O que não perder em Córdoba

Índice nesta página

  1. Incluir Córdoba no itinerário de viagem
  2. Pequeno-almoço no Café Trinidad
  3. Sinagoga de Córdoba
  4. Mezquita-Catedral de Córdoba
    1. Entrada
    2. Breve história
    3. A visita
  5. Baños del Alcázar Califal

Incluir Córdoba no itinerário de viagem

Muitas pessoas que vêm visitar Córdoba, vêm apenas por umas horas. É uma daquelas cidades de ‘um dia’. E realmente ir e vir de outra cidade, por exemplo de Sevilha é bastante fácil e rápido. O problema é que um dia não dá para ver tudo. Por outro lado, também acho que mais de dois dias é desnecessário. Nós passámos dois dias e meio em Córdoba e vendo bem as coisas podíamos ter feito tudo em dois dias, incluindo visitar a cidade-palácio Medina Azahara.

Cidade de Córdoba

Normalmente quem vem a Córdoba por um dia vem conhecer aquilo que nós visitámos neste nosso segundo dia, a Mezquita-Catedral de Córdoba e o Alcázar de los Reyes Cristianos. Sendo ambos os locais mais populares tínhamos comprado os bilhetes com alguma antecedência, o da Mezquita com entrada marcada às 11 horas e do Alcázar à 1:30. Os bilhetes para visitar a Mezquita-Catedral custaram 13 euros por pessoa. A entrada para o Alcázar de los Reyes Cristianos é gratuita, no entanto é necessário marcar hora da visita, o que podem fazer através do seguinte link: https://museosdecordoba.sacatuentrada.es/es/. Nós comprámos os bilhetes que davam entrada tanto para o Alcázar como para os Baños del Alcázar Califal, os quis tiveram um custo de 7.16 euros por pessoa.

Pequeno-almoço no Café Trinidad

Começando o nosso dia era primeiro preciso tomar o pequeno-almoço. Pouco passava das 9 da manhã quando estávamos a trocar os cartões que o senhorio nos tinha deixado pelo pequeno-almoço. O café Trinidad, um café bastante tradicional, estava bastante cheio àquela hora matinal. Na verdade, cada vez que passámos por ali, o café estava sempre com bastante clientela. Devido talvez à sua localização, pois em frente fica a Escola Superior de Arte e Desenho (Escuela de Arte y Superior de Diseño).

Para o pequeno-almoço, eu escolhi café e uma ‘tostada con queso’ enquanto que o meu marido pediu chocolate quente e uma ‘tostada con jamón’. A tostada é basicamente uma torrada. Ambas as ‘tostadas’ vinham acompanhadas com um molho de tomate esmagado para barrar no pão e comer com o queijo ou com o jámon, respectivamente.

Pequeno-almoço tradicional no café Trinidad

Enquanto aqui estivemos reparámos que a ‘tostada con jamón’ era a mais pedida pelos locais. Também vimos que o tomate que ficava no frasquinho se juntava a outros tomates de outros frasquinhos. Mas isto era feito à frente de toda à gente, por isso calculámos que a práctica seja aceite entre os clientes. Também experimentámos pôr o azeite da garrafa que estava na mesa por cima do tomate, e digo-vos que o azeite era de excelente qualidade e que realmente elevou aquela simples torrada.

No dia seguinte, para um pequeno-almoço diferente, pedi uma ‘tostada com marmelada’ que veio também com manteiga. E o que eu descobri – pão com manteiga e marmelada! Eu sei é triste, toda a gente já experimentou, mas pronto eu nunca tinha comido. E acho que de tudo o que comi nesta viagem foi esta mistura que mais me marcou! Se forem como eu e tiveram a perder esta delícia fica aqui a dica e não deixem para quando vierem a Espanha, experimentem hoje mesmo.

Sinagoga de Córdoba

Depois do pequeno-almoço que nem sequer 20 minutos demorou voltámos ao centro histórico da cidade, desta vez para visitarmos a sinagoga de Córdoba que abria às 9 da manhã.

A sinagoga fica no bairro judeu conhecido como la Judería e a sua visita é gratuita. O edifício da sinagoga está anexado à antiga muralha da cidade. A arquitectura no seu interior é de estilo Mudéjar, o qual falámos quando visitámos a Casa del Rey Moro em Ronda. A sinagoga foi construída entre 1314 e 1315 e foi local de prática da religião hebraica até 1492, ano em que os judeus foram expulsos da cidade a mando dos reis católicos de Espanha. Foi apenas em 1876 que os trabalhos de conservação e restauro se iniciaram, e em 1885 esta sinagoga foi declarada Monumento Nacional.

A visita inclui apenas uma sala, a sala das orações, coberta por bonitos e complexos trabalhados esculpidos nas paredes. Pela sala estão espalhados vários pontos informativos a indicar as frases esculpidas nas paredes e o seu significado.

A visita à sinagoga acabou por ser bastante rápida. Em seguida, fomos em direcção à Mezquita-Catedral de Córdoba, aproveitando para passar por outras ruas do centro histórico, as quais não tínhamos visto no dia anterior, incluindo uma ‘Colonia Felina Protegida’ mantida por voluntários.

Colonia Felina Protegida no centro histórico de Córdoba

Mezquita-Catedral de Córdoba

Entrada

Caminhando devagar acabámos por chegar ao bonito Patio de los Naranjos. Apesar de ainda não serem 10 da manhã, a hora em que o edifício abria, já havia muitas pessoas a passear por ali. Como a nossa entrada estava marcada para as 11 perguntámos aos empregados que estavam a vender os bilhetes naquela manhã se podíamos entrar mais cedo. Eles não nos deram certezas, mas disseram para perguntar à entrada quando a mezquita-catedral abrisse.

Às 10 horas, quando abriu a mezquita-catedral lá perguntámos e felizmente deixaram-nos entrar, mas sem faltar o comentário que estavam a deixar-nos entrar bastante mais cedo. Suponho que seja uma das vantagens de viajar em janeiro, como há menos turistas as regras são menos rígidas.

Interior da Mezquita-Catedral de Córdoba

E mal entrámos sentimos logo que estávamos num local cheio de história, um local onde duas religiões muito diferentes viviam lado a lado, a muçulmana e a cristã. Não vou dar aqui uma longa lição de história sobre a mezquita-catedral, apesar de história e cultura associadas a este local ser o que não falta.

Website oficial da Mezquita-Catedral de Córdoba: https://mezquita-catedraldecordoba.es/

Breve história

A origem deste local começa em meados do século VI quando se ergueu a Basílica Visigótica de São Vicente. Ainda há vestígios desta basílica, os quais podem ser visitados na área sobre São Vicente.

Mais tarde, em 756, Córdoba torna-se num emirado (território árabe) independente declarado por Abderramán I, o primeiro emir de Al-Andalus. Com esta mudança de poder e de religião, a basílica é transformada na mesquita de Aljama onde se faziam as rezas muçulmanas. Esta mudança de basílica para mesquita não aconteceu apenas por interesse religioso, mas também político.

Quando o seu filho, Abderramán II, tomou o poder, Córdoba tornou-se o grande centro político e cultural com faustosas construções a serem erguidas durante este período. Nesta altura, a mesquita ganhou 8 novas naves na parte sul, tal como uma extensão do pátio das abluções.

Em 929, Abderramán III é proclamado califa nascendo assim o Califado de Córdoba. Foi aqui que a cidade atingiu o seu apogeu social, cultural e económico. A cidade-palácio Medina Azahara é construída para ser tanto residência do califa como a sede da sua administração. Darei mais pormenores à frente quando falar da nossa visita às ruínas da cidade. Em relação à mesquita, Abderramán III mandou construir um minarete (usado para anunciar a hora da oração) que se pensa ter tido 47 metros de altura.

O filho de Abderramán III, Alhakem II, homem muito religioso manda ampliar pela segunda vez a mesquita. Isto não só devido ao seu fervor religioso, mas também associado ao crescimento da fé muçulmana na cidade .

Penso que já se tenham apercebido do padrão, cada emir que subiu ao poder durante o perído Al-Andalus, mandou construir ou ampliar uma parte da mesquita para mostrar o seu poder e para acomodar a população muçulmana que ia crescendo em Córdoba à medida que a cidade prosperava.

Tecto numa das capelas da Mezquita-Catedral de Córdoba

A quebra do poder muçulmano aconteceu em 1146, quando o exército cristão entrou em Córdoba. Após a conquista, uma missa cristã foi realizada dentro da mesquita na qual teve a presença do rei de Espanha, Afonso VII. Desde então que a religião cristã tem adicionado a sua parte a este edifício. Em 1371, foi construída a capela real onde os túmulos dos reis Fernando IV e Afonso XI permaneceram até 1736. Mais tarde, em 1489, foi construída a nave de estilo gótico seguindo a estrutura de uma basílica. Em 1523, foi construída o transepto em forma de cruz com 3 naves. Durante o século XVI foi também construída a torre sineira enquanto que os Patios de los Naranjos foram re-organizados.

A visita

O que se pode dizer no meio de toda esta história? Que tanto a religião muçulmana como a cristã moldaram a famosa Mezquita-Catedral de Córdoba. No total, existem 7 capelas cada qual com o seu santos e com as suas obras de arte.

O que é mais interessante e o que torna este edifício único é que se tenha mantido a arquitectura original da mesquita. É evidente que a religião católica se entranhou na mesquita, mas ao mesmo tempo respeitou o seu valor cultural e histórico. Tanto a arquitectura do transepto da capela maior como a arquitectura árabe do Mihrab são impressionantes.

Como devem imaginar este espaço é enorme com imensos detalhes. Demos várias voltas até estarmos satisfeitos com aquilo que tínhamos visto durante aquela hora e meia.

Baños del Alcázar Califal

Antes de irmos visitar o Alcázar fomos primeiro ver as ruínas dos Baños del Alcázar Califal que ficam entre a parte histórica de Córdoba e o Alcázar de los Reyes Cristianos. Estes baños são resultado de uma mistura de vários estilos arquitectónicos, já que as várias salas foram construídas em diferentes períodos. A primeira parte foi construída durante o reinado de al-Hakam II (961-976), como baños pertencentes ao Palácio do Calife. No século XII, este tornou-se no palácio dos Almorávides y Almohades e desde a reconquista, em 1236, o palácio dos reis cristãos até o abandonarem em 1338. Infelizmente do palácio califal não há vestígios.

Os baños del Alcázar Califal eram para uso do próprio califa, da sua família ou para reuniões políticas. Nestes banhos era onde o Califa recebia os cuidados estéticos, físicos e terapêuticos.

Os baños del Alcázar Califal eram formados por diferentes salas por onde se ia passando por uma certa ordem, que era a seguinte:

  • Primeiro o Bayt al-Maslaj ou vestiário onde as pessoas deixavam as suas roupas
  • Em seguida, passavam para o Bayt al-Barid, ou sala fria, onde se dava a renovação espiritual através do contacto com a água. Nos banhos árabes, a limpeza não era através da imersão dos corpos na água, mas sim através dos vapores, suores e fricção. Na sala fria, eram onde se recebia panos e solas de cortiça para evitar queimaduras nos pés e quedas devido ao piso escorregadio
  • Da sala fria passava-se para o Bayt al-Wastany ou sala temperada. Esta era a sala mais importante com abóbadas suportadas por arcos e pilares em forma de colunas. Nesta sala também havia zonas para a limpeza corporal e era aqui que o califa recebia os cuidados diários de higiene e estética. Por vezes este salão recebia visitantes importantes e era local de reunião política da corte cordobesa
  • A última sala, Bayt al-Sajun, ou sala quente tinha duas pias, uma à esquerda que fazia de banheira enquanto que à direita havia um jacto de água que funcionava como chuveiro. O piso e as paredes eram aquecidos pelo calor que provinha do forno e da caldeira espalhado através de canos de cerâmica. Nesta sala decorreram alguns acontecimentos trágicos durante a guerra civil que pôs um fim ao Califado. Um deles foi o assassinato do califa Alí Ibn Hammud por três dos seus escravos e outro foi a captura e a execução do califa Abd al-Rahmán V pelas mãos do povo de Córdoba

Durante a visita pode-se também ver várias peças do período do califado como é o caso de um relógio de sol e o fragmento de um sarcófago romano.

Quando saímos das ruínas dos banhos, mais ou menos às 11:45, decidimos descansar um bocadinho num dos bancos do jardim que ficava mesmo ao lado. Apesar do dia estar solarengo, a temperatura era baixa o suficiente para ser agradável estar ali ao sol. Por ali crianças brincavam e famílias conversavam e riam entre si. Para nós era férias, mas para os locais era mais uma terça-feira.

Passado um bocado decidimos experimentar a nossa sorte no Alcázar de los Reyes Cristianos e tentar entrar mais cedo. Talvez fosse o mesmo que na Mezquita-Catedral. E não foi que também nos deixaram entrar?

Para o próximo post

Como já devem calcular para a próxima semana fica a visita ao Alcázar de los Reyes Cristianos, e também ao palácio de Viana. No final, falarei da procura quase desperada por comida num dos centros comerciais da cidade e o nosso último jantar em Córdoba.

Experimentar a gastronomia local enquanto se visita Córdoba

Índice nesta página

  1. Bodegas Mezquita (Cruz del Rastro)
  2. Torre de la Calahorra
  3. Puerta del Puente
  4. Patios Cordobeses
  5. Plaza de las Tendillas
  6. La Gloria
  7. Iglesias de la Rota Fernandina
    1. Iglesia de Santa Marina, Iglesia de San Augustín y Eglesia de San Lorenzo
    2. Iglesia del Carmen
  8. Taberna Casa Bravo
  9. Próximo post

Depois de passarmos as primeiras horas a explorar o centro histórico de Córdoba estava na altura de também conhecermos a parte gastronómica. Hoje foi um dia um bocadinho diferente do normal, normalmente nós tomamos um bom pequeno-almoço que nos deixe satisfeitos até ao jantar, mas hoje com a hora despertina do nosso comboio em Ronda isso não aconteceu. E as bolachas que tínhamos comido há muito que já lá iam.

Bodegas Mezquita (Cruz del Rastro)

O nosso próximo local a visitar era a Torre de la Calahorra que ficava do outro lado do rio e a caminho ficava o restaurante Bodegas Mezquita, mais especificamente o da Cruz del Rastro onde acabámos por entrar. Existem várias Bodegas Mezquita espalhadas pela cidade, mas escolhemos esta por ser a que estava mais perto. Normalmente aconselha-se a fazer marcação atempada principalmente para jantar, mas para almoço, como nós que viemos à 1 da tarde, não há esse problema. Na verdade, tivemos o restaurante só para nós durante a refeição.

A ideia não era fazermos uma refeição propriamente dita, queríamos mais petiscar vários pratos. E por isso escolhemos 3 pratos diferentes, em tamanho de tapa. Na maior parte dos restaurantes no sul de Espanha, tem-se a 1/2 ração (ración), as tapas, que é mesmo apenas para petiscar. O preço das tapas varia consoante o prato, mas em geral fica entre os 5 e os 6 euros. A ración, que é já o prato, custa em geral entre os 9 e os 14 euros. Repito que o preço é dependente do prato. Neste restaurante até havia três tamanhos, as tapas, as medias e a ración.

Croquetas de jamón da Bodegas Mezquita

Os três pratos que escolhemos foram:

  • Berenjenas califales rebozadas con reducción de vino dulce Pedro Ximénez y ajonjolí – beringelas fritas com molho doce: 5.25 euros
  • Croquetas de jamón del puchero de la abuela con mayonesa de huevo frito – croquetes de presunto com maionese: 5,70 euros
  • Albóndigas Mozárabes en salsa de almendras y azafrán – almôndegas com molho de açafrão: 5,70 euros.

Para acompanhar pedimos uma cerveja artesanal, Bendito Momento, que era bastante boa apesar de termos achado um bocadinho cara. No entanto, era uma coisa da casa e assim também tivemos oportunidade de a experimentar.

Albóndigas Mozárabes da Bodegas Mezquita

Para mim as beringelas e os croquetes ganharam o prémio, enquanto que o meu marido adorou as almôndegas. Apesar de cada preferência, todos os pratos eram muito bons e por isso recomendamos sem dúvidas a Bodegas Mezquita como um local para comer, seja almoçar, petiscar ou jantar.

Torre de la Calahorra

Com os estômagos bem mais aconchegados atravessámos a ponte (Puente de Miraflores) que nos levou até perto da Torre de la Calahorra. Esta torre foi construída no século XIII como fortaleza defensiva no período de Al-Andalus. Também mais tarde, esta torre funcionou como fortaleza quando a cidade passou a estar sob o domínio dos reis de Espanha, o que aconteceu depois da conquista de Fernando III, o Santo.

Torre de la Calahorra

Em 1931, a torre de la Calahorra foi declarada como Monumento Histórico-Artístico de Córdoba e desde 1985 a torre está sob a mais alta categoria de protecção devido ao seu valor cultural e histórico em Córdoba.

Dentro da torre encontra-se o museu vivo de Al-Andalus, mas nós não o visitámos. Para dizer a verdade até estar aqui a escrever nem sabia que havia um museu dentro da torre. Nós andámos ali à volta da torre, mas não me lembro de ver uma entrada ou de ver alguma sinalização deste museu. Pelas fotografias parece que a entrada é debaixo do arco da ponte romana que liga à torre.

Vista para Córdoba e para a ponte romana do Paseo fluvial de la Calahorra

Apesar de não termos visitado o museu andámos ali pela margem junto ao rio Guadalquivir, no Paseo fluvial de la Calahorra, de onde se tem uma vista privilegiada da outra margem incluindo a ponte romana (Puente Romano) e a propriedade Alcázar de los Reyes Cristianos (o qual iríamos visitar no dia seguinte).

Puerta del Puente

Para passar para a outra margem fomos pela ponte romana que nos levou até ao arco feito de pedra clara, a Puerta del Puente. O arco era a entrada sul para a cidade e fazia parte das muralhas que cercavam Córdoba. Nesta altura a Puerta del Puente também era conhecida por Puerta de Algeciras.

Puerta del Puente

No entanto, o arco que ali se encontrava não teve sempre a mesma arquitectura do actual. O arco como hoje o vemos foi remodelado depois da visita do rei Filipe II à cidade em 1570.

Patios Cordobeses

Mesmo não sendo maio, normalmente estão abertos ao público. Mas infelizmente quando chegámos, às 2 e meia, estavam a fechar para almoço e quando perguntámos quando abriam, a pessoa que lá estava não foi muito acessível. Por isso decidimos não voltar mais tarde. No entanto, é um bairro giro e mesmo assim valeu a pena o passeio.

Se o horário na internet estiver correcto, fecham às 2 e meia e depois voltam a abrir às 5 da tarde. Se a pessoa a quem perguntámos tivesse tido uma atitude diferente talvez tivéssemos voltado, sendo assim não aconteceu.

Plaza de las Tendillas

O próximo local era a Plaza de las Tendillas, que é a praça principal de Córdoba. A arquitectura desta praça é a mesma desde 1921. No meio encontra-se a estátua equestre de Gran Capitán.

Estátua equestre de Gran Capitán na Plaza de las Tendillas

Gran Capitán era a alcunha de Gonzalo Fernández de Cordóba que lutou em nome dos reis espanhóis e em nome da religião cristã. Gran Capitán esteve envolvido em várias lutas inclusive contra o reino muçulmano em Granada, contra os franceses defendendo o reino de Aragão e de novo contra os franceses em Itália, a pedido do papa Alexandre VI.

La Gloria

Enquanto estávamos nesta zona da cidade decidimos ir petiscar mais qualquer coisa. Foi assim que nos vimos sentados neste restaurante com uma atmosfera descontraída, quase mais de taberna ou de café do que propriamente de restaurante.

Como não tínhamos muita fome decidimos pedir um prato e partilhar entre os dois. O que queríamos experimentar desde que tínhamos andado a pesquisar sobre pratos tradicionais era o flamequín, que consiste em lombo de porco enrolado em fatias de presunto e depois panado. Estávamos convencidos que íamos adorar. Havia várias versões deste prato neste restaurante, o tradicional ou o especial que se podia escolher com queijo Roquefort, com rabo de Toro ou a versão cordobés. Nós decidimos experimentar o flamequín cordobés.

Flamequín cordobés de La Gloria

As expectativas eram altas, mas infelizmente foi uma desilusão. Havia qualquer coisa ali que sabia a ranço. Nós pensámos que era o presunto ou talvez o ovo picado, que parece que faz parte da versão do flamequín cordobés. Foi uma pena, até porque voltámos a experimentar o flamequín, desta vez o tradicional, num restaurante em Sevilha e aí adorámos este prato, tal como esperávamos.

É com muita pena que baseado na nossa experiência, a La Gloria tenha ficado aquém das expectactivas. Até porque o interior do restaurante é super giro e gostámos bastante do ambiente, mas da comida nem tanto.

Iglesias de la Rota Fernandina

Iglesia de Santa Marina, Iglesia de San Augustín y Eglesia de San Lorenzo

Antes de voltarmos para o apartamento para descansarmos um bocado antes do jantar, fomos visitar as igrejas que ficavam perto de onde estávamos, a iglesia de Santa Marina, Iglesia de San Augustín, Iglesia de San Lorenzo e Iglesia del Carmen. As primeiras 3 igrejas fazem parte da rota das igrejas Fernandinas, razão por a qual as escolhemos visitar.

Iglesia del Carmen

A igreja del Carmen foi originalmente o convento da Ordem dos Carmelitas Calçados, a qual se estabeleceu em Córdoba em 1580. Hoje em dia, os edifícios do convento foram transformados e fazem parte da Faculdade de Direito. No entanto, a igreja em si ainda pode ser visitada. Apesar desta igreja não fazer parte da rota das igrejas fernandinas, a entrada á gratuita.

Taberna Casa Bravo

Depois de visitarmos as igrejas e de um dia bastante preenchido que começou bastante cedo voltámos para o apartamento.

A ideia era descansarmos por umas horas antes de irmos jantar. E como já não queríamos andar muito decidimos ir à Taberna Casa Bravo. E que escolha maravilhosa! Aconselho este restaurante, aconselho mesmo muito.

Apesar de termos andando a petiscar durante a tarde às 9 da noite, a hora em que fomos jantar, a fome já tinha voltado. E como era um jantar de aniversário demo-nos o direito a ter entradas, prato principal e sobremesa. E tentámos escolher pratos que ainda não tínhamos provado até então.

Para entradas pedimos:

  • Patatas bravas – batatas com molho picante
  • Croquetas de punchero – croquetes tradicionais

Para prato principal pedimos uma sopa chamada de Potaje Flamenco de Garbanzos Y Espinacas con Chorizo.

Sopa potaje da Taberna Casa Bravo

Não sabíamos muito bem o que esperar deste potaje, mas o que nos chegou foi uma sopa deliciosa de grão-de-bico com espinafres, chouriço e outras carnes. O meu marido que disse só queria comer as patatas bravas com os croquetes mandou logo vir também uma sopa para ele. Pedimos meia ración, mas o que nos chegou foi um prato cheio. Nem quero imaginar como seria se tivéssemos pedido a ración! Para sobremesa mandámos ainda vir uma fatia de Pastel Cordobés para dividirmos. O pastel era feito de massa folhada e o recheio sabia a geleia de gila.

Pastel Cordobés da Taberna Casa Bravo

Em Córdoba, este foi o melhor restaurante e voltávamos aqui num piscar de olhos. Houve dois restaurantes que gostámos muito nesta viagem, este, a Taberna Casa Bravo, e o restaurante Bodegón Afonso XII onde jantámos na última noite em Sevilha. Não sei dizer qual foi o melhor, ambos estão no topo. Se vierem a Córdoba e se puderem apenas escolher um restaurante, este é sem dúvida a nossa sugestão.

Próximo post

Depois do jantar voltámos para o apartamento até porque saímos do restaurante já eram 10 da noite. Para o dia seguinte íamos descobrir como é o pequeno-almoço tradicional e visitar dois dos locais mais importantes de Córdoba, a Mezquita-Catedral e o Alcázar de los Reyes Cristianos. Fica isto para a próxima semana.

Chegada a Córdoba

Índice desta página

  1. Chegar a Córdoba a partir de Ronda
  2. Em Córdoba
    1. Apartamento El balcón de la Trinidad Córdoba
  3. Centro histórico de Córdoba
    1. Calleja de Los Ángeles e Calleja de las Flores
  4. Plaza de la Corredera
  5. Templo Romano de Córdoba
  6. Iglesia de San Francisco e de San Eulogio de la Axerquia

Chegar a Córdoba a partir de Ronda

Segunda-feira era o dia em que íamos trocar Ronda por Córdoba. Para chegar a Córdoba de Ronda tínhamos algumas opções. A nossa escolha dependeu de três factores; não chegar muito tarde a Córdoba para pudermos ainda visitar a cidade naquele dia, evitar muito tempo em viagem e o preço dos bilhetes.

A opção mais rápida e simples era apanhar o comboio que fazia a travessia directa entre Ronda e Córdoba. No entanto, esse comboio era só às 5 e meia da tarde e já chegávamos a Córdoba depois das 7. Apesar de termos adorado Ronda, já tínhamos visto aquilo que queríamos e portanto esta opção foi excluída.

Na estação de comboios em Ronda

O percurso que decidimos fazer foi o seguinte: primeiro apanhar o comboio em Ronda até à estação Antequera-Santa Ana e depois aqui apanhar o comboio para Córdoba. A viagem demoraria no total cerca de duas horas e meia. Tínhamos dois horários possíveis, apanhar o comboio em Ronda às 7:47 ou ao 12:34. Apesar da hora mais tardia ser mais apelativa, pois assim podíamos tomar o pequeno-almoço de manhã e talvez ainda dar um passeio de despedida, acabámos por escolher o das 7:47. O porquê? O preço dos bilhetes dos comboios; enquanto que a viagem de manhã cedo ficou-nos a 13 euros e qualquer coisa por pessoa, o do meio-dia ia ficar perto dos 30 euros.

Foi por isso que na segunda-feira de manhã acordámos bem cedo e às 7 e meia já estávamos a chegar à estação de comboios de Ronda. Comprámos os bilhetes do primeiro comboio na segunda-feira de manhã, não na noite anterior em caso de não acordarmos a tempo, e depois os bilhetes para Córdoba na estação de Antequera-Santa Ana. Como havia uma diferença de meia hora entre a chegada de um e a partida do outro comboio não houve problemas em fazer assim.

Bilhete de comboio para Córdoba

Da viagem só posso dizer que correu tudo bem, ambos os comboios chegaram a horas e apesar de a paisagem não ter sido tão surpreendente como a que foi na viagem entre Sevilha e Ronda, valeu a pena não adormecer e ir a olhar pela janela durante o percurso. Para dizer a verdade a viagem acabou por passar num instante e às 10 e pouco da manhã já estávamos em Córdoba.

Em Córdoba

Apartamento El balcón de la Trinidad Córdoba

Como sabíamos que íamos chegar à cidade bastante mais cedo do que a hora do check-in, já tínhamos contactado no dia anterior o senhorio do local onde íamos ficar em Córdoba. Foi ainda melhor do que esperávamos, não só nos deixou pôr as malas no apartamento mais cedo, como pudemos fazer o check-in quando chegámos de manhã, sem os problemas que tivemos no Hotel Colón em Ronda.

O apartamento em que ficámos, o apartamento El balcón de la Trinidad Córdoba, foi uma muito boa escolha. Óptima localização, apartamento renovado, moderno, espaçoso e limpo. E ao contrário do esperado neste tipo de acomodação, este também incluía pequeno-almoço que era no café que ficava à entrada do prédio, o café Trinidad. O senhorio tinha-nos deixado 4 cartões, um por pessoa e por dia, os quais entregávamos de manhã ao dono do café em troca do pequeno-almoço.

Centro histórico de Córdoba

Livres das nossas malas, fomos fazer o primeiro reconhecimento de Córdoba. Como disse acima, a localização do apartamento era excelente, a menos de 5 minutos do centro histórico. Mas no fundo Córdoba é uma cidade bastante pequena onde se vai a qualquer lugar a pé sem grande esforço.

Patio de los Naranjos e a torre da Mezquita-Catedral de Córdoba

Eu confesso que nunca tinha tido curiosidade em visitar Córdoba e por isso não tinha expectativas sobre o que viria encontrar. A minha ideia de Córdoba era uma página em branco. Mas o que viemos a conhecer foi uma cidade super gira, cheias de ruazinhas, cantos e recantos muito pitorescos e mesmo sendo janeiro, muitos desses cantos e recantos estavam decorados com pequenos vasos de flores pendurados nas paredes. Rapidamente percebemos que isto faz parte da arquitectura tradicional Cordobesa, mais conhecida por pátios cordobeses. Este tipo de decoração dos pátios, os espaços exteriores que ficam como que escondidos no meio de vários tipos de construções, incluindo casas, arcos e outros edifícios, teve origem durante o período de Al-Andalus (711-1492). Este é o mesmo período sobre o qual falámos quando visitámos Ronda e as ruínas da cidade hispano-muçulmana.

Estes pátios assim construídos tal como as ruas estreitas tinham o objectivo de baixar a temperatura sentida no solo durante os meses de Verão, altura em que a temperatura ultrapassa facilmente os 40ºC. Este tipo de arquitectura é de tal forma eficaz que a temperatura no solo pode ser de quase menos 10 graus do que na atmosfera. Os pátios cordobeses foram nomeados como ‘Património Cultural Imaterial da Humanidade’ pela UNESCO em 2012.

Durante as duas primeiras semanas de maio, em Córdoba, realiza-se o Festival de los Patios Cordobeses onde as pessoas abrem ao público os pátios das suas casas decorados a rigor. Esta competição existe desde 1921 e durante esta altura em maio podem-se ver verdadeiras obras de arte em jardinagem.

Calleja de Los Ángeles e Calleja de las Flores

Apesar de não termos visitado Córdoba durante o festival em maio, encontrámos mesmo assim muitas ruazinhas decoradas a rigor. Duas das ruas que vale a pena mencionar é a Calleja de Los Ángeles, a qual visitámos por acaso quando estávamos de passagem e a Calleja de las Flores que é possivelmente a mais conhecida, até porque foi várias vezes mencionada como a rua mais bonita de Córdoba. Nesta ruazinha, depois de se passar por baixo do arco, chega-se a um pequeno pátio sem saída. Se olharmos para a entrada da rua conseguimos vislumbrar a torre da famosa Mezquita-Catedral de Córdoba.

Vale imenso a pena tirar algum tempo para passear pelo centro histórico de Córdoba. Houve umas ruas que nos encantaram mais outras menos, mas tudo muito bonito. Não é de admirar que o centro histórico de Córdoba tenha sido nomeado ‘Património da Humanidade’ pela UNESCO em 1994.

Dentro do centro histórico não tínhamos nenhum itinerário definido, apenas o nome de algumas ruas por onde passar, e depois de andarmos por ali durante um bocado acabámos num pátio cheio de laranjeiras. Ficámos a saber que é neste pátio que fica a entrada da Mezquita-Catedral de Córdoba, a qual iríamos visitar no dia seguinte. Este pátio chama-se Patios de los Naranjos e é fácil perceber a origem do seu nome.

Plaza de la Corredera

Já começando a desviar-nos do centro histórico passámos por esta praça, a Plaza de la Corredera. Hoje em dia este espaço é partilhado por várias lojas e restaurantes, mas na idade média e na época do Renascimento era nesta praça que decorriam as execuções e corridas de cavalos, as quais deram o nome a esta praça. Depois de uma rápida passagem por aqui fomos para o local seguinte, o Templo Romano de Córdoba.

Plaza de la Corredera

Templo Romano de Córdoba

Da Plaza de la Corredera até aqui foram mais ou menos 5 minutos a pé. E soubemos que chegámos quando vimos as colunas do templo romano, que por esta altura estavam rodeadas por escavadoras. Tal como merece a fama, onde há obras, de que tipo forem, há homens com as mãos atrás das costas, conversando entre si dando certamente a sua opinião de especialista sobre os trabalhos que decorrem. E aqui não foi diferente.

Templo Romano de Córdoba

As obras que estavam a decorrer são obras relacionadas com arqueologia, até porque estas colunas que agora estão à vista, foram apenas descobertas em 1950 altura em se iniciaram os trabalhos de extensão do edifício da câmara municipal. E, portanto, espera-se encontrar nesta área outros artefactos daquela época. Este templo do século I era dedicado ao Imperador e originalmente tinha um palco elevado com 6 colunas coríntias à entrada.

Iglesia de San Francisco e de San Eulogio de la Axerquia

Enquanto passeávamos pelas ruas, agora já a pensar onde ir comer qualquer coisa, vimos esta igreja, a Iglesia de San Francisco e de San Eulogio de la Axerquia, e decidimos entrar. Não pensem que não tínhamos um itinerário planeado para este dia, mas realmente fica tudo muito perto. Para vos dar uma ideia saímos de casa pouco antes das 11 e visitámos tudo do que tenho falado em apenas 2 horas.

Quando entrámos na igreja perguntaram-nos se tínhamos comprados os bilhetes para visitar a Mezquita-Catedral de Córdoba, pois com esses bilhetes tínhamos acesso gratuito a todas as igrejas que faziam parte da Rota das Igrejas Fernandinas. Foi-nos também dado um mapa, o qual podem ver abaixo, com todas as igrejas que podíamos visitar. Não será preciso dizer que visitámos muitas igrejas enquanto estivemos em Córdoba.

Mapa da Rota das Igrejas Fernandinas

Esta rota é uma homenagem a Fernando III, o Santo, que em 29 de junho de 1236, trouxe de volta o catolicismo a Córdoba. Fernando III era o rei de Castela (1217 – 1252) e rei de Leão (1230 – 1252), e foi durante o seu reinado que reconquistou grande parte do território que pertencia a Al-Andalus. A rota começa na Mezquita-Catedral (ponto número 1 no mapa) que foi construída primeiro como basílica, depois tornou-se mesquita e voltou de novo ao poder cristão após a conquista de Fernando III. Em seu nome foram construídas várias igrejas que podem ser visitadas nesta rota.

Para o próximo post

Depois de visitarmos a nossa primeira igreja em Córdoba estava na hora de procurarmos algo para petiscar. E foi isso o resto do nosso dia, parar em locais para experimentar diferentes pratos gastronómicos tradicionais, entre visitas a diferentes locais da cidade. Toda a gastronomia e locais ficam para a próxima semana.

O entardecer e a noite em Ronda

Índice desta página

  1. O anoitecer em Ronda
  2. Puerta de Almocábar
  3. Desfiladero del Tajo à noite
  4. Restaurantes Las Maravillas
  5. Doce de pastelaria típico

Onde ficámos no último post?

No último post ficámos sentados à mesa de La Taberna a provar um dos pratos tradicionais da zona, Rabo de Toro, uma espécie de guisado servido com batatas fritas. Isto depois de um dia a percorrer as várias partes de Ronda desde a Casa Museo Don Bosco à Casa del Rey Moro e claro sem puder perder o Desfiladero del Tajo. Neste post vamos falar do final da tarde e noite em Ronda, as nossas últimas horas na cidade antes de partimos para o destino seguinte da viagem, Córdoba.

O anoitecer em Ronda

Quando saímos do restaurante La Taberna já passava das 5 e meia da tarde e tínhamos mais ou menos uma hora de sol para aproveitar. Passámos novamente pela ponte nova com mais uma paragem nos miradouros. É quase impossível não passar nesta zona várias vezes quando se explora Ronda, estando esta ponte não só no centro de cidade mas também no centro do comércio.

Vista sobre Puente Nuevo ao pôr-do-sol

Quando o pôr-do-sol começou a assentar e a lua a aparecer no céu, começámos a caminhar pela estrada principal de Ronda sem destino certo. Bem, não é completamente verdade. Havia uma parte de Ronda que não tínhamos colocado no itinerário, pois pensávamos que não teríamos tempo, mas afinal parecia que ir à Puerta de Almocábar era uma possibilidade. Pelo caminho, para além de paisagens magníficas, algo que Ronda nos deu vezes sem conta, também passámos por um largo onde ficava o Convento de la Caridad o Hermanas de la Cruz.

Entrada para o Convento de la Caridad o Hermanas de la Cruz

O convento na altura em que por aqui passámos estava fechado, mas pela praça sentia-se os resquícios de uma atmosfera onde tinha havido festa da rija, ouvia-se ainda alguns acordes de música e várias pessoas a irem para os seus carros.

Puerta de Almocábar

Afinal chegar à Puerta de Almocábar acabou por ser num instante, em menos de 20 minutos num passo lazeiro, chegámos a este arco onde anos antes fora a entrada principal da parte sul da cidade hispano-muçulmana. A porta consiste em duas torres semicirculares e três arcos consecutivos. A Puerta de Almocábar fica a poucos metros da Iglesia del Espirito Santo e o Convento de Franciscanos.

Puerta de Almocábar e a Iglesia Espiritu Santo à direita

Depois de passearmos por ali e irmos até à praça em frente, a Plaza Ruedo Alameda, decidimos voltar para trás e começar a pensar no restaurante onde jantar.

Desfiladero del Tajo à noite

Quando íamos pelo caminho começámos a falar de como seria a Puente Nuevo à noite e onde seria o melhor local para tirar uma bonita fotografia nesta altura do dia. E como um puxa o outro em menos de nada tínhamos decidido que íamos voltar a descer o caminho que passa pelo Desfiladero del Tajo até ao Arco Árabe. E foi assim que fizemos aquele caminho pela segunda vez com poucas horas de diferença. O caminho faz-se bem, mesmo a àquela hora, pois tem iluminação até quase ao arco. E claro que valeu a pena, nem foi por causa da fotografia, mas por pudermos ter aquela vista à nossa frente.

E mesmo sendo àquela hora e já estar de noite ainda encontrámos algumas pessoas a subir o caminho quando íamos a descer, provavelmente pessoas com a mesma ideia que nós.

Restaurantes Las Maravillas

Não tínhamos nenhum restaurante definido para jantar e também como tínhamos comido há pouco tempo decidimos escolher um restaurante onde pudéssemos partilhar umas tapas. A opção escolhida foi um dos restaurantes que ficava perto do centro da cidade, o restaurante Las Maravillas.

O restaurante estava bastante movimentado, mas felizmente ainda havia mesas livres onde nos pudemos sentar mal chegámos. Para beber eu pedi tinto de verano e o meu marido cerveja (fotografia em baixo à direita).

Fica aqui a dica: quando estiverem em Espanha e queiram pedir sangria, peçam antes tinto de verano.

O menu do restaurante é bastante extenso e nós acabámos por escolher 4 tapas diferentes para dividir e petiscar. Do menu pedimos o seguinte:

  • Salmorejo cordobes con helado de mascarpone y virutas de jamón
  • Mini burger de buey con cebolla caramelizada, rucula y salsa tartara
  • Mini burguer de buey con queso de cabra y pimientos confitados
  • Chorizo caramelizado al vino y canela

Foi logo neste primeiro dia que experimentei a sopa fria típica de Andaluzia, mais especificamente de Córdoba (fotografia em cima à esquerda), o Salmorejo. Pois eu gostei tanto desta sopa que a comi quase todos os dias durante a viagem. A sopa é bastante parecida com o gazpacho mas mais cremosa. Se por um lado o rabo de toro não me convenceu, o salmorejo enamorou-me. E de todos os locais onde experimentei, a melhor talvez tenha sido a deste restaurante. Menos tradicional talvez com a adição de gelado, mas que fez toda a diferença. O gelado sabia mesmo ao de baunilha e eu gostei imenso. Por outro lado, o meu marido não gostou muito, mas gostou do rabo de toro. Sabem o que isto significa? Que se tem de experimentar de tudo para ficar a saber o que se gosta ou não.

Doce de pastelaria típico

Depois do jantar quisemos uma sobremesa, mas não queríamos (pronto, eu não queria) uma sobremesa do restaurante. Apetecia-me antes algo que fosse de uma pastelaria típica. Antes de fazer uma pesquisa sobre o que havia disponível na zona pagámos a conta e saímos para a rua. Andar à procura de uma pastelaria ou gelataria lá isso andámos, mas àquela hora ou já estava fechado ou mesmo a fechar. Foi por que isso que a única escolha mais acessível foi a de irmos ao supermercado Carrefour que estava aberto até às 10 da noite. E já que aqui estávamos aproveitámos para comprar qualquer coisa para o pequeno-almoço do dia seguinte, quando estivéssemos em viagem para Córdoba.

Palmeras Surpremas

A sobremesa acabou por ser algo simples, mas sabem quando encontram mesmo aquilo que queriam? Para mim foi estes palmiers cobertos de chocolate (Palmeras Surpremas). Também comprámos umas bolachas cobertas de chocolate, que nunca tinha visto. As bolachas chamam-se Chapelas da marca Dulcesol. E garanto que são boas, tanto que as voltámos a comprar nesta viagem, já em Sevilha

Trouxemos os doces para o quarto e foi aqui que acabámos a nossa noite, a comer e a preparar-nos para o dia seguinte.

No próximo post

Na próxima semana vamos falar da melhor maneira de chegar a Córdoba a partir de Ronda e como começou o nosso primeiro dia na cidade. Garantida está muita gastronomia e ruazinhas super pitorescas.

Em Ronda, Espanha

Indíce deste post

  1. Onde ficámos no último post?
  2. Casa Museo Don Bosco
  3. Desfiladero del Tajo
  4. As ruínas em Ronda da Era Mourisca
  5. Casa del Rey Moro
    1. Casa
    2. Jardins
    3. Mina de água
  6. Arco de Felipe V e Puente Viejo
  7. Jardines e Mirador de Cuenca
  8. La Taberna e o rabo de toro

Onde ficámos no último post?

No último post, o primeiro desta viagem, falámos de como chegámos a Ronda, como seria o nosso itinerário entre Ronda, Córdoba e Sevilha e o começo no nosso dia em Ronda. No post desta semana continuamos a explorar os vários locais de Ronda e a história desta cidade que tantos turistas atrai (e com razão de ser).

Casa Museo Don Bosco

Depois de voltarmos à Puente Nuevo continuámos pela rua principal até chegar a um cruzamento facilmente reconhecível pelo mural de cerâmica, o Viajeros Románticos. Virámos à direita no cruzamento e seguimos por uma rua transversal até à entrada da Casa Museo Don Bosco. Comprámos os bilhetes de entrada que ficaram a 2,5 euros a cada um e pudemos tanto visitar este edifício histórico de 1850 como os jardins. Acho que ainda não tinha dito, mas para Ronda não comprámos nenhuns bilhetes atempadamente sem ser os do autocarro que fazia o percurso entre Sevilha e Ronda. Para os locais que visitámos e que requeriam bilhetes comprámo-los no dia o que não foi um problema, também porque visitámos a cidade em janeiro, numa época baixa.

A casa Don Bosco foi inicialmente uma casa particular e os últimos donos foram Don Francisco Perèz e Doña Dolores Martínez, um casal da alta sociedade. Depois da sua morte, em 1939, a casa foi doada à congregação católica Salesiana local. E até 2008 a casa foi um local de repouso, cura e convalescença para os membros desta ordem religiosa. Mas entre 1939 e 2008 a casa também teve outros papéis de relevância como ser residência para estudantes universitários que estavam sob a tutela de um padre salesiano, centro juvenil e até sede de um grupo de teatro espanhol salesiano.

Pátio principal da Casa Museo Don Bosco

Durante o século XX a casa foi remodelada reflectindo um estilo modernista e o interior da casa e a sua decoração foram mantidos até aos dias de hoje. Aqui encontramos exemplos de artesanato local da época, móveis de madeira talhados à mão, azulejos de inspiração nazireu e tapeçarias. Também quadros e cerâmicas figuram entre os muitos objectos e obras-de-arte que se pode ver durante a visita. Mas digamos que o ‘piece of resistance’ da Casa Museo Don Bosco é o pátio exterior que é em si um miradouro com vista privilegiada para a ponte e para o desfiladeiro. De notar para além da paisagem é a fonte central, conhecida como a ‘fonte dos sapos’ nome lhe atribuído pelas 6 estátuas de sapos que rodeiam a zona central da fonte. Provavelmente, os jardins serão muito mais impressionantes durante a Primavera e Verão do que no meio do Inverno. Mas mesmo em janeiro, valem imenso a pena serem visitados nem que seja pela vista maravilhosa.

Vista para Puente Nuevo do pátio da Casa Museo Don Bosco

Website oficial: https://casamuseodonbosco.com/

Desfiladero del Tajo

Depois de sairmos da Casa Museo Don Bosco continuámos pela estrada passando pela Plaza de María Auxiliadora até encontrarmos o caminho que desce até ao Desfiladero del Tajo. O ponto de partida do desfiladeiro fica na pequena casinha onde se compram os bilhetes. O Desfiladero del Tajo é um projecto recente que permite chegar à base da ponte, ou o mais perto que é actualmente possível. O objectivo deste projecto é o de se conseguir atravessar o desfiladeiro construindo uma plataforma para o efeito. Este objectivo ainda está por se concretizar. De momento, já está feita uma parte do percurso até à base da ponte permitindo ter uma vista da famosa ponte de outra perspectiva. Para fazer este caminho, desde a casinha até à base da ponte é preciso adquirir bilhete que em 2025 custam 5 euros por pessoa. É obrigatório usar capacete durante todo o percurso, devido ao perigo da queda de pedras. Existem outras regras que podem ser lidas no website oficial, para o qual deixo aqui o link: https://desfiladerodeltajo.info/

Durante o caminho vai-se encontrando mais detalhes sobre o início e evolução do projecto e também QR codes que se podem scanar para ler mais informações sobre os mesmos. Daqui consegue-se não só chegar perto da ponte e da cascata que desce pelo desfiladeiro como também das ruínas que ainda perduram da cidade e muralhas da época em que os mouros se estabeleceram em Ronda (entre 712 e 1485).

As ruínas em Ronda da Era Mourisca

Devido à situação geográfica de Ronda atacar a cidade não era fácil. Mas para a proteger ainda mais os mouros que se estabeleceram aqui construíram muralhas e portões de entrada para a cidade à medida que esta crescia. Era em Ronda onde se encontrava o reino independente muçulmano, a Taifa de Ronda. Hoje em dia são vários os exemplos de edifícios e marcas desses tempos, alguns dos quais se podem visitar quando se sai do Desfiladero del Tajo e continua-se a descer até ao Arco Árabe. Juntamente com o arco, que oferece também uma vista magnífica para o desfiladeiro e para a ponte, encontram-se as Murallas Árabes e as Murallas de la Albacora. Durante o resto do dia fomos passando por outras ruínas de grande importância para a cidade hispano-muçulmana, as quais irei falando à medida que o dia se desenrola.

O caminho que liga a Plaza de María Auxiliadora até ao Arco Árabe está em bom estado, mas se a descer faz-se bem aviso que a subir pode ser preciso alguns intervalos de descanso pelo meio. Mas vale imenso a pena e no final de tudo acabámos por fazer este caminho duas vezes. Da segunda volta falarei mais tarde.

Com esta parte da cidade vista, ou pelos menos, aquilo que queríamos visitar deste lado da cidade, voltámos a fazer o caminho de regresso até ao cruzamento onde fica o Mirador de los Viajeros Románticos, passando de novo pela Casa Museo Don Bosco.

Casa del Rey Moro

Descendo a rua C. Cta. de Santo Domingo fomos até à entrada da Casa del Rey Moro. Apesar do que o nome possa indicar esta casa não é dos tempos dos mouros, no entanto tem uma certa ligação. O bilhete de entrada custa 10 euros por pessoa. A propriedade tem três partes, a casa que de momento está em restauro, os jardins e a mina de água.

Pavões no jardim da Casa del Rey Moro

Casa

A casa de momento não pode ser visitada devido ao seu grau de degradação. No entanto, trabalhos de restauro estão em curso. Mas a casa não é apenas uma casa, mas sim um composto de vários edifícios que foram adquiridos pelos donos. O núcleo principal era uma casa do início do século XVIII constituída por diferentes divisões de dois pisos que rodeavam um pátio. Não me alargando muito na história da casa em 1911, a proprietária da altura, Trinidad von Scholtz Hermensdorff, a duquesa de Parchent, comprou as casas vizinhas para demolir as do lado nascente e criar em seu lugar um jardim enquanto que as do lado poente foram incorporadas na casa principal, seguindo o estilo neomudéjar. Este estilo arquitectónico procurava explorar os sinais de identidade de cada país. O que em Espanha foi considerado a técnica e estética hispano-muçulmana com influência da arte cristã.

Jardins

A arquitectura e estrutura dos jardins foram projectados por Jean Claude Nicolas Forestier, contratado pela duquesa de Parchent. A sua inspiração para os jardins foi a arquitectura hispano-muçulmana e as formas geométricas dos jardins franceses. Nos jardins estão integradas árvores de frutos e plantas aromáticas conhecidas por se adaptarem ao clima de Ronda. Os jardins estão abertos ao público e são o lar de vários pavões. Não é preciso dizer que as paisagens daqueles jardins são espectaculares.

Mina de água

A minha de água é a principal razão para visitar a Casa del Rey Moro. A mina de água foi construída no século XIV na altura em que a cidade de Ronda estava sob o poder muçulmano. Actualmente, esta mina de água é a mais bem preservadas de Andaluzia.

A mina de água, juntamente com as muralhas construídas à volta da cidade, faziam parte do sistema defensivo de Ronda, pois a mina de água serviria para fornecer água à população em caso de cerco. Para a sua construção foi escavada em profundidade a falha na muralha junto ao desfiladeiro até ao leito do rio. Para chegar à mina foram construídas escadas bastante estreitas onde os animais não conseguiam passar. Portanto eram os escravos cristãos a quem lhes era incumbida a tarefa de irem buscar a água e trazê-la para a cidade.

Hoje em dia é possível descer as tais escadas estreitas por onde os escravos cristãos passavam e é espectacular quando se sai para o leito do rio, parece que estamos noutro mundo escondidos entre as escarpas montanhosas. No entanto, é preciso algum cuidado a descer os 60 metros pois os degraus podem estar húmidos e portanto escorregadios e em algumas zonas a iluminação é bastante fraca.

Para mais informações sobre a Casa del Rey Moro vejam o website oficial: https://casadelreymoro.org/en/home/

Arco de Felipe V e Puente Viejo

Puente Viejo e arco de Felipe V

Depois da nossa visita à Casa del Rey Moro continuámos a descer a estrada até passarmos o Arco de Felipe V. Este foi um dos portões de entrada para a cidade durante o reinado muçulmano tendo sido alargado mais tarde quando a primeira ponte construída em 1935 abateu. Nesta altura, este arco era o único acesso entre a parte velha e a parte nova de Ronda até finalmente se ter construído a grande ponte, el Puente Nuevo. O nome do arco deve-se ao facto de ter sido durante o segundo reinado do rei Felipe V que o arco foi alargado (Filipe V reinou entre: novembro de 1700 a janeiro de 1724 e depois de setembro de 1724 a julho de 1746).

A passagem sobre o arco dá directamente para a ponte velha (puente viejo). Esta ponte é a mais velha das 3 de Ronda que passam por cima do rio Guadalevín. Esta ponte foi construída em 1616. Da ponte consegue-se ver as ruínas dos banhos árabes, também este um dos locais pertencentes à cidade hispano-muçulmana. Nós decidimos em não os visitar porque tínhamos outros locais em mente. Mas se tiverem tempo quando estiverem em Ronda não deixem de lá ir.

Paisagem de Puente Viejo e os baños árabes em baixo

Os banhos árabes eram semelhantes aos dos romanos, mas em vez de água quente o corpo era purificado através do suor. Os banhos árabes foram construídos durante a era mourisca tal como uma mesquita que ficava ao lado dos banhos sendo este um lugar estratégico para as tradições religiosas. Primeiro entrava-se nos banhos para purificar e limpar os corpos antes de entrarem na Mesquita para purificar as almas.

Jardines e Mirador de Cuenca

Depois de atravessarmos a ponte velha começámos a subir o monte, mas na outra margem do rio entrando assim nos Jardines de Cuenca. Dos jardins o que posso dizer? Era janeiro, não propriamente a altura certa para ver flores. No entanto, é sem dúvida um local perfeito para passear, ver o desfiladeiro e as pontes e neste dia para aproveitar o sol que continuava alto. As paisagens da cidade e arredores continuavam a maravilhar e assim foi pelo resto dia do dia e pela noite adentro.


Vista do Mirador de Cuenca

Foi por esta altura que a fome começava a dar de si. Por isso decidimos em ir para o hotel, afinal às 4 horas já estávamos dentro da hora em que poderíamos fazer o check-in e finalmente entrar no nosso quarto. Depois disso era altura de irmos procurar um lugar para comer. Fomos subindo a rua, mas sem grandes pressas, saboreando as ruas bonitas de Ronda, algumas delas ainda decoradas com efeitos de Natal.

Chegámos ao hotel e o quarto estava pronto! Entrámos com as nossas coisas e pudemos finalmente fazer uma apreciação do quarto. O quarto era bastante simples, decorado de uma forma modesta, mas estava limpo e tinha espaço suficiente para passar ali uma noite. Como a janela do nosso quarto ficava virada para a rua principal havia bastante barulho o que durante a noite foi por vezes um problema. Mas a localização do hotel era excelente. Do pequeno-almoço no Hotel Colón não posso dizer nada porque na manhã seguinte tivemos de sair bastante cedo, mais cedo do que a abertura para a pequeno-almoço. Se este hotel oferece alguma alternativa para casos como o nosso, por exemplo um saco com o pequeno-almoço, isso não nos foi oferecido.

La Taberna e o rabo de toro

Houve duas coisas que nos impediu de irmos aos restaurantes que queríamos experimentar. Um dos lugares que tinha visto em imensos websites como sendo o sítio mais barato e famoso em Ronda, o El Lechuguita, estava fechado. Infelizmente fecha ao Domingo e à Segunda-feira por isso nada feito. Depois outros locais que estavam abertos ao Domingo fechavam às 4 da tarde. Alguns deles depois abriam mais tarde, por volta das 7 da noite, mas outros só voltavam a abrir no dia seguinte. Talvez Domingo seja um dia menos preferível para visitar Ronda, mas olhem foi como calhou. Sendo assim decidimos ir a um dos restaurantes que estava na lista para potencial jantar, La Taberna.

Prato tradicional de rabo de toro na La Taberna

Um dos pratos tradicionais de Ronda e uma das especialidades de La Taberna é o rabo de toro. O prato constitui em rabo de touros cozinhados numa espécie de guisado que neste local vinha acompanhado com batata frita. Pagámos 18 euros por um prato pois decidimos dividi-lo. Afinal isto era só para petiscar não para jantar. Também pedimos umas cervejas para acompanhar. O que dizer deste prato? Acho que ou se gosta muito ou se gosta pouco. Eu gostei muito pouco, achei a carne bastante gordurosa e aquilo era mais ossos do que carne. Pelo contrário o meu marido adorou e disse que foi uma das melhores coisas que comeu durante toda a viagem. E falou imensas vezes deste prato. Apesar de eu não ter ficado uma apreciadora do prato, é um prato bastante típico da região e só por isso merece que se experimente pelo menos uma vez.

Para o próximo post

Quando saímos do restaurante já passava das 5 e meia, mas ainda tínhamos mais uma hora de sol. Ainda havia tempo para ver Ronda antes de chegar a hora de jantar como por exemplo visitar a Puerta de Almocábar. Mas sobre isso fica para a próxima semana.

Preparativos da viagem ao sul de Espanha e primeiro reconhecimento de Ronda

Indíce neste post

  1. Roteiro pelo sul de Espanha
  2. Primeiro hotel em Sevilha
  3. Chegar a Ronda
  4. Em Ronda
    1. Hotel Colón
    2. Iglesia de Nuestra Señora de la Merced
    3. Alameda del Tajo
    4. Plaza de Toros de la Real Maestrana de Caballería de Ronda
    5. Puente Nuevo e miradoro de Aldehuela
  5. Um intervalo não requisitado
  6. Mirador de los Viajeros Románticos

Para a nossa primeira viagem de 2025 queríamos ir a um sítio onde a probabilidade de estar sol fosse alta e onde as temperaturas fossem amenas. Depois de semanas sem ver o sol e com a noite a chegar às 3 da tarde estávamos a precisar de uma mudança de clima. Afinal viver em Inglaterra tem estas ‘pequenas’ desvantagens. Como já há algum tempo tinha Sevilha na ideia, marcámos uma semana para visitar Sevilha e já agora incluir outras cidades, que acabaram por ser Ronda e Córdoba.

Roteiro pelo sul de Espanha

O itinerário teve que ser organizado atempadamente para sabermos como e quando íamos para cada cidade. Ficou então escolhido voar para Sevilha no sábado à noite e ficar lá uma noite. No dia seguinte, apanhar o autocarro de manhã para Ronda. Na segunda-feira apanhar os comboios para Córdoba e depois passado 2 dias e meio o comboio para Sevilha onde ficaríamos mais dois dias antes de voltar para casa.

Puente Nuevo em Ronda do Mirador de Aldehuela

Com este itinerário em vista e com os bilhetes para visitas e transportes comprados atempadamente partimos de Londres para Sevilha. Deixo já aqui o spoiler que foi uma viagem fantástica, adorei imenso Sevilha, espantei-me com Córdoba e fiquei enamorada por Ronda.

Primeiro hotel em Sevilha

Aterrámos já ao final do dia em Sevilha e fomos logo para o hotel, onde iríamos passar a primeira noite. O hotel era o Ibis Styles Sevilla City Santa Justa. Para aqui chegar do aeroporto apanhámos o autocarro EA e a viagem demorou cerca de meia hora. Foi também este o autocarro que apanhámos quando voltámos para o aeroporto. Os hotéis desta viagem foram reservados em duas plataformas, no booking.com e no trip.com.

O nosso quarto no hotel Ibis Styles Sevilla City Santa Justa

No total ficámos em 2 hotéis diferentes em Sevilha e este foi sem sombra de dúvidas o melhor. Apesar de o termos escolhido por engano; quando tínhamos estado à procura de como ir de Sevilha para Ronda pensámos que o autocarro passava pela estação de comboios de Santa Justa, a poucos minutos do hotel. Afinal esse percurso já não é feito e para apanhar o autocarro tem de se ir à Plaza de Armas que fica a cerca de 40 minutos a pé. Mas foi um erro feliz, gostei imenso da decoração do quarto, do ambiente do hotel, o recepcionista foi muito simpático e o pequeno-almoço o melhor da viagem. E este foi mais barato do que o outro hotel onde depois ficámos na cidade. Por isso se for para ficar em algum sítio aconselho o hotel Ibis Styles. Pode ser este em Santa Justa ou outro da mesma cadeia de hotéis que estão espalhados pela cidade.

Pequeno-almoço no hotel Ibis Styles Sevilla City Santa Justa

Com o check-in feito e as malas pousadas no quarto era hora de irmos jantar. Infelizmente a hora tardia impedia-nos de escolher livremente o que queríamos comer pois já não havia muitos estabelecimentos abertos àquela hora que vendessem comida. Mesmo quando perguntámos ao recepcionista, quando fizemos o check-in, disseram-nos que àquela hora só havia um sítio local, mas mesmo aí a cozinha fechava em meia hora. Como também não queríamos estar a fugir, até porque haveria muitas oportunidades para experimentar a cozinha local, acabámos por ir parar ao ‘nosso’ local de emergência: o Burguer King.

E estava bastante cheio principalmente quando já estávamos sentados, pois tinha mesmo nessa altura terminado um jogo de futebol. E já se sabe que no Burguer King a comida é rápida, razoavelmente barata e não há muito que enganar. E nos dias seguintes fartamo-nos de experimentar restaurantes locais.

Depois do jantar fomos para o quarto. Afinal tínhamos que acordar cedo no dia seguinte para ir apanhar o autocarro.

Chegar a Ronda

No domingo de manhã acordámos ainda não eram 8 horas para nos arranjarmos, irmos tomar o pequeno-almoço, o qual já disse acabou por ser o melhor da viagem, e pormo-nos a caminho para a Plaza de Armas. Como não conhecíamos bem a zona saímos por volta das 9 da manhã para chegar à estação de autocarros com algum tempo de antecedência.

Quando começámos a nossa caminhada matinal de 40 minutos, o tempo estava meio ‘xoxo’ com bastante nevoeiro, mas durante o caminho o nevoeiro levantou-se e quando chegámos ao autocarro já o sol brilhava num céu azul sem nuvens.

O nosso autocarro estava marcado com saída às 10 da manhã. Tínhamos já comprado os bilhetes com 10 dias de antecedência com medo que se pudessem esgotar. Comprámos os bilhetes na Omio (https://www.omio.com/) e cada bilhete ficou a 12 euros e pouco. A companhia de autocarros que escolhemos chama-se DAMAS e não tivemos qualquer problema com os bilhetes ou com a viagem.

Castelo por onde passámos durante a nossa viagem de autocarro para Ronda
Uma das bonitas paisagens do percurso de autocarro de Sevilha para Ronda

A viagem demorou 2 horas e pouco e passou num ápice. Isto também porque a viagem entre Sevilha e Ronda é muito bonita, passa-se por vales, montes, montanhas e castelos. Sem falar das pequenas vilas. Paisagens completamente arrasadoras que mostraram que viajar de autocarro para Ronda tinha sido a escolha certa.

Em Ronda

Hotel Colón

Quando chegámos a Ronda fomos primeiro ao nosso hotel. Apesar de ser bastante cedo para fazer o check-in queríamos perguntar se podíamos deixar as malas e mais tarde voltar ao hotel para receber a chave do quarto. O hotel onde ficámos foi o Hotel Colón com uma óptima localização. Em 15 minutos estava-se no centro da cidade e mesmo ao lado tinha-se a Alameda do Tajo, um dos locais mais famosos da cidade.

Quando chegámos ao hotel disseram-nos que se voltássemos à 1 o nosso quarto estaria pronto e que poderíamos entrar mais cedo (eram agora perto do 12:20). Assim sendo, decidimos deixar as nossas malas e começar o nosso percurso por Ronda e a meio voltar para trás para fazer o check-in.

Iglesia de Nuestra Señora de la Merced

Com vista a voltar dali a quarenta minutos fomos primeiro visitar a igreja que ficava mesmo ao lado do hotel, a iglesia de Nuestra Señora de la Merced. Apesar de linhas simples o edifício é impossível de passar despercebido. A igreja é mais conhecida por guardar a relíquia ‘mano incorrupta de Santa Teresa’. Santa Teresa de Ávila reformou a Ordem Carmelita juntamente com São João no século XVI. Desta reforma resultou um braço da Ordem Carmelita, la Orden de los Carmelitas Descalzos, que se focava na oração, na vida comunitária e na austeridade. A palavra ‘descalzos’ neste tópico significa vida de pobreza e de simplicidade.

Junto à igreja encontra-se o convento onde moram as últimas 4 freiras parte desta Ordem. De momento, estão numa angariação urgente de mais membros pois de acordo com as leis do Vaticano, o convento requer no minímo a presença de 6 membros para se manter aberto. E por isso este convento do século XVI está em risco de ser encerrado.

Alameda del Tajo

Mesmo ao lado da igreja fica a Alameda del Tajo. Para quem não sabe ‘tajo’ em espanhol significa corte e neste caso significa desfiladeiro. E a palavra tajo aplica-se aqui uma vez que a cidade de Ronda é separada por um grande desfiladeiro. A Alameda del Tajo leva-nos através de um jardim até à ponta desse desfiladeiro. E as paisagens daqui são completamente inesquecíveis.

O nosso vídeo quando visitámos o Balcón del Coño

Indo tanto pela rua acima ou pela rua abaixo vão-se encontrando pequenos miradouros, mas a paisagem acompanha-vos por todo o caminho. No Mirador del Coño que tem ao centro um pequeno coreto encontrámos um ambiente de sonho, não só tínhamos aquela paisagem como um senhor a tocar músicas na concertina.

Plaza de Toros de la Real Maestrana de Caballería de Ronda

Descendo pela rua de repente vimos uma estátua imponente de um touro. Esta estátua ficava mesmo em frente à praça de touros onde hoje em dia também se encontra um museu que conta a história das touradas e das personagens importantes de Ronda nesta arte. Ambos podem ser visitados.

Estátua de um touro à frente da Plaza de Toros de la Real Maestrana de Caballería de Ronda

Aliás, as touradas é algo muito importante para Ronda, pois diz-se que esta cidade foi o berço das touradas, onde estas se tornarem uma arte e ganharam a fama que as segue até hoje.

Eu como sou completamente contra esta arte não quis entrar na praça de touros, nem aqui nem em Sevilha, mas fica aqui a dica para quem estiver interessado. Contudo ainda tirámos a fotografia à estátua do touro.

Mirador de Ronda

Descemos mais um pouco pela alameda e parámos no Mirador de Ronda. E acreditem que aquela paisagem não cansa.

Puente Nuevo e miradoro de Aldehuela

Quando se chega ao centro da cidade chega-se à ponte mais famosa do sul de Espanha, el Puente Nuovo. Esta ponte é sem dúvida a parte mais conhecida de Ronda e mesmo que nunca tenham ouvido o nome desta cidade com certeza que já viram alguma fotografia da grande ponte de 98 metros. Aliás foram estas fotografias que nos fizeram incluir Ronda no nosso itinerário. E ainda bem que o fizemos.

Paisagem do mirador de Aldehuela do lado contrário à ponte

Puente Nuevo (ou ponte nova) liga as duas partes da cidade, a parte nova e a parte velha, separadas pelo alto e majestoso desfiladeiro no qual passa as águas do rio Guadalevín. Pela cidade espalham-se vários miradouros e para uma visão superior o melhor é o Mirador de Aldehuela. É impossível ficar indiferente perante a ponte e as fotografias são muito pouco comparado com a experiência de estar ali ao vivo.

A ponte começou a ser construída em 1751 e só foi acabada passado 40 anos depois em 1793. As obras deste grande projecto foram dirigidas por José Martín de Aldehuela (quem deu o nome ao miradouro). A ponte foi construída em três estágios, primeiro a base e o arco inferior, depois o grande arco e a sala por cima do arco que funcionou como prisão e hoje é um centro de interpretação com informação relevante sobre a ponte. Por último, foram construídos os dois arcos laterais.

O nosso vídeo de quando vimos pela primeira vez a ponte nova em Ronda no mirador de Aldehuela

Esta não foi a primeira ponte a ser construída em Ronda. Em 1735 já tinha sido ali construída uma ponte com 35 metros de diâmetro. Infelizmente, o arco da ponte desabou 6 anos mais tarde tirando a vida a cerca de 50 pessoas.

Hoje em dia Puente Nuevo é sem dúvida o que traz mais turistas a Ronda.

Um intervalo não requisitado

Como já estava a chegar a 1 da tarde voltámos para o hotel, contentes por pudermos entrar no nosso quarto mais cedo, mas com alguma pressa para não perdermos muito tempo a retomar o nosso percurso que continuava no sentido contrário.

Quando chegámos ao hotel disseram-nos que o quarto ainda não estava pronto e para esperamos mais uns 15 minutos. Para não ficarmos ali a olhar para o nada fomos para o café que faz parte do hotel e pedimos umas cervejas para aproveitarmos o melhor daquela interrupção. Assim também tivemos oportunidade de conhecer este espaço.

Pormenor na parede do café do Hotel Colón

No entanto, os 15 minutos passaram e mais 10 até que perguntámos se o quarto já estava pronto. Disseram que levaria mais 10 minutos. Como já estávamos quase a perder 1 hora do dia com o voltar para trás e esperas, dissemos que depois voltávamos mais tarde. A recepcionista ainda ficou com um ar meio ofendido. Mas lembrem-se que nós só tínhamos pedido para guardar as malas não para fazer o check-in mais cedo. E lembremo-nos que tínhamos apenas um dia para visitar Ronda.

Cervejas Cruzcampo

Por isso voltámos a sair e a caminhar de volta ao ponto onde tínhamos estado, junto à ponte nova. Talvez de toda a nossa experiência de Ronda, isto foi talvez o que deixou um sabor mais amargo. Se não conseguem cumprir simplesmente não prometam nada que neste caso teria sido melhor para nós.

Mirador de los Viajeros Románticos

Passámos pela Puente Nuevo e chegámos a um cruzamento. Primeiro íamos explorar a parte à direita e mais tarde voltaríamos a este ponto para explorar a parte à esquerda. Este cruzamento é facilmente conhecido pelo bonito mural de cerâmica conhecido como os Viajeros Románticos. À volta do mural principal existem outros mais pequenos com frases e pensamentos alusivos a Ronda escritos por viajantes románticos ao longo da história.

Painel de cerâmica dos Viajeros Románticos

Para o próximo post

Virámos à direita para irmos visitar aquela parte da cidade que incluía a Casa Museu Don Bosco, percorrer o Desfiladero del Tajo e visitar algumas das ruínas da cidade árabe. Tudo isto no próximo post.

Viagens pela Escócia (roteiros com mapas)

Itinerários nesta página

  1. Visão geral da viagem
  2. Em Edimburgo: Primeiro dia
  3. Em Edimburgo: Segundo dia
  4. Em Edimburgo: Terceiro dia
  5. Em Edimburgo: Quarto dia
  6. Em Edimburgo: Quinto dia e em Cairngorms National Park: Aviemore
  7. Em Cairngorms National Park: Primeiro dia
  8. Em Cairngorms National Park: Segundo dia
  9. Dia à volta do Loch Ness e em Inverness
  10. Em Ardersier e primeiro dia em Ilha de Skye
  11. Ilha de Skye: Segundo dia
  12. Ilha de Skye: Terceiro dia
  13. Glencoe, Fort Williams & Ben Nevis
  14. De Fort Williams a Stirling
  15. De Stirling a Glasgow

Visão geral da viagem

Os mapas foram criados de forma a criar um itinerário para uma viagem de 13 dias pela Escócia. Cada mapa representa 1 dia, excepto os dois últimos mapas que representam os dois o mesmo dia.



Em Edimburgo: Primeiro dia

A – Apanhar o tram no aeroporto de Edimburgo para o centro da cidade. Nós ficámos perto de Calton Hill

B – Visitar o Dugald Stewart Monument

C – Visitar o Nelson Monument

D – Visitar o National Monument of Scotland

E – Visitar Holyrood Palace

F – Percorrer a famosa rua de Edimburgo, a Royal Mile

G – Almoçar no Oink

H – Visitar a catedral de St Giles

I – Divertir-se na Camera Obscura & World of Ilusions

J- Visitar a National Gallery e jantar numa das muitas chip chops da cidade



Em Edimburgo: Segundo dia

A – Tomar o famoso pequeno-almoço escocês num dos muitos cafés perto de Calton Hill

B – Visitar o cemitério de Greyfrias e a estátua do Greyfriars Bobby

C – Visitar o castelo de Edimburgo e estar por aqui por volta da 1 da tarde para ver o disparo do canhão

D – Beber uma bebida quente e comer um bolo no Costa Coffee perto da universidade de Edimburgo

E – Visitar a Universidade de Edimburgo

F – Jantar no Pomenegrate restaurant



Em Edimburgo: Terceiro dia

A – Tomar o pequeno-almoço num dos cafés na zona de Calton Hill

B – Apanhar o autocarro para visitar o barco da família real Royal Yatch Britannia

C – Almoçar no centro comercial que fica ao lado do barco, o Ocean Terminal

D – Apanhar de novo o autocarro para o centro da cidade e passar o resto do dia a visitar vários pubs

E – Jantar no restaurante Wings

F – Visitar a cidade depois do jantar e experimentar alguns pubs abertos



Em Edimburgo: Quarto dia

A – Tomar o pequeno-almoço em Calton Hill ou na zona onde ficarem instalados

B – Visitar The Scotch Whisky Experience para aprender e provar diferentes tipos de whisky escocês

C – Subir a monte de Holyrood até o Arthur’s Seat para uma vista maravilhosa da cidade

D – Jantar no restaurante Wings e talvez fazer o desafio das asinhas picantes


Em Edimburgo: Quinto dia e em Cairngorms National Park: Aviemore

A – Visitar o jardim botânico The Royal Botanic Garden Edinburgh

B – Lanchar no pub The Black Fox

C – Ir buscar o carro alugado e conduzir até Cairngorms National Park. Ficar instalado por duas noites em Carn Mhor Bed & Breakfast em Aviemore

D – Passar o resto dia a passear em Aviemore e jantar no pub Wicking Owl



Em Cairngorms National Park: Primeiro dia

A – Tomar o pequeno-almoço em Carn Mhor Bed and Breakfast

B – Estacionar o carro no parque de estacionamento da House of Bruar e fazer o trilho até às Falls of Bruar (cascata)

C – Estacionar em Muir of Dinnet National Nature Reserve (colocar este nome no GPS e não o visitor center). Percorrer um ou mais trilhos nesta reserva natural, sem deixar de fazer o mais curto, Vat Trail, que leva até à cascata

D – Parar em Lecht Ski Centre para fazer esqui ou para uma refeição ligeira ou uma bebida quente

E – Visitar a estátua The Watchers

F – Visitar a estátua Still

G – Jantar no pub Wiking Owl (nós experimentámos The Old Bridge Inn, mas não ficámos fãs)



Em Cairngorms National Park: Segundo dia

A – Tomar o pequeno-almoço em Carn Mhor Bed and Breakfast

B – Estacionar o carro junto aos lagos Utah e fazer um dos trilhos de modo a aproveitar a passar pelos três lagos

C – Parar perto do Loch an Eilein para ver as ruínas deste castelo que ficam no meio do lago

D – Visitar o lago Morlich para uma paisagem lindíssima com as montanhas como fundo

E – Parar na estação de esqui Cairngorm Mountain. Fazer um dos trilhos que exploram a montanha ou então escolher fazer desportos de inverno. Para quem quiser passar aqui o dia pode fazer o trilho de 17.5Km que sobe até à montanha Ben Macdui

F – Mais uma paragem ao pé de um lago, desta vez para visitar os lagos Garten e Mallachie. Percorrer o trilho que passa à volta dos dois lagos

G- Visitar uma das pontes mais antigas das terras alta da Escócia – Carrbridge. No GPS colocar Old Pack Horse Bridge

H – Conduzir até Dunhallin Guest House para fazer o check-in

I – Para uma refeição simples e sem complicações jantar no restaurante Fairways Golf Club

J – Acabar a noite a beber um cocktail no The Piano and Whisky Bar Inverness



Dia à volta do Loch Ness e em Inverness

A – Tomar o pequeno-almoço em Dunhallin Guest House

B – Visitar as ruínas do cemitério Cairn Clava

C – Visitar as ruínas do castelo de Urquhart e aproveitar a paisagem do famoso loch Ness

D – Parar o carro no parque de estacionamento gratuito de Invernmoriston Falls e visitar as cascatas

E – Parar junto à cascata Allt na Crìche. Também se pode fazer o trilho que começa nesta cascata de 2.9Km

F – A caminho da próxima cascata, Falls of Foyers, parar no ponto panorâmico de Suidhe Viewpoint

G – Parar junto à praia de Dores. Recomendam (e eu recomendo) parar aqui ao pôr-do-sol, por isso pode-se adicionar este ponto ao itinerário do dia anterior ou organizar a viagem de modo a visitar este lugar ao pôr-do-sol ou alternativamente ao nascer do sol

H – Deixar o carro no parque de estacionamento que fica ao lado da catedral de St. Andrews e visitar a catedral depois de uma caminhada pela ilhas de Ness

I – Deixando o carro no parque de estacionamento ao lado da catedral fazer o caminho a pé até ao centro da cidade. Visitar o castelo de Inverness depois ou antes de uma paragem no Costa Coffee para uma bebida quente e talvez uma fatia de bolo

J – Fazer o check-in no pub Star Inn e aproveitar para jantar aqui



Em Ardersier e primeiro dia em Ilha de Skye

A – Tomar o pequeno-almoço no The Star Inn

B – Visitar o Fort George

C – Conduzir até ao castelo Eilean Donan e almoçar no café que fica ao lado

D – Visitar a cascata Eas a ‘Bhradain

E – Visitar Sligachan e passear junto ao riacho e sobre a ponte

F- Visitar a cascata Carbost Burn Waterfall

G – Petiscar qualquer coisa no café Cùil

I – Percorrer o caminho junto às Fairy Pools

J – Fazer o check-in num das casinhas em Skye Lodges

J – Jantar no restaurante The Lower Deck Seafood em Portree



Ilha de Skye: Segundo dia

0 – Tomar o pequeno-almoço no The Red Brick Café @Jans (morada: 7 Broom Pl, Portree IV51 9HL)

A – Visitar o lago Fada com vista para o Old Man of Storr

B – Visitar a cascata Bride’s Veil Falls

C – Fazer o trilho de 6.8Km em Old Man of Storr

D – Parar junto ao ponto panorâmico Rigg Viewpoint

E- Visitar as cascatas Lealt Falls e o miradouro Leat Falls

F – Ir até à praia em Croc Rock e se for aventureiro fazer o trilho até The Brother’s Point

G – Visitar Kilt Rock (colunas de basalto) e a cascata Mealt Falls

H – Fazer o trilho de 6.8Km em Quiraing

I – Estacionar numa das ruas de Idrigil e andar até às cascatas de Rha

J – Passear por Fairy Glen



Ilha de Skye: Terceiro dia

A – Tomar um pequeno-almoço caseiro no Skye Lodges

B – Visitar o castelo Dunvengan e os seus jardins

C – Deixar o carro no parque de estacionamento e fazer o percurso até ao farol de Neist Point, percurso com uma distância de 2.2Km (ir e vir)

D – Parar no Café Bog Myrtle Skye para um chá ou café e um bolo

E – Visitar a vila costeira de Portree

F – Encomendar pizzas à carrinha Pizza in the Skye e comê-las no Skye Lodges ou num local da ilha que mais vos agrade



Glencoe, Fort Williams & Ben Nevis

A – Tomar o pequeno-almoço no Skye Lodges ou em Portree

B – Apanhar o ferry em Armadale para Malaig

C – Deixar o carro no parque de estacionamento e andar até ao ponto panorâmico do viaducto de Glenfinnan

E – Estacionar o carro em Nevis Range Mountain Experience e apanhar o teleférico. No topo visitar dois miradouros Sgurr Finnisg-aig e Meall Beag

F – Visitar as cascatas Lower Falls

G – Fazer o trilho desde o parque de estacionamento até à bonita cascata Steall Waterfall

H – Jantar em Roam West



De Fort Williams a Stirling

A – Tomar o pequeno-almoço em Fort Williams

B – Visitar a cascata Coe River Waterfall

C – Visitar as cascatas e a magnífica paisagem em The Meeting of Three Waters

D – Visitar o miradouro em Glencoe Viewpoint

E – Conhecer a bonita paisagem de Loch Ba Viewpoint

F – Visitar mais um miradouro em Lochan na h-Achlaise Viewpoint

G – Parar no miradouro Loch Tulla Viewpoint

H – Visitar a cascata Easan Dubha

I – Almoçar no The Real Food Cafe em Tyndrum

J – Fazer o trilho entre o parque de estacionamento e a cascata Falls of Falloch



De Stirling a Glasgow

A – Seguindo o mapa anterior (ver acima), partir das Falls of Falloch

B – Visitar o miradouro An Ceann Mor

C – Parar em Firkin Point Viewpoint para conhecer a bonita paisagem com o lago e montanhas

D – Parar no miradouro do lago Lochmond

E – Deixar o carro em Glasgow e visitar a cidade a pé, a começar pela catedral de Glasgow

F – Visitar a impressionante necrópole de Glasgow

G – Se não apanhar o avião, passar a noite no hotel Crowne Plaza Glasgow


Para saber mais pormenores sobre cada viagem que fizemos à Escócia veja:

Uma tarde no Aqua Sana spa

Conteúdo desta página

  1. Aqua Sana Forest Spa em Woburn Forest
    1. A nossa experiência em relance
    2. A nossa experiência em mais detalhe
      1. The Blossom Spa
      2. The Herbal Spa
      3. The Fire & Ice Spa
      4. Refeição no Vitalé Café & Bar
      5. Sole Treatment
      6. The Mineral and Gemstone Spa
      7. The Salt Spa
      8. The Sensory Spa
      9. Piscina exterior aquecida

Os ingleses têm imensos hábitos, muitos dos quais são conhecidos, como por exemplo o de beber pints no pub a meio da tarde ou depois do trabalho, o amor por fish and chips (peixe frito com batatas fritas) e até do quanto os ingleses adoram passar a tarde num dos muitos parques quando o sol brilha, já que os dias de sol são raros.

Mas há um outro hábito que apenas fiquei a conhecer ao viver no país: e são os spas. Seja um dia, uma tarde ou mesmo um fim-de-semana é uma experiência que muitos ingleses escolhem para relaxar e recuperar energias. Nós já tínhamos aproveitado um spa exterior do estilo sueco perto de Cambridge chamado PAUS e este ano no final de Fevereiro depois de meses de frio decidimos celebrar o nosso aniversário com uma tarde num dos spas perto de nós.

No spa exterior em PAUS

Aqua Sana Forest Spa em Woburn Forest

Depois de alguma procura, afinal a oferta é muita tal como a variação de preços, decidimos marcar no Aqua Sana Forest Spa em Woburn Forest em Bedfordshire (a norte de Londres). Existem vários pacotes com preços diferentes que variam de acordo com as horas de entrada, duração da estadia e se inclui ou não refeição.

Entrada principal para a Aqua Sana Forest Spa em Woburn Forest

A nossa experiência da qual vou falar aqui será focada no spa em Woburn Forest pois foi neste onde passámos a nossa tarde, mas a empresa tem outras localizações espalhadas pelo país; Whinfell Forest em Cumbria, Sherwood Forest em Nottinghamshire, Elveden Forest em Suffolk e Longleat Forest em Wiltshire.

A nossa experiência em relance

Escolhemos o Pacote Twilight Spa Escape para uma segunda-feira à tarde que incluía:

  • Acesso às instalações das 4 às 8 da noite
  • Acesso a 25 salas de saunas, banhos turcos, a áreas de relaxamento e à piscina exterior
  • Refeição ligeira no Vitalé Café Bar
  • Robe e toalhas fornecidas pelo spa
  • Parque de estacionamento gratuito
  • A trazer: fato-de-banho e chinelos
  • Preço: 79 libras por pessoa

A nossa experiência em mais detalhe

Nós escolhemos o Twilight Spa Escape que nos dava acesso a todas as salas com diferentes experiências, à piscina exterior e também a uma refeição leve de uma bebida e uma tábua de tapas com pratos mediterrâneos. O acesso às instalações era entre as 4 e as 8 da noite e custava 79 libras por pessoa. Para nós ir ao spa será sempre uma experiência guardada apenas para ocasiões especiais e não algo que fará parte das nossas rotinas. Mas acho que esta duração foi a ideal para nós, tivemos tempo para explorar todas as áreas do spa, e ainda aproveitar a refeição e no final a piscina exterior. Tudo sem pressas e sem nos dar demasiado tempo para nos aborrecermos.

O spa faz parte de uma espécie de vila privada no meio da floresta em Bedfordshire, o Center Parcs, onde há também vários restaurantes, trilhos e experiências para miúdos e graúdos como por exemplo o parque de diversões aquático, o Subtropical Swimming Paradise. Também se pode alugar casinhas de madeira (lodges) no meio da floresta para uma estadia mais longa. O Center Parcs é um dos locais ideais para quem tem filhos pois têm imensas actividades para as crianças. Mas aviso que para entrar no spa é preciso ter no mínimo 14 anos e até aos 18 devem vir acompanhados por um adulto. Cliquem no link para visitar o website oficial do Center Parcs: https://www.centerparcs.co.uk/

Como nós só vínhamos para o spa, tivemos de mostrar a nossa reserva na zona das cancelas e depois conduzirmos por dentro desta espécie de resort/parque natural privado até ao spa. Os clientes do spa têm acesso gratuito ao parque de estacionamento.

Num dos trilhos do Center Parcs

Como tínhamos chegado cedo ainda tivemos tempo de explorar a zona e alguns trilhos na floresta, no entanto sem entrarmos em grandes aventuras. E quando chegou a hora da nossa reserva fomos logo para o spa.

Depois de passarmos a recepção e de vestirmos os fatos-de-banho subimos ao piso superior onde se encontra tanto o restaurante como a entrada para o spa. A nossa refeição no restaurante Vitalé Café Bar estava marcada para as 5 da tarde, por isso explorámos primeiro as salas do piso de cima e depois da refeição então as salas do piso de baixo.

As salas estão divididas em 6 secções cada qual com o seu tema e esta foi a ordem por a qual passámos por todas elas:

  • The Blossom Spa
  • The Herbal Spa
  • The Fire & Ice Spa
  • Intervalo para a refeição
  • Sole Therapy
  • The Mineral & Gemstone Spa
  • The Salt Spa
  • The Sensory Spa
  • Piscina exterior

The Blossom Spa

Nesta secção encontram-se 4 salas diferentes; Blossom Heat, Blossom Relax, Blossom Steam e Rain Walk. Começámos pela Blossom Steam, a sala de banho turco com aromas florais e decorada com cores pastéis e assentos que pareciam joias luminosas de cor salmão. Depois passámos pelo chuveiro que imita a sensação de caminhar sobre a chuva, apesar de não termos acertado muito bem com os tempos em cada parte do chuveiro. Este Rain Walk está também em outras secções do spa. Antes de irmos para a próxima zona ainda entrámos no Blossom Heat, uma das saunas mais amenas do spa onde as cadeiras reclinadas se ajustam à curvatura do corpo e onde existe um equilíbrio subtil entre o calor e a humidade. Não entrámos no Blossom Relax, a sala de relaxamento desta secção, aliás só entrámos neste tipo de sala no Salt Spa. Estas salas de descanso não são nem quentes nem frias, mas dispostas de maneira a criar um ambiente que promove o relaxamento.

The Herbal Spa

O banho turco desta zona, a Herbal Inhalation, foi a minha sala favorita deste tipo. As essências de ervas são escolhidas para ajudar a abrir as vias respiratórias e a desbloquear os poros da pele. Das outras duas salas do Herbal Spa, a Herbal Sauna e a Herbal Relax, apenas entrámos na primeira. Nesta sauna são usadas infusões de ervas torradas para limpar as vias respiratórias e aumentar a imunidade.

The Fire & Ice Spa

Olhando agora para trás esta foi a secção do spa que me marcou mais excluindo a refeição e a piscina. Aqui há duas saunas, a Stone Sauna e a Lava Sauna, um chuveiro que tal como o da Blossom Spa pretende dar a sensação de andar sobre a chuva e uma sala de gelo. Nós começámos pela Lava Sauna e deixa-me vos dizer que aqui dentro estava realmente quente. A sala está decorada com tons de vermelho, laranja e preto dando a sensação de entrarmos dentro da terra escaldante. Nem sequer conseguimos estar aqui os 5 minutos que tínhamos mentalmente agendado para cada sala pois o meu fio começou a queimar-me a pele passados poucos minutos. E nós estávamos no degrau mais baixo da sala, onde estava menos calor! Foi por isso que a sala de gelo, à qual fomos a seguir, foi bastante agradável. Apesar de tudo, a sala de gelo era menos fria do que aquilo que o nome indica e a sensação do gelo na pele foi neste caso bem recebida. A ideia é mesmo alterar entre o quente e o frio para ajudar a circulação sanguínea, reduzir inflamação e diminuir os poros da pele. Em seguida, fomos à Stone Sauna mas não era nem de perto nem de longe tão quente como a primeira. Como chegava as 5 horas, a hora para a qual estava marcada a nossa refeição, e como estávamos muito quentes acabámos o Fire & Ice Spa a caminhar pelo chuveiro. No entanto devíamos ter ido para o restaurante depois da sauna ou talvez depois da sala do gelo para não irmos com os robes e as toalhas todos molhados para dentro do restaurante. Foi uma lição que aprendemos.

Refeição no Vitalé Café & Bar

O horário da refeição não foi marcado por nós, mas pelo próprio spa, no entanto como estávamos bem com as 5 da tarde não tentámos mudar a hora. Entrámos no restaurante e demos o nosso nome à entrada. Fomos levados à nossa mesa e passado poucos minutos o empregado chegou para receber os nossos pedidos.

Pedimos dois copos de prosecco que foram prontamente entregues e pouco depois chegou a tábua de pratos mediterrâneos que tinha imenso bom aspecto e que incluía um pratinho de:

  • Azeitonas
  • Húmus
  • Queijo feta com pesto
  • Tomates grelhados
  • Melão com presunto
  • Dolma (folhas de videira recheadas)
  • Focaccia de alecrim e alho
  • Molho de mistura de azeite e vinagre balsâmico

Nós ficámos super bem impressionados com esta parte, não só a comida era muito boa principalmente as dolma, a focaccia e o húmus, como também cada prato vinha com uma boa quantidade para duas pessoas partilharem. Posso confessar que nos sentimos um bocadinho presunçosos enquanto bebericámos o nosso prosecco.

Também há a opção vegetariana se preferirem.

Sole Treatment

Depois desta refeição fomos para a última sala do piso superior, uma sala dedicada aos pés. Parece-me que esta é a sala por onde se começa o spa, mas pronto para nós foi a sala onde começou a segunda parte. Nesta sala encontram-se uma espécie de bidés onde se coloca os pés e se escolhe o tipo de tratamento que se quer por exemplo de relaxe ou de energização. Nós experimentámos 2 dos 3 tratamentos que nos pareceram bastante semelhantes. Por isso decidimos não experimentar o terceiro tratamento e avançar para as secções do piso debaixo.

The Mineral and Gemstone Spa

Começámos o piso inferior por esta secção, onde se encontram as salas Mineral Steam, Crystal Steam e Mineral Room. Também havia o tal chuveiro a imitar a chuva, que desta vez não experimentámos porque nunca o apanhámos vazio. Fomos ao Mineral Steam para começar e no final ao Crystal Steam. Enquanto que na primeira sala o vapor de infusão de minerais ajuda a abrir os poros e a limpar a pele, a segunda usa vapor e rosas para promover o relaxamento. No entanto, o destaque na Crystal Steam é o cristal de ametista que ajuda a iluminar a sala. De todas as salas de banho turco a que me fez mais impressão foi a Mineral Room porque entrei e não conseguia ver nada. A luz ambiente naquele momento era vermelha e o nevoeiro intenso juntos impediam de ver a porta. Diga-se que a minha claustrofobia foi espicaçada enquanto estava quase deitada numa das cadeiras compridas.

The Salt Spa

Nesta zona do Aqua Sana Forest Spa encontram-se 4 salas e nós experimentámos 3, a Salt Sauna, a Salt Steam e a Salt Inhalation. A Salt Steam está decorada com mosaicos, sal cristalizado e luz suave para simular o ambiente de dentro de uma gruta de sal. Os vapores do sal na Salt Steam ajudam a limpar as vias respiratórias e a limpeza da pele. Na nossa última sauna, a Salt Sauna, é usado o sal dos Himalaias que juntamente com ar ionizado e calor suave abre os poros, alivia o stress e melhor o humor. A Salt Inhalation foi a única zona de relaxamento que experimentámos, onde ficámos uns minutos deitados em camas macias sobre estrelas cintilantes e ar envolto em sal dos Himalaias.

The Sensory Spa

Esta foi a zona na qual estivemos menos tempo. Entrámos na sala que se foca na meditação, mas mal entrámos já estávamos a sair, e no final estivemos sentados numa sala onde várias imagens iam aparecendo juntamente com sons e vapores de cheiros calmantes. Mas rapidamente deixámos as salas e as experiências para trás e fomos para a piscina.

Ainda antes quero dizer que todas as salas deste spa têm um objectivo comum; o de transmitir tranquilidade e promover a sensação de bem-estar. Todas as secções têm uma sala de relaxamento decorada com o tema da secção onde se pode sentar, ler, descansar, meditar e até dormir.

Piscina exterior aquecida

Deixámos a piscina para último e sem saber fizemos a escolha certa. Quando saímos para o exterior o sol já se tinha posto e ali estávamos nós dentro de água aquecida sob um céu polvilhado de estrelas. E como o spa fica numa zona com pouca poluição mais estrelas se viam num céu sem nuvens e mais especial foi aquele fim de tarde.

Quando saímos já depois das 8 da noite reparámos que havia várias esculturas de luzes que reluziam contra a luz escura do lago e da floresta, tornando-as ainda mais belas.

Luzes ao pé do lago em Parcs Center em frente à entrada do Aqua Sana Forest Spa

E acabou por aqui o nosso dia no Aqua Sana Forest Spa. Uma tarde diferente numa experiência decadente. Se voltava? Claro que sim e talvez com mais tempo para também explorar a própria floresta e os vários trilhos da zona.

Fica aqui o website oficial para se quiserem também adicionar uma experiência semelhante à vossa viagem ao Reino Unido: https://www.aquasana.co.uk/

Se repararam que não há fotografias do interior é porque não levámos o telemóvel connosco. Aproveitámos esta tarde para também fazer um mini detox de tecnologia. Porque nos dias hoje é preciso fazê-lo de vez em quando.

A visitar Ham House and Garden no sudoeste de Londres

Índice nesta página

  1. Como chegar e parque de estacionamento
  2. Preços e horários
  3. Breve história
  4. A nossa visita pelos jardins
  5. A nossa visita pela casa
  6. Trilho junto ao rio Tamisa

Num domingo solarengo no início de março e com um voucher para um dos muitos locais do National Trust, a organização britânica que cuida de locais de cultura, arte e valor histórico no país, pegámos no carro e fomos até à parte sudoeste de Londres, especificamente à cidade de Richmond. O objectivo era o de visitar Ham House and Garden e assim usar o voucher com o qual tínhamos entrada gratuita.

Entrada principal de Ham House and Garden

Website oficial da Ham House and Garden: https://www.nationaltrust.org.uk/visit/london/ham-house-and-garden

Como chegar e parque de estacionamento

Para quem vem de transportes públicos do centro de Londres, a melhor opção é apanhar o comboio South Western Railway em Waterloo e depois o autocarro, o 371, na estação de Richmond. Claro que a melhor forma de chegar vai depender do local de onde partem, mas em princípio será chegar à estação de Richmond de metro ou de comboio e depois apanhar o autocarro.

Para quem conduz a melhor parte é que o parque de estacionamento é gratuito. Nós saímos do norte de Londres e demorámos cerca de 1 hora para cada lado. Nem é a distância o problema mas sim o trânsito porque já se sabe que quando se conduz por dentro da cidade vai-se ficar parado algures pelo caminho.

O parque de estacionamento gratuito pertence ao conselho municipal e fica na rua que dá entrada à propriedade. O parque de estacionamento de terra se estiver cheio ou se preferirem podem estacionar nas ruas em redor onde também não se paga. Nós conseguimos estacionar no parque de estacionamento, mas estava bastante cheio pois no céu azul sem nuvens o sol brilhava e em Inglaterra estes dias são raros e é de aproveitar para sair quando tal acontece.

Preços e horários

O preço normal do bilhete é de 18.70 libras por adulto ou se vierem em família o bilhete fica a 46.80 libras que inclui entrada para dois adultos e até 3 crianças.

Salas do piso superior de Ham House

Os jardins e o café em Ham House and Garden abrem às 10 da manhã e a loja de recordações meia hora mais tarde. A casa, no entanto, só abre ao meio-dia. Nós chegámos por volta das 11 e meia e como a casa estava fechada fomos primeiro visitar os jardins.

Breve história

Ham House and Garden foi construída em 1610 e oferecida pelo rei Charles I a William Murray, seu amigo de infância, em 1626. Ham House tornou-se residência do casal Murray, William e Catherine, e a partir de 1630 transformaram-na de forma a reflectir o seu gosto e a corresponder ao seu estatuto de amigos da família real e de membros da corte.

Infelizmente para este casal, em 1642 a guerra civil entre o rei e o parlamento começa e William como grande amigo do rei viu-se obrigado a combater contra o parlamento deixando a sua família em Ham House. Do resultado desta guerra, o rei Charles I foi condenado à decapitação por traição, o que veio a acontecer em 1649. Com isto William teve de permanecer em exílio e depois da morte de sua mulher também em 1649, a filha do casal, Elizabeth, torna-se proprietária de Ham House and Garden.


Nos jardins de Ham House (na secção dos Plats)

Mesmo na nova situação política Elizabeth pôde manter a sua residência e estatuto social devido à sua relação amigável com Cromwell, o agora ‘Lord Protector’ (lorde protector) da nova Commonwealth. Mas Elizabeth teve outro papel importante já que ela transportava em segredo cartas para o continente, onde o futuro rei de Inglaterra, Charles II se encontrava.

Durante todo este período Elizabeth continuou a adquirir mais obras de arte e a remodelar a casa com o apoio do seu marido actual Lionel Tollemache. Lionel morre depois em 1669 e Elizabeth volta a casar-se em 1672 com John, Duke of Lauderdale, e torna-se com esta união Duquesa de Lauderdale.

Pintura do casal recém casado, os duques de Lauderdale

Tal como os pais de Elizabeth tinham feito, também os duques de Lauderdale quiseram mostrar o seu gosto pelo poder e pela decadência. Afinal o duque era membro do gabinete interno do novo rei e o casal queria que a sua residência mostrasse o seu estatuto social. Para isso fizeram extensões à casa e contraram os melhores artesões da altura para decorarem as salas interiores. Na parte exterior da casa os jardins foram re-organizados tal como se encontram actualmente.

A nossa visita pelos jardins

Como disse acima, a nossa visita começou pelos jardins. Mas lembremo-nos que estávamos no início de março e por isso os jardins ainda mostravam os efeitos do inverno e muito pouco da primavera que ainda tinha de chegar. Talvez isso tenha feito com que a nossa visita não tenha sido muito longa até irmos para dentro da casa. Mas não deixámos de passar pelas 5 partes diferentes dos jardins, que são as seguintes:

  • Fountain Garden (jardim da fonte): este é o primeiro jardim que se encontra quando se entra pela entrada lateral. Este jardim dá acesso ao café e também às casas de banho e à loja de recordações
  • Kitchen Garden (jardim da cozinha): Este jardim ainda está a ser restaurado de acordo com os planos, desenhos e documentos disponíveis da época de Elizabeth
  • Plats (relvados): Oito relvados de forma quadrada. Quando aqui viemos estes coloriam-se de violeta das flores que davam os primeiros sinais da Primavera
  • The Wilderness (região selvagem): Parte mais afastada da casa com várias casinhas para descansar e com locais ideais para picnics
  • Cherry Garden (jardim das cerejas): Jardim privado da duquesa Elizabeth
Jardim privado da duquesa Elizabeth (cherry garden)

É importante de notar que depois de Elizabeth morrer e ao longo dos anos estes jardins foram deixados ao abandono e só em 1975 o National Trust começou a recriar estes jardins tais como eram antigamente. Para isso não só foram usados os desenhos, planos e documentos antigos que ainda estão disponíveis e que dão indicações como eram os jardins como também apenas foram usadas plantas que já existam em Inglaterra antes de 1700.

A nossa visita pela casa

Depois de visitar cada secção dos jardins era a vez de irmos para dentro da casa. A visita à casa está marcada por setas ajudando o visitante a atravessar as várias salas e quartos. Na sala da entrada virámos à esquerda em direcção à escadaria que dava acesso ao piso superior. A escadaria foi instalada em 1937 a mando de William e Catherine Murray. A escadaria está decorada com troféus militares como canhões e armaduras.

Mas ainda antes de subirmos pela escadaria visitámos uma pequena sala com pouca luminosidade. Esta sala inicialmente era um espaço que convidava a conversa entre os membros da família, mas transformou-se numa capela durante as remodelações feitas pelos duques de Lauderdale na década de 1670. A tapeçaria e o tecido do altar dentro desta sala são inestimáveis vestígios da época.

Biblioteca de Ham House

Quando subimos ao piso superior chegámos a uma grande sala onde em destaque se encontrava o quadro pintado como celebração do casamento dos duqueses de Lauderdale em 1672. Em seguida fomos passando por várias salas algumas decoradas com tapeçarias outras com vários quadros até chegarmos à biblioteca, também ela adicionada como parte das renovações. Nesta sala para além dos esperados livros também se encontravam alguns mapas e globos que mostram como na época se pensava ser o mundo. A certa altura voltámos a descer para o piso do rés-do-chão e depois para outro piso abaixo onde se encontravam os aposentos dos empregados.

É engraçado que durante a visita fomos encontrando vários desenhos nas paredes representando diferentes empregados de Ham House e o período em que ali viveram. Algumas das salas de destaque deste piso são as seguintes:

  • The beer cellar (adega de cerveja): Como dita a norma a adega ficava no piso subterrâneo para manter a temperatura ideal ao processo de fermentação. Em 1679 nesta sala haviam 14 plataformas para guardar barris de cerveja. Nesta época a Ham House era auto-suficiente no dizia respeito a leite, ovos, manteiga, pão, legumes e carne de aves, porco e vaca.
  • The kitchen (cozinha): Durante o reinado de Charles II a comida, a bebida e o entretenimento estavam no centro da política e do poder. E a cozinha da Ham House foi o que impulsionou este local para ser eleito como favorito para a discussão política. O rei Charles II e a rainha Catarina de Bragança estiverem em Ham House para um jantar de esplendor. Nessa altura, a cozinha tinha a mais recente tecnologia tal como um fogão a carvão que era o instrumento perfeito para criar os molhos franceses muito na moda.
  • The Duchess’s Bathroom (casa-de-banho da duquesa): Esta é uma das primeira casas-de-banho interiores (dentro de casa) em todo o país. Foi instalada não só a banheira, mas também uma cama para Elizabeth relaxar depois do banho de imersão. Elizabeth terá-se inspirado durante as suas muitas viagens a França. Afinal o rei de França, Luís XIV tinha seis casas-de-banho no seu palácio em Versalhes.

Depois de conhecermos todos os seus aposentos e a sua história saímos para a rua onde ficava a última parte da Ham House, The Still House. Este compartimento era onde Elizabeth criava as suas receitas para a produção de medicamentos, maquilhagem e licores. Uma das receitas que Elizabeth partilhou com a sua sobrinha-neta foi a de ‘Snail Water’ (água de caracóis) feita com caracóis e minhocas como medicamento para a tuberculose.

Antes de sairmos da Ham House and Garden ainda fizemos uma paragem rápida na loja de recordações onde vendiam vários productos regionais.

Trilho junto ao rio Tamisa

Como Ham House and Garden ficava junto ao canal onde passa o rio Tamisa e já que o tempo convidava a isso seguimos durante um bocado pelo trilho que atravessa o Ham Riverside Meadow e assim tivemos a oportunidade de passar pela Eel Pie Island, conhecida desde os anos 60 pelas actuações de vários grupos musicais famosos na ilha como os Rolling Stones e os The Who.

Neste dia ficámos a conhecer melhor esta parte de Londres, mas há outro sítio muito procurado nesta zona, muito mais que a Ham House and Garden, os Kew Gardens. Nunca visitei estes jardins mas é um dos lugares que está já à algum tempo na lista para futuros domingos solarengos. E por isso quando o sol vier cá estaremos preparados para mais uma viagem até Richmond.

O Que Fazer em Montjïuc: Dicas e Atracções

Índice desta página

  1. Brunch em Gavà
  2. Montjïuc
    1. Torres Venezianas
    2. Fonte Mágica
    3. Quatro colunas
    4. Museu Nacional de Arte da Catalunha
    5. Miradouro panorâmico do centro comercial Arenas de Barcelona
  3. Ramen Shifu

    Brunch em Gavà

    Domingo, o último dia da viagem, amanhecia mais uma vez solarengo. Aliás um dia de verão em pleno outubro. Todos os dias que tínhamos estado em Barcelona tinham sido de calor, mas o de hoje seria particularmente quente.

    Ao contrário de Sábado, hoje acordámos um bocadinho mais tarde. Como metade do nosso grupo tinha voo no início da tarde decidimos passar uma manhã lazeira em Gavà. Saímos de casa já perto das 11 da manhã para ir tomar o brunch. Escolhemos o ‘El Cafe de la Rambla’ que fica na rua principal de Gavà. Sentados à esplanada aproveitámos aqueles últimos momentos em família num ambiente relaxado e sereno antes de apanharmos o autocarro (L99) para o aeroporto.

    Depois de deixarmos os que partiam mais cedo para casa, apanhámos o autocarro para Barcelona, afinal o nosso voo era só às 10 da noite e mesmo assim acabou por se atrasar e sairmos bem mais tarde.

    Montjïuc

    Desta vez fomos para a zona de Montjïuc. Já tinha visitado uma parte deste lugar em 2017 (ver aqui) como por exemplo o castelo com vistas maravilhosas especialmente para a zona de Barceloneta, mas nesta montanha havia muito mais para visitar. Hoje iríamos ficar pela parte do sopé da montanha onde fica o Museu Nacional de Arte da Catalunha, as Torres Venezianas e a Fonte Mágica. Esta zona foi completamente transformada devido à Exposição Universal que decorreu em 1929 em Barcelona.

    Tal como a de 1888 também a exposição de 1929 impulsionou a arte e a cultura na cidade. Brevemente vou só dizer que a Exposição Universal é uma espécie de feira onde cada país tem a oportunidade de mostrar os grandes feitos da sua nação, o que pode ser em diferentes áreas tais como cultura, arte ou engenharia. Esta exposição oferece a oportunidade de conhecer o que está a acontecer no mundo, especialmente numa altura em que não havia internet e por isso a informação e o conhecimento não eram tão facilmente acessíveis. Como vimos quando falámos do Parc de la Ciutadella, em 1888 esse foi o local da exposição enquanto que em 1929 foi aqui em Montjïuc.

    Torres Venezianas

    Torres Venezianas

    Quando chegámos a este local o primeiro monumento que vimos foram as Torres Venezianas. Estas duas torres são símbolos icónicos da cidade fazendo parte do legado deixado pela exposição de 1929. Aliás estas duas torres foram instaladas para servirem de entrada à Exposição Universal. As duas torres simétricas foram construídas entre 1927 e 1928 com base na torre do Campanário de São Marcos em Veneza e por isso o seu nome, Torres Venezianas. Apesar de a torre de Veneza ter maiores dimensões, estas duas torres não deixam ninguém indiferente. A parte engraçada é que estas torres quando foram construídas eram para ser temporárias, ou seja, depois da exposição eram para ser demolidas. E por isso os materiais usados na sua construção não foram os de melhor qualidade. Como depois da exposição decidiu-se em manter as torres tem desde então havido um trabalho imenso de manutenção para compensar a falta de qualidade dos materiais.

    Fonte Mágica

    Fonte Mágica

    Depois de admirarmos as Torres Venezianas seguimos pela estrada em direcção à escadaria que subia para o Museu Nacional de Arte da Catalunha. A meio do caminho ainda parámos brevemente perto da Fonte Mágica. O seu nome é devido ao conhecido espectáculo de luzes e jactos de água organizado à noite. No entanto nos tempos que correm infelizmente este espectáculo está cancelado pois Barcelona, ou melhor toda a Espanha, tem sofrido de seca extrema. Sendo assim a água fornecida a esta fonte foi cortada. Um alerta de emergência foi comunicado pelas autoridades no início de 2024 depois de 3 anos de seca extrema. Por enquanto o espectáculo da Fonte Mágica é apenas uma miragem.

    Quatro colunas

    Entre a fonte e o museu, enquanto se sobe pelas escadarias, encontram-se as quatro colunas. Estas colunas não são as originais, as primeiras foram construídas em 1919 e demolidas em 1928. A sua demolição foi ordenada pelo Miguel Primo de Rivera y Orbaneja, ditador que governou Espanha entre 1923 e 1930, por representarem o nacionalismo catalão. A altura em que a ordem de demolição foi dada esteve ligada à Exposição Universal que decorreria no ano seguinte e que traria todas as nações a Barcelona.

    Quatro colunas

    Felizmente em 2008 o Parlamento da Catalunha com o apoio de todos os partidos políticos aprovou a restituição deste símbolo catalão. Em homenagem aos patriotas catalães as colunas foram reconstruídas em 2010 a poucos metros do seu local original.

    Museu Nacional de Arte da Catalunha

    Ao chegar ao topo das escadarias ficámos frente a frente com este magnífico edifício que é o Museu Nacional de Arte da Catalunha. E o melhor era que se olhássemos para trás teríamos uma vista magnífica daquela parte da cidade.

    A chegar à entrada do Museu Nacional de Arte da Catalunha

    A entrada do museu é paga tirando sábados depois das 3 da tarde e primeiros domingos do mês. Sem planearmos fomos visitar o museu no primeiro domingo do mês de outubro com a agradável surpresa de o puder visitar gratuitamente. Mas tivemos de ser rápidos porque o museu fechava às 3 e nós a entrar uma hora antes de fechar. Mesmo assim tivemos a oportunidade de visitar várias colecções do museu como por exemplo:

    • Românico medieval
    • Gótico medieval
    • Renascença e Barroco
    • Arte moderna

    Mas há muito mais para visitar por exemplo colecções de fotografia, desenhos, gravuras e cartazes. A construção deste museu foi impulsionada pela Exposição Universal em 1929 tendo as colecções aumentado com o tempo o que levou também à remodelação das várias salas dentro do museu.

    Para mais informações sobre o museu clique no seguinte link: https://www.museunacional.cat/ca

    Miradouro panorâmico do centro comercial Arenas de Barcelona

    Como às 3 da tarde o museu fechou voltámos a descer as várias escadarias, a passar pelas Torres Venezianas e a entrar no centro comercial que fica de frente, o Arenas de Barcelona. Como estava realmente calor, de tal maneira que se tivéssemos decidido antes fazer um dia de praia não teria de todo sido uma má ideia, aproveitámos o ar condicionado e um dos cafés para nos sentarmos a tomar uma bebida fresca.

    Miradouro panorâmico do centro comercial Arenas de Barcelona

    Mas a ideia de virmos a este centro comercial não foi nem pelas lojas nem pela bebida ou comida. Viemos sim pelo miradouro que fica no topo do centro comercial. E nem um cêntimo custa! O miradouro panorâmico de 360º oferece vistas magníficas de toda a cidade principalmente da zona de Montjïuc. Fica aqui a dica!

    Ramen Shifu

    Antes de irmos para o aeroporto ainda havia tempo para uma última refeição. E desde o início da viagem que sabíamos onde queríamos ir. Ramen tem-se tornado um dos pratos japoneses mais famosos da cidade com vários restaurantes óptimos (muito bem avaliados) por onde escolher. Como o meu marido tinha experimentado Ramen Shifu em Valência e tinha adorado era num destes locais da franchise que íamos finalizar a nossa viagem a Espanha. O restaurante mais perto de onde nos encontrávamos era o que ficava ao pé do Passeig de Gracía e até podíamos ter lá chegado em menos de 15 minutos se tivéssemos ido de metro, mas decidimos ir a pé num passeio de meia hora. O caminho é sempre a direito por isso não havia muito que enganar.

    Takoyaki (entrada)

    Quando chegámos o restaurante estava practicamente vazio e rapidamente nos vimos sentados numa das mesas. A decoração do restaurante era muito gira com vários desenhos animados japoneses (também conhecido por anime) espalhados pelas paredes.

    Para localizações e mais informações visitem o website oficial: https://www.ramenshifu.com/

    Vou já ser spoiler e dizer que não achei a refeição nada de especial e mesmo o meu marido disse que os mesmos pratos que tinha comido em Valência tinham sido melhores lá. Ou seja, para mim infelizmente foi uma desilusão. Mas talvez porque também ia com grandes expectativas.

    Para entrada pedimos Takoyaki, 4 croquetes de polvo com molho de okonomiyaki e maionese decorados com flocos de peixe. Da refeição este foi o prato que gostei mais mas o rácio polvo:massa não estava a melhor, muita massa e pouco polvo. Ficou até a pergunta no ar se um dos croquetes tinha polvo. Para ramen eu pedi o Fried Chicken Ramen para não ser o mesmo que o do meu marido, e foi uma grande desilusão – sabia a canja. O molho sabia exactament a canja. O do meu marido, o Spicy Fried Chicken Ramen era muito melhor. Apesar de ele ter pedido um nível de picante mais alto do que devia. Mas pronto, parece-me que eu é que pedi mal. Acontece. Mas claro que não fiquei super fã deste restaurante, mas talvez tenha só de voltar e pedir algo diferente. Algo com menos sabor a sopa portuguesa, isso é certo.

    Aliás o mesmo se passou este mês, mas agora em Inglaterra. Um dos famosos restaurantes franchise para comer ramen no Reino Unido é o Wagamama. E eu adorei o meu ramen de carne de porco desfiada e o meu marido odiou o dele, o de carne de vaca. Por isso digo que talvez tenha sido eu a escolher mal, porque certamente uma má escolha pode ter um impacto imenso sobre opinião com que ficamos sobre um certo restaurante.


    E foi aqui que se acabaram as nossas 48 horas em Barcelona. Apesar de tudo visitámos imensos locais para o tempo que tínhamos. E adorámos cada minuto. O que aprendemos sobre a cidade? Que o modernismo revolucionou Barcelona, que um arquitecto chamado Gaudí deu um valor artístico e cultural imbatível a Barcelona e que explorar pequenas cidades como Gavà é como encontrar pequenos tesouros escondidos.

    Se tiverem mais dias para explorar Barcelona não deixem de ir ao topo do Montjïuc, visitem as ruazinhas do Bairro Gótico e espantem-se no museu do chocolate. Isso e muito mais podem ver na página sobre a minha viagem de 4 dias a Barcelona: