La Sagrada Família, a basílica inacabada mais famosa de Barcelona

Índice neste post

  1. De manhã cedo em Gavà
  2. Visita à La Sagrada Família
    1. Chegada
    2. Aplicação da La Sagrada Família
    3. Fachada do Nascimento
    4. Interior
    5. Fachada da Paixão
    6. Fachada da Glória
  3. Chegar ao Parc Güell

Sábado, segundo dia em Espanha, o dia em que iríamos entrar nas primeiras 24 horas das 48 da nossa viagem. Acordámos cedo e às 8 e meia já estávamos a caminho para tomar o pequeno-almoço na pastelaria SANTAGLORIA Coffee & Bakery, da qual falei no primeiro post sobre Gavà. Esta pastelaria tinha aberto às 8 horas e quando chegámos, meia hora mais tarde, ainda estava vazia. Mas depois de nos sentarmos e de recebermos os nossos pedidos o movimento dentro do café começou rapidamente a aumentar.

Um dos pequenos-almoços no SANTAGLORIA Coffee & Bakery em Gavà

E foi assim que começámos propriamente o dia entre croissants, panquecas e muitos cafés. Pouco depois das 9 da manhã já descíamos a rua principal de Gavà em direcção à estação de comboio para irmos para Barcelona. Como já mencionei várias vezes, o comboio entre Gavà e Barcelona passa várias vezes por dia e por isso é que ficar em Gavà foi uma decisão que fizemos sem termos grandes dúvidas.

Chegada

A razão para acordarmos cedo foi porque tínhamos comprado os bilhetes com antecedência para visitar a La Sagrada Família com entrada marcada para as 11 da manhã. Os bilhetes vinham com um aviso que se não chegássemos a horas podíamos já não puder entrar. E vou deixar aqui a ressalva que se querem visitar este lugar é quase obrigatório comprarem os bilhetes antes de viajarem senão podem não conseguir arranjar bilhetes. Isso já eu tinha aprendido na primeira vez que tinha visitado Barcelona em 2017. Os bilhetes neste momento, em 2025, custam 26 euros por pessoa.

Interior da La Sagrada Família

Para chegar à La Sagrada Família de Gavà tivemos que apanhar o comboio e sair na estação Barcelona-Sants e depois apanhar o metro e sair na estação da Sagrada Família. Com medo de chegar tarde (aliás eu é que estava com medo, parte inerente da minha personalidade) acabámos por chegar cedo demais. Afinal chegámos nem eram 10 e meia e tivemos que esperar quase meia hora, uma vez que só nos deixavam entrar no minímo 10 minutos antes da hora marcada no bilhete. Aproveitámos este tempo para dar a volta a esta basílica para a ver o seu exterior de todos os lados.

Aplicação da La Sagrada Família

Uma das coisas que realmente recomendo a fazerem antes da vossa visita é o download da aplicação da La Sagrada Família e trazerem convosco fones – a informação como fazer o download vem com a compra dos bilhetes. Assim poderão ouvir calmamente o guia gratuito que está disponível através da aplicação com informações sobre cada parte da basílica incluindo o simbolismo dos diversos detalhes em cada parte que estão a visitar. Nós demorámos mais de 1 hora e meia a visitar a basílica, mas pode-se passar aqui muito mais tempo se quiserem ver cada detalhe com atenção.

Fachada do Nascimento

A visita à basílica começa de frente para a fachada do Nascimento, onde está representado o nascimento de Jesus. O que é importante ter em conta quando se visita a La Sagrada Família é que esta criação de Gaudí não é só para exaltar as formas da natureza, mas também da religião. Afinal nesta parte da sua vida, o arquitecto catalão era obcecado por ambas e isto reflecte-se em todas as partes desta basílica. A fachada do Nascimento é a exaltação da criação divina, de todos os seres vivos inseridos na natureza.

Nesta fachada há tantas detalhes e símbolos que foi por aqui que Gaudí começou a construir a basílica. Gaudí sabia que não viveria para ver a sua obra acabada e por isso começou por esta fachada, sendo ela uma das mais complexas do edifício deixando instrucções específicas para aqueles que o substituíram. Gaudí sabia que acabando ele esta fachada os seus sucessores conseguiriam seguir os seus planos de forma a construir o resto da basílica da forma como ele tinha a projectado.

Interior

Quando se entra para a basílica, no seu interior encontra-se um espaço amplo onde há uma simplicidade majestosa. Os corredores no interior da basílica formam uma cruz onde a entrada (fachada do Nascimento) e a saída (fachada da Paixão) são os braços mais curtos da cruz e a futura fachada da Glória a parte mais comprida. Gaudí queria aqui representar o interior de um bosque, um espaço onde se encoraja a espiritualidade e a elevação da alma e da oração.

As colunas que formam os troncos das árvores vão ficando mais altas à medida que avançamos para o altar. Mas o mais memorável são os muitos vitrais que dão cor às janelas à volta da basílica. Do lado da fachada do Nascimento, os vitrais são de várias tonalidades de azul e verde representando as cores da manhã. Do lado contrário, o da fachada da Paixão, as cores prominentes são os amarelos, laranjas e vermelhos, as cores do final do dia.

Fachada da Paixão

De volta ao exterior, agora do lado da saída, encontramos a fachada da Paixão. Nesta está representada os últimos dias de vida de Jesus incluindo a sua morte. Aqui Gaudí queria representar a realidade cruel e crua da morte e da dor, e por isso a arquitectura angulosa desta fachada contrasta não só fisicamente, mas também simbolicamente com a da fachada do Nascimento.

Fachada da Glória

La Sagrada Família ainda se encontra em construção o que nos é lembrado pela presença do permanente guindaste. É notável que esta basílica tenha vindo a ser construída por mais de 100 anos, desde 1891, quando Gaudí começou a construir a fachada do Nascimento, depois de ter ficado encarregue do projecto em 1883. A construção de uma basílica na cidade foi um projecto começado pelo arquitecto Francisco de Paula del Villar e desde 1914 até a sua morte em 1926, Gaudí trabalhou apenas neste projecto.

Quando visitei a basílica pela primeira vez em 2017 o final da La Sagrada Família era esperado para 2026, aquando dos 100 anos da morte de Gaudí. Entretanto o COVID-19 e outros factores levaram a uma alteração de planos e de momento não há uma data prevista para a finalização da construção da La Sagrada Família. Mas sabemos que a última parte a ser construída será a fachada da Glória, que ficará ao fundo de frente ao altar.

Interior da La Sagrada Família

Todos estes pormenores e mais detalhes estão disponíveis na aplicação, a qual recomendei acima, mas para quem não vai visitar a basílica e queira saber mais pode aceder a vários documentos sobre a construção da La Sagrada Família, as várias partes deste edifício tal como mais informações sobre Gaudí no website oficial: https://sagradafamilia.org/

O próximo local da nossa agenda era o Parc Güell, também ele uma obra de Gaudí. Como disse em outros posts sobre Barcelona, se nunca ouviram o nome de Antonio Gaudí, podem ter a certeza que ouvirão mais do que uma vez nesta cidade.

Parc Güell

Também para o Parc Güell é preciso, ou melhor é altamente recomendado, a compra atempada de bilhetes. Tínhamos marcado entrada para as 2 e meia e felizmente ainda tínhamos tempo até porque chegar ao Parc Güell da Sagrada Família não é tão fácil como se possa pensar. Pelo menos não era na hora em que queríamos ir. E o problema com o Parc Güell não é a distância mas sim o caminho que é sempre a subir se não se ficar numa estação de metro ou de autocarro perto do parque.

Como tínhamos tempo começamos a subir devagar a rua para depois apanharmos o autocarro que nos deixaria praticamente à porta do Parc Güell. Ainda pelo caminho, na Travessera de Gracìa, encontrámos uma espécie de concerto com música e pessoas a dançar e fizemos uma paragem rápida para uma bebida um pouco mais acima na rua, no Artesano Bistrò.

Bebidas no Artesano Bistrò

Acho que eles não gostaram muito que nos ficássemos apenas pela bebida, mas a próxima refeição estava marcada para mais tarde. Depois de um descanso na esplanada lá fomos apanhar o autocarro V19 na Pi i Margall. Contudo se os comboios estavam cheios nem sei bem o que dizer deste autocarro. Mas passado 15 minutos lá chegámos à nossa paragem e quase à hora marcada nos nossos bilhetes.

Deixarei para outro post a visita no Parc Güell assim como o resto do nosso dia. Afinal a mais famosa basílica de Barcelona, inacabada ou não, merece um lugar de destaque nesta viagem.

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