Parque nacional de Calanques, clube de praia e tapas em Marselha

Conteúdo desta página

  1. Viagem de barco ao parque nacional de Calanques
    1. Excursão de barco
    2. Parques nacionais em França
    3. Acesso ao parque nacional de Calanques
    4. A nossa experiência
  2. Estátuas no porto velho de Marselha
  3. Clube de praia Le Bistrôt Plage
  4. Jantar no restaurante L’oli Bé

Viagem de barco ao parque nacional de Calanques

O terceiro e último dia em Marselha começou exactamente como os dois anteriores, na sala de pequenos-almoços do Hotel ibis Marseille Centre Euroméd. Para este dia tínhamos guardado a viagem de barco ao parque nacional de Calanques, uma experiência que não podia faltar estando nós em Marselha. Se já tínhamos entrado no parque nacional por terra quando fomos a Cassis, agora iríamos fazê-lo por mar.

Excursão de barco

Mas aqui mais uma vez fizemos a escolha errada. É que devíamos ter comprado bilhetes para fazer uma excursão a este parque nacional que incluísse uma paragem para pudermos ir à água, ou fazer qualquer actividade marítima. Este foi o segundo grande erro da viagem, o primeiro foi o de não termos ido às ilhas Frioul, e este foi o segundo. E acreditem que durante esta viagem de barco que demorou quase 3 horas, muitas foram as vezes que desejei puder atirar-me borda fora, tal era o calor que se fazia sentir. E era uma tortura passar por aquelas águas límpidas de um azul lindíssimo e não as poder sentir. Como se diz: tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

Saída de Marselha para o parque nacional de Calanques, em destaque o palácio do Pharo e o monumento aos heróis e vítimas do mar

Nós comprámos os bilhetes na mesma companhia com a qual visitámos o castelo d’If ‘Compagnies Maritimes Calanques et Château d’If’ comprando os bilhetes no guichet que ficava no porto velho de Marselha, mas mais valia termos escolhido uma das excursões do GetYourGuide, como por exemplo uma das opções disponíveis nesta página: The BEST Calanques National Park activities. E sim, se calhar até teria ficado mais caro, mas acreditem que teria valido a pena.

Pela companhia que escolhemos os nossos bilhetes ficaram a 25 euros por pessoa já que a minha amiga usou o cartão de estudante para comprar os três bilhetes (senão teriam tido um custo de 27 euros). O barco partiu às 11 da manhã e teve uma duração de aproximadamente 2 horas e 15 minutos. Por esta companhia há duas opções para visitar o parque nacional de Calanques, a ‘Essentiel des Calanques’ que foi a viagem que fizemos e que passa pelos 6 maiores calanques da região ou então a ‘Intégrale des Calanques’ que visita 12 calanques e que tem uma duração aproximada de 3 horas e 15 minutos (para saber mais detalhes vejam: Parc national des calanques).

Chegada ao porto velho de Marselha

Em justiça da companhia onde comprámos os bilhetes, eles fazem excursões que incluem uma paragem para nadar, uma paragem de 30 minutos, mas devido às restrições do parque nacional estas excursões apenas estão disponíveis durante os meses de julho ou agosto ou em certas datas fora deste período como podem ver no website oficial da companhia Compagnies Maritimes Calanques et Château d’If. Estas tours têm uma duração de 3 horas e meia.

Parques nacionais em França

No total existem 11 parques nacionais em França e o de Calanques faz parte desta lista desde 2012. Todos os parques nacionais são altamente regulamentados com o objectivo de proteger o seu património natural, paisagístico e cultural. Isto claro que inclui toda a fauna e flora que aqui vive. Para tal, há várias restrições de acesso para equilibrar a protecção do parque nacional e o número de visitantes.

Parque nacional de Calanques

Em cada parque nacional há duas zonas, a zona central do parque, também chamada de núcleo, que é a zona mais protegida e em Calanques 90% dessa zona é marítima. Depois há a zona de amortecimento, da qual fazem parte territórios envolventes ao núcleo que se comprometem a promover o desenvolvimento sustentável trabalhando em conjunto com o respectivo parque nacional. Em relação ao parque nacional de Calanques as áreas de amortecimento são as de Marselha, Cassis e La Penne-sur-Huveaune.

Acesso ao parque nacional de Calanques

O acesso ao parque nacional de Calanques segue várias regras. Por exemplo, entre 1 de junho e 30 de setembro, o acesso é continuamente monitorizado devido ao alto risco de incêndio. Diariamente o mapa do parque nacional é actualizado e as várias zonas marcadas a verde e laranja, zonas cujo acesso é permitido naquele dia, e zonas a vermelho cujo acesso é proibido. Este mapa pode ser acedido através da aplicação My Calanques ou online através deste link: Risque prevention incendie.

Parque nacional de Calanques

Para viagens de carro, há regras adicionais. Por exemplo, as estradas Gardiole e Cap Croisette estão encerradas ao trânsito motorizado durante todo o ano. Por outro lado, sendo que a zona central do parque de Calanques é marítima, também o acesso por mar é altamente regulamentado. É fácil de perceber que apenas barcos que tenham autorização do parque nacional para navegar nestas águas o possam fazer. E têm de estar sempre devidamente assinalados como tal.

A nossa experiência

Apesar de todas estas regras, como turista, não senti que havia assim tantas limitações. E estas regras são para proteger as paisagens deslumbrantes, as falésias e os picos rochosos de cor clara e as ilhotas engraçadas que tivemos a oportunidade de ver. O que faltou foi mesmo o mergulho naquelas águas límpidas.

Estátuas no porto velho de Marselha

Quando regressámos a Marselha os meus amigos quiseram ir petiscar qualquer coisa antes de irmos para o próximo local que tínhamos em mente. Para não irmos mais longe fomos a um café-restaurante que ficava perto do porto velho, o Wood la cantine gourmande. Pelo caminho passámos por duas estátuas que nos chamaram a atenção, uma de um leão e outro de um touro, ambas colocadas em cima de andas que por sua vez estavam em cima de bidons. Ao que parece estas estátuas de arquitectura moderna foram ali colocadas em 2013. Estes animais, o touro e o leão, estão representados no brasão da cidade de Marselha. Se o leão representa força, poder e vigilância o touro representa trabalho, paciência e agricultura.

Estas são duas estátuas fora do vulgar que vale a pena ver quando se vem ao porto de Marselha.

Clube de praia Le Bistrôt Plage

O que queríamos fazer naquela tarde era ir à água, fosse como fosse. Como não tínhamos ficado fãs da praia da cidade ‘Plages des Catalans’ arranjámos uma outra opção, o clube de praia Le Bristôt Plage. O Bristôt Plage fica mesmo ao lado do monumento ‘aux morts de l’Armée d’Orient’ e funciona como restaurante e como bar de praia onde se pode alugar espreguiçadeiras e ter acesso à praia privativa formada por uma pequena enseada natural no meio das rochas. Não vou puder falar da comida porque não a experimentámos, mas posso falar do serviço em geral.

As espreguiçadeiras podem ser alugadas pelo dia todo com um custo associado de 27 euros, ou então fazer como nós, alugá-las por metade do dia que fica a 16. Para contar como metade do dia, o aluguer (uso da espreguiçadeira) só pode começar a partir das 3 da tarde.

Praia privativa do Le Bistrôt Plage

Foi durante a nossa estadia no Le Bistrôt Plage que me apercebi da aversão que os franceses sentem pelos ingleses. Como vínhamos todos a falar inglês, afinal eu vinha acompanhada por um inglês e por um irlandês, os empregados devem ter suposto que éramos todos nacionais do Reino Unido. E a recepção apesar de educada foi bastante seca. Depois já nas espreguiçadeiras esperámos e esperámos e esperámos que o empregado viesse tirar o nosso pedido de cocktails. Esperámos tanto que eu acabei por me fartar e fui falar com os vários empregados que estavam à conversa. Bem no momento em que souberam que eu era portuguesa, não só receberam o pedido dos cocktails como estes apareceram num piscar de olhos. Até me indicaram um dos empregados que falava português se precisasse de mais alguma coisa. É que não foi só na rapidez do serviço que houve uma diferença, mas mesmo no tom da conversa que se tornou muito mais amigável. Não deveria ser assim, não deveria haver um tratamento diferente dependendo da nacionalidade, mas certamente que neste caso teve influência (pela positiva) em ser portuguesa.

Na espreguiçadeira a apanhar sol e a beber cocktails no Le bistrôt Plage

Não é preciso dizer que passámos o resto da tarde entre banhos de mar, banhos de sol e cocktails deliciosos. E só não jantámos aqui porque um dos meus amigos tinha o voo de regresso marcado para aquela noite.

P.S. A informação mais recente do Google é que este lugar fechou permanentemente. E para além da nossa experiência não ter sido tao má como a de algumas reviews que li, a verdade é que o serviço foi um pouco discriminatório. Como tenho dito o melhor é mesmo incluir alguns dias numa das vilas da costa como Cassis para dias de praia.

Jantar no restaurante L’oli Bé

Vir a este restaurante foi um acaso. Para aquele dia ao contrário dos dias anteriores não tínhamos uma ideia fixa de onde ir comer. Encontrámos este restaurante, L’oli Bé, enquanto tentávamos encontrar uma caixa de multibanco para ir a outro restaurante do qual eu nem sequer me lembro do nome (a ironia, certo?). Enquanto andávamos para frente e para trás nas ruas de Marselha passámos por este restaurante e se a esplanada nos chamou a atenção, o menu prendeu-nos e quando o dono meteu conversa ficou decidido que era aqui que jantaríamos.

Tapas do restaurante L’oli Bé

Sentámo-nos à esplanada, o ideal para aquele fim de tarde, e escolhemos tapas para dividir e mais uma rodada de cocktails. O menu do restaurante inclui também pratos principais, mas foi o menu das tapas que mais nos chamou a atenção. Pedimos então patatas bravas, batatas fritas, bruschetta com tomate e calamares fritos. O preço de cada prato ficou entre os 3 e os 5 euros, tendo sido o prato mais caro o dos calamares que custou 8 euros. Devo dizer que foram preços bem simpáticos para Marselha e para a qualidade da comida.

Recomendo este restaurante a quem procurar um ambiente descontraído, comida deliciosa e bons preços. Para mais informações vejam a página oficial do restaurante: L’oli Bé.

E foi no final deste jantar com mais um cocktail pedido que começou a nossa despedida a Marselha já que no dia seguinte iríamos visitar Provença.

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