Podgorica, a capital de Montenegro

O que pode encontrar nesta página

  1. Viagem de 1 semana em Montenegro
  2. Chegar a Podgorica desde o parque nacional Prokletije
  3. Niagara Falls de Podgorica
  4. Parque da cidade, Gorica
  5. Ponte Millennium
  6. Templo ortodoxo da Ressurreição de Cristo
  7. Parques Njegosev e Kraljev
  8. Última refeição da viagem no Doner x Gryos by Rumi

Viagem de 1 semana em Montenegro

Chegámos assim ao final da viagem a Montenegro. Foram 7 dias de muitas emoções positivas e negativas. Mas tanto as experiências boas como as más e as inesperadas tornaram esta semana inesquecível superando tudo aquilo que tínhamos esperado deste país. Penso que o nosso itinerário permitiu ficar com uma boa ideia de como é viver em Montenegro e conhecer a sua diversidade. O itinerário com o mapa está disponível no primeiro post sobre Montenegro.

Neste post vamos falar das últimas horas em Montenegro passadas a explorar Podgorica a capital do país e onde no fim do dia teríamos o nosso voo de regresso a casa.

Chegar a Podgorica desde o parque nacional Prokletije

De Gusinje, no parque nacional Prokletije, a Podgorica há três caminhos possíveis, mas para nós só havia as alternativas de longa duração. Passo a explicar. O caminho mais curto com uma distância de 75km e tempo estimado de 1 hora e meia atravessa a fronteira com a Albânia. Para o fazer de carro é preciso uma autorização conhecida por ‘Green Card’ que penso que é pedida quando se faz a reserva com a companhia de aluguer de carros. Como nós não tínhamos essa autorização porque não considerámos a possibilidade de sairmos de Montenegro tivemos de fazer outro percurso, este mais longo de 118km que demorou 2 horas e pouco.

Para quem visita Montenegro como parte de uma rota que inclui vários países como a Albânia ou a Croácia ou a Sérvia, terá essa autorização. Para quem não tem essa autorização tem de fazer como nós e escolher percursos que não cruzem a fronteira com outros países.

Autoestrada entre Gusinje e Podgorica

Quanto aos percursos dentro de Montenegro há duas possibilidades, ambas muito parecidas tanto em distância como em tempo de viagem, a única diferença é que numa paga-se portagens (autoestrada A1) e na outra não (estrada nacional E80). A nossa ideia era seguir a E80, mas enganámos em alguma parte do caminho e acabámos por apanhar a autoestrada o que a ver não foi terrível, a portagem custou-nos 3.50 euros e a viagem foi muito mais tranquila e sem paragens o que não aconteceria se fôssemos pela nacional.

Niagara Falls de Podgorica

A primeira paragem em Podgorica ficava fora do centro da cidade, nas Niagara Falls de Montenegro. (Não confundir com as mais famosas Niagara Falls dos Estados Unidos da América). Nós não tínhamos grandes expectativas para Podgorica pois tínhamos lido que esta é por vezes referida como a ‘capital mais aborrecida da Europa’. Contudo, apesar de no final do dia não dizer que é preciso passar mais do que umas horas a explorar Podgorica, a verdade é que a cidade nos surpreendeu pela positiva. E as Niagara Falls foi um desses locais.

Niagara Falls de Podgorica

O estacionamento é gratuito e até há um pequeno café com esplanada junto ao riacho e à cascata. Nós estacionámos o carro numa das bermas na estrada principal e chegámos à cascata descendo por umas escadas. E não só se pode visitar a grande cascata como passear junto às rochas que seguem o curso da água onde outras cascatas mais pequenas se juntam formando bonitas paisagens. No verão este deve ser um lugar perfeito para tomar banho já que há zonas em que as rochas formam pequenas piscinas naturais.

Passeio junto às Niagara Falls

Este foi sem dúvida um dos meus locais preferidos em Podgorica que recomendo a visitarem se estiverem na zona. Também é fácil de aqui chegar sem carro, basta apanhar o autocarro 30 no centro de Podgorica que para mesmo ao lado das Niagara Falls ou então apanhar um Uber. Se de autocarro a viagem demora cerca de 20 minutos, de Uber demora 10.

Parque da cidade, Gorica

Já no centro da cidade começámos pelo grande parque, Gorica. Este é o maior parque da cidade e foi construído para dar aos locais um lugar fresco onde possam passear principalmente no verão. Podgorica é muito quente no verão, e imagino que assim o é, pois mesmo sendo meio de novembro eu andava de manga curta. As temperaturas aqui foram muito diferentes daquelas que sentimos nas montanhas. O parque tem vários trilhos de diferentes dificuldades, tem um café e várias actividades para os miúdos, como um zipline (com um tamanho bem mais modesto do que o do desfiladeiro Tara).

Nós não percorremos nenhum trilho em específico. Passámos pelo mausoléu Partizanskim borcima (combatentes partidários) que é um memorial em honra aos que combateram na Segunda Guerra Mundial. Este monumento de 10 metros foi inaugurado em 1957, e nele se encontram os restos mortais de 68 combatentes que morreram durante a guerra. Depois seguimos o caminho que subia o parque e acabámos por chegar ao ponto mais alto de Gorica onde se tem uma vista alargada da cidade e das montanhas que a rodeiam.  

Vista panorâmica de Podgorica do topo do parque Gorica

Este parque é sem dúvida um lugar procurado pelos locais pois durante todo o tempo que aqui estivemos e em toda a parte do parque por onde passámos encontrámos várias pessoas, miúdos e graúdos, a aproveitarem este que é chamado o ‘pulmão de Podgorica’.

Ponte Millennium

Outro local que queríamos visitar antes de partir era o templo ortodoxo da Ressurreição de Cristo e para isso tínhamos de atravessar a ponte Millennium. Esta ponte foi construída em 2005 simbolizando a modernização de Podgorica e é hoje um importante ponto de passagem entre as duas margens do rio morača.

Ponte Millennium

A ponte Millennium tem 173 metros de comprimento e 57 de altura. Esta pomnte suspensa é suportada por 36 cabos e segue uma arquitectura modernista tendo-se tornado rapidamente um marco importante na cidade após a sua inauguração.

Templo ortodoxo da Ressurreição de Cristo

É impossível ignorar o majestoso edifício do templo ortodoxo da Ressurreição de Cristo, edifício esse que parece ter sido montado com peças de lego num encaixe perfeito. Visitar o templo é completamente gratuito e é um dos locais a não perder em Podgorica.

Templo ortodoxo da Ressurreição de Cristo

Este templo levou 20 anos a ser construído entre 1993 e 2013 quando foi inaugurado. O actual edifício foi construído onde ficava o antigo templo este construído em 1869, que foi destruído e reconstruído múltiplas vezes ao longo dos anos. No seu interior é impossível não ficar surpreendido com os bonitos e coloridos frescos que cobrem as paredes e os tectos do templo.

Parques Njegosev e Kraljev

Depois de visitarmos o templo e já fazendo o percurso de regresso ao carro passámos por estes dois parques, bem mais pequenos do que o parque Gorica, mas não menos bonitos. Tivemos a oportunidade de atravessar a ponte velha de Ribnica também conhecida por ponte Adži-paša, ponte essa construída no século II pelos romanos e reconstruída durante o império Otomano no século XVIII. Também como marco do império Otomano em Podgorica encontram-se os vestígios do forte de Depedogen ao pé da ponte, este construído no século XV.

Ponte Adži-paša

Ainda pensámos em visitar a parte histórica da cidade, afinal tinha sido um dos pontos altos quando estivemos em Budva e em Kotor, mas acabámos por não entrar muito nessa zona de Podgorica por já não termos muito tempo antes do nosso voo. No entanto, fica aqui a dica.

Última refeição da viagem no Doner x Gryos by Rumi

Antes de irmos para o aeroporto fomos jantar pois o nosso voo só descolaria às 9 da noite e os preços no aeroporto são escandalosos. Aliás eu fiz o erro de comprar um café e um croissant enquanto esperávamos no aeroporto e paguei 2.60 euros pelo café e quase 5 pelo croissant. Enquanto que o jantar em Podgorica ficou-nos por 4.5 euros.

E voltando a Podgorica, depois de várias indecisões acabámos por ir ao Donor x Gyros by Rumi, não muito longe do Gora parque e perto de onde tínhamos deixado o carro. Eu fui a que estive mais indecisa em vir aqui porque o restaurante estava naquela altura vazio o que normalmente não é bom sinal. Felizmente a minha suposição estava errada.

Gyros no Donor x Gyros by Rumi

Pedimos um gyros com molho tzatikizi e posso garantir que este local foi a escolha acertada. Era absolutamente delicioso e para mais barato. Sim é verdade que o restaurante estava às moscas, havia mais empregados do que clientes, mas se calhar também porque ainda era cedo para jantar. Ou se calhar porque é mais um lugar para take-away do que para comer no local. Não sei qual a razão, mas foi perfeito para acabar esta viagem em Montenegro (não vou contar com o café e o croissant do aeroporto, porque eu sinto sempre que os aeroportos são ‘terra de ninguém).

Página do Instagrama: Doner x Gyros by Rumi


Montenegro é sem dúvida um país que vale a pena visitar, um país cuja popularidade está a aumentar e com razão de ser. No entanto, é um país que ainda se está a habituar ao turismo e que ainda não está preparado para receber muitas pessoas ao mesmo tempo, razão pela qual se vê tantos vídeos de turistas frustrados nas épocas altas. Não sei se recomendo visitar Montenegro em novembro apenas porque algumas das atracções já estavam fechadas como o teleférico de Kotor, alguns restaurantes e museus. Por isso início de outubro é a minha recomendação, quando as temperaturas ainda são amenas e que provavelmente permitem aproveitar as praias da costa, os estabelecimentos estão abertos e há menos turistas.

Espero que a nossa viagem a Montenegro vos ajude a moldar a vossa.

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