Parque Nacional de Cairngorm (zona oeste)

O segundo dia nas terras altas da Escócia.

Primeiro passo – o pequeno-almoço. A maior parte das guesthouses têm agora o mesmo sistema – entregam um papel com as opções de pequeno-almoço no dia anterior para escolhermos incluindo a hora que queremos comer. Há que ter em conta que mesmo reduzidas ainda existem várias restrições devido ao COVID que precisam de ser respeitadas.

Como estávamos na Escócia queríamos provar os produtos e pratos tradicionais.

Papas de aveia com banana, canela e mel

Escolhemos para entrada: salada de fruta e papas de aveia com banana, mel e canela. Para pratos principais escolhemos croissant com bacon e cogumelos e ovos mexidos com salmão fumado. Deste 4 pratos os pratos tradicionais da Escócia foram as papas de aveia e o salmão. Efectivamente, um dos produtos muito aclamados pela sua qualidade neste país é o salmão. Posso afirmar com toda a certeza que as papas de aveia que comi no Dunhallin Guest House foram as melhores com comi na vida. Muito cremosas com um sabor fantástico, o prato certo para uma manhã fria de Inverno.

Croissant com bacon e cogumelos
Ovos mexidos com salmão fumado

E apesar de frio estava um céu azul lindíssimo. Depois do pequeno-almoço pusemos as nossas malas no carro, despedimo-nos dos donos da casa e fizemo-nos à estrada em direçcão ao parque nacional de Cairngorm, onde mesmo ainda não sabendo, era onde nos íamos apaixonar pela paisagem. A viagem de Inverness até aos limites exteriores do parque nacional durou cerca de meia hora.

A nossa primeira paragem foi em Carrbridge, uma pequena vila com a ponte de pedra mais antiga das terras altas das Escócia. A ponte foi construída em 1717 e é certamente um dos pontos mais famosos de turismo nesta área. Cuidado com o GPS, nós pusemos “Carrbridge” no Google maps e acabámos por andar em terras privadas. Mesmo se procurarem agora no Google maps o ponto que indica é no meio de um descampado. A ponte que procuram (e que nós procurávamos) chama-se “Old Pack Horse Bridge“. Coloquem antes o nome da ponte e assim chegarão ao sítio correcto.

A nossa sorte foi que a dona dos campos por onde passeávamos descontraidamente foi super simpática enquanto nos informava que aquele local não era público e a dar-nos as direcções correctas. No entanto, em outras circumstâncias não sei se haveria perigo de levarmos um tiro por trespasse.

Depois das muitas fotografias tiradas à ponte fomos para o lago Garten. Na verdade nesta zona são dois lagos um ao lado do outro – o lago Garten e o lago Mallachie. Aproveitámos o bom tempo para fazermos o trilho que liga os dois lagos. Como podem ver a paisagem é lindíssima. Este lugar é um bom local para quem é ornitófilo já que existem várias espécies especiais de pássaros que habitam nesta zona.

O percurso à volta dos dois lagos e pelo bosque levou-nos cerca de uma hora. O percurso é fácil e nós fizemo-lo em uma hora em passo lento e parando aqui e ali para ir tirando fotografias.

Próxima paragem: Lago Morlich. Aqui foi uma das mais bonitas paisagens da viagem – o lago, as montanhas, as pedras e…os muitos patos. Simplesmente de cortar a respiração. Acho que ninguém fica indiferente com a beleza deste país, eu certamente não consigo. Há um trilho de 6 Km à volta do lago de dificuldade fácil. Podem ver mais sobre o trilho em: https://www.alltrails.com/trail/scotland/highland/loch-morlich

Nós, no entanto, quisemos ir até às montanhas. Parámos na estação de esqui “Cairngorm Mountain”. Aqui existem várias opções em que duas são óbvias – fazer esqui – o que não escolhemos porque parece que 2022 não é o ano para esqui. A única zona que está aberta em Janeiro e de momento é a zona de aprendizagem – e subir a montanha. Agora, a grande montanha – Ben Macdui – com 1309 metros de altura e certamente com uma vista magnífica, não é associada a uma escalada de nível fácil. Na verdade, quando investiguei um bocadinho sobre subir Ben Macdui as palavras que li foram: extremamente difícil, requer experiência em escalada, e isto se estiver bom tempo. E acreditem que não foi preciso investigar muito para descobrir este bonito resumo de uma subida ao Ben Macdui. Este trilho em particular é constituído por uns simples 17,5 Km e dura “só” cerca de 8 horas a completar. Podem ver mais neste site: https://www.walkhighlands.co.uk/cairngorms/macdui-cairngorm.shtml. Tenho a certeza que alguém que ler isto ficará muito entusiasmo em embarcar nesta aventura. Nós não somos essas pessoas.

Vá, nós até que começámos a subir e tal, mas também passado meia hora já estávamos a ver que nao íamos chegar nem a meio da subida. De maneira nenhuma! Ainda tirámos umas fotografias para relembrar e porque a paisagem assim o merecia, mas agora subir aquela montanha é que não.

Vista para o lago Morlich da montanha Cairngorm

Antes de anoitecer fomos ao “Loch an Eilein“, um dos lagos da Escócia com uma determinada particularidade – no meio do lago encontram-se as ruínas de um pequeno castelo. Da história do castelo não se conhece muitos detalhes, mas pensa-se pelos documentos descobertos que o castelo foi construído no final do século XIV para protecção. Isto porque nas margens do lado oriente do lago havia uma estrada chamada de “Estrada dos Ladrões” onde os saqueadores pilhavam os locais por onde iam passando. O nível da água do lago subiu em 1700 para formar esta represa e actualmente, as ruínas dos castelo encontram-se rodeados pelo lago.

Passeámos um bocadinho pelas margens e fomos até à última paragem do dia, antes de irmos para Aviemore, onde íamos passar a noite e provavelmente jantar.

Uath Lochans

Em Uath Lochans seguimos pelo trail que liga os três lagos, mas não fizemos o percurso completo porque estava a escurecer e tudo o que não queríamos era ficar presos no meio do bosque sem luz e sem saber onde estávamos. Até porque pelos vários lagos por onde passámos muitas vezes não se apanhava recepção de telemóvel ou internet por serem zonas bastante escondidas e isoladas. Talvez isso levou-nos a não nos embrenharmos muito pelos trilhos, especialmente aqueles que não tinham indicações muito claras. Havia também o factor de anoitecer bastante cedo, às 4 e meia era praticamente de noite e não queríamos estragar a viagem devido a uma incorrecta organização de tempo.

Por isso chegando as 4 e meia estavámos na direcção de Aviemore, a vila onde íamos pernoitar por duas noites. Ficámos nas duas noites em Carn Mhor Lodge. O nosso quarto tinha 3 camas, mas não era muito grande, mas comfortável e bastante sossegado. O dono da casa recebeu-nos muito bem e já avaçando para o pequeno-almoço, ficámos bastante surpreendidos com a qualidade dos ingredientes que sabemos serem locais. O black pudding na Escócia é mil vezes melhor que em Inglaterra. Nós já experimentámos várias vezes o full breakfast e o black pudding nunca é algo que nos entusiasme, mas na Escócia posso dizer que se não é o melhor é definitivamente um dos melhores elementos do pequeno-almoço.

No primeiro dia escolhi as panquecas com frutos vermelhos. Fofas, quentes e deliciosas. No dia seguinte pedi o pequeno-almoço inglês vegetariano. A única coisa que fiquei com pena foi de não ter incluído o black pudding (claro que não, visto que era vegetartiano!!) mas muito saboroso. E já viram o casaquinho amoroso que o pote de café trazia? Não pude deixar de tirar a fotografia.

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