Barcelona – 2º Dia (1ª Parte)

Nós fizemos esta viagem no princípio de Maio e este segundo dia calhou no dia 1 de Maio, o dia do trabalhador e por isso como sabem era feriado. Nunca tínhamos pensado que isso tivesse impacto na nossa viagem, mas infelizmente teve. Já vos explico melhor.

Para hoje tínhamos planeado visitar:

  • La Pedrera ou casa Milà
  • Casa Batlló
  • Museu Egípcio
  • Museu de História da Catalunha
  • Praia Barceloneta
  • Museu do Chocolate

Comecemos então pelo pequeno-almoço. Como normalmente eu e o meu namorado pedimos sempre o pequeno-almoço incluído no quarto do hotel para já sairmos meio almoçados, visto que normalmente ninguém consegue escolher o que quer comer até ficarmos rabugentos e insuportáveis, hoje também decidimos tomar o pequeno-almoço no hotel. Tínhamos feito as contas ainda quando estávamos a marcar o hotel e ficava-nos mais barato pagar o pequeno-almoço todos os dias, em separado do que já incluído no preço do quarto. Eles até muitas opções diferentes mas todos nós achámos um bocadinho caro, mas o esperado para os preços em Barcelona. Mas não duvidem, já que tinha pago aproveitei para comer bem. Os meus amigos não foram assim como eu (ah a experiência conta muito), e  por isso ao princípio da tarde já havia rabugice por causa da fome. Mas isso foi muito mais tarde. Portanto voltando aonde estávamos.

Saímos então do hotel, apanhámos o metro e saímos na saída de Girona, que dali até à “La Pedrera” era um saltinho, e assim também conseguíamos passear um bocadinho por Barcelona. O que foi uma grande ideia, porque Barcelona é deveras uma cidade pitoresca. Chegámos ao Passeig de Gràciauma das maiores e mais movimentadas ruas de Barcelona e onde se encontram exemplos da arquitectura de Gaudí, a La Pedrera e a Casa Batlló.

dsc00051Quando chegámos à La Pedrera, o edifício falava por si só e vá de toda a gente tirar as suas máquinas fotográficas/telemóveis. A nossa ideia era entrar, acreditem que sim, mas depois de ver que o preço de entrada, 25 euros, pensámos duas vezes, até porque queríamos ver muita coisa e não queríamos estourar o dinheiro logo ali.

cimg9538 Ainda tirámos umas fotos à entrada e estivemos na loja de recordações, mas foi só isso. Ainda por cima estava a chover e ir ao telhado, uma das zonas que se deve visitar (por este preço acho que se deve ver tudo e mais alguma coisa, olhando para todos os pormenores), seria complicado, decidimos não entrar e depois voltar se houvesse tempo (parece-me que toda a viagem foi um pouco dentro desta dinâmica). Só para vos elucidar um bocadinho da história de “La Pedrera”: É um edifício com uma arquitectura magnífica, idealizado e concretizado por Antoni Gaudí, reconstruído de um edifício já ali existente entre 1906 e 1912 a pedido dos seus donos Pere Milà e Roser Segimon (e daí também ser chamada de Casa Milà). A ideia dos seus donos era que o nível inferior fosse a sua habitação e que os restantes andares arranjados de maneira a serem arrendados. Este processo foi complicado pois o próprio Gaudí mudou o projecto várias vezes durante a reconstrução deste edifício, tendo pelo caminho levantado problemas legais e financeiros com as suas mudanças e ideias controversas. Para terem uma ideia, só o volume do próprio edifício era ilegal. Mas apesar de todas as contrariedades, o edifício ali está: construído e acabado para poder ser apreciado.

CIMG9540Como não entrámos, começámos a descer a avenida até à segunda construção de Gaudí agendada para este dia, a Casa Batlló. O que posso dizer é que aqui ainda havia mais gente na fila para entrar. Mas o preço do bilhete rondava o mesmo  do da La Pedrera. Portanto se não tínhamos entrado numa, também não íamos entrar na outra. A casa Batlló é um edifício colorido com uma arquitectura exorbitante própria do arquitecto que lhe deu vida. Este edifício definitivamente demonstra que o arquitecto tinha uma forte ligação com a natureza. Também este edifício é resultado de uma reconstrução de um outro edifício que ali se encontrava anteriormente. O seu nome deve-se a família que ali vivia, a família Batlló, cujo dono não impôs limitações a Gaudí, pois ele mesmo queria um edifício único, que não se pudesse comparar a nenhum outro, mostrando audácia e ousadia. A Casa Batlló ficou pronta em 1906.

CIMG9780

Como também só andámos ali a tirar uma fotos, fomos descendo um pouco mais a avenida a apreciar a arquitectura dos edifícios daquela avenida. Perto da La Pedrera encontrava-se o Museu Egípcio e foi por aí mesmo que decidimos tentar a nossa sorte. E não é que tivemos mesmo sorte?! Estava aberto e íamos puder comer depois de pagar o bilhete de entrada (sarcástica?! Talvez não tanto como pensam). O museu não é muito grande e a sua entrada podia até passar despercebida, mas não sei se foi de ser este o primeiro sítio que entrámos depois de tantas tentativas falhadas, eu adorei este museu. Aqui retrata-se a excitante história do tempo dos faraós, contando com várias exibições, onde se inclui múmias (sim, verdadeiras!), amuletos, jóias e….sarcófagos!

A exposição temporária naquela altura e talvez a mais significativa/conhecida foi a “Tutankhamon, Història D’un Descubrimiento”, cuja exposição relata os acontecimentos da descoberta do túmulo de Tutankhamón. Afinal quem não conhece a maldição e os estranhos acontecimentos que se deram aquando desta maravilhosa descoberta?! (Se não conhecem é só fazer uma pesquisa rápida no google e ficam logo a saber).

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Assim saímos do museu com outro espírito. Afinal sempre tínhamos conseguido visitar alguma coisa do que tínhamos organizado para este dia!

O seguinte era o Museu de História da Catalunha. Para virmos para aqui tivemos que apanhar o metro e como era mesmo ao pé da praia da Barceloneta, a ideia era darmos aqui uma voltinha depois de visitar o museu. Quando chegámos lá e para não nos esquecermos das dificuldades que tínhamos encontrado até agora o museu estava fechado porque era feriado. A moral voltou a ficar um bocado em baixo, mas também não havia nada que pudéssemos fazer. E assim nos dirigimos para a praia da Barceloneta.

dsc00061Esta zona da Barceloneta é bastante movimentada, onde se encontram vários restaurantes, a marina e um passadiço onde várias pessoas aquela hora (incluindo nós) passeavam. Sentámos-nos no muro ao pé da praia a decidir o que íamos fazer com o resto do dia, afinal ainda era só 1 da tarde. Como o museu de História da Catalunha estava fechado, decidimos ir ao museu do chocolate a seguir e depois ir ver uma parte do que tínhamos  planeado visitar no dia seguinte, o Bairro Gótico e as Las Ramblas. Assim no dia seguinte teríamos tempo de voltar aqui.

Para verem o resto da nossa viagem a Barcelona cliquem nos links em baixo

Barcelona – 2º Dia (2ª Parte)

Barcelona – 3º Dia (1ª Parte)

Barcelona – 3º Dia (2ª Parte)

Barcelona – 4º Dia

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