Índice deste post
- Posts anteriores sobre esta road trip
- Pequeno-almoço em The Witching Post Inn
- Trilho em Hole of Horcum
- Trilho em Dalby Forest
- Visita a Thornton-le-Dale
- Jantar no Magpie Café em Whitby
- Próximo post
Posts anteriores sobre esta road trip
Esta road trip de novembro começou em Norfolk, com a visita a Horsey Gap para ver os leões-marinhos e o segundo dia acabou no Gothic weekend em Whitby. Neste post vou falar-vos do terceiro dia da viagem, dia este em que percorremos vários trilhos no North York Moors.
Pequeno-almoço em The Witching Post Inn
O terceiro dia da viagem começou com o pequeno-almoço no pub onde tínhamos passado a noite, o The Witching Post Inn. Este local oferece pequeno-almoço cozinhado que inclui os vários componentes do famoso english breakfast. E para o primeiro dia foi isso mesmo que pedimos. Os pratos que nos chegaram à mesa para além de bem servidos eram deliciosos, desde a salsicha, aos feijões ao black pudding. Até da caneca eu gostei!

Ainda antes de sairmos, estivemos um bocado à conversa com o dono do pub, conversa essa que acabou por incluir os locais que queríamos visitar naquele dia, aos quais ele nos deu umas dicas. E depois deste pequeno-almoço considerável era altura de irmos fazer o primeiro trilho.
Trilho em Hole of Horcum
O trilho que estávamos prestes a começar em Hole of Horcum não era o nosso primeiro em North York Moors. Quando viemos conhecer a cidade de York pela primeira vez, no início de 2024, tínhamos feito o percurso à volta de Rosadale. E provavelmente teria sido um dos trilhos da lista para esta viagem se não o tivéssemos já feito.

Aliás a maior parte dos trilhos que fizemos em North York Moors foram sugeridos por uma das minhas colegas que é desta zona e por isso sabe melhor que ninguém quais são os melhores trilhos, qual a dificuldade de cada um e quais são as pequenas vilas que vale a pena visitar. Hole of Horcum, tal como Rosadale, foi um dos primeiros trilhos a serem sugeridos. Para fazer este percurso o melhor é estacionar o carro em Saltergate car park mesmo este não sendo gratuito. A viagem entre Egton, de onde partimos, até este parque de estacionamento foi de cerca de meia hora e às 9 e meia já estávamos prestes a começar este trilho.


Hole of Horcum é uma das secções do vale Levisham Beck e conhecido pelo ‘buraco’ em forma circular de 120 metros de profundidade, resultado da linha de nascentes que segue ao longo da fronteira entre duas camadas rochosas. Existe uma lenda associada a este ‘Hole’ e de como ele surgiu. De acordo com a história, este buraco foi criado por um gigante chamado Wade ao agarrar num pedaço de terra para atirar à sua mulher, Bell, durante uma discussão.
Quanto a nós, o percurso circular teve uma distância de quase 9 quilómetros (8.38km para ser mais precisa) e levou-nos cerca de 2 horas e meia a completá-lo. O mapa abaixo mostra os detalhes do nosso percurso de e até Saltergate car park.
No início do trilho escolhemos seguir pelo caminho que ia a direito deixando a subida para último. Apesar da subida final ter sido mais inclinada foi mais curta do que indo no sentido inverso.

Durante o caminho ainda encontrámos uma ou duas pessoas, mais já na parte final quando íamos junto ao riacho Levisham Beck. O que nos acompanhou durante todo o caminho foram as ovelhas que pastavam pelos campos. Infelizmente nada de vestígios de gigantes, mas as paisagens de campos a perder de vista alegraram as primeiras horas deste dia.
Trilho em Dalby Forest
O próximo local que estava agendado para aquele dia era a floresta de Dalby. Esta floresta conta com cerca de 240 km2 e por ela encontram-se imensos trilhos para caminhadas, corridas e até trilhos próprios para bicicleta.
Para visitar a floresta estacionámos o carro mesmo ao lado do Visitor Centre (centro de turismo) da floresta de Dalby. Tal como em Saltergate também aqui o parque de estacionamento é pago. Talvez tenha sido por o tempo estar meio murcho ou de ser meio da semana em novembro, ou talvez por ambas as razões, a verdade é que tanto o centro de turismo como a floresta estavam practicamente desertos. Não que isso fosse um problema, não de todo. Quando entrámos por uns momentos no Visitor Centre encontrámos um pequeno café aberto e uma coisa que costuma ser bastante importante para viajantes – casas-de-banho.


Na entrada do centro de turismo estivemos a estudar o mapa onde os vários trilhos estavam marcados. Tínhamos 5 à escolha todos de nível fácil, o que mudava era mesmo a distância:
- Housedale Rigg Trail – 4.5km
- Sneverdale Rigg Rabbit Run Trail – 3.8km
- Ellerburn Trail – 5.5km
- Dalby Beck Trail – 6.7km
- Pexton Moor Trail – 2.7km
Nós escolhemos fazer o Dalby Beck Trail já que era o mais longo. Contudo sem querer fizemos um pequeno desvio a meio, pois em vez de irmos pelo trilho de caminhada, acabámos por ir parar a um trilho para bicicletas. E esta foi a parte mais difícil do percurso, com uma descida bastante acentuada. No entanto, foi a parte em que entrámos pela floresta adentro onde vários grupos de cogumelos engraçados cresciam. Por isso este desvio teve os seus prós e contras.
O percurso completo teve uma distância de 6.4km (menos 300 metros do que o trilho oficial devido ao tal desvio) e levou-nos cerca de 2 horas a percorrê-lo. Dalby forest foi uma óptima escolha principalmente para ver as cores outonais da época.


Qualquer itinerário a North York Moors deve incluir Dalby Forest tal como Hole of Horcum e Rosadale especialmente para quem gosta de fazer caminhadas. Para todas as informações tal como trilhos, actividades disponíveis, horários e preços cliquem em Dalby Forest (todas as informações).
Visita a Thornton-le-Dale
A vila de Thornton Dale ou Thornton-le-Dale fica a menos de 10 minutos do Dalby Forest Visitor Centre e foi a nossa última paragem antes de voltarmos para Egton, antes do jantar. Thornton Dale é considerada a vila mais pitoresca do North York Moors e, portanto, esta paragem é por muitos mencionada como obrigatória. E depois de a visitar, estou completamente de acordo.

Conseguimos deixar o carro no centro da vila em frente a uma pastelaria, a Baldersons – Bakery & Sandwich Bar. Como já eram 3 da tarde e por esta altura o pequeno-almoço era apenas uma memória, entrámos nesta pastelaria para comprar uma das muitas tentações que estavam expostas na montra. Escolhemos uma das versões de Rocky Road, um bolo feito de bolacha, chocolate branco e marshmallow. E tal como é sugerido pelo nome ‘Rocky’ (rochoso), o bolo era bastante duro. O incrível é que era duríssimo, mas o sabor era delicioso. Se calhar esta dureza é propositada, para não se acabar o bolo numa só assentada. Mas talvez aconselhe a pedirem algo mais fácil de comer como uma tarte de Bakewell ou um flapjack. Bem, o que eu quero dizer é que há imensa escolha (como mostra a fotografia abaixo à esquerda) e se tiverem oportunidade visitem esta pastelaria que está aberta desde 1937 (website: Baldersons bakery).


Os Balderson, os donos desta pastelaria, é uma das famílias que vivem em Thornton-le-Dale há gerações. E facilmente nos apercebemos da presença importante desta família na vila uma vez que na mesma correnteza de lojas a seguir à pastelaria encontramos a loja de lembranças – Baldersons Gallery & Gifts e a gelataria – Balderson’s Ice Cream Parlour.
Mas uma visita a Thornton-le-Dale não é só para guloseimas. Na verdade, em Thornton-le-Dale é o Beck Isle Cottage, construído no século XVII, o edifício mais conhecido e mais fotografado na vila. A sua fama deve-se à sua arquitectura e à sua localização na curva do rio Thornton Beck criando um cenário pitoresquíssimo. Esta casinha de contos de fadas ou dos 7 anões foi já várias vezes restaurada sempre com o cuidado em manter o seu carácter histórico e hoje é símbolo da herança da vila de Thornton-le -Dale e da arquitectura rural.

Depois de visitarmos o cottage, andámos pelas várias ruas da vila, sem rumo certo e sem pressas. Saímos de Thorton-le-Dale por volta das 4 da tarde de regresso ao nosso quarto em Egton para um descanso merecido antes de voltarmos a sair para jantar.
Jantar no Magpie Café em Whitby
O jantar desta noite estava marcado no famoso Magpie Café. E assim estávamos de regresso a Whitby. Estacionar em Whitby pode por vezes ser um desafio especialmente durante o fim-de-semana e se o alvo for o centro da cidade. Mas numa segunda-feira perto das 7 da noite e depois do gothic weekend conseguimos encontrar facilmente estacionamento livre no West Cliff car park. Este parque é pago apenas de 1 de março a 31 de outubro. Ou seja, não só encontrámos estacionamento como ainda por cima era gratuito.
E assim enquanto andávamos em direcção ao Magpie Café tivemos de novo o privilégio de puder ver a paisagem sobre a cidade de Whitby e o cais. Quando chegámos ao Magpie Café, tendo reserva, fomos rapidamente levados até à nossa mesa. Mas devo dizer que mesmo sendo uma segunda-feira, o restaurante estava bastante cheio.

Afinal por que razão é este local assim tão procurado? Em suma há vários factores, começando pela sua presença na cidade desde 1750 especialmente numa zona tão próxima do cais. Magpie Café tem, portanto, uma longa ligação com a indústria piscatória e naval tendo começado a sua história na cidade como uma casa mercante e mais tarde tornando-se propriedade de um dos membros de uma família baleeira, os Scoresby. Por outro lado, a visita de vários críticos de comida e as suas óptimas reviews adicionado ao facto de este restaurante ter sido vencedor de alguns prémios, fizeram dele um dos mais procurados e famosos principalmente pelo prato da casa, o fish and chips.
Quanto à nossa experiência, para começar a nossa refeição pedimos, como entrada, amêijoas cozinhadas num molho de vinho, natas e alho. E era absolutamente delicioso. Se nos tivessem dado aquele molho como sopa podem ter a certeza de que o teríamos comido com toda a satisfação. Para prato principal quisemos experimentar o famoso peixe frito com batatas fritas, já que é o prato especial e aclamado da casa. Infelizmente, ficou muito aquém das expectativas. Acho que na verdade em vez de ser um dos melhores que comi, foi talvez um dos mais fracos. E sim, as expectativas eram muito altas. Mas quanto às amêijoas, é um prato que recomendo vivamente a experimentar.

Por outro lado, também achámos alguns preços um bocadinho puxados – quanto às amêijoas que custou 10 libras, acho que foi um valor justo. Afinal estamos a falar de marisco. Quanto ao prato principal cada um custou 16.95 libras o que para aquilo que comemos não foi um bom valor. Mas pronto, o jantar pode ser considerado como um ‘feito’ naquela que é a experiência gastronómica mais turística em Whitby. E afinal é certo que este lugar tem um valor histórico para a cidade. Para além de que há sempre a possibilidade de termos vindo num dia mau para este restaurante.
Para ver mais sobre este restaurante vejam o website oficial: Magpie Café.
Próximo post
Para o próximo post vamos falar do nosso quarto dia desta road trip que contou com mais dois trilhos em North York Moors e desta vez com cascatas pelo caminho. Também ficámos a conhecer a estação de comboios onde foi filmado Harry Potter com direito a uma pausa para uma bebida quente e uma fatia de bolo.
2 thoughts on “Em North York Moors, Inglaterra (part I)”