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Alugar transporte
Os primeiros preparativos incluíram o aluguer de uma carrinha de 7 lugares para assim irmos todos juntos, tipo agência turística ou tráfico de emigrantes. O primeiro conselho que vos dou é que se precisarem de alugar um veículo que o façam num aeroporto, não só há mais escolha como também fica mais em conta financeiramente. Por exemplo estivemos ainda a ver alugar em Abrantes, já que tínhamos que por lá passar a buscar metade da malta, mas o aluguer da carrinha ficaria mais do dobro do valor, uma coisa ridícula de quase 1000 euros para além que a escolha de veículos daquele tamanho era miserável. Acabámos por escolher a companhia Budget por já a termos usado em outras ocasiões e podermos entregar a viatura em qualquer altura, mesmo que quiséssemos entregar no feriado. Marcámos a recolha e entrega no aeroporto de Lisboa e o processo nas duas ocasiões foi facilíssimo e nem sequer chegaram a tirar o depósito o que normalmente é requerido – e tenham cuidado porque algumas agências pedem valores incríveis acima dos mil euros (mesmo no aeroporto) como depósito. Depois de transporte organizado era preciso escolher a acomodação.
Acomodação

Como queríamos visitar ambas as cidades, Guimarães e Braga, ficámo-nos pelo meio. Já que no meio está a virtude ou lá como se diz. Acabámos por alugar 4 quartos na Quinta das Pedras de Baixo e revelou-se uma ótima escolha. O sítio era lindo, sossegado e o anfitrião simpatiquíssimo. Em toda as minhas viagens nunca encontrei um anfitrião tão acessível, prestativo e culto. Para dizer a verdade foi ele que acabou por encaminhar a nossa viagem com sítios para visitar e onde deixar o carro (muito importante quando se conduz uma carrinha mais grandita). A quinta em si tem vários quartos, primeiro um edifício branco com sala, cozinha e três quartos cada um com a sua casa de banho privativa (chamada de Villa com 3 quartos). Foi neste edifício onde tomámos o pequeno-almoço – e aconselho se tiverem oportunidade de escolherem dormir aqui. Depois há um pequeno bungalow, mesmo em frente da piscina (onde eu e o meu marido ficámos) e mais 3 quartos uns ao lado dos outros numas acomodações reconstruídas (onde ficou o resto do pessoal).


Apesar de tudo o dono da quinta tinha oferecido para que se quisessem ficarem no edifício branco, mais moderno, podiam-no fazê-lo, mas só poderiam pôr as malas ao fim do dia já que haviam organizado uma festa de aniversário. Os quartos escolhidos eram confortáveis e acolhedores, mas comparando com os do edifício mais recente, os deste são acomodações mais modernas e digamos menos recetores de insetos (lembremo-nos que estamos no meio do campo!) para além de uma bonita vista para os arredores.


Como já mencionei, o anfitrião foi espetacular, deu-nos todas as indicações do que visitar em ambas as cidades e de maneira a não termos de andar com a carrinha de um lado para o outro. Também foi ele que nos serviu o pequeno-almoço de manhã, com pão fresco, café acabado de fazer e até estavam incluídas geleias caseiras como a de vinho tinto!
Sendo a localização e o serviço de grande qualidade a quinta costuma estar cheia e por isso tem que se marcar com antecedência, especialmente nos meses de Verão, onde a procura é maior. Pronto e assim tínhamos transporte e sítio para dormir – só faltava aviar as malas e partir!
Guimarães
Início da viagem
A nossa viagem foi um bocadinho mais comprida especialmente comparando se tivéssemos aterrado no Porto e conduzido até Guimarães. Mas também porque fomos de Lisboa a Abrantes, buscar metade dos viajantes e depois de Abrantes até à Quinta das Pedras de Baixo para tirar as malas, esticar as pernas antes de partimos para Guimarães.
Durante a viagem parámos uma vez numa estação de serviço e isto é uma daquelas coisas que Portugal tem muito para melhorar. Pessoas que fazem viagens longas e que queiram fazer uma pausa para o dito xixi e quiçá fazer uma refeição decente não têm muita escolha. Primeiro é melhor parar antes de estarem com a bexiga completamente cheia – apesar de quem desenhou as estações de serviço ter certamente pensado que seria engraçado meter as casas de banho em sítios meio escondidos para confundir as pessoas – na altura em que já se está com medo de largar a primeira pinga não acha muita piada andar às voltas à procura da casa-de-banho. Outra é a comida – há sempre aquele restaurante meio manhoso onde uma sandes com um pickle custa 5 euros (e já a ter um bom desconto em cima). E consigo dar-me conta que nisto Portugal tem muito a melhorar quando comparo com as estações de serviço em Inglaterra onde para além das bombas há sempre um edifício onde há comida acessível como McDonalds, Burguer King ou Subway. Atenção que disse acessível não saudável. Normalmente também há uma loja de café, como o Starbucks e onde se encontram as casas-de-banho. Já agora também menciono que normalmente há um daqueles casinos com máquinas de puxar a maneta – mas acho que também não precisamos de copiar tudo. Por isso isto é uma oportunidade de negócio para quem tem dinheiro a mais e queira investir em algo.
Depois deste à parte, chegámos à Quinta das Pedras de Baixo. O dono da quinta logo apresentou-se, mostra-nos os nossos quartos e aproveitámos para deixar as malas. De necessidades básicas finalizadas, o nosso hospitaleiro deu-nos um mapa sobre Guimarães e explicou-nos o que não podíamos perder na cidade que estávamos prestes a visitar.
Agora há quem vá dizer que não vimos quase nada de Guimarães e que precisávamos de mais uma semana e isso não é conhecer e blá blá blá. Contudo foi o que foi. Já estávamos a entrar pela tarde adentro por isso focámo-nos nas partes principais da cidade de Guimarães.
Montanha da Penha
O primeiro ponto foi a Penha. Como nos foi aconselhado deixámos a carrinha no Parque Lago das Hortas, que é gratuito, e subimos a montanha da Penha de teleférico, o que ficou a 7.5 euros por pessoa (ir e vir). Se for só de ida o bilhete fica a 4 euros. Também podem sempre levar o carro até ao topo da montanha, mas nós queríamos mesmo passar o menos tempo possível dentro do carro.


Felizmente não havia fila para o teleférico e num instante subimos a montanha naquele caixa suspensa. A vista do teleférico é mais ou menos, sobe-se por cima de estradas e casas. Sim, tem-se uma boa vista da cidade de Guimarães, mas não esperem de ficar completamente assoberbados com a viagem. Atenção que nesta viagem passa-se por uma casa que tem piscina e se os proprietários foram fans do nudismo a experiência passa a ter outro potencial. Mas nós o máximo que vimos foram dois burros (e não estou aqui fazer trocadilhos) no meio de um terreno de terra meio decrépito.


A subida é bastante rápida e num ápice chegávamos ao topo da Penha. Existem vários pontos de interesse na Montanha da Penha, como o Santuário da Penha de onde saia um casamento quando chegámos, a estátua de Pio IX, a gruta da Senhora de Lourdes, a capela de São Cristóvão, entre outros. Deixo em baixo o mapa com os pontos mais importantes, para saberem em que direção devem seguir. Do Santuário da Penha tem-se uma vista extensa da cidade de Guimarães e arredores. Na Penha podem também seguir pelos caminhos engraçados entre grandes pedregulhos de pedra, típicos da paisagem natural do norte de Portugal.

Paço dos Duques, Castelo de Guimarães e D. Afonso Henriques
Em seguida fomos ao Paço dos Duques. O Paço dos Duques foi construído entre 1420 e 1433 a mando do primeiro duque de Bragança, D. Afonso. O Paço dos Duques foi primeiramente usado como residência dos duques de Bragança, o que lhe deu o nome que ainda hoje tem, mas foi deixado ao abandono no século XIX. Na altura das invasões francesas, este edifício funcionava como Quartel Militar. Entre 1937 e 1959, o Paço dos Duques foi reconstruído e inaugurado a 25 de junho de 1959, tornando-se a residência oficial da zona norte do país do Presidente da República de Portugal (tipo casa de férias eu diria).

O mais impressionante da visita ao Paço dos Duques são as muitas e majestosas tapeçarias representando cenas de caca, de tema religioso ou da história de Cipião. Apesar de as cores desvanecidas pode-se imaginar o quanto são preciosos estes têxteis e o quanto é importante conservá-los. Um reflexo do passado no presente.

Chegando o final da tarde, o castelo já se encontrava-se fechado e não tivemos oportunidade de visitar o seu interior. Pudemos sim ver a estátua do nosso primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que tem um valor histórico por se encontrar exatamente em Guimarães. Até porque Guimarães é muitas vezes mencionado como o berço de Portugal já que foi nesta zona o palco da batalha de S. Mamede (1128) onde D. Afonso Henriques saiu vitorioso o que foi decisivo para a independência do Condado Portucalense (e mandou-se os espanhóis apanhar gafanhotos).

D. Afonso Henriques foi reconhecido como o Rei de Portugal pelo papa em 1179 e assim se tornou o primeiro rei de Portugal.
Centro Histórico

Depois da visita ao Paço dos Duques, à estátua de D. Afonso Henriques e uma volta ao parque que rodeia o majestoso Castelo de Guimarães, eis que nos dirigimos para o centro histórico da cidade. Ainda pudemos dar uma espreita na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira antes de nos sentarmos na grande esplanada em frente à igreja. Aqui é o melhor sítio da cidade para sentar, beber um copo e conversar até à hora de jantar.


O restaurante escolhido foi “A Buxa“, recomendado por uma amiga que vive em Guimarães. O restaurante fica no centro histórico por isso foram uns segundos que demorámos a mover-nos de um local para o outro. A decoração do restaurante é simples, mas agradável. O restaurante foi escolhido por servir comida tradicional da zona e por isso pedi “Bacalhau à Narcisa” que estava delicioso e eu normalmente não sou muito apreciadora de bacalhau porque normalmente vem bastante salgado, mais espinhas e peles e não sei o quê. E normalmente acabo por passar mais tempo a escolher espinhas e a ter a certeza de que nenhuma se vai espetar na traqueia do que a apreciar o prato. Mas o bacalhau estava bastante bom e recomendo. Apesar de ter de facto passado algum tempo a tirar as espinhas.

Também provei a Torta de Guimarães, já que estava no sítio indicado para o fazer, e sim senhora, bastante boas, apesar de não terem bem aspeto de torta, mas mais de pastel. Mas muito boas de qualquer das formas. Neste restaurante também há opções vegetarianas, o que é cada vez mais importante. Houve alguns membros do nosso grupo que escolheram pratos de carne e que acharam que apesar de a comida ser boa, as doses não eram grandes. Agora não tenho bem a certeza se é porque realmente as doses não eram muito grandes ou porque não tinham almoçado e estavam esganados de fome. Da minha refeição não tenho nada a apontar.

Depois do jantar ainda pensámos em sentarmo-nos mais um bocadinho na esplanada exterior no centro histórico, mas depois de uma viagem longa havia quem já sonhasse em deitar-se e finalmente dormir.

E assim voltávamos a conduzir para a Quinta das Pedras de Baixo. No dia seguinte era a vez de Braga.
A nossa visita a Guimarães foi como os ingleses dizem “short and sweet” (rápida e doce), mas gostei bastante da cidade, pareceu-me pequena e por isso não digo que mais que um fim-de-semana seja necessário para visitar Guimarães. Mas se Guimarães não é enorme em tamanho é enorme em valor histórico, para nós portugueses que somos de Portugal.
Braga
Dia de visitar Braga, uma cidade que deixou muitas memórias, saudades e um deslumbramento imenso do norte de Portugal.
Breve história
Braga, ou como antigamente era conhecida, Bracara Augusta foi fundada no século XV/XVI Antes de Cristo pelo imperador Augusto. Bracara Augusta era a capital da província da Galécia onde as 6 “estradas” vindas de Roma conduziam a civilização latina até Braga.
Até aos dias de hoje viveu-se uma Braga medieval, altura em que a Sé era o epicentro da cidade e tivemos também uma Braga Renascentista na segunda metade do século XV e inícios do século XVI. Durante este período as ruas foram alargadas a mando de D. Diogo de Sousa e abriu-se praças, construi-se fontes e capelas. Mas o estilo mais evidente em Braga é o Barroco sendo Braga uma das zonas portuguesas com maior índice de obras de arte deste estilo. Por alguma razão Braga é considerada como a capital do Barroco. Um dos maiores ícones desta região deste estilo é o Santuário do Bom Jesus do Monte de que falarei mais a frente.

Braga, tal como todo o norte de Portugal é considerado por muitos um paraíso da gastronomia portuguesa, com comidas que vos deixarão satisfeitos e com uma moleza prazenteira. Tivemos oportunidade de experimentar apenas algumas dessas delícias, mas ainda ficou muito para a próxima vez como as papas de sarrabulho, o arroz de pato, cabrito assado e as frigideiras. Não é mesmo possível em apenas um dia marcar um certo em todos os elementos da lista. E mesmo assim puxámos os estômagos ao máximo até a barriga fazer já uma parábola.
Os santuários
O dia começou solarengo com um Verão de Maio que só Portugal consegue oferecer. Arranjados fomos ao pequeno-almoço por volta das 9 da manhã. Um pequeno-almoço capaz de deitar abaixo qualquer rabuge da manhã. O pão fresquíssimo e os croissants com calda de açúcar foram para mim os pontos altos.
Primeiro local de paragem depois de partirmos da quinta das Pedras de Baixo foi a Igreja de Santa Maria Madalena. Esta igreja só se encontra aberta ao Domingo, mas na altura que lá passámos a missa estava no auge e não parece muito bem aos fiéis aparecerem turistas armados com camaras fotográficas a interromper o pai nosso ou a toma da hóstia. Esta igreja é um bom exemplo do Barroco, estilo mencionado acima incluindo o uso da telha dourada no seu interior. Da igreja tem-se uma imensa vista sobre a cidade, como um aperitivo do que viríamos a conhecer em breve.


Não querendo disturbar a missa, nem esperar que ela acabasse, pusemo-nos a caminho até ao Santuário do Sameiro, o segundo maior santuário Mariano de Portugal. A primeira pedra foi lançada em 1873 para a construção da capela. No entanto, a primeira pedra para a construção do santuário seria colocada ali 17 anos mais tarde. Como não podia deixar de ser, este local tem um valor religioso enorme, mas o que mais impressiona é a sua parte exterior com os grandes pilares que ladeiam o início da escadaria, os monumentos do Imaculado Coração de Jesus e Coração de Maria.

O santuário tem sido palco de várias adições ao longo dos anos como a estátua do Papa João Paulo II, erguida depois da sua visita ao Sameiro que decorreu a 15 de maio de 1982. A visita ao santuário é gratuita, tal como o parque de estacionamento, e é certamente um dos sítios a não perder nos arredores de Braga.


A próxima paragem talvez seja o local mais famoso de Braga – O Bom Jesus do Monte ou também conhecido como o Bom Jesus de Braga. Basta olhar para uma fotografia da majestosa escadaria para imediatamente dizer – isto é em Braga. Todo o esplendor que hoje podemos visitar foi palco de um enorme trabalho que demorou mais de 600 anos. Pela escadaria temos a Viae Crucis conduzindo-nos através de pequenas capelas onde estão representadas coleções escultórias da Paixão de Cristo, fontes, esculturas de pedras e jardins.


Visitámos a igreja, descemos a escadaria da via Sacra e subimos novamente desta vez de funicular. Este é um lugar de valor incalculável não só a nível religioso, mas a nível da cultura portuguesa, arquitetura e paisagismo. Aviso que este local é bastante procurado e o parque de estacionamento estava um bocadinho movimentado. O parque de estacionamento não é pago, mas fica apenas 1 euro e podem passear o tempo que quiserem.

O almoço

Assim chegava a hora de ir para o centro de Braga e encontrar um restaurante para almoçar. Seguindo referências de quem vive na zona fomos almoçar ao restaurante Adega Malhoa que fica bastante perto da Sé de Braga. Mal entrámos, encontrámos um espaço acolhedor, rústico e intrigante. Todas as paredes estão forradas de papéis com mensagens de agradecimento, desenhos e até moedas. Mal nos sentámos a mesa sentimos que estávamos realmente num local tradicionalmente nortenho – e digo isto com todo o respeito possível. Os pratos escolhidos não podiam deixar de ser os típicos da região – começando por umas maravilhosas pataniscas de bacalhau seguidas de rojões á moda do Minho, Arroz pica no chão e vitela assada que estava uma delícia, a carne era tão tenra e saborosa. Foi uma das melhores refeições do fim-de-semana.




Estávamos a contar de seguida visitar a Sé de Braga para queimar todas aquelas calorias – mas a Sé estava fechada para um evento qualquer e não podia ser visitada naquele dia. Tenho a certeza que nunca está fechada, uma vez que é um dos locais mais importantes em Braga, mas claro que tinha de estar no ÚNICO dia em que visitávamos Braga. Para afogar as mágoas fomos ao café Frigideiras da Sé. Pedimos para sobremesa os famosos éclaires, mas não achei nada de especial. Infelizmente já não havia espaço para as frigideiras, com muita pena minha, já que dizem ser deliciosas. Estivemos por ali à conversa à volta de cafés e aperol spritz quando decidimos que era tempo de dar uma volta pela cidade. Sem grandes planos começámos a percorrer as várias ruas de Braga. E foi quando a cidade se abriu para nós.
A cidade
Sem pressas, sem destino e sem planos, foi assim que explorámos Braga. Entrámos na igreja de St. Cruz que fica ao lado do símbolo do nome da cidade que nos recebia tão abertamente.


Atravessámos a Avenida da Liberdade, coberta de flores e rodeada de muitas lojas. Subimos languidamente até ao chafariz da Praça da República onde virámos à direita para o jardim da Praça da República. Ainda entrámos na Basílica dos Congregados que faz parte do antigo convento dos Oratorianos. Embrenhámo-nos pelo meio do jardim e fomos recebidos por um grupo de músicos a tocar concertina e a cantar no meio deste belo cenário – no meio do jardim rodeado pelos edifícios da cidade com a fachada da Igreja da Lapa mesmo de frente e a água do chafariz a reluzir sobre a luz forte do sol.


Continuando na nossa exploração descontraída fomos visitar o jardim de Santa Bárbara, encontrando de passagem outro grupo de músicos onde a cidade dançava a seu tom. Para mim o jardim de Santa Bárbara foi um dos locais mais bonitos da cidade com a fachada do Paço Medieval de Braga a fazer de palco de fundo às imensas flores coloridas. Ainda descemos para visitar a Igreja do Pópulo, mas naquela altura já se encontrava encerrada.

O Jantar
E chegava a hora de jantar. E sabíamos exatamente onde queríamos ir!

Primeiro aviso: vão cedo porque não aceitam reservas e quando saímos era para aí 8 e meia e havia uma fila enorme cá fora. Tínhamos ido cedo porque tinha sido esse o conselho de quem já tivera o prazer de experimentar a Taberna Belga. O principal prato aqui talvez sejam as francesinhas, mas também há outros pratos como pregos, bifinhos com cogumelo e hambúrgueres. Mas foi a seleção diversa de cervejas belgas que nos encheu os olhos para imediatamente escolhermos este local para última refeição em Braga. A única coisa que foi pena foi a falta de fome depois do grande almoço que tivemos na Adega Malhoa. Acabámos por só pedir meia francesinha, mas mesmo assim houve que não conseguisse marchar com tudo. Mas realmente foi uma pena porque foi uma das melhores francesinhas que comi na minha vida, aquele molho era simplesmente divinal.
E com esta refeição final acabava a nossa aventura familiar em Braga. O serão foi passado ao pé da Quinta das Pedras de Baixo, a passear pela aldeia, junto à igreja e na conversa até que chegou a hora de dormir.

De manhã seguinte já foi só tomar o pequeno-almoço e voltar a fazer o percurso Braga – Abrantes – Lisboa.
Um fim-de-semana muito português, muito nortenho e muito bonito. Para quem não conhece ponham Braga e Guimarães na lista para viagens futuras.