mais de 30 minutos cada minuto extra teria custado 0.05 euros. Para quem ficar na cidade por longos períodos também há outras opções como o pacote de 24 horas, o mensal ou o de uso ilimitado.

Bicicletas prontas para alugar da companhia Levélo

Para nós aquele euro foi bem empregue apesar de eu achar que a bateria da minha bicicleta (já agora são bicicletas eléctricas) estar em baixo porque eu fartei-me de pedalar, muito mais que os meus amigos, e mesmo assim eles iam bem mais rápido. E claro que como eu não estou habituada a andar de bicicleta, foi atrás de mim que se pôs um carro da polícia em marcha de emergência. É que eu nem sabia para onde me virar para sair da frente deles. Como sempre é a mim que acontecem estas coisas.

A única coisa a ter em atenção em relação ao aluguer das bicicletas é o depósito inicial de 15 euros que vos é retirado da conta, mas devolvido passado 7 dias. Apesar de não ter havido nenhum problema com a devolução esta informação não é dada em qualquer momento durante o processo do aluguer.

Palais Longchamp

Depois de devolvermos as bicicletas ao posto da leveló mais próximo do nosso destino, atravessámos a rua e chegámos à grandiosa fonte do Palais Longchamp. E este foi sem dúvida um dos lugares mais bonitos que visitámos em Marselha.

Palais Longchamp

Esta fonte foi construída entre 1862 e 1869 por Henri Espérandieu, também ele o arquitecto da basílica de Notre-Dame de la Garde, um dos locais que iríamos visitar mais tarde naquele dia. Esta fonte em Longchamp simboliza a chegada da água à cidade, o que foi conseguido através da construção de vários acquedutos entre 1839 e 1849 de forma a ligar o rio Durance a Marselha. A necessidade da água potável em Marselha foi identificada como sendo algo de urgente depois da epidemia de cólera que afectou a cidade em 1835. À fonte foi adicionada esculturas de animais e de frutos por diversos artistas para enaltecer o valor da água potável em Marselha e o potencial que representava para a cidade. Em cada ala à volta da fonte encontra-se um museu, de um lado o museu das Belas Artes e do outro o da História Natural.

Nós não visitámos nenhum dos museus nem o parque que fica pelo lado detrás da fonte, mas fica aqui a dica. Contudo, nós até passámos bastante tempo a admirar os vários detalhes da parte central da fonte, que é sem dúvida impressionante.

Igreja São Vicente de Paulo

A próxima paragem do nosso itinerário ‘meio-oficial’ era a basílica de Notre-Dame de la Garde. No entanto, quando vínhamos a subir a estrada de bicicleta tínhamos reparado nesta igreja, a igreja São Vicente de Paulo, também conhecida pela igreja ‘Les Refórmés’, e portanto quisemos visitá-la antes de apanhar o autocarro para a basílica.

A igreja é conhecida por ‘Les Refórmés’ por ter sido construída no local onde antes ficava a igreja dos Agostinianos Reformados. Esta igreja demorou quase 30 anos a ser construída, tendo as obras começado em 1855, mas apenas finalizadas em 1886. Este atraso foi devido a problemas com o financiamento.

A parte mais impressionante da igreja e que foi o que nos chamou a atenção, são as torres de 70 metros de altura que rodeiam a entrada desta igreja. Mas não é só o seu exterior que merece ser admirado, também no seu interior os numerosos vitrais, obra de Édouard Didron, merecem a nossa atenção cobrindo a maior parte das paredes da igreja.

Basílica de Notre-Dame de la Garde

Em seguida fomos apanhar o autocarro para visitar esta basílica, afinal não podíamos vir a Marselha e não vir aqui. Como já disse anteriormente, os transportes públicos em Marselha são excelentes e em menos de nada estávamos dentro do autocarro 81 para sair na paragem ‘Place de la Corderie’ que fica ao pé do parque Pierre Puget. Para chegar à basílica tínhamos duas opções ou apanhar outro autocarro (60) ou então subir a colina. Escolhemos a segunda opção, até porque a basílica ficava a menos de 1km de distância, mas esquecemo-nos que com o calor que estava uma subida de 800 metros parece uma tortura de 10km. Mas lá chegámos ao topo e fomos recebidos por uma paisagem magnífica da baía de Marselha, do château d’If e das ilhas Frioul.

Estátua de Pierre Puget

À chegada à basílica, a primeira coisa que notámos foi a quantidade de pessoas que aqui se encontrava. De toda a viagem este foi o lugar mais caótico que visitámos. Estava tanta gente que à entrada e à saída da basílica tivemos de seguir em fila indiana. Foi por isso, para conseguirmos ver melhor o interior da igreja, que nos sentámos num dos bancos corridos. Para vermos melhor a igreja e também para vermos como poderíamos chegar a Cassis de autocarro que com aquele calor insuportável o queríamos mesmo era passar a tarde na praia.

Quanto à basílica como disse na secção sobre Palais Longchamp, o arquitecto foi Henri Esperándieu que em 1853 projectou este edifício seguindo um estilo romano-bizantino para representar Marselha como entrada para o Oriente. A basílica é também conhecida por ‘La Bonne Mère’ (a boa mãe). A basílica actual foi construída onde antes havia uma pequena capela dedicada à Virgem Maria desde 1214. Quando no século XVI, Francisco I ordenou a construção do château d’If e de uma fortaleza em redor desta capela para fortalecer a força militar em Marselha, a colina de la Garde tornou-se para além de lugar de peregrinação também de apoio militar sendo esta zona usada como campo de treino. De notar que esta capela e mais tarde a basílica foram os lugares da cidade escolhidos pelos marinheiros para practicar a sua devoção o que está representado pela nau no fresco do altar principal.

Quanto a nós, depois da visita à igreja, estivemos mais uma vez no terraço em frente à entrada da basílica a admirar a paisagem do ponto mais alto de Marselha. Entretanto um dos meus amigos ainda foi à carrinha de gelados que ali se encontrava numa tentativa de lutar contra o calor intenso. E depois de várias tentativas com cartões de débito lá foi recompensado com o gelado. Mas claro que não foi suficiente e pouco depois descíamos a colina para apanhar o autocarro que nos levaria a Cassis.

Paisagem do topo da colina de la Garde para o château d’If e ilhas Frioul

No próximo post

Penso que não seja difícil de adivinhar do que falarei no próximo post – será sobre Cassis, a bonita vila costeira no sul de França. Também falarei de onde ver um pôr-do-sol magnífico em Marselha e do restaurante onde experimentámos a tradicional sopa de peixe, Bouillabaisse.

Leave a comment