Ketchikan – a primeira paragem no Alasca

Ketchikan foi a nossa primeira paragem no Alasca. Esta cidade é o primeiro porto no Alasca para cruzeiros e barcos estaduais que vão para norte. Ketchikan fica na costa oeste da Ilha Revillagigedo perto do limite sul do Alasca.

Para este dia em Ketchikan não tínhamos comprado numa exercusão, a ideia era passear pela cidade, visitar um peculiar bar de que vos falarei mais à frente. No entanto, quando saímos do barco fomos atraídos pela exercusão de avioneta sobre os 2.3 milhões de acres do Monumento Nacional Misty Fjords. Foi a nossa exercursão mais cara mas valeu a pena. Assim com bilhetes para a excursão que estava marcada para as 2 da tarde fomos visitar Ketchikan. E deixo-vos um pouco da história desta cidade e depois sobre Misty Fjords.


Ketchikan

Nome

O nome Ketchikan pensa-se que venha da palavra Tlingit “Kitschk-Hin” cujo significado é “asas trovejantes de uma águia”. Este nome é uma reminiscência do contorno de Ketchikan Creek visto de cima.

População

Dentro dos limites da cidade vivem 8.142 pessoas. Incluindo as áreas periféricas este número sobre para 13.686. Ketchikan é a sétima cidade mais populosa do Alasca.

História

Ketchikan é conhecida como a “Primeira Cidade” do Alaska porque foi aqui que se estabeleceu a primeira grande comunidade.
A abundância de salmão que havia nas águas em Ketchikan atraiu o povo Tlingit e fundaram Ketchikan como um acampamento de pesca de verão. Em 1883, um empresário de nome “Snow” (neve) abriu o primeiro salgueiro de salmão (salmão saltery) e assim nasceu uma vila pescatória.

No final do século XIX foram descobertos ouro e cobre nas montes circundantes e assim a necessidade de uma centro de abastecimento provocou um crescimento significativo de Ketchikan. Foi aqui que as indústrias de pesca e de madeira se estabeleceram e fizeram de Ketchikan a sétima maior cidade do Alaska.

Creek Street

O local mais conhecido da cidade é Creek Street. Esta é a rua mais fotografada em todo o Alasca. Actualmente encontram-se aqui muitas lojas e galerias de arte, mas era antes o Red Light District do Alasca, onde existiam mais de 30 bordéis.

Uma das casas mais notórias é o número 20 Creek Street onde morou Beatrice Greene. Por meio século esta casa como tantas outras no Creek fazia parte do Red Light District em Ketchikan onde, como se dizia “peixes e homens vinham rio acima para desovar, os peixes uma vez, os homens repetidamente”. Beatrice Greene foi a residente mais famosa desta casa. Beatrice começou a exercer o seu ofício em 1947. Em 1954, quando as autoridade proibiram a prostituição em Creek Street, a maioria das mulheres deixou a cidade, aposentaram-se ou mudaram-se para outros bairros. Beatrice Greene como outras mulheres simplesmente esconderam-se. Beatrice fugia da policia, entretendo “cavalheiros” quando achava seguro e escondendo-se quando o cerco apertava.

Totens

Em Ketchikan encontra-se a maior colecção de totens de todo o mundo. Mais de 80 variedades estão exibidas em toda a cidade e são recordações das tradições e valores da cultura tribal e da arte nativa do Alasca. Os totens comemorativos são normalmente os maiores enquanto que os totens memorais celebram importantes membros da tribo. Os totens de linhagem familiar como o nome indicam são celebrações de uma família apenas.

Curiosidade: Apenas algumas partes do totem eram pintadas devido ao processo de criação da própria tinta, que era muito trabalhoso. Para criar a tinta as mulheres mastigavam e depois cuspiam ovas de salmão que servia de base para a tinta. A tinta era criada, misturando com pós coloridos. As quatro cores principais são o preto do carvão, vermelho do ferro, turquesa do óxido de cobre e branco das conchas.


Ketchikan é conhecida como a “capital mundial do salmão”

A única coisa mais onipresente do que totens em Ketchikan é o salmão. Cinco espécies diferentes de salmão selvagem do Pacífico são encontradas nas águas do Alasca ao redor da área.

Artic Bar

Este bar foi nos recomendado ainda antes de chegar a Ketchikan, durante uma palestra dada por Mark Harris, o naturalista e biólogo marinho que nos acompanhava no cruzeiro. O Artic Bar é o mais antigo de Ketchikan e famoso pela sua enorme estátua de dois ursos.



Misty Fjords

Os Monumento Nacional Misty Fjord é composto por 2.3 milhões de acres pertencentes à Florest Nacional de Tongass. Aqui encontra-se um dos maiores ecossistemas ainda intactos da floresta tropical do mundo. Em 1978, o presidente Jimmy Carter declarou Misty Fjords monumento nacional. Dois anos depois Alaska National Interest Lands Conservation Act (lei de conservação de terras de interesses nacioanl do Alasca) foi aprovada e desde então o serviço florestal tem protegido o valor intacto do Misty Fjords.

Nascimento dos fiordes

Há cerca de 2,5 milhões de anos, as camadas de gelo avançavam e recuavam em ciclos de entre 40,000 a 100,000 anos. O gelo ocupava as montanhas, vales de rios e prenchia as depressões naturais da terra. No seu auge, as camadas de gelo estendiam do Alasca pelo norte da América do Norte até Cape Cod em Massachusetts.

O último grande período de gelo ocorreu há cerca de 110,000 a 10,000 anos atigindo uma extensão máxima de 21,000 anos. O gelo enchia os fiordes e cobriu a maior partes dos cumes das montanhas. Quando o gelo recuou deixous os picos arredondados que se podem ver hoje. A maior parte dos fiordes está sem gelo há 13,000 anos. As massas de granito que outrora estavam enterraradas, foram esculpidas pelos gelo criandos as impressionantes paisagens que se podem ver actualmente.

Floresta temperada

Quando o gelo derreteu há 13,000 anos, as paredes de granito de Misty Fjords ficaram expostas. Lentamento a vegetação começou a colonizar estas superfícies rochosas. A rocha é primeiro colonizada por algas verdes-azuis, depois musgos e líquenes. Estas formas de vida mantêm o solo de forma a promover o cresciment de vida vegetal.

Vida Selvagem

Do oceano até ao topo das montanhas pode-se encontrar vida selvagem. Na água pode-se avistar a cabeça de uma foca ou lontra. Ocasionalmente, poder-se-á avistar um grupo de orcas ou mesmo uma baleia. Em terra, pode-se ver ursos castanhos ou pretos ou até mesmo cabras dos montes. Se tiverem interesse, pode-se identificar mais de 15 espécies de aves.

A nossa excursão demorou cerca de 2 horas com meia hora parados ao pé de um lago. Foi uma experiência magnífica.

Ketchikan foi a porta para o que o Alasca oferece – cultura e natureza. Uma mistura impossível de resistir.

E prontos para a próxima paragem partimos no Majestic Princess – Juneau nos esperava, a capital do Alaska.

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