



Indíce desta página
- Preparativos para uma viagem a Budapeste
- Dia da chegada
- Primeiro dia
- Segundo dia
- Basílica de Santo Estevão
- Shoes on Danube Bank e Parlamento de Budapeste
- Igreja Mathias & Halászbástya (bastião dos Pescadores)
- Castelo de Budapeste – Galeria Nacional
- Pastelaria Auguszt Cukraszda
- Lángos (comida tradicional húngura)
- Cruzeiro à noite no rio Danúbio
- Restaurante Puli
- Mais uma vez no Szimpla Kert
- Terceiro dia
- Quarto dia
Preparativos para uma viagem a Budapeste
O pior de fazer anos em Janeiro é que se quero fazer alguma coisa especial como ir visitar algum país é quase certo que vou apanhar frio. Tenho de facto graças a isto apanhado frio em vários países. Este ano decidimos ir apanhar o frio do Leste e assim fomos visitar Budapeste na Hungria. Na verdade, queríamos assim um país barato mas bonito. Em primeiro lugar foi decidir onde ficar. Queríamos um hotel que fosse central para não termos que apanhar transportes e que tivesse pequeno-almoço incluído (se já leram as outras nossas aventuras, nós aproveitamos o pequeno-almoço como já meio almoço). Assim nos decidimos pelo ROOMbach hotel. O hotel fica no meio da cidade, pertinho de tudo. O ideal para o que queríamos (e não foi caro, outra coisa que também queríamos).
Assim, partimos na quinta-feira. Desta vez fomos num voo de 2 horas e meia pela Wizz Air. Tenho a dizer que alguns dos assentos não são nada bons para quem sofre de claustrofobia. No voo para Budapeste foi lá um homem que se desunhou para se conseguir enfiar no assento. Um conselho, como o aeroporto ainda é longe do centro da cidade, tentem marcar o táxi através do hotel, porque vos ficará bastante mais barato. Nós só nos demos conta quando já lá estávamos e por isso só o fizemos na vinda para casa. Mas compensa fazerem dessa maneira. Assim chegámos ao hotel, fizemos o check-in e como já eram quase horas de jantar, decidimos ir comer qualquer coisita e depois ir dar uma volta à beira rio.
Dia da chegada
Jantar no Lucky 7 burguers and more
Como queríamos um restaurante que ficasse já a caminho da beira rio decidimos ir jantar ao “Lucky 7 burgers and more“. Sim eu sei, decidimos por algo que não tem nada a ver com a comida Húngara, mas está bastante bem avaliado. Os hamburgers são bons, nada do outro mundo, são apenas hamburgers mas recomendo a quem quiser experimentar. Vá aqui está uma foto, se quiserem considerar a lá ir. Uma coisa que me impressionou foi o serviço, os senhores que nos atenderam foram muito simpáticos, deram mesmo uma boa sensação de boas vindas.

Em seguida fomos dar uma volta pela cidade. Eram isto mais ou menos 8 horas da noite e estava um frio do rachar. Mesmo muito frio. Aí é que nos demos conta que se calhar devíamos aproveitar bem as horas de “sol”.
Mas a beleza da cidade definitivamente que nos abriu o apetite para o que nos esperava nos dias seguintes.




Primeiro dia
Para esta viagem, eu é que tinha delineado o nosso plano. Uma das coisas que não podíamos perder eram os famosos banhos turcos e por isso até tinha arranjado maneira de irmos a dois diferentes, um no primeiro dia e outro no último.
Para hoje estava planeado o seguinte:
1 Museu Nacional da Hungria
2 Holocaust Memorial Center
3 Gellért Hill
4 Citadella
5 Termas Gellért
Magyar Nemzeti Múzeum (museu nacional)
Assim depois de um bom pequeno-almoço, que para mim o melhor foram uns folhados com queijo e doce que eram uma delícia e para o meu namorado foi haver mais de uma qualidade de salsichas, seguimos para o museu nacional da Hungria (Magyar Nemzeti Múzeum). Como a localização do hotel era mesmo espectacular, estávamos basicamente a 10 minutos a pé das primeiras paragens delineados no nosso (meu) plano.
O museu é um edifício muito bonito (tanto por dentro como por fora). O museu por fora tem enormes colunas que lembra um templo romano. Por dentro, existem várias colunas de mármore e os tectos e as paredes com pinturas impressionantes. Este museu exibe peças desde a pré-história até os dias de hoje, dando a conhecer toda a história da Hungria.
Holocaust Memorial Center
Em seguida, fomos ao Holocaust Memorial Center. Como o nome diz, este edifício é um memorial às vítimas do Holocausto. Eu confesso que esta visita me deixou bastante triste, eu sou uma pessoa facilmente impressionável e ver as fotos, os textos e documentários sobre o que as pessoas sofreram durante este horrível período da história, deixaram-me meio macambúzia.


E não fui a única, o meu namorado sentiu-se igual. Existe outro monumento assim, “A Casa do Terror” que estava planeado visitarmos no último dia, mas decidimos em não ir (e depois até descobrimos que estava encerrado nesta altura para manutenção anual). Aqui também existe uma sinagoga onde se pode rezar (confesso que foi a primeira vez que entrei numa).
Great Market Hall
E assim passámos à fase seguinte. Hoje, o almoço estava planeado ser no Great Market Hall. Como não tínhamos fome nesta altura, porque ainda era ainda meio dia e tínhamos tomado o pequeno-almoço só há duas horas, decidimos ir lá espreitar o mercado, mas comíamos depois na volta. Basicamente, e em termos muito gerais é um grande mercado. Tem dois pisos, o de baixo é o mercado propriamente dito, onde se vende vegetais, carne, fruta, queijos, padarias, e no andar de cima tem vários sítios onde se pode comer e comprar as famosas lembranças que tanto os turistas gostam (nós comprámos aqui o nosso habitual íman para o frigorífico).

Gellérthegyi Barlang (igreja escavada na rocha)
Seguimos para a ponte que fica mesmo ao lado do mercado, a ponte da Liberdade e assim entrámos na zona de Buda. Na nossa visita a esta cidade, descobrimos porque esta se chama Budapeste. Existem duas zonas, a Buda e a Peste que estão divididas pelo rio Danúbio. A zona de Buda é a zona mais histórica, onde se encontra a Citadella, enquanto a zona de Peste fica do outro lado do rio e é a zona mais moderna da cidade (o nosso hotel ficava nesta zona).Ao passar a ponte, vimos uma espécie de castelinho de feitio engraçado, pois parecia enfiado na rocha. O meu namorado ficou logo em pulgas para lá irmos. Descobrimos que afinal é uma igreja, a Gellérthegyi Barlang, a Igreja da Pedra em português. E o nome é bem lhe dado, afinal é uma igreja escavada na rocha. Apesar de ser muito simples, não deixa de ser impressionante.

Citadela
Agora “escalar” a colina até à Citadela. É uma subida de cerca de 20 a 30 minutos. Sempre havia outras opções como os autocarros, mas também se faz bem a pé e há imensa gente a fazer o percurso desta maneira. Lá em cima, a vista sobre a cidade é espectacular. Mas também não fosse este o ponto mais alto da cidade. A citadella é um forte que desempenhou um papel importante na história militar do país, devido ao local onde se encontra. Na parte central encontram-se 3 estátuas. A maior chama-se estátua da Liberdade construída em 1947 e representa a libertação da Hungria da Uniao Soviética na segunda guerra mundial. Esta estátua, estando no ponto mais alto da cidade é impossível não ser admirada de vários pontos desta. Nós demos a volta à fortaleza e encontrámos pelo caminho barraquinhas, umas com comida, outras com souvenirs. Eu já estava tentada pela comida, às 3 da tarde já era tempo de se comer. Mas acabámos por desistir da ideia porque o próximo passo eram as termas.
Termas Géllert
As termas Géllert são das mais famosas de Budapeste. A sua arquitectura faz-nos entrar em outro mundo. Aqui. não só se pode aproveitar as águas termais, como também existe piscinas, salas de banho-turco, saunas, e até massagens ou outros tratamentos. Nós experimentámos um bocadinho de tudo, mas onde passámos mais tempo foi na piscina exterior de água quente e na sauna que ficava mesmo ao lado. Foi uma agradável experiência ver o dia a dar lugar à noite, numa piscina de água quente. Peço desculpa que as fotos não estão muito nítidas, mas o vapor de água estava sempre a embaciar a câmara.
De volta ao Great Market Hall para comer
Depois de 3 horas passadas, esfomeados fomos comer qualquer coisinha ao Great Market Hall. Apanhámos a 10 minutos de fechar, mas valeu a pena. A comida é óptima e os preços são baixíssimos. Recomendo mesmo cá virem. É que deu para almoço e para jantar. Foi aqui que experimentámos a sopa Goulash, um dos tradicionais pratos Húngaros. A sopa foi-nos servida dentro do pão, com uma deliciosa couve-roxa caramelizada (uma das melhores coisas que já comi, a sério) e com sour cream. A foto não faz jus ao quanto isto era bom.

Szimpla Kert (ruins bar)
Com isto tudo já eram quase 7 horas da noite (na verdade aqui escurece bastante cedo nesta altura do ano, às 4 e meia já começa a anoitecer). Como não íamos jantar decidimos tentar ir a um ruin bar. Ruins Bars são bares construídos em edifícios e lojas abandonados durante a 2ª guerra mundial. Nós decidimos ir ao Szimpla Kert, o mais perto do nosso hotel. Estava lá imensa gente.




Szimpla Kert é um espaço com vários balcões, um com cocktails, outro com vinhos, outro com shisha. Nós decidimos ir para os cocktails. Pedimos os dois um mojito que era de certeza pelo menos 90% de rum. É um sítio com aspecto bastante alternativo, mas bastante concorrido. Decidimos logo na noite a seguir tentar a shisha. Quando saímos fomos nos lambuzar com uns bolos de chaminé, também famosos por estas bandas. Havia uma lojinha que estava aberta no caminho para o hotel e decidimos experimentar. Digo-vos foi uma maravilhosa ideia para acabar este primeiro dia em Budapeste.
Segundo dia
Este era o dia em que tínhamos planeado ver mais coisas. O programa para hoje era:
1 Basílica Santo Estevão
2 Parlamento Budapeste
3 Shoes on Danube Bank
4 Igreja Matias
5 Bastião do Pescador
6 Castelo Buda
7 Galeria Nacional da Hungria
8 Museu da História Húngara
Basílica de Santo Estevão
Começámos por isso o dia bem cedinho, às 8 da manha já estávamos a sair do hotel. Primeiro como estava planeado, fomos ver a Basílica de Santo Estevão. Este é um dos edifícios mais bonitos de Budapeste, tanto por dentro como por fora. Mas para nós, se por fora é bonito, por dentro é espectacular. As pinturas, os vitrais, tudo é lindíssimo. Tenho a dizer que o meu namorado ficou mesmo impressionado e isso é dizer muito. As fotos não conseguem expressar a beleza fantástica deste monumento.




Shoes on Danube Bank e Parlamento de Budapeste
Depois fomos para um dos mais icónicos monumentos desta cidade, o Parlamento de Budapeste. Com as suas cúpulas avermelhadas, a sua grandeza, tudo faz lembrar Budapeste. Aqui a visita guiada é obrigatória e tem que ser marcada. Como ainda nos faltava mais de meia hora para a hora da nossa visita decidimos ir ver o memorial “Shoes on Danube Bank” que traduzindo em português é: Sapatos à margem do Danúbio. Este é um memorial aos judeus mortos à margem do rio. São esculturas de sapatos que representam os judeus que eram obrigados a despir-se e a descalçar-se antes de serem mortos. Os seus corpos caíam no rio e eram levados pela corrente. É um memorial bastante impressionante que nos leva a pensar sobre a humanidade.




Não é para ser como a maior parte das pessoas faz, tirar selfies com esta estátuas. O meu pensamento é “Está tudo doido?” É assim tão importante mostrarem aos outros que ali estiveram que fazem figuras de parvos a tirar uma foto a sorrir perto de algo que representa um episódio horrível da história? Eu acho que algumas pessoas deviam mesmo pensar nas suas prioridades e nas suas acções. É realmente muito triste e ignorante quem tira este tipo de fotos.Depois de nos revoltarmos com a estupidez das pessoas, voltámos ao Parlamento para a nossa visita guiada. Ficámos a saber que este é o maior edifício de Budapeste e o segundo maior parlamento da Europa. O seu interior é altamente luxuoso, onde se pode encontrar a coroa do primeiro rei Húngaro. Estima-se que na sua construção estiveram envolvidos meio milhão de pedras preciosas e 40 kg de ouro.
Igreja Mathias & Halászbástya (bastião dos Pescadores)
Depois da nossa visita guiada, já era cerca da 1 da tarde. Era altura de passarmos para o outro lado do rio, para visitar o que nos faltava, agora na zona Buda. Em primeiro agendado estava a igreja Mathias e o Halászbástya (bastião dos Pescadores). Estou aqui a colocar os dois juntos, porque eles ficam ao lado um do outro.

Estes monumentos ficam na colina do castelo do Buda. O bastião dos Pescadores começou a ser construído no ano em que a Hungria fez 1000 anos, em homenagem às sete tribos que a fundaram. Cada torre representa uma tribo. Daqui tem-se uma bela vista para a cidade e normalmente a entrada é gratuita. A igreja Mathias, assim chamada devido ao rei Mathias que se casou nesta igreja duas vezes, é uma homenagem a nossa Senhora e era a igreja principal na zona Buda, na época medieval.
Castelo de Budapeste – Galeria Nacional
Depois de nos perdemos um bocado por aqui a apreciar a vista, fomos para a zona do castelo propriamente dita. Também é onde se encontra a Galeria Nacional e o museu da História. Foi mesmo por aqui que começámos, pela Galeria Nacional. Na galeria, pudemos ver obras de arte húngara desde a Idade Média até ao século XX.


Como por esta altura já estávamos a ficar cansados decidimos não ir ao museu da História. Demos uma voltinha pelo castelo e decidimos voltar para o lado de Peste.
Pastelaria Auguszt Cukraszda
Como também já estávamos a ficar cheios de fome, isto já eram 4 da tarde, decidimos ir comer outra vez ao Market. Mas foi uma decepção. Depois de quase 40 minutos a andar, encontrámos o Market fechado. Pelos vistos ao sábado encerra às 3 da tarde e no domingo está fechado o dia todo. Para enganar a fome fomos a uma pastelaria, a Auguszt Cukraszda. É uma das pastelarias mais bem avaliadas de Budapeste. Infelizmente, não tenho fotos porque estávamos sem bateria nos telemóveis e com um humor horrível. Mas podem sempre fazer uma rápida pesquisa na Internet e logo vêem se vale a pena (vale). Vejam em: http://www.augusztcukraszda.hu/.
Lángos (comida tradicional húngura)
Apesar de termos enganado a fome com uma fatia de bolo e com um chocolate quente com chantilly (eu sei, só gula), quisemos ver se encontrávamos algo mais substancial. Andámos pelos lados do nosso hotel e encontrámos algo que queríamos experimentar (outra delícia húngara): Lángos.

Este fast-food húngaro é feito de massa de pão frita em forma de pizza, a qual pode ser comida simples ou juntar outros ingredientes, como queijo, fiambre e sour cream no nosso caso. E, sim depois disto já estávamos bem mais contentes.
Cruzeiro à noite no rio Danúbio
Eram 5 e meia da tarde e daí a uma hora tínhamos um cruzeiro no Danúbio. Em quase todos os sítios onde se pesquise um pouco sobre o que fazer em Budapeste, o cruzeiro no Danúbio encontra-se mencionado, principalmente o cruzeiro à noite. E claro está, não íamos perder a oportunidade. Existem várias empresas que fazem estes cruzeiros e nós escolhemos Legenda Sightseeing Boats, não só porque era o que tinha as melhores reviews mas também porque era a única companhia que ainda tinha lugares para aquele dia (tínhamos os comprado no dia anterior). Também podem escolher o cruzeiro que inclui jantar, mas nós foi mesmo só o passeio com 1 bebida incluída. E sim, vale a pena. Vê-se Budapeste numa outra dimensão, é uma experiência única. O meu namorado fez um vídeo de toda a nossa viagem e cada vez que o vejo, a beleza de Budapeste me surpreende. O cruzeiro demorou cerca de 1 hora e em seguida fomos jantar.
Restaurante Puli
Nós numa das vezes que tínhamos ido em direcção ao hotel, tínhamos reparado num restaurante que tinha preços bastante acessíveis. Como nós queríamos experimentar comida tipicamente húngara, acabámos a jantar neste restaurante, o Puli. Eu pedi frango paprikash com dumplings e o meu namorado pediu Toltott Kaposzta que é couve recheada com carne. O que tenho eu a dizer em relação à comida? O meu não tinha sal e o do meu namorado tinha sal a mais. Não foi assim uma experiência que diga que gostaria de repetir. Talvez pedir a mesma comida sim, mas noutro restaurante. O que até nos admirou porque o restaurante estava cheio.


Mais uma vez no Szimpla Kert
Para acabarmos a noite, depois deste falhado jantar, fomos outra vez para o Szimpla Kert. Aquilo já estava cheio apesar serem apenas 8 e meia, mas depois de andarmos às voltas, conseguimos uma mesinha no sítio das shishas. Experimentámos uma com sabor a pina colada. Ainda bebemos uma cervejita e deixámo-nos ficar até às 11 e meia. Apesar de ter sido um dia muito comprido, aquele final deu para relaxar e ainda nos rirmos das nossas figuras a fumar a shisha.


Se lá forem, aconselho-vos a ir cedo como nós. Quando saímos às 11 e meia havia uma fila enorme para entrar.
Terceiro dia
Depois do dia agitado de ontem, hoje estava previsto algo mais calmo. Menos coisas para ver, menos para andar. Hoje era já considerado o último dia. No dia seguinte já tínhamos que apanhar o avião de volta para casa.
O planeado para hoje:
1 Horror House
2 Museu de Belas Artes
3 Praça dos Heróis
4 Castelo de Vajdahunyad
5 Termas Széchenyi
Como disse acima quando falámos do primeiro dia, tínhamos decidido não ir ao Horror House, por isso essa parte foi imediatamente excluída. O resto era tudo perto umas coisas das outras. A caminhada até nem que foi comprida, mas como estava a nevar imenso estávamos desejosos de chegar.
Hősök tere (praça dos heróis)
O museu de belas artes fica na praça dos heróis (Hősök tere) tal como o palácio da arte. O que é uma pena. Porque o que queríamos ver era o museu de belas artes e acabámos por parar, em erro, no de arte. Nunca houve dinheiro tão mal gasto. Só valeu mesmo a pena porque fugimos um bocado da neve. A praça dos heróis (Hősök tere) é uma das mais importante da Hungria. No centro desta praça encontra-se o Memorial do Milénio, assim chamado porque a sua construção teve início no ano em que a Hungria, como estado, fazia mil anos. No topo da coluna central encontra-se a estátua do arcanjo Gabriel. A toda a volta existem estátuas que representam os líderes das sete tribos magiares que fundaram a Hungria e outras personagens determinantes na história deste país.



Castelo de Vajdahunyad
Depois de admirarmos esta praça seguimos caminho para a zona do castelo de Vajdahunyad. Este castelo, assim como a praça dos heróis, também foi construído para comemorar os 1000 anos de idade da Hungria. Nesta zona podemos também encontrar o museu da Agricultura (Magyar Mezogazdasagi Muzeum) e o jardim da cidade, nome dado a toda esta localidade. Como estava a nevar, a paisagem não podia ter sido mais de sonho. Como fomos no inverno havia também uma pista para patinagem no gelo.




Termas Széchenyi
Como estava mesmo frio e a nevar, decidimos passar para a zona das termas. Desta vez eram as termas Széchenyi. Estas são provavelmente as mais conhecidas de Budapeste. Aqui encontra-se o maior complexo deste tipo de banhos, com 21 piscinas diferentes. Existem piscinas de diferentes temperaturas e existem 2 exteriores. Aqui também existem várias saunas e banhos-turcos. Até existe uma sauna com cheiro a mentol. Nós apesar de tudo, preferimos as termas que fomos no primeiro dia, as termas Gellért. Mas confesso que neste momento não me importava nada de lá estar outra vez. Agora já podemos dizer que estivemos dentro de uma piscina de água quente, no exterior, enquanto nevava. Quantas pessoas se podem gabar disto? Nós realmente somos uns sortudos.



Street Cakes (bolo chaminé)
Por volta das 5 horas decidimos ir embora. Não porque estivéssemos fartos, mas porque tínhamos consciência que ia estar muito frio quando anoitecesse e ainda tínhamos uma caminhada para fazer. Pelo caminho ainda parámos para comer mais um “bolo chaminé”. Desta vez foi no Street Cakes.


Restaurante Kék Rózsa
Para o nosso último jantar em Budapeste, quisemos experimentar outro restaurante de comida tradicional húngara. Desta vez fomos ao Kék Rózsa. É um restaurante muito simples, bem perto do hotel onde ficámos e ao pé da grande sinagoga de Budapeste. Para entrada pedimos queijo frito (que pelos vistos também é um pitéu da Hungria) e o menu de inverno que incluía uma sopa de vegetais com dumplings, peito de frango grelhado com cogumelos, queijo ralado, batatas fritas acompanhado de uma salada com beterraba, pepino em vinagre e uns pimentos amarelos muito picantes.
Para sobremesa experimentámos uma espécie de puré de castanhas com chantilly. Eu sei que a sobremesa levava álcool, mas agora não me lembro do que era. Rum?? Hum, não me lembro. O meu namorado para terminar quis experimentar uma bebida alcoólica, tradicional da Hungria, a pálinka. Ele já me andava desde o primeiro dia a dar dicas para a experimentar. A pálinka é uma bebida resultante da destilação dupla de frutas, o que faz que o teor de álcool esteja entre os 40 a 70%. Ou seja, em termos leigos é uma aguardente forte. Até o meu namorado não a conseguiu beber toda. A única coisa boa é que existem vários sabores de pálinka para escolher. Foi sempre bom para experiência.
Quarto dia
As últimas horas em Budapeste estavam a chegar. Até agora tinha sido uma viagem com muito frio e neve, mas talvez por isso mais especial.
Belvarosi Szent Mihaly Templom (Igreja de São Miguel Belváros)
Para hoje não tínhamos nada planeado. Tomámos um grande pequeno-almoço e demos uma volta pela cidade. Tínhamos pensado ir visitar a Grande Sinagoga de Budapeste, mas achámos os bilhetes de entrada bastante caros, quase o dobro do que tínhamos gasto nos outros sítios. Por isso, decidimos ir outra vez ao Great Hall Market para comprarmos umas lembranças para os nossos pais. Fomos pela rua Váci, uma das principais ruas de comércio em Budapeste. A meio do caminho ainda parámos para visitar a Igreja de São Miguel Belváros (Belvarosi Szent Mihaly Templom).
Última refeição no Great Market Hall
Lá chegámos ao market. Andámos lá a passear, comprámos as lembranças e decidimos comer qualquer coisa antes de partimos.




E foi aqui que vimos um grande prato de comida. Podia-se chamar uma torre de diferentes tipos de comida no mesmo prato. Não, não foi para nós, mas tirei uma fotografia. O que me admirou é que a pessoa que pediu isto não estava minimamente admirada com o que tinha no prato. Aqui está a prova (é o prato mais afastado).

E assim terminou a nossa aventura em Budapeste. Espero que vos tenha ajudado em caso também queiram visitar esta esplêndida cidade.















