Em Perast, Montenegro

Conteúdo desta página

  1. No último post
  2. Vale a pena ficar em Perast?
  3. Apartamento Jovanović Perast
  4. Restaurante Armonia
  5. Pequeno desastre
  6. Tarte de Perast para pequeno-almoço
  7. Ilha da Nossa Senhora das Rochas
    1. História da ilha e da igreja
  8. Igreja de São Nicolau
    1. Igreja de São Nicola
    2. Tripo Kokolja (1661-1713)
    3. Marko Martinović (1663-1716)
    4. Matija Zmajević (1680 – 1735)
  9. Ponto panorâmico Boka Kotorska
  10. No próximo post

No último post

No último post estivemos a falar do parque nacional de Lovćen e da nossa visita a Budva ao final do dia. Isto depois de termos passado pela cidade mais conhecida de Montenegro, Kotor, onde visitámos várias igrejas, as muralhas da cidade e subimos ao topo do forte. Neste post, vamos falar de outra cidade costeira, Perast, onde ficámos alojados antes de irmos para norte em direcção ao parque nacional de Durmitor.

Vale a pena ficar em Perast?

Perast é uma cidade costeira perto de Kotor, apenas a 15km de distância. Nós decidimos ficar em Perast por dois motivos, primeiro para começarmos a fazer parte do caminho que nos levaria até ao parque nacional de Durmitor e segundo para visitarmos a ilha da Nossa Senhora das Rochas, a actividade mais popular desta região. Perast é uma cidade bastante pequena, nem sei bem se é cidade ou vila, com ruas muitas pitorescas que nasceu à volta da baía. O seu grande crescimento aconteceu durante o período em que Montenegro esteve sob o domínio da República de Veneza especialmente a partir de 1482.

Perast na baía de Kotor

Nós depois de pararmos em Kotor para uma rápida pausa e comer os burek do supermercado iDEA viemos para Perast onde iríamos ficar alojados naquela noite. Quando lemos sobre o estacionamento em Perast, pareceu-nos que muitos viajantes tiveram vários problemas e por isso escolhemos um local para passar a noite que incluísse também estacionamento. Não sei se para meados de novembro tal era necessário porque Perast à noite e de manhã cedo estava completamente vazia, mas pelo menos tivemos isso assegurado. E o local onde ficámos não foi de todo mau para além que o dono do apartamento foi bastante atencioso estando à nossa espera quando chegámos para nos indicar o estacionamento.

Apartamento Jovanović Perast

O apartamento Jovanović Perast fica na estrada principal com vista para a baía. Há dois apartamentos que podem ser arrendados no andar debaixo da vivenda enquanto o dono mora com a sua mãe no andar de cima. O nosso apartamento era bastante grande, sendo a sala cozinha e quarto juntos num espaço aberto. O que não me pareceu foi que a higiene fosse uma das maiores prioridades. Nada que nos fizesse sentir nojo, mas notava-se nos detalhes, pó aqui, uma mancha ali. Mas como disse nada que nos deixasse preocupados em passar aqui a noite. Para além do apartamento tínhamos um terraço comum a ambos os apartamentos onde havia mesas e cadeiras onde nos podíamos sentar e disfrutar a paisagem.

O nosso apartamento de Jovanović Perast

A noite no apartamento Jovanović Perast ficou-nos a 45 euros que marcámos no habitual Booking.com. O pagamento foi feito a dinheiro, o qual fizemos na manhã seguinte antes do check-out. Para fazer reservas através desta plataforma vejam o seguinte link: Apartamento Jovanović Perast

Restaurante Armonia

Em seguida fomos à procura de um restaurante onde pudéssemos jantar. Mas ainda antes fizemos um pequeno passeio de reconhecimento por Perast. Do apartamento Jovanović Perast até ao cais tivemos de descer vários lanços de escadas e curiosamente alguns deles passavam por terraços de casas privadas. Posso dizer que foi um pouco estranho passar um destes terraços na manhã seguinte enquanto o dono da casa tomava ali o seu pequeno-almoço. Mas durante a noite encontrámos mais gatos do que pessoas – Perast era uma cidade-fantasma. Mas isso não diminuiu em nada a beleza das ruas pitorescas e dos vários barcos que pousavam nas águas calmas e escuras da baía.

Perast à noite

Para jantar eu queria experimentar um prato tradicional que mais uma vez reflecte a influência da cozinha italiana em Montenegro – risoto preto (crni rižot) com chocos e tinta de choco o que lhe dá a característica cor escura. Este risoto é um prato tradicional mais da zona costeira do que do interior de Montenegro e felizmente encontrámos um restaurante aberto que tinha este item no menu, o restaurante Armonia.

O restaurante estava vazio e assim esteve durante toda a refeição. E pareceu-nos que os empregados do restaurante até nos queriam ver pelas costas para eles próprios puderem irem-se embora. Não que tivessem sido rudes, nem antipáticos, simplesmente o serviço pareceu-nos um pouco apressado. Pedimos o risoto e também um prato de chocos grelhados que veio acompanhado com couves e batatas cozidas. Apesar dos chocos estarem bem cozinhados o prato não nos pareceu que valesse o preço. Quanto ao risoto só posso dizer que era muito bom. Nós dividimos os pratos entre os dois, e o risoto foi claramente o vencedor. E apesar de ser um prato bastante pesado, a adição do limão fez com que o risoto não se tornasse enjoativo. Durante a refeição também tivemos direito a uma queda de luz que foi rapidamente resolvida pelos empregados. O que não tivemos direito foi a sobremesa, que nem sequer nos perguntaram se queríamos ver a carta.

Crni rižot (risoto preto) do restaurante Armonia em Perast
Prato de chocos grelhados do restaurante Armonia em Perast

Quando saímos do restaurante fomos andar mais um pouco junto ao cais e quando voltámos para trás, 10-15 minutos depois de sairmos, passámos pelos empregados do restaurante e confirmámos o que suspeitávamos, eles queriam que nos fossem embora para fecharem o restaurante. Mas como digo, nunca foram indelicados, nem sentimos que estávamos a ser forçados a comer a correr. E se até gostaria de ter visto as sobremesas, a verdade é que foi uma desculpa para comer um bolo no dia seguinte ao pequeno-almoço. E se também querem experimentar o risoto, recomendo sem dúvida este restaurante.

Instagram do restaurante Armonia em Perast: Instagram Armonia

Para o resto da noite só nos restava passear um pouco mais pelas ruas de Perast, dar umas festas a um gato que por ali andava e voltar a subida a escadaria até ao apartamento. Afinal o dia seguinte era para começar bem cedo.

Pequeno desastre

E começou. Ainda não eram 8 da manhã e já estávamos novamente a descer as escadas em direcção ao cais. Isto porque esta parte do itinerário era para ter sido feita no dia anterior, mas como quisemos visitar o mausoléu de Njegoš tivemos de mudar a visita a Perast e à ilha da Nossa Senhora das Rochas para hoje de manhã. E no final do dia tínhamos que estar em Žabljak, no parque nacional de Durmitor, onde tínhamos o próximo alojamento reservado.

No entanto, àquela hora não se via ninguém por ali e os barcos continuavam parados no cais. Andámos a passear um bocado pela estrada junto à água, agora à luz do dia, e a certa altura pensei que queria sentir a temperatura da água. Afinal não me podia ir embora sem tocar no mar Adriático. E assim foi, dirigi-me para uma zona onde havia dois degraus sem me aperceber do quão escorregadios estavam. Pois é que nem deu tempo para pensar, bastou pôr o pé no segundo degrau para deslizar imediatamente para dentro de água e ficar a experimentar bem a temperatura do mar Adriático da cintura para baixo. E não foi mais porque o meu marido teve a presença de espírito de me agarrar imediatamente e puxar-me para fora. É que eu nem conseguia sair de dentro de água sozinha. Já cá fora no início disse que não era preciso ir mudar de roupa como estava sol que bastava andar um bocado. Esta convicção nem 10 minutos durou e passado pouco tempo estávamos novamente a subir as escadas para o apartamento.

Depois de mudar de calças, meias, sapatos e até de roupa interior eis que descíamos novamente para o cais de Perast. E foi nesta descida que passámos pelo senhor que tomava calmamente o café da manhã no seu terraço. No meio disto tudo a única coisa boa é que ninguém andava pelo cais àquela hora ou teria visto um triste espectáculo.

Tarte de Perast para pequeno-almoço

Mas mesmo com o contratempo quando voltámos para baixo ainda não se viam barcos prontos para partir ou a fazer a travessia entre Perast e a ilha. Como também a igreja de São Nicolau que queríamos visitar estava fechada (e que por sinal esteve sempre fechada enquanto estivemos em Perast) fomos tomar o pequeno-almoço já que depois o mais certo era não termos tempo para o fazer. Para isso fomos até ao restaurante Šijavoga que já estava aberto e no qual tínhamos reparado no dia anterior, ou melhor reparámos no sinal à porta, do combo bolo Perast e expresso. Preferimos sentar-nos à esplanada que naquela altura ainda não estava arranjada para receber clientes, mas felizmente o empregado arranjou-nos uma mesa. Se foi do desagrado dele ter de vir arranjar a esplanada, não deixou transparecer (muito).

Tarte de Perast do restaurante Šijavoga

Pedimos o combo do bolo de Perast eu com um café expresso, o meu marido com chá, que acabou por ser o mesmo preço. O bolo de Perast afinal era uma tarte de amêndoa bastante simples, mas deliciosa. Afinal nunca se deve perder a oportunidade de experimentar as delícias locais. E foi ali a apanhar sol que começámos a apercebermo-nos de movimento no cais.

Instagram do restaurante Šijavoga: Instagram Sijavoga

Ilha da Nossa Senhora das Rochas

Para visitar a ilha teríamos de apanhar um táxi (barco). Quando estive à procura de como chegar à ilha da Nossa Senhora das Rochas encontrei várias opções disponíveis no GetYourGuide até para quem prefere partir de Kotor e fazer uma viagem mais longa, mas também li que era bastante fácil arranjar um barco no cais de Perast que fizesse a travessia na hora. E assim foi, passámos por um ou dois barcos que ainda não estavam prontos para partir até que fomos abordados por um rapaz que nos perguntou se queríamos ir até à ilha que o barco já estava pronto. O preço seria de 20 euros, 10 euros por pessoa. Eu timidamente ainda tentei baixar o preço para 15 euros, mas eu sou péssima a regatear preços e foram os 20 euros. Combinámos  também a hora para nos virem buscar o que marcámos para as 10 horas por pensarmos ter tempo mais do que suficiente para a visita, afinal ainda eram 9 da manhã.

Igreja da Nossa Senhora das Rochas

A viagem de barco foi bastante rápida durou cerca de 10 minutos e rapidamente estávamos atracados na famosa ilha da Nossa Senhora das Rochas. E afinal erámos as primeiras pessoas a chegar a esta ilha naquele dia. Não havia outros turistas, a igreja ainda estava fechada e por 15 minutos tivemos a ilha só para nós. A igreja e o museu supostamente abriam às 9, mas como o rapaz que nos trouxe de barco nos disse durante a época baixa este horário é bastante mais flexível e a verdade é que acabou por abrir às 09:45 quando já outro barco bastante maior tinha chegado cheio de pessoas para visitar a ilha. Mas aqueles 15 minutos só para nós foram um completo sossego e pudemos tirar as fotografias que quisemos incluindo ao pequeno ilhéu que fica em frente desta ilha, o ilhéu de São Jorge (Sveti Đorđe) que se encontra fechado ao público e onde o mais notável é o edifício do mosteiro beneditino de São Jorge e a torre da igreja.

Ilha de São Jorge

Quando a porta da igreja se abriu dirigimo-nos para lá e descobrimos que a entrada era paga, o que foi uma surpresa pois tinham-nos dito que só o museu era pago. Pelos vistos tínhamos sido mal informados pois mesmo se quiséssemos visitar a igreja, mas não o museu que fica no mesmo edifício teríamos de pagar a entrada que custava 5 euros. Já dentro da igreja reparámos numas placas de prata que cobriam as paredes e o meu marido quis que perguntasse à empregada o seu significado. Normalmente vamos à internet procurar este tipo de informações, mas como não tínhamos acesso a ela acabei por perguntar à empregada que não só nos explicou o significado destas placas como a história da igreja e nos levou pelo museu dando várias explicações e detalhes dos artefactos em exposição. Acabámos por ter direito a uma tour guiada completamente inesperada e gratuita. A história da igreja e da ilha são fascinantes e eu vou deixar aqui as partes de que mais me lembro das explicações dadas durante a visita.

História da ilha e da igreja

A ilha foi criada principalmente por pescadores depois da descoberta de um quadro da virgem Maria com Jesus ao colo numa pequena rocha neste lugar aproximadamente em 1450. Este é o quadro que agora se encontra no mostruário principal da igreja e para a qual foi construída em 1650 uma protecção em prata feita com os donativos dados pela população de Perast. Actualmente o quadro não está coberto e esta capa de protecção está exposta numa das paredes da igreja. Agora as placas que tínhamos visto à volta da igreja e que foram o motivo do início da conversa foram o pagamento de promessas feitas à Virgem Maria, uns a pedir um filho, outros a pedir melhorias de uma doença, muitas destas placas com o desenho de navios que os marinheiros trouxeram depois de regressarem a casa sãos e salvos das suas viagens.

No museu há várias peças em exposição a maioria doações de capitães de navios. A peça central deste museu é um quadro feito pela mulher de um capitão que esperou 25 anos para que este voltasse a casa. Para completar o quadro usou o seu próprio cabelo e pode-se ver o seu envelhecimento à medida que os cabelos passam de castanho a branco. Não se sabe se o capitão alguma vez voltou, mas o mais provável é nunca ter regressado a casa.

No final da tour já mesmo à saída foi nos feito notar a estrutura da ilha que representa a proa de um barco. Afinal uma ilha feita pelos homens para o mar. O quadro que deu origem a esta ilha era muito provavelmente um sobrevivente de algum naufrágio, que foi interpretado como um milagre. A ilha foi construída pela acumulação de restos de navios e rochas que os pescadores de Perast foram trazendo até chegar à superfície onde se construiu a igreja.

Mas ainda mais impressionante do que a história da ilha foi a forma como ela nos foi contada. A paixão pela origem e pelo significado daquela igreja transparecia na voz da empregada, que nos mostrou o que é trabalhar em algo por que se tem verdadeiro carinho.

Igreja de São Nicolau

Durante a visita guiada confesso que me sentia um bocadinho stressada porque estava a ver a hora que combinámos com o barco a chegar e nós ali dentro a ouvir a senhora. Mas afinal não havia razões para estar assim, já que vieram buscar-nos às 10 e 20 altura em já estávamos cá fora a tirar as últimas fotografias. Provavelmente deram-nos mais tempo sabendo que a igreja tinha aberto mais tarde do que o esperado. Voltámos para Perast e ainda antes de regressarmos ao apartamento para ir buscar as nossas malas e fazer o check-out fomos verificar se podíamos ou não visitar a igreja de São Nicolau – não podíamos, continuava de portas fechadas.

No entanto deixo aqui uma breve história da igreja e dos 3 bustos que estão na praça em frente e que representam Tripo Kokolja, Marko Martinović e Matija Zmajević. Em baixo fica a tradução da informação disponível na praça em frente da igreja, ao lado dos bustos.

Igreja de São Nicola

‘A igreja de São Nicolau está localizada na praça central da cidade. Embora a estrutura actual date 1616, os registos históricos indicam que já existia uma igreja no mesmo local em 1564. Junto à igreja ergue-se a sua torre sineira de 55 metros de altura, construída em 1691. Foi projetada por Giuseppe Beati, um arquiteto da República de Veneza. O maior sino da torre, fundido em 1713, foi uma oferta dos arcebispos Andrija e Vicko Zmajević. O relógio, trazido de Veneza, foi instalado em 1730.

Tripo Kokolja (1661-1713)

‘Tripo Kokolja foi um dos maiores pintores barrocos do Adriático Oriental, tendo estudado em Veneza sob a orientação do seu conterrâneo de Perast e arcebispo, Andrija Zmajević. Quando Kokolja regressou à sua cidade natal, pintou o interior da Igreja de São Nicolau e a capela da Nossa Senhora do Rosário, bem como inúmeras igrejas por toda a Baía de Kotor. A sua obra mais importante é a pintura que se encontra no interior da Igreja da Nossa Senhora das Rochas que fica na ilha com o mesmo nome. Os dez anos de trabalho que Kokolja investiu nesta igreja, um santuário para os marinheiros da Baía de Kotor, resultaram num dos mais belos conjuntos de pinturas mariológicas da região.’

Marko Martinović (1663-1716)

Marko Martinović foi capitão e comerciante marítimo. Marko ensinou as suas habilidades marítimas a inúmeros marinheiros de Perast na sua casa na cidade, provando ele ser um educador habilidoso ao combinar com sucesso o seu conhecimento teórico com a prática. É recordado como o fundador da primeira escola marítima das Balcãs. No final do século XVII, a pedido do Czar russo Pedro, o Grande, o Senado Veneziano organizou formações para jovens nobres russos com o objetivo de estabelecer uma força naval báltica. Martinović foi um dos professores que coordenou parte desta formação em Perast.’

Matija Zmajević (1680 – 1735)

‘Após uma carreira marítima de sucesso como comandante e construtor naval, Matija Zmajević deixou Perast e ingressou na Marinha Russa no Mar Báltico. Matija distinguiu-se em inúmeras batalhas, sendo a Batalha de Ganguit em 1714 a mais importante da sua carreira quando a Suécia e a Rússia lutaram pelo domínio do Mar Báltico. Matija Zmajević subiu na carreira até ao posto de almirante que lhe foi atribuído durante o reinado da Imperatriz Catarina, a Grande. Foi condecorado com a Ordem de Santo Alexandre Nevsky pelas suas muitas contribuições no desenvolvimento da Marinha Russa. Passou os últimos anos da sua vida no Mar Cáspio, a trabalhar na criação da frota do Mar Negro.’

Ponto panorâmico Boka Kotorska

Ainda antes de deixarmos a costa de Kotor parámos num dos mais bonitos pontos panorâmicos, Boka Kotorska. Daqui pudemos ver pela última vez a ilha onde tínhamos estado naquela manhã, a Nossa Senhora das Rochas e ao lado a de São Jorge.

De acordo com o meu marido quando parámos neste miradouro havia um homem mais à frente ao pé do seu carro a fazer as suas necessidades fisiológicas e que era nessa direcção que eu estava a ir. É o que acontece quando nos deixamos absorver pela paisagem e não nos apercebemos do que se passa à nossa volta. Felizmente não dei por nada senão ainda teria mais um episódio a adicionar à lista de eventos caricatos em Montenegro. Eu vejo isto como sinal de que a paisagem era mesmo bonita. Afinal eu estava a ir naquela direcção apenas pela paisagem da baía de Kotor para um último adeus.  

No próximo post

Para o próximo post vamos começar a falar da parte da viagem em Montenegro longe da costa. Começaremos por um local muito importante para a religião ortodoxa, o mosteiro de Ostrog, que fazendo uma comparação com a religião católica tem um significado semelhante a Fátima. Depois desta visita vamos finalmente falar dos dias passados no parque nacional de Durmitor no norte do país, um local que adorámos ficar a conhecer.

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