Galway – uma cidade a voltar

Galway foi certamente de todas as cidades que visitámos na Irlanda a de que mais gostei e onde voltaria de bom grado para um fim-de-semana e já agora aproveitar para ir até à costa. Não o fizemos porque ficava a uma hora de viagem de Galway e já tínhamos uma grande de bagagem de quilómetros atrás de nós e mais uns quantos à nossa frente. Explorámos mais Galway do que todas as outras cidades e foi a melhor escolha. Ficámos instalados no hotel Menlo Park Hotel – hotel de 4 estrelas com um óptimo ambiente. O quarto que nos calhou era enorme e a casa-de-banho parecia ser tirada diretamente de uma revista de imobiliário. Talvez o único senão seja a localização pois não fica no centro da cidade. Mas rapidamente e facilmente se chega ao centro de Galway.

Chegámos no final do dia a Galway – depois do check-in e arranjarmo-nos para sair fomos de táxi para Galway. E que cidade! Estava ao rubro. Eram já 8 e tal por isso os restaurantes estavam cheíssimos. Acabámos sentados à mesa do restaurante italiano Trattoria Magnetti simplesmente pelo facto de este restaurante ainda ter mesas livres. Mas não deixem enganar-se pelo meu comentário – As pizzas eram muito boas. A calzone era enorme e foi só pena já não haver espaço para sobremesa. Talvez o que se poderia apontar era a velocidade do serviço, porque demorámos bastante tempo a ser atendidos e a comida a chegar. Não por falta da qualidade dos trabalhadores, mas sim mais pela quantidade. Sexta-feira à noite espera-se uma noite com muito movimento, mas quem nos atendeu desculpou-se várias vezes mencionando estarem com falta de pessoal.Por causa deste pequeno atraso, quando saímos do restaurante já passava das 9 e meia. (Tudo fecha às 11!!) Talvez para perceberem melhor a nossa escolha para o local seguinte informo-vos rapidamente que um dos meus amigos que vinha na viagem é homossexual – e ele estava a morrer para conhecer o único gay bar em Galway. E assim acabámos a noite no Nova Bar.

O bar é bastante pequeno principalmente para quem vem de Londres, mas isso não nos impediu de pedir bastantes shots e mais algumas bebidas.


Sábado de manhã começámos a explorar Galway agora à luz do dia. Primeiro fomos ao pequeno-almoço no hotel – o melhor da viagem digo já de passagem. Havia os pratos quentes como panquecas ou o pequeno-almoço inglês, e depois a parte continental com pão, queijo, frutas, etc. Definitivamente este foi o melhor hotel da viagem (mas também o mais caro). Depois de um rápido e eficiente check-out fomos para o centro de Galway.

Avançámos pelo Spanish Arch (arco espanhol) local que é hoje considerado um importante ponto histórico da cidade. O Arco Espanhol é um bastião que foi construído pela extensão das muralhas medievais da cidade. Concluído em 1584 tinha o objetivo de proteger e defender o cais, local de importante comércio com a Inglaterra e Europa. O Arco Espanhol era inicialmente conhecido como “Head of the Wall” (cabeça da muralha) mas com o tempo ficou mais conhecido por Arco Espanhol (talvez devido às grandes e importantes relações comerciais com a Espanha). Existiam 4 arcos nesta zona, mas só dois sobreviveram depois do tsunami que se originou em 1755 durante o terramoto de Lisboa.

Sugiro como próximo local de paragem a catedral de Galway. E que para aqui chegarem a partir do Arco Espanhol que sigam o rio acima (?abaixo) para terem paisagens encantadoras. A catedral de Galway é uma das mais recentes catedrais de pedra na Europa, tendo sido inaugurado a 15 de agosto de 1965. Chegámos foi à catedral numa má altura porque estava a decorrer a missa naquele momento. Como sinal de respeito não vimos muito bem a catedral por dentro, pois não íamos andar de um lado para o outro dentro da igreja feitos turistas parvos.

Para acabar a nossa paragem em Galway que tanto tínhamos gostado fomos passeando pelas ruas festivas da cidade. Encantadoras lojas de chá, ruas vibrantes e coloridas foi o que encontrámos em Galway.

Parámos no Eyre Square também conhecido por memorial de John F. Kennedy. Este último nome é lhe dado por ter sido neste parque que o presidente fez o seu discurso em 1963 numa visita a Galway. O que nos ficou deste sítio foi um pombo que voou diretamente para dentro da boca do meu amigo. Pombos em Galway são badass. Depois de termos quase morrido a rir com este episódio deixámos Galway para trás. Como disse no início deste post, Galway é uma cidade que não me importaria de revisitar especialmente em tempos menos críticos –  sem COVID – e aproveitar para visitar mais um pouco da “Wild Atlantic Coast” (costa selvagem do Atlântico).

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